O Campeonato de Portugal de Ralis 2024 começou de forma menos feliz para a dupla campeã nacional, composta por Ricardo Teodósio e José Teixeira.
Os algarvios chegavam a Fafe como um dos favoritos à vitória, mas não conseguiram a adaptação ideal aos traiçoeiros troços do rali organizado pela Demoporto, muito fruto das condições meteorológicas adversas que se fizeram sentir ao longo do fim-de-semana no norte do país. Terminado o rali com um quinto lugar na classificação dedicada ao Campeonato de Portugal de Ralis, a dupla já aponta a atenção para o seu rali, o Rali do Algarve que se disputa dentro de aproximadamente três semanas.
“Não foi de todo o início de campeonato que esperávamos, mas todos sabemos que nos ralis, como em tantas outras coisas, não é como começa, mas sim como acaba. Só no fim da época se fazem as contas. O ano passado também não começámos bem em Fafe e no fim sorrimos com o terceiro título”, começou por afirmar Ricardo Teodósio que depois explicou um pouco melhor o fim-de-semana menos positivo: “Os troços estavam muito difíceis e quando chegamos à primeira ou segunda curva e não encontramos o grip certo e apanhamos um susto, fica tudo mais difícil. Naturalmente que perdemos um pouco de confiança e num campeonato tão equilibrado é o suficiente para perdermos logo o contacto com a frente da corrida. O sábado de manhã acabou por não nos ser favorável com um problema no sensor do acelerador que nos fez perder potência no motor… enfim temos de começar já a pensar no Rali do Algarve, onde queremos demonstrar que estamos cá para lutar pelo quarto título nacional”.
Já José Teixeira não esconde esta desapontado com o resultado, mas também vira o foco para o próximo rali: “Todos esperavam mais de nós, mas os ralis são assim. Temos de levantar a cabeça, olhar para o que não correu tão bem e acreditar que somos bastante melhores do que aquilo que os resultados demonstram. Vamos estar a todo o gás no Algarve, com ambições redobradas para a vitória!”, afirmou. A representar o Team Hyundai Portugal, num Hyundai i20 N Rally2, Teodósio vai agora preparar a participação no Rali do Algarve, que está agendado para os dias 15 e 16 de Março.
Os pilotos Wingmotor Honda, Gonçalo e Salvador Amaral, vão iniciar a temporada do Campeonato Nacional de Todo-o-Terreno 2024 de novo juntos, dando continuidade ao seu projeto desportivo, que assumem em conjunto desde o ano 2021. Sempre a ocupar as posições cimeiras das classes que disputam, os irmãos Gonçalo e Salvador Amaral vão estar à partida para a ESC Online Baja TT Montes Alentejanos, jornada inaugural do CNTT 2024 que de 29 de fevereiro a 3 de março vai percorrer as fantásticas pistas de Beja.
Gonçalo Amaral que em 2023 conquistou o pódio entre os juniores, o quarto lugar entre os TT2 e um lugar no TOP 10 absoluto assume neste arranque uma postura cautelosa, salientado que vamos ver como corre o arranque da época. Obviamente que vamos dar o nosso melhor e queremos o melhor resultado possível, mas não vamos sonhar alto demais para esta primeira corrida, porque esta primeira prova é a que marca o regresso à competição. Vamos apalpar terreno e ver como está tudo. O mais importante é garantir que não há surpresas e que corre tudo bem. Relativamente à época queremos obter o melhor resultado possível no Campeonato Nacional de Todo-o-Terreno. Também é nosso objetivo fazermos algumas corridas de navegação. Queremos muito dar os primeiros passos neste domínio. Queremos sempre dar o nosso melhor e divertirmo-nos.
