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  • Parcídio Summavielle lutou até ao fim no Caramulo

    O piloto de Fafe tinha na 6ª Rampa do Caramulo uma prova decisiva para manter intactas as expetativas maiores de chegar ao título da Divisão Turismos 3 do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group. Infelizmente as circunstâncias jogaram contra si e a segunda posição foi o resultado possível.

    Sabendo de antemão que competia com um Renault Clio R3 mais ‘pensado’ para ralis, e por isso mais pesado, Parcídio Summavielle queria dar o tudo por tudo para, na prova do Targa Clube, conseguir uma vitória que levasse a discussão do campeonato para a derradeira ronda da temporada. A luta com o seu rival prometia, pois, as diferenças nunca foram muito grandes.

    Na primeira jornada, e com o tempo seco, o piloto fafense não sentiu muitos problemas, muito embora não fosse fácil o acerto, pois a PT Racing – que dá assistência ao Clio com as cores da UZO – apresentava-se no Caramulo sem o seu responsável máximo. Por isso a equipa fez o seu melhor para que o carro estivesse nas melhores condições possíveis.

    “Conduzo o carro, sei dar as minhas indicações de como me parece que possa ser acertado, mas não sou mecânico. E nessa medida a falta do nosso chefe, o Paulo, fez toda a diferença”, começa por salientar Parcídio Summavielle. Que por isso teve de andar sempre a fazer correções “em termos de set-up. Pois com as condições climatéricas a mudarem alteramos para seco, depois para molhado e depois para seco novamente. Foi complicado”.

    Depois de se ter mostrado competitivo na primeira subida de prova, no sábado, a segunda subida revelar-se-ia determinante no desfecho da prova do piloto de Fafe. “Fomos para essa subida. Is meus adversários subiram, mas, entretanto, uma concorrente bateu e eu já não subi. Eles foram autorizados a subir novamente, e com pneus já à temperatura fizeram tempos que não consegui igualar, apesar do traçado se apresentar seco”.

    “Disse à minha equipa que não havia motivos para se preocuparem, pois ainda havia mais uma subida de prova e que conseguiria anular a desvantagem. Só que, de repente, veio a chuva, e as esperanças que tinha de vencer caíram por terra’”, conta Parcídio Summavielle, relatando o momento em que percebeu que tinha perdido a prova para o seu rival.

    O piloto fafense disse que de imediato foi ter “com o Sérgio (Nogueira) e dei-lhe os parabéns, pois não havia forma de à chuva bater um tempo feito com o piso seco”. Ainda que admita que falta uma prova para o final do campeonato, e tudo pode ainda acontecer na Rampa de Boticas. “Estamos separados por dez pontos, e o Sérgio terá de ser pelo menos terceiro no caso de eu vencer”, recorda.

    Apesar de considerar que já é muito complicado chegar ao título da Divisão Turismos 3 do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, Parcídio Summavielle ainda não decidiu se vai ‘atirar a toalha ao chão’ e alinhar com um carro já a pensar nos seus planos para 2022, ou se vai discutir o campeonato até à última prova e ao último quilómetro da derradeira subida de prova. O piloto de Fafe diz que tudo está em aberto para a Rampa de Boticas: “Há várias coisas a considerar. Por um lado, tenho um carro que foi o possível para esta temporada, e com o qual não desejo continuar para a próxima época, pensando já noutra montada, talvez um TCR. Sendo certo que se isso acontecer significa que entregarei o já o título ao meu principal adversário, que muito prezo e admiro”.

  • Daniela Ferreira conquista pódio na TPM 1300 no Caramulo!

    A piloto da Covilhã ultrapassou de forma brilhante o teste que que estava à sua espera na 30ª Rampa do Caramulo a bordo do Citroën C1 da FR Power. Saiu da prova do Targa Clube com um saboroso pódio, o primeiro da sua curta carreira na Montanha.

