O campeão nacional voltou a não dar veleidades à oposição. Flávio Sainhas continua a colocar o seu Ford Escort MKI a rodar num patamar inalcançável para a concorrência e assim foi ao longo de todo o programa competitivo da Rampa Porca de Murça.
No fecho da jornada transmontana, Flávio Sainhas recolheu um pecúlio de 15,1 segundos de vantagem sobre o mais direto perseguidor, realizando as três melhores marcas nas três subidas de prova ene todos os concorrentes inscritos no CPCM JC Group, chegando assim à terceira vitória da temporada. Está aberta uma autêntica “autoestrada” para o “Diabo da Covilhã” renovar o título nacional!
Aplauso para Pedro Silva. O piloto da Sanguinho apresentou-se esta época com um bem preparado VW Golf S16 que começou por levar ao 3º lugar na Rampa da Penha e logrou agora conquistar de forma firme um magnífico 2º lugar em Murça, saltando para a terceira posição na tabela pontual do campeonato.
Quanto a Ricardo Loureiro, o piloto-edil de Guardão tem todas as razões para ter saído satisfeito da prova organizada pelo CAMI Motorsport. Não só viu o seu Ford Escort a rodar sem qualquer problema de fiabilidade, objetivo principal traçado por Loureiro e pela sua equipa técnica para a época presente, como ainda foi capaz de rodar de forma rápida, conseguindo garantir a presença no último degrau do pódio.
Este 3º lugar era perseguido pelo piloto do Caramulo Racing Team desde o início da época e dá-lhe alento para tentar fazer ainda melhor nas próximas provas.
A RACAR Motorsport teve um início muito positivo da temporada de 2024 da GT Cup Europe, que teve como cenário o Autódromo Internacional do Algarve, tendo conquistado uma vitória à geral.
Depois de um bom início de ano, com o triunfo na sua classe da GT Winter Series e duas vitórias na primeira ronda do Campeonato de España de GT, Leandro Martins e Dieter Svepes estavam confiantes para a primeira etapa da competição de índole europeu da GT Sport. O fim-de-semana teve um começo muito positivo, com Leandro a qualificar o Porsche 911 GT3 Cup da RACAR Motorsport na oitava posição da grelha de partida, terceiro da classe Am, assegurando boas perspectivas para a primeira corrida da temporada.
O piloto luso-brasileiro fez o primeiro turno de condução, evidenciando confiança e segurança, evitando os erros dos seus adversários para se guindar ao terceiro posto nos poucos momentos em que o Safety-Car não esteve em pista. Com uma boa estratégia e a uma excelente operação de boxes da RACAR Motorsport, Dieter Svepes regressou à pista no segundo posto e no encalço do líder da corrida. O piloto do Porsche com o dorsal 911 foi pressionando o seu adversário até que este cometeu dois erros, cedendo o comando ao duo da equipa portuguesa.
A partir de então nunca o primeiro lugar do piloto austríaco esteve em dúvida, confirmando a primeira vitória da temporada da GT Cup Europe para o duo da RACAR Motorsport. Para a segunda corrida do programa, disputada este domingo, Dieter Svepes arrancou da sexta posição da grelha de partida, o mais bem classificado entre os Am.
O piloto da RACAR Motorsport teve um bom início de prova, ganhando um lugar no arranque e passando imediatamente a pressionar o quarto classificado para acabar por subir mais uma posição com uma ultrapassagem notável. Com um ritmo impressionante, Dieter Svepes foi-se aproximando do carro que circulava à sua frente e, sobretudo, ganhando vantagem para os pilotos que rodavam no seu encalço, o que era determinante, uma vez que a dupla do Porsche número 911 tinha de cumprir um handicap de dez segundos, devido ao seu triunfo à geral de sábado.
Foi então que a corrida começou a fugir ao duo luso-austríaca, com um Safety-Car quando as trocas de pilotos deveriam ter o seu início e fazer evaporar a vantagem construída por Dieter Svepes. Apesar da contrariedade, quando Leandro Martins saiu das boxes estava ainda no segundo posto da classe Am, continuando uma subida ao pódio ser uma possibilidade forte. Contudo, a dez minutos da bandeira de xadrez, não conseguiu evitar um pião. O luso-brasileiro, porém, não baixou os braços e voltou à carga, cortando a linha de meta no oitavo lugar da sua classe.
“Foi um fim-de-semana muito positivo! Vencemos à geral a primeira corrida do fim-de-semana graças a uma boa estratégia e à rapidez que evidenciámos. Foi uma sensação fantástica poder triunfar na ‘nossa etapa’!”, começou por dizer Leandro Martins que acrescentou: “na segunda corrida não tivemos a sorte pelo nosso lado… O Dieter fez um turno fantástico, mas o seu trabalho foi desfeito por um Safety-Car inoportuno. Depois, era a primeira vez que ia realizar um segundo turno e, na verdade, não estava preparado mentalmente para sair das boxes e dar o máximo e cometi um erro. Acontece nas corridas e vamos trabalhar para ficarmos ainda mais fortes. O mais importante deste fim-de-semana é que o carro está muito competitivo e a RACAR Motorsport está num grande nível. Mostrámos um excelente ritmo de corrida e o triunfo que conquistámos é prova disse, dando-nos confiança para o futuro”.