Depois de conquistar o pódio entre os TT1 na pretérita temporada, Salvador Amaral que ocupou regularmente as primeiras posições nesta classe, optou este ano por dar o salto e começar a disputar a classe mais desafiante entre as motos. O desafio passa por uma moto de 450cc, tal como o irmão e preparar-se para novas aventuras. Vou entrar numa classe completamente nova para mim, vou competir na classe rainha do nosso campeonato. Decidimos começar a correr numa 450cc de forma a começar a pensar em fazer ralis no futuro. A ideia seria começar já este ano com a prova de Grândola organizada pelo ACP. Vamos à descoberta e tentar perceber se conseguimos ou não ser competitivos nesta nova cilindrada. Temos feito alguns testes à mota, estamos a tentar melhorá-la e vamos com tudo para que seja um excelente início de campeonato, salienta Salvador Amaral.
A ESC Online Baja TT Montes Alentejanos disputa-se de 29 de fevereiro a 3 de março. A prova arranca desportivamente na sexta-feira, com a disputa de um prólogo com 7,43 km no local habitual, localizado junto do Campo de Tiro na Herdade Cabeça de Ferro. Na sexta-feira decorrerá também a apresentação oficial de todos os concorrentes a partir das 20:00 horas no Pódio do evento, que fica localizado no Parque de Feiras e Exposições de Beja. Em ambos os dias do fim-de-semana, os concorrentes vão ter pela frente a um setor seletivo 140,61 km. A prova terá um total de 359,90 km dos quais 288,65 serão disputados ao cronómetro.
A cidade de Valongo acolhe nos próximos dias 2 e 3 março a jornada inaugural da edição 2024 do Campeonato Portugal Trial 4×4, numa organização do Clube Trilhos do Norte, numa longa e vindoura parceria com o Município local.
Este, que será o 13º ano que Valongo acolhe uma edição do Trial 4×4 (sétima sob a égide da FPAK), com elevado espetáculo e emoção. Reconhecida pela “Capital do Desporto Outdoor” e com um rico património natural integrando o Parque das Serras do Porto e integrado na região do Grande Porto, a cidade de Valongo é já uma referência nacional do Trial 4×4.
A vertente competitiva está agendada para o dia de domingo (3 março) bem preenchido e recheado de muita ação; enquanto a tarde de sábado (2 março) está reservada às verificações e parque fechado. Uma das principais novidades para esta edição, será os treinos cronometrados que irão preencher toda a manhã de domingo, com três horas muito movimentadas, com as viaturas a utilizarem um percurso paralelo à pista de resistência, em busca dos melhores tempos, volta a volta e sem limite de passagens. A prova de resistência acontecerá a partir das 14h30m da tarde de domingo.
Em termos gerais, a estrutura da pista e toda a sua envolvência, será um pouco semelhante à da edição transata, surgindo como novidade, a introdução de um novo trial e o ajuste em cerca de 80% dos restantes oito, num total de nove triais. A nível da disposição dos mesmos ao longo dos cerca de 5kms de extensão, os obstáculos estarão concentrados, possibilitando um dosear de esforços do navegador e uma melhor gestão da viatura.
Uma pista mítica e com longa história na modalidade do CPT4x4, dada as suas características, quer da localização quer na possibilidade de proporcionar diversas alterações na composição dos obstáculos, em maior número naturais, como tem sido tradição nesta zona denominada pela lousa. Nesta edição, a organização a cargo do Clube Trilhos do Norte, diligenciou uma zona de “lavagem das viaturas”, após a conclusão da prova (depois das mesmas serem retiradas do parque fechado), num espaço demarcado no final das boxes, possibilitando que as viaturas possam ser transportadas mais “leves” e limpas.
No que concerne à segurança, fator preponderante desta organização, será assegurada através das inúmeras barreiras, para que sejam disponibilizadas as melhores condições para as equipas, mas também para o público assistir ao espetáculo que estas proporcionam, numa prova do CPTrial4x4. No local as equipas terão à sua disposição um amplo espaço para a montagem das boxes e parque de estacionamento, assim como para todos o restante “staff” e publico em geral.
