Foi uma autêntica odisseia a participação de Miguel Carvalho e António Reis no Rali Serras de Fafe, Felgueiras, Boticas e Cabeceiras de Basto 2024. Para além de terem enfrentado condições meteorológicas adversas, a prova que não correu da melhor forma devido a problemas mecânicos, mas a resiliência da dupla do Hyundai i20 N5 viria a ser recompensada com um positivo 2º Lugar nas contas do Campeonato Promo de Ralis.
E seria logo desde a Qualifying Stage, que a estreia do novo carro se revelou complicada, mercê de alguns problemas técnicos. Depois, ao longo da prova, a dupla sofreu com a perda de tração na frente e, como tal, Miguel Carvalho e António Reis entraram em “modo de gestão de danos”, levando o carro até final.
“Infelizmente, em termos exibicionais, o nosso desempenho ficou aquém das expectativas devido às restrições impostas pelo problema no diferencial dianteiro. Sob estas circunstâncias, conseguimos alcançar um resultado pontualmente positivo, apesar das limitações técnicas”, relata Miguel Carvalho.
O piloto de Barcelos enfatiza que “felizmente, conseguimos terminar e alcançar um excelente 2º lugar, que pode vir a ser importante nas contas do título. A equipa está totalmente empenhada em analisar e resolver os problemas no carro antes do Rali do Algarve. Sob condições normais do Hyundai i20 N5, acreditamos que estaremos na luta pelas vitórias!”.
Carvalho remata agradecendo “a compreensão dos fãs e da nossa equipa técnica. Queremos ainda agradecer aos nossos patrocinadores Laboratório de Análises Clínicas de Barcelos, Auto Duarte Mecânica, Go Agency, Pictotrucks, LiveOfir, Caifai Malhas e Confecções, Recauchutagem Ramôa, Máximo GYM, Jota Jota Publicidade e, com uma palavra especial, ao Paulo Amortecedores que, em tempo recorde, trabalhou nas nossas suspensões e as pôs a trabalhar de tal forma que o Hyundai parecia uma “pantufa” nos troços”.
O piloto algarvio, navegado por Filipe Carvalho, logrou ultrapassar todas as armadilhas da edição 2024 do Rali Serras de Fafe, Felgueiras, Boticas e Cabeceiras de Basto. Foi a estreia com o Skoda Fabia R5, almejando terminar no 10º posto entre os pilotos que disputam o CPR.
“Decididamente, este foi um dos ralis mais difíceis da minha carreira!… Chuva, frio, lama, neve e, para terminar em beleza, nevoeiro na segunda passagem pela Lameirinha!… foi épico!”, começa por relatar Ricardo Filipe, ao fazer o balanço desta sua estreia ena temporada de 2024 e também debutando aos comandos do Skoda Fabia R5 da Olha o Cogumelo.
Desde o arranque que se percebeu as condições em que o rali estava a ser disputado exigiam muito foco e capacidade de gestão do andamento e o piloto algarvio foi mantendo um ritmo conservador, sem que enjeitasse estar sempre na luta pelo Top 10 das contas referentes ao Campeonato de Portugal de Ralis.
A primeira passagem por Cabeceiras de Basto, na manhã de sábado, foi um “click” para a equipa optar por uma toada mais conservadora: “apanhamos alguns sustos e, logo aí, decidimos não arriscar mesmo nada e utilizar o que restava do rali para fazermos quilómetros e aprendermos mais sobre o Skoda, garantindo ainda um resultado neste arranque de temporada”.
Ricardo Filipe afirma que “nos sentimos orgulhosos por termos conseguido ultrapassar todas as dificuldades do rali, por termos conseguido evitar erros de monta e por também termos sido capazes de cumprir com o programa de desenvolvimento do nosso andamento e da adaptação ao carro. Temos noção de que o nosso ritmo está a melhorar e de forma consistente e, agora, temos de trabalhar ainda mais para conseguir bons resultados, contando sempre com o excelente trabalho da Racing 4 You”, enfatizando que “sabemos o que temos de fazer para andar taco-a-taco com os adversários que nos servem de referência. E é isso que iremos tentar fazer, sobretudo nas provas que se disputem em condições mais normais”.
