Borja Hormigos e Héctor Hernández, depois de conquistar o título de TC em 2023, dão este ano o salto para a categoria GT4 do Iberian Supercars e Supercars España com a Autoworks Motorsport, mantendo-se fiéis à BMW.
O duo espanhol esteve em destaque ao longo da temporada passada, assegurando o ceptro da sua divisão e batendo-se pela primazia na categoria Turismo, graças à sua enorme consistência e fiabilidade do BMW M240i Racing, assim como à competência da formação espanhola.
Borja Hormigos e Héctor Hernández, depois de terem mostrado o seu valor ao longo de 2023, para a próxima temporada vão evoluir no Iberian Supercars e Supercars España, passando a competir aos comandos de um BMW M4 (F82) GT4.
O duo da Autorworks Motorsport está entusiasmado com o desafio que tem pela frente, conscientes, porém, que o nível será ainda mais elevado. “Depois de conquistado o título da TC, adquirimos uma BMW M4 GT4 para disputar o Iberian Supercars e o Supercars España em 2024. É claro, para nós que é um grande salto e não será uma temporada fácil. Será um grande desafio para a equipa e teremos que nos familiarizar com o GT4, com o qual nos estrearemos tanto ao nível da pilotagem como nas afinações e, por outro lado, tentaremos ser competitivos em pista, onde encontraremos equipas e pilotos com muita experiência”, afirmou Borja Hormigos.
Os pilotos da equipa espanhola sublinham que a decisão de passar para a categoria GT4 se deve ao facto de os campeonatos da Race Ready serem a melhor opção para prosseguir no automobilismo, dada a sua organização, e esperarem ainda mais competição em pista na próxima temporada. “Com a primeira temporada no Iberian Supercars Endurance confirmámos que se trata de um campeonato com uma grande variedade de pilotos e equipas muito profissionais e isso traduz-se numa grelha de partida bem composta. Ficou muito claro para nós onde deveríamos estar em 2024 e que a nossa aposta foi acertada, uma vez que muitas equipas novas entrarão este ano”, concluiu Héctor Hernández.
A temporada das três competições terá o seu início a 25 e 26 de Maio, no Circuito de Jerez, estando marcado para o dia 6 de Abril uma jornada de testes no Autódromo do Estoril.
Foi sob o signo da má fortuna que se deu o arranque de época de Nuno Carujo e Pedro Silva no Rallye Casinos do Algarve. A dupla do Mitsubishi Lancer EVO IX andou sempre forte e na discussão dos lugares cimeiros da luta particular referente ao Campeonato Start Sul de Ralis, quando, na sexta classificativa, um princípio de incêndio ditou a desistência.
Para a posteridade fica o excelente ritmo e a estratégia bem delineada pelo duo do Mitsubishi Lancer EVO IX da WRCteam. Nuno Carujo e Pedro Silva optaram por abordar a fase inicial da prova com “cautela, optando por um andamento rápido, mas sempre dentro da margem de segurança, utilizando os dois troços cronometrados da tarde de sexta-feira para perceber o andamento dos nossos principais adversários. No fecho da sequência, ficamos felizes por perceber que, mesmo sem andar nos limites, conseguíamos ser competitivos”, realça o piloto.
A dupla chegou mesmo ao fecho da etapa, após ainda percorrerem a super especial noturna de Lagos, num excelente 3º lugar absoluto nas contas do Start Sul, abrindo excelentes perspetivas para a etapa final de sábado.
Só que, logo no troço inaugural da ronda matinal, Nuno Carujo sentiu que “algo estava mal com o carro, abrandamos para tentar perceber o que se estava a passar e, como tudo parecia bem, fomos até ao final, embora registássemos um tempo alto. Arrancamos para o segundo troço da manhã e, logo nos primeiros quilómetros, tivemos um princípio de incêndio no carro. Paramos de imediato, para apagar o fogo, evitar problemas maiores no carro e no local. Os danos foram ainda assim de monta e nada mais havia a fazer do que optar pela desistência”.
Foi um balde de água fria e o piloto alentejano não tem qualquer dúvida que “só o infortúnio nos impediu de começar a época com um bom resultado, quiçá um pódio. Fica, pelo menos, a certeza de que conseguimos ser competitivos e que vamos lutar pelos lugares da frente no campeonato. Agora, vamos nos focar em Portimão!”.
A próxima prova da dupla do WRCteam será o 11º Rali Cidade de Portimão, nos dias 20 e 21 de abril.