O secretariado, que conjuga as verificações administrativas e técnicas terá como base a Camara Municipal de Valongo, com o parque fechado a ser instalado na Rua Emidio Navarro (feira). Toda a ação competitiva agendada para o dia 3 março, domingo, será junto ao “Continente, Biblioteca e Escola Básica do Valado.
A Veloso Motorsport esteve na penúltima jornada da Porsche Sprint Challenge Southern Europe, disputada este fim de semana no traçado espanhol Ricardo Tormo em Valência, com o Porsche 911 (992) GT3 Cup pilotado pelo britânico Angus Whiteside.
O condensado programa da competição levou o piloto da Veloso Motosport a cumprir os treinos livres, as qualificações e as duas corridas desta penúltima jornada da PSCSE no dia de sábado. Depois de um cuidado trabalho de afinação do Porsche 992 GT3 Cup, a Veloso Motorsport deixou nas mãos de Angus Whiteside um carro capaz de lutar pelos primeiros lugares da grelha de partida.
Porém, numa competição tão aguerrida e onde tudo se discute ao centésimo de segundo, os pormenores fazem a diferença. Angus Whiteside deu tudo para chegar aos primeiros lugares, mas por bem menos de meio segundo o piloto da Veloso Motorsport ficou na sexta posição, a menos de dois décimos da primeira fila da grelha.
Este detalhe diz muito da competição dentro da Porsche Sprint Challenge Southern Europe. Na segunda qualificação, a infelicidade bateu à porta da Veloso Mototsport e o britânico não conseguiu participar na sessão saindo de último da grelha de partida para a segunda corrida.
A primeira corrida do fim de semana de Valência acabou com um quarto lugar para Angus Whiteside. O piloto da Veloso Motorsport tudo fez para chegar ao pódio, mas uma vez mais o aguerrido pelotão acabou por deixar o britânico a defender-se de quem vinha atrás, esquecendo, por isso, a luta pelo pódio. Uma corrida intensa e, como sucede na competição, muito bem disputada.
A segunda corrida foi totalmente diferente e foi possível ver um Angus Whiteside agressivo e determinado em recuperar do azar tido na qualificação. O piloto britânico da Veloso Motorsport saiu de 30º e recuperou até ao 9º lugar. E qua do estava a lançar o ataque aos pilotos que seguiam no Top 5, a corrida tornou-se demasiado conturbada.
Muitos acidentes, uma bandeira vermelha e duas entradas em pista do Safety Car cercearam a extraordinária recuperação do piloto da Veloso Motorsport. Para cúmulo do azar, acabou abalroado por outro piloto, terminando Angus Whiteside de forma inglória a sua participação numa corrida onde o Top 5 estava ao seu alcance. Recordamos, saindo do 30º lugar da grelha de partida!
O balanço final deste fim de semana de corridas em Valência com Angus Whiteside na Porsche Sprint Challenge Southern Europe é, ainda assim, positivo. A evolução do piloto é evidente, o trabalho da Veloso Motorsport começa a dar frutos e a equipa está muito motivada para a derradeira jornada da competição no circuito de Barcelona já no próximo fim de semana.
Luís Veloso, CEO Veloso Motorsport: “Numa competição onde tudo é decidido ao milésimo de segundo, os pequenos detalhes fazem a diferença. Apesar disso, o Angus esteve muito bem na primeira corrida e excelente na segunda manga. A recuperação de 30º para 9º estava a ser épica e prometia muito mais. Infelizmente, a corrida transformou-se num amontoado de acidentes com uma bandeira vermelha e dois Safety Car, travando a recuperação e acabando, mesmo, num abandono devido a um toque. As corridas são mesmo assim e agora vamos cuidar do Porsche 992 GT3 Cup e deixá-lo pronto para a última jornada do PSCSE que se realiza em Barcelona e onde vamos querer terminar em alta.”
