Foi apresentado no passado sábado o XX Além Mar Rali TAC, a prova que, nos próximos dias 4 e 5 de junho, vai abrir o campeonato açoriano da modalidade, dando igualmente início ao Troféu de Ralis de Asfalto e ao novo Desafio Kumho Asfalto Açores.
O evento, a cargo do Terceira Automóvel Clube marca ainda o regresso dos grandes eventos públicos à Ilha Terceira, o que, dada a afición dos adeptos locais, faz adivinhar uma enchente nas estradas que, como também se sabe, deverão ter a sua circulação cuidadosamente limitada. É extenso o élan de apoios e consensos que os ralis merecem na ilha lilás açoriana – que dá aliás nome à prova mais antiga do TAC –, fazendo da modalidade um fulcro de orgulho pelo que já foi conseguido.
O TAC é uma instituição de créditos firmados, condição que também contribuiu para efetivar a candidatura da prova do próximo mês ao Campeonato de Portugal (CPR) em 2022. Essa difícil tarefa terá o lado positivo de mostrar melhor ao país o que se faz de bom a este nível na Ilha Terceira. Também assente nos apoios consagrados pelo Governo Regional dos Açores, pelas duas autarquias locais – Angra do Heroísmo e Praia da Vitória -, assim como das demais autoridades competentes e patrocinadores – neste caso, com a Fábrica de Tabaco Estrela à cabeça -, que se uniram à causa da terra dos bravos ter um rali no CPR do próximo ano.
Quanto à prova em si, destaque para o aumento de quilometragem em PE – face à já referida candidatura – vai ter 10 classificativas, num total de pouco mais de 90 quilómetros ao cronómetro. O XX Além Mar Rali TAC começa sexta feira (dia 4), com as míticas Veredas (5,33 kms), pelas 18h40, seguindo uma passagem por Viveiros (6,62 kms), às 19h00. Antes disso, e durante a manhã haverá um Shakedown de 2,5 kms, desenhado perto do Parque Industrial da Achada.
No sábado, dia 5, duas rondas duplas, com a parte matinal, a partir das 10h30, a juntar as PE Ribeirinha (11,96 kms) e Ginjal (9,80 kms), ambas na Bacia Leiteira. De tarde, ida até ao concelho da Praia da Vitória, para se correrem Vila Nova (7,68 kms) e Serra do Cume (9,90 kms), com início às 15h15. Um conjunto de classificativas com seções bastante rápidas e bom piso, prevendo-se um rali fácil de reconhecer e com bons acessos. Mesmo se estarão condicionados pelos já frisados cuidados de saúde pública motivados pela pandemia. A chegada do rali será às 18h05, na Monumental Praça de Toiros Ilha Terceira, a que se vai seguir a entrega de troféus, no mesmo local.
Problemas mecânicos no BRC BR49 EVO limitaram o andamento do piloto da Articimentos. No entanto, a sua garra permitiu limitar perdas e garantir mais um pódio na Divisão Protótipos B.
À chegada à Rampa Internacional de Boticas,
o piloto de Porto de Mós estava muito focado em dar continuidade à adaptação ao
novo protótipo, ciente de que “a condução deste BR49 EVO é muito
diferente da do meu carro anterior. Não é apenas mais potente, mas também exige
um enorme conhecimento para se conseguir colocar as melhores afinações. Tenho a
perfeita noção de que esta será sempre uma época de evolução contínua, mas também
e como sempre, quero estar na discussão dos lugares cimeiros e dos títulos. Está
no meu ADN!”.
Mas, logo na jornada de sábado e após ter utilizado as subidas de treinos para a necessária adaptação, aconteceu o pior. Um dos veios do diferencial do BRC BR49 EVO partiu, mercê da quebra de dois parafusos que se meteram entre os carretos, já no decorrer da primeira subida de prova, forçando o piloto a parar de imediato. Uma viagem relâmpago a Braga, permitiu recolher um novo componente e depois coube à equipa técnica da FR Power “dar no duro” e trabalhar noite dentro, para conseguir que Joaquim Rino alinhasse no segundo e decisivo dia de competição.
A
jornada de domingo foi feita com “especial cuidado. Sabia que tinha de
realizar dois tempos nas duas subidas de prova para conseguir pontuar. Depois,
a chuva, juntamente com alguma cautela para não voltar a danificar a mecânica, fizeram
com que eu rodasse sempre abaixo dos limites, garantindo assim o objetivo mínimo,
sempre a pensar nas contas do campeonato”, reconheceu Joaquim Rino.
