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  • Manuel Espirito Santo com fim-de-semana possível em Aragon

    A quarta jornada da Formula 4 espanhola decorreu este fim-de-semana no Circuito de Motorland em Aragon. Manuel Espirito Santo encarou a prova com o optimismo habitual.

    Começou bem com o segundo melhor tempo nos treinos livres, no entanto, na qualificação registou o 12º crono depois de não conseguir fazer uma volta limpa. Resultado que viria a condicionar as corridas. O jovem piloto do Estoril que este ano se estreia no Campeonato viria a terminar as corridas no 12º e 11º lugares. Na corrida 3 foi forçado ao abandono devido a um toque e um furo.

    Não foi o melhor dos fins-de-semana de competição para Manuel Espirito Santo mas desde cedo que sabia que Aragon não seria um circuito fácil: “É uma pista onde habitualmente sinto dificuldades. Há circuitos e circuitos e este não é definitivamente o meu circuito de eleição. Os treinos estavam a correr bem, mas não ter conseguido uma volta limpa na qualificação condicionou tudo. Sabia que as corridas iam ser complicadas mas procurei dar o meu melhor”, começou por explicar o piloto da MP Motorsport.

    “Não estava com um bom andamento nas corridas iniciais e não consegui ir além do 12º e 11º lugares. Foquei-me no último confronto mesmo que a partir do 15º lugar. Ganhei posições nas primeiras voltas e parecia estar tudo melhor até sofrer um toque e um furo que me obrigou a desistir. Não era o que estava à espera…”, concluiu Manuel Espirito Santo que está inserido num dos mais exigentes e competitivos campeonatos de Formula 4 com pilotos muito fortes e aguerridos.

    O piloto português é agora 14º classificado no Campeonato, 9º entre os pilotos estreantes. A F4 Espanhola faz agora um interregno para as habituais férias de verão e regressa a 18 e 19 de Setembro em Valência.

  • Campeonato e Taça Internacional na capital do Drift

    Pinhel recebe a 21 e 22 agosto a terceira prova do Campeonato de Portugal de DRIFT e a terceira Taça Internacional da modalidade com pilotos de várias nacionalidades. O Município de Pinhel e o Clube Escape Livre organizam a prova que até hoje mais tem contribuído para a visibilidade e o crescimento do Drift em Portugal.

    Em 2016 o Município de Pinhel e o Clube Escape Livre organizaram a Taça de Portugal de Drift que consistiu num assinalável êxito. Público e pilotos aderiram entusiasticamente e em 2017 surgia a Taça Ibérica com a presença de pilotos espanhóis, para em 2018 a primeira Taça Internacional receber espanhóis e franceses a que se juntaram, em 2019, pilotos suíços.

    Para Luís Celinio, presidente do Clube Escape Livre: “a visibilidade alcançada pelo trabalho sério e empenhado que realizámos com o Município de Pinhel, não temos dúvida, esteve na origem da constituição do Campeonato de Portugal. E, claro, o circuito de Pinhel foi dos primeiros a integrar este novo desafio da FPAK.”  

    Já para o presidente do Município de Pinhel, Rui Ventura: “aguardamos já com muita expectativa o regresso do Drift a Pinhel que garante sempre um fim de semana de muita emoção. O Campeonato e a Taça Internacional de Drift são já incontornáveis na programação do Município de Pinhel. Esperamos que todos os adeptos da modalidade possam desfrutar de um fim de semana de muita velocidade e de muita adrenalina, na capital do Drift.” Após um ano de interregno, devido à pandemia, o Drift está de regresso a Pinhel e será apresentado oficialmente a 12 de agosto com todos os pormenores sobre o traçado, o público admissível e os pilotos que vão marcar presença.

  • TCR Europe: Mikael Azcona vence de novo em Spa-Francorchamps

    Definitivamente, Mikael Azcona (CUPRA Leon Competición) não dá hipóteses a ninguém em Spa-Francorchamps e na manhã deste sábado repetiu, de forma categórica, o triunfo que havia alcançado na véspera, conquistando o pleno na quarta jornada do TCR Europe. O piloto espanhol da Volcano Motorsport somou a terceira vitória da época, reforçando a liderança do campeonato, mesmo depois de ter estado ausente na ronda anterior, em Zandvoort.