    Foi um fim-de-semana e tanto para Daniela Ferreira. A participação na sexta prova da temporada da Taça de Portugal de Clássicos de Montanha JC Group obrigou a piloto da Covilhã a ultrapassar vários desafios, com o primeiro a ser conseguir garantir a sua presença no Caramulo. Mas tudo está bem quando acaba bem. E foi com esse sentimento que saiu desta penúltima ronda da temporada, depois de ter assinado mais uma exibição muito sólida, premiada com um 3º lugar e uma emotiva primeira subida a um pódio final na sua curta carreira.

    O prémio assenta-lhe que nem uma luva, pois em apenas três provas, Daniela Ferreira conseguiu já granjear o aplauso de púbico e adversários, tal a garra e talento que tem vindo a demonstrar, adicionando à consistência uma crescente rapidez, realizando até agora três exibições de alto nível nas provas que realizou.

    Sendo uma “rookie”, tudo é novidade em todas as rampas para a piloto e, como tal, o Caramulo “foi mais um fim-de-semana de aprendizagem. Tivemos alguns percalços, com algumas escorregadelas, mas deu para melhorar sempre os tempos”, começa por nos dizer a piloto serrana sobre esta estreia na prova do Targa Clube. Sendo que “outra experiência nova” para si “foi correr à chuva”.

    O balanço que Daniel Ferreira faz da sua participação é muito bom: “Correu muito bem. Foi um fim-de-semana muito positivo”. E sobretudo uma sensação de grande alívio, pois foi com um enorme esforço que conseguiu estar à partida.  “Foi mesmo até à última hora. Foi possível graças aos patrocinadores. E que foi recompensado porque garanti o terceiro lugar. É a minha primeira ida ao pódio e estou muito feliz!”.

    O “contrarrelógio” que fez para participar no Caramulo reforça ainda mais o “profundo agradecimento que tenho para com todos os que me apoiam: Dimensão Pensamento Fardamentos, Lda., Jorge Gaspar, Tupperware Portugal, FR POWER, Francesinhas & Compnhia, PAR ou ÍMPAR Store, Telepizza Covilhã, The Chico’s, Equinócio de Verão Construções Unipessoal Lda., PINK ME UP, Valvoline, Create, JP AUTO PEÇAS E CREFIS CRF LDA. e THE BESTSELECTION. Uma vez mais foram fundamentais para eu prosseguir este sonho e ter-lhes retribuído com um pódio deixa-me muito feliz!”.

  • A sorte não quis nada com Nuno Araújo em Montalegre

    Depois de ter mostrado andamento para ganhar nas qualificações, o piloto de Penafiel não conseguiu materializar a sua rapidez num resultado de topo na quarta jornada do Campeonato de Portugal de Rallycross by Diatosta. As condições extremas com que disputou a meia-final prejudicou a sua perfomance e afastou-o da ambicionada e justificada corrida decisiva.

    Uma vez a sorte nada quis com Nuno Araújo, o piloto do Audi A1 S1600 da equipa ENI/EQS Racing Team. Chegado a Montalegre – uma pista onde o piloto sempre foi muito rápido –, e estando muito motivado pelo facto de ter o carro nas melhores condições, debelados que foram os problemas técnicos que o tinham forçado a uma desistência precoce na corrida anterior, em Sever do Vouga, Nuno Araújo cedo mostrou ao que ia.

    O piloto de Penafiel andou sempre muito rápido, a rodar claramente no top três. E deu um verdadeiro recital de condução nas duas mangas de qualificação. Mesmo com uma penalização, acabou a jornada inaugural da segunda passagem do Campeonato de Portugal de Rallycross by Diatosta a discutir a liderança da tabela. No domingo, e perante a lotaria das condições meteorológicas – ora chovendo, ora com tempo seco, mas com a pista cada vez mais degradada e mais enlameada – Nuno Araújo logrou, mesmo assim, terminar as duas mangas de qualificação finais de forma a estar entre os três primeiros antes de abordar a semifinal.