O piloto sentiu ainda que “o carro não parecia ter ficado a 100%, estando com alguns barulhos no motor que poderá ter ficado danificado. Vamos ver. Agora, a FR Power vai envidar todos os esforços para verificar tudo e preparar o carro ao mais alto nível para a Covilhã, onde espero poder rodar forte, num traçado que me agrada”, realçando que “do mal o menos, já que conseguimos um pódio na Divisão Protótipos e continuamos assim na luta pelo título”. Agora será a jornada “em casa”. No último fim-de-semana de Maio, o CPM JC Group disputará a Rampa Covilhã Serra da Estrela e a FR Power vai dar tudo para dar continuidade a esta senda de sucesso.
O piloto da Régua tirou bom partido do seu SilverCar S2 e do seu conhecimento da Rampa Internacional de Boticas para conseguir a segunda posição na Divisão Protótipos e o terceiro do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group e na categoria Protótipos.
Foi
uma participação conseguida para Nuno Guimarães, que conseguiu abordar a prova
da Demoporto com uma confiança que não tinha na Rampa Pêquêpê Arrábida. O que
acabou por se refletir nos tempos conseguidos nas subidas e no resultado final.
“Vinha com a confiança em alta, pelo
conhecimento da prova e também gosto muito deste traçado. Empenhei-me ainda
mais e, felizmente, as coisas começaram a sair desde a primeira subida”, admite o piloto da NJ Racing,
enfatizando: “Não entrei tão cauteloso como em Setúbal. Entrei logo a
arriscar mais um bocado, apanhei o ritmo mais rápido e, por isso, consegui um
lugar no pódio da geral do campeonato em termos de pontos”.
Para além da exibição, o resultado conseguido nesta segunda prova da temporada serviu bem os propósitos de Nuno Guimarães no campeonato, e abre boas perspetivas para o resto do ano: “Foi uma exibição que a mim me agradou muito. Mesmo com esta mistura chuva/seco consegui manter sempre um ritmo muito perto do Toni (António Rodrigues), meu companheiro de equipa. Para a nossa equipa foi ótimo. Segundo e terceiro deixa-nos muito contentes e premeia, uma vez mais, o esforço da família incrível da NJ Racing!”, vinca o piloto duriense.
Nuno Guimarães destaca também o facto de se
ter sentido bastante mais à vontade na condução do SilverCar S2, não escondendo
que a sua ambição é conseguir ser sempre fazer mais e melhor: “Este ano,
e pela primeira vez, estou a ver as potencialidades do carro a sério. Começo a
ter cada vez mais confiança, a conhecer mais o carro. A ideia é continuar a
evoluir como tem acontecido até aqui”, assumindo que agora vai “muito
motivado até à Serra da Estrela, uma prova onde não me dou particularmente bem,
mas já que estamos num processo de aprendizagem”.
O piloto sente que “posso subir mais um degrau e ver se consigo até ao final da época ter uma vitória nos Protótipos B, sempre com os olhos no António (Rodrigues) e no (Joaquim) Rino, com respeito, porque somos companheiros de equipa e amigos. Mas estamos aqui para lutar uns com os outros. Uma luta saudável, mas estamos cá para isso mesmo”, acrescenta Nuno Guimarães, já com o pensamento na próxima prova. O Campeonato de Portugal de Montanha JC Group prosseguirá dentro de três semanas. Será no “teto” de Portugal Continental que decorrerá a edição 2021 da Rampa Covilhã Serra da Estrela, sob a égide organizativa do CAMI.
O piloto de Santa Marta de Penaguião foi à prova transmontana registar mais uma fantástica vitória entre os Protótipos B e um brilhante 4º lugar absoluto, a que juntou a segunda posição em termos de pontos angariados para a tabela absoluta do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group.
A segunda prova da temporada trouxe até ao palco da refrega um António
Rodrigues num nível onde a perfeição está sempre a pairar. A sua velocidade
natural alia-se ao instinto competitivo e esses predicados transformam-no num
piloto de eleição que está sempre na luta pelo triunfo. Em Boticas conheceu
dois dias positivos e que o guindaram à conquista dos objetivos que tinha
traçado.