Agora, olhos já postos na próxima prova: “estou obviamente muito entusiasmado com o que poderemos fazer no Rali Casinos do Algarve. Vou estar em casa e, obviamente, queremos conseguir andar rápido e obter uma boa classificação”. O Rally Casinos do Algarve está agendado para os dias 15 e 16 de março.
Depois de dois dias épicos em que tudo fizeram para suplantar problemas físicos do piloto e vários problemas técnicos no Mitsubishi Lancer EVO VII, Henrique Rodrigues e Daniel Rodrigues viram fugir no Serras de Fafe um lugar no pódio do Campeonato Promo de Ralis, quando foram forçados a desistir a apenas duas especiais do fecho da prova.
Mas o desaire em nada mancha a exibição muito segura da dupla duriense que, com sabedoria, soube optar por um ritmo competitivo, mas seguro, ultrapassando chuva, neve, lama e frio, bem como a dureza já natural de um rali longo e em pisos de terra.
Cedo se percebeu que Henrique Rodrigues e Daniel Rodrigues tinham todas as armas para garantirem o 3º lugar da geral do Promo de Ralis, ficando claro que só a maior competitividade dos dois carros N5 das duas equipas que estavam à sua frente impediam que pudessem almejar chegar ainda mais acima na classificação.
E alcançaram desde o arranque um bom posicionamento na geral do Promo de Ralis, sendo ainda de realçar os tempos positivos que conseguiram fazer, apesar dos muitos problemas que enfrentaram.
“Tivemos problemas desde sexta-feira de manhã, primeiro com a centralina e depois com o travão de mão a não ajudar… tudo isto nos tirou confiança e determinação na altura em que é necessário ter para atacar cada classificativa como tem de ser. O rali é muito longo, mas com troços espetaculares, que não estavam nas melhores condições por causa do mau tempo, mas é uma condicionante para todos igual”, relata Henrique Rodrigues.
O piloto reconhece que “não estávamos confiantes na sexta-feira e no sábado também não… surgiram de novo problemas no travão de mão pela manhã e mais á frente problemas de caixa de velocidades, tendo esta acabado por ceder no penúltimo troco do rali, quando ocupávamos o terceiro lugar do campeonato Promo de Ralis. Mas, antes, já tínhamos feito Lameirinha 1 sem quarta velocidade e com problemas pensava eu na embraiagem… os arranques em todas as classificativas eram feitos com calma para não estragar nada e poupar o material e só utilizávamos a caixa de velocidades e embraiagem mesmo se fosse necessário, pois a embraiagem não estava boa…”
Henrique Rodrigues não esconde a frustração: “foi um final inglório por tudo que passamos, pelas dificuldades físicas que tivemos, mas é mesmo assim… Pelo menos, ficamos seguros de que temos andamento para discutir o pódio em todas as provas. Quero agradecer a todos pelo apoio, principalmente aos nossos patrocinadores, famílias e à equipa técnica da Matos Competições”.
O regresso da Sports & You ao Campeonato de Portugal de Todo-o-Terreno (CPTT) acontecerá este próximo fim de semana (1/2/3 março), na Baja TT Montes Alentejanos, com a dupla Miguel Barbosa/Luís Ramalho a estrear em Portugal o Taurus T3 Max, considerado o veículo mais eficiente da categoria Challenger que dominou e venceu a última edição do Dakar.
Para o oito vezes campeão nacional de TT, Miguel Barbosa, será uma experiência nova aos comandos de um veículo da categoria Challenger, com o competitivo UTV da Taurus, cuja marca a Sports & You passou, recentemente, a ser distribuidora exclusiva na Península Ibérica, em resposta ao crescimento do mercado deste tipo de veículos nos campeonatos de ambos os países.
Concebido especificamente para a competição de todo-o-terreno e cumprindo as normas FIA para provas W2RC, como o Dakar ou Bajas, o Taurus T3 Max, que apresenta elevados padrões de segurança e fiabilidade, apesar do seu curto tempo de vida soma já um palmarés de sucesso a nível internacional, com destaque para a “performance” de excelência que culminou com o triunfo categórico no Dakar.
A Baja TT Montes Alentejanos, cujo centro nevrálgico será em Beja, engloba um total de 288,65 quilómetros competitivos, ao longo de três dias. Na sexta-feira (1 março) correr-se-á o prólogo (7,43 km) e na tarde de sábado o primeiro setor seletivo (140,61 km), repetido depois no domingo, estando o final da prova previsto para as 15 horas.
