Num cenário desafiador, onde a chuva, a neve e a lama testaram a perícia dos pilotos, a dupla Carvalho e Reis mostrou sua destreza e determinação ao alcançar o segundo lugar na classificação geral do Rali de Vieira do Minho 2024, sendo a melhor equipa portuguesa e guindando-se ao comando da tabela pontual do Promo de Ralis.
Superando as adversidades climáticas e os obstáculos do terreno, a dupla amealhou preciosos pontos, o que os impulsionou para a liderança do Campeonato Promo de Ralis. Com apenas o terceiro rali disputado numa viatura 4×4, Carvalho e Reis demonstram rápida adaptação e potencial, ultrapassando até mesmo pilotos com anos de experiência nesse tipo de viaturas.
A dupla reconhece o talento de Martynas Samsonas e sabendo que para já é muito complicado alcançá-lo, veem estes ralis como uma fonte de aprendizagem e motivação contínua para andar cada vez mais rápido. Apesar da concorrência acirrada, Carvalho e Reis conseguiram uma vantagem confortável sobre o terceiro classificado, e mesmo fazendo a última secção do rali sem a terceira velocidade conseguiram manter a posição com uma vantagem de 42.6s.
Miguel Carvalho realçou que ” foi um verdadeiro rali, parabéns ao Motor Clube de Guimarães que fez todos os esforços para levar este rali para a frente e que fantástico foi. Da prova, ressalto a dificuldade climatérica que fez com que todos os pilotos demonstrassem as habilidades para todos os tipos de situações. Acabar em segundo da geral do rali e alcançar o primeiro lugar do Campeonato Promo de ralis foi muito bom mas, a luta pelo título está longe de terminar. O campeonato é longo mas faremos o que tiver ao nosso alcance para andar rápido e continuar a obter bons resultados”.
Martynas Samsonas e Ugnius Vainevicius venceram o Rali Vieira do Minho 2024. Ao volante de um Skoda Fabia N5, a dupla lituana dominou a prova organizada pelo Motor Clube de Guimarães, confirmando com a vitória o andamento que vem a demonstrar neste início de temporada.
Num rali onde as condições meteorológicas foram a maior dificuldade para os pilotos, a dupla oriunda da Lituânia foi quem melhor se adaptou às condições, triunfando com uma confortável vantagem sobre os segundos classificados, os portugueses Miguel Carvalho e António Reis (HYUNDAI I20 N5). Fernando Teotónio e Luís Morgadinho (MITSUBISHI LANCER EVO IX) completam os lugares do pódio.
“Venho aqui pela terceira vez. Uma das razões é que a comunidade de Vieira do Minho é muito simpática. As duas primeiras vezes foram incríveis e tivemos de voltar. Este ano estamos a fazer mais corridas em Portugal e por isso é muito importante fazer mais corridas para desenvolver o carro. As especiais estavam incríveis ainda que em alguns locais quase fosse possível nadar dadas as condições meteorológicas. Eu diverti-me imenso e adorei o rali”, afirmou o lituano que para além da vitória à geral, garante o máximo de pontos para o Campeonato Promo de Ralis.
Na competição dedicada ao Campeonato Start Norte de Ralis, foi a dupla Miguel Carvalho e António Reis a somar a pontuação máxima, enquanto que no Campeonato Portugal Clássicos de Ralis, José Merceano e Francisco Pereira (MITSUBISHI EVO IV) lideram no Campeonato Portugal Clássicos de Ralis garantiram o triunfo. Filipe Teixeira e António Campos (PEUGEOT 208 R2) venceram a prova dedicada ao Campeonato Start 2RM de Ralis e a dupla Gediminas Ivanauskas-Vytis Pauliukonis (VW GOLF GTI II) deu espetáculo para triunfar no Campeonato Portugal Clássicos de Ralis (2RM).
Emanuel Moreira, diretor de prova do Rali Vieira do Minho e responsável máximo do Motor Clube de Guimarães mostrava-se satisfeito com o evento. “Quero começar por agradecer o empenho e dedicação de toda a equipa do Motor Clube de Guimarães, Câmara Municipal de Vieira do Minho, Bombeiros, Proteção Cívil, GNR, entre outros, na realização deste evento que, com as condições meteorológicas a não querer colaborar, foi uma tarefa difícil e que obrigou ao esforço redobrado de todos os envolvidos. A prova decorreu em segurança, sem incidentes de maior, o público fez o seu papel, comportando-se condignamente e marcando presença apesar da chuva intensa e frio, o que comprova que o desporto motorizado está vivo e bem vivo. Quero também deixar uma palavra às equipas e pilotos que marcaram presença, saudando naturalmente os vencedores nas diferentes categorias. Obrigado a todos pela presença e pelo apoio nas redes sociais. Até para o ano!”