Foi com a companhia da chuva que os pilotos do campeonato do mundo Moto2 estiveram nos últimos dois dias no Autódromo Internacional do Algarve. Sem outras categorias como aconteceu com as MotoE e Moto3 que tinham partilhado as sessões nos dois dias anteriores, os pilotos das Moto2 contaram desta feita com a ‘benção’ da chuva que condicionou os trabalhos agendados para este regresso ás pistas mais de oitenta dias depois do derradeiro GP de 2023.
Com as condições climatéricas a limitarem toda a acção da manhã de Sábado foi apenas nas duas derradeiras horas do dia que finalmente ficaram reunidas condições mínimas para que os 27 pilotos presentes entrassem em pista – até então apenas 12 pilotos tinham efectuado voltas cronometradas – e no final desse período foi o madrileno Manuel Gonzalez quem assinou a melhor volta com uma passagem aos 4.592 metros do circuito em 1m42.797s. O novo recruta da QJMotor/Gresini efectuou um total de 41 voltas e bateu Aaron Canet – a estrear-se aqui com as cores da Fantic – por apenas 69 milésimas de segundo. O terceiro mais veloz foi Tony Arbolino com uma melhor volta em 1m43.042s, na frente de Marcos Ramirez e Jake Dixon que pela primeira vez mostrou as cores da CF Moto no mundial Moto2.
Este Domingo e com a chuva quase sempre presente ou a espreitar entre as nuvens foram apenas nove os pilotos que entraram em pista e no final do dia o melhor tempo reflectiu bem as condições pouco adequadas a passagens rápidas. O britânico Jake Dixon foi o mais veloz com uma volta ‘lenta’ em 1m44.998s – que lhe valeria a 18ª posição no dia anterior – batendo Fermin Aldeguer e Alonso Lopez, os dois pilotos da Boscoscuro.
Nos últimos 40 minutos de ‘pista aberta’ o som dos motores Triumph que equipam a categoria deixou mesmo de se ouvir e ainda antes da bandeira de xadrêz eram já muitas as equipas que preparavam o regresso à estrada para os sempre bem decorados camiões que fazem parte do ‘paddock’.
A um mês da realização do GP de Portugal o Autódromo Internacional do Algarve prepara já aquela que será uma grande festa do motociclismo e em breve serão anunciadas todas as actividades que serão parte do programa da sexta visita do campeonato do mundo a solo algarvio e ao circuito junto a Portimão, evento para o qual os bilhetes continuam à venda em: www.autodromodoalgarve.com.
João Ferreira e Filipe Palmeiro entram em todas as corridas para vencer e o Abu Dhabi Desert Challenge, segunda ronda do Campeonato do Mundo de Rally Raid (W2RC), não será exceção.
Depois de um Dakar Rally positivo, mas que não terminou com o resultado esperado, o piloto de Leiria arranca para a segunda prova do campeonato com ambições de lutar pela vitória, mesmo sabendo do favoritismo que pode ser dado a outros adversários.
“Partimos com muita vontade de continuar a demonstrar o nosso potencial e tentar melhorar o desempenho que mostrámos no Dakar. Fizemos esta prova em 2023, mas há adversários locais com mais experiência, por isso, vamos ter de aproveitar as oportunidades que surgirem para tentarmos a vitória”, explicou o piloto de 24 anos que acrescentou que “um campeonato do Mundo é disputado etapa a etapa e só no fim podemos fazer as contas. Assim, o grande objetivo da nossa participação será sempre a aprendizagem máxima e somar o máximo de pontos a pensar no objetivo final.”
O Abu Dhabi Desert Challenge é o segundo evento do Campeonato Mundial de Rally Raid da FIA e terá partida e chegada na cidade de Abu Dhabi. Durante a prova, o bivouac ficará instalado em Al Dhannah e Mzeer’ah. O terreno do ADDC consiste em 5% de pedra, 5% de terrenos diferenciados, 35% de dunas e 55% de deserto aberto. A prova terá 1.180 km cronometrados, de um total de 2.143 km, distribuídos por um prólogo e 5 etapas.
