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  • Rafael Rêgo: “as corridas são assim mesmo!”

    Rafael Rêgo: “as corridas são assim mesmo!”

    Navegado por Ana Gonçalves, Rafael Rego teve um Rali Terras de Aboboreira azarado, uma vez que, quando começava a demonstrar o potencial que todos lhe reconhecem, foi forçado a abandonar devido à perda de uma das rodas do seu Peugeot 208 Rally4, fruto das difíceis e traiçoeiras condições que a dupla encontrou nos troços de Amarante, Baião e Marco de Canaveses.

    Ainda assim, o jovem piloto mostra-se satisfeito com o trabalho desenvolvido, prometendo voltar a lutar de forma competitiva no próximo desafio da Peugeot Rally Cup Portugal.

    “As corridas são assim mesmo. A equipa preparou-nos um carro excelente e competitivo, mas acabámos por ter o azar de uma das rodas não aguentar as difíceis condições dos troços amarantinos. São situações de corrida que nem nós nem a equipa podem controlar, logo só podemos olhar para o que de positivo fizemos em conjunto”, explicou o jovem piloto antes de falar da sua experiência ao lado de Ana Gonçalves: “Foi sem dúvida a confirmação daquilo que já tinha como expectativa. A Ana demonstrou muito profissionalismo e foi uma grande ajuda ao longo de toda a prova. Quero muito voltar ao Peugeot 208 Rally4 e continuar esta aprendizagem e evolução na Peugeot Rally Cup Portugal.”

    A Peugeot Rally Cup prossegue no Rali Castelo Branco, a 21 e 22 Junho. Ficando depois a faltar disputar o Rali Vinho da Madeira (1 a 3 Agosto) e o Rali da Água (13 e 14 Setembro).

  • Joaquim Teixeira: ”quis ver se era minimamente competitivo e penso que passei nesse teste!…”

    Joaquim Teixeira: ”quis ver se era minimamente competitivo e penso que passei nesse teste!…”

    Um ano depois, Joaquim Teixeira voltou a sentar-se num carro de competição e fê-lo ao mais alto nível. O “Demolidor de Trás-os-Montes estreou na Rampa Porca de Murça o Hyundai Elantra N TCR adquirido pela JT59 Racing Team e “demoliu” a concorrência na Categoria Turismo e na Divisão Turismo 2, logrando ainda ficar dentro do Top 10 absoluto.

    Inesquecível. Assim será para Joaquim Teixeira, para a sua família, para a sua equipa e para todos os aficionados da Montanha, o regresso protagonizado por um dos mais laureados pilotos da modalidade.

    Um ano de total inatividade não se fez sentir, embora o piloto o referisse, vindo à superfície a mescla quase perfeita de talento e garra que Joaquim Teixeira sempre ostenta em competição. O piloto e “patrão” do JT59 Racing Team estreou na Rampa Porca de Murça o novo Hyundai Elantra N TCR da equipa que fundou e dirige e, ao longo do fim-de-semana dominou a Categoria Turismo, suplantando com autoridade concorrência muito forte, tendo sido capaz de evoluir nos tempos de forma sempre significativa, ostentando uma condução sólida.

    Já no pódio final, foi enorme a ovação a saudar este regresso que, ao que parece, será apenas pontual. Se assim é ou não, o futuro o dirá. Para os anais da história fica a veia vencedora do “Demolidor de Trás-os-Montes”!

    “Foi um fim-de-semana foi de muitas emoções. Após um ano de ausência, por motivos particulares, voltei, mas a falta de ritmo sente-se muito. Voltei para ver se ainda conseguia ter condições de participar numa prova de automobilismo e ser minimamente competitivo e penso que passei nesse teste!…”, começa por salientar Joaquim Teixeira. O transmontano sente-se satisfeito por “ter conseguido me adaptar a uma nova viatura e, mesmo sem conseguir, como é óbvio extrair todo o sue potencial, foi suficiente para vencer a categoria e a divisão, conseguindo ainda ficar dentro do Top 10 da geral”.

