Diz a sabedoria popular que os campeonatos são como maratonas. Mais do que laivos de rapidez instantânea, exigem consistência e o título obtido por Luís Almeida no Campeonato de Portugal de Kartcross 2023 é um perfeito exemplo de que essa regra se aplica. O piloto das Caldas da Rainha não venceu qualquer corrida, mas os quatro pódios conquistados e as fortes pontuações ao longo das 7 provas do calendário levaram Luís Almeida a colocar o La Base RX01 da LA Motorsport no trono.
Luís Almeida não esconde que, no início da temporada de 2023, tinha “a expectativa de alcançar o título, mesmo tendo perfeita noção de que, a exemplo dos anos anteriores, a luta iria ser intensa e aberta a vários pilotos”, realçando ainda “o desafio que é, todos os anos, conciliar a vida profissional com a vida de piloto. Em 2023, a temporada exigiu um maior foco e empenho a todos os níveis”.
Olhando para trás, o piloto da LA Motorsport elege como melhor momento “o momento e que fomos consagrados campeões nacionais, na prova de Sever do Vouga. O mais desapontante foi sem dúvida, a primeira prova de Mação, pois um toque na primeira curva da primeira manga deixou-nos fora da corrida. Ainda disputámos a final C, mas não foi possível atingir a final A”.
O novo campeão nacional considera que a época de 2023 “roçou a perfeição. Foi possível atingir todos os objetivos, e honrar os nossos parceiros”.
Agora, está aí 2024 e Luís Almeida confirma que “queremos estar no campeonato. Já estamos em contactos com os nossos parceiros para reunir todas as condições para defendermos o título”.
O Taurus T3 Max, definido como o mais eficiente Challenger (antiga categoria T3) do atual mercado de competição de Todo-o-Terreno e recém-coroado vencedor do Rali Dakar, no qual liderou a sua categoria do primeiro ao último dia para assinar um triunfo categórico, vai passar a ser distribuído em exclusivo pela Sports & You na Península Ibérica.
A empresa de motorsport sediada em Baltar (Paredes) faz planos para crescer também no Todo-o-Terreno (TT), modalidade em que adquiriu notoriedade no passado com os títulos conquistados por Miguel Barbosa, e nada mais lógico que apostar na categoria dos UTV e com uma marca ganhadora como a Taurus, que deixou bem vincado o seu ADN vencedor no deserto saudita.
José Pedro Fontes, responsável da Sports & You, explica: “A estratégia da Sports & You passa por estar presente nas três principais modalidades do desporto automóvel [ralis, circuitos e todo-o-terreno], nas quais já tem uma grande história, ao sagrar-se por várias vezes campeã nacional. Pretendemos voltar a ter um grande envolvimento tanto nos circuitos como no todo-o-terreno, com o nosso modelo de negócio que passa por ter a distribuição a nível de vendas de carros e de peças, utilizando a equipa de corridas oficial para a promoção do produto, e mantendo um forte apoio, como customer racing, às equipas privadas que irão utilizar o carro”.
Miguel Barbosa, responsável da Sports & You para o projeto Taurus, sublinha, por seu turno: “Tanto Portugal como Espanha são uma referência mundial no Todo-o-terreno, com um dos campeonatos mais fortes, recebendo provas do Campeonato da Europa e do Campeonato do Mundo e em ambos os países há também uma elevada qualidade tanto de equipas como de pilotos. A categoria Challenger, antiga T3, tem vindo a registar um grande crescimento, é muito competitiva e acredito ser a adequada também para campeonatos nacionais e o projeto Taurus, quanto a nós, é sem dúvida o mais competitivo e vocacionado para o futuro. Estamos muito satisfeitos com esta parceria e desejosos de começar a competir. Conheço há muito tempo o Erik Wevers que é uma garantia de sucesso e de profissionalismo, algo que foi preponderante para a Sports & You avançar com esta parceria.”
Lançado para a competição de todo-o-terreno e cumprindo as normas FIA para as provas W2RC, o Rali Dakar ou as Bajas, o Taurus T3 Max, da nova categoria Challenger, cuja carroçaria é construída integralmente em fibra de carbono, distingue-se pelo elevado nível de segurança de todos os seus componentes, específicos para a competição. Inclui equipamento Sparco ou OMP como opção, bem como kit médico, kit de emergência, macaco hidráulico, peças de substituição em fibra de carbono, ligações para equipamento de navegação e recipiente para hidratação.
