Numa altura em que Campeonato de Portugal de Ralis se aproxima da sua reta final, com apenas duas provas por cumprir no calendário, a dupla Rafael Cardeira e Luís Boiça desvenda que a sua época não irá encerrar após o Rali Vidreiro. A equipa irá representar as cores portuguesas nos FIA Motorsport Games, evento conhecido como os Jogos Olímpicos do Desporto Automóvel.
Terão lugar em Valência de 23 a 27 de outubro e juntam mais de 25 disciplinas do Desporto Automóvel, são os FIA Motorsport Games e o piloto do Sporting Clube de Portugal irá competir na categoria Rally4 Tarmac com o Peugeot 208 Rally4. Com organização FIA e disciplinas que passam pela Fórmula 4, Carros GT ou Turismos, os Jogos Olimpicos do Desporto Automóvel juntam uma seleção de pilotos de vários países, que competem para arrecadar medalhas nas suas competições respetivas.
Para Rafael Cardeira, esta é a oportunidade para fechar o ano com chave de ouro, uma vez que a competição irá ter lugar logo após a última prova do Campeonato de Portugal de Ralis: “Será uma honra poder representar Portugal nesta competição e claramente um dos pontos mais altos na minha carreira. Seguimos com o objetivo de voltar para casa de medalha ao peito, pois sabemos que somos fortes em asfalto e será positivo não só para nós como para o desporto automóvel nacional se conseguirmos alcançar o Top 3.”
O piloto da Marinha Grande acrescenta ainda: “Vamos fazer um bom trabalho de preparação nas próximas provas, o Rali da Água e o Rali Vidreiro, para levarmos um bom ritmo para chegarmos fortes aos FIA Motorsport Games.”
Na última edição dos FIA Motorsport Games, realizada em Marselha em 2022, participaram um total de 475 atletas provenientes de 72 nações e a Itália foi o país mais medalhado entre as várias categorias. Este ano em Valência, prevê-se que este número de participantes seja ultrapassado nas 26 categorias que irão entrar em competição.
A prova organizada pelo Gondomar Automóvel Sport e promovida pela Promolafões vai para a estrada nos dias 31 de agosto e 1 de setembro, com a ambição de ascender ao Campeonato de Portugal de Ralis (CPR).
A 11.ª edição do Constálica Rallye Vouzela e Viseu foi apresentada com pompa e circunstância no Solar do Vinho do Dão, em que, ao longo dos últimos 10 anos, o selo da inovação esteve sempre presente e, em 2024, não foge à regra.
A partir das estradas de asfalto da região do Interior Centro, palco de tantas batalhas épicas e que tem no Constálica Rallye Vouzela Viseu uma das melhores provas de competição a nível nacional, a estrutura organizativa e os seus parceiros reconhecem esse desiderato e eleva a fasquia. Ascender ao Campeonato de Portugal de Ralis, escalão primodivisionário da modalidade em território nacional.
Carlos Oliveira, presidente da Câmara Municipal de Vouzela, reconhece que o rali «está em crescendo ano após ano, tirando também partido deste novo formato desta super municipalidade que vem permitir que possamos ter mais público, reafirmando os nossos territórios, não só de Vouzela e Viseu, mas também os concelhos vizinhos».
A prova permite, de igual forma, alavancar a nossa economia, local e regional, e é nesse sentido que queremos continuar na senda do rali, uma referência e a super-especial noturna é um evento marcante com muita gente a assistir e a permanecer no nosso concelho», referiu ainda Carlos Oliveira.
Fernando Ruas, presidente da Câmara Municipal de Viseu, destacou «a ligação muito forte com Vouzela e a Constálica e, na sequência das provas anteriores seja um êxito». Este evento é o contributo de dois municípios e de uma empresa de grande sucesso na região e que podem ajudar a alavancar o território».
«O apoio que temos dado ao Constálica Rallye Vouzela e Viseu é, naturalmente, para termos outro tipo de ambições. Interessa-nos muito a forma como está organizada a prova, mas aspiramos a muito mais, o que não deixa de ser legítimo», confidenciou o autarca viseense.
Raul Almeida, presidente de Turismo do Centro de Portugal, referiu que o Constálica Rallye Vouzela e Viseu «é um evento que acrescenta valor ao território e à economia, trazendo dimensão e notoriedade à nossa região, dinamizando-a e, no fim de semana da prova, as unidades hoteleiras e restauração ficam cheios, fazendo com que a economia tenha um crescimento acentuado». Além disso, a prova dinamiza pessoas, porque na Feira de S. Mateus vem milhares de pessoas para assistir à entrega de prémios, outras tantas para assistir às classificativas, o que também não deixa que essas pessoas sejam turistas».