Recorde-se que o Rali Vieira do Minho foi a terceira prova do Campeonato Promo de Ralis. A competição prossegue agora no Rali Terras D’aboboreira, no final de Abril.
O piloto goiense consolidou o favoritismo no segundo e derradeiro dia do 31.º Raide Paraíso do Todo-o-Terreno em Góis, ao lograr de novo o triunfo nos 75 km, depois de o ter feito na véspera, quer no prólogo (2,5 km), como no setor seletivo (250 km).
Na segunda prova pontuável para o Campeonato Nacional de Todo-o-Terreno, marcada por muita chuva, Diogo Ventura foi um “furacão” aos comandos da sua Beta RR Racing, não dando quaisquer veleidades aos mais diretos opositores.
Apesar de ter sofrido um minuto de penalização, por utilizar, no parque fechado, um tapete ecológico fora das normas, Diogo Ventura concluiu a prova do Góis Moto Clube com o tempo de 6h16m43,9s, menos 4,7 segundos que António Maio, em Yamaha WR450.
Os dois pilotos, da classe TT2, protagonizaram uma prova bastante viva, com o vencedor, conhecido por ter nascido e crescido no Enduro, conquistando quatro títulos nacionais da disciplina, além dos ceptros conquistados no Enduro Sprint, inúmeras vitórias nas provas em que participou, a tirar partido do seu terreno de eleição para vencer no todo-o-terreno.
«Terminar em primeiro à geral no Raide Paraíso Todo-o-Terreno de Góis é motivo de regozijo. Naturalmente que estou muito satisfeito por ganhar nesta disciplina, e ainda por cima contra dois pilotos fortíssimos que muito admiro, nomeadamente o António Maio e o Martim Ventura», sublinhou Diogo Ventura.
Com António Maio no lugar intermédio do pódio, coube a Martim Ventura, em Husqvarna FE 501, ocupar o lugar mais baixo, a 13,5s para o vencedor, mas na posição mais elevado na classe TT3 e na categoria Júnior, relegando para a quarta posição Bruno Santos, em moto idêntica – segundo em TT3 –, a 2m45,6s.
Por seu turno, Bernardo Megre conduziu a Kawasaki KX250 X ao quinto posto, a 14m06,3s do topo da classificação, conquistando os louros vitoriosos na classe TT1, com João Duarte (Honda CRF 250RX, em segundo em TT1 – oitavo à geral.
Na categoria Promo, a vitória sorriu a Frederico Rodrigues (Yamaha WR 450 F), com o tempo de 7h05m03,1s, ao passo que Paulo Rios (KTM 350 EXC-F) terminou em segundo, a 5m26,9s de diferença, enquanto Yvan Ferreira (Husqvarna FE 501) foi terceiro, a 9m10,0s.
Em Veteranos, Christophe Lajouanie (Sherco SEF 450 R), levou de vencida a prova do Góis Moto Clube, em 6h49m22,3s, seguido por Paulo Cardoso (Kawasaki 490) e João Miranda (Honda CRF 450RX), a 22m27,7s e 25m41,5s, respetivamente.
Fábio Ferreira vence entre os Quads
Nos Quads, a vitória sorriu a Fábio Ferreira. O piloto do ATV Racing, que na véspera já ocupava a posição cimeira na prova, não se deixou surpreender e, no final, gastou 6h17m55,8s para completar o Raid Paraíso TT de Góis, deixando Luís Fernandes, em Yamaha YFZ 450R, na segunda posição, a 2m33,6s.
O degrau mais baixo do pódio foi ocupado por Tiago Gomes (vencedor da Promo), em KTM XC 450, a 3m05,5s do topo da classificação.
Em Júnior, Rodrigo Alves (Yamaha YFZ 450R) foi o mais célere, com o tempo de 6h33m47,5s, com Martim Pedroso (Yamaha YFZR) – segundo da Promo – a e Rafael Carvalho (Yamaha YFZR) no segundo e terceiro lugar, respetivamente a 32m23,1s e 35m15,3s do vencedor.