Erik Wevers, CEO da Taurus, comentou assim o acordo estabelecido com a Sports & You: “O Taurus é um projeto que nasceu para competir com elevados padrões de fiabilidade e segurança para o cliente e garantir-lhe um custo eficiente por prova, daí a necessidade de agregar parceiros que nos permitam manter essa linha de exigência. E é com grande orgulho e satisfação que dou as boas vindas à Sport & You como distribuidora para o mercado português e espanhol”.
Armindo Araújo apresentou hoje, através das suas plataformas digitais, o seu projeto desportivo para a temporada 2024, que tem como principal destaque a participação no Campeonato de Portugal de Ralis, com um novo Skoda Fabia RS Rally 2 da The Racing Factory.
Sem alterações estruturais e com a mesma ambição de sempre, o piloto de Santo Tirso apresenta-se para a nova temporada determinado em lutar pelas vitórias e pela conquista do seu oitavo título absoluto no CPR. “A continuidade do projeto com a The Racing Factory dá-nos todas as garantias para encararmos as oito provas do calendário com o mesmo objetivo de sempre, que é, tentar chegar à vitória. É dessa forma que olhamos para cada rali e o nosso foco não poderia ser diferente”, começa por dizer.
Mantendo as principais parcerias de carreira, às quais se junta, este ano, um novo parceiro, o Team Armindo Araújo apresenta-se com novas cores para 2024, mas com a mesma identidade de sempre. “É com grande satisfação que recebemos neste nosso projeto a Lubrigaz e um enorme orgulho poder contar com a continuidade dos nossos parceiros de longos anos. Trabalhamos em conjunto para alcançarmos os nossos objetivos e, por isso, mantemos uma ligação muito próxima e solida. Este ano temos uma cor de base bem diferente do habitual, mas quisemos desde logo marcar pela diferença e tenho a certeza que já conseguimos”, disse ainda Armindo Araújo.
A menos de um mês do início do campeonato, toda a equipa está já a preparar o arranque da temporada, estando previsto para a próxima semana o primeiro teste do ano. “Vamos, dentro de dias, realizar o primeiro contacto com o Skoda Fabia RS em pisos de terra e iniciar a preparação para o Rali Serras de Fafe para podermos entrar na máxima força na prova de abertura do campeonato”, concluiu Armindo Araújo.
O Campeonato de Portugal de Ralis, terá o seu início a 23 de fevereiro, com a disputa do habitual Rali Serras de Fafe, Felgueiras, Boticas e Cabeceiras de Basto.
A dupla da Veloso Motorsport, Jorge Rodrigues e Patrick Cunha, teve um final de temporada de 2022 desapontante, mas em 2023 foi uma das grandes forças do Iberian Supercars Endurance e Campeonato de Portugal, conquistando o ceptro GT4 Bronze, e está determinada em repetir o sucesso em 2024.
Em 2022, o duo do Audi R8 LMS GT4 esteve na luta pelas vitórias e pelo título da sua divisão, mas no derradeiro evento da temporada, realizado no Autódromo do Estoril, viram o ceptro escapar-lhes por entre os dedos. No entanto, nem por isso Jorge Rodrigues e Patrick Cunha baixaram os braços e, na época passada, voltaram às pistas enfrentando a forte oposição de Nil Montserrat e Alberto de Martín, em Mercedes AMG GT4 da NM Racing Team.
Foi um duelo intenso, mas no último evento da temporada, tendo uma vez mais o Autódromo do Estoril como palco, foi a dupla lusa que levou a melhor, conquistando o ceptro da GT4 Bronze no Iberian Supercars Endurance e no Campeonato de Portugal de Velocidade. “O título que vencemos, foi a concretização dos objectivos a que nos propusemos no início da época em conjunto com a Veloso Motorsport. Houve um forte empenho de todos na conquista deste ceptro, que se traduziu em dez pódios e sete vitórias em dez corridas, por tudo isto, acho que merecemos este título”, afirmou Jorge Rodrigues.