Kris Meeke e James Fulton, do Team Hyundai Portugal, iniciaram de forma brilhante o Campeonato de Portugal de Ralis (CPR), ao triunfarem, de forma categórica, no Rali Serras de Fafe, Felgueiras, Boticas e Cabeceiras de Basto.
O Hyundai i20 N Rally2 do piloto britânico foi o mais rápido em 9 das 11 classificativas (110,3 km ao cronómetro) da prova de abertura da temporada do CPR, numa prova em que o seu colega de equipa e campeão nacional em título, Ricardo Teodósio, enfrentou algumas dificuldades, conseguindo, apesar de tudo, terminar na sexta posição.
“Foi ótimo começar a época com uma vitória, o que me deixa imensamente feliz por poder oferecê-la ao Team Hyundai Portugal. Tenho um ‘feeling’ ainda melhor, face à época anterior, com o i20 N Rally2, desfrutando de um rali com classificativas fantásticas. Nunca tinha feito o troço do Seixoso quando corri no WRC, do mesmo modo que foi a primeira vez que andei em Luílhas nestas condições. Estas são algumas das melhores classificativas do Mundo! Há muito tempo que não sentia tanto prazer num rali. Quanto ao triunfo, procurei manter sempre uma margem de segurança para os adversários e acabou por correr tudo bastante bem. Estou muito contente”, afirmou, no final, visivelmente satisfeito, Kris Meeke, que ainda foi o vencedor da Power Stage.
O Renault 5 E-Tech 100% elétrico é um automóvel único. Para o Grupo Renault, representa a estratégia de relançamento da Renaulution, bem como a renovação industrial e a transição para a era elétrica da sua marca icónica.
Desenvolvido através de métodos de trabalho inovadores, o modelo de produção tem toda a magia e encanto de um show-car. Foi desenvolvido em apenas três anos, em vez dos habituais quatro. Repleto de tecnologia elétrica e digital, terá também um preço competitivo.
Para alcançar este resultado no segmento dos citadinos compactos acessíveis, o Grupo recorreu a todas as suas competências, nomeadamente à Renault, à Ampere, empresa do Grupo Renault especializada em veículos elétricos e software, e à Mobilize.
Para este projeto, o Grupo apoiou-se na sua nova organização ‘multi-especializada’, criada para acompanhar a evolução tecnológica deste setor, através de uma abordagem ágil, inovadora e eficaz. Por exemplo, a Ampere trouxe à Renault uma vantagem competitiva inegável, com o rápido desenvolvimento de uma plataforma original dedicada aos pequenos automóveis elétricos, juntamente com um forte ecossistema industrial na Europa. Assim, a Renault está em condições de desenvolver uma nova gama de automóveis elétricos atrativos, que é liderada pelo Renault 5 E-Tech 100% elétrico.
Quando o Renault 5 foi lançado, em 1972, o seu design original e moderno causou sensação. Os para-choques em plástico, a carroçaria e os faróis de cores vivas davam-lhe um aspeto arrojado, quase humano. Posicionado para refletir a mudança que se vivia na sociedade, foi um sucesso imediato, particularmente entre mulheres e jovens, uma nova base de clientes na época. Era uma lufada de ar fresco, simbolizando a liberdade e a alegria de viver.
E… como é que se recria um ícone cuja popularidade nunca diminuiu? Qual é a melhor maneira de o transformar num novo objeto de desejo, não só para os que recordam a aventura do Renault 5 original, mas também para as gerações mais jovens com expectativas diferentes, num mundo em plena transição elétrica e digital? Que valores devem orientar este renascimento? São algumas das questões que influenciaram o trabalho da equipa de projeto, desde os aspetos visuais até ao desenvolvimento e lançamento deste novo Renault 5 para o século XXI.
