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  • Hugo Araújo com arranque promissor em Murça

    O piloto da Bracardox assinou uma bela exibição na Rampa Porca de Murça, coroada com um pódio absoluto nos Turismos e a vitória na Divisão 2.

    Foi com um 6º lugar à geral, correspondente ao 3º posto entre os Turismos e a vitória na sua divisão, que Hugo Araújo iniciou a sua campanha, na Rampa Porca de Murça, prova inaugural do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group 2020.

    A” família” da Montanha viveu um arranque triste da época, em terras transmontanas

    A rampa ficou obviamente marcada pelo desfecho trágico do acidente ocorrido já na fase final da prova e que enlutou toda a família da Montanha. Como tal, Hugo Araújo, começa por “deixar as minhas sentidas condolências aos familiares das vítimas e os votos de total e rápida recuperação aos feridos. Mas o meu pensamento fica também com o piloto e amigo Luís Silva a quem deixo um fortíssimo abraço de solidariedade. Não posso deixar de agradecer também às equipas de Bombeiros, polícias e equipa médica pela rápida intervenção no acidente. Foi um momento muito triste para todos nós”.

    Passando à competição pura e dura, Murça marcava o início da segunda temporada de Hugo Araújo ao serviço da Bracardox.

    Novamente aos comandos do seu Subaru Impreza, conhecido pela arrojada alcunha de “Bugzilla”, o piloto de Braga sentia-se “muito confiante pois este ano, partimos para a quase totalidade das Rampas com um maior conhecimento sobre as mesmas, coisa que o ano passado não tínhamos e mesmo assim estivemos na luta pelo título. Isto também me permite e à equipa, estar mais concentrado em testar e melhorar as afinações de Setup ao longo de cada prova”.

    Ao longo do fim-de-semana, Hugo Araújo esteve sempre entre os mais rápidos, liderando a tabela de tempos da Divisão 2 e assinando tempos que o colocavam entre os candidatos ao pódio absoluto nos Turismos.

    A marca de 2.17,920, estabelecida na 2º subida oficial de prova, foi a sua melhor durante o fim-de-semana e Hugo Araújo preparava-se para “tentar o derradeiro assalto ao primeiro posto na última subida, que foi anulada pelas trágicas razões interromperam de vez a prova”.

    O resultado final é ”positivo, sobretudo porque nos garante que temos argumentos para lutar pelos objetivos que a Bracardox tem para a época”.

    O bracarense quer “voltar rápido aos comandos do Subaru. Esperemos que esta fase de paragem motivada pelo Covid-19 passe rápido, para em breve voltarmos a atacar as rampas nacionais com a garra que nos reconhecem. Vamos estar na luta!”.

  • FPAK prolonga suspensão de atividade até 30 de Abril

    O comunicado oficial da entidade federativa assinala ainda que a situação será reavaliada nessa data.

    A atual situação de pandemia, provocada pelo coronavírus Covid 19, continua a fechar portas a qualquer atividade desportiva.

    A FPAK anunciou o prolongamento da suspensão total de atividade, para 30 de Abril, seguindo as recomendações do Governo Português, da Organização Mundial de Saúde e da Direção Geral de Saúde.

    Nessa altura, a FPAK irá reavaliar a situação e agir em conformidade com as autoridades de saúde.

    A FPAK informou ainda que as suas delegações da FPAK em Lisboa, Porto e Funchal ficarão encerradas por igual período.



  • Toques no arranque da final comprometem resultado de Pedro Rosário em Sever

    Uma abordagem mais musculada na primeira curva da final colocou o piloto fora da discussão da vitória, depois de um fim-de-semana em que o seu andamento pressionou os demais favoritos.

    Sever do Vouga representava para Pedro Rosário “o arranque de uma época em que queremos lutar prova a prova pelo título perdido em 2018 e 2019”. O piloto chegava à prova inaugural do Campeonato de Portugal de Kartcross 2020, como um dos grandes favoritos à vitória, integrado num grupo restrito de pilotos com reais pretensões a tal.

