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  • Tiago Reis e Helder Oliveira separados por 4s na liderança da Baja TT Montes Alentejanos

    Tiago Reis, navegado por Valter Cardoso aos comandos de uma Toyota Hilux, lidera entre os automóveis a Baja TT Montes Alentejanos disputado que foi o primeiro dia desta corrida alentejana que marcou a abertura do Campeonato de Portugal de Todo-o-Terreno. 

    O piloto de Braga, que também foi o vencedor do prólogo desta competição, dominou grande parte da corrida, mas no derradeiro setor seletivo chegou a perder a liderança para Helder Oliveira que andou sempre na luta pelos lugares da frente e foi o mais rápido neste SS3.

    Apesar de estar na frente da prova, o dia de Tiago Reis acabou por ser marcado por uma situação menos positiva: ““O dia foi bom, mas estamos muito tristes com este último setor. O roadbook não está bem marcado. Aquilo que mais me entristece, ao fim de tantos anos no TT, foi ter visto uma estrada cortada como vi hoje. Não sei se foi por ser eu a abrir a pista, mas lamento imenso terem-no feito. Deviam ter vergonha. Todos nós damos o nosso máximo no sentido de contribuir para o desporto. Cortarem uma estrada para prejudicar os adversários? Estou muito descontente com esta situação. De qualquer modo, amanhã estaremos cá para continuar””, contou o piloto.

    Helder Oliveira, acompanhado por Carlos Jorge Mendes em Ford Ranger, foi o segundo classificado do dia depois de ter terminado em quarto lugar o prólogo de 6 km que se realizou esta manhã. O piloto de Barcelos regressou às competições nesta Baja TT Montes Alentejanos e mostrou-se satisfeito com o primeiro dia de corrida o qual terminou com uma curta diferença de quatro segundos para o primeiro lugar: “estávamos parados desde Reguengos.

    “Começámos com um bom prólogo. Conseguir o quarto tempo foi muito bom. À partida para o SS2 apanhámos um susto. O carro começou a perder gasolina pelo respiro pouco antes de partirmos. Foi complicado conseguir estancar. Fizemos o troço todo a sentir o cheiro a gasolina, o que nos causou alguma ansiedade. Pensávamos que estávamos a perder muito combustível e que podíamos não acabar. Felizmente conseguimos terminar o troço em terceiro. No último setor seletivo não tivemos quaisquer problemas, andámos o mais rápido que conseguimos, já com pouca tração, mas conseguimos vencer a especial e subir ao segundo lugar após a primeira etapa. Foi um ótimo resultado e estou muito contente””, comentou.

    João Ramos navegado por Filipe Palmeiro, que na véspera da corrida tinha sofrido um percalço quando reconhecia o prólogo de bicicleta, acabou por não ser feliz tendo a sua Toyota tombado quando o piloto ocupava o segundo lugar. Fora de prova ficou também Alejandro Martins, outro dos candidatos à vitória depois de o seu Mini ter dado um toque que o impediu de continuar. O terceiro lugar é ocupado pelo espanhol Luís Recuenco, navegado por Sérgio Jimenez. Pedro Dias da Silva (Ford) acompanhado por José Pires terminou em quarto lugar a 27 segundos do terceiro classificado e Henrique Silva, navegado por Henrique Damásio aos comandos de um Mini Paceman Proto, são os quintos classificados.

    Na classe T2 Georgino Pedroso, navegado por Carlos Silva em Isuzu, lideram a competição o mesmo acontecendo nos T4 com a dupla Gualter Barros/Francisco Esperto enquanto nos T8 são Michael Braun e Ivo Santos quem ocupa a primeira posição. Na Taça de Portugal de Todo-o-Terreno está na frente a dupla formada por Cesário Santos e Alexandre Gomes que estão aos comandos de uma Nissan.

  • Rampa da Serra da Estrela terá público

    A Rampa da Serra da Estrela, terceira jornada do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group (29/30 maio), organizada pelo CAMI Motorsport com o grande apoio da Câmara Municipal da Covilhã, será a primeira prova da época com público, na sequência da autorização oficial, obtida esta última quinta-feira, da autoridade de saúde local da Covilhã.