Pedro Santinho Mendes glorioso nos SSV
Quanto aos SSV, Pedro Santinho Mendes, navegado por Duarte Santos, voltou a vincar a sua qualidade intrínseca para conduzir sem apelo nem agravo o Bombardier Can-Am com as cores BRM Racing Team ao topo da classificação, com o tempo de 6h32m00,6s.
Já o jovem piloto de Matosinhos, Luís Cidade, que faz equipa com Pedro Mendonça, recuperou um a posição na tabela classificativa para levar o Can-Am Maverick R, da equipa Can-Am Offroad Portugal ao segundo lugar, a 10m18,3s da dupla vencedora. Por seu turno, Vasco Martins e Luís Falé, em Can-Am Maverick X3, terminaram na terceira posição, a 13m12,6s.
Em Stock, Arnaldo Monteiro e Fábio Pires (Polaris Pro R) foram os vencedores, em 7h08m13,2s, com Rodrigo Melancia e João Diogo (Can-Am Maverick X3) e Rafael Caseiro, a solo (Yamha YXZ 1000 R) em segundo e terceiro, a 17,3s e 26m20,0s, respetivamente.
Na categoria Júnior, Tomás Antunes e Pedro Baiona (Bombardier Can-Am Maverick) saíram de Góis com o triunfo, com o tempo de 7h33m42,1s, com Rafael Caseiro, a solo, a conduzir o Yamaha YXZ 1000R ao lugar intermédio, a 51,1s, enquanto João Cuco e António Cuco, em Can-Am X3 XRS, cotaram-se os terceiros mais rápidos, a 3h38m44,6s.
Nas Senhoras, Dorothée Ferreira, que faz equipa com Noemie de Sousa, da equipa JB Racing, conduziu o Can-Am Maverick R XRS ao topo da classificação, com o tempo total de 8h26m44,3s.
Dupla de Coimbra alinha no BP Ultimate Rally-Raid Portugal aos comandos de uma Isuzu D-Max da Proloma, competição pontuável para o Campeonato do Mundo FIA Rally Raid em Portugal de 2 a 7 de abril.
Está tudo a postos para a participação de Carlos Jorge Mendes e Rui Silva na prova portuguesa pontuável para o Campeonato do Mundo de Ralis TT. Trata-se do BP Ultimate Rally-Raid em que a dupla de Coimbra alinha numa Isuzu D-Max da Prolama, prometendo adquirir os maiores ensinamentos numa prova que conta com os melhores pilotos do mundo da especialidade.
«Vai ser um novo desafio para mim e para o Rui, na única viatura purista, da categoria Stock, ou seja, de série, pelo que o nosso propósito passa, essencialmente, por tirar partido da prova e adquirir experiência com os pilotos mundialistas presentes em território nacional», referiu Carlos Jorge Mendes.
Com o número 500 nas portas da Isuzu D-Max, a dupla de Coimbra, apoiada por CJM, Grupo Óptico, Associação Académica de Coimbra/Secção de Desportos Motorizados (AAC/SDM), Isuzu Portugal, P1, XCUT – Printing Solutions e autolook.pt, tem também «por missão chegar ao fim da prova do Mundial», acrescentou o piloto de Coimbra.
A prova organizada pelo Automóvel Club de Portugal (ACP) tem o “quartel-general” em Grândola, que recebe todas as equipas para as habituais verificações técnicas terça-feira (2 de abril), embora a competição tenha o seu início quarta-feira de manhã (3 de abril), com a disputa do prólogo (5 km).
Da parte da tarde está agendado o primeiro setor seletivo com cerca de 148 km e um outro de apenas 3 km. O Campeonato de Portugal de Todo-o-Terreno tem o seu epílogo no dia de quinta-feira com o terceiro e último setor seletivo de 230 km. A prova prossegue depois até domingo com mais três dias de setores seletivos, que no totalizam cerca de 1000 km cronometrados.