“Correu tudo bem. No sábado, com o piso
seco consegui fazer bons tempos. Foi uma habituação a este traçado. Em 2019 foi
a primeira vez que andei aqui com o BRC. Já notei uma grande evolução. O meu
primeiro tempo nessa altura foi 2.52, e o meu primeiro tempo aqui já foi 2.34, bem
melhor do que o meu melhor tempo na altura. Baixei ainda, ao longo do
fim-de-semana, até ter conseguido cravar no cronómetro 2.29 nas duas subidas de
prova Por isso acho que estou a evoluir bem”, começou por referir António Rodrigues a
propósito da sua prestação na prova da Demoporto.
O piloto duriense destaca o facto deste ano
a Rampa Internacional de Boticas ter sido afetada por uma meteorologia
caprichosa, que colocou vários desafios ao nível da condução: ”com o piso
molhado estes carros tornam-se difíceis de controlar. Qualquer poça de água
fazia o carro desviar-se da trajetória. Mas fui-me habituando, fui conseguindo.
Para o fim da prova, já com a pista seca, diverti-me muito e consegui fazer
obter um bom registo outra vez, alcançando o primeiro lugar nos Protótipos B e
sendo segundo nos pontos recolhidos para o campeonato absoluto. É um resultado
fantástico que dedico à minha família, aos patrocinadores, à equipa NJ Racing e
à FR Power”.
António Rodrigues reconhece que “depois dos resultados nestas duas primeiras provas, estamos em condições de lutar por repetir os títulos de 2020 e vamos fazer tudo para o conseguir. Estou feliz por ver o campeonato estar cada vez mais competitivo e isto vai ser uma guerra acesa até final. É assim que gosto de competir!”. O Campeonato de Portugal de Montanha JC Group prosseguirá dentro de três semanas. Será no “teto” de Portugal Continental que decorrerá a edição 2021 da Rampa Covilhã Serra da Estrela, sob a égide organizativa do CAMI.
O ‘Furacão da Madeira’ superou a adversidade e somou novo êxito na Taça de Portugal de Kartcross Montanha, dando espectáculo no desafiante traçado de Boticas.
Foi um fim de semana de ‘montanha russa’ para
Nelson Andrade na prova transmontana, pois apesar do entusiasmo e empenho do
piloto insular o seu AG1000 resolveu não colaborar na segunda subida de
treinos. Partiu-se a corrente e isso abriu um buraco do motor do kartcross do
piloto insular. O dano foi irremediável, e como consequência obrigou a equipa
FR Power a uma viagem relâmpago à cidade da Maia, de modo a recorrer a um motor
de reserva, que chegou a Boticas ao fim da tarde e fez a equipa ‘meter mãos à obra’,
de modo a ter o AG1000 pronto ainda antes do merecido descanso noturno.
Depois entrou ao serviço a “tempestade” insular.
E não, não falamos da chuva que caiu a espaços durante a jornada de domingo.
Falamos do rapidíssimo Nelson Andrade que voou montanha acima, em cada uma das
subidas, fazendo as delícias de quem conseguiu estar a ver a prova ao longo dos
cinco quilómetros da pista. O que deixou o piloto de Porto Moniz muito contente
e com vontade para fazer mais e melhor: “Foi uma rampa muito positiva até. Foi uma experiência
espetacular por ser numa rampa internacional. Foi fantástico estar à volta
destes pilotos todos. É muito bom”.
É claro que Nelson Andrade preferia ter
tido um fim de semana menos ‘stressante’, e que o motor do AG1000 não tivesse ‘amuado’,
mas prefere elogiar a sua equipa, destacando o facto ter sido dada muito bem ‘a
volta à situação’. “às vezes há dias assim. Aconteceu. Tive uma equipa
fantástica que resolveu a situação ainda durante a noite de sábado. No domingo
corri com alguns problemas ainda, mas deu para pontuar que é muito bom e,
sobretudo, tentei dar o máximo de espetáculo, para retribuir todo o carinho com
que tenho sido recebido pela família da Montanha”.