    “Atendendo ao momento atual que ainda vivemos, e às limitações que vão surgindo noutros eventos, dir-se-á que é um feito histórico conseguir ter público na Rampa da Serra da Estrela. Tivemos oportunidade de falar com os responsáveis de saúde locais e explicar todos os detalhes do nosso plano de contingência e, portanto, dizer-lhes que era possível garantir a segurança, em termos de saúde pública, de todos os intervenientes no evento. E o resultado final dessa reunião apenas traduz a qualidade do trabalho desenvolvido pelo CAMI Motorsport, contando, neste caso, com os apoios indispensáveis da Câmara da Covilhã, representada pelo seu vereador José Miguel Oliveira, da GNR, da PSP, da Proteção Civil, dos Bombeiros e ainda da FPAK”, enfatizou Nuno Loureiro, presidente do CAMI Motorsport, que em jeito de desabafo acrescentou: “Ficamos tristes quando as coisas correm mal, mas quando sucede o contrário poucos reconhecem o nosso esforço para superar as dificuldades que nos são colocadas em inúmeras situações…”

    A presença de espetadores na Rampa da Serra da Estrela, dentro de duas semanas, impõe o cumprimento de um conjunto alargado de regras, como o uso obrigatório de máscaras, o cumprimento do distanciamento social ou ainda a interdição da venda e do consumo de bebidas alcoólicas no traçado da rampa. Ao contrário do sucedido em edições anteriores, desta vez o público não terá acesso ao Parque de Assistência. Por último, equipas e pilotos estão dispensados da apresentação de teste negativo à Covid-19.

  • João Ramos quer vencer no arranque da temporada de TT

    O Campeonato de Portugal de Todo-o-Terreno regressa este fim-de-semana com a realização da Baja TT Montes Alentejanos, num arranque de época repleto de novidades para a equipa Toyota Gazoo Racing Caetano Portugal.

    Logo à partida, o nome da equipa que reflete agora a parceria com a Toyota Gazoo Racing, e a estreia de uma nova unidade da Toyota Hilux –  uma nova “Dama Negra” que surge igualmente com uma nova decoração. Filipe Palmeiro estará sentado no banco do lado direito na função de navegador de João Ramos, pois Victor Jesus ainda se encontra em recuperação. No panorama desportivo, o destaque vai para a lista de inscritos da Baja que deixa antever uma das mais, senão, a mais competitiva época de sempre com um lote de pilotos e máquinas absolutamente fabuloso. Mas mais novidades estão preparadas no seio da equipa e que em breve irão ver à luz do dia.

    João Ramos regressa assim com motivação acrescida e argumentos de peso com o claro objetivo de conquistar mais uma vez o campeonato, numa prova que terá a sua base operacional em Beja, e percurso a estender-se aos municípios de Serpa e Mértola. O dia de Sábado abre bem cedo com o Prólogo a abrir as “hostilidades” para o restante percurso da prova com quatro setores selectivos que vão totalizar um pouco mais de 300 quilómetros cronometrados até se cruzar a linha de chegada no dia de Domingo. 

    João Ramos é incisivo no que o motiva a voltar ao CPTT, afirmando que “a vontade de competir e de vencer está no meu ADN, e estamos de regresso para dar o nosso melhor. Não há muito mais de novo que se possa dizer sobre a equipa e sobre mim depois de todos os anos em que marcamos presença no desporto motorizado, isso fala por si, e é certo que vou tentar ser igual a mim mesmo, dar o máximo e entrar em cada prova para vencer. Queremos começar a marcar essa posição já este fim-de-semana. 

    Sendo embaixador da Toyota Gazoo Racing, em Portugal, é algo que me motiva ainda mais pela confiança e contributo que podem trazer para o projeto. Com confiança renovada pelos nossos parceiros para esta época significa que estamos no caminho certo.”

  • Joaquim Teixeira ‘puxou dos galões’ em Boticas

    Um problema técnico no Cupra TCR do piloto transmontano na segunda subida de treinos obrigou o piloto da JT59 Racing Team/Bompiso a um intenso esforço final para chegar à vitória na Divisão Turismos 2 e a mais um pódio na categoria.

    Numa prova onde Joaquim Teixeira ia completamente focado em discutir as posições cimeiras da categoria de Turismos do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, o piloto de Murça entrou completamente ao ataque, num duelo muito intenso pela primazia na sua Divisão.

    “No sábado a equipa tentou fazer os treinos com um jogo de pneus muito usados, não conseguindo fazer tempos em ritmo de competição como desejávamos”, explicou o piloto transmontano, que na última subida de sábado que foi a primeira de prova colocou um jogo de pneus usados, mas em melhor estado. No entanto a falta de ritmo competitivo dos treinos condicionou-lhe a subida de prova, tendo hipotecado conseguir um bom tempo devido a dois erros que cometeu, ficando a uma distância grande para os seus adversários.