    A escolha de Murça para este regresso foi óbvia: “é uma prova que me diz muito, onde tenho muitos conterrâneos, e amigos que me apoiaram sempre durante este ano e também neste fim de semana com palavras de incentivo. Foi bom regressar ao convívio com todos os meus colegas e amigos do CPM, e pude ver que muitos durante todo o fim de semana me apoiaram e tiveram sempre uma palavra para saber como me estava a aguentar neste regresso”.

    Joaquim Teixeira viveu momentos de grande emoção e desta o carácter especial desta participação por “ter sido na companhia em pista do meu filho Daniel, possível graças à confiança que o André Fernandes da ASF depositou em nós, ao confiar-lhe um dos seus Porsche 997. Quero ainda agradecer ao Nuno e ao Jorge Mourão, que tudo fizeram no Hyundai, para que eu tivesse a viatura sempre nas melhores condições mecânicas. Agradeço também aos meus filhos Sónia Teixeira , Daniel Teixeira, à minha companheira Catarina Correia Teixeira e ao Vitor Teixeira todo o apoio que sempre me deram durante este ultimo ano. Quero ainda salientar que, sem a motivação, apoio e incentivo da minha filha Sónia este ano a JT59 Racing Team não estaria ativa!”.

    O consagrado piloto não deixou de “agradecer aos meus patrocinadores: Município de Murça, Município de Boticas, Bompiso, Intermarché (Alijó e Valpaços), Jacinto Marques Oiveira, Potauco, Officials, Publiserv, Grupo Ópticas Preguiça e Pizzeria Pasta Fina. Bem hajam por tudo!”.

  • Joaquim Rino conquista em Murça a primeira vitória da temporada!

    Joaquim Rino conquista em Murça a primeira vitória da temporada!

    Aos comandos do BRC 49 Evo da Articimentos, Joaquim Rino coroou uma exibição exemplar na Rampa Porca de Murça com uma vitória sólida entre os Protótipos B. O “Senador de Porto de Mós” logrou ainda conquistar o Top 8 da geral na prova organizada pelo CAMI Motorsport.

    Está a ser uma época 2024 autenticamente de luxo para Joaquim Rino. O consagrado piloto da Articimentos apareceu na presente temporada do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group em plena forma, ostentando um ritmo endiabrado e uma eficácia a toda a prova.

    Em Murça, esteve soberbo, assinando um fim-de-semana imaculado, sem erros de monta e sempre a demonstrar um crescendo de rapidez que o levou a devorar os 4200 metros do traçado transmontano sempre entre os melhores. No final, o primeiro triunfo da época entre os Protótipos B e o 8º lugar da geral foram o corolário merecido da exibição de Joaquim Rino.

    “Como tenho dito, gosto imenso da pista de Murça e é sempre um prazer imenso correr aqui. O fim-de-semana foi excelente. A FR Power fez um trabalho incrível no BRC e senti-me sempre seguro para atacar e andar rápido. A vitória deixa-me muto feliz, mas, acima de tudo, destaco a satisfação que sinto por correr num campeonato com tão bom ambiente. Quero parabenizar o jovem Afonso Santos, que fez uma excelente exibição e que mostrar ser um piloto com muto futuro. Senti muito orgulho por o ter comigo no pódio”.

    Com esta vitória, Joaquim Rino saltou para o comando da tabela pontual dos Protótipos B e consolidou claramente a sua posição entre os pilotos que irão discutir o título.

    Agora, o Campeonato de Portugal de Montanha JC Group ruma até Braga. É tempo do tradicional encontro anual com o Europeu de Montanha que, uma vez mais, acontecerá na Rampa Internacional da Falperra. O evento organizado pelo Clube Automóvel do Minho acontece nos dias 17,18 e 19 de Maio.

  • Bernardo Pinheiro em frança para a segunda ronda do ELMS

    Bernardo Pinheiro em frança para a segunda ronda do ELMS

    Bernardo Pinheiro está já a caminho de Marselha no Sul de França para discutir no próximo fim-de-semana (4 e 5 de Maio) aquela que será a segunda prova do European Le Mans Series 2024.

    Após a estreia vitoriosa em Barcelona no arranque do campeonato o piloto de Portimão terá no circuito de Paul Ricard o palco da segunda prova do ano, mais uma vez com quatro horas de duração como todas as etapas do competitivo ELMS.