O craque de Porto Moniz deixou um desejo: “espero que, um dia, o Campeonato de Portugal de Montanha JC Group passe a ter uma prova na ilha da Madeira. Temos excelentes locais e acho quefaria todo o sentido. Acho que ilha da Madeira teria todo o gosto de fazer uma prova desta. Eu apoiaria e iria colaborar de todas as formas que me fosse possível!”. O Campeonato de Portugal de Montanha JC Group prosseguirá dentro de três semanas. Será no “teto” de Portugal Continental que decorrerá a edição 2021 da Rampa Covilhã Serra da Estrela, sob a égide organizativa do CAMI.
A piloto de Setúbal voltou a estar ‘endiabrada’ aos comandos do Peugeot 205 Rally na Taça de Portugal de Clássicos de Montanha 1300 e guindou-se ao lugar mais alto do pódio, chegando assim à liderança pontual nas contas da TPCM 1300 após as duas primeiras provas da época.
Muito embora para a piloto da MNE Sport a
prova da Demoporto fosse uma novidade completa, a setubalense não se intimidou
e quis aprender rapidamente o traçado transmontano, de modo a ganhar cada vez
mais confiança e desse modo ir melhorando os seus ‘cronos’. O que conseguiu com
grande mérito. Ainda assim não se livrou de um pequeno susto, que encarou com
naturalidade, pois o principal foi não danificar o carro e poder prosseguir a
sua evolução.
“Foi muito emocionante. nunca tinha feito a Rampa. O traçado é espetacular. Fiz o meu primeiro pião em prova. Correu muito bem. Não bati. Por isso foi extraordinário”, começou por dizer a piloto sadina sobre a sua prestação em Boticas. Eva Laranjeira realça a forma como encarou a sua participação, assinalando que foi ”tentando melhorar subida após subida. Fui sempre gerindo sempre bem, fui conhecido cada vez mais o carro, que é um dos objetivos da equipa e meu individualmente, até porque esta é a apenas a minha segunda época como piloto e estou a estrear um novo carro, muito mais desafiante do que o Fiat Uno que usei em 2020. E correu muito bem. Estou muito feliz!”.
No fecho, registou uma magnífica vitória
entre os Clássicos 1300, a primeira da sua carreira, conquistada com um domínio
avassalador, pois foi sempre a mais rápida em todas as subidas do programa.
Emocionada, dedicou no final “esta vitória à minha equipa, aos
patrocinadores, a Setúbal e, principalmente, ao José Carlos Magalhães, que é o
principal responsável por este meu sonho!”.
Para a piloto não é apenas importante o ganho de experiência que vai tendo enquanto participa nas várias provas, como também o é a liderança que agora assume na Taça de Clássicos de Montanha 1300. Este troféu é “um objetivo que vou perseguir. Claro que sim. Acho que todos nós temos sempre uma ambição, um objetivo e, mesmo sabendo que tenho adversários muito fortes e que muito respeito, vou tentar manter esta liderança até ao fim!”.
O Campeonato de Portugal de Montanha JC Group prosseguirá dentro de três semanas. Será no “teto” de Portugal Continental que decorrerá a edição 2021 da Rampa Covilhã Serra da Estrela, sob a égide organizativa do CAMI.
O piloto de Moreira de Rei foi ganhando confiança aos comandos do seu DS3 R1 e melhorando a sua prestação ao longo do fim de semana da Rampa Internacional de Boticas, amealhando precisos pontos para as lutas na Divisão 3 e na sua classe.
Foi uma evolução constante aquela que
Cláudio Batista fez aos comandos do carro francês na prova da Demoporto, ainda
que o DS3 lhe tenha ‘pregado’ um pequeno susto, quando as mudanças ‘saltaram’
numa das subidas.
Ultrapassado o momento de maior ‘frisson’, o piloto fafense conseguiu tirar cada vez maior partido do seu bólide e chegar ao top sete da Divisão Turismo 3, a que juntou um pódio na sua classe, o que lhe trouxe uma grande satisfação pessoal. “No início fomos melhorando subida a subida. No entanto, logo na segunda pensei o pior, suspeitando que pudesse estar a ter, como na Arrábida, um problema na caixa, mas, por sorte, simplesmente foi o seletor que saltou fora. Resolvemos o problema”, conta Cláudio Batista sobre o seu começo de prova.
O resto do fim de semana mostrou claros
progressos do piloto do DS3 R1 que defende as cores da Sucesso Automóvel, sentindo-se
satisfeito por ter conseguido ir” melhorando, consegui alguns tempos que me
deixaram surpreendido. Melhorei progressivamente e de fora constante. Quando
meti pneus novos ainda me senti melhor e fiquei também muito feliz quando fui
eficaz à chuva. Ganhei mais confiança com a performance nesta prova”.