    No entanto, o desempenho do primeiro dia antevia claramente que Joaquim Teixeira estaria na grande luta de domingo entre os Turismos. Mas o que o piloto transmontano não contava era com um problema técnico no Cupra TCR na segunda subida de prova, que já não conseguiu completar. “No domingo retificamos o ‘set-up’ em função dos pneus que tínhamos, e na segunda subida de treinos partimos a transmissão logo na partida, quando nos preparávamos para tentar fazer uma boa subida, para poder ‘deitar fora’ o tempo de sábado”, explicou, salientando: “Com este revés tivemos de arriscar tudo na última subida, onde conseguimos o melhor tempo dos Turismos. Mas não chegou para vencer em termos absolutos, porque tivemos de somar o tempo mau de sábado. Ficamos é com a clara convicção de que temos tudo para vencer na categoria!”.

    Isto significa que se o piloto da JT59 Racing/Bompiso não tivesse sofrido o percalço da segunda subida de prova conseguiria obter em Boticas o seu melhor resultado da temporada. Mas valeu o grande esforço colocado por Joaquim Teixeira e o empenho da equipa para colocar o Cupra TCR nas melhores condições e ainda permitir a vitória na Divisão Turismos 2. A que somou o segundo lugar na categoria de Turismos.

    O piloto transmontano começa já a pensar na Rampa Covilhã Serra da Estrela, motivado pelo desempenho final na prova da Demoporto: “Vamos para a terceira prova da época, onde iremos lutar até à última subida por um melhor resultado, que nos permita vencer a Divisão Turismos e a categoria de Turismos. Sabemos que não será fácil, mas nunca desistimos. E sei que a equipa JT59 Racing Team/Bompiso me irá entregar o Cupra nas melhores condições para lutar pela vitória”.

  • Parcídio Summavielle brilhou em Boticas

    O piloto de Fafe voltou a estar em plano de evidência ao ser segundo na Divisão Turismos 3 do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, após intenso duelo com o seu grande rival, que bateu enquanto o piso da Rampa Internacional de Boticas esteve molhado.

    Parcídio Summavielle voltou a mostrar a sua grande rapidez ao longo do evento da Demoporto, aproveitando ao máximo o potencial do seu Renault Clio RS. “Tive um carro fantástico, ou melhor dois carros fantástico. E aí crédito para a minha equipa. Passo a explicar; tive um carro imbatível em piso seco e depois outro imbatível para o piso molhado. O que diz muito de como me prepararam o Clio”, avalia o piloto fafense sobre a máquina com a qual poderá não continuar num futuro muito próximo. Ainda assim em terras transmontanas Parcídio Summavielle procurou dar o seu melhor, ainda que não arriscando: “Tenho planos para passar a outra categoria, este ano ou no próximo, e por isso tenho o Clio à venda. Assim sendo não pude arriscar tanto como gostaria, pois não posso ter danos no carro quando quero vendê-lo. E isso condicionou-me”.

    “Na competição direta com outros adversários estou em desvantagem em piso seco devido ao peso, o que também limitou o meu desempenho sempre que o traçado não se apresentou molhado”, assinalou o piloto minhoto, que mesmo assim nunca ‘baixou os braços’ para tentar vencer a sua Divisão, considerando no fnal que o resultado obtido foi “positivo, dento das circunstâncias e condicionalismos e deixa-nos na luta pelo título”.

    A passagem por Boticas também foi marcada por um episódio extracompetição que deixou Parcício Summavielle bastante agastado: “Quero aproveitar para repudiar certo tipo de intimidações, ainda por cima numa prova com a organização do Demoporto. Reafirmo que não me vergo nem me vergarei perante certo tipo de atitudes deselegantes e nada condizentes com o saber estar e saber ser em competição”, considerando existir “por parte de alguns oficiais uma atitude totalmente persecutória. Estou, tal como está a PT Racing, totalmente pronto para ver o meu carro ser alvo de qualquer verificação técnica, esperando que o mesmo critério seja aplicado a todos os outros contendores. O meu carro foi alvo de uma profunda verificação no final da prova, aliás foi o único (!) e só me posso sentir orgulhoso por ter sido declarado completamente legal!”.