José Correia, da Promolafões, sustentou que «existe um enorme empenho de parceiros e autarquias para que o Constálica Rallye Vouzela e Viseu continue a trilhar os caminhos do sucesso, organizativo, social e desportivo, pelo que estão reunidas todas as condições para que possamos ser obsequiados com o Campeonato de Portugal de Ralis».
O Constálica Rallye Vouzela e Viseu já vai na 11.ª edição e continua a crescer de forma desnatural e já é apontado para outros voos. O rali reúne todos os condimentos para o sucesso junto de participantes e público, beneficiando dois concelhos importantes com estradas a condizer.
O Constálica Rallye Vouzela e Viseu, pontuável para o Campeonato de Portugal GT de Ralis, Campeonato Promo Ralis, Campeonato Start Centro Ralis, Campeonato Start 2RM Centro Ralis, FPAK Júnior Team, Clio Trophy Portugal e KIA Rally Cup.
O “menu” da prova compreende 297,25 quilómetros, com as equipas a enfrentar 72,4 de classificativas disputadas ao cronómetro, entre sábado (31 de agosto) e domingo (1 de setembro). O primeiro dia privilegia duas passagens por Penoita (8,70 km – 16h13 e 18h19) e Vouzela/Castelo (7,10 km- 16h41 e 18h47) e super-especial noturna de Vouzela (2,60 km – 21h20 e 21h39), seguindo as equipas para o parque fechado, no Parque Urbano de Santiago, em Viseu, com a primeira a entrar às 23h15. Para o segundo dia serão disputadas também duplas passagens pelas classificativas de Povolide (7,10 km – 11h37 e 14h19) e Santa Eufémia (10,70 km – 12h02 e 14h44). Pelas 15h40, as equipas entram em parque fechado na Feira de S. Mateus, procedendo-se, posteriormente, a entrega de prémios no palco principal do certame.
A estreia a ‘tempo inteiro’ de André Sousa no Europeu de Ralicross (EURO RX3)está a ser muito acima daquilo que seria exigível ao piloto da TSL Racing. 5º na Suécia e 4º na Hungria, assume o quinto posto na tabela do campeonato, empatado com o 4º classificado a escassos 5 pontos do pódio.
4º lugar no já icónico circuito húngaro onde se disputou a edição 2024 do Kária Trans World RX of Hungary. Eis a façanha de André Sousa aos comandos do seu Audi A1 S1600 da TSL Racing. O piloto de Beire, Paredes, alcançou assim a sua melhor posição de sempre numa prova do EURO RX3, provando que a equipa portuguesa está a demonstrar muito ‘músculo’ nesta estreia entre os grandes.
O fim-de-semana na Hungria começou com “muita desvantagem sobre todos os adversários… praticamente todos treinaram antes e conseguiram contrariar a dificuldade de andar com estes novos pneus. No primeiro dia, perdíamos muito tempo para os mais rápidos, mas conseguimos trabalhar e fomos melhorando volta a volta, corrida após corrida, até que chegamos à meia-final onde consegui impor um bom ritmo, terminando no 2º posto, o que me dava a 3ª posição na grelha de partida”.
Nesse momento, André Sousa e a equipa quase que viram o fim-de-semana virar um pesadelo quando “nos atribuíram uma penalização que nos retirava da final. A decisão saiu na hora de arrancar, os meus adversários não conseguiram chegar a tempo de alinhar e foi-me autorizado partir. Aí, foi dar tudo e o 4º posto é um prémio que considero muito justo!… eu e a minha grande equipa já sabemos o que é lutar contra muitas adversidades e não vamos desistir. Por isso, lá estaremos na próxima corrida, na Bélgica para mostrar o nosso valor”.
Os resultados e a posição dentro do top 5 da tabela pontual do campeonato em nada mudam o foco de André Sousa: “não embandeiramos em arco, nem ficamos eufóricos. Estamos, como é óbvio, muito orgulhosos com os resultados e as exibições, principalmente porque o nível competitivo do campeonato é extraordinário. Mas, temos perfeita noção de que enfrentamos, pilotos de grande talento e com um profundo conhecimento das pistas, coisa que nos falta, com a exceção de Montalegre, continuando, por isso, a encarar esta época como de aprendizagem e adaptação. Agora, não escondo que a ambição cresce cada vez mais.Excedemos as expectativas e queremos fazer ainda melhor e tenho esperança de ainda este ano atingiremos o pódio!”.