Patrick Cunha, que juntamente com o seu colega de equipa venceu a segunda corrida de Vila Real, sublinha a competitividade da temporada que se traduziu num crescente interesse da parte dos adeptos de automobilismo. “O campeonato foi realmente espetacular, com corridas fantásticas, lutas giras com vários pilotos diferentes a ganharem. Como já disse em outras ocasiões, depois de em 2022 ter sido necessário adiar a primeira corrida, chegar ao final de 2023 com 34 carros demonstra excelente trabalho realizado pela organização. Os campeões foram conhecidos na última corrida, o que demonstra a grande competitividade que se viveu, o que é sempre bom para o público, que gosta de incerteza e ultrapassagens”, frisou o piloto de Braga.
No entanto, os homens da Veloso Motorsport não ‘dormem sob os louros conquistados’ e estão já focados na próxima temporada, que terá o seu início competitivo a 25 e 26 de Maio no Circuito Jerez, mas terá um teste oficial no Autódromo do Estoril a 9 de Abril. “Estamos a trabalhar para reunir todos os apoios necessários para continuar no Iberian Supercars e Campeonato de Portugal de Velocidade, onde estamos desde a primeira hora. Este é o melhor CPV das últimas décadas quer em qualidade, quer em quantidade de pilotos”, começou por dizer Jorge Rodrigues, que acrescentou: “queremos continuar unidos com a Veloso Motorsport para lutarmos por a revalidação do título conquistado em 2023”.
O campeonato de 2024 promete ser ainda mais competitivo e aguerrido que os anteriores, mas Patrick Cunha aponta que, com os testes de sexta-feira antes de cada um dos eventos, não será necessário realizar uma pré-temporada intensa, estando a equipa a apontar para a sessão de ensaios que se realizará no Autódromo do Estoril antes do início da época. “Estamos focados para treinar em Abril, tirar o máximo partido do teste e tentar fazer o máximo trabalho de afinação, assim como ganhar ritmo. Este ano vamos ter mais testes nas sextas-feiras antes dos eventos, o que será muito bom para ganhar ritmo e para realizar os últimos ajustes no set-up”, concluiu o piloto da Veloso Motorsport.
2023 permitiu a Jorge Rodrigues e Patrick Cunha colocar para trás das costas o desapontamento da temporada anterior, com a conquista do ceptro GT4 Bronze, mas o duo da equipa nortenha não está satisfeita e olha para a próxima época com igual desejo de vencer, sendo, uma vez mais, uma força a ter em conta, quem sabe até na categoria GT4…
O Team Hyundai Portugal está preparado para o arranque da nova temporada do Campeonato de Portugal de Ralis (CPR) tendo apresentado a estrutura, máquinas e pilotos com ambição de lutar pela vitória em 2024. Ricardo Teodósio, campeão nacional em título e Kris Meeke, piloto com vasto currículo internacional, estão de regresso ao volante do Hyundai i20 N Rally 2 e prontos para o início da competição.
Desde o seu lançamento em 2018, o Team Hyundai Portugal sempre assumiu a sua filosofia de inovação e competitividade, contribuindo de forma ativa e permanente para a manutenção e crescimento da modalidade no panorama desportivo nacional.
Para a época de 2024 a dupla Ricardo Teodósio/José Teixeira, campeões nacionais em título, e a dupla Kris Meeke/James Fulton estão preparados para um arranque em força na luta por pódios, vitórias e títulos.
Ricardo Lopes, COO da Hyundai Portugal, recorda que “O nosso objetivo sempre foi contribuir de forma significativa para elevar a emoção e trazer maior inovação a este desporto tão popular. O Team Hyundai Portugal é um projeto diferenciador no panorama nacional desportivo automóvel e estamos muito entusiasmados de poder contar com dois pilotos de excelência, que amplificam o valor e aumentam a visibilidade do Campeonato de Portugal de Ralis. Acreditamos que com este nosso empenho projetamos a qualidade do CPR, atraindo mais público e aumentando a visibilidade do campeonato, de todos os pilotos envolvidos e respetivos patrocinadores.”
“Gostaria de agradecer a colaboração demonstrada pela Hyundai Motorsport, que desde o início apoiou este projeto, bem como de todos os parceiros que nesta época se juntam a nós.”, conclui Ricardo Lopes.