O percurso atravessa mais de uma dezena de concelhos em Portugal e Espanha: além de Grândola, também Santiago do Cacém, Abrantes, Alcácer do Sal, Almeirim, Chamusca, Coruche, Mação, Ponte de Sor, Salvaterra de Magos, Sines e Badajoz, no país vizinho. O BP Ultimate Rally-Raid Portugal, terceira prova pontuável para o Mundial de Todo-o-Terreno, a disputar de 2 a 7 de abril, divide-se em cinco etapas com um total de 1.758 quilómetros.
Depois de uma excelente época em 2023, o piloto lousadense parte com redobradas ambições para a temporada 2024, onde tem tudo para disputar os lugares do pódio entre os S1600.
4º classificado na época transata, tendo subido ao pódio em 3 das sete provas do calendário, Leonel Sampaio é já um dos nomes fortes da chamada “categoria rainha” do Campeonato de Portugal de Ralicross, estando claramente entre os potenciais candidatos aos lugares cimeiros e, quiçá, mesmo à discussão do título.
O piloto de Lousada apresentou agora a nova decoração que vai “vestir” o Skoda Fabia S1600 ao longo de 2024. O CPRX 2024 arranca com o 61º Mação Verde Horizonte, que se disputará nos dias 4 e 5 de maio.
Kalle Rovanperä (Toyota) deu um passo significativo para conquistar a sua segunda vitória no Safari Rally do Quénia, evitando problemas enquanto os seus adversários encontraram dificuldades na etapa deste sábado.
fonte e fotos: WRC
No meio do dia mais agitado desta temporada do Campeonato do Mundo de Ralis da FIA até ao momento, que foi marcado por condições flutuantes que foram desde seco e poeirento a molhado e lamacento, Rovanperä foi uma das poucas estrelas a desfrutar de um dia sem incidentes. Assim, ampliou a sua vantagem para uns impressionantes 2:08,2, enquanto pilotos como Thierry Neuville, Elfyn Evans e Takamoto Katsuta enfrentavam contratempos significativos.
Depois de ter dominado todas as especiais de sexta-feira, Rovanperä adoptou uma abordagem mais conservadora nas especiais de sábado perto do Lago Elmenteita, localizado a sul da base do rali em Naivasha. Ele inicialmente liderou a armada dos Toyota GR Yaris Rally1, sendo secundado por Evans e Katsuta, até que a dupla ficou para trás após sofrer furos pela manhã.
Thierry Neuville emergiu como a ameaça mais próxima de Rovanperä, mas o seu desafio durou pouco depois do seu Hyundai i20 N ter encontrado um problema no sistema de combustível durante a primeira especial da tarde em Soysambu. Neuville caiu para 5º da geral, o que abriu a porta para Katsuta recuperar o segundo lugar, à frente de Adrien Fourmaux, da M-Sport.
A liderança de Rovanperä, após esta etapa de sábado, rendeu-lhe 18 pontos, desde que complete as especiaisde domingo. Katsuta receberá 15, enquanto Fourmaux, que terminou a 3:13,3s da liderança, receberá 13.
“A liderança agora é muito boa”, disse o bicampeão mundial, “então é claro que a levamos com cuidado. “Não é tão divertido quando você tem uma grande vantagem e em um palco como Sleeping Warrior, você simplesmente contorna cada pedra, é assustador. Amanhã ainda é um dia difícil e vamos tentar terminar o trabalho“.
Fourmaux sobreviveu a um furo na classificativa final e está agora no caminho certo para garantir o seu segundo lugar entre os três primeiros em ralis consecutivos, após o seu primeiro pódio na Suécia.Tem agora um avanço sobre Evans, que sofreu um total de quatro furos, de mais de dois minutos.
Neuville completa os cinco primeiros, mais de 11 minutos atrás do ritmo da liderança, com os líderes do WRC2 Gus Greensmith e Oliver Solberg atrás. Kajetan Kajetanowicz é oitavo, à frente de Jourdan Serderidis e Ott Tänak, que reiniciou a prova após o abandono na sexta-feira.
A etapa final de domingo do Safari Rally do Quênia apresenta três troços cronometrados – cada um disputado duas vezes – cobrindo ambos os lados do Lago Naivasha.
Filipe Albuquerque vai disputar de 15 a 15 de junho a sua 11ª participação nas 24h de Le Mans. O piloto português vai juntar-se a Ben Keating e Ben Hanley no Oreca LMP2 da United Autosports.
Os três pilotos já venceram edições anteriores da mais exigente prova do endurance mundial pelo que o objectivo para a edição deste ano passa igualmente por subir ao pódio entre os LMP2.