    ‘Desabafos’ à parte, o piloto de Fafe pretende prosseguir no mesmo nível que tem patenteado até aqui, ainda que admite que o possa fazer em moldes diferentes daqueles em que participou até agora: “Vou continuar a dar o meu melhor até ao final da temporada, sempre com o pressuposto de que tenho um projeto para mudar para outra categoria este ano ou no próximo”. A Serra da Estrela será o próximo desafio do fafense. A 3ª prova do campeonato vai decorrer na Covilhã, no último fim-de-semana de maio.

  • A sorte nada quis com Rui Rijo em Serpa

    Rali Flor do Alentejo – Cidade de Serpa terminou mais cedo para o piloto do Mitsubishi Evo VII MR – já que logo no começo da prova a passagem por uma ribeira danificou o cárter do carro japonês ditando o destino da equipa PoolShop Algarve.

    Rui Rijo e Ricardo Mestre abordavam esta primeira prova do Campeonato Sul de Ralis e Desafio Kumho Sul com o claro intuito de discutirem as primeiras posições, entrando “com tudo, mas dentro dos limites” para alcançar os seus objetivos e que, apesar de tudo quanto aconteceu no arranque do CSR, continuam a ser estar na luta pelos títulos do campeonato e do Desafio Kumho. O piloto queria antes de mais concluir a prova, tendo em conta que o campeonato “é uma maratona pontual e que, como tal, exigirá regularidade”. Mas a verdade é que o rali acabou por correr completamente ao contrário das intenções do piloto radicado no Algarve.

    “Esta prova foi para esquecer. Fizemos cerca de dois quilómetros na especial inaugural de Brinches e eu cometi o erro de ter entrado com muita força dentro de uma ribeira. O motor sugou alguma água e acabou por partir, pelo que não pude continuar. Tive que desistir imediatamente”, conta Rui Rijo, ‘sem filtros’ sobre o que aconteceu na prova alentejana.

    O sentimento é de alguma frustração, sobretudo porque o piloto da PoolShop Algarve queria iniciar a temporada com o ‘pé direito’: “É claro que estamos bastante aborrecidos com a situação, mas pouco podemos fazer. Agora é reparar tudo e preparar o carro para Vila do Bispo e esperar pelo melhor. Estamos com algum azar, mas faz parte dos ralis. Vamos ‘levantar a cabeça’ e ver se na próxima prova, disputada num determinado piso de terra muito arenoso e que me agrada, conseguimos fazer um bom resultado e deitar para trás estas duas desistências seguidas”.

  • José Batista evolui e conquista Top 10 em Serpa

    O piloto do Subaru que habitualmente compete no Campeonato da Extremadura de Ralis voltou à prova onde se estreou na competição concretizando o objetivo de estar à chegada da prova. E fê-lo com garra e sucesso, ficando entre os dez primeiros da geral.

    Juntamente com o seu navegador, Jorge Rita, José Batista tinha em mente no Rali Flor do Alentejo – Cidade de Serpa realizar uma prova onde ia “tentar chegar ao fim” e depois ver como corria. E “correu muito bem. Isto apesar de eu o Jorge só termos feito o reconhecimento do rali no sábado de manhã. Mesmo assim, encaramos este fantástico regresso a Serpa confiantes e com o espírito de entrega habitual”.

    A dupla não tinha propriamente uma ‘fasquia’ em termos de classificação, até porque o Campeonato Sul de Ralis não era a sua ‘guerra’, sendo que se colocar o Impreza WRX a dar espetáculo fosse o mote, a intenção de terminar o rali era ainda mais forte e foi com essa intenção que adotou um ritmo “capaz de ser rápido mas sempre sob controle”.

    “Arrancamos e as coisas começaram a correr bem, tomando algumas precauções nas ribeiras e locais mais perigosos. Ao longo do rali começamo-nos a sentir mais confortáveis com o carro e com o percurso, melhorando desta forma o desempenho e as prestações”, conta José Batista, que mesmo assim foi-se mantendo dentro de certos limites de segurança.