    “Adoro este circuito de Spa, especialmente em condições de chuva, e hoje correu tudo bem, ainda que não fosse fácil somar mais uma vitória, pois os adversários estiveram bastante fortes e fui obrigado a dar o mau máximo. Sinto-me, naturalmente, muito feliz por continuar na luta pelo título…”, disse Azcona, que terminou com 1.812s de vantagem face ao Hyundai i30 N de Mat’o Homola, sem dúvida outra das figuras desta segunda corrida, com o francês Teddy Clairet (Peugeot 308) a ocupar o último ligar do pódio.

    Com os dez primeiros lugares da qualificação invertidos na grelha, era o russo Klim Gavrilov (Audi S3 LMS) quem partia no primeiro lugar, ladeado pelo jovem Isidro Callejas (Honda Civic Type R FK7), com Teddy Clairet (Peugeot 308) e Franco Girolami (Honda Civic Type R FK7) na segunda linha. Atrás, na terceira, estavam o Audi S3 LMS de Nicolas Baert e o Hyundai Elantra N de Sami Taoukif, e na quarta fila surgia, então, o líder do TCR Europe, Azcona, ladeado pelo eslovaco Mato’o Homola (Hyundai i30 N). Na quinta linha pontificavam mais dois Hyundai Elantra N da Sebastien Loeb Racing, os de Mehdi Bennai e de Felice Jelmini.

    O dia amanheceu sob chuva e nebulosidade no circuito de Spa, com a organização a declarar “corrida à chuva” e a mesma teve início com o safety car durante duas voltas, para a partir daí, já com os pilotos adaptados ao estado da pista e rendidos às suas opções de pneus (chuva e/ou seco), abrirem as “hostilidades”. Refira-se que a maioria dos pilotos foi para a escolha mista (2 slicks e 2 de chuva), e se o “pole” Gavrilov apostou 100% nos de chuva, Homola fez o contrário (apenas slicks) e no final colheu louros…

    Teddy Clairet foi lesto a chegar ao primeiro lugar, mas Azcona teve-o sempre debaixo de olho, depois de, sucessivamente, ultrapassar Taoufik, Baert, Girolami e Callejas, até porque o “pole” Gavrilov quase nem aqueceu a sua posição ao ir à boxe para trocar pneus…

    Azcona esperou o momento certo para superar o francês da Peugeot e fê-lo a quatro voltas do final, para conseguir depois uma margem de segurança. Mais atrás, numa corrida bastante animada, sucediam-se vários despiques, entre os quais o que teve como protagonistas Girolami, Taoufik, Baert e Bennani, mas quem esteve irresistível foi Homola. O eslovaco, que partira do nono lugar da grelha, foi subindo volta atrás de volta, à medida que a pista ia secando, e acabaria, já na última, por conquistar a segunda posição a Teddy Clairet, graças à opção pelos pneus slicks. E, tal como sucedera na primeira corrida, Langeveld (Hyundai) repetiu quase a papel químico o seu desempenho, trepando uma série de lugares até acabar em quinto, muito próximo de Isidro Callejas, vencedor da categoria júnior. A próxima jornada (quinta) do TCR Europe está agendada para 3/5 de setembro, no circuito alemão de Nurburgring.

    Corrida 2

    1º, Mikael Azcona, Volcano Motorsport, CUPRA Leon Competición TCR, 10 voltas

    2º, Mat’o Homola, Janik Motorsport, Hyundai i30 N TCR, + 1.812s

    3º, Teddy Clairet, Team Clairet Sport, Peugeot 308 TCR, + 2.412

    4º, Isidro Callejas, Brutal Fish Racing Team, Honda Civid Type R FK7 TCR, + 12.186