Bruno Bulacia e Gabriel Morales, da equipa CSM Automoció, foram os vencedores da ronda inaugural da TOYOTA GAZOO Racing Iberian Cup 2024, o Rally Serras de Fafe, Felgueiras, Boticas e Cabeceiras de Basto e são os primeiros líderes da competição. O boliviano, que faz 22 anos em agosto, foi terceiro na TOYOTA GAZOO Racing Iberian Cup 2023 e lidera também, naturalmente, a competição Júnior, reservada a pilotos com menos de 24 anos de idade.
A dupla Josep Bassas/Manel Muñoz, da IPPON Motor Vallés, assegurou a segunda posição, enquanto Javier Villa e Enrique Velasco (Asturhíbrido) completaram o pódio. José Lamela e Unai Conde García (Grupo Breogán) encerraram o lote de pilotos classificados nesta jornada de abertura.
Todavia, os bónus pontuais das vitórias em classificativas beneficiaram mais três duplas: Ricardo Costa e Rui Vilaça Costa (Macedo & Macedo GTW Racing) conquistaram três; Miguel Campos e Joana Silva (Macedo & Macedo GTW Racing) asseguraram dois; e Pedro Lago e Marco Macedo (Toyota Caetano Auto) garantiram um.
Quanto ao filme da prova, começou na tarde de sexta-feira, para uma primeira etapa com pouco mais de 22 quilómetros cronometrados e condições meteorológicas particularmente adversas, que incluíram mesmo a queda de neve na região de Boticas, o que contribuiu ainda mais para o piso lamacento dos troços e para o aumentar das dificuldades.
Esse facto apenas enalteceu ainda mais a competitividade e robustez dos GR Yaris RZ da TOYOTA GAZOO Racing Iberian Cup, algo que é bem demonstrado pelo 17.º lugar à geral de Ricardo Costa entre os mais de 50 concorrentes, ele que era o líder do troféu monomarca após o primeiro dia de competição.
Miguel Campos e Joana Silva foram, porém, os primeiros comandantes e voltaram a vencer no terceiro troço, a Super Especial de Fafe, disputada sob intensa chuva. No entanto, chegaram ao fim do primeiro dia a 5,3 segundos dos líderes, enquanto Bruno Bulacia encerrava o pódio provisório, com mais 12,7 segundos do que Costa. Manuel Martins e Rui Vilaça Martins pararam na Super Especial e desistiram, devido a problemas na transmissão. Ocupavam a nona posição na TOYOTA GAZOO Racing Iberian Cup.
A manhã de sábado, com neve na Serra da Cabreira, mas com condições meteorológicas menos desfavoráveis, trouxe algum drama e alterações de fundo na frente da classificação: Miguel Campos desistiu na quinta especial, devido a problemas de travões e Ricardo Costa juntar-se-lhe-ia na seguinte, na sequência de um acidente, quando “via” Bulacia a aproximar-se na geral.
O boliviano ficou, assim, tranquilamente na liderança que não mais largaria, mas não sem se livrar de um grande susto, quando chegou à assistência após a PEC 7 com um braço da suspensão partido. Conseguiu resolver o problema a tempo, mesmo se não evitou uma penalização de 20 segundos no controlo horário, o que em nada comprometeu a tranquilidade da liderança: mais de 25 segundos de vantagem sobre Josep Bassas, que chegara já à segunda posição.
Pouco depois, durante a nona especial, foi a vez da dupla José Mulero/Sergio Fernandez (Labasa) abandonar, com a roda traseira direita do GR Yaris danificada, na sequência de um toque, quando era sexta classificada. Foi também nesta especial de Pedro Lago (Caetano Auto) desistiu, quando estava na terceira posição.
As quatro duplas que continuaram em prova mantiveram as respetivas classificações até final, com Bulacia, já em modo de gestão, a perder mais de 17 segundos para Bassas na última PEC, depois de ter sido o mais rápido nas três anteriores. O boliviano terminou num excelente 14.º lugar nas contas à geral do rali que também abriu a época do Campeonato de Portugal.
Depois dos troços de terra deste Rally Serras de Fafe, a TOYOTA GAZOO Racing Iberian Cup prossegue, a 6 e 7 de abril próximo, no asfalto do Rally Internacional Sierra Morena, na província espanhola da Andaluzia.