Esta progressão e maior ‘mão’ no carro vem com o tempo e Cláudio Batista está cada vez mais confiante e otimista na sua crescente forma e à vontade na sua divisão e classe onde compete no Campeonato de Portugal de Montanha JC Group. Daí que acrescente: “Aos bocadinhos vamos aumentando o ritmo e tentando ver se subimos na tabela da Divisão 3. Conheço cada vez melhor o Citroen DS3 R1 e isso dá uma motivação extra para as próximas provas Está a ser um bom início de campeonato”. O Campeonato de Portugal de Montanha JC Group prosseguirá dentro de três semanas. Será no “teto” de Portugal Continental que decorrerá a edição 2021 da Rampa Covilhã Serra da Estrela, sob a égide organizativa do CAMI.
A segunda prova do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group obrigou a equipa técnica do preparador a “horas extras” de trabalho para resolver vários problemas de monta. A recompensa para todo o esforço apareceria e seria traduzida em mais duas vitórias, dois pódios e uma presença no Top 4 absoluto, mantendo a FR Power na senda do sucesso.
Os 5030 metros da Rampa Internacional de Boticas foram o desafio da segunda jornada da temporada para os três pilotos que confiam na qualidade técnica da FR Power. António Rodrigues, Joaquim Rino e Nelson Andrade voltaram a rubricar excelentes exibições, num fim-de-semana que acabaria por terminar em alta, apesar de ter sido muito atribulado. Mas vamos aos factos.
No que concerne a António Rodrigues, os dois dias de competição
correram “sobre carris”, com o piloto da NJ Racing a levar, uma vez mais, o BRC
CM 05 EVO à luta pela glória, assinando uma exibição colossal que o guindou à
vitória na Divisão Protótipos B, a que juntou o pódio final na Categoria Protótipos,
o 4º lugar da geral e a segunda posição entre os pilotos que pontuaram para o
campeonato. Tudo isto sem qualquer problema de monta no BRC.
Mas a acalmia de trabalho na boxe da FR Power terminaria logo na jornada de sábado, com dois problemas graves a afetarem, de enfiada, as “montadas” de Joaquim Rino e de Nelson Andrade. O AG1000 do “Furacão da Madeira” partiu a corrente na 2° subida de treinos, que teve como consequência um buraco no bloco do motor, que ficou danificado de forma irremediável.
Uma viagem relâmpago do piloto madeirense à cidade da Maia permitiu ir buscar um motor de reserva, que chegou a Boticas ao fim da tarde e fez a equipa técnica da FR Power meter mãos à obra, conseguindo ter o AG1000 pronto ainda antes do merecido descanso noturno. Depois, o talento e a mestria de Nelson Andrade fizeram o resto, rubricando mais um festival de condução e vencendo a prova referente à Taça de Portugal de Kartcross de Montanha.
A mesma viagem foi fundamental para colmatar mais uma quebra, desta feita no protótipo de Joaquim Rino. No caso do piloto da Articimentos, que nesta prova em Boticas, dava continuidade à evolução da sua adaptação ao novo BRC BR49 EVO, foi um dos veios do diferencial que partiu, mercê da quebra de dois parafusos que se meteram entre os carretos, no decorrer da primeira subida de prova. Um telefonema para o fabricante do componente e Braga e uma passagem por lá de Nelson Andrade, permitiu à FR Power fazer “horas extraordinárias” durante a noite e, manhã cedo no domingo, montar o diferencial no BRC, permitindo a Joaquim Rino voltar ao combate e chegar ao 3º lugar na Divisão Protótipos B, voltando a pontuar de forma significativa.
No fecho da árdua jornada, Rui Ferreira, líder da FR
Power, destacava “a entrega de toda a nossa equipa técnica para resolver
bem todos os problemas que foram aparecendo. Foi no duro, mas, felizmente, estivemos
à altura da exigência que os pilotos e as equipas que apoiamos merecem. No
entanto, saímos de Boticas com um sabor agridoce pois, se os resultados
voltaram a ser excelentes e fomos também capazes de resolver as questões técnicas
que foram aparecendo, também queremos aprofundar a análise de tudo oque
aconteceu para, se possível, antecipar e evitar que se repitam”.