A próxima ronda da GT Cup Europe disputa-se no circuito de Hockenheim, Alemanha, entre os dias 10 e 12 de Maio.
O traçado serpenteante e exigente da Rampa Porca de Murça serviu ao muito público presente um espetáculo de alta intensidade ao longo dos dois dias da prova muito bem organizada pelo CAMI Motorsport. Duelos sem tréguas em várias frentes, numa jornada em que 72 participantes bateram o recorde de afluência. Hélder Silva foi “rei” absoluto, com o tricampeão nacional em título a rubricar mais uma exibição fenomenal. Luís Nunes, nos Super Challenge, Vítor Pascoal nos GT, Joaquim Teixeira nos Turismo, impuseram-se entre pares, vencendo as suas Categorias, com Nunes ainda a ser 3º da geral, atrás de Hélder Silva e José Correia.
O CAMI Motorsport pode estar orgulhoso da sua prestação. A agremiação nortenha fez jus aos seus pergaminhos e foi sempre muito competente a resolver os muitos incidentes próprios de uma prova com alto nível competitivo, permitindo que cumprisse os dois dias do programa fossem cumpridos a bom ritmo. Destaque ainda para o muito publico presente, principalmente na jornada de domingo.
Hélder Silva, o “Míssil da Póvoa”!
Começam a escassear encómios para descrever o que faz Hélder Silva. O piloto líder da Power House está ainda a conhecer todos os segredos da sua nova Osella PA21S EVO, mas isso não se transforma num óbice a que o piloto prove à saciedade porque tem dominado a luta pelo título absoluto nos últimos anos. Em Murça, cedo se percebeu que em circunstâncias normais, Hélder Silva conquistaria a segunda vitoria consecutiva do ano, rodando sempre um patamar acima.
A sua exibição foi coroada com um dos momentos do fim-de-semana. Na segunda Subida de Prova, o “Míssil da Póvoa” devorou os 4200 metros do traçado da “Serpente de Murça” nuns espantosos 2:01.541, batendo o seu recorde da rampa em cerca de três segundos (!) e só o piso molhado na parte final do traçado terá impedido o piloto de ainda melhorar na derradeira subida.
Mas, que ninguém pense que este domínio aconteceu porque o seu principal opositor não esteve bem. Muito pelo contrário. José Correia ultrapassou alguns problemas que voltaram a afetar, sobretudo nos treinos, a sua Norma FC20 do JC Group Racing Team e foi paulatinamente melhorando as suas marcas, rodando sempre muito rápido e perto de Hélder Silva, sendo um justo 2º classificado, a 5,1 segundos do vencedor. Os dois foram. Logicamente, 1º e 2º colocados nas contas da Divisão Protótipos A, cujo pódio contou ainda com a presença de Victor Bessa (Fiat X1/9) no 3º posto.
Nos Protótipos B, primeiro a vitória da época para Joaquim Rino, mais forte no duelo que travou com o jovem Afonso Santos (BRC B49 EVO). Rino colocou ainda o BRC B49 EVO da Articimentos no 8º lugar da geral.
Luís Nunes assinou uma exibição de gala
A viagem de regresso de Murça a Valpaços foi certamente feita por Luís Nunes e pelos membros da Nunes Sport com um merecido sorriso rasgado. Ao longo de todo o fim-de-semana, o “Foguetão de Valpaços” justificou a sua alcunha e transformou o Skoda Fabia R5 preparado pela ARC Sport num instrumento para “voar baixinho” rampa acima, assinando marcas colossais. No final, foi premiado com mais uma presença no pódio da geral de uma prova do CPM JC Group, terminando em 3º, a 17,1 segundos de Hélder Silva.
Luís Nunes adicionou a esse pódio, mais uma vitória incontestada na Categoria Super Challenge e no Grupo SC-A, sendo aqui secundando nestas duas frentes por um cada vez mais competitivo José Lameiro, rápido e eficaz com o Skoda Fabia MKIII Super Car da Diatosta. O pódio do Grupo SC-A ficou completo com o Subaru Impresa STI WRX do bracarense Pedro Marques.
Nova rampa, nova “faena” total de Luís Silva no BMW M3 da Famaconcret. O “Canhão de Famalicão” colocou o carro germânico no 3º lugar do pódio da categoria e venceu de forma tranquila nas lides do Grupo SD-D, sendo aqui secundado por Pedro Alves (KIA Ceed) e João Macedo (BMW 328is). Bruno Carvalho (Citroen Saxo) impôs a sua lei nos SC-C, face a Leandro Macedo (Citroen Saxo) e Pedro Cardoso (VW Golf). Já no Grupo SC-B, Horácio Morais, em Fiat Uno 45S, suplantou a oposição do Peugeot 107 de Joaquim Barreiros.
Categoria GT ao rubro!
Foi um “combate” colossal e de tirar a respiração. Que duelo foi protagonizado por vários pilotos ao longo das sete subidas de Murça. A “cadeira” da liderança mudou de dono a uma velocidade estonteante, com o guião desta luta a incluir alguns momentos dramáticos!