André Sousa tem ainda uma palavra de “profunda admiração e de apoio total ao meu grande amigo João Ribeiro. Uma decisão que temos de aceitar, mas que julgo ser injusta, retirou-lhe a vitória na Hungria. No entanto, sei bem a classe e o talento que ele tem e o triunfo vai aparecer, quiçá já na próxima ronda e só espero que nada exterior à competição o venha a impedir de lutar pelo título como bem merece!”.
A 17 e 18 de Agosto a Bélgica recebe o World RX of Benelux, terceira prova da temporada.
Missão cumprida para a dupla de embaixadores da Beira Baixa. Pedro Silva e Roberto Santos foram capazes de ultrapassar as inúmeros dificuldades colocadas por um dos mais exigentes ralis do ano. O 6º lugar nas contas particulares do Campeonato de Portugal de Ralis Duas Rodas Motrizes fez com que a equipa subisse ao 3º lugar da tabela pontual do campeonato, a duas provas do fim.
Nada limitados por ser a estreia no icónico Rali Vinho da Madeira, foram capazes de aproveitar os melhores momentos para intensificar o andamento, nunca se deixando vencer pelos momentos menos conseguidos, próprios de uma prova tao particular, tão extensa e tão exigente.
Aliás, Pedro Silva destaca “a aprendizagem profunda em que se transformou esta nossa primeira participação no rali!… É um desafio único, onde qualquer erro se paga caro, sobretudo porque se anda sempre no máximo. Tudo tentamos, mas tivemos momentos na prova em que enfrentamos dificuldades e não deu para subir mais posições. Houve troços que estivemos nos três mais rápidos do CPR2RM, mas noutros não conseguimos. Tivemos ainda uma pequena saída de estrada, um troço que terminamos completamente sem travões e, claro que em alguns locais fizemos uma abordagem menos correta, por desconhecimento e perdemos algum tempo. Mas estamos muito satisfeitos com o Top 6 e, sobretudo, com a nossa exibição, sendo ainda de realçar que, uma vez mais, a Domingos Sport fez um trabalho incrível no nosso Peugeot 208 Rally4”.
Pedro realça ainda o apoio intenso que sentiram na ilha, “desde parceiros, família, amigos e até madeirenses, tivemos muita gente na estrada a apoiar-nos, tal como no continente, a seguirem pela RTP Madeira. A todas as pessoas que estiveram connosco, um grande obrigado, com o vosso apoio tudo é mais fácil.” Para terminar em beleza, a equipa venceu o terceiro lugar de equipa mais sustentável do Rali, sendo que já tinham vencido este prémio no Rali de Castelo Branco e Vila Velha de Ródão.
Quanto ao futuro, o jovem piloto de Vila Velha de Rodão assume que “saímos da Madeira com a motivação em alta. Faltam duas provas para o fecho da época e tudo faremos para defender esta nossa posição no pódio do CPR 2RM!”. A próxima prova será o Rali da Água Transibérico Eurocidade Chaves Verin, organizado pelo CAMI Motorsport, aprazado para os dias 13 e 14 de setembro.
Filipe Albuquerque e Ricky Taylor terminaram a jornada de Road America do Campeonato Norte Americano de Resistência na terceira posição do pódio.
A dupla luso-americana esteve, até bem perto do final da corrida, na liderança. No entanto, uma situação de bandeira amarela perto do final da corrida e uma paragem nas boxes nessa altura, viria a condicionar o resultado final.
“Um pódio é sempre um pódio, mas devíamos e merecíamos ter ganho. Estas corridas são sempre imprevisíveis e nunca podemos dar nada como adquirido. Eu e o Ricky fizemos as voltas mais rápidas da corrida e isso mostra o nosso andamento e a performance do carro. Infelizmente, a bandeira amarela no final da corrida veio comprometer todo o nosso trabalho. O Ricky ainda recuperou de último para terceiro em apenas oito voltas, uma verdadeira loucura. O terceiro lugar é um bom resultado, mas para nós tem sabor a derrota depois de tudo o que fizemos. Não há sentimento que explique perder assim”, disse Filipe Albuquerque.
