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  • Jorge Machado: “em 2024 mudamos de carro, mas o objetivo é o mesmo: ser campeão!”

    Jorge Machado: “em 2024 mudamos de carro, mas o objetivo é o mesmo: ser campeão!”

    Depois do título conquistado “no braço” em 2023 na Divisão S1600 do Campeonato de Portugal de Ralicross, o lousadense Jorge Machado prepara-se para se despedir do “fiel” Citroen C2 S1600 e dar as boas-vindas a um Peugeot 208 S1600 de última geração que está a ser construído nas oficinas da HR Racing Team. Machado assume, desde já, que defender o estatuto de campeão nacional é o grande objetivo para 2024.

    No início de 2023, o que esperava da temporada?

    Neste início de época de 2023 estava confiante de ter mais um ano ao nível dos anos anteriores em que estive sempre na luta pelo título, embora tivesse noção que seria um ano difícil até pelas compras de alguns carros de última geração, tive sempre a certeza de que a palavra de ordem seria acreditar até à última!… No meu íntimo semeei o desejo de ser campeão neste carro e dei tudo o que tinha e construí uma estratégia de acumular o máximo de pontos possível. Acabei por ser feliz e atingi o objetivo principal.

    Qual foi o maior desafio que enfrentou ao longo de um ano muito disputado?

    O maior desafio prendeu se com a última prova do campeonato pois perdi pontos preciosos na penúltima prova em Mação, liderei o campeonato da primeira à última corrida e foi difícil ter de gerir emoções e pontos na prova decisiva.

    Qual foi o melhor momento e o momento mais despontante?

    O melhor momento foi poder abraçar todos os que acreditaram em mim e a minha equipa nos instantes logo após a bandeira de xadrez e tornar me campeão nacional.

    O momento de maior desapontamento foi chegar à penúltima prova com uma vantagem confortável e na final ficar na primeira curva e quase deitar tudo a perder, por não conseguir ter forma de evitar o toque que me fez abandonar”.

    Que balanço faz da temporada passada?

    O balanço é muito positivo. A época de 2023 foi muito importante para mim, pois ser campeão foi realizar de um sonho de criança e de um desafio que parecia impossível à partida. Pelo meio da época ainda conseguimos outro enorme feito, que foi atingir a final no Euro RX3 em Montalegre. Foi uma época de excelência.

    Já tem os seus planos definidos para 2024?

    2024 vai ser o início de uma nova história e de um novo e desafiante projeto. Vou pilotar um Peugeot 208 S1600 que está a ser construído de raiz na HR Racing Team. Será tudo novo e vamos em busca de uma nova fórmula para voltar a atingir o sucesso, estou ansioso por poder começar a treinar neste novo carro e espero que eu e a equipa possamos provar novamente que o que é feito em Portugal é bom”.

  • Dakar: Mário Patrão continua imbatível no Veteran Trophy

    Dakar: Mário Patrão continua imbatível no Veteran Trophy

    Mário Patrão continua imbatível no Veteran Trophy deste Dakar 2024. O campeão veterano 2023 mantém um ritmo soberbo, primando por uma exímia regularidade aos comandos da nova Honda CRF 450 RS2 Rally.

    O piloto apoiado pelo CRÉDITO AGRÍCOLA voltou a ser o mais rápido do ranking na 9ª etapa que hoje ligou Hail a Al Ula e viu a sua vantagem para o 2º classificado ultrapassar a barreira das quatro horas. Mário Patrão que também recebe o apoio da AQD GRAPHICS, está agora a três etapas do final e muito perto de somar 50 horas já disputadas ao cronómetro. 

    No setor seletivo de 417 Km, hoje disputado, enfrentou mais um grande desafio percorrendo planaltos rochosos. Com a dor que sente na cervical a tentar por vezes “falar mais alto”, Mário Patrão apoiado pelo EPW superou a especial cronometrada sem outros contratempos ocupando, para além da liderança nos veteranos, o 17º lugar do Ranking Rally 2.

    “”A etapa correu muito bem, tentei não cometer erros de navegação e tenho mantido o foco na vitória. Faltam três etapas e a adrenalina, por estar próximo do final, já se sente. Há que jogar pelo seguro. Sou sempre ponderado nas minhas opções e a gestão desta prova não foge à regra. Preparei-me um ano para esta competição, mas sabemos que basta um segundo para a sorte mudar, por isso há que manter a regularidade e seguir com vista à vitória. Agradeço aos meus patrocinadores, que têm a visão necessária para investir neste tipo de desporto“”, revela o piloto também apoiado pela GARCIA E GOUVEIA – SERRALHARIA CIVIL à chegada ao bivouac em Al Ula.