No Sábado, 400 milésimos de segundo (!) deram a liderança provisória da categoria a Gabriela Correia (Mercedes AMG GT4) face a José Rodrigues (Porsche 997.2 GT3 CUP). Entretanto, Vítor Pascoal sofreu na Subida de Prova, logo na terceira curva, devido a ter-se partido um tirante da direção do Porsche 991.2 GT3 CUP e viu-se perante a obrigação de fazer tempos nas duas subidas de domingo, sob pena de nem sequer se classificar na prova do CAMI Motorsport. O pódio provisório da categoria ficou entregue então a Bernardo Garcia de Castro (Porsche 997 GT3 CUP).
No domingo, Pascoal apareceu no asfalto da “Serpente” completamente endiabrado. A equipa trabalhou a noite anterior para recuperar o Porsche e o tricampeão nacional em título partiu a ataque, pulverizando as marcas dos GT na segunda e na terceira subida de prova e não apenas apagou o desaire de sábado, como o fez com autoridade e conquistou uma saborosa segunda vitória na temporada, reforçando a liderança do campeonato. Pascoal foi ainda quarto da geral, a escassos 2,4 segundos do pódio.
Mas a revolução no pódio dos GT não se ficou pela proeza do “Sniper de Baião”. Um protagonista novo imiscui-se de forma contundente na luta. André Fernandes, apenas quarto após a jornada de Sábado, subiu imenso o nível da sua performance e o piloto nacional radicado em Nova Iorque levou o Porsche 997 GT3 CUP da ASF Motorsport a um excelente 2º lugar da geral dos GT, chegando a esse degrau intermédio do pódio na última subida, ultrapassando Gabriela Correia por escassos 5 décimos de segundo no agregado das duas melhores subidas. Intenso!
Realce para a presença de 5 carros da categoria GT no Top 10 da geral. Pascoal, Fernandes e Gabriela foram 4º, 5º e 6ª, respetivamente, sendo acompanhados por José Rodrigues em 7º e Daniel Teixeira (Porsche 997 GT3 CUP) no 9º lugar.
Joaquim Teixeira regressou e “demoliu” a oposição em Murça
Depois de praticamente um ano ausente da competição, Joaquim Teixeira alinhou na “sua” Rampa de Murça , estreando o novo Hyundai Elantra N TCR da JT59 Racing Team.
Perante uma oposição muito forte, voltou a provar porque é denominado de “Demolidor de Trás-os-Montes”. Nada limitado pela paragem e consequente possível falta de ritmo, nem pelo desconhecimento do carro coreano, Joaquim Teixeira foi sempre o mais forte entre os Turismo e construiu uma saborosa vitória que premeia toda a sua garra e talento. O piloto transmontano junto ao triunfo na categoria, um excelente 10º lugar da geral e a vitória na Divisão Turismo 2.
Parcídio Summavielle (Cupra TCR) foi quem mais perto rodou de Teixeira. O piloto-edil de Fafe conquistou a 2ª posição na categoria e na T2, com Paulo Silva Audi RS3 LMS a ser terceiro nesta Divisão.
O pódio da Categoria Turismo ficaria completo com Daniel Pacheco. O paredense continua a ser muito rápido aos comandos do seu Mitsubishi Lancer EVO X e reforçou a sua presença nos lugares cimeiros da tabela pontual dos Turismo é segundo atrás de Summavielle), voltando a dominar a Divisão Turismo 1, na frente de Carlos Gonçalves (Mitsubishi Lancer EVO X) e de Daniela Marques (Subaru Impresa STI WRX).
Já na Divisão 3, assistimos a novo “passeio” de supremacia por parte de Gonçalo Inácio (Peugeot 208 VTI R2). O piloto da Befast Motosport continua invicto nesta lides, Em Murça foi acompanhado no pódio por Paulo Cardoso (Renault Clio RS) e por Carlos Ferreira (Citroen Saxo).
Tiago Pinto (La Base RXo1) competiu em solitário na Taça de Portugal Kartcross de Montanha JC Group. Depois de um jornada atribulada na Penha, o piloto pode desfrutar de um fim-de-semana e que o seu kartcross correspondeu por inteiro, permitindo-lhe rodar rápido e dar espetáculo ao muito publico presente.
Agora, o Campeonato de Portugal de Montanha JC Group ruma até Braga. É tempo do tradicional encontro anual com o Europeu de Montanha que, uma vez mais, acontecerá na Rampa Internacional da Falperra. O evento organizado pelo Clube Automóvel do Minho acontece nos dias 17,18 e 19 de Maio.
Jorge Machado, campeão em título da “categoria rainha” do Campeonato de Portugal de Ralicross apresentou a sua nova “arma”. O consagrado piloto de Lousada confia num Peugeot 208 S1600 para defender o cetro conquistado.
Este era um anúncio que era aguardado com muita expectativa, pois Jorge Machado é, reconhecidamente, um dos pilotos mais competitivos da modalidade. O título conquistado com todo o mérito em 2023 coloca-o obviamente no radar de todos os adversários, que vão querer impedir o lousadense de renovar i título de campeão nacional.