A equipa de design tinha muito para experimentar. Adotaram uma abordagem profundamente emotiva no seu trabalho, usando um estilo “retrofuturista”. Cores vivas, faróis de aspeto atrevido, farolins traseiros verticais, apêndices esculpidos, tejadilho colorido, grelha de ventilação no capot e muito mais: o Renault 5 E-Tech 100% elétrico traz muitas referências ao estilo ‘irrequieto’ do seu antecessor. A ideia era dar uma nova roupagem aos pormenores que estão na memória das pessoas, em sintonia com o século XXI e com a transição elétrica.
A grelha de ventilação no capot do modelo original foi reinventada para acompanhar os novos tempos. Atualmente, é um indicador de carga com a forma do icónico número 5. Quando o condutor se aproxima do veículo, este acende-se, ilustrando a estreita interação entre o homem e a máquina. Outro exemplo de interface humanizada é a sequência de boas-vindas dos faróis LED, em forma de pupila, que ‘piscam’ ao condutor. Ausentes do Renault 5 original, mas hoje indispensáveis para uma eficácia otimizada, são os elementos aerodinâmicos. Atualmente estão presentes, mas são invisíveis, como o vidro aerodinâmico colocado sobre os faróis traseiros para otimizar o fluxo de ar.
A emoção inspirada pelo design exterior reflete-se no interior. O condutor é acolhido de forma particularmente calorosa. O Renault 5 E-Tech 100% elétrico dispõe de um grande ecrã tátil multimédia de 10″, com uma interface fluida e luminosa. O design gráfico e sonoro da sequência de boas-vindas foi desenvolvido em colaboração com o instituto de música e som Ircam e com Jean-Michel Jarre. O famoso artista, compositor e autor, é um pioneiro da música eletrónica, com uma paixão pela tecnologia. Também desenvolveu as sonoridades a bordo e o VSP (Vehicle Sound for Pedestrians), um alarme externo emitido pelo automóvel a velocidades inferiores a 30 km/h, para avisar os peões.
Sob o capot, o motor do Renault 5 E-Tech 100% elétrico é mais compacto do que os motores do Megane E-Tech 100% elétrico e do Scenic E-Tech 100% elétrico, nos quais se baseia. Mantém-se fiel à tecnologia síncrona de rotor bobinado, preferida pela Renault. Como não tem ímanes permanentes, não utiliza terras raras, reduzindo assim o seu impacto ambiental. Aproveitando a experiência dos seus antecessores em termos de durabilidade, o motor estará disponível com três potências: 110 kW, 90 kW e 70 kW.
O Renault 5 E-Tech 100% elétrico é um automóvel polivalente, tanto em cidade como em vias rápidas, graças ao seu carregador AC de 11 kW, ao seu carregador DC de 80 kW ou 100 kW e à sua bateria de 52 kWh, que lhe permite uma autonomia de até 400 km WLTP. Pode mesmo rebocar um atrelado, com uma capacidade de reboque de 500 kg, uma raridade no segmento dos citadinos elétricos.
Acima de tudo, é extremamente ágil, com uma suspensão dianteira otimizada e um raio de viragem reduzido. A suspensão traseira multi-link, inspirada nos segmentos topo de gama, proporciona níveis de aderência à estrada e desempenho até agora desconhecidos neste segmento. Tudo isto traduz-se num prazer de condução excecional, sem renunciar ao conforto.
No regresso ao Campeonato de Portugal de Ralis, Rafael Cardeira e Luís Boiça apresentaram-se em Fafe, na estreia aos comandos de um Peugeot 208 Rally4. Numa jornada que se revelou extremamente dura no que toca a condições climatéricas, apesar da ordem de partida menos favorável, a equipa segurou o 7º posto nas Duas Rodas Motrizes.