Armindo Araújo e Luís Ramalho alcançaram um excelente resultado no Rali Serra de Fafe, ao terminaram a prova de abertura do Campeonato de Portugal de Ralis na segunda posição da classificação.
Depois de ontem ter realizado uma etapa muito positiva, a dupla do Fabia RS Rally 2 esteve em destaque nas oito especiais de hoje ao rodarem constantemente entre a primeira e segunda posição da classificação. “Fizemos um rali muito consistente desde o início e conseguimos um excelente resultado aqui em Fafe. Hoje de manhã percebemos que a nossa posição estava claramente segura em termos de CPR e atacamos um pouco mais para chegarmos ao segundo lugar em termos gerais. Lutar contra uma dupla de uma equipa oficial é sempre uma tarefa árdua, mas fomos capazes de vencer essa batalha. Para além disso, por grande margem, fomos a melhor equipa portuguesa, o que nos deixa obviamente muito contentes”, disse Armindo Araújo.
Numa prova com condições climatéricas muito distintas, onde o sol a chuva e até a neve fez questão de marcar presença, Armindo Araújo considera que a estreia do carro, em pisos de terra, foi bem positiva pois, “desde os testes que ficamos com a sensação que seriamos competitivos e isso ficou comprovado durante todo o rali. O carro esteve sempre excelente, a nossa gestão da prova foi bem conseguida, e toda a equipa fez ótimo trabalho. Começamos bem o ano e dentro de semanas, vamos para o Algarve lutar por mais um bom resultado”.
O Rali Casinos do Algarve está agendado para os próximos dias 15 e 16 de março.
A dupla Kris Meeke/James Fulton (Hyundai i20 N Rally2) sagrou-se vencedora, este sábado, do Rali Serras de Fafe, Felgueiras, Boticas e Cabeceiras de Basto, primeira prova do Campeonato de Portugal de Ralis (CPR), ao bater Armindo Araújo (Skoda Fabia RS Rally2) por uma margem de 1m08.9s, no termo das 11 classificativas (110,3 km) do evento organizado pelo Demoporto – Clube de Desportos Motorizados do Porto.
Perante condições climatéricas difíceis, devido à chuva – até houve alguma neve no troço de Cabeceiras de Basto –, a deixar os pisos de terra bastante escorregadios, o piloto britânico do Team Hyundai Portugal esteve imparável, confirmando o favoritismo que lhe era atribuído. “Há muito tempo que não desfrutava de um rali tão interessante e com classificativas fantásticas, como Seixoso, por exemplo, que eu desconhecia. E também nunca tinha feito Luílhas com o piso enlameado. Aqui há algumas das melhores classificativas do mundo! Estou muito contente por começar a época com uma vitória”, confessou Meeke.
A grande figura, entre os pilotos portugueses do CPR, foi Armindo Araújo, autor de uma prova notável, ao deixar a concorrência claramente para trás. “Acreditamos sempre num bom resultado à partida e desta vez tudo decorreu de forma quase perfeita. O carro estava muito bem afinado, o que me permitiu andar rápido, mesmo tendo feito o último rali de terra no Vodafone Rali de Portugal de 2023… O ritmo foi bom, mas ainda o iremos melhorar, embora ninguém deva esquecer que competimos com pilotos do WRC, como o Meeke e o Bulacia”, adiantou o piloto de Santo Tirso, radiante com o resultado. O pódio do CPR ficou completo com o açoriano Rúben Rodrigues (Skoda Fabia RS Rally2), também em plano de grande destaque, ao superiorizar-se a uma forte concorrência. “Estou muito contente e o resultado é encorajador, tratando-se da minha primeira prova com este carro e com um ‘novo’ navegador, dada a impossibilidade do meu irmão estar presente”, disse o piloto da ARC Sport, que a nível de CPR apenas tem garantida mais uma participação: Rali Terras D’Aboboreira.