O Ralicross fez um retorno espetacular à cidade albicastrense no passado fim-de-semana, dias 16 e 17 de março, ao Parque de Desportos Motorizados de Castelo Branco. A Real Federação Espanhola de Automobilismo escolheu Castelo Branco como palco para iniciar o Campeonato de Espanha de Ralicross, em reconhecimento à capacidade da Escuderia Castelo Branco na organização de eventos de alto nível. A adesão do público superou todas as expetativas, demonstrando o entusiasmo e interesse da comunidade local e internacional neste emocionante desporto motorizado.
O evento contou com a participação de três categorias emocionantes: SuperRX, JuniorRX e CrossCarRX, além da presença dos impressionantes CamiãoCross, abrilhantando ainda mais a competição.
“A temporada 2024 do Campeonato Espanhol Loterías Rallycross começou de forma eletrizante na espetacular pista portuguesa de Castelo Branco”, declarou Pablo Castillo, responsável pelo Rallycross em Espanha. “O Circuito do Lanço Grande testemunhou uma competição intensa, com pilotos determinados a alcançar a vitória em cada curva.”
Destacaram-se os vencedores em cada categoria: Tino Iglesias no Super RX, Diego Martínez no CrossCar RX e Abel González no Junior RX, que subiram ao topo do pódio, demonstrando habilidade e determinação em cada corrida. Mas o maior destaque seria para o jovem piloto albicastrense, João Pinheiro, que, com o seu Kartcross, conquistava a terceira posição do pódio, mostrando raça e bom andamento no circuito albicastrense.
“A paixão pelo Rallycross foi evidente em todo o Parque de Desportos Motorizados de Castelo Branco durante todo o fim de semana”, afirmou João Lucas, Presidente da Escuderia Castelo Branco. “Os pilotos competiram ferozmente, proporcionando espetáculos emocionantes para os espectadores entusiasmados.”
Depois desta primeira ronda em Castelo Branco, o Parque de Desportos Motorizados prepara-se já para, nos próximos dias 13 e 14 de abril, receber a caravana do Nacional, com o Open de Portugal de Ralicross, e em que também estarão presentes os Camiões e o PopCross.
Rubricando uma exibição sempre em crescendo, Ricardo Filipe e Filipe Carvalho levaram o Skoda Fabia R5 ao 8º lugar da geral do Rallye Casinos do Algarve, segundo prova do Campeonato de Portugal de Ralis 2024. Para o piloto da Olha o Cogumelo, este é o segundo rali consecutivo a pontuar, premiando um sólido arranque de temporada do algarvio.
E, para que o resultado aparecesse, foi preciso muita cabeça fria, espírito de entrega e capacidade para seguir a estratégia montada por parte de Ricardo Filipe e Filipe Carvalho. A dupla enfrentou no Algarve um plantel nacional e internacional de grande quilate e, como tal, cedo o piloto percebeu que “teríamos de ter sangue-frio, pois sabíamos que, à partida, o Qualifying não iria ser fácil e que teríamos uma posição à partida entre os primeiros na estrada, o que seria prejudicial em termos de ritmo”, realçando ainda que “entramos na prova com pneus duros, fiáveis, mas, obviamente, mais lentos. Como tal, a posição na classificação no final da 1ª etapa não era a ideal, mas tínhamos perfeita convicção de que seríamos muito mais rápidos na etapa final de sábado”.
E assim foi. Ricardo Filipe entre ao ataque na ronda matinal e os tempos começaram a refletir logo o incremento de ritmo, com a dupla do Skoda Fabia R5 da Olha o Cogumelo a começar a acercar-se do Top 10 da geral, clube restrito em que entraram após a penúltima classificativa da prova, subindo aí ao 9º posto, almejando ainda ganhar mais uma posição na derradeira especial, conquistando assim um excelente 8º lugar.
Ricardo Filipe não esconde “muito emoção, quando confrontado com o rescaldo desta prova. Alcançar em casa um bom resultado, depois de ter conseguido provar que estamos cada vez mais rápidos, que o nosso ritmo é consistente e que já nos batemos com equipas que, nas épocas anteriores, rodavam muito acima de nós, torna-se uma justa recompensa por todo o investimento feito e trabalho desenvolvido em conjunto com a Racing 4 You. Sair do Algarve com tempos dentro dos 5 primeiros em duas das especiais mais desafiantes e mais alguns dentro do Top 10 é alimento para a nossa motivação!”, criando no piloto “uma enorme expectativa sobre o que poderemos ainda melhor mais ao longo da temporada. Vem agora aí o Terras d’Aboboreira, um rali de que gosto muito, desafiante e difícil e onde queremos voltar a andar bem e a pontuar de forma sólida”.