    “Barcelona já é passado para nós…temos que pensar neste segundo desafio do ano e gerir da melhor forma a pressão acrescida de estarmos no comando do campeonato. Vamos entrar em pista da mesma forma que o o fizemos em Barcelona, dando o nosso melhor e aproveitar todo o nosso potencial e do carro.” comenta o piloto de Portimão que mais uma vez irá dividir o volante do Ligier com Gillian Henrion e Julien Gerbi.

    “Paul Ricard é uma pista muito especial que se destaca pela recta Mistral e pelas curvas muito variadas que encontramos e por isso o equilíbrio do chassis em conjunto com velocidade máxima é essencial. Conseguir uma boa posição na grelha de partida será o nosso primeiro desafio para evitar toques ou incidentes na fase inicial da prova que nos podem prejudicar e atrasar…um pouco do que temos que fazer em todas as corridas…tentar fazer cada turno o mais ‘limpo’ possível.”

    Com 5.771 metros de perímetro o traçado gaulês que recebe esta segunda prova do European Le Mans Series é conhecido pela fantástica combinação de curvas rápidas, secções técnicas e a longa recta Mistral com a super-rápida Curva Signes no seu final. Sem escapatórias em gravilha o circuito apresenta nas suas escapatórias de asfalta linhas pintadas com tinta de elevada aderência para abrandar os veículos que se despistem.

  • Rui Madeira “o Terras D’Aboboreira não correu como gostaríamos!”

    Rui Madeira “o Terras D’Aboboreira não correu como gostaríamos!”

    Foi com uma profunda sensação de frustração que Rui Madeira e Nuno Rodrigues da Silva chegaram ao fim do Rali Terras D’Aboboreira. Lutando com um setup pouco adaptado às condições difíceis do terreno, a dupla raramente conseguiu impor o ritmo a que está habituada e disso foi consequência o Top 13 na geral e o 2º posto no Masters.

    Madeira e Rodrigues da Silva estavam altamente motivados para darem seguimento à excelente exibição e resultado a condizer que rubricaram no Rali Casinos do Algarve.

    Novamente aos comandos do Ford Fiesta Ralky2 da Past-Racing/M-Sport abordaram o Rali Terras D’Aboboreira com o foco na discussão da vitória no Campeonato de Portugal Masters de Ralis e nos lugares cimeiros do CPR.

    Mas, mesmo antes da prova começar, a equipa sofreu um revés: “tivemos um handicap de última hora, pois, por razões familiares, o engenheiro que a Past-Racing tinha destinado a esta prova não pôde estar presente, o que nos retirou um apoio que é sempre fundamental, sobretudo numa prova em que, pela inconstância das condições meteorológicas e das condições dos pisos, era muito importante ter todo o know-how técnico presente”, refere o piloto.

    Mesmo assim, Rui Madeira e Nuno Rodrigues da Silva partiram dispostos a dar tudo e a enfrentar uma “armada” nacional e internacional de luxo, mas cedo perceberam que o rali se transformaria num verdadeiro “caminho das pedras”.

    “Foi um Rali que não correu como gostaríamos. Começou com falta de confiança no carro, pois nunca tinha guiado este Fiesta Rally2 em pisos enlameados e para mais o arranque da prova foi com muito nevoeiro, o que me retirou a confiança necessária. As afinações não estavam de todo preparadas para estes pisos e fomos ao longo da prova tentando melhorar. Inclusive, acabamos por desligar a barra estabilizadora da frente pois tivemos muitas dificuldades em inserir a frente do carro. Foi um calvário!”, afirma Rui Madeira.

    A frustração ficou e o piloto “mundialista” não esconde que “gostamos de andar depressa em condições muito difíceis com lama e nevoeiro, mas, desta vez, não tivemos a confiança no comportamento do carro para podermos andar rápido. Nesse sentido, saímos desta prova algo frustrados, pois tudo tentámos, mas não desfrutámos de um rali espetacular em pisos de terra!”.

    Rui Madeira dá também por concluída a sua participação no CPR: “o nosso ano desportivo em provas do campeonato está terminado. Vamos regressar ao Mitsubishi Lancer Evo3, alinhando já no Spirit. Estamos a equacionar se faremos o Rali de Lisboa como participantes num Rally2 ou de carro 0”.