“Estou muito entusiasmado e fortemente motivado para competir com o Team Hyundai Portugal e com imensa vontade de começar o CPR, pois quero lutar para renovar o título de campeão, ainda para mais neste ano de 2024 pelo forte simbolismo que o “24” representa para mim”, refere o piloto e atual campeão em título Ricardo Teodósio.
O Team Hyundai Portugal irá assim manter dois Hyundai i20 N Rally2 em competição, com Ricardo Teodósio e Kris Meeke, ambos com forte ambição de vitórias para a equipa.
“Estou muito contente por voltar a integrar o projeto do Team Hyundai Portugal ao volante do Hyundai i20 N Rally2 e estou focado em trazer os melhores resultados para a equipa e, dessa maneira, honrar a memória do Craig Breen.” – refere o piloto Kris Meeke.
O Campeonato de Portugal de Ralis tem arranque marcado para o Rali Serras Fafe, Felgueiras, Boticas e Cabeceiras de Basto a decorrer nos dias 23/24 de fevereiro de 2024.
Cinco ralis integralmente disputados em pisos de asfalto integram o calendário da edição de estreia do Clio Trophy Portugal: Rally de Lisboa (6 a 8 de junho), Rali de Castelo Branco (21 e 22 de junho), 11º (não referes a edição nos outros) Constálica Rallye Vouzela e Viseu (30 e 31 de agosto), Rali da Água Transibérico Eurocidade Chaves Verín (13 e 14 de setembro) e Rallye Vidreiro Centro de Portugal (11 e 12 de outubro).
A opção por ralis exclusivamente disputados em pisos de asfalto é justificada por Pedro Matos Chaves, coordenador desportivo do Clio Trophy Portugal: “Depois de também falarmos com as equipas e os pilotos, entendemos que esta é a melhor solução para o ano de estreia do troféu. A época pode ser planeada com mais tempo e, não menos importante, os custos de participação baixam substancialmente. Duas medidas que vão ao encontro das expetativas dos participantes e que vão ajudar, ainda mais, ao sucesso do troféu. Nos muitos contactos que tenho estabelecido, tenho constatado um grande entusiasmo por parte de pilotos e equipas, por isso, estou confiante de que vamos ter uma excelente temporada”.
Hugo Barbosa, diretor de comunicação da Renault Portugal, sublinha: “O Clio Trophy Portugal nasceu com o objetivo de ser a competição de referência de lançamento de novos valores para os ralis, com reduzidos custos de participação e uma excelente visibilidade. Nesse sentido, este é o calendário que melhor defende os interesses do troféu, das equipas, dos parceiros e dos patrocinadores. O desporto automóvel precisa do impacto e da exposição que só as cidades conseguem conceder. As provas de Lisboa e de Viseu respondem a essa necessidade”.
O Clio Trophy Portugal é uma proposta única no contexto nacional, com os pilotos e, sobretudo, os mais jovens a terem a oportunidade de competir, com um carro competitivo, fiável e com uma relação competitividade/preço imbatível.O Clio Rally 5 que serve de base ao troféu beneficia de uma homologação FIA, sendo equipado com uma caixa de velocidades sequencial Sadev, diferencial autoblocante, suspensões e travões específicos e, claro, todos os equipamentos de segurança exigidos pelos regulamentos internacionais. Os regulamentos desportivos e técnicos do Clio Trophy Portugal vão ser divulgados na próxima semana.
O lousadense está nomeado para as duas categorias a concurso do concurso promovido pelo site oficial do Campeonato do Mundo de Ralicross.
Na Categoria ‘Action’, o fotógrafo português que trabalha sob a chancela OMS Rally Photos, apresenta a sufrágio uma foto intitulada “British Arways”, enquanto na categoria ‘Portrait / Behind-the-Scenes’ é uma foto do piloto português Jorge Machado, intitulada “Preparing to Shade the Opposition” que se submete à votação.
Natural e residente em Lousada, Ricardo Soares tem assumido uma carreira de sucesso com especial destaque para o seu trabalho foto-jornalístico de cobertura do Campeonato de Portugal de Ralicross e do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, sem deixar de lado algumas aparições cirúrgicas nos ralis, sobretudo quando disputados a Norte de Portugal.