Durante o defeso, a estrutura técnica da Auto Cristelos trabalhou intensamente em conjunto com a HR Racing Team para construir o Peugeot 208 S1600, com piloto e responsáveis a confiarem no potencial do carro francês para enfrentar um pelotão de altíssimo nível, onde vários são os pilotos com justas pretensões ao título nacional. Este é um exemplar “Made in Portugal”, tendo sido também fundamental a XPower e Jorge Araújo, elementos fundamentais no desenvolvimento da eletrónica e do motor do carro.
Visivelmente emocionado com o evento em que foi muito acarinhado, Jorge Machado realçou que “entrar numa nova época é como folhear as páginas de um livro em branco, cheio de potencial e emoção por descobrir. Após conquistar o título noutra máquina, encaramos este novo desafio com humildade e determinação. Espero que o novo carro nos desafie, nos inspire a superar limites e nos leve a alcançar novas alturas. Que cada curva seja uma oportunidade de aprendizagem e cada reta seja um desafio para alcançar a excelência. Estou ansioso para ver o que o futuro nos reserva e confiante de que estamos preparados para enfrentar qualquer obstáculo que surja no nosso caminho!”.
O Campeonato de Portugal de Ralicross arranca já nos dias 4 e 5 de Maio com o 61º Mação Verde Horizonte.
A equipa barcelense composta por Miguel Carvalho e António Reis entrou no Rallye Terras D’Aboboreira com determinação e confiança. Prepararam-se minuciosamente para enfrentar os desafios do percurso, visando alcançar os melhores resultados possíveis no Campeonato Promo de Ralis.
Desde o início, no qualifying stage, Miguel e António impuseram um ritmo rápido, marcando desde logo o melhor tempo do Campeonato Promo. Esta demonstração de velocidade e habilidade desde o primeiro momento da competição é um testemunho claro da sua determinação em alcançar o sucesso.
Ao longo da prova, mantiveram-se consistentes, destacando-se pela sua destreza e competência ao volante. De forma notável, pela primeira vez na era N5, lideraram o rali com parciais impressionantes, demonstrando claramente a sua determinação em alcançar a vitória. A sua abordagem cuidadosamente planeada revelou-se eficaz, permitindo-lhes manter um ritmo sólido ao longo da competição. No entanto, um toque na PEC 5 (Amarante 2) forçou a dupla à desistência.
Com o olhar voltado para o futuro, Miguel Carvalho sente-se “pronto para superar este obstáculo e continuar a perseguir os seus objetivos no emocionante mundo dos ralis, confiantes de que estão aqui para vencer!”
Com uma conjugação de esforços sem falhas ao longo dos 107,66 quilómetros cronometrados do Rali Terras d’Aboboreira – Amarante, Baião, Marco de Canaveses, Hugo Lopes e Magda Oliveira alcançaram a segunda vitória consecutiva na PEUGEOT RALLY CUP PORTUGAL e venceram a primeira prova da PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA 2024.
Tirando o melhor partido do seu 208 Rally4, a dupla registou os melhores tempos em cinco dos sete troços da prova, acumulando uma vantagem gradual que nenhum dos seus adversários conseguiu anular, num rali de elevada dureza, fruto do muito nevoeiro e chuva que acrescentaram armadilhas extra em quase todos os troços.
Entre os seus pares da PEUGEOT RALLY CUP PORTUGAL, grupo de adversários nacionais e internacionais, as duas equipas que, no final, mais próximas ficaram foram, por esta ordem, Álex Español / Lorena Romero e Miguel Guitierrez / Osel Román, na sua luta particular pelo 2º lugar até ao derradeiro troço, sem que nunca se tenham aproximado da liderança lusa.
Seria também esta a composição do pódio da primeira prova da PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA 2024, apenas se registando diferenças a partir do 4º lugar, que na vertente nacional ficou para Sérgio Dias / Bruno Abreu e na ibérica para Ricardo Sousa / Luis Marques.
Destaque-se o plantel inicial conjunto dos dois troféus, composto por nada menos do que 26 PEUGEOT 208 Rally4, um conjunto que criou uma moldura competitiva fantástica, a que ninguém ficou indiferente na prova do Clube Automóvel de Amarante.
Terminada que está a fase de terra da PEUGEOT RALLY CUP PORTUGAL 2024, segue no calendário o Rali de Castelo Branco, a correr-se nos dias 21 e 22 de junho nos troços de asfalto da região. Já a PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA 2024 será retomada nos dias 5 e 6 de julho, no Rallye Rías Bajas, prova a realizar na região de Vigo e que também pontuará para o DESAFÍO PEUGEOT (o troféu espanhol).
A dupla Kris Meeke/Stuart Loudon, no Hyundai i20 N Rally2, somou, este sábado, no Rali Terras D’Aboboreira a sua terceira vitória consecutiva no Campeonato de Portugal de Ralis (CPR), ao terminar com uma vantagem de 1m56s para Armindo Araújo (Skoda Fabia RS Rally2), que também repetiu o resultado das duas provas anteriores.