Agora será a jornada “em casa”. No último fim-de-semana de Maio, o CPM JC Group disputará a Rampa Covilhã Serra da Estrela e a FR Power vai dar tudo para dar continuidade a esta senda de sucesso.
Uma ribeira traiçoeira foi palco de uma pequena “hecatombe” entre o pelotão. Lá também ficou parte da “armada” Kumho, mas sem impedir que os pneus coreanos reservassem dois lugares no pódio absoluto da prova.
A especial de Brinches ficará na memória de todas as equipas que estiveram em Serpa, alinhando na prova de arranque da temporada 2021 do campeonato Sul de Ralis e onde era também dado o tiro de partida ao Desafio KUMHO Sul, sendo ainda a terceira jornada do Desafio Kumho Terra. Logo ao segundo quilómetro da especial, uma ribeira recheada de pedras de grande porte, reclamou o papel de protagonista principal sendo responsável, ao longo das três passagens pela retirada de competição de muito e bons entre os que estavam a competir no rali Flor do Alentejo Cidade de Serpa. Entre radiadores afetados e ventoinhas que entregaram a “alma ao criador”, o local foi assim decisivo para o desenrolar do rali e ficou indelevelmente ligado à sua história.
Por lá ficaram as duplas Kumho Rui Rijo/Ricardo Mestre (Mitsubishi Lancer EVI VIII MR), logo na primeira passagem e Fernando Peres/José Pedro Silva (Mitsubishi Lancer EVO IX), infortúnio que os tirou da luta pelo triunfo na prova, a duas classificativas do final, tendo ainda contribuído para as mazelas que ditaram os abandonos precoces de João Bica/João Sena (Mitsubishi Lancer EVO IX) e de João Martins/Pedro Conde (Mitsubishi Lancer EVO IX). Tal, no entanto, não impediu que os pneus Kumho colocassem seis equipas no Top 10 final, reclamando ainda duas posições no pódio absoluto.
Imunes a todas as
armadilhas, Nuno Carujo e Daniel Martins levaram o seu Mitsubishi Lancer EVO IX
ao 2º lugar da geral da prova, reclamando ainda o triunfo na Divisão 1 do
Desafio Kumho. A dupla assinou uma prova sem erros, ostentando sempre um ritmo
forte e recolheu esses dois magníficos pecúlios com todo o mérito.
Vasco e Filipa Tintim reclamaram a 2ª posição na divisão, depois de uma prova construída na regularidade e sem qualquer problema no seu robusto Subaru Impreza. O pódio da Divisão 1 Kumho ficou completo com o 3º posto de Paulo Cruz e João Luz, capazes de levar o Lancer EVO IV ao fecho de um rali desafiante. Uma palavra para José Batista e Jorge Rita que, correndo por fora do DKP, usaram da melhor forma os Kumho para colocar o Subaru Impreza no 10º lugar da geral.
Em Serpa, assistimos a
mais um recital de condução de José Ferreira com o BMW 316. Bem navegado por
Mafalda Coelho, o piloto templário não só dominou por completo as lides da
Divisão 2 Kumho, vencendo todas as especiais, mas esteve sempre na luta pelos
lugares cimeiros da geral, sendo recompensado com um notável 3º lugar absoluto,
prémio não só para o seu andamento, mas também para o facto de ter conseguido
escapar a todas as armadilhas do terreno.
Já o 2º lugar na divisão
foi disputado tenazmente por duas duplas. Rui Mendes e João Sebastião, com o
seu habitual Toyota Corolla 2.0, enfrentaram o BMW 316i de Paulo Anselmo e
Pedro Dias da Silva, num duelo que durou até final. A balança pendeu para a equipa
do Toyota por apenas 9 segundos, sendo ainda de destacar que estas duas duplas
Kumho terminaram, respetivamente, em 6º e 7º da geral.
Realce para a prova ousada
de Luís Nascimento e Leonido Madeira que colocaram o pequeno Opel Corsa no 4º
posto da divisão e no 8º da geral. Exibição atrevida e eficaz que os guindou a
um lugar de destaque.
Desta feita aos comandos
de um Peugeot 206, Viana Martins e Vítor Viegas chegram à 5º posição, na frente
da dupla finlandesa Jakko Tapper/Pasi Haatajar, em carro idêntico.