Foi com uma abordagem evolutiva que o piloto do Sporting Clube de Portugal enfrentou os troços de Fafe, Cabeceiras de Basto e Boticas, numa prova onde era fundamental uma aprendizagem rápida do novo carro. Cardeira faz um balanço positivo, sabendo que tem um longo caminho pela frente: “Foi um rali com condições meteorológicas difíceis, onde a ordem de partida face aos nossos concorrentes das Duas Rodas Motrizes também teve um fator de dificuldade, pois ficámos separados por mais de 20 carros na partida, o que levou a que encontrássemos o piso muito mais degradado e condições climatéricas diferentes. Nunca tínhamos testado o Peugeot com condições semelhantes, mas faz parte do trajeto de aprendizagem e era indispensável chegarmos ao final da prova.”
Como já vem sendo habitual no Rali Serras de Fafe, a mistura de condições de chuva, nevoeiro, lama e até neve, acrescentou um elemento de dificuldade acentuado para as Duas Rodas Motrizes. O Piloto da Marinha Grande acrescenta: “Foi um rali muito difícil em todos os momentos, mas estamos determinados em prosseguir com o trabalho para que nas próximas provas nos possamos posicionar nos primeiros lugares.”
O próximo desafio do Campeonato de Portugal de Ralis será o Rallye Casinos do Algarve, que terá lugar já a 15 e 16 de março, com a prova a passar por Portimão, Silves e Vila do Bispo.
Está a chegar a primeira ronda do Campeonato de Portugal de Todo-o-Terreno (FPAK) e Campeonato Nacional de Todo-o-Terreno (FMP). A Baja TT Montes Alentejanos, que se disputa em Beja já no próximo fim-de-semana, marca o arranque de uma temporada que se espera competitiva e onde a Benimoto Racing quer continuar a pautar a sua atuação de forma assertiva como já habituou os seus seguidores ao longo das últimas temporadas.
Nesta primeira ronda, a equipa do distrito de Leiria vai contar com um total de seis viaturas em prova, três no CNTT e outras tantas no CPTT, com destaque para o antigo Campeão Nacional de Ralis, Bernardo Sousa, que se aventura pela primeira vez numa prova de Todo-o-Terreno, ao volante de uma viatura da agora denominada categoria Challenger (antigos T3) e navegado pelo superexperiente Hugo Magalhães. Ainda na vertente dedicada à competição organizada pela FPAK, Filipe Cameirinha fará dupla com Jéremy Dubois e procurará dar continuidade ao excelente trabalho desenvolvido na temporada passada. Já Nuno Faria parte à aventura navegado por João Martins. Já na categoria SSV, a equipa contará também com três viaturas em prova, sendo estas conduzidas por Hélder Novo e Sérgio Batista que vão atacar a prova de forma individual, enquanto Ricardo Filipe será navegado por Carlos Dias numa viatura Stock.
Recorde-se que a Benimoto Racing é uma estrutura profissional que apoia diversos pilotos e equipas no CPTT e CNTT, tem como principal objetivo o desenvolvimento das especificações e componentes dos veículos SSV, T3 e T4 no sentido de conseguir proporcionar as condições mais competitivas para todos os pilotos alcançarem os melhores resultados. Uma das novidades para a Beja será o novo Can-Am Maverick R, que irá competir na classe SSV, e que será certamente um novo sucesso no todo-o-terreno. A Benimoto Racing já está a testar componentes de fabricantes de várias partes do globo para tornar este novo modelo ainda mais competitivo.
Leonel Ferreira, administrador da Benimoto e responsável máximo da mostra-se entusiasmado com o reinício da competição. “É com muito entusiasmo que a Benimoto Racing marca presença em mais uma temporada no CPTT e CNTT. Acolhemos os pilotos, navegadores e membros da equipa como parte da nossa família e queremos que todos se sintam em casa. Para esta época, e como sempre, prometemos trabalho, dedicação e muito empenho para que todos os nossos pilotos cumpram os objetivos a que se propõem e terminem cada prova com um sorriso no rosto”, garantiu.
A Baja TT Montes Alentejanos, primeira ronda do CPTT e CNTT, arranca na próxima sexta-feira com a realização do Prólogo e é uma organização do CPKA. Para Sábado e domingo estão previstos dois setores seletivos que prometem animar a região de Beja.