  • Ricardo Filipe: “o 7º lugar nas contas do CPR foi um prémio merecido”

    Ricardo Filipe: “o 7º lugar nas contas do CPR foi um prémio merecido”

    Ricardo Filipe e Filipe Carvalho viveram uma verdadeira epopeia no Rali Terras D’Aboboreira, com a dupla a ir de menos a mais até lograr concluir num excelente 7º lugar entre os concorrentes do Campeonato de Portugal de Ralis.

    Os dois dias de competição da terceira prova do campeonato transformaram-se num teste verdadeiramente extremo às capacidades física e mentais de Ricardo Filipe e Filipe Carvalho. Cientes da dificuldade acrescida que a prova nortenha ostentava, seja pelo seu traçado competitivo, seja pelo naipe de luxo de equipas participantes, a dupla do Skoda Fabia R5 teve de demonstrar uma enorme capacidade de superação para ultrapassar todas as dificuldades.

    “Começamos um pouco à defesa. Entramos no Qualifying até com algum nervosismo, até porque o facto de termos tido um excelente rali no Algarve, criava-nos alguma pressão para andar bem e acabamos por fazer nas duas passagens tempos que considero apenas razoáveis. Depois, o primeiro troço cronometrado foi muito duro e criou-me mesmo alguma desmotivação. A lama e o nevoeiro cerrado acabaram por me fazer hesitar em demasia e perder alguma concentração e vontade em atacar. Não conseguia andar rápido, colocar o carro e essa ausência de eficácia nada tinha a ver com as notas ou com o Skoda. Só tinha a ver comigo, o Ricardo Filipe!… Aliás, tudo isso fez-me pensar que vou ter de trabalhar muito o aspeto psicológico no futuro, para melhorar a minha capacidade de gestão de provas com estas características”, revela o piloto algarvio.

    Ricardo Filipe realça “a força e o ânimo que o Filipe Carvalho, o Manuel Castro, a equipa, os meus pais e o meu amigo José Martins me deram e que me fez ultrapassar esse momento menos bom e foi por eles que não deitei logo a toalha ao chão. Acabou por ser um dia menos conseguido e onde, claramente, andei muto abaixo do que sou capaz, tendo passado pela Super Especial noturna ainda com cautela., pois Chovia muito e tentamos não cometer erros”, concluindo a etapa inicial da prova no 13º posto entre os concorrentes do CPR.

    O segundo e decisivo dia da prova organizada pelo Clube Automóvel de Amarante seria bem mais risonho para as ambições da dupla que defende as cores da Olha o Cogumelo.

    O arranque da etapa de sábado veria um Ricardo Filipe completamente mudado: “a noite foi boa conselheira e acordei muito mais motivado. A Racing 4 You foi incrível a trabalhar no carro e mudamos as afinações para colocar o Skoda um pouco mais macio. Começamos logo a melhorar os nossos tempos e, na segunda ronda, voltamos a endurecer um pouco o carro, porque os pisos estavam já completamente secos. Conseguimos ir subindo na classificação, detendo os ataques de quem estava atrás de nós e ultrapassando alguns dos nossos adversários diretos. A confiança foi crescendo e o 7º lugar final nas contas do CPR foi um prémio merecido para a forma como demos a volta e acabamos por fazer um rali muito positivo”.

    Numa análise global à sua prestação, o piloto considera que “tenho de melhorar muito a gestão emocional das provas. Por outro lado, necessito de trabalhar mais a minha velocidade e técnica na lama e na chuva”, não deixando de se referir à estrutura da prova, que considera “ser bem organizada, com bons troços, mas, na minha opinião, com ligações excessivamente longas. Por outro lado, também considero que não se deve repetir três vezes o mesmo troço, pois, com 90 concorrentes, ficou completamente destruído!”.

    A classificação obtida no Terras D’Aboboreira fez Ricardo Filipe subir ao 7º lugar da tabela do CPR, com o piloto a assumir que “é uma posição que nos orgulha e estimula, até porque, atrás do 3º lugar, esta tudo em aberto e partimos para a segunda fase do campeonato em boa posição para lutarmos pela nossa melhor posição de sempre na classificação final”.