    5º, Niels Langeveld, Sébastien Loeb Racing, Hyundai Elantra N TCR, + 12.693

    6º, Sami Taoufik, Sébastien Loeb Racing, Hyundai Elantra N TCR, + 17.178

    7º, Franco Girolami, PSS Racing Team, Honda Civic Type R FK7 TCR, + 21.817

    8º, Nicolas Baert, Comtoyou Racing, Audi RS 3 LMS, + 22.348

    9º, Mehdi Bennani, Sébastien Loeb Racing, Hyundai Elantra N TCR, + 22.778

    10º, Tom Coronel, Comtoyou Racing, Audi S3 LMS, + 26.019

    Campeonato

    1º, Mikael Azcona, 230 pontos

    2º, Franco Girolami, 200

    3º, Mehdi Bennani, 183

    4º, Niels Langeveld, 163

    5º, Tom Coronel, 154

  • Motofil conquista mais um pódio em Montalegre

    A equipa esteve em destaque na segunda visita do ano do Campeonato de Portugal de Rallycross by Diatosta à pista transmontana, com Gonçalo Novo a alcançar um brilhante segundo lugar na categoria de Iniciação, enquanto João Novo foi um pouco menos feliz, obtendo apenas o sétimo posto na competitiva Divisão Super 1600.

    Esta quarta prova da temporada conheceu desfechos bem diferentes para os dois pilotos da Motofil, pois, em Montalegre, o “lobo” mais jovem Gonçalo Novo conseguiu concretizar o pódio que lhe tinha fugido em Sever do Vouga, com um fim-de-semana onde mostrou do que era capaz aos comandos do Toyota Starlet.

    O piloto que representa a Motofil na categoria de Iniciação teve uma exibição de luxo, rodando sempre nas posições cimeiras ao longo das mangas de qualificação e nas semifinais. A sua performance continuou alta na corrida decisiva e a recompensa chegou, com o 2º lugar final. O resultado revelou-se uma excelente operação pontual, pois permitiu encurtar a diferença para o líder do campeonato.

    “Contrariamente a Sever, desta vez consegui exprimir em resultados todo o meu potencial, e sair de Montalegre com um resultado mais consentâneo com o meu valor. E isso deixa-me satisfeito, comigo e com a minha equipa”, referiu, sublinhando que “o carro esteve perfeito, não dando qualquer problema ao longo de toda a prova”. O desejo de Gonçalo Novo é que na próxima prova “possa manter este nível de resultados, discutir a vitória e dessa forma poder lutar pelo campeonato. Acho que temos condições para o fazer”.

    Já João Novo teve um fim-de-semana algo complicado aos comandos do Citroën C2 S1600, apesar de saber que o nível competitivo da divisão ‘rainha’ do rallycross nacional é muitíssimo alto e exigente. “Vinha para Montalegre com a esperança de ter uma prova mais positiva que anterior, depois dos azares que tivemos e que nos tinham impedido de alcançar a final. E a verdade é que isso aconteceu, apesar das condições difíceis que tivemos no domingo e que transformaram as corridas numa espécie de lotaria”, começa por assinalar.

    De facto, o piloto da Motofil andou a um ritmo muito constantes nas posições da frente, apesar se envolver num toque na quarta manga de qualificação, já com a chuva a fazer-se sentir. O carro foi recuperado para semifinal, onde as condições da pista eram terríveis, mas onde alcançou o quarto lugar e se apurou para o confronto decisivo.

    O objetivo na final era tudo fazer para alcançar o almejado pódio. Mas com o Citroën C2 S1600 a ressentir-se dos problemas resultantes do toque na quarta manga João Novo teve de ficar-se pela sétima posição.  Um resultado que “não é o desejado”, mas que deixa ‘no ar’ “a sensação de que em condições normais posso estar a discutir as primeiras posições. Fico contente com o ritmo demonstrado. Por isso tudo irei fazer para que na próxima prova o desfecho seja diferente”.

    O Campeonato de Portugal de Ralicross by Diatosta entra agora nas férias de verão, regressando apenas nos dias 3, 4 e 5 de setembro, com o 56º Mação Verde Horizonte.

  • Continuou “série negra” de Sérgio Dias em Montalegre

    O piloto do Renault Twingo S1600 saiu frustrado desta segunda visita do Campeonato de Portugal de Rallycross by Diatosta a Montalegre, já que apesar de ser um dos mais rápidos da Divisão S1600 acabou por ser ‘travado’ por um toque inaudito de um adversário.

    Sérgio Dias conheceu mesmo uma prova complicada na pista transmontana, marcada por altos e baixos, sendo que logo na primeira manga de qualificação sofreu um toque que lhe condicionou a prestação, terminando em 13º. O piloto do Renault Twingo S1600 esperava que na segunda manga as coisas corressem melhor. E foi o que aconteceu. Apostado em recuperar posições fez um ‘forcing’ que o levaria ao quarto posto. Isso deu-lhe um moral reforçado para o resto do fim-de-semana competitivo.