Filipe Albuquerque alinha pela 11ª vez na prova, a oitava com a United Autosports: “Penso que estão reunidas todas as condições para fazermos uma boa prova. Três pilotos muito rápidos já vencedores de Le Mans, uma equipa igualmente ganhadora e um carro muito competitivo. Ingredientes certos”, começou por explicar.
Os três pilotos vão lutar por vencer em duas categorias, à geral nos LMP2, mas também na categoria Pro-Am: “o Ben Keating é um ‘gentleman-driver’ daí estarmos inseridos na categoria Pro-Am, mas a rapidez e experiência que tem, faz-nos acreditar que se não tivermos percalços nem problemas mecânicos estaremos na luta pela vitória. Estou bastante confiante”, explicou.
Filipe Albuquerque venceu a edição de 2020 das 24h de Le Mans e espera repetir o feito este ano, dias depois de completar o seu 39º aniversário.
A Araújo Competição trará para as pistas ibéricas um novíssimo Aston Martin Vantage GT4, sendo uma das máquinas mais antecipadas para a temporada deste ano do Iberian Supercars e do Campeonato de Portugal de Velocidade.
A marca britânica continua a investir nas competições de Grande Turismo e este ano apresentou novas armas tanto para os universos da GT3 como da GT4, tendo por base os ensinamentos obtidos nas anteriores gerações. O novo carro apresenta, evidentemente, uma evolução competitiva para as equipas e pilotos, sendo a sua estreia em pista aguardada com grande interesse.
É neste cenário que a Araújo Competição é a primeira equipa ibérica a receber um Aston Martin Vantage GT4, estando os responsáveis da equipa lisboeta entusiasmados com a nova máquina. “Estamos orgulhosos, uma vez que poucas equipas europeias vão ter acesso ao novo modelo, o Aston Martin Vantage GT4, em 2024. A Araújo Competição procura sempre dar as melhores condições aos seus pilotos e ter o novo GT4 da marca, que está focada e comprometida no desporto motorizado, demonstra a confiança que a Aston Martin Racing deposita em nós. Depois do sucesso que tivemos o ano passado, reforçamos assim a nossa ligação e responsabilidade para com a marca Aston Martin nas pistas da Península Ibérica”, afirmou Gonçalo Araújo.
A Araújo Competição venceu o ano passado a categoria GTC com Álvaro Ramos e Fernando Soares aos comandos de um Aston Martin Vantage AMR GT4 e, muito embora admita que a oposição seja ainda mais forte este ano, o chefe de equipa da formação lisboeta evidencia a determinação de toda a estrutura em chegar ao início da temporada com um entendimento profundo da sua nova máquina. “A equipa está ansiosa por receber e começar a trabalhar com o novo modelo, queremos aprender e evoluir o mais rápido possível. Temos a certeza de que o Aston Martin Vantage GT4 vai ser um dos carros mais rápidos e elegantes nos competitivos Iberian Supercars e Campeonato de Portugal de Velocidade”, concluiu Gonçalo Araújo.
A Araújo Competição não revelou ainda quem serão os pilotos, ou piloto, da nova arma da Aston Martin, que se junta aos McLaren 570S GT4 e o Aston Martin Vantage AMR GT4 que a equipa também conta colocar em pista este ano.
A temporada Iberian Supercars, Campeonato de Portugal de Velocidade e Supercars España terá o seu início a 25 e 26 de Maio, no Circuito de Jerez, estando marcado para o dia 6 de Abril uma jornada de testes no Autódromo do Estoril.
Um segundo lugar à geral e uma semana inesquecível de aventura e projeção internacional – este é o balanço da participação das oito «máquinas» que representaram o Penafiel Racing Fest na edição Spring do Maroc Challenge, que teve lugar entre os dias 24 e 29 de março.