Sente ainda ser com toda a justiça que “se deve aplaudir a organização, quer pelo nível que alcançaram, quer pela escolha destes troços. São à Mundial!”.
Ricardo Filipe não quis deixar de depositar “uma palavra de tristeza pela morte do Joaquim Santos. Foi e será sempre um dos nomes maiores dos ralis nacionais, uma referência para todos nós, não só pelo piloto fabuloso que foi, mas pela sua simplicidade e simpatia. É uma perda enorme para o desporto motorizado, mas será sempre lembrado como um dos grandes campeões. Apresento meu nome e da minha família profundas condolências à família enlutada, aos amigos e fãs de um extraordinário ser humano e piloto sem igual”.
Regresso em grande de Rui Madeira e Nuno Rodrigues da Silva ao Campeonato de Portugal de Ralis. Na sua estreia com o Ford Fiesta Rally2 oficial, a dupla rubricou uma sólida exibição no Rally Casinos do Algarve, coroada com o triunfo nas contas do Campeonato de Portugal Masters de Ralis e o 5º lugar da geral.
O impacto da presença da consagrada dupla “mundialista” junto dos milhares de aficionados que ocorreram a terras algarvias, para presenciar a segunda prova da temporada do Campeonato de Portugal de Ralis, foi tremendo. Não era para menos, pois assinalava o regresso de Rui Madeira e Nuno Rodrigues da Silva ao habitáculo de um carro oficial da Ford, integrando a estrutura da Past-Racing, equipa que representa a marca da oval e a M-Sport na Península Ibérica.
Madeira apresentou-se à partida ciente do dupla handicap que poderia condicionar “a nossa capacidade de extrair todo o potencial do Ford Fiesta Rally2, pois exige muitos quilómetros em competição e outros tantos de teste. Quando iniciámos o primeiro contacto com Ford Fiesta na 4ª feira anterior à prova, sabíamos que seria muito difícil ter ritmo em terra para terminar nos 6 primeiros lugares. Como tal, teríamos de ser cautelosos e de abordar o rali com uma estratégia de aumento de ritmo ao longo dos dois dias. Depois, na sequência do Qualifying, vimo-nos com a tarefa de abrir a estrada nos dois troços da tarde do primeiro dia” e, num rali de terra, abrir e “varrer” o piso é “muito penalizador. Então, nestas classificativas em pisos de areia e terra solta, o prejuízo é ainda maior e perdemos logo mais de 50 segundos para os primeiros. Na super-especial noturna que fechou o dia inaugural, já conseguimos andar com os da frente e sabíamos que poderíamos melhorar muito na 2ª etapa”.
E assim foi. Autor de um verdadeiro recital de condução, Rui Madeira foi sendo cada vez mais rápido com o Ford Fiesta Rally2, com o carro a revelar uma fiabilidade impressionante e uma competitividade notável. Nesse dia final, Madeira e Rodrigues da Silva fizeram sempre tempos dentro do Top 10 e, por duas vezes, no Top 5, culminando a solidez da sua exibição com um excelente 5º lugar final à geral e o triunfo entre os Masters.
“Foi um rali sempre em crescendo. Na 2ª Etapa, já com outro conhecimento do carro andámos em bom ritmo, chegando a melhorar quase 1 segundo por quilometro. O resultado excedeu as nossas expectativas, num rali q ue encaramos como sendo de aprendizagem e adaptação. É evidente que partimos agora para o próximo rali com outros conhecimentos do carro e do funcionamento da equipa técnica, sendo para nós claro que abordaremos o Rali Terras D’Aboboreira com mais ambição”.
Rui Madeira deixa ainda um agradecimento “à Ford, à Past-Racing e à M-Sport pela oportunidade nos deram, bem como todos os patrocinadores que se associaram a este projeto”.
“O Joaquim Santos foi um dos pilotos que mais me influenciou”
Foi a notícia que marcou o arranque desta semana e que nenhum de nós queria receber. Morreu Joaquim Santos, um dos melhores e mais carismáticos pilotos portugueses de sempre.