    E logo nos treinos deu o mote, ao garantir o segundo melhor tempo, entre as duas dezenas de participantes. As três corridas de qualificação para a final mostraram um Pedro Rosário ao mais alto nível, lutando sempre pelo domínio e, chegando ao fim dessa fase da prova, num sólido 2º lugar, que lhe dava uma posição na primeira fila da grelha de partida para a hora “de todas as verdades”. Esta exibição deixava o piloto “muito satisfeito. Afinal parece que não estou assim tão velho e que consigo ombrear com todos os jovens valores que começam a despontar na modalidade!”.

    A final acabaria por ser dramática para as aspirações do piloto. Ordem de partida e Pedro Rosário até arranca “muito bem, estando a discutir a liderança quando sofri um toque de corrida danificando o meu Kartcross. Fiquei com uma manga de eixo partida e a direção completamente desalinhada, caindo para último com o pião que fiz e com o tempo que perdi até voltar a arrancar”.

    Mesmo com o kartcross afetado, Pedro Rosário foi “em busca do prejuízo e ainda consegui recuperar quatro posições, isto num pelotão extremamente competitivo, mas, apesar de todo o meu esforço, já não deu para chegar aos lugares da frente, que, em circunstâncias normais, estavam ao nosso alcance”. A 11ª posição final é assim “um amargo de boca, mas, ao contrário do ano passado, acreditamos que podemos lutar pelas vitórias”.

    Como nota positiva, Pedro Rosário assume estar “muito contente com o desempenho do carro e com o ritmo de corrida que impomos ao longo de todo o fim-de-semana”. No entanto, sente que “temos muito a trabalhar para melhorar alguns pontos do carro e melhorar o meu ritmo de corrida. Acreditamos que este tempo de paragem, irá permitir fazer pequenas melhorias, no entanto estamos com muitas limitações impostas para nos proteger da pandemia que nos aflige”.

    Agora é esperar que “o campeonato seja retomado. Seria um bom sinal, porque significaria que esta pandemia tinha sido debelada, para bem da saúde de todos. Julgo que, e quando voltarmos a competir, o campeonato será muito disputado e que estaremos na luta pelos lugares da frente”.

  • Tiago Freitas com jornada muito positiva em Sever do Vouga

    Foi um excelente início de época para o piloto de Lousada. Andamento forte, regularidade ao longo de toda a prova e um bom resultado final, dão ânimo para o campeonato.

    Tiago Freitas e a sua equipa chegaram a Sever do Vouga com enormes expectativas. O arranque do campeonato significava para o piloto “estrear um novo chassis, um novo motor e novas suspensões, sendo por isso enorme a ânsia de ver como nos situaríamos perante a concorrência pois não tivemos tempo de proceder a testes de pré-época”.

    Quaisquer dúvidas ficaram logo dissipadas nos treinos. Tiago Freitas demonstrou, desde logo, um forte andamento, premiado com o 5º melhor tempo da sessão, entre os 20 pilotos em pista. O lousadense destaca essa rapidez, lembrando que “fui sempre dos mais rápidos ao longo do todo o fim-de-semana”, lamentando que “as classificações nas 3 corridas de qualificação fossem feitas pela posição em que se acabava a manga e não pelo tempo, prejudicando assim os mais rápidos, onde eu estava incluído. Rodei sempre ao mesmo ritmo dos da frente e fui ganhando cada vez mais confiança”.

    Mesmo assim, almejou ser 5º nas 3 corridas e conquistar um lugar na 2ª fila da grelha de partida para a final.

    E foi o momento da largada para a corrida que se revelaria amargo para Tiago Freitas. Numa pista onde a lama imperava, a primeira curva assistiu a uma autêntica “molhada”, com os já habituais fartos toques entre os pilotos dos “aranhiços”, na luta pela melhor posição.