    O piloto da ENI/EQS Racing Team partiu na liderança, mas perante uma pista plena de lama não teve a sorte do seu lado, e rapidamente se viu no meio de ‘molhadas’. O que imediatamente o atirou para fora dos lugares que desejava. Como tal acabou por apenas gerir as perdas, para que não fossem provocados danos no Audi A1 S1600, limitando-se a terminar a semifinal, ficando arredado da corrida decisiva.

    Nuno Araújo não escondeu a sua deceção: “Fico com um sentimento agridoce. Estou satisfeito por provar que tenho andamento pelas vitórias, e muito orgulhoso com o trabalho que a minha equipa técnica realizou, no período que mediou entre Sever do Vouga e Montalegre, para colocar o Audi A1 nas perfeitas condições. E por isso agradeço-lhes. Pois o carro estava simplesmente fantástico”.

    “Por outro lado, sinto alguma tristeza e frustração, porque a ausência da final me deixou com um grande amargo de boca”, admitiu o piloto penafidelense, que chamou a atenção para o facto de, “ao longo do fim-de-semana, ter provado que tinha andamento para lutar pela vitória. Mas na lotaria da ‘lama’ saiu-me a fava, em vez da sorte grande, e tive de me contentar apenas com a presença na semifinal”.

    Nuno Araújo remata dizendo que “esta prova de Montalegre deixa-nos muito motivados e cientes de que, piloto, equipa e carro têm condições para chegar às vitórias ainda esta época”, mesmo que a temporada de 2021 seja encarada como de aprendizagem na condução do Audi A1 S1600.

  • José Carlos Magalhães gere imprevistos e garante objetivos no Caramulo

    O piloto/team manager da MNE Sport conseguiu ultrapassar inúmeros obstáculos com se deparou antes e durante a prova do Targa Clube para que fosse possível alcançar o resultado que praticamente lhe garantisse o título nacional Campeonato de Portugal Legends de Montanha. Saiu do Caramulo com o objetivo na mão.

    Na Rampa do Caramulo José Carlos Magalhães conheceu o fim-de-semana mais complicado da temporada. Pois a sucessão de imprevistos tornou a sua tarefa ainda mais árdua, a começar pelos problemas sentidos no BMW M3 Compact, poucos dias antes da prova, que o obrigaram a mudar para o Toyota Carina E, carro bem preparado, mas claramente sem o mesmo nível competitivo do carro alemão.

    Como tal, a sexta tirada da temporada transformou-se nitidamente numa “Operação Controlo de Danos”, focando-se o piloto em dar tudo para alcançar um lugar no pódio, resultado que, não só ‘limitaria as perdas’, mas serviria de forma total para garantir que a liderança pontual do campeonato se transformava numa quase certeza do título.

    A obtenção da terceira posição nos Legends de Montanha no Caramulo deu-se “com muito esforço e entrega pois a batalha foi dura. Felizmente conseguimos alcançar os objetivos, para que o campeonato pudesse ficar praticamente decidido”, começa por dizer o piloto da MNE Sport, que explica que “na quinta-feira anterior à prova o BMW pregou-nos uma partida, e tivemos mesmo de recorrer ao Toyota que acabaria por não dar qualquer problema e é um carro que, mesmo menos preformante, eu gosto muito de conduzir”.

    As constantes alterações climatéricas só vieram acrescentar mais um fator de stress ao fim-de-semana de José Carlos Magalhães nesta Rampa do Caramulo, mas o piloto nunca perdeu o ‘norte’, mantendo o foco no fim maior. “Não tinha pneus e por isso tivemos de fazer aqui uma gestão com este tempo de verão. Mas conseguimos atingir o objetivo, que foi o mais importante”, remata o piloto da MNE Sport, que já pode gozar a pausa do campeonato e pensar já na forma como vai celebrar o título na derradeira prova da época em Boticas.