Para Rui Madeira, este é um momento de “profunda comoção para todos nós, que amamos os ralis. O Joaquim Santos foi um dos pilotos em Portugal que mais me influenciou para andar depressa e motivava para andar depressa e que contribuiu muito para o meu carinho especial pela Ford, marca que o acompanhou ao longo de grande parte da sua carreira. Conhecemo-nos antes de eu começar a correr. Eu ia de propósito com um amigo vê-lo a treinar Sintra no Rali das Camélias e foi aí que nos conhecemos. A sua condução influenciou-me imenso pela condução espetacular nos Ford Escort, Sierra RS Cosworth. era um ás do volante!”.
Rui Madeira reforça que “perdemos um grande piloto, um ídolo, mas principalmente um grande Amigo. O meu pensamento e o da minha família está com a família e os amigos do Quim. Que saibamos sempre honrar a sua memória!”.
Decorreu no dia 17 março a cerimonia de entrega dos prémios do “Troféu Terras do Grande Lago de Alqueva 2023” no Restaurante “O Chafariz”, em Mourão, com a presença dos vencedores da temporada de 2023 da competição criada pela Secção de Motorismo – SAR e pelo Motor Club Villafranca.
Mourão é pelo terceiro ano consecutivo parceiro da SAR Secção de Motorismo na Baja TT Sharish Gin e neste evento foram distinguidos os pilotos e equipas que obtiveram as melhores pontuações nas provas Rally TT Baja Dehesa de Extremadura, realizada em Espanha, e na Baja TT Sharish Gin Reguengos de Monsaraz – Mourão – Redondo, disputada em Portugal.
Nesta cerimónia, para além da entrega dos prémios aos vencedores “Troféu Terras do Grande Lago Alqueva 2023”, foram também entregues equipamentos de proteção individual aos Bombeiros de Mourão, nomeadamente vestuário para combate a incêndios urbanos.
A 33ª Rampa da Arrábida presenteou a ”Família da Montanha” com uma “festa rija”. A prova inaugural do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group bateu todos os recordes de espetadores das edições anteriores, com vários milhares de aficionados a acorrerem à idílica serra durante os dois dias de competição. José Correia (Norma FC 20) recuperou o cetro de “Rei da Arrábida” triunfando com naturalidade pela terceira vez na prova muito .bem organizada pelo Clube de Motorismo de Setúbal.
Bom ritmo nas subidas, decisões atiladas, intenso trabalho comunicacional e uma preocupação para introduzir melhorias continuas. Eis o segredo para que o Clube de Motorismo de Setúbal tenha vivido a mais intensa e bem sucedida edição da Rampa da Arrábida, desde o seu regresso em 2017, com o certame a ser já uma marca para o concelho, a região e o campeonato.
E foi perante milhares de espetadores que quase seis dezenas de pilotos saborearam o arranque do campeonato de Portugal de Montanha JC Group, proporcionando um espetáculo de fino recorte, seguido de forma apaixonada pelo público espalhado pelas zonas instaladas ao longo dos 3,5 km do percurso e todos quantos seguiram a transmissão em livestreaming do evento.
José Correia venceu e convenceu. O “patrão” e piloto do JC Group Racing Team foi o mais rápido em todas as subidas, dominando com naturalidade a prova, estabelecendo ainda excelentes tempos nas subidas de prova. A sua melhor marca do fim-de-semana, fazendo rodar a Norma FC20 na 2ª Subida de Prova em 1:41.978, à média horária de 123,55 km/h.
Correia começa assim da melhor forma o campeonato e mostra, claramente, que está muito motivado para tentar chegar ao segundo título absoluto da sua carreira.
O 2º lugar de Hélder Silva transformou-se numa boa “gestão de danos” para o atual tricampeão nacional. O poveiro da Power House não conseguiu ter pronta a sua Osella PA2000 PA.30 EVO2 e alinhou com a Osella PA21S Evo que normalmente é conduzida pelo Nuno Caetano. O protótipo tem um nível de competitividade mais baixo do que a “montada” habitual e Hélder Silva focou-se em garantir a presença no segundo degrau do pódio, amealhando pontos que podem vir a ser importantes na discussão do título.
GT: muda a época e “toca” o mesmo
Ouro dos “MVP” do fim-de-semana foi Vítor Pascoal. O baionense começou da melhor forma a defesa do seu título nacional na Categoria GT, impondo o seu novo Porsche 991.2 GT3 CUP.