    Tiago Freitas perdeu algumas posições e acabou por receber a bandeira de xadrez na 9ª posição da classificação conjunta, que corresponderá ao 4º lugar nas contas do seu campeonato. Este é um resultado que o piloto considera ser “positivo, sobretudo pelo andamento que tivemos.  Quero agradecer a minha assistência e ao Paulo dos Amortecedores pois foram incansáveis no seu trabalho e fundamentais para conseguirmos estar bem nesta corrida. Saio de Sever convicto de que podemos lutar pelo título”.

  • Pedro Tiago traído pela mecânica no arranque da época em Sever

    Foi um fim de semana complicado em Sever do Vouga. A mecânica do Citroen Saxo foi madrasta para as aspirações do bicampeão nacional, neste arranque do campeonato onde busca o tri.

    O arranque do Campeonato de Portugal de Ralicross 2020 revelou-se atribulado para Pedro Tiago. Apresentando-se em Sever do Vouga com o estatuto natural de grande favorito na Divisão Nacional A 1.6, pela dupla coroa de campeão nacional que ostenta, fruto das vitórias nos campeonatos de 2018 e 2019, Pedro Tiago estava “confiante em tudo o que fizemos para preparar esta época, mas, no desporto motorizado, as surpresas e os revezes estão ao virar de cada curva!”.

    As “hostilidades” competitivas abriam com os treinos. Aí, o bicampeão impôs a sua lei, sendo o único a baixar do segundo 40, colocando toda a concorrência em sentido.

    Mas, logo na manga inicial, o motor do Citroen Saxo falhou e forçou Pedro Tiago “a rodar num ritmo muito lento, tudo fazendo para tentar chegar ao fim da manga, pensando nos pontos necessários para estar na final. Logo ali suspeitei que o problema seria sério e, mal cheguei à assistência, percebemos que não seria possível alinhar na segunda manga e que estávamos perante um trabalho que iria exigir muitas horas”.

    A “noitada” foi dura para a equipa de mecânicos, mas, na manhã de domingo, o Citroen Saxo já rugia e estava pronto para os desafios da jornada final. Pedro Tiago destaca “o magnífico trabalho da minha equipa. Estiveram praticamente todo o fim do dia de sábado e toda a madrugada a trabalhar para solucionarem o problema. Foram enormes!”.

    A 3ª e a 4ª corrida viram um Pedro Tiago a dar tudo, mesmo sentindo que “o carro não estava perfeito e estive sempre com receio de que o problema de motor voltasse. Mas sabia que tinha de dar o máximo para conseguir um lugar na final e, dentro do possível, com um bom lugar na grelha de partida”. Um 3º e um 4º lugar colocaram o bicampeão nacional na primeira fila da grelha de partida, com as aspirações intactas para a decisão final.

    Mas no “momento da verdade”, voltou o problema no motor do Saxo, forçando Pedro Tiago a “dosear o andamento, num compromisso entre fazer tudo para terminar e conseguir o melhor lugar possível”. Só o seu talento tremendo lhe permitiu segurar o 3º lugar e, dessa forma, começar a época com um pódio que “é satisfatório, atendendo a tudo o que sofremos. Não era este o início de Campeonato que gostaríamos de ter, mas as corridas são mesmo assim. Iremos resolver os problemas e continuar focados na renovação do título. O campeonato é longo e ainda temos bastantes provas pela frente”.

  • Jorge Machado com início de época atribulado

    Sever do Vouga foi palco do regresso do lousadense Jorge Machado ao CPRX. À rapidez que o piloto evidenciou, a corrida respondeu com uma série de incidentes que impediram um resultado ao nível da exibição.

    No momento em que tirou o capacete e as luvas, dando por concluída a sua participação no Ralicross de Sever do Vouga, Jorge Machado deve ter vivido um momento onde a frustração media forças com a satisfação, num misto de sentimentos que traduziu de forma perfeita a saga vivida pelo lousadense na primeira prova da temporada 2020 do Campeonato de Portugal de Ralicross.

    Jorge Machado encarava este primeiro embate com “prudência pois, além de ter estado parado alguns anos, escolhi reentrar no CPRX na Divisão S1600, que é a mais competitiva do campeonato. A presença em Sever tinha como principais objetivos ganhar ritmo e adaptar-me à condução do Citroen C2 S1600 sem, de forma alguma, enjeitar lutar pela melhor classificação possível”.