  • FPAK Júnior Team: Martim Pereira vence em Murça duelo aceso com Guilherme Silva

    FPAK Júnior Team: Martim Pereira vence em Murça duelo aceso com Guilherme Silva

    Foi uma luta emocionante e que prendeu a atenção de todos quantos estiveram em Murça. Os “jovens lobos” do FPAK Júnior Team disputaram taco-a-taco a honra de inscreverem o nome no troféu do vencedor da primeira prova na modalidade deste troféu. Martim Pereira acabou por se superiorizar, após uma luta titânica com Guilherme Silva.

    Murça assinalou o arranque do FPAK Júnior Team, integrado no Campeonato de Portugal de Montanha JC Group. Este ano a Montanha é a nova modalidade a integrar o programa de desenvolvimento de jovens pilotos desenvolvido sob a égide da FPAK e conta com a participação de três jovens pilotos: João Barroso, Martim Pereira e Guilherme Silva.

    O primeiro aplauso vai para a consistência e capacidade para não cometer erros graves por parte dos três jovens pilotos, sem que tal fosse óbice para uma enorme evolução dos tempos obtidos ao longo das sete subidas do fim-de-semana.

    Foi notória essa capacidade de extrair pouco a puco todo o potencial dos 3 Citroen C1 preparados pela Befast Motorsport, fazendo mesmo com que os três “rookies” fossem capazes de se intrometerem e saírem vencedores na luta dos carros com motores até 1000cc.

    Mas já lá vamos. Primeiro, a luta pelo triunfo no FAPK Júnior Team.

    Aqui, foram dois os protagonistas principais: Martim Pereira e Guilherme Silva. Os dois são “segundas gerações” de clãs ligados à Montanha. Martim é filho de Matine Pereira e Guilherme tem como progenitores Daniela Marques e Paulo Silva. A competição está-lhes no sangue e provaram-no nos 4200 metros da pista de Murça.

    Martim dominou o primeiro dia, embora vendo Guilherme se aproximar paulatinamente. No Domingo, o bracarense da PD Auto logrou ser mais rápido do que Martim Pereira na 2ª Subida de Prova, com os dois a adiarem a decisão da vitória para 3ª Subida que fechava o programa. Aqui, Martim foi notável e baixou em cerca de três segundos o seu melhor tempo, enquanto Guilherme não evitava um pequeno erro que lhe custou algum tempo.

    Os dois pilotos do FPAK Júnior Team lograram ainda conquistar a “dobradinha” na Classe 21, onde estão inscritos os 5 Citroen C1 que competem na Montanha. Estava selado com justiça o triunfo de Martim Pereira, com Guilherme Silva a ver premiada a sua exibição com um excelente 2º lugar.

    João Barroso foi 3ª e, se rodou sempre um pouco atrás dos dois adversários, foi capaz de evoluir mais de cinco segundos entre a primeira e a última subida de Prova, provando que terão de contar com ele nas provas que se seguem.

  • 1300: Armando Freitas conquistou em Murça a terceira vitória da temporada

    1300: Armando Freitas conquistou em Murça a terceira vitória da temporada

    O piloto de Fafe continua invicto nesta época 2024, mas os seus mais diretos adversários estão mais perto. Em Murça, foi o jovem local Tiago Santos a forçar o bicampeão em título a dar tudo em pista para sair vitorioso. Destaque ainda para os 13 pilotos presentes em Murça

    O segundo e meio que, no somatório das duas melhores subidas de prova, separou Armando Freitas e Tiago Santos no final da prova são elucidativos da capacidade que o jovem murcense teve em “morder os calcanhares” ao líder do campeonato.

    Obviamente, Armando Freitas guardou, como aliás sempre faz, a máxima intensidade para as subidas a contar para a classificação, com o Toyota Starlet a funcionar em pleno e o piloto de Fafe a guiar nos limites, aproveitando todo o poderio competitivo do carro nipónico.

    Mesmo assim e para atestar a excelente exibição de Tiago Santos, Freitas derrotou o murcense nas três subidas de prova sempre por margens curtas )2,1 segundos, 9 décimos de segundo e 6 décimos de segundo, respetivamente).

    Abram alas para o “sangue novo” que começa não só a povoar, mas também a brilhar na Montanha!