    No final o piloto mostrava-se satisfeito por ter terminado esta prova: “adoramos o rali, andamos mais rápido do que nunca, sem avarias, divertindo-nos ao máximo. Agradeço à nossa equipa, a quem nos segue e nos apoia. Esta é a nossa forma de estar nos ralis e apesar de satisfeito com o bom resultado que alcançamos, acima de tudo fica uma prova muito divertida e onde adoramos competir!”. Fica ainda por saber se o programa deste ano de José Batista e Jorge Rita incluirá mais provas ‘entre portas’, ou se continuará focado em Espanha, com o piloto a dizer que “logo se vê. Por agora não temos nada fechado, para além do Rali de Vila do Bispo, onde é certo que estaremos, mas poderá surgir a hipótese de correr em mais ralis em Portugal”.

  • Paulo Anselmo sobe ao pódio Kumho em Serpa

    Na prova que marcou o arranque do Campeonato Sul de Ralis 2021 o piloto do BMW 316 i esteve na luta pela segunda posição na Divisão 2 do Desafio Kumho Sul, que também tinha em Serpa a prova de arranque, ficando a escassos segundos de o conseguir. O 3º posto final entregou à dupla um pódio Kumho logo a abrir a época.

    Apostados em conseguir um bom resultado no Rali Flor do Alentejo – Cidade de Serpa, Paulo Anselmo e Pedro Dias da Silva queriam sobretudo entrar no ritmo da competição dos melhores carros com duas rodas motrizes desde o começo da prova.  E a verdade é que conseguiram, pois se o líder da Divisão 2 Kumho Sul se mostrou inacessível, um lugar no pódio acabou por estar no ‘radar’, acabando por ser decidido por somente nove segundos.

    Isto apesar de piloto e copiloto praticamente só se terem conhecido neste evento. Pelo que o começo da prova foi um pouco a ‘apalpar terreno’: “entrei no primeiro troço na expetativa de saber como seriam as notas dadas pelo meu novo navegador, pois pessoalmente só o conheci na sexta-feira antes do rali. E também para perceber como se iria portar o carro, uma vez que era o primeiro troço de terra e já não conduzia um carro de tração traseira neste tipo de terreno desde 2016”.

    Não obstante as limitações e as novidades, Paulo Anselmo foi subindo de andamento de forma progressiva. “Nos primeiros dois troços não explorei o máximo que podia o carro. No terceiro troço, na segunda passagem por Brinches, íamos tentar ser mais rápidos devido à confiança no conjunto. Porém um dos amortecedores de trás não quis colaborar e cedeu, embora fosse novo”, explicou o piloto do BMW. A prioridade da equipa foi mitigar os danos, mas isso acabou por não ser possível. O que condicionou a prestação nas últimas classificativas da prova alentejana, como refere Paulo Anselmo: “Tentamos resolver o problema na passagem pela assistência, mas o pouco tempo que tínhamos não nos permitiu fazê-lo. E acabamos por ir para as últimas especiais adotando um ritmo rápido, mas tirando o pé nas zonas mais sinuosas”.

    “O objetivo principal foi cumprido, que era divertir-nos e terminar a prova com uma boa classificação. Obrigado a toda a minha equipa – a Paulo Anselmo Competições – e ao meu novo navegador, o Pedro Dias da Silva, que esteve muito bem”, remata Paulo Anselmo que nas contas do Campeonato Sul de Ralis foi quarto nas duas rodas motrizes, alcançando um excelente terceiro na Divisão 2 do Desafio Kumho Sul, resultados que são “muito motivadores e uma recompensa para todo o esforço que a equipa fez ao longo do rali. Dá-nos alento para enfrentar a época e ambicionar estar na luta pelas posições de destaque!”.

  • José Carlos Magalhães lidera Legends de Montanha

    Não obstante os problemas de diferencial no seu BMW M3 Compact, o piloto nortenho acabou por garantir a segunda posição entre os Legends na Rampa Internacional de Boticas e reforçou a liderança no campeonato.

    O resultado acabou por ser melhor do que o desempenho do carro, pois desta vez a mecânica da máquina bávara decidiu não colaborar e José Carlos Magalhães acabou por sair da prova da Demoporto um pouco frustrado. Mas estes tipos de situação são imponderáveis próprios do desporto automóvel.

    “O carro não quis colaborar logo na primeira subida, pois partiu um diferencial. Tentámos resolver o problema e a nossa equipa deu o litro para tentar colocar o diferencial em condições. Tal revelou-se impossível e restou fazer gestão de danos, a pensar no campeonato. Fomos para as subidas de prova conscientes de que era impossível discutir com o Manuel Pereira a vitória entre os Legends e o objetivo passou de imediato por terminar as subidas de prova de domingo e garantir o 2º posto e preciosos pontos para a conquista do título. Conseguimos assim obter um resultado positivo, que não é aquele que queríamos, mas em termos de desfecho final é suficiente para a manter a liderança”, explica José Carlos Magalhães.