    0 7º tempo nos treinos deixava o piloto “satisfeito. Adaptei-me bem ao carro e deu para perceber que somos competitivos”. O seu forte andamento seria uma constante ao longo de todo o fim-de-semana, mas a sorte nada quis com ele.

    Praticamente em todas as mangas, Jorge Machado sofreu “toques que me prejudicaram sempre e condicionaram os resultados. No entanto, em todas as corridas deu para perceber que tenho andamento para estar na frente, a discutir a primazia. Mesmo com todos esses problemas, fiz a volta mais rápida na terceira manga e terminei em 3º a quarta, embora aqui já de nada me valeu, pois, os incidentes anteriores colocaram-me fora da qualificação para a final”. O 10º lugar final permitiu, mesmo assim, recolher pontos que podem vir a ser importantes no futuro.

    Mas Jorge Machado não dá o fim-de-semana de Sever como mal empregue. O piloto de Lousada destaca “a satisfação de perceber que, depois dos anos de paragem, estou com ritmo para andar na frente e aproveitamos esta corrida para fazer alguns ajustes e melhorar o carro para o nosso estilo de condução. Demos um passo em frente, fica a amargura de não chegar a final como tanto desejávamos, mas as corridas são mesmo assim e o campeonato é longo. Tenho a certeza de que estaremos na luta!”.

  • Portimão cancela F1 de Motonáutica e destina 350 mil euros que ia gastar à compra de ventiladores

    O município de Portimão cancelou o Grande Prémio de Fórmula 1 de Motonáutica, doando os 350 mil euros que iria gastar nessa prova à aquisição de ventiladores hospitalares, segundo noticiou o jornal Observador.

    O GP de F1H2o, tradicional etapa do circuito mundial da modalidade, iria ser disputado na zona ribeirinha de Portimão, entre os dias 8 e 10 de Maio, sob a égide da UIM e tendo como promotor a H2O.

    “Esta medida de saúde pública reforça a estratégia adotada pelas autoridades municipais no sentido de combater eficazmente a pandemia, cancelando todo o tipo de eventos sociais, culturais e desportivos, ao mesmo tempo que vai contribuir para o reforço do equipamento aplicado ao tratamento dos pacientes da unidade hospitalar local”, explicou a presidente da Município de Portimão Isilda Gomes, citada pelo Observador.

    Este cancelamento, por iniciativa da autarquia, insere-se no conjunto de medidas que o município liderado por Isilda Gomes tem tomado.

  • GT4 South European apresenta calendário 2020

    Competição internacional dedicada a automóveis de GT4 com 4 Eventos, repartidos entre Espanha e Portugal. Covid-19 força a arranque tardio da competição dentro de 3 Meses

    A Race Ready, após longa ponderação, vai continuar a organizar o GT4 South European em 2020, num novo modelo e formato, que irá mais ao encontro dos desejos dos pilotos e equipas, ao mesmo tempo que garante grelhas de partida mais volumosas para 2020. Para tal, a GT4 South European irá partilhar as grelhas com outras competições em cada etapa, o que assegura grelhas de partida mais preenchidas e uma competição mais animada quer para o publico, quer para as equipas.

    Duas das provas serão em conjunto com o Open de Portugal, com as restantes duas a serem em conjunto com o TCR Ibérico e Campeonato Madrileno de Turismos, tendo a última prova, no Estoril, também a companhia dos carros alemães da GT Winter Series.

    De realçar que o campeonato só irá começar em junho, daqui a mais de 3 meses, de forma a que as equipas tenham mais tempo para finalizar as negociações com os pilotos.

    De forma a ser possível integrar a prova com os restantes campeonatos e de modo a conseguir reduzir o número de fins-de-semana, aumentou-se o número de corridas de duas para três em cada evento. Assim, cada fim-de-semana contará com duas provas de Sprint e uma prova de resistência.