    As expetativas para domingo eram as melhores, mas com a chuva a aparecer as condições da pista também se alteraram. Mas a lama não fez Sérgio Dias ‘baixar os braços’, pelo que foi à luta e na terceira manga conseguiria o 9.º lugar. Mas um problema mecânico não o deixaria depois participar na quarta manga, o que o fez perder várias posições na classificação geral após as qualificações.

    Obrigado a arrancar de último para a semifinal, o piloto empenhou-se, deu o tudo por tudo e acabaria por se impor. “Foi uma semifinal de muita emoção, onde dei tudo e felizmente consegui ultrapassar as dificuldades, chegando ao triunfo”, que o colocou de novo na rota da luta pela vitória, pois na corrida decisiva arrancava da primeira linha da grelha de partida.

    Sérgio Dias até arrancou bem, mas na travagem para a primeira curva um adversário abalroou o seu Renault Twing S1600 por trás, estragando-lhe a corrida. O incidente fê-lo entrar em pião e descer para último. Mas tal como no confronto anterior, voltou a dar tudo para recuperar.

    “Lutei novamente com tudo, mas já não dava para mais e acabei em quinto. Ficamos frustrados, pois após a semifinal era dos pilotos mais fortes em pistas à chuva. E fomos literalmente arrumados, o que nos tirou pelo menos um lugar do pódio”, desabafou o piloto após a prova.

    Sérgio Dias não aceita a conduta de certos adversários, muito embora o rallycross seja um desporto de contacto. Mas sente que já basta de tantos ‘chega pra lá’: “Penso que não mereço este tipo de conduta, pois não é assim que se ganham corridas. Há que ser ‘mais limpo’ e correto em pista”.“Foi pena o que aconteceu, pois, o meu andamento à chuva estava muito bom. Espero que este tipo de ‘azares’ não se repita na próxima prova. Temos andamento para lutar pelas vitórias e queremos lá chegar!”, acrescentou o piloto do Renault Twingo S1600.

  • Exibição de gala de Gonçalo Janeira premiada com 2º lugar no Caramulo

    Está a ser uma época de estreia ao mais alto nível para o piloto do Fundão. Sempre rápido e eficaz aos comandos do bem preparado Citroen AX GTi, Gonçalo Janeira conquistou mais um pódio entre os Legends na prova do Targa Clube.

    Chegou tarde às lides desta época, pois só começou a participar a partir da Serra da Estrela, mas desde que está no plantel do Campeonato de Portugal Legends de Montanha JC Group, Gonçalo Antunes Janeira tem sido um caso sério de competitividade e tem feito uma temporada sempre em crescendo. Na 30ª Rampa do Caramulo, almejou conquistar com todo o mérito o terceiro pódio consecutivo da época entre os Legends e é agora candidato claro a terminar esta sua época de estreia num notável pódio final do campeonato.

    O piloto do Fundão encarou a sexta tirada do ano “com a mesma garra e vontade de sempre. Logicamente, estava com algum receio pela rampa rápida que ia encontrar, visto ser a minha primeira vez no Caramulo e o traçado exige conhecimento para que possamos rodar nos limites”. Subida após subida, Gonçalo Janeira foi percebendo “que estava a melhorar. No final de sábado estava bastante satisfeito com o desempenho, e também pelo resultado provisório. O pódio parecia claramente dentro das nossas possibilidades.”

    A jornada decisiva de domingo foi marcada pela “lotaria” meteorológica. O piloto destaca que ficou “contente com a chegada da chuva, pois gosto de guiar nestas condições. Fui sempre melhorando os tempos e cedo percebi que tinha andamento para tentar chegar ao 2º lugar nos Legends, sabendo que uma vitória era uma completa miragem face ao poderio do Mitsubishi do Manuel Pereira”.

    A sua exibição foi de gala e logrou ser sempre rápido e eficaz nas diferentes condições da pista, sendo de realçar que, nas duas subidas de prova do dia, Gonçalo Janeira colocou sempre o Citroen AX GTI a “voar baixinho”, rodando “num ritmo forte que me permitiu suplantar o líder do campeonato e chegar a um 2º lugar que me deixa muito feliz!”.