O piloto do Team Hyundai Portugal manteve, deste modo, a sua invencibilidade, num rali em que a discussão do segundo lugar chegou a ser animada entre Armindo Araújo e Rúben Rodrigues (Skoda Fabia RS Rally2), até este sofrer um furo a três classificativas do final. Contudo, o campeão açoriano não logrou terminar no pódio, já que na derradeira “especial” viu-se forçado a desistir, devido a problemas mecânicos.
Num rali marcado por um elevado número de desistências, também consequência das condições complicadas do terreno motivadas pela chuva, Pedro Almeida (Skoda Fabia Rally2 evo), que teve um início discreto para depois melhorar de forma progressiva, concluiu a jornada no terceiro lugar. “Esperava fazer melhor, mas nem sempre me senti confiante”, explicava o piloto de Famalicão.
Foi ainda na seção matinal – para a qual já não arrancou Pedro Meireles (Hyundai i20 N Rally2), por motivos de saúde – que José Pedro Fontes (Citroen C3 Rally2), então quarto classificado, desistiu no troço de Baião, com a suspensão partida, e logo a seguir, em Amarante 2, foi a vez de João Barros (VW Polo Rally2), oitavo na tabela classificativa do CPR, também ficar pelo caminho, devido a um “toque”. Muito regular, o jovem Lucas Simões (Ford Fiesta R5), navegado pelo experiente Valter Cardoso, natural e profundo conhecedor da região, esteve em plano de destaque para conquistar um meritório quarto lugar final, à frente de Ernesto Cunha (Skoda Fabia Rally2 evo) e Paulo Neto (Skoda Fabia Rally2 evo). Sem rodagem em pisos enlameados, Ricardo Filipe (Skoda Fabia R5) finalizou bem dentro do “top 10”.
Nas 2RM (duas rodas motrizes), Hugo Lopes (Peugeot 208 Rally4) dominou de fio a pavio face ao campeão Gonçalo Henriques (Renault Clio Rally4), que não teve a sorte pelo seu lado, ao ser forçado a desistir na última classificativa, quando a suspensão cedeu, por “culpa” de uma pedra no meio da estrada. Emanuel Figueiredo (Peugeot 208 Rally4), que fez uma boa prova, herdou o segundo lugar, enquanto Ricardo Sousa (Peugeot 208 Rally4) ainda logrou, graças a um vigoroso “sprint” final, chegar à terceira posição.
Pedro Pereira (Peugeot 208 Rally4) atrasou-se devido a problemas de direção assistida e a dois furos, mas foi compensado no seu esforço com o quarto lugar final. João Andrade (Peugeot 208 Rally4), Rafael Cardeira (Peugeot 208 Rally4), Daniel Nunes (Peugeot 208 Rally4), Guilherme Meireles (Peugeot 208 Rally4), Pedro Silva (Peugeot 208 Rally4), Rafael Rego (Peugeot 208 Rally4) e Kevin Saraiva (Peugeot 208 Rally4) estiveram entre os desistentes.
A próxima prova, quarta da temporada, será o Vodafone Rally de Portugal, que para os pilotos do CPR decorre apenas nos dias 9 e 10 de maio, com um total de 9 classificativas.
O primeiro dia de competição da Rampa Porca de Murça ficou marcado pela intensidade nos duelos, com disputas taco-a-taco pela primazia em diversas frentes, tendo as batalhas feito algumas baixas. Hélder Silva colocou a sua Osella PA21S na frente da tabela absoluta de tempos após a única subida de prova, partindo com vantagem para a jornada decisiva de amanhã. Gabriela Correia nos GT, Joaquim Teixeira entre os Turismo e Luís Nunes nos Super Challenge lideram as suas categorias, enquanto António Barros está na frente entre os Legends, Flávio Sainhas nos Clássicos, Armando Freitas entre os 1300 e Martim Freitas domina na estreia do FPAK Júnior Team.
Avarias e toques exigiram muita capacidade de decisão e intervenção ao CAMI Motorsport. A agremiação nortenha fez jus aos seus pergaminhos e foi sempre muito competente a resolver os problemas, permitindo que a tarde de sábado se cumprisse com bom ritmo.
Hélder Silva coloca-se na frente
Na luta pelo trono maior, Hélder Silva entrou “à campeão”. Nada limitado pelo pouco conhecimento que tem da sua nova Osella PA21S, estreada na Penha, o tricampeão nacional impôs a sua lei nas três subidas do dia (duas de treinos e uma de prova), com o piloto da Power House a terminar a jornada a rodar na subida “a doer” em 2:07.747, garantindo um avanço de 2,966 segundos sobre José Correia.
Este enfrentou novamente alguns problemas na sua Norma FC20 durante os treinos, mas já conseguiu ser rápido na Subida de Prova e vai, com toda a certeza, tentar chegar-se a Hélder Silva nas duas subidas de prova de domingo.
No 3º lugar da geral encontrámos Luís Nunes. O piloto do Skoda Fabia R5 da Nunes Sport foi autor de um dia simplesmente perfeito, “voando baixinho” rampa acima, estabelecendo na Subida de Prova a excelente marca de 2:13.795, apenas a 3,1 segundo de Correia.