    Carros de sonho, BOP e igualdade de andamentos

    Para o sucesso que se tem vindo a verificar por toda a Europa e também nos Estados Unidos da América, contribuem o exotismo dos carros, máquinas exuberantes de marcas míticas, que acabam por ter um baixo custo de aquisição e manutenção face às performances, qualidade de retorno e do interesse suscitado junto de público.

    A única forma de se ter tantos carros de sonho e uma competição equilibrada é através do BOP (Balance of Performance) que é elaborado pela SRO. Esta organização tem 10 anos de experiência em estabelecer BOP para GT4. Como exemplo, só em 2019, esta empresa calculou mais de 40 BOP para os sete campeonatos GT4 existentes. Assim, os seus cálculos variam em função dos circuitos e apesar de nunca serem perfeitos, são considerados os melhores do mundo!

    Ao colocar três corridas por fim-de-semana, ocupando apenas quatro fins-de-semana, o GT4 South European é a forma mais económica de competir em Grande Turismos (GT’s) na Europa. Para ajudar a esse esforço, a organização vai colocar as inscrições a apenas 950€, o valor mais acessível da Europa, sendo que as equipas e pilotos podem aproveitar para fazer acordos com equipas internacionais, pois o calendário nunca coincide com o campeonato Europeu nem com o campeonato Francês.

    Diogo Ferrão, responsável pelo GT4 South European, afirma que as modificações se devem a que “infelizmente em 2019 não começamos com o número de equipas que esperávamos, o que significou que as restantes equipas ficavam até ao último minuto à espera de ver quem mais confirmava. O caso mais claro foi em Barcelona no ano passado, onde tivemos equipas que preferiram competir na Craventic, numa prova com apenas três carros de GT4, mas com 30 carros à partida, do que competir numa prova com outros sete carros de GT4. A única maneira de colmatar este problema foi unindo-nos a outras provas em cada uma das quatro jornadas, o que levou a fortes negociações com as restantes entidades e com a SRO e também a razão pela qual só agora apresentarmos o campeonato. No final, julgo que conseguimos oferecer um campeonato com carros de sonho, um calendário forte e uma competição que garante grandes grelhas em pista e uma forte exposição para os GT4. Com o início marcado para dentro de três meses, é agora tempo de equipas e pilotos fecharem acordos, sendo que estamos disponíveis para ajudar cada um, piloto ou equipa, a encontrarem o que desejam.”

  • Problema elétrico trava Sérgio Dias em Sever

    O lousadense apresentou sempre um andamento forte e dentro dos melhores, mas, nos momentos decisivos, um problema elétrico no Renault Twingo S1600 condicionou o resultado final.

    Quando ao longo de um fim-de-semana de competição, um piloto apresenta-se sempre ao mais alto nível, demonstrando uma rapidez que o coloca como um dos favoritos, só um “golpe do destino” pode impedir que o mesmo transforme em resultados a sua competitividade.

    E foi isso mesmo que aconteceu a Sérgio Dias, na pista de Sever do Vouga, palco da prova de abertura do Campeonato de Portugal de Ralicross 2020. Mal o semáforo abriu, dando espaço para os treinos, aos carros da competitiva Divisão S1600, Sérgio Dias colocou o belo carro francês nos lugares cimeiros da tabela de tempos, mas, logo aí, a sua progressão foi interrompida com um problema elétrico que o fez rumar à assistência que, com uma intervenção rápida, debelou a falha.

    Mesmo apreensivo, Sérgio Dias foi à luta e, nas duas mangas iniciais, o seu talento colocou o Twingo 1600 com as cores da NICE ASTRO e da SÉRGIO DIAS TRANSPORTES INTERNACIONAIS na 4ª posição, cumprida que estava metade das corridas de qualificação para a final. O piloto sentia que “tínhamos andamento para lutar pelo pódio e que o carro está competitivo, dando-me confiança para atacar em todas as corridas”.