Importante agora é centrar atenções nas duas últimas jornadas da temporada e assegurar este andamento: “Vamos voltar a testar para a semana, a equipa tem trabalho a fazer porque não podemos sair derrotados desta forma. Temos de melhorar e focar no objectivo”, rematou o piloto de Coimbra insatisfeito com o desfecho de Road America.
A próxima corrida do IMSA vai ter lugar a 22 de setembro em Indianapolis.
Depois da tempestade vem a bonança, foi precisamente com esse empenho estratégico que Ernesto Cunha perseguiu o pódio no Rali Vinho da Madeira, a sexta prova do Campeonato de Portugal de Ralis. O piloto do Skoda Fabia Rally2 EVO aplicou um ritmo rápido e sem erros, que lhe permitiu chegar ao final do rali na 3ª posição entre os concorrentes do CPR.
A fase de asfalto voltou a sorrir a Ernesto Cunha e Rui Raimundo, que abordaram o Rali Vinho da Madeira com a consciência das dificuldades desta prova. Para a equipa, os pontos arrecadados no arquipélago eram essenciais para garantir uma boa posição no campeonato e continuarem a evoluir no Skoda com resultados positivos.
Num fim-de-semana afastado de problemas, a dupla manteve-se na quarta posição do Campeonato de Portugal de Ralis ao longo de praticamente toda a prova, tendo ascendido ao terceiro posto após a Powerstage – Rosário 2.
Ernesto Cunha não esconde o entusiasmo do pódio alcançado nesta prova mítica, que teimava em não sorrir à equipa nas últimas edições: “Foi de facto uma grande aprendizagem e um desenvolvimento fantástico num rali tão desafiante e longo como este. Este 3º lugar é o nosso primeiro pódio na categoria máxima do Campeonato de Portugal de Ralis e é um excelente incentivo para nos mantermos entusiasmados e motivados para o futuro.”
“O carro esteve excelente ao longo de toda a prova e tenho de agradecer à ARC Sport, que teve um papel importante neste resultado com o seu conhecimento do carro”, completa ainda o piloto do Skoda Fabia Rally2 EVO.
O Campeonato de Portugal de Ralis está de regresso a 13 e 14 de setembro, com o Rali da Água em Chaves e Verin, mas a dupla deixa em aberto a vontade de marcar presença numa prova de asfalto extra, ainda antes dessa data.
Luís Ramalho saiu do Rali Vinho Madeira com o título absoluto de navegadores 2024 depois da vitória e pontuação máxima na sexta prova do calendário do Campeonato de Portugal de Ralis.
Líder da classificação desde o Rali Terras d’Aboboreira, o navegador de Armindo Araújo fechou já as contas a seu favor ao garantir uma margem de 63 pontos quando estão em disputa apenas 56. “Estou obviamente muito satisfeito com a conquista de um novo título absoluto de navegadores, mas o sabor desta conquista seria muito maior se pudesse festeja-lo junto com mais um campeonato do Armindo. Fizemos um excelente Rali Vinho Madeira e isso permitiu que ele seja agora o líder do CPR quando faltam duas provas até ao final da temporada. Vamos lutar por isso para que possamos terminar ambos o ano como vencedores”, afirma Luís Ramalho após a conquista do seu quarto título.
Para Armindo Araújo, a confirmação antecipada da conquista do campeonato de navegadores “é um motivo de grande satisfação para toda a equipa e um prémio pelo trabalho que vimos fazendo em conjunto. O Luís Ramalho tem sido uma peça fundamental nos êxitos que conseguimos alcançar e vamos juntos lutar ao máximo para podermos adicionar ao campeonato de navegadores o de pilotos”, disse o piloto de Santo Tirso.
A dupla Ricardo Teodósio – José Teixeira conseguiu no Rali Vinho Madeira 2024, o seu melhor resultado de sempre na prova disputada na Pérola do Atlântico, juntando a um quinto lugar à Geral, um segundo lugar nas contas do Campeonato Portugal de Ralis que lhe permite ascender ao terceiro lugar da competição organizada pela FPAK.