Além disso exerceu um domínio total nas contas da Categoria Super Challenge, que lidera, tendo aqui no 2º posto José Lameiro (Skoda Fabia MKIII Super Car). O piloto da Diatosta ultrapassou um problema na embraiagem do carro tcheco e está assim no segundo degrau do pódio provisório da categoria, com o terceiro lugar a ser ocupado pelo endiabrado Luís Silva, no BMW M3 da Famaconcret. O “Canhão de Famalicão” e ainda líder no grupo SC-D.
Quanto a grupos nesta categoria, Luís Nunes está, como é óbvio, na frente do SC-A, enquanto Bruno Carvalho (Citroen Saxo) é o melhor nos SC-C e Horácio Morais, no Fiat Uno da MNE Sport está na frente dos SC-B.
Categoria GT ao rubro!
Voltando à geral, é o momento de darmos um merecido “tempo de antena” aos GT.
400 milésimos de segundo (!) deram a liderança provisória da categoria a Gabriela Correia (Mercedes AMG GT4) face a José Rodrigues (Porsche 997.2 GT3 CUP), com os dois a reservarem, respetivamente o 4º e o 5º posto da geral após este dia 1 da rampa.
Duelo extraordinário que também incluiu Vítor Pascoal. O tricampeão em título foi o mais lesto na subida inaugural de treinos, Rodrigues o melhor na segunda e só não se imiscuiu no duelo vibrante da Subida de Prova porque, logo na terceira curva, um tirante da direção do Porsche 991.2 GT3 CUP partiu, sendo inevitável um toque forte nos rails e a desistência.
O regressado Bernardo Garcia de Castro esteve muito bem e garantiu para o seu Porsche 997 GT3 CUP com as cores da Escuderia Pontevedra o 3º lugar da categoria (a 3,2 segundos da “Princesa da Montanha”), sendo ainda 7º da geral. Logo atrás, a mínguos 86 milésimos de Garcia de Castro, André Fernandes fez uma jornada inteligente e colocou o Porsche 997 GT3 Cup da ASF Motorsport em 8º da geral, tendo logo, no nono posto, atrás o seu colega de equipa Daniel Teixeira, em carro idêntico.
Turismo: o regresso do “Demolidor”
Também nos Turismo estamos a assistir a um roteiro com digno de um filme. Depois de um largo período ausente, Joaquim Teixeira compareceu na “sua” Rampa de Murça para estrear o novo Hyundai Elantra N TCR da JT59 Racing Team e cedo disse ao que vinha, liderando a tabela de tempos da categoria em todas as subidas.
Acabou o dia com a 6º marca absoluta na Subida de Prova, sendo aí que sacudiu a pressão de Parcídio Summavielle (Cupra TCR) segundo dos Turismo, na categoria e na Divisão 2, a mesma do “Demolidor de Trás-os-Montes.
Daniel Pacheco (Mitsubishi Lancer EVO X) foi o 3º melhor dos Turismo. O paredense continua muito sólido a extrair o imenso potencial do seu carro e juntou a este pódio provisório na categoria, a liderança destacada na Divisão 1. Já na Divisão 3, assistimos a novo “passeio” de supremacia por parte de Gonçalo Inácio (Peugeot 208 VTI R2).
Nos Protótipos B, Joaquim Rino (BRC B49 EVO) dominou perante a oposição do jovem “rookie” Afonso Santos, também num BRC B49 EVO, concluindo a jornada com 10,1 segundos de vantagem. Rino fechou ainda o Top 10 da tabela de tempos absoluta.
Na Taça de Portugal Kartcross de Monta, Tiago Pinto protagonizou um dia tranquilo, com o seu La Base RX01 a funcionar bem e a permitir ao piloto rodar rápido e dar espetáculo ao muito publico presente.
Clássicos: Flávio Sainhas num nível à parte
O campeão nacional voltou a não dar veleidades à oposição. Flávio Sainhas continua a colocar o seu Ford Escort MKI a rodar num patamar inalcançável para a concorrência e assim foi neste dia inaugural da Rampa Porca de Murça.
Acabou o dia com uma vantagem de 8,3 segundos sobre Pedro Silva, novamente muito capaz com o seu bem preparado VW Golf S16. O pódio provisório ficou fechado com a presença no 3º posto de Ricardo Loureiro. O piloto do Caramulo Racing Team viveu um dia sem problemas no seu Ford Escort MKII e tem tudo para garantir o primeiro pódio da temporada.
António Barros na Frente dos Legends, com José Coimbra a dar trabalho
No final deste dia de sábado, António Barros e o BMW M3 (E36) já lideram as contas do Campeonato de Portugal Legends de Montanha JC Group.
No entanto, o piloto teve de se aplicar, pois muito cedo percebeu que o regressado José Coimbra (Opel Astra) lhe iria mover forte oposição, com o vila-realense a ser mesmo mais rápido numa das subidas de treinos. Barros intensificou o ritmo e na Subida de Prova conseguiu uma vantagem de 3,880 sobre Coimbra, mas amanhã há mais…
Logo atrás, num sólido terceiro posto entre os Legends, encontrámos o talentoso Gonçalo Macedo, capaz de ostentar sempre um alto nível exibicional aos comandos do seu bem preparado Citroen Saxo. Macedo está a “morder os calcanhares” de Coimbra, com a diferença entre os dois a ser inferior a seis décimos de segundo!