  • Caramulo foi a montanha do título para Joaquim Teixeira

    O consagrado piloto da JT59 Racing Team/Bompiso juntou mais um título à sua vasta coleção, sagrando-se vencedor da Divisão Turismos 2 do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, ao triunfar na prova do Targa Clube, alcançando assim o pleno de vitórias nas seis provas já disputadas esta temporada.

    Joaquim Teixeira não podia ter escrito um guião melhor para a época que tem conhecido este ano, prosseguindo a sua caminhada triunfal, numa Rampa do Caramulo que esteve longe de ser fácil, dada a instabilidade climatérica que marcou o fim-de-semana.

    Mas aos comandos do Cupra TCR o “Demolidor de Trás-os-Montes” esteve irrepreensível, sabendo ‘ler’ muito bem todos os obstáculos que encontrou pelo caminho, levar de vencida a panóplia de adversários que lhe tentaram bater o pé e, prova após prova, juntamente com a equipa JT59 Racing Team/Bompiso, tomar as melhores opções no que toca a afinações e a utilização de pneus. Um desafio amplamente superado, que permitiu a renovação do cetro, ficando para a história, além de nova vitória nos Turismos 2, novo 2º posto na categoria e a 8º posição na geral.

    “Na Divisão Turismos 2 foi mais um ano em que consegui a vitória. Tentei lutar também pela categoria de Turismos, mas não foi possível. O andamento não chega para o meu adversário, o Luís (Nunes), a quem endereço desde já os meus parabéns, porque foi um justo campeão. Fiquei em segundo”, começou por referir Joaquim Teixeira em jeito de balanço da sua época.

    O piloto transmontano lembra também que nos últimos anos nunca saiu “do pódio absoluto (dos Turismos). Mudo de carro e ando lá sempre. E o meu objetivo, antes da época, era vencer a Divisão 2, o que consegui, também consegui entrar no pódio absoluto dos Turismos e entrar no top dez absoluto também foi alcançado. Por isso estou contente!”. Ainda em jeito de rescaldo, acrescentou que “a época correu bem, e embora falte mais uma prova, que em princípio irei fazer, até porque é Boticas, um dos meus principais patrocinadores. E acho que, acima de tudo, o campeonato está de parabéns”, considera Joaquim Teixeira.

    Sobre a 30ª Rampa do Caramulo em si, o piloto da JT59 Racing Team/Bompiso classifica-a como “difícil, com 50 viaturas presentes”, num “campeonato com cada vez maior projeção”. E “pessoalmente considero que a minha equipa fez um excelente trabalho”, sublinhando que não aprecia “correr à chuva, e eles entregaram-me um carro espetacular, que me deixou admirado, pois permitiu-me fazer um quarto tempo absoluto nessas condições”.

  • Nuno Guimarães assegura novo pódio no Caramulo

    O piloto do Peso da Régua somou mais um segundo lugar na Divisão Prototótipos B nesta penúltima prova do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, num fim-de-semana que para si foi algo complicado, devido à instabilidade climatérica.

    O “Capitão da Montanha” chegou à prova do Targa Clube em alta, depois do brilhante triunfo em Santa Marta, na quinta tirada da época. Mas não foi fácil a Nuno Guimarães acertar o seu SilverCarS2 dada a variedade de condições climatéricas que se fizeram sentir este ano na Rampa do Caramulo, pois se no sábado, com o piso seco, conseguiu tirar bom partido do carro nos treinos, já na primeira subida a ‘doer’, andando mais próximo dos limites, o comportamento do protótipo não foi o desejado, embora permitindo rodar bem dentro do top dez absoluto.

    A equipa trabalhou para alterar o SilverCarS2, e o desempenho do mesmo esteve mais de acordo com o desejado pelo piloto duriense na jornada de domingo, sobretudo com o piso húmido, e foi possível fazer um tempo mais próximo do seu principal adversário e colega de equipa António Rodrigues na Divisão Protótipos B, almejando ainda saltar para o 4º lugar final absoluto.