O piloto de Baião estava com alguma apreensão, pelo facto de não ter testado o carro, mas utilizou com maestria as subidas de treino do fim-de-semana para ir ganhando confiança e melhorando as afinações. Depois, bem, voltou a provar porque é que o seu cognome é “Sniper de Baião”, sendo sempre o mais forte na sua categoria e, paulatinamente, eliminando a oposição no caminho para mais uma presença no pódio da geral de uma prova do campeonato. Fez assim uma espécie de pleno e deixou bem claro que tem tudo para mais uma época ao mais alto nível.
A 2º posição final entre os GT acabou por ir parar às mãos do estreante André Fernandes (Porsche 997 GT3 Cup), depois da penalização do galego Bernardo Garcia de Castro, devido ao seu Porsche 997 GT3 Cup ter registado na pesagem oficial um valor abaixo do mínimo regulamentar.
Na sequência do sucedido, Gabriela Correia (Mercedes AMG GT4) subiu ao 3º posto. Registe-se que Garcia de Castro, Fernandes e a “Princesa da Montanha” andaram sempre muito perto, num batalha intensa pelos lugares secundários do pódio.
Nos Protótipos B, para além de assinalarmos a justa e natural vitória de Nuno Guimarães, com o “Capitão da Montanha” a impor o Silver Car S2 da NJ Racing em todas as subidas de prova, embora tendo sempre perto o regressado Joaquim Rino, com o “Senador de Porto de Mós” a revelar uma rapidez notável aos comandos do BRC B49 Evo da Articimentos, premiada com um robusto 2º posto na Divisão.
Festa rija foi a que se viveu na Power House, comemorando o excelente 3º lugar do jovem Afonso Santos. Aso 16 anos de idade, o poveiro não se amedrontou com a pressão natural da estreia no campeonato e da exigência própria da condução do protótipo BRC B49 EVO e rubricou uma exibição segura e em crescendo, coroada com o primeiro pódio da carreira. Tem tudo para vir a ser um nome em destaque no futuro.
Luís Nunes soma e segue entre os Super Challenge
Pela amostra do que sucedeu na Arrábida, 2024 tem tudo para se transformar em novo “passeio no parque” de Luís Nunes a caminho do seu sexto título nacional que, a suceder, será o segundo consecutivo na Categoria Super Challenge.
Nesta prova inaugural, colocou o seu Skoda Fabia R5 da Nunes Sport a rodar sempre num ritmo avassalador, longe dos adversários da categoria e imiscuindo-se na luta pelo pódio absoluto, tendo terminado na 5º posição da geral. Juntou ainda ao pecúlio a natural vitória no Grupo SC-A.
José Lameiro foi quem menos longe rodou do “Foguetão de Valpaços”. O piloto da Diatosta enfrentou alguns problemas técnicos no Skoda Fabia R5 no sábado, mas logrou protagonizar uma boa jornada de domingo, coroada com um excelente 2º lugar na categoria e no mesmo grupo de Nunes.
Bruno Carvalho completou o pódio da Categoria Super Challenge e venceu o Grupo SC-C com naturalidade, mas não sem enfrentar um momento de grande tensão, quando o seu Citroen Saxo sofreu um grave problema no motor que obrigou a sua equipa técnica a mostrar todo o seu valor, conseguindo, em tempo recorde, reparar o propulsor. João Rodrigues (Peugeot 106 XSi) secundou Carvalho no grupo, reclamando ainda a 4ª posição na categoria, tendo logo atrás, no 3º lugar, Jorge Vicente, num Renault Clio.
Quanto ao Grupo SC-D, o jovem Carlos Correia Pouca Sorte foi o melhor, impondo a BMW M3 SW da Megamotors, tendo ainda sido 5º na categoria. O pódio ficou completo com a presenças de Arlindo Beça (Mini Cooper S).
Turismo: Summavielle estreia Cupra TCR com vitória musculada
A Categoria Turismo está em processo de renovação de protagonistas na batalha pelo título nacional, sendo de esperar que, com a aparição de alguns pilotos habituais, cuja ausência na Arrábida foi pontual, a luta se intensifique.
Em Setúbal, ninguém conseguiu contrariar o domínio de Parcídio Summavielle. Agora aos comandos do Cupra TCR que pertenceu a Joaquim Teixeira, o “Bisturi de Fafe” não ostentou qualquer limitação pleno facto de ser a primeira prova com o carro catalão e, paulatinamente, foi intensificando o ritmo, melhorando substancialmente os tempos, não dando veleidades aos mais diretos opositores, conquistando assim a primeira vitória da época e assumindo uma sólida candidatura ao título nacional da categoria.