Com apenas 21 anos, o jovem leiriense representa a mais tenra geração da família Cordeiro, que possuiu fortes pergaminhos nos ralis nacionais. Em 2023, foi um dos protagonistas do FPAK Júnior Team, competição onde, navegado por Ricardo Camarate, concluiu no 5º lugar, depois de muitos incidentes e problemas. 2024 será uma época mista, com um calendário voltado para o ganho de experiência.
A competição está-lhe no sangue?…
Desde miúdo que me lembro de ser apaixonado pelo desporto motorizado e, especialmente por ralis. Sendo de Leiria, o Rali do Vidreiro era algo que quase nunca falhava como espectador assim como o Rali de Portugal. Em 2016 o meu pai iniciou-se como piloto nos ralis e fui acompanhando a maior parte das suas provas, o que me levou cada vez mais a querer também fazer um rali, mas ainda era muito novo. Em 2021 e com apenas 18 anos, finalmente surgiu a oportunidade de me estrear nos ralis e em casa no Leiria Festival Rally. Foi uma experiência que adorei. A partir daí realizei alguns ralis de forma esporádica e em 2023 participei no Troféu FPAK Júnior Team que, posso dizer, que foi a minha primeira experiência “a sério” nos ralis.
No início da temporada, o que esperava de 2023?
Tinha a certeza que iria aprender e evoluir muito a vários níveis, o que acabou por se confirmar.
Qual foi o maior desafio?
O maior desafio da temporada foi conseguir conciliar os estudos com os ralis e com tudo o que isso implica, ou seja, testes, reconhecimentos e o próprio rali. Estou a tirar um mestrado em Lisboa e a maior parte dos ralis do Troféu eram sempre a uma distância bastante considerável da capital.
Qual foi o melhor momento e o momento mais despontante da temporada?
A nível desportivo é complicado dizer qual foi o melhor momento pois não foi uma época nada fácil e não houve propriamente um momento em que tivesse ficado bastante satisfeito com o resultado. De qualquer forma, o melhor momento a nível desportivo acabou por ser o 2.º lugar no FPAK Júnior Team) no Rali de Água num rali onde enfrentámos condições climatéricas muito difíceis. Além disso, embora desportivamente o Rali do Vidreiro não tenha corrido como pretendíamos, terminar este rali (que tem um significado especial para mim) no pódio, com a minha família e muitos amigos presentes nos troços também foi de certa forma gratificante.
Como momento mais despontante, infelizmente tivemos alguns devido a algumas saídas de estrada e acidentes que fomos tendo ao longo da época. No entanto se tivesse que escolher um, talvez a desistência logo no 2º troço do Constálica Rally de Viseu e Vouzela. Estávamos muito confiantes para este rali pois já o tínhamos realizado no ano anterior e começámos muito bem com um 1.º lugar no 1.o troço (no que diz respeito ao FPAK Júnior Team), no entanto logo no 2.o troço quando nem íamos a arriscar muito, uma travagem mais tardia fez-nos embater num morro, partimos o radiador e acabámos por abandonar. Foi um momento muito frustrante.
Que balanço faz?
“A nível desportivo foi uma temporada abaixo das expectativas. Não vencemos nenhum rali e o facto de termos abandonado 2 ralis (em 5) também não nos deixou bem posicionados na classificação final do troféu. No entanto, fomos ganhando troços ao longo da época e mostrámos que conseguimos ser rápidos, o que nos deixa confiantes para o futuro. Por fim, esta temporada fez-me aprender e evoluir muito, e ao mesmo tempo perceber que ainda tenho muito que evoluir a vários níveis, nomeadamente a minha capacidade de concentração e como devo gerir ritmo”.
Gostava de voltar a agradecer à FPAK pela iniciativa, à Domingos Sport pela oportunidade e por me disponibilizarem um carro sempre impecável em todas as provas, ao mestre Adruzilo Lopes por todos os ensinamentos e conselhos e aos meus parceiros e à minha família por todo o apoio ao longo da época.
Já tem os seus planos definidos para 2024?
“É uma certeza que vou continuar nos ralis em 2024 (e espero que por alguns anos) mas ainda não sei exatamente de que forma. Este ano quero continuar a minha evolução, terminando ralis de forma consistente e estrear-me em ralis de terra. O Clio Trophy seria uma possibilidade, no entanto, a minha principal prioridade agora é terminar o mestrado e um Troféu como este ainda me iria fazer despender algum tempo considerável, pelo que por agora está fora de questão. Assim, este ano deverei fazer alguns ralis do Start Centro e talvez algumas provas extra, mas ainda não definimos em que carro”.