    “Foi um fim-de semana um bocado difícil. No sábado em seco estava-me a sentir confiante. Mas depois quando fui para a subida de prova tentei atacar mais um pouco e o carro estava com pouca frente, não me permitindo rodar nos limites”, começou por explicar Nuno Guimarães referindo-se à sua participação na prova do Targa Clube.

    O piloto do Peso da Régua considera “que deveria ter arriscado um bocado mais nos treinos para perceber melhor o carro. E ele depois pregou-me essa partida na primeira subida de prova, e o tempo não foi o que eu pretendia. Os mecânicos, e bem, trabalharam de noite, e conseguiram colocar o carro em condições para domingo. O SilverCar à chuva estava excelente. Sentia-me muito confiante nessa situação. Muito confortável. E os tempos saíram”, salienta Nuno Guimarães, que depois se viu ‘a braços’ com “a lotaria do seco, molhado, seco, molhado. Subi de ‘slicks’, com barras, sem barras. Foi muito complicado e exigiu muito foco, muita concentração e, claro, um pouco de sorte!”.

    O “Capitão” confessa ainda que “acho que na segunda subida de prova ‘adormeci’ um pouco. E entreguei a vitória ao Toni (António Rodrigues). Está bem entregue. Os meus parabéns, pois, ele esteve fantástico e, juntamente com o meu 2º lugar, conquistamos mais uma dobradinha para a nossa equipa, numa época que está a ser fantástica a todos os níveis!”, destaca o piloto duriense, para o qual, “a partir daí o objetivo foi garantir o segundo lugar dos Protótipos B e o quarto da geral, porque estava atrás de alguns Turismos e isso também não me fazia sentir bem. Mas no domingo o carro esteve bem. Eu é que não estive tão bem como isso. Por isso faço o ‘mea culpa e agora foco no futuro!’”. Nuno Guimarães vai agora aproveitar o período de pausa no campeonato para retemperar forças e voltar com motivação para rematar a temporada no melhor plano possível: “Agora vamos de férias e voltar para fechar a época em grande em Boticas”.

  • Cláudio Batista com top 6 na estreia no Caramulo

    O piloto de Fafe que defende as cores da Sucesso Automóvel deu mais um passo na sua aprendizagem das provas que fazem parte do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, sendo esse o aspeto a reter no evento do evento do Targa Clube, onde levou o DS3 R1 ao sexto posto na Divisão Turismos 3 e à vitória na sua classe.

    Cláudio Batista tinha no Caramulo um enorme desafio. Por um lado, conhecer o traçado, e por outro enfrentar uma forte e bem equipada concorrência. Mas a sua prestação foi muito positiva, pois foi melhorando progressivamente e denotando muita segurança na abordagem das subidas que foram realizadas com o piso molhado.

    Pelo que no final era grande a sua satisfação do piloto de Fafe, pois teve uma atuação de acordo com as suas possibilidades, e adequada ao conhecimento que tinha da rampa. Não deixando fugir o triunfo na sua classe, já que ao nível da Divisão Turismos 3 era impossível fazer melhor, registando mais um bom 6º lugar, que se transforma em mais uma positiva operação pontual para as contas finais do campeonato.

    “Esta era uma rampa que eu desconhecia. Não tinha grandes adversários na classe, mas tentei subir um bocado na classificação geral e assegurar um bom lugar na minha divisão, mesmo enfrentando bons pilotos, com carros mais evoluídos”, começa por referir Cláudio Batista, que destaca também o ter chovido “e ter arriscado um bocadinho, pois senti-me bem. Isso permitiu-me subir um bocado na tabela classificativa”.