Summaville dominou também, como é óbvio, a Divisão Turismo 2, tendo sido aqui secundado por José Carlos Magalhães, no Seat Leon MKII da MNE Sport e pela jovem Beatriz Correia, muito segura a tripular o Cupra TCR do JC Group Racing Team.
Gonçalo Inácio, que este ano fará todo o campeonato, voltou a mostrar todos os seus dotes de condução, contribuindo para uma “dobradinha” da Befast Motosport na categoria. Extraindo de forma notável todo o potencial do seu Peugeot 208 VTI R2, Inácio adicionou ao 2º lugar na categoria, uma vitoria clara nas lides da Divisão Turismo 3, onde foi acompanhado no pódio por Bruno Rodrigues (Honda Civic Type R) e Carlos Ferreira Citroen Saxo Cup).
Prova de grande nível foi a que assinou Daniel Pacheco. O piloto de Paredes adquiriu um Mitsubishi Lancer EVO X e estreou o carro nipónico com o triunfo na Divisão Turismo 1 – aqui sem grande oposição por parte de Carlos Gonçalves, em carro idêntico – almejando ainda reclamar o degrau mais baixo do pódio da categoria.
TPKM: Tiago Pinto vence duelo aceso
440 milésimos de segundo. Eis a magra diferença final, já no somatório dos tempos das duas melhores subidas de prova, que separou Tiago Pinto (LBS Motor Club RX 01) e Nelson Rocha (SEMOG Bravo Sport SE) na luta pela primazia na Taça de Portugal Kartcross de Montanha JC Group, com a vantagem a pender para o jovem piloto da DM Motorsport sobre o veterano setubalense.
Foi um duelo muito interessante de seguir, com ambos a venceram subidas ao longo do fim-de-semana e a realizar tempos que, a existir uma geral global, os colocaria sempre a rodar dentro de um hipotético Top 15, dando conta da capacidade competitiva dos pequenos monolugares e da sua impressionante relação peso/potência.
O Campeonato de Portugal de Montanha JC Group ruma agora a Norte. A 6 e 7 de abril, caberá ao Demoporto organizar em Guimarães nova edição da Rampa da Penha Paisagem Protegida.
Kris Meeke e James Fulton ao volante de um Hyundai I20 N Rally2 foram os grandes vencedores do Rallye Casinos do Algarve, tendo sido os mais rápidos do pelotão na totalidade das 9 provas especiais de classificação que compunham a ronda algarvia.
Aliás, o domínio da dupla começou logo na Qualifying Stage disputada em Lagoa, onde aproveitou para escolher a 12ª posição na ordem de partida, tirando todo o partido dessa situação. Atrás de si lutavam Ricardo Teodósio/José Teixeira, Pedro Almeida/António Costa e Armindo Araújo/Luís Ramalho, não conseguindo aproximar-se de Meeke após o reagrupamento em Vila do Bispo em direção à super-especial de Lagos.
Nas 2 rodas motrizes Hugo Lopes/Magda Oliveira eram os líderes ao final do dia na frente de Gonçalo Henriques/Gonçalo Cunha e Daniel Nunes/José Janela, enquanto que no Promo a liderança pertencia aos lituanos Martynas Samsonas/Ervinas Snitkas, seguidos de Armando Carvalho/Ana Santos (líderes também entre o Start Sul) e Adruzilo Lopes/Paulo Leones, com Luís Mota/Alexandre Ramos a liderar nos Clássicos e João Gago/Nelson Ramos no Start Sul 2 Rodas Motrizes.
No segundo dia, com duas passagens pelos troços de Silves, S. Marcos e Messines, Meeke voltou a liderar de fio a pavio, com a atenção a centrar-se na luta pelo segundo lugar entre Teodósio e Araújo, com o heptacampeão a conseguir suplantar o piloto algarvio na última secção do rali. O top-5 ficou fechado por Ernesto Cunha/Rui Raimundo, com o piloto da Marinha Grande a mostrar uma rápida adaptação ao Skoda Rally2 e pelos veteranos Rui Madeira/Nuno Rodrigues da Silva que venceram entre os Masters.