7°s Joaquim Salero/Bruno
Silva e os bravos e rápidos resistentes Filipe Silva/Ricardo Martins não tinha
hipótese de fugir da última posição, dada a enorme perda de tempo com
substituição da transmissão.
O “jugo” cruel da desistência
caiu sobre um naipe de fortes equipas Kumho inscritas nesta divisão.
Helder Cordeiro e Bruno
Pereira desistiram depois de uma saída de estrada, que danificou o Fiat Punto. Por
avaria mecânica, abandonaram Marco Ferreira/Edgar Gonçalves (Citroen Saxo Cup),
David Costa/João Costa (BMW 325i), Jaime Falcão/André Silva (Mazda 323) e Nuno
Silva/Eduardo Gonçalves (Peugeot 206 XS).
Extra desafio, mais duas
duplas Kumho se retiraram da prova. Luís Almeida/Ricardo Bettencourt enfrentaram
problemas mecânicos no Fiat Punto HGT 16V, enquanto Bonito Ramos e Florival
Neto foram forçados a atirar a toalha ao chão quando saiu uma roda ao Opel
Astra GSi.
O 4º Desafio Kumho
Portugal desloca-se agora para a Beira Litoral. O Rali da Bairrada, organizado
pelo Clube Automóvel do Centro, que dá arranque ao Campeonato Centro de Ralis, terá
honras de abertura dos Desafios KUMHO Centro e Asfalto. Será realizado entre os
dias 28 e 30 de Maio, no Município de Vagos.
O galego foi sempre o mais rápido nas subidas de prova com piso seco e assinou uma justa vitória, com o francês Nicolas Verwer, que venceu entre os GT a secundá-lo no pódio absoluto, onde também ficou José Correia que dominou entre os concorrentes inscritos no campeonato. Luís Nunes fechou a prova com mais um triunfo nos Turismos, enquanto Manuel Pereira se impunha nos Legends, Fernando Salgueiro nos Clássicos, Nelson Andrade nos Kartcross, Francisco Milheiro nos 1300 e Eva Laranjeira nos clássicos com essa cilindrada.
Realce para a presença de quase cinco dezenas de pilotos nesta segunda prova da temporada, atestando a saúde do campeonato. A jornada final de Boticas reservada ao Campeonato de Portugal de Montanha JC Group foi animada e decorreu sempre sobre o signo da mudança. Tal como as previsões meteorológicas para domingo anunciava, a chuva fez a sua aparição pouco antes da sessão inaugural de “warm-up” mas, logo após o términos dessa primeira subida do dia, praticamente esteve ausente. A pista ficou progressivamente mais seca, embora exigindo cautelas redobradas por estar sempre a mudar o estado do piso. A segunda subida oficial de prova foi com o piso anda molhado, mas a terceira, disputada ao início da tarde, já revelou um asfalto em condições secas.
Mas nada obstou a que Jacobo Pereira chegasse a uma vitória, anunciada pelo domínio exercido durante o dia de sábado. O piloto galego apenas foi menos eficaz na subida de prova realizada com o piso molhado, mas, na derradeira subida, foi novamente demasiado forte e sai de Portugal com uma vitória justa. Vai também para fora de portas o troféu do 2º posto absoluto, já que o francês Nicolas Verwer deu um recital e condução com o seu Porsche 997 GT2 e suplantou toda a forte concorrência pela posição.
O 3º lugar
absoluto foi assinado por José Correia. Tal como Jacobo, o piloto do Osella
PA2000 EVO2 não teve uma boa subida à chuva, mas retificou o resultado e voltou
a suplantar a concorrência nacional na 3ª subida. Com este resultado, a que
junta as vitórias na Categoria Protótipos e na Divisão A, bem como um 9º lugar
na Categoria 1 do Europeu, onde também se inscreveu, José Correia recolheu a totalidade
dos pontos para o campeonato absoluto e de protótipos, consolidando as lideranças.
António Rodrigues (BRC CM 05 EVO) voltou a dominar as lides da Divisão Protótipos B e, desta feita, almejou ser 2º na categoria, entre os nacionais, reforçando a sua posição pontual em ambos os campeonatos. Nuno Guimarães, seu colega de equipa na NJ Racing, colocou o SilverCar S2 na 2ª posição da divisão, com Joaquim Rino (BRC BR49 EVO) a fechar o pódio.