    A manhã de domingo amanheceu chuvosa, transformando a competição numa “lotaria” de lutas acesas e toques constantes. Sérgio Dias foi muito sólido e capaz de ultrapassar as adversidades na terceira manga, terminando em 6º e, continuando assim em excelente posição para garantir um bom posicionamento na grelha para a final. Mas, na última corrida de qualificação, o Renault Twingo S1600 voltou a “amuar”, com o reaparecimento da falha elétrica, forçando Sérgio Dias a “parar a meio da corrida, quando tinha todas as hipóteses de lutar por um bom resultado”. Mesmo assim, garantiu o 5º posto na linha de partida para o momento da decisão.

    Nova luta contra o tempo para reparar o problema e, uma vez mais, a equipa de assistência conseguiu colocar o Renault pronto para a “batalha”.

    E Sérgio Dias colocou o Twingo S1600 na sua posição na grelha, de olhos postos na frente, focado em “dar tudo para discutir o pódio e, porque não, a vitória”. Mas, pela terceira vez, o problema elétrico fez a sua aparição, levando o lousadense a “falhar o arranque, tendo depois tentado tudo para recuperar. O problema voltou a aparecer e esteve na origem de um pião, que me arruinou a corrida. Cerrei novamente os dentes e fui à luta até ao fim, conseguindo ser 6º e garantindo pontos que podem vir a ser importantes”.

    No final, Sérgio Dias afirmou que saía “de Sever confiante. Mostramos um bom ritmo, que nos dá confiança para as próximas provas. Com esta paragem motivada pela necessidade de combatermos a pandemia do Covid-19 e sem que coloquemos em causa as restrições que todos temos de cumprir, vamos tentar trabalhar no caro para o melhorar e, assim que o campeonato for retomado, estarmos na linha da frente na luta pelo topo!”.

  • Rui Nunes com jornada atribulada em Sever

    Depois da excelente época de 2019, o vice-campeão nacional partia para a jornada inaugural do CPRX 2020 com aspirações a lutar pela vitória. Problemas mecânicos e incidentes de corrida impediram-lhe um bom resultado.

    Os problemas começaram muito cedo na participação do rápido piloto que se apresentava em Sever do Vouga 2 “com a ambição de lutar pelos lugares cimeiros, mas também para me divertir e ver como estava face à concorrência. Os meus adversários apostaram bastante forte e nós optamos por manter para já as mesmas especificações de 2019”.

    Logo nos treinos e “apesar de ter conseguido perceber, logo desde as primeiras curvas, que tínhamos um bom ritmo, a embraiagem cedeu logo na segunda volta, exigindo-me um esforço enorme para realizar tempos e, por isso, a 7ª posição acabou por ser um mal menor”.

    Na primeira manga, Rui Nunes viveu um momento verdadeiramente insólito. Ao longo da corrida, o piloto entrou “numa pequena guerra com o corta corrente do meu kartcross, que se desligou e perdi bastante tempo a voltar a rodar”.

    Já na segunda manga, o aparecimento da chuva trouxe ao cimo todo o talento do piloto. Arrancando do último lugar da grelha, fez uma corrida fenomenal e alcançou uma vitória fantástica.

    A terceira viu em pista um Rui Nunes muito aguerrido, acutilante nas ultrapassagens e a conseguir um resultado que lhe garantiu um lugar na final, com a sexta posição da grelha.

    Enquanto esperava pelo semáforo, Rui Nunes só tinha um foco: lutar pelo pódio. Mas a malapata estava à sua espera logo na primeira curva pois “uma carambola e um toque à saída da primeira curva hipotecou por completo a minha prova. Ainda tenteis recuperar, mas, não só o meu kartcross estava desalinhado devido ao toque, como a muita lama na pista retirava por completo a visão e acabei por levantar o pé e, simplesmente, garantir alguns pontos para o campeonato”.

    Mesmo assim Rui Nunes sai satisfeita do fim de semana, pois provou que “continuo rápido e competitivo e que o meu kartcross é fiável e robusto. Temos rapidez e amos claramente estar na luta pelos pódios, pelas vitórias e pelo campeonato!”.