    O piloto minhoto confessa que a temporada de regresso à modalidade (três anos depois) está a ser melhor do que o esperado: “Foi, até agora, uma época que me surpreendeu. Tem sido uma constante aprendizagem do carro e dos traçados das rampas e estou feliz com a minha evolução e por conseguir já andar mais rápido”. A missão de Cláudio Batista agora será o de ‘rematar’ a época com nova exibição positivo no fecho do campeonato, previsto para a Rampa de Boticas, no próximo mês de setembro.

  • Top 5 absoluto e pódio na divisão para Joaquim Rino no Caramulo

    O piloto de Porto de Mós cumpriu os objetivos traçados para o fim-de-semana na prova do Targa Clube, ao terminar na terceira posição da Divisão Protótipos B do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, repetindo assim o resultado conseguido na ronda anterior.

    Joaquim Rino tinha a intenção de na Rampa do Caramulo somar novo ‘top’ três da segunda divisão dos protótipos e tentar a melhor classificação absoluta possível, dando assim continuidade a um crescendo de resultados e performance, nesta época de estreia do seu novo BRC BR49 EVO. Foram objectivos que alcançou em pleno, tripulando o protótipo com as cores da Articimentos e preparado pela FR Power, sempre de forma eficaz, provando que lhe está a “ganhar a mão”.

    No Caramulo, essa adaptação foi bem visível e Joaquim Rino atacou os 2850 metros da rampa sempre de forma rápida, mesmo se no primeiro dia tenha conhecido um pequeno contratempo momentâneo, mas que acabou por não lhe afectar o fim-de-semana.

    O piloto da região Oeste foi melhorando sempre os seus tempos a cada subida, sendo que mesmo com o traçado húmido no domingo, conseguiu superar o desafio com distinção, estando entre os melhores a rodar nessas condições difíceis. O que acaba por ser natural, uma vez que o Caramulo é um dos seus traçados predilectos em todo o campeonato e Joaquim Rino “abriu o livro” da sua vasta experiência que o torna um dos mais consagrados pilotos da modalidade.

    “Saio satisfeito desta rampa. No sábado tive um pequeno percalço com uma bandeira vermelha, que me foi mostrada por engano. Tirando isso correu tudo bem”, começa por dizer Joaquim Rino em jeito de balanço sobre a sua prestação.

    O piloto de Porto de Mós mostra-se “muito feliz com a exibição que consegui e com o comportamento do BRC que está cada vez mais eficaz. Eu também estou mais confiante e a desfrutar mais de o conduzir!” com a prova que fez, e já faz uma retrospectiva da sua temporada, que a uma prova do final já se aproxima do seu termo: “É um balanço positivo no final destas seis provas já realizadas. Em que tudo correu bem, dentro do que seria de esperar, abrindo boas perspectivas para um final que espero seja de festa, sendo para mim importante ir a Boticas lutar por ficar no top cinco final da classificação absoluto, já que o pódio nos Protótipos B está assegurado”.

  • Jorge Machado brilha e conquista novo pódio em Montalegre

    Raça e talento estiveram na base de uma soberba exibição do pilOto lousadense nesta quarta prova do Campeonato de Portugal de Rallycross by Diatosta. Sempre capaz de superar as dificuldades do “lamaçal” em que, a espaços, se transformou a pista, o piloto do Citroen C2 S1600 conquistou um saboroso 2º lugar.

    Foi um fim-de-semana a tocar as rais da perfeição para Jorge Machado. Desde o começo da refrega que se percebeu que o piloto lousadense estava muito rápido e que o Citroen C2 S1600 se apresentava nas melhores condições. Como tal, o “aviso à navegação” deu-se nas duas mangas de qualificação realizadas, com Jorge Machado a ir para o descanso de sábado na liderança da tabela dos S1600, antevendo logo que o craque lousadense poderia sair de Montalegre com mais um grande resultado.