    Tomás Pinto pode ser um “rookie”, mas o jovem de Peso da Régua, filho do piloto Nuno Pinto é um piloto com um tremendo potencial. Mesmo tendo de enfrentar pilotos com carros mais competitivos, consegue extrair todo o potencial do Toyota Starlet da Famaconcret e, ao longo dos dois dias, deixou claro que o 3º lugar e a conquista em Murça do segundo pódio da sua carreira era algo incontornável. Quedou-se a 9,4 segundos de Armando Freitas e a 6 de Tiago Santos, deixando o quarto colocado a 5,9 segundos. Notável!

    Uma palavra para Martim Pereira (Citroen C1) que, na sua estreia competitiva, não só venceu o FPAK Júnior Team, mas também se impôs na Classe 21, reservada aos carros com 1000cc.

    Quanto aos Clássicos 1300, vitória de Domingos Fernandes. No entanto, o “Senador de Armamar” não saiu de Murça sem um pequeno susto, quando na última subida de treinos cronometrados teve uma rara saída de pista, felizmente sem danos no seu Autobianchi A112 Abarth.

  • Lotus vence “sprint” de três horas em Spa-Francorchamps

    Lotus vence “sprint” de três horas em Spa-Francorchamps

    Aos comandos de um Lotus Elan, Ben Barker e Gordon Shedden venceram a disputada edição de 2024 das “3 Horas de Spa”, naquele que foi um arranque prometedor da temporada deste ano do Iberian Historic Endurance. 

    Numa corrida que foi particularmente dura para o pelotão de mais de sessenta carros de Turismo e GT até 1976, apesar das sempre imprevisíveis condições atmosféricas se terem mantido estáveis no Circuit de Spa-Francorchamps durante todo o evento, as estratégias das equipas acabaram por fazer a diferença, embora o ritmo dos primeiros fosse sempre bastante intenso, como se de uma corrida de “sprint” se tratasse.

    Harry Barton e Oliver Reuben, em TVR Griffith 200, largaram da pole-position e rodaram sempre no grupo da frente enquanto estiveram em pista, no entanto, a mecânica do carro britânico cedeu ao fim de vinte voltas. Rapidamente se percebeu que a luta pela vitória iria ser entre os dois Porsche 911 3.0 RS da família Rolner, os carros com a maior velocidade de ponta, e os ágeis Lotus Elan das equipas inglesas, que não precisam de reabastecer, mas que arrancam com os depósitos cheios, o equivalente a 10% do peso do carro. 

    Lars Rolner e o campeão belga de Turismos, Pierre-Alain Thibaut, assumiram o comando da corrida ainda nos primeiros metros da prova, posição que o Porsche com as cores da Martini Racing perdeu à 18ª volta para o Porsche cor-de-rosa da mesma equipa. Anette Rolner e Michael Holden mantiveram-se na frente da corrida por quinze voltas, quando a dupla foi  suplantada pelo Lotus Elan dos vencedores. 

    O piloto oficial da Ford no WEC, Ben Barker, e o ex-campeão do BTCC, Gordon Shedden, agarraram a liderança da corrida à 34ª volta e nunca mais a largaram durante as vinte voltas seguintes. A verdade é que o Lotus, que conquistou o triunfo na classe H-1965, não era o mais rápido em pista, mas foi, como esperado, o carro que perdeu menos tempo nas boxes durante a corrida – pouco mais de quatro minutos. Aliás, a fórmula para o sucesso na prova acabou por estar no tempo despendido nas boxes. John Tordorff e Andrew Jordan, os vencedores do ano passado, estiveram sempre dentro dos quatro primeiros lugares, subindo ao segundo posto já na última hora, posição em que receberam a bandeira de xadrez. Contudo, uma irregularidade no tempo dos turnos de condução, valeu-lhes uma penalização que os atirou para o terceiro lugar da geral e segundo da categoria H-1965.

    No final da corrida, Lars Rolner e Pierre-Alain Thibaut foram promovidos à segunda posição, o que lhes valeu o triunfo na classe H-1976, terminando à frente do outro carro da equipa e do Jaguar E-Type de Rhea Sautter e Andy Newall. Ainda no que diz respeito aos H-1976, tradicionalmente um feudo dos carros da marca de Weissach, foi com enorme surpresa que o terceiro lugar ficou na posse do Ford Escort MK1 do trio Pantelis Christoforou, Kerry Michael e Andrew Constantinou. 