O piloto, ‘team manager’ da NJRacing e dirigente da APPAM está convicto de que a temporada de 2024 do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group dará continuidade e até melhorará o êxito que tem sido alcançado pela modalidade nos últimos anos, sendo uma das mais impactantes do desporto motorizado lusitano. Quanto aos seus objetivos pessoais, a renovação do título nos Protótipos B e um lugar cimeiro na geral são os alvos.
Assumiu-se ao longo de uma carreira sólida e farta em títulos como um dos nomes grandes da Montanha em Portugal. Nuno Guimarães, o “capitão da Montanha” é o líder da equipa NJRacing, sedeada em Peso da Régua, estrutura que se preparar para enfrentar com muita ambição mais uma época .
“Para 2024 os planos são os mesmos das épocas anteriores. Vamos alinhar em todas as provas do COM JC Group e lutar sempre pelos lugares de pódio nas categorias e divisões em que cada piloto da NJRacing está inserido. A nível pessoal estarei presente ao volante do SilverCar S2, que tantas alegrias me tem dado. Neste defeso optamos por fazer uma revisão geral ao protótipo, quer no chassi (que teve problemas na última Rampa de Boticas) quer no motor, que foi enviado para Espanha para fazer uma revisão completa e a minha ambição passa, obviamente, e por lutar por mais um título entre os Protótipos B e chegar o mais acima possível na geral final do campeonato”.
Nuno Guimarães enfatiza o facto de “tudo indica que, este ano, iremos ter novos adversários nos protótipos. É uma excelente notícia, porque adoro ter mais adversários em pista, pois as lutas assim trazem mais competitividade ao campeonato!”
Numa visão geral sobre o que fará a sua equipa, o “Capitão” confirma que “da parte da NJRacing, iremos estar presentes no Campeonato com os nossos 4 pilotos habituais, juntando-se a mim e ao meu SilverCar S2, a Rute Brás, no Peugeot 206 RC, o Nuno Pinto, na ADR Sport II e o António Rodrigues, no SiverCar EF10, ainda que estes dois ainda não tenham as máquinas completamente preparadas nesta fase”.
O Campeonato de Portugal de Montanha JC Group tem vivido uma fase de enorme sucesso, batendo recordes, ano após ano, de número médio de participantes por prova, almejando ainda adicionar aos muitos milhares de espetadores que coleciona nas provas, um impacto mediático que tem permanecido ao nível das melhores modalidades do desporto automóvel.
A sua estabilidade regulamentar tem sido uma das razões do sucesso, mesmo existindo, ano após ano, algumas alterações no sentido de tornar a Montanha cada vez mais atrativa.
Nuno Guimarães é, para além de um dos mais consagrados e estimados pilotos da modalidade, membro da Direção da APPAM – Associação dos Pilotos Portugueses de Automóveis de Montanha. O “Capitão” defende a gestão feita e a forma como têm sido introduzidas as mudanças:
“Para a época de 2024, o regulamento técnico sofreu algumas alterações, necessárias, mas que preservam a estabilidade regulamentar no campeonato, que pretendemos que tenha sempre um mínimo de 3 anos. No regulamento desportivo, tivemos o cuidado que alterar o calendário, para que este possa estar mais alargado ao longo do ano e dessa forma a prova tenha um intervalo de 1 mês entre elas. Implementamos também um sistema de rotatividade para a última prova do Campeonato, e ao mesmo tempo “protegemos” essa última prova, independentemente do Clube que a organiza, ao criarmos a regra de que essa última prova ter de contar obrigatoriamente para as contas do campeonato. Entendemos que desta forma não corremos o risco dessa última prova ter um número reduzido de participantes, embora, felizmente, mesmo antes desta alteração, tenhamos vindo a assistir a excelentes listas de participantes na prova final de cada época”.
Como tal, Nuno Guimarães considera que “no seguimento do que tem acontecido nos últimos anos, penso que este ano o CPM JC Group, irá ser mais uma vez um sucesso, com uma aposta forte do promotor em levar as provas a todo o publico e a uma audiência alargada, assegurada com a transmissão livestreaming de todas as provas, tendo havido nesta área um esforço muito grande dos clubes organizadores e das autarquias que recebem as provas do nosso campeonato. Vamos ter uma época de Montanha emocionante!”.