No CPR 2 Rodas Motrizes depois de uma grande luta entre os pilotos da frente a vitória acabou por cair para Hugo Lopes/Magda Oliveira (vencedores também entre os Juniores), seguidos de João Andrade/Pedro Santana e Ricardo Sousa/Luís Marques, todos eles em Peugeot 208 Rally4, sendo também este o pódio da Peugeot Rally Cup Portugal. Destacar também a vitória de José Merceano/Francisco Pereira entre os concorrentes dos Clássicos.
Nota ainda para a competição do Start Sul e Start Sul 2 Rodas Motrizes que tiveram aqui o seu arranque, sendo que no primeiro caso tiveram como 3 primeiros classificado Miguel Carvalho/António Reis em Hyundai, seguido de João Bica/Pedro Conde e Nelson Trindade/Liliana Costa, ambos em Mitsubishi.
Já nas 2 rodas motrizes os vencedores foram Paulo Anselmo/André Silva em BMW, seguidos de Viana Martins/Rodrigo Assunção em Peugeot e os regressados Nuno Pinto/João Silva em Citroen.
O Rallye Casinos do Algarve foi uma organização do Clube Automóvel do Algarve, sob a égide da Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting, com o patrocínio da Solverde Casinos e Hotéis e do Grupo Motorpor, e ainda com o apoio dos Municípios de Lagoa, Lagos, Portimão, Silves e Vila de Bispo, contando também com a ajuda da Strongmedia e do Medronhito do Caldeirão.
Os milhares de espetadores que acorreram à Serra da Arrábida para presenciar o dia inaugural da edição 2024 da Rampa da Arrábida marcaram de forma vincada a jornada. Desportivamente, destaque para o enorme espetáculo dado pelas sete dezenas de participantes e para o fecho atribulado do programa competitivo, quando algumas avarias e um toque forte impediram que a 1ª Subida de Prova do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group fosse concluída.
A bem da verdade, diga-se que a boa decisão da organização, perante a crescente falta de luz natural em adiar para amanhã de manhã a 1ª Subida de Prova para as Categorias Turismo, GT e Protótipos foi acertada, no seguimento do excelente nível organizativo que o Clube de Motorismo de Setúbal ostentou ao longo de todo o dia de sábado.
Aliás, não deixa de ser irónico que, depois de duas subidas de treinos do CPM JC Group e de todas as quatro subidas (2 de treinos de duas de prova) da Super Subida Meliã, correspondente à rampa regional de apoio, terem decorrido sempre com horários cumpridos e com celeridade por parte do clube organizador em todos os procedimentos e decisões, tivesse ficado reservada uma espécie de “tempestade perfeita” para a 1ª Subida de Prova, último momento competitivo do dia, obrigando ao dito adiamento.
Para aquilatar de como está a luta pelo triunfo absoluto, realce para a partilha dos melhores tempos nas duas subidas de treinos entre Hélder Silva e José Correia.
O tricampeão em título apresentou-se em Setúbal com a Osella PA21S da Power House, que normalmente é utilizada por Nuno Caetano, solução de recurso pela impossibilidade de utilização da sua habitua Osella PA2000 EVO2 PA.30. Isso não impediu o piloto poveiro de ser o mais lesto na 1ª Subida de Treinos. Mas, embora tivesse melhorado na 2ª Subida de Treinos, não foi suficiente para suplantar José Correia. O patrão do JC Group Racing Team foi muito rápido e rodou em 1: 44.097 (melhor marca absoluta do dia) para cumprir os 3,5 km do traçado, com Hélder Silva a não passar dos 1:46.184.
Entre os Protótipos B, Nuno Guimarães restabeleceu a hierarquia na 2ª Subida, onde além de ser o mais rápido da Divisão, foi 3º absoluto, depois de ter sido surpreendido na subida inaugural pelo regressado Joaquim Rino (BRC B49 EVO).
Também os GT’s só fizeram a dupla tirada de treinos. Gabriela Correia impôs o seu Mercedes AMG GT4, embora visse na derradeira subida Vítor Pascoal, que estreou um novo Porsche 991.2 GT3 CUP, a ficar apenas a 66 milésimos de segundo, antevendo-se uma luta titânica pela vitória.
Nos Turismo, Parcídio Summavielle apresentou da melhor forma o seu novo Cupra TCR ao fazer o melhor tempo do dia da Categoria, na frente do seu colega de equipa Gonçalo Inácio (Peugeot 208 VTi R2). Entre os dois, no fecho das subidas feitas, a diferença ficou em 1,5 segundos.