    No H-1971, o início da prova foi liderado pelo TVR Tuscan dos britânicos Connor Kay e Ben Caisley, domínio esse que durou vinte voltas até ao abandono do carro inglês. Com o seu maior adversário fora da contenda, Christian Oldendorff e Finn Gehrsitz, fruto da regularidade e fiabilidade do Alfa Romeo GTAm, festejaram o triunfo da classe. O duo germânico terminou com mais de minuto e meio de avanço sobre os segundos classificados, o trio português composto por José Carvalhosa/Guilherme Dal Maso, em Porsche 911 ST. Já os locais Emil de Weerdt, Luc Branckaerts e Bjorn Kabergs, no seu imponente Ford Mustang, celebraram o terceiro lugar da classe. Tanto o Porsche lusitano, como o Mustang passaram pela dianteira. 

    No final da prova, Christian Oldendorff e Finn Gehrsitz não tinham só o triunfo na classe H-1965 para comemorar, pois foram também eles que venceram o Index of Performance da primeira corrida da temporada, a classificação frequentemente sai do naipe de viaturas de menor cilindrada, levando para casa o cobiçado exemplar do relojoeiro suíço Cuervo y Sobrinos. Subiram também a este pódio, Olivier Muytjens e Brice Pineau, que terão feito a melhor corrida desde que se juntaram ao pelotão do Historic Endurance, ao terminarem no quarto lugar dos H-1965, e a dupla Andy Yool/Luk Wos, que levaram o “raro” Turner GT MKII até ao final da corrida.

    Depois desta marcante passagem por um dos mais belos circuitos do mundo, a temporada do Historic Endurance continua na Peninsula Ibérica, com outro grande espectáculo em perspectiva no fim de semana de 25 e 26 de Maio, no Circuito de Jerez. A mais prestigiada competição de clássicos do sul da Europa é “cabeça de cartaz” do programa do Jerez Classic.

  • Legends: António Barros conquistou segundo triunfo consecutivo em Murça

    Legends: António Barros conquistou segundo triunfo consecutivo em Murça

    Foi uma vitória construída com autoridade, a exemplo do que António Barros já tinha feito na Penha. O seu BMW M3 (E36) é uma arma letal e o piloto nortenho usa-a de forma extremamente eficaz.

    No entanto, refira-se, a autoridade aplicada por António Barros nesta sua segunda presença no Campeonato de Portugal Legends de Montanha JC Group foi exercida com pressão por parte principalmente do regressado José Coimbra (Opel Astra), com o vila-realense a mover forte oposição a Barros, sendo mais rápido numa das subidas de treinos-

    No Domingo, não só António Barros intensificou o ritmo, mas José Coimbra também enfrentou na segunda subida de prova alguns problemas de caixa de velocidades e a distância entre os dois cresceu ainda mais. Barros concluiu a jornada com 9,2 segundos de vantagem sobre Coimbra e, com esta segunda robusta vitoria em duas provas efetuadas no CPLM JC Group, o piloto do M3 assume-se como o grande candidato ao título, caso mude de ideias e venha a disputar o campeonato a tempo inteiro.

    Quanto a José Coimbra, voltou a provar porque foi vice-campeão nacional Legends de Montanha em 2023. Era bom para o campeonato que o piloto desse continuidade a esta presença em Murça.

    Logo atrás, num sólido terceiro posto entre os Legends, encontrámos o talentoso Gonçalo Macedo, capaz de ostentar sempre um alto nível exibicional aos comandos do seu bem preparado Citroen Saxo. Lutou com José Coimbra pelo segundo posto mesmo até final, ficando apenas a 2,8 segundos do piloto do Astra.

    Macedo levou de vencida com autoridade um naipe de pilotos muito competitivos, que habitualmente lutam pelas posições de pódio entre os Legends, entre os quais Miguel Gonçalves (BMW E36 Coupé), Celso Fonseca (Citroen Saxo) e Simplício Taveira (Peugeot 106 S16), que foram, respetivamente, quarto, quinto e sexto classificados.