Intenso, louco e sem descanso…foi assim o derradeiro dia de testes do campeonato do mundo Superbike em solo europeu. Antes da partida para a Austrália onde inicia a sua época 2024 no final do mês de Fevereiro Toprak Razgatlioglu tornou-se no piloto mais rápido de sempre aos comandos de uma SBK no Autódromo Internacional do Algarve.
Depois de no primeiro dia Nicolò Bulega ter sido o mais veloz aos comandos da Ducati Panigale V4R oficial, o segundo dia realizado no Autódromo Internacional do Algarve viu pela primeira Toprak Razgatlioglu ser o primeiro na folha de tempos aos comandos da BMW com que enfrenta um novo desafio na sua carreira desportiva.
Perto da hora de almoço ‘El Turco’ colocou na roda traseira da sua moto o pneu com composto SCX e no final de um curto ‘stint’ assinou uma volta com 1m39.255s, quatro décimas abaixo do recorde oficial do circuito mas ainda assim cerca de duas décimas do melhor registo assinado por Álvaro Bautista aquando dos testes aqui realizados no início da época 2023. O melhor no entanto estava ainda para vir e na sua derradeira saída o ex-campeão do mundo assegurou mesmo um novo recorde para o circuito (não oficial) ao conseguir uma volta em 1m39.189s, isto depois de ter feito uma saída longa durante a tarde com o composto SC0 que valeu uma série de voltas no segundo 40 e as iniciais sempre muito perto do segundo 39, mostrando a evolução da moto alemã e do melhorado braço-oscilante que parece ter ajudado a encontrar a tracção desejada por ambos os pilotos da equipa de Shaun Muir, como ficou igualmente claro com os tempos registados pelo seu colega de equipa, Michael van der Mark.
Mais rápido que todos os outros no primeiro dia Nicolò Bulega voltou a mostrar a sua velocidade e consistência para fechar os testes a apenas 86 milésimas de Toprak mesmo se os homens da Ducati continuem a afirmar que o piloto italiano está ainda a adaptar-se à sua nova moto depois de ter sido campeão do mundo Supersport em 2023. Atrás deste…e no que podemos considerar como um verdadeiro equilíbrio de forças para a nova época, Alex Lowes foi o melhor dos pilotos Kawasaki ao fechar o teste em terceiro depois de uma jornada onde efectuou muito trabalho sobre a electrónica e chassis bem como de novas soluções de suspensão que a Showa trouxe para o Algarve.
Com quatro marcas distintas nas quatro primeiras posições foi Remy Gardner o melhor da Yamaha ao ser o quarto a pouco menos de quatro décimas do líder, batendo Michael van der Mark e Andrea Locatelli. Entre os dez primeiros nota ainda para as duas BMW do Team Bonovo, pilotadas por Scott Redding e Gareth Gerloff que fecharam o lote dos dez mais velozes a menos de um segundo do veloz Toprak Razgatlioglu, confirmando que a BMW não faz distinção entre as duas equipas que tem na grelha de partida, tendo os seus quatro pilotos material idêntico para enfrentar a nova época.
O soar das cinco horas da tarde marcou o final da dupla ronda de testes, um dia onde os pilotos de MotoGP, mais uma vez liderado por Francesco Bagnaia, rodaram menos que no dia inaugural e que ficou marcado pelas quedas de Franco Morbidelli e Fabio Digianantonio, quedas essas que ditaram mesmo duas situações de bandeira vermelha, como sucedeu igualmente com Danilo Petrucci, o oitavo mais veloz no final da preparação para o seu segundo ano de mundial SBK. Nota ainda para a 15ª posição de Álvaro Bautista, a queixar-se de dificuldades de tracção na sua Ducati, ele que defende pelo segundo ano o título mundial na disciplina.
Os 10 mais rápidos
1º Toprak Razgatlioglu (ROKiT BMW Motorrad WorldSBK Team) 1’39.189s
2º Nicolò Bulega (Aruba.it Racing – Ducati) +0.086s
3º Alex Lowes (Kawasaki Racing Team WorldSBK) +0.332s