1300: Armando Freitas na frente, mas Tiago Santos a dar luta
Se na tabela de tempos, o que se lê é que Armando Freitas, como habitualmente, foi para o descanso do primeiro dia da rampa na frente das contas do Campeonato de Portugal de Montanha 1300 JC Group, tal não sucedeu sem que o piloto de Fafe tivesse de puxar pelo potencial do seu Toyota Starlet.
E o perigo veio desde a subida inaugural de treinos da parte de Tiago Santos. O jovem de Murça foi audaz e eficaz a tripular o Citroen AX Sport da LBR Service na rampa que também conhece e venceu mesmo uma das subidas de treinos. Na Subida de Prova, ficou a escassos 2,1 segundos de Freitas e amanhã tudo irá fazer para tentar suplantar o favorito.
Também na luta está um jovem de apenas 16 anos. Tomás Pinto pode ser um “rookie”, mas o jovem duriense da Famaconcret é um craque. Com o seu menos competitivo Toyota Starlet, logrou fazer o melhor tempo, apenas a 1,1 segundos de Tiago Santos, estando bem longo do quarto colocado. Notável!
FPAK JÚNIOR TEAM: Martim Pereira foi melhor na estreia
Murça assinalou o arranque do FPAK JUNIOR TEAM. Este ano a Montanha é a nova modalidade a integrar o programa da FPAK e conta com a participação de três jovens pilotos: João Barroso, Martim Pereira e Guilherme Silva.
E foi Martim Pereira a merecer honras de destaque. Foi o melhor nas três subidas do dia e, na de prova, não só venceu entre os pilotos do troféu federativo, mas foi também o melhor dos 5 C1 presentes na prova, sendo ainda 8º da geral dos 1300. Parte para o decisivo segundo dia com uma vantagem de 2 segundos sobre Guilherme Silva e de 3,9 sobre João Barroso.
Entre Clássicos 1300, é Domingos Fernandes (Autobianchi A112 Abarth) que comanda.
Na jornada final de Domingo, os pilotos enfrentam a “Serpente de Murça” a partir das 10.00 horas, com a única subida de treinos livres do fim-de-semana. Segue-se a última subida de treinos oficiais do programa, antecedendo as duas derradeiras subidas de prova. A entrega de prémios decorrerá em Murça, a meio da tarde.
A dupla Kris Meeke/Stuart Loudon (Hyundai i20 N Rally2) entrou, na tarde desta sexta-feira, com o pé direito no Rali Terras D’Aboboreira – apesar do percalço sofrido no qualifying, ao sair de estrada – e assumiu a liderança da terceira prova do Campeonato de Portugal de Ralis (CPR) com uma confortável vantagem de 20.4 segundos.
De manhã, o piloto britânico do Team Hyundai Portugal capotou na sequência do toque numa pedra e acabaria, ao fim de duas cambalhotas, por cair para um descampado, valendo-lhe alguma vegetação para amortecer a queda. Sem danos graves no carro, Meeke pôde continuar em prova e, sem tempo no qualifying, sobrou-lhe, na escolha da ordem de partida, o primeiro lugar na estrada. “Se chover, pode não ser uma má posição, porque apanharei o piso menos degradado…”, comentava.
A verdade é que os deuses estiveram com o líder do CPR, já que a chegada da chuva anulou a sua desvantagem e só teve que impor um bom ritmo para ser o mais rápido nos 16,93 km do troço de Baião Vida Natural. Ganhou 20.4s a Rúben Rodrigues (Skoda Fabia RS Rally2) e 23.9 e 24.8, respetivamente, a Armindo Araújo (Skoda Fabia RS Rally2) e ao campeão em título Ricardo Teodósio (Hyundai i20 N Rallky2).
A diferença de Meeke já foi mais expressiva (31.8) para José Pedro Fontes (Citroen C3 Rally2) e mais ainda face a Pedro Meireles (Hyundai i20 N Rally2): pouco mais de um minuto. João Barros (VW Polo Rally2) e Pedro Almeida (Skoda Fabia Rally2 evo) foram “vítimas” do aumento da intensidade da chuva no momento da sua passagem, terminando atrás de Paulo Neto (Skoda Fabia Rally2 evo), Ernesto Cunha (Skoda Fabia Rally2 evo) e Lucas Simões (Ford Fiesta R5).
No CPR 2RM (duas rodas motrizes), Hugo Lopes (Peugeot 208 Rally4) entrou ao ataque, deixando João Andrade (Peugeot 208 Rally4) a 5.3 segundos e o vencedor do FPAK Júnior Team de 2023, Pedro Pereira (Peugeot 208 Rally4), a 8.2, este na frente do campeão em título Gonçalo Henriques (Peugeot 208 Rally4).
O primeiro dia do Rali Terras D’Aboboreira ficará concluído com a super-especial noturna de Amarante Natureza Criativa (2,00 km), mas para este sábado estão reservadas todas as decisões da prova, com as restantes 5 classificativas (88,73 km).