Entre os GT e excluindo o inatingível Nicolas Verwer, pois o seu GT2 é muito mais competitivo que os GT3 dos pilotos portugueses, assistimos em Boticas a mais um grande duelo entre Pedro Marques e Vítor Pascoal. São intensos a tripular os Porsche 991 GT3 e andam sempre taco a taco. Pedro Marques voltou a impor-se ao atual campeão e esta bem encaminhado na luta pelo título da categoria.
Entre os
Turismos, Luís Nunes deu o litro para chegar a novo triunfo na Categoria e na Divisão
Turismos 1. Acabou por sair de Boticas com mais um duplo pecúlio vitorioso. Na
sua divisão, uma cada vez mais segura e rápida Daniela Marques levou um Subaru
Impreza ao 2º lugar.
Foi com um intenso esforço final que Joaquim Teixeira chegou à vitória na Divisão Turismos 2. Alvo de um problema técnico do Cupra TCR na 2ª subida de prova, que não completou, o transmontano puxou dos galões e fez o melhor tempo do fim-de-semana na derradeira subida, vencendo a divisão e chegando ao 2º posto na categoria. Na sua divisão, o 2º lugar pertenceria Luís Delgado (KIA CEED), com José Carlos Pouca Sorte (BMW M3) a completar o pódio.
Sérgio Nogueira e Parcídio Summavielle. Eis os nomes que dominaram as atenções na refrega da Divisão Turismos 3. Ambos extraíram tudo dos seus Renault Clio RS e foram alternando a posse do melhor tempo. Nogueira liderou no sábado, por três décimas, com Summavielle a vencer à chuva na segunda subida de prova, no domingo. Já com o piso seco, a subida final de “tira-teimas” foi novamente favorável a Sérgio Nogueira, reclamando com toda a justiça uma vitória construída arduamente “no braço”. José Cardoso (Citroen Saxo) foi progressivamente melhorando a sua prestação e conseguiu chegar ao 3º lugar e integrar o pódio já na derradeira subida.
A luta pela vitória no Campeonato de Portugal de Clássicos de Montanha foi intensa e durou até ao último quilómetro. Ambos aos comandos de Ford Escort MKII, Fernando Salgueiro e Ricardo Loureiro entregaram-se ao combate, tendo partilhado a supremacia. Salgueiro venceu, no sábado, a primeira subida de prova. Loureiro retribuiu superiorizando-se na segunda subida, na manhã de domingo. Ficou tudo para resolver na derradeira subida e aí ambos foram a fundo. Salgueiro partiu primeiro, com Loureiro a sair logo de seguida. No final dos 5030 metros do traçado, Ricardo Loureiro superiorizou-se, vencendo com menos de 1 segundo de diferença para Fernando Salgueiro, com os dois a serem os grandes protagonistas entre os Clássicos. O 3º lugar ficou na posse de Daniel Vilaça, coroando assim uma exibição muito regular no seu regresso a estas lides, retirando todo o potencial do seu belo BMW 1602.
Nas contas da TPM1300, Francisco Milheiro (Peugeot 106) voltou a não dar hipóteses aos oponentes da sua caminhada para a revalidação da conquista deste troféu, que almejou alcançar em 2020. O vimaranense foi sempre o mais forte nas subidas de prova, selando um triunfo sem discussão. Atrás de si, Tiago Santos (Citroen AX Sport) assegurou sem problemas o 2º posto final, na frente de Luís Rodrigues (FIAT Punto) que fechou o pódio.
Dominando no
domingo, tal como já o tinha feito na jornada de sábado, Eva Laranjeira
registou a primeira vitória da sua carreira na Montanha. Nesta que foi apenas a
sua segunda prova aos comandos do Peugeot 205 Rally da MNE Sport, a piloto de
Setúbal salta assim para o comando da tabela pontual da taça reservada aos Clássicos
1300. Domingos Fernandes (Autobianchi A112 Abarth) foi segundo em Boticas, registando
um resultado positivo no seu regresso à competição.
O Campeonato de Portugal de Montanha JC Group prosseguirá dentro de três semanas. Será no “teto” de Portugal Continental que decorrerá a edição 2021 da Rampa Covilhã Serra da Estrela, sob a égide organizativa do CAMI.