Apesar de algumas dificuldades sentidas, a equipa acaba por sair da Madeira com um resultado positivo e com boas perspetivas para as duas derradeiras provas do CPR2024
“Foi um rali onde o resultado acaba por ser melhor do que a exibição, mas sentimos que no fim das contas, conseguimos juntar o útil ao agradável, somando pontos importantes no CPR, conseguindo o nosso melhor resultado na ilha e ainda divertindo o público fantástico que encheu as estradas por onde passou o rali”, afirmou Ricardo Teodósio
José Teixeira por seu lado estava feliz com o resultado e aponta já aos próximos desafios. “Obviamente que saímos da Madeira felizes e com muito foco em entrar agora na luta pelos triunfos nos dois próximos ralis, que são normalmente provas onde conseguimos ser rápidos. Vamos lutar! Queremos triunfar em 2024, o nosso ano!”, afirmou o navegador Campeão Nacional. A próxima prova do Campeonato Portugal de Ralis é o Rali da Água, disputado em Chaves e Verin (Espanha). O Campeonato termina em Outubro, com a realização do Rallye Vidreiro Centro de Portugal.
Ricardo Filipe e José Martins não tiveram sorte na sua participação na edição 2024 do Rali Vinho da Madeira. A dupla que defende as cores da Olha o Cogumelo desistiu logo após a 4ª PEC, com problemas no Skoda Fabia R5, quando já rodava dentro do Top 10 das contas do Campeonato de Portugal de Ralis.
A participação na desafiante prova madeirense começou logo com o ‘pé esquerdo’. Durante o Qualifying, Ricardo Filipe deu um toque, não chegando sequer a marcar tempo, ficando por isso numa má posição para escolher a sua ordem de partida para a etapa inicial.
O arranque competitivo da prova foi cauteloso e na Super Especial “Cidade do Funchal”, cumprida ao fecho da tarde de quinta-feira, Ricardo Filipe optou por “um andamento conservador, até para limparmos o chip do percalço no Qualifying. Não queríamos cometer erros e acabamos por desfrutar de ambiente incrível, com muito público a assistir, como é apanágio nesta ilha, onde os ralis são vividos como em mais nenhum lugar. Por outro lado, deu para perceber que o carro estava bom e isso dava-me confiança para atacar o resto da prova”.
A manhã do segundo dia de competição incluía três classificativas e nem começou da melhor forma com a dupla da Olha o Cogumelo a dar um pequeno toque logo na primeira PEC (Campo de Golf 1) na sequência de “um alargar da trajetória numa direita, que atirou o carro para a zona suja, tocando no muro, mas, felizmente, sem consequências de maior, pois deu para controlar o Skoda e continuar, embora perdendo muito tempo”.
O percalço ditou a descida ao 16º lugar nas contas do CPR, mas o aguerrido piloto algarvio não ‘atirou a toalha ao chão” e, nas passagens por Palheiro Ferreiro 1 e Santana 1 registou por duas vezes o 9º tempo nas lides particulares do campeonato, subindo no fecho dessa secção matinal ao 10º lugar da geral, a poucos segundos dos pilotos que rodavam nos lugares logo acima, ficando claro que “o nosso andamento estava a ser forte e, em circunstâncias normais, poderíamos subir alguns lugares na classificação até final”.
Mas, a sorte nada quis com Ricardo Filipe. Logo que saiu do parque de assistência e quando rodava no percurso de ligação a caminho da primeira especial da tarde, o Skoda Fabia R5 começou a “a perder potência, fosse no modo Road, fosse no modo Race e, por precaução, não restou mais nada do que parar. Mal o Skoda chegou à assistência, percebemos que não era nada de grave, mas, depois de um rali tão azarado e sabendo que nada mais havia a fazer quanto à classificação, optamos por não alinhar no sábado”.
Em jeito de rescaldo da prova, Ricardo Filipe frisou no final que “andamos bem, mas foi um rali muito atribulado e para esquecer!… Pequenos erros, falta de sorte, tudo nos sucedeu. Fica a experiência, a satisfação por termos, uma vez mais, provado que o nosso ritmo está mais forte e agora vamos lá preparar da melhor forma o Rali da Água, muito importante para as nossas contas no campeonato”.
A próxima prova será o Rali da Água Transibérico Eurocidade Chaves Verin, organizado pelo CAMI Motorsport, aprazado para os dias 13 e 14 de setembro.
A TOYOTA GAZOO Racing Caetano Portugal voltou a destacar-se no panorama nacional do desporto motorizado, com uma excelente estreia para o Toyota GR Yaris Rally2 em troços de asfalto. Alexandre Camacho e Carlos Magalhães conseguiram o segundo lugar no Rali Vinho da Madeira e foram a melhor dupla portuguesa da prova.