    Gonçalo Janeira conquistou desta forma o terceiro pódio consecutivo da época, sendo a primeira vez que logra reclamar o2º posto, feito que dedica “à família e à minha equipa, pois são quem me dá alento e me motivam sempre que coloco o capacete!”. O piloto do Fundão reconhece ainda que “fiquei bastante contente e surpreendido, comigo e com o AX, pois não tivemos problemas de maior e revelamos uma competitividade muito forte. Foi para mim uma prova excelente”.

    Gonçalo Janeira é agora 3º da tabela pontual dos Legends, a uma prova do fecho da temporada, que decorrerá em Boticas, em setembro. Promete que tudo fará “para coroar esta nossa primeira época com um pódio num campeonato nacional. Será simplesmente fantástico!”.

  • Toques arruínam aspirações de Pedro Rosário em Montalegre

    Apesar de se cotar como um dos mais rápidos durante o fim-de-semana na pista transmontana, o piloto de Coimbra acabou por não conseguir traduzir isso em resultado na quarta prova do Campeonato de Portugal de Kartcross by Diatosta devido a dois incidentes na final.

    Pedro Rosário queria aproveitar o ‘balanço’ de Sever do Vouga e em Montalegre ter uma exibição semelhante à demonstrada na pista do Alto Roçário. E as coisas até pareciam bem encaminhadas, pois nos treinos esteve entre os seis mais rápidos, o que o deixava confiante para as mangas de qualificação de sábado. Logo na primeira qualificação o piloto conimbricense arrecadou um terceiro lugar, demonstrativo do seu grande andamento. E na segunda manga foi ainda mais veloz e logrou o segundo posto, dando boas indicações para o dia seguinte.

    O que é facto é que domingo amanheceu chuvoso e a intempérie deixou o traçado de Montalegre bastante enlameado. Não era um bom pronúncio, para o que se seguiria nas terceira e quarta mangas de qualificação, onde vários toques prejudicaram Pedro Rosário e o fizeram descer na tabela classificativa, ‘caindo’ para a sexta posição.

    Na semifinal o piloto de Coimbra atacou forte e conseguiu terminar no terceiro posto, apurando-se para uma final onde estava determinado a terminar no pódio. O excelente arranque deixou-o no segundo lugar, mas por pouco tempo, pois um toque no final da reta atrasou-o, fazendo perder várias posições. O ‘golpe de misericórdia’ nas suas aspirações aconteceria na segunda volta, com um segundo toque que fez ruir por completo a sua exibição, atirando-o para o nono lugar final.

    “Foi uma final de loucos, tínhamos andamento, reagimos rápidos ao semáforo, mas no final da reta um toque na traseira atira o kartcross para fora da trajetória fazendo-me perder alguns lugares”, conta Pedro Rosário sobre o sucedido. Referindo ainda que, “posteriormente, e no mesmo sítio, um outro piloto veio literalmente para cima de nós e arruinou de vez a nossa final”.

    O piloto conimbricense ainda tentou “recuperar, mas era impossível subir mais posições”. Por isso o desfecho esteve muito longe do que aspirava e se sentia capaz de alcançar, “como se viu pelas exibições que nas mangas de qualificação e na semifinal. Penso que era difícil terminar pior o fim-de-semana. Um desfecho que está longe de espelhar o andamento e o ritmo que tivemos ao longo dos dois dias. Agora resta-nos olhar em frente e aproveitar as férias para tentar melhorar o kartcross e aparecer em setembro na máxima força!”.

  • Susto não deteve Rute Brás no Caramulo

    A piloto de Peso da Régua não evitou um percalço na prova do Targa Clube, mas aos comandos do Peugeot 206 RC na NJ Racing deu mostras da evolução que fez desde a sua estreia no Campeonato de Portugal de Montanha JC Group.

    Sabia-se que a Rampa do Caramulo seria sempre um grande desafio para Rute Brás, que tinha tido uma boa prestação em Santa Marta de Penaguião, na sua estreia absoluta como piloto e procurava dar seguimento a esse nível exibicional. “Gostei imenso da rampa. O sábado correu muito bem, pois fui melhorando os tempos”, começou por referir.