    Mas o contratempo sofrido na prova transmontana tem consequências que vão para além do resultado nesta segunda ronda do Campeonato Legends de Montanha.  Uma vez que o arranjo da transmissão do BMW não será fácil, como faz questão de salientar o piloto: “vamos ver se é possível resolver. Temos três semanas. Este diferencial não é feito cá, tem de ir para fora. Nós temos outro, mas tem uma relação muito longa. Vamos tentar arranjar o que é devido para lá e esperemos que a solução possa ser eficaz. De resto, o carro está perfeito, competitivo e a equipa já merece que tenhamos uma prova sem qualquer sobressalto. A Serra da Estrela é uma rampa que traz desafios diferentes de Boticas e da Arrábida e vamos utilizar as sessões de treino para tentar afinar o BMW e lutar pelo triunfo”. Fica a expetativa de perceber se José Carlos Magalhães poderá dispor do BMW M3 Compact nas condições ideais para a terceira prova da temporada.

  • Problemas mecânicos traem Marco Ferreira em Serpa

    O piloto do Citroën Saxo foi um dos pouco afortunados a serem ‘apanhados’ numa ribeira no começo desta prova inaugural do Campeonato de Ralis do Sul e do 4º Desafio Kumho pregou a uma ‘rasteira’ a vários concorrentes.

    Quando se prepararam para o Rali Flor do Alentejo – Cidade de Serpa, Marco Ferreira e Edgar Gonçalves tinham grandes expectativas, pois os preparativos tinham sido muito cuidados e os reconhecimentos para a prova tinham decorrido de forma tranquila. Só que o rali acabaria por ser tudo aquilo que o piloto não desejava.

    “O início do Campeonato Sul de Ralis não correu como esperávamos. Tínhamos feito bem os reconhecimentos na sexta-feira e tirado boas notas para a prova. Os testes que tínhamos feito na semana anterior também tinham corrido bem, pelo que estávamos confiantes em obter um bom resultado. O que não veio a acontecer”, começa por referir Marco Ferreira bastante decepcionado. O piloto alentejano refere que até começou a prova com muita precaução: “arrancamos para Brinches 1 com algumas cautelas, pois tratava-se de um troço que nunca tínhamos feito e que tinha um início muito lento, estreito e com algumas armadilhas. E terá sido uma dessas armadilhas que não conseguimos contornar. Até ao momento não temos a certeza, mas tudo indica que a passagem na ribeira terá originado os problemas que viemos a sentir logo desde muito cedo. Por diversas vezes, principalmente nas zonas mais lentas, onde a rotação baixava consideravelmente, não conseguíamos que o Saxo respondesse de imediato. O que nos deixou bastante apreensivos e depois até admirados, pois perdemos apenas 10 segundos para os mais rápidos das duas rodas motrizes”, afirma o piloto do Citroën Saxo.

    Mesmo receoso, o piloto de Santiago do Cacém focou-se nas especiais seguintes, mas, infelizmente, os problemas não tinham sido ultrapassados: “na ligação para o segundo troço procuramos alguma coisa de anormal no carro, mas nada detectamos, pelo que assumimos que o problema se tinha dissipado. No primeiro quilómetro de Santa Iria 1 percebemos logo que o problema se mantinha, quando na esquerda do muro o carro praticamente se desligou. Tornou a acontecer a mesma coisa várias vezes, até que tentamos fazer o ‘reset’ à centralina, mas sem sucesso. Fizemos toda a zona mais rápida do troço em três cilindros”.

    A frustração e a preocupação passaram a dominar o pensamento da dupla alentejana, que tudo tentou para prosseguir em prova. “Ainda tínhamos de fazer Brinches novamente antes da assistência em Serpa, que já era só onde queríamos chegar, mas os problemas aumentavam e fomos obrigados a desistir com problemas de motor”, adiantou o piloto, forçado a ‘baixar os braços’ quando tudo fez para evitar este abandono inglório. Assim, Marco Ferreira faz um balanço “negativo. Neste momento estamos frustrados, uma vez que não conseguimos terminar nem pontuar para o CRS. Mas vamos identificar o problema e solucioná-lo, para que possamos estar à partida do Rali de Vila do Bispo”.