José Pedro Fontes (Citroen C3 Rally2) ainda teve esperanças de poder chegar à terceira posição, mas o açoriano não lhe deu veleidades. “Julguei, a determinada altura, que talvez fosse possível um lugar no pódio, mas o Rúben fez um excelente rali…”, sublinhou o piloto da Citroen Racing. Pedro Meireles (Hyundai i20 N Rally2) teve um início prometedor, na sexta-feira, mas este sábado “quebrou” um pouco, sobretudo com a saída de estrada em Seixoso 1, logrando, apesar de tudo, concluir na quinta posição do CPR e à frente do campeão em título. Para este, foi um rali para esquecer… “A afinação de base que escolhemos para o i20N era boa, mas nunca me senti confiante e andei sempre aos altos e baixos, a nível de ritmo e sem querer arriscar demasiado. Para a próxima prova as coisas hão-de correr de forma diferente”, lamentava Ricardo Teodósio. Muito regular, Paulo Neto (Skoda Fabia Rally2 evo) acabou no “top 10”, ao passo que Lucas Simões (Ford Fiesta R5), Ernesto Cunha (Skoda Fabia Rally2 evo) e Ricardo Filipe (Skoda Fabia R5) fizeram o rali possível para quem procurava evoluir, em termos de adaptação ao carro. João Barros (VW Polo R5) não foi feliz no seu regresso ao CPR e viu-se forçado a desistir logo na primeira classificativa deste sábado (Luílhas), quando ficou com a direção aberta na sequência de um “toque”.
No Campeonato 2RM (duas rodas motrizes), o campeão em título, Gonçalo Henriques (Renault Clio Rally4), não deixou créditos por mãos alheias, dominando do primeiro ao último dia. O ucraniano Anton Korzun (Peugeot 208 Rally4) ainda chegou a passar pela liderança, mas capotou logo no início da segunda etapa. A partir de então, Pedro Silva e Kevin Saraiva, ambos em Peugeot 208 Rally4, foram os protagonistas da discussão do segundo lugar, que apenas ficou decidida na penúltima classificativa a favor daquele último. Jorge Carvalho (Renault Clio Rally4) e Guilherme Meireles (Peugeot 208 Rally4) travaram, igualmente, um animado duelo, mas no final seria o piloto da M. & Costas a concluir na quarta posição.
Daniel Nunes (Peugeot 208 Rally4), um dos fortes candidatos ao título, não teve a sorte pelo seu lado no primeiro dia, ao acumular um grande atraso (5 minutos) devido a problemas de carburação, e este sábado desistiu, quando a caixa de velocidades cedeu.
Classificação final (oficiosa)
1º, Kris Meeke/James Fulton (Hyundai i20 N Rally2), 1h17m39.0s
2º, Armindo Araújo/Luís Ramalho (Skoda Fabia RS Rally2), a 1m08.9s
3º, Marco Bulacia/Diego Vallejo (Citroen C3 Rally2), a 1.39.3
4º, Rúben Rodrigues/António Costa (Skoda Fabia RS Rally2), a 2.43.0
5º, José Pedro Fontes/Inês Ponte (Citroen C3 Rally2), a 3.03.3
6º, Pedro Meireles/Ricardo Cunha (Hyundai i20 N Rally2), a 4.58.7
7º, Ricardo Teodósio/José Teixeira (Hyundai i20 N Rally2), a 5.01.5
8º, Paulo Neto/Nuno Mota Ribeiro (Skoda Fabia Rally2 evo), a 7.10.3
9º, Sergi Perez/Axel Coronado (Hyundai i20 N Rally2), a 7.25.6
10º, Lucas Simões/Valter Cardoso (Ford Fiesta R5), a 7.44.6
11º, Ernesto Cunha/Rui Raimundo (Skoda Fabia Rally2 evo), a 8.09.8
12º, Ricardo Filipe/Filipe Carvalho (Skoda Fabia R5), a 9.13.1
2RM
1º, Gonçalo Henriques/Gonçalo Cunha (Renault Clio Rally4), 1.31.33.4
2º, Kevin Saraiva/Beatriz Pinto (Peugeot 208 Rally4), a 3.16.2
3º, Pedro Silva/Roberto Santos (Peugeot 208 Rally4), a 3.21.7
4º, Guilherme Meireles/Pedro Alves (Peugeot 208 Rally4), a 3.58.2
5º, Jorge Carvalho/António Santos (Renault Clio Rally4), a 5.11.5
A segunda prova do Campeonato de Portugal de Ralis será o Rally Casinos do Algarve, a 15 e 16 de março próximo.