    Mas a verdade é que depois de ter estado em bom plano no primeiro dia de, onde o traçado se apresentou seco, a chuva da segunda jornada acabou por complicar a tarefa da piloto duriense, que confessa: “No domingo fiquei um pouco triste por causa do tempo. A chuva não ajudou.  Não tinha pneus de chuva e por isso não pude subir bem nas duas primeiras. Depois começou a secar a pista, mas havia partes que estavam molhadas e realmente aconteceu ter dado um toque numa curva.  Não se deveu só ao facto de a estrada estar molhada. Foi um erro que cometi”, admite Rute Brás.

    A piloto da NJ Racing encara a situação como normal, e diz que é por causa destas situações que tem “uns excelentes professores no Nuno e no João Guimarães, a quem a agradeço sempre. Foi por eles que aqui estive. E é por pertencer a esta equipa maravilhosa. Onde as pessoas, além de tudo, são minhas amigas”.

    “Outra pessoa que me tem ajudado e dado imensa força que quero destacar, e estava lá quando bati, é o Sérgio Nogueira. Isto acaba por ser três equipas em conjunto. É uma família autêntica. E isso tudo fez com que o fim-de-semana tivesse corrido bem”, destaca Rute Brás.

    A piloto de Peso da Régua diz que “apesar deste percalço”, nada lhe “retirou a vontade de continuar a correr. Muito pelo contrário. Só quem anda lá dentro é que sabe que isto pode acontecer. E desta vez aconteceu-me a mim”.“Estou contente com a minha prestação, embora saiba que há coisas que têm de melhorar, é um facto. Mas é para isso tenho excelentes pessoas a rodear-me e a dar-me as ‘dicas’ necessárias”, remata Rute Brás.

  • PTRX: Tiago Ferreira com fim-de-semana “negro”

    Decididamente a sorte não quis nada com o piloto do Peugeot 208 S1600 na quarta prova do Campeonato de Portugal de Rallycross by Diatosta, que teve lugar em Montalegre, pois toques e penalizações impediram-no de concretizar o bom andamento numa boa classificação na Divisão Super 1600.

    Depois dos problemas sentidos no carro francês em Sever do Vouga, Tiago Ferreira ambicionava na pista transmontana um fim-de-semana sem surpresas desagradáveis, que lhe permitisse traduzir em resultado o ritmo que já por várias ocasiões evidenciou esta temporada. Só que mais uma vez a sorte nada quis com o piloto de Lousada. Foi mais um fim de semana negro para Tiago Ferreira, apesar do fim-de-semana até ter começado da melhor maneira na primeira qualificação, efectuando o segundo melhor tempo da geral. O que abria boas perspectivas para o resto dos dois dias de prova em Montalegre.

    Só, como vem sendo habitual na segunda qualificação, um toque condicionou a prestação do piloto lousadense. E como se isso já por si não bastasse, ainda foi alvo de uma penalização, que ainda piorou mais a situação. No domingo Tiago Ferreira entrou em pista apostado em recuperar posições, terminou no oitavo posto, mas mais uma penalização atirou o piloto para a 11ª primeira posição. A mesma em que terminou a quarta qualificação.

    O piloto do Peugeot 208 S1600 estava pronto para enfrentar a semifinal, que passou a ser uma autêntica lotaria, devido à chuva torrencial que, entretanto, se abateu sobre Montalegre. Ainda assim, Tiago foi para a luta, e quando já rodava no terceiro posto, um toque danificou a transmissão do carro francês e a sua atuação terminou por aí, naquele que foi mais um desfecho inglório numa época em que está a demonstrar que, apesar de ser “rookie” na divisão mais competitiva, tem talento para ombrear com os melhores.

    “Depois do que me aconteceu que mais há para dizer?! São azares atrás de azares, toques e mais toques. E, como se isso já não chegasse, ainda me batem por duas vezes e arruínam-me a minha prova”, desabafou o piloto após a sua participação. Tiago Ferreira tem a consciência de que tinha andamento para, “pelo menos estar na final. Mas com tudo isto ‘cortaram-nos as pernas’”. Por isso diz que “era impossível, com tudo o que me aconteceu, sair desta prova com um bom resultado. São azares a mais. Espero que esta série negra acabe, e na próxima prova possa estar no lugar que mereço”.