texto: Gonçalo Novais
A «medalha de prata» de Daniel Rocha e Rui Borges (Audi 80 Quattro) na classe C4 acabou por ser o ponto alto desta edição para a comitiva penafidelense. “O Daniel Rocha e o Rui Borges foram uma surpresa boa na classe C4. Não fosse a falta de experiência e a muita “sede ao pote” (não foi por falta de aviso) nas duas primeiras etapas, que costumam ser demolidoras, eles teriam dominado por completo e ganhavam a classe C4. Fico mesmo feliz por eles e, com absoluta certeza, não voltarão a repetir os erros cometidos nesta primeira participação. Estão de parabéns. Foram os verdadeiros heróis desta edição”, começou por dizer Óscar Coelho, responsável máximo desta equipa, frisando que “o rescaldo da participação desta “Armada Racing Fest” no Maroc Challenge Spring Edition 2004 não poderia ser mais positivo, dado que todos chegaram ao fim e só duas equipas é que não completaram as etapas todas. Destaco especialmente a quinta etapa, de mais de 300 km, em que o Racing Fest venceu em todas as categorias onde está inscrito! Isso é obra e é um orgulho muito grande para todos nós”, destacou.
Em termos de resultados, para além do já referido 2º lugar nos C4, há várias outras classificações finais de viaturas do Racing Fest bem próximas da frente – nos C2, Joaquim “Bigodes” e Pedro Coelho (Mercedes C180) foram 6ºs, e Filipe Silva e Pedro Prieto (Volvo 850) 8ºs; nos TT2, Rui Farinha e André Correia (Mitsubishi L200) foram 5ºs, e nos TT3 Jorge Araújo e Matilde Araújo (Toyota Land Cruiser HDJ 100) foram 4ºs. Participaram ainda Fernando Ventura e Paulo Cunha (Mercedes C200), Beatriz Costa, Alberto Marimba e Maria Inês Costa (Range Rover) e António Cruz e Daniel Cruz (Toyota Hilux).
A aventura por classificativas áridas e troços dificílimos é outra das vertentes deste grande evento, e apesar do clima divertido que se viveu, Óscar Coelho enumerou as tremendas dificuldades que o seu grupo viveu durante esta semana.
“Os maiores obstáculos foram a falta de experiência da grande maior parte das equipas neste tipo de provas maratona Rally – Raid. Isso fez com que as etapas iniciais desmoralizassem um pouco os rookies, mas à medida que os problemas se foram resolvendo, tudo entrou nos eixos e fomos brindados com esta excelente participação de todos os pilotos, navegadores e viaturas. Nos dois primeiros dias, os rookies estavam um pouco desanimados. Todos caíram na armadilha da organização, que é fazer os dois primeiros dias um «inferno emocional» para os pilotos, e um outro inferno, igualmente terrível, para as mecânicas das viaturas. São duas etapas muito duras com tempos de classificativa muito curtos. Basicamente, quem cumprir o tempo sem penalizar, quase de certeza que destrói a viatura para o conseguir. E isso vai fazer com que os outros dias de prova sejam um suplício a fazer reparações por causa do abuso desses dois primeiros dias. Mas, no geral e agora que já está terminada a maratona, estão todos muito felizes e excitados e já a fazer planos para a corrida de 2025”, assegura, com a confiança de que no próximo ano o Penafiel Racing Fest mantenha uma «armada» poderosa para atacar esta aventura.
Pé ante pé, aproxima-se a tão aguardada 9ª edição do Penafiel Racing Fest, a realizar a 14, 15 e 16 de junho, e o Maroc Challenge, que reuniu participantes de vários países europeus, foi uma «operação de charme» que, para Óscar Coelho, acabou por projetar com sucesso este grande evento de Penafiel.
“O Maroc Challenge é muito importante para a promoção do Penafiel Racing Fest, porque concenra mais de 150 equipas, cerca de 70% das quais são espanholas. Como temos visto, já em 2019 tivemos um aumento exponencial de espanhóis a visitar o nosso evento e a nossa cidade, e todos os anos temos tido aumentos consideráveis de visitantes estrangeiros. O contacto com um número tão elevado de aficionados de desporto motorizado como o que os nossos «embaixadores» do Racing Fest fazem durante estes sete dias, e as amizades que se criam com equipas de tantas nacionalidades diferentes, fazem com que a mensagem do Penafiel Racing Fest seja mais forte, vá mais longe e tenha tradução em visitas e participações estrangeiras no nosso evento. Por isso, é uma aposta ganha!”, concluiu, no final desta enorme aventura em que os aventureiros de hoje puderam viver as emoções do Rally Dakar de tempos idos.