No cair do pano sobre os primeiros três dias de testes do mundial MotoE o espanhol Hector Garzó regressou a casa como o mais rápido dos 18 pilotos que integram o pelotão da classe em 2024 depois de ter realizado a melhor volta no segundo dia.
Este derradeiro dia ficou marcado pela realização de uma simulação de corrida, simulação essa onde o ‘vencedor’ foi o campeão em título, o italiano Mattia Casadei. O italiano terminou na frente de todos os outros no final das sete voltas realizadas ao bater Eric Granado e Kevin Manfredi, os dois pilotos que fecharam o ‘pódio’ e onde Garzó e Spinelli sofreram quedas.
Num dia novamente marcado pela presença da chuva os melhores tempos não foram ‘batidos’ e a maioria dos pilotos aproveitou para testar igualmente com o piso molhado as novidades que a Michelin trouxe até Portimão antes do começo de uma época onde a marca francesa irá mesmo apresentar um novo pneu desenvolvido em exclusivo para esta competição.
Contas feita aos três dias de teste Garzó deixa o Algarve no topo de uma tabela de tempos onde os três mais rápidos conseguiram as suas voltas no segundo dia, sendo igualmente o único a quebrar a barreira do segundo 47 numa passagem aos 4592 metros do Autódromo Internacional do Algarve. Nicolas Spinelli foi o segundo mais rápido a pouco mais de uma décima de Garzó, terminando Matteo Ferrari em terceiro a menos de duas décimas do espanhol líder da classificação.
Com diferenças muito curtas entre todos, os dez primeiros ficaram separados por menos de seis décimas de segundo no fecho desta pré-temporada para as MotoE o que deixa antever um arranque emocionante do campeonato no próximo mês de Março no Autódromo Internacional do Algarve.
Tempos combinados (3 dias)
1º Hector Garzó – Dynavolt Intact GP MotoE com 1m46.916s
2º Nicolas Spinelli – Tech3 E-Racing a 0.120s
3º Matteo Ferrari – Felo Gresini MotoE a 0.170s
4º Mattia Casadei – LCR E-Team a 0.315s
5º Óscar Gutierrez – Axxis-MSI a 0.318s
6º Alessandro Zaccone – Tech3 E-Racing a 0.378s
7º Eric Granado – LCR E-Team a 0.397s
8º Kevin Zannoni – Openbank Aspar Team a 0.480s
9º Lukas Tulovic – Dynavolt Intact GP MotoE a 0.491s
10º Miquel Pons – Axxis-MSI a 0.595s
Alonso fecha no segundo 46
Ávido de pista…é o que podemos dizer de David Alonso. Depois de 83 dias sem pilotar a sua moto – jejum longo que terminou no primeiro dia dos testes reservados aos pilotos de Moto3 – o colombiano voltou a mostrar-se como o mais rápido em pista ao longo de todas as sessões realizadas no Autódromo Internacional do Algarve e fechou os dois dias como o mais rápido do pelotão.
Quase sempre primeiro em pista no arranque das sessões e um dos mais activos na contabilidade de voltas realizadas o piloto da CF Moto voltou hoje a ser o mais veloz do pelotão e apenas na primeira das quatro saídas do dia não assinou a melhor volta.
Alonso foi mesmo o único a conseguir quebrar a barreira do segundo 47, primeiro na terceira sessão e mais tarde na derradeira saída do dia, aquela onde foram registados os melhores tempos por volta, fechando o dia com uma melhor passagem em 1m46.690s, uma volta claramente melhor que todos os outros e que deixou o holandês Collin Veijer a quase nove décimas de segundo. Scott Ogden foi o melhor dos pilotos Honda a quase um segundo, diferença que separou Ivan Ortolá, o quarto mais veloz, para Alonso. Na quinta posição terminou Tatsuki Suzuki a pouco mais de um segundo.
De notar que neste teste todos os pilotos e equipas estão igualmente a descobrir os pneus da Pirelli que passam a equipar as Moto3 a partir deste ano de 2024, sendo que a KTM trás também para Portimão uma Moto3 totalmente nova e é também ela alvo de especial atenção por parte das equipas que utilizam máquinas do construtor austríaco – nas suas diversas configurações de marca.