    O Campeonato de Portugal de Ralicross by Diatosta entra agora nas férias de verão, regressando apenas nos dias 3, 4 e 5 de setembro, com o 56º Mação Verde Horizonte.

  • Fábio Santos e Ricardo Sismeiro readquiriram prazer de competir em Famalicão

    O piloto de Leiria e o seu navegador Ricardo Sismeiro conseguiram o que pretendiam na prova do Team Baia, pois readquiriram ritmo e rotinas de competição essenciais depois dos momentos difíceis que viveram no começo do ano.

    Fábio Santos tinha dito antes desta deslocação ao Norte que a sua prioridade não era o resultado na prova ou na Divisão 2 do 4º Desafio Kumho Portugal. Acima de tudo o que pretendia era readquirir ritmo. E isso ficou bem patente na forma como foi evoluindo ao longo do fim-de-semana aos comandos do seu Citroën Saxo.

    E se na prova que realizara anteriormente em Castelo Branco não tinha ficado prestação, desta feita em Famalicão o prazer de condução foi retomado, nas palavras do próprio piloto de Leiria: “Divertimo-nos bastante. Acho que voltamos a ter gozo em andar, em aprender. E acho que esse foi o objetivo principal, e saímos deste rali satisfeitos como se tivéssemos ganho. E o carro esteve impecável. Além de que viemos sozinhos para esta prova, carregando a mala de ferramentas às costas”.

    De facto, a prestação de Fábio Santos e Ricardo Sismeiro foi em crescendo, pois se no primeiro dia realizaram tempos entre os 20 melhores, no segundo as marcas melhoraram substancialmente e foi-lhes possível ascender ao lote dos 17 primeiros, terminar o grupo num bom lugar e serem sextos na Divisão 2 Kumho. Um resultado que diz bem da evolução e do estado de espírito da jovem dupla.

    “Saímos desta prova com o sentimento de dever cumprido. E foi um rali muito complicado”, refere o piloto leiriense, lembrando que no sábado, não fez “um tempo não muito bom na primeira especial. Na segunda já fomos um pouco mais fortes, fizemos um 12º tempo à geral, estávamos ali perto de uma concorrência fortíssima, em troços que não conhecíamos. E terminamos o primeiro dia bastante felizes, tanto com o carro, como com o nosso desempenho”.

    “E voltamos a ter prazer em pilotar, tanto piloto como navegador”, frisa Fábio Santos, que depois viu a situação alterar-se devido às condições climatéricas: “Quando estamos para arrancar começa a chover um pouco mais forte. Durante esse troço, a meio ainda estava seco, depois passa a molhado e tivemos dois ou três sustos. E vi a minha vida a andar para trás. E instantaneamente tirei o pé do acelerador. Tanto nesse troço como no seguinte baixamos o ritmo”.

    “Na parte da tarde, já com piso bom, já conseguimos andar ao nosso ritmo, já conseguimos fazer troços a divertir-nos, a andar bem. Sabíamos onde podíamos melhorar, e já andamos numa boa toada e é isso que nos deixa felizes. Deixamos um bocado o medo para trás. E trabalhamos só no facto de reaprender a conduzir novamente”, acrescenta o piloto de Leiria, que elogia a organização, e admira o facto de “no meio de tantas casas conseguirem montar ali uma prova daquele tamanho com tantos carros”. Isto para além “da competitividade que se vive no Norte, que talvez por serem mais, é tudo mais competitivo. E os troços são muito técnicos”.

    Já Ricardo Sismeiro, navegador e team manager do Prototype FS Rallye Team, não escondeu a sua satisfação “por, finalmente, termos afastado a nuvem negra que pairava sobre nós desde o acidente da Bairrada. O rali foi para nós um treino e poderemos dizer que o rescaldo é excelente. Recuperamos o prazer de competir, desbloqueando os limites e votando a ganhar entrosamento e confiança no uso do carro. Foi muito importante para o futuro!”. Ricardo Sismeiro deixou ainda uma palavra de “parabéns ao Team Baia, que assinou uma excelente organização, num rali que me impressionou pelo nível competitivo, pelo público e pela estrutura. Vamos voltar com toda a certeza!”.