A Categoria Super Challenge foi a única categoria do CPM JC Group a concluir a Subida de Prova, com Luís Nunes a impor com toda a naturalidade o seu Skoda Fabia R5, sendo mesmo o mais rápido em termos absolutos dos que já concluíram a 1ª Subida de Prova, rodando em 1:50.275.
Bruno Carvalho é o 2º da Categoria e domina no grupo SC-C, estando com João Rodrigues (Peugeot 106 XSi) a morder os seus “calcanhares”. Rodrigues imprimiu um andamento endiabrado ao pequeno carro francês e está só a 1 segundo de distância de Carvalho.
Na Taça de Portugal Kartcross de Montanha JC Group Tiago Pinto (LBS Motor Club RX 01) suplantou por 1,3 segundos Nelson Rocha (SEMOG Bravo Sport SE), com os dois pilotos a fazerem sempre tempos perto do Top 10 absoluto.
Flávio Sainhas começou da melhor forma a defender o título conquistado em 2023 entre os Clássicos de Montanha. O piloto do Ford Escort MKI foi sempre o mais rápido e, na subida de prova, garantiu um avanço de 2,3 segundos sobre Ricardo Pereira (Ford Escort MKII), com Luís Moutinho (Ford Escort MKI) a fechar o pódio provisório, a 24 milésimas (!) de Pereira.
Nos Legends de Montanha, domínio avassalador do Nissan Sunny GT-R de Daniel Rolo. Concluiu a subida de prova com mais de dez segundos de vantagem sobre Miguel Gonçalves (BMW E36).
Luta endiabrada em perspetiva é a que se antevê pelos dois lugares do pódio atrás de Sainhas. Gonçalves concluiu a subida com apenas 147 milésimos de segundo de avanço sobre Gonçalo Janeira (Citroen AX GTi) e este, por seu lado, tem um pecúlio minguo de apenas 9 milésimos sobre Celso Fonseca (Citroen Saxo Cup). Vai ser intenso!
No Campeonato de Portugal de Montanha 1300 JC Group, o dia inicial da Rampa da Arrábida foi tranquilo para Armando Freitas.
O bicampeão em título rodou sempre a salvo da concorrência e, tirando partido da mais-valia competitiva do seu Toyota Starlet, vai para o dia de domingo com uma vantagem de quase 7 segundos sobre Aníbal Rolo (Datsun 1200 Coupé), enquanto Rui Gama rodou um pouco mais atrás de Rolo, sendo 3º na Subida de Prova aos comandos de um Peugeot 106 XSi.
O programa de domingo sofreu assim alterações, embora continue a ser integralmente dedicado ao CPM JC Group. A subida de aquecimento continuará a ser às 10.00, mas, antes de nova sessão de treinos oficiais, será realizado o que resta da 1ª Subida de Prova. A partir das 13.00 horas decorrem a 2ª e a 3ª Subidas de Prova, normalmente decididas para o alinhamento classificativo final, decorrendo a entrega de prémios a meio da tarde, junto à Secil Outão.
Tudo parecia estar no caminho certo para Filipe Albuquerque que este fim-de-semana disputa a segunda jornada do Campeonato Norte Americano de Resistência (IMSA) em Sebring. O piloto português e os seus companheiros de equipa na Wayne Taylor Racing, Ricky Taylor e Ben Hartley asseguraram a volta mais rápida da qualificação, no entanto esse tempo foi retirado, devido a um ajuste de pressão de pneus durante um período de bandeira vermelha.
Um erro que custou caro aos pilotos do Acura #10: “É uma sensação estranha. Saber que somos os mais rápidos, mas que vamos sair para a corrida do final da grelha. A equipa cometeu um erro ao ajustar a pressão dos pneus, regulamentarmente não é permitido. Com a situação de bandeira vermelha, só nos foi possível fazer uma volta e com esse tempo anulado, só nos resta o último lugar”, explicou.
Uma situação dramática, mas que não tira a motivação a Filipe: “A parte boa é que sabemos que somos os mais rápidos e isso pode ser fundamental para a corrida. Vamos ter muitas ultrapassagens para fazer e um longo caminho a percorrer. Mas já percebemos que situações fáceis não são para nós, por isso vamos à luta. Enquanto houver corrida há tempo para recuperar”, concluiu o piloto de Coimbra.
A corrida terá lugar amanhã, no sábado, 16 de março a ter início às 13.30h, hora portuguesa. A atividade em pista pode ser acompanhada em imsa.tv.com