Tem 18 anos e é um dos mais promissores talentos a chegar aos ralis em 2024. Diogo Marujo, piloto com escola no Karting e com algumas provas realizadas em viaturas todo-o-terreno, apostou em 2024 na participação no Campeonato de Portugal de Ralis – 2RM. Navegado pelo experiente Jorge Carvalho (Jet), que nesta prova completa o seu rali número 250 na carreira, e ao volante de um Peugeot 208 Rally4 assistido pela Racing 4 You, o piloto de Mafra promete uma temporada em evolução, sem pressão de resultados.
“O nosso objetivo é aprender! Numa primeira temporada nos ralis, e depois de cumprir os 18 anos na passada sexta-feira, não posso ter outros objetivos. Escolhemos uma equipa e um piloto com muita experiência para tentarmos acelerar algumas aprendizagens, mas o objetivo não vai mudar. Aprender, sentir-me confortável e desfrutar desta temporada onde temos acima de tudo de nos divertir a aproveitar cada quilómetro para evoluir”, admite o piloto.
Jet Carvalho, que na temporada transata navegou o vice-campeão nacional, Miguel Correia, junta-se ao projeto de Diogo Marujo com o objetivo de “dar o maior número de aprendizagens possíveis a um piloto jovem que, pelos primeiros testes, já demonstrou um potencial interessante, mas que ainda tem muito para evoluir. Vou dar o melhor para colocar o Diogo num patamar interessante”, assumiu.
O primeiro desafio da dupla é o Rallye Serras de Fafe, já no próximo fim-de-semana. A prova, organizada pela DEMOPORTO é a primeira ronda do Campeonato de Portugal de Ralis, conta com 56 inscritos, e percorrerá os concelhos de Felgueiras, Boticas e Cabeceiras de Basto, nos dias 23 e 24 deste mês de fevereiro.
O Team Hyundai Portugal, que foi o grande dominador da época de 2023 com o Hyundai i20 N Rally2, ao somar um total de seis vitórias nas oito provas do calendário e culminar a temporada com Ricardo Teodósio a conquistar o título de Campeão no Campeonato de Portugal de Ralis (CPR), e com Kris Meeke a garantir um número recorde (quatro) de triunfos, parte este fim de semana (dias 23 e 24) para o Rali Serras de Fafe, Felgueiras, Boticas e Cabeceiras de Basto com a determinação de sempre: vencer.
Começar o ano de 2024 com uma vitória será o maior estímulo para os pilotos dos Hyundai i20 N Rally2. “Queremos lutar pela vitória desde o primeiro momento, embora saiba que não será fácil, começando pelo meu colega de equipa que me desafia troço a troço. Quero ser o mais rápido, e tenho como objetivo voltar a ser campeão”, confessa Ricardo Teodósio, campeão nacional em título que volta a ter José Teixeira como co-piloto.
Para Kris Meeke, uma parte das classificativas desta prova de abertura do CPR não lhe são desconhecidas desde os tempos em que correu no WRC, mas há sempre algo de novo a descobrir: “Estou com grande expetativa para iniciar em Fafe, já conheço parte dos troços desde as minhas participações no Campeonato do Mundo de Ralis (WRC). Eu e o James, estamos a preparar o rali de modo a poder discutir a vitória. Essa é a nossa grande ambição, embora imagine que os adversários não irão facilitar, mas vamos lutar pela vitória e vincar a competitividade do Hyundai i20 N Rally2”, referiu.
Com um total de 110,3 quilómetros de troços cronometrados, o rali decorre maioritariamente em piso de terra, com início na tarde de sexta-feira, na região de Boticas, onde se disputam duas “especiais” (21,17 km), para à noite a jornada encerrar com a super-especial no centro de Fafe (1,6 km). No sábado, durante a manhã, efetuam-se duas passagens pelos troços de Luílhas e de Cabeceiras, para na segunda metade os concorrentes fazerem também duas vezes os troços de Seixoso e da Lameirinha, sendo esta última a POWER STAGE.
O final do rali, em Fafe, está previsto para as 17h32, na Praça Mártires do Fascismo (Feira Velha). Ainda para assinalar o arranque da época, o Team Hyundai Portugal está a preparar uma sessão de autógrafos imperdível com as duas duplas, Ricardo Teodósio/José Teixeira, campeões em título, e Kris Meeke/ James Fulton, dupla internacional, já esta sexta-feira às 19h00 no Parque de Assistência da Equipa.