    Domingo foi dia de dureza meteorológica, com a chuva intensa a transformar a pista num lamaçal. Nada que fizesse Jorge Machado “levantar o pé” e o piloto almejou garantir nas duas mangas finais um lugar na primeira fila da grelha da semifinal. Aí, Arrancou que “nem uma bala”, mas não conseguiu evitar a “molhada” da primeira curva, atrasando-se, mas conseguindo, mesmo assim, andar sempre de forma rápida e garantir o 3º lugar. Na corrida decisiva voltou a arrancar de forma perfeita e rubricou uma exibição igual, saltando para o 2º lugar, onde permaneceu até à bandeirada de xadrez.

    No final, cansado, mas sorridente, Jorge Machado salientava que tinha sido “uma prova onde tive de dar tudo de mim e do carro. Lutamos e conseguimos terminar no pódio. Este 2º lugar aumenta as nossas aspirações no campeonato e vinga o azar sofrido na primeira jornada aqui realizada”. O resultado, que o lousadense dedica “à equipa, aos patrocinadores e à minha família”, dá “ainda mais alento para lutarmos pelo campeonato. Estamos fortes e queremos muito chegar à vitória numa corrida. Sentimos que pode acontecer a qualquer momento!”, quem sabe, já na próxima tirada, o 56º Ralicross Mação Verde Horizonte, a disputar nos dias 3, 4 e 5 de setembro.

  • Eva Laranjeira é a nova “rainha” dos Clássicos 1300!

    A piloto de Setúbal fez aquilo que se propunha na 30ª Rampa do Caramulo; vencer pela quinta vez consecutiva na Taça da Portugal de Clássicos de Montanha 1300 e, dessa forma, garantir desde já o título da competição, naquela que foi apenas sua segunda época completa na Montanha!

    Era uma espécie de “tempestade perfeita” já anunciada. Eva Laranjeira foi à Rampa do Caramulo garantir de forma imperial o seu quinto triunfo da temporada, mostrando mais uma vez todo o seu talento e a maneira como “trata por tu” o Peugeot 205 Rallye.

    Desde as primeiras subidas na prova do Targa Clube a piloto da MNE Sport mostrou ao que ia deixando bem claro que não iria permitir quaisquer veleidades aos seus mais diretos adversários. Totalmente focada nos seus objetivos, a ‘Dama de Aço’ logo no dia de sábado colocou a concorrência a considerável distância, lançando-se decididamente para uma vitória no domingo e consequente cetro que não deixou dúvidas a ninguém, fazendo também história com o primeiro título da sua, ainda, curta carreira, que a deixou “simplesmente radiante!”.

    Já como campeã, Eva Laranjeira não escondia a profunda alegria que a assolava; “Estar mais feliz é impossível. Estou muito contente com a concretização do objetivo que tracei e que consegui alcançar nesta rampa. E por isso não podia estar mais feliz. Quando atingimos os nossos objetivos não temos outro sentimento se não ficarmos com uma felicidade plena e desfrutar do momento!”.

    A piloto da MNE Sport refere também que esta Rampa do Caramulo teve duas facetas diferentes entre os dois dias de prova, sobretudo devido à meteorologia. “No sábado foi completamente diferente de domingo, até pelas condições climatéricas que e que nos obrigou a uma atenção redobrada. Mas senti-me bem, forte, segura quer com o piso seco, quer no molhado”, sublinha.

    Eva Laranjeira diz-se “muito orgulhosa dos tempos que consegui fazer, do que consegui alcançar”, enfatizando que conseguiu “superar as expetativas que trazia para esta rampa. No domingo foi um resultado um bocadinho diferente, mas aquilo que estava ajustado às condições que tínhamos, devido à chuva, com um traçado molhado. Por isso adaptei-me às condições que tínhamos, para garantir que chegada ao fim, que cumpria os meus objetivos e ser campeã!”.

    Com o título garantido, a piloto de Setúbal já vai para a derradeira prova da temporada de montanha mais descontraída, e mais centrada em desfrutar ao máximo a condução do Peugeot 205 Rallye, por forma a que a Rampa de Boticas seja para si e para a equipa uma grande e merecida festa de consagração.