A Repsol e o jovem piloto João Ferreira acabam de firmar um acordo para a temporada de 2024, que consiste na utilização de combustível 100% renovável – um biocombustível avançado produzido a partir de matérias-primas com origem em resíduos -, permitindo que o piloto tenha uma menor pegada carbónica durante todas as suas corridas.
A primeira prova tem início já no próximo dia 2 de abril, no Rally Raid Portugal, a única etapa do Campeonato do Mundo (W2RC) disputada em território europeu, nomeadamente em Portugal e Espanha.
“Estamos muito orgulhosos por apoiar jovens talentos como o João Ferreira, através dos nossos Combustíveis 100% Renováveis. Na Repsol continuamos com o nosso compromisso de fornecer soluções energéticas para as corridas motorizadas de alto nível, enquanto continuamos a avançar na descarbonização dos nossos processos e produtos. O desporto motorizado é um excelente ensaio para este tipo de combustíveis, através de lições aprendidas nas condições mais exigentes, é possível colocar à disposição os melhores produtos para os nossos clientes“, afirma Armando Oliveira, Administrador-delegado da Repsol Portuguesa.
Com esta parceria, a empresa multienergética reafirma a sua posição como líder na transição energética. A Repsol tem vindo a trabalhar no desenvolvimento de combustíveis renováveis há muitos anos, com a intenção de os tornar uma alternativa que complemente outras formas de descarbonização na mobilidade, tais como a eletrificação e o autogás, por forma a reduzir emissões.
João Ferreira, aos 24 anos, e depois de uma excelente época em 2022 em que se tornou Campeão Nacional de Todo-o-Terreno Absoluto, vencendo também a Taça da Europa de Bajas, já somou duas participações no Dakar Rally e completou em 2023 a sua primeira temporada completa no Mundial de Todo-Terreno. Na mesma temporada, fez aparições excecionais, ao volante do Mini JCW Rally Plus, onde repetiu a vitória alcançada na Baja Portalegre 2022, desta feita, diante Nasser Al-Attiyah. João Ferreira, é o mais jovem piloto a vencer uma prova da Taça do Mundo e, em 2023, alcançou vitórias importantes no Rallye du Maroc, última ronda do W2RC e ainda na Baja Dubai, prova pontuável para a Taça do Mundo, resultado que lhe permitiu terminar esta competição no pódio.
“Contar com a Repsol como parceiro para a temporada 2024 é um orgulho para mim e para todos os envolvidos no meu projeto desportivo. Sabemos da responsabilidade que é representar uma marca como a Repsol, principalmente na vertente da utilização dos combustíveis renováveis. O desporto motorizado é uma excelente forma de provar que este tipo de combustíveis reduzem a pegada carbónica e por isso tudo faremos para promover da melhor forma a imagem da marca e os seus objetivos. É importante também referir que a nossa experiência nos garante que este combustível é muito performante e competitivo e que nos vai permitir estar na luta pelas vitórias em todas as provas que participarmos”, começou por explicar João Ferreira.
Sobre a corrida da próxima semana, João Ferreira explica: “Vai ser uma experiência incrível competir na prova do W2RC ao volante de um Mini JCW Ultimate da X-Raid. Os portugueses mereciam este esforço da nossa parte e as condições acabaram por se proporcionar. Vamos tentar dar o nosso melhor como fazemos em todas as corridas, e se tivermos uma oportunidade, vamos tentar agarrá-la, quer seja para vencer especiais ou mesmo para estar na luta pela vitória à Geral”.
Atualmente, a Repsol fornece combustível 100% renovável em mais de 140 Estações de Serviço nas principais cidades e corredores de transporte da Península Ibérica, com 21 postos em Portugal e 120 postos em Espanha, com o objetivo de chegar às 600 estações até ao final do ano.
A vila de Grândola, no distrito de Setúbal, recebe a base operacional e o Prólogo do evento, que tem características únicas no calendário do Campeonato do Mundo de Rally-Raid (W2RC). Ao todo, são 1.758 quilómetros de percurso, mais de 1.000 deles cronometrados, ao longo de cinco etapas disputadas em diferentes tipos de terreno e paisagens marcantes. O Rally-Raid Portugal vai passar pelos concelhos de Grândola, Santiago do Cacém, Abrantes, Alcácer do Sal, Almeirim, Chamusca, Coruche, Mação, Ponte de Sor, Salvaterra de Magos, Sines e pela cidade de Badajoz, que recebe o final de uma das etapas.