A Pérola do Atlântico recebeu a 65.ª edição do Rali Vinho Madeira. 666,63 km percorridos, 189,70 deles contra o cronómetro, para encontrar a dupla e o carro mais rápido pelas belíssimas e exigentes estradas madeirenses. Numa lista com 85 inscritos, repleta de grandes nomes e excelentes máquinas, estava a dupla Alexandre Camacho / Carlos Magalhães, que tripulavam pela primeira vez o Toyota GR Yaris Rally2, em estreia nacional, no que diz respeito a provas de asfalto.
O desafio era grande. Camacho tentava a sétima vitória nesta prova, ao volante de um novíssimo carro, e também com um novo navegador ao seu lado. No entanto, o apoio da TOYOTA GAZOO Racing Caetano Portugal e da PLAY foi total e o piloto madeirense iniciou a prova, sabendo que tinha nas mãos um carro bem preparado e com potencial para lutar pela vitória.
Alexandre Camacho começou o Rali Vinho Madeira numa toada cautelosa, arriscando pouco na Super Especial da Cidade do Funchal. Num troço onde nada se ganha e tudo se pode perder, Camacho optou por um ritmo menos intenso, guardado o melhor para os restantes dias do rali.
O segundo dia de prova (sexta-feira) começou com Camacho a recuperar algum tempo, sendo presença constante no top 5 das especiais da manhã. Apenas a passagem por Palheiro Ferreiro 1 (PEC 3) não correu tão bem como desejaria, perdendo um pouco mais de tempo, que foi recuperado logo a seguir, no último troço da manhã. O Toyota GR Yaris Rally2 n.º 3 terminou essa secção na quarta posição da classificação geral, a 12,6 segundos da liderança.
A secção da tarde começou bem, com Camacho a recuperar terreno para os homens da frente, beneficiando inclusive da desclassificação de um adversário que seguia na liderança. Terminou as três PEC´s da tarde sempre no top 3 e fechou o segundo dia de prova a 15,2 segundos da liderança do rali, sabendo que no dia seguinte entraria na parte do rali onde, habitualmente, é mais forte. Esperava-se um Camacho ao ataque no último dia de competição, uma oportunidade para ver do que o GR Yaris Rally2 era capaz. Nota para as evoluções constantes que foram sendo feitas na afinação do carro em busca de uma afinação que permitisse um andamento ainda melhor.
Chegou o terceiro e derradeiro dia de prova (sábado) e todo o potencial do piloto e da máquina começaram a ficar claros. A secção da manhã deu-nos um Alexandre Camacho determinado em chegar ao primeiro posto e, apesar de alguns percalços, conseguiu estar sempre nos três mais rápidos de cada especial.
Esta regularidade valeu-lhe o segundo lugar na classificação geral, no final da secção da manhã, encarando os últimos quatro troços com apenas 3,6 segundos de desvantagem para o primeiro classificado. Só nesta manhã, conseguiu recuperar 11,6 segundos para o líder, prova que a velocidade e regularidade do piloto madeirense, aliada à mais-valia do GR Yaris Rally 2, cada vez melhor, começavam a dar frutos. Camacho tinha pouco menos de 50 km para tentar chegar à vitória.
A tarde começava com Camacho a manter-se perto do primeiro posto, mantendo-se sempre entre os três pilotos mais rápidos. Na penúltima especial cedeu mais algum tempo ao seu adversário, mas entrava no último troço do rali, a Power Stage, com apenas 5,4 segundos de diferença para o primeiro classificado. Camacho tentou chegar ao triunfo, mas o líder não largou o primeiro lugar, pelo que a dupla da TOYOTA GAZOO Racing Caetano Portugal terminou a prova no segundo lugar à geral, sendo a melhor dupla lusa.
Foi uma excelente estreia do GR Yaris Rally2, um carro que ainda dá os primeiros passos na competição, mas que já mostrou o seu potencial, e uma excelente prova de Alexandre Camacho, que vem de uma paragem algo prolongada, sendo mais uma vez muito competitivo nesta que é a “sua prova”.“Uma satisfação muito grande. Este segundo lugar é como se fosse uma vitória. A cada dia íamos descobrindo o carro, conhecendo melhor a máquina e fazer as respetivas alterações para sermos cada vez melhores. Se tivéssemos o acerto de afinação que encontramos hoje no dia de ontem se calhar o desfecho podia ter sido diferente. Há muito desenvolvimento a fazer neste carro, mas estamos muito satisfeitos. A TOYOTA GAZOO Racing Caetano Portugal e a Play só podem estar felizes por este resultado” disse Camacho no final da prova.