Classificação oficiosa após PEC 1 Absoluta 1º, Kris Meeke/Stuart Loudon (Hyundai i20 N Rally2), 10.55.3 2º, Rúben Rodrigues/António Costa (Skoda Fabia RS Rally2), a 20.4s 3º, Armindo Araújo/Luís Ramalho (Skoda Fabia RS Rally2), a 23.9 4º, Ricardo Teodósio/José Teixeira (Hyundai i20 N Rally2), a 24.8 5º, José Pedro Fontes/Inês Ponte (Citroen C3 Rally2), a 31.8 6º, Pedro Meireles/Ricardo Cunha (Hyundai i20 N Rally2), a 1.00.9 7º, Paulo Neto/Nuno Mora Ribeiro (Skoda Fabia Rally2 evo), a 1.09.6 8º, Ernesto Cunha/Rui Raimundo (Skoda Fabia Rally2 evo), a 1.16.3 9º, Lucas Simões/Valter Cardoso (Ford Fiesta R5), a 1.19.5 10º, João Barros/Jorge Henriques (VW Polo R5), a 1.29.4 11º, Pedro Almeida/Mário Castro (Skoda Fabia Rally2 evo), a 1.38.3 12º, Hugo Lopes/Magda Oliveira (Peugeot 208 Rally4), a 2.16.8 2RM 1º, Hugo Lopes/Magda Oliveira (Peugeot 208 Rally4), 13.12.1 2º, João Andrade/Pedro Santana (Peugeot 208 Rally4), a 5.3s 3º, Pedro Pereira/João Aguiar (Peugeot 208 Rally4), a 8.2 4º, Gonçalo Henriques/Gonçalo Cunha (Renault Clio Rally4), a 11.2 5º, Emanuel Figueiredo/Ricardo Pinto (Peugeot 208 Rally4), a 21.3
A bem sucedida estrutura competitiva sedeada na Póvoa de Varzim aposta em Hélder Silva para levar a nova Osella PA 21S a nova vitória à geral na Rampa Porca de Murça, terceira prova da temporada 2024 do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group. Quanto a Afonso Santos, o jovem “rookie” apostas as fichas em colocar o seu BRC B49 EVO na luta pelo triunfo na Divisão Protótipos B.
A terceira ronda da temporada leva a Power House até terras transmontanas para enfrentar os 4200 metros da Rampa Porca de Murça. A liderar a estrutura estará Hélder Silva, que chega à prova do CAMI Motorsport altamente motivado pelo trunfo alcançado na Penha, que lhe permitiu saltar para o comando da tabela pontual absoluta do campeonato.
“Não tenho dúvidas de que teremos pela frente um fim-de-semana difícil, com muita luta pela vitória”, realça Hélder Silva. O líder do campeonato considera que “teremos de ser muito cuidadosos na abordagem à prova, tentando rapidamente descobrir o melhor setup para a minha nova Osella e depois tirar partido de todo o seu potencial uma traçado de que gosto muito. Existe a possibilidade de chuva, o que poderá vir baralhar um pouco as coisas, mas estamos prontos e sabemos ser capazes de vencer e assim reforçar a liderança do campeonato”.
A equipa também deposita fortes esperanças em Afonso Santos. O jovem piloto fará em Murça apenas a sua terceira prova de Montanha e, mesmo sendo grande o handicap proveniente do seu desconhecimento do traçado, a velocidade natural que tem ostentado aos comandos do BRC B49 EVO permitem antever mais uma boa prestação por parte do poveiro.
Afonso Santos sente-se “muito motivado e preparado para continuar a minha aprendizagem do BRC e da modalidade. Sei que a pista de Murça é muito exigente e vou estar muito focado não só para aprender bem os segredos da rampa, mas também para colocar em prática tudo o que tenho aprendido com o Hélder e a equipa. O pódio entre os Protótipos B é o objetivo e, se surgir a hipótese de lutar pela vitória, cá estarei para tentar corresponder”.
António Torres da Silva, diretor desportivo da Power House está convicto da “capacidade da nossa equipa para ser competitiva em Murça. O Hélder está já mais adaptado à sua nova Osella e estamos convictos de que vai estar na luta pela vitória. É um piloto fabuloso e a equipa vai dar o máximo para o ajudar a vencer. Quanto ao Afonso, estamos muito orgulhosos da evolução que este jovem de apenas 16 anos. É um talento extraordinário e vai-nos dar muitas alegrias ao longo da temporada. A Power House deseja ao CAMI Motorsport e a toda a Família da Montanha que corra tudo bem”.
O programa competitivo da Rampa Porca de Murça arrancará às 12.30 horas de amanhã, sábado e o primeiro dia terá duas subidas de treinos oficiais e uma de prova. No Domingo, os pilotos enfrentam a pista a partir das 10.00 horas, com a única subida de treinos livres do fim-de-semana. Segue-se a última subida de treinos oficiais do programa, antecedendo as duas derradeiras subidas de prova. A entrega de prémios decorrerá em Murça, a meio da tarde.