    A décima e antepenúltima etapa terá um total de 612 km, a compreender um setor seletivo com início e fim em Al Ula com 371 km.  A jornada em torno das enormes rochas da região será desafiante. Uma pista de obstáculos dará aos pilotos mais experientes oportunidade de capitalizar para si os erros dos seus adversários.

  • Dakar: Ricardo Porém perde posição e é agora 7º nos Challenger

    Dakar: Ricardo Porém perde posição e é agora 7º nos Challenger

    A maratona continua para a dupla luso argentina, Ricardo Porém – Augusto Sanz. Depois de uma etapa onde um ligeiro atraso logo após o arranque comprometeu um resultado mais positivo, a dupla da MMP Competition acabou por tombar um lugar na classificação, passando agora a ocupar o 7.º lugar na Geral dos Challenger.

    “Partimos para esta etapa com alguma pressão por parte do nosso adversário mais direto, que já ontem havia feito uma belíssima etapa. O facto de ser saudita ajuda-o na leitura do terreno e acabámos por não resistir ao ataque, também fruto de termos partido uma correia e termos sido obrigados a trocar a mesma na etapa. Felizmente, a corrida só acaba na próxima sexta-feira e até lá temos três etapas para mostrar a nossa raça. Aproximam-se dias duros e de muita pedra onde todos os detalhes vão contar. Vamos continuar a acreditar no Top-5”, afirmou o piloto de Leiria.

    Na etapa 10, os participantes do Dakar 2024 vão ter pela frente uma especial com 609 km, 371 km cronometrados, numa etapa inteiramente disputada em AlUla. Esta região montanhosa, conhecida pela Elephant Rock, vai proporcionar um percurso técnico e uma posição de partida mais atrás pode trazer vantagens.

  • Yaris Rally2 recebeu homologação FIA e faz a sua estreia em Monte Carlo

    Yaris Rally2 recebeu homologação FIA e faz a sua estreia em Monte Carlo

    A TOYOTA GAZOO Racing World Rally Team (TGR-WRT) confirmou que o GR Yaris Rally2 foi oficialmente homologado pela Federação Internacional do Automóvel (FIA) a partir de 1 de janeiro de 2024 e que fará a sua estreia no Rali de Monte Carlo a 25 de janeiro. 

    TOYOTA GAZOO Racing (TGR) tem participado no Campeonato Mundial de Ralis da FIA [WRC] com o GR Yaris Rally1 híbrido, no Campeonato Mundial de Resistência da FIA [WEC] com o GR010 híbrido e no Campeonato Mundial de Rally Raid da FIA [W2RC] com a DKR Hilux EVO T1U, tendo também desenvolvido o GR Supra GT4 para promover o fabrico de “carros cada vez melhores” através de atividades de desporto motorizado para clientes.
     
    Logo a seguir à categoria de topo do mundial de Ralis, o muito aguardado GR Yaris Rally2 foi desenvolvido para atividades de rali para clientes e fará a sua estreia já na próxima semana. Com a concessão do certificado de homologação, a distribuição do GR Yaris Rally2 está agora a ser feita a clientes em todo o mundo. O primeiro carro comemorativo está programado para ser entregue à ROOKIE Racing, liderada por Morizo, enquanto quatro equipas estão preparadas para participar no Rali Monte Carlo, de 25 a 28 de janeiro, com o GR Yaris Rally2.

    O primeiro carro desportivo com tração às quatro rodas a ser desenvolvido exclusivamente pela Toyota em 20 anos, o GR Yaris foi criado pela TGR com a missão de vencer no WRC. Mais do que um carro feito para a TGR ganhar, o GR Yaris Rally2 é um carro feito para os clientes ganharem: este é o início de mais um novo desafio para a TGR.

    Toyota Yaris GR Rally2 Photographer: Romain Thuillier Worldwide copyright: Toyota Gazzo Racing

    O carro fez a sua estreia pública no Rali do Japão em 2022, quando Morizo se sentou ao volante e confirmou o seu desempenho. Desde então, a Marca recebeu muitas reações dos muitos pilotos que testaram o carro Rally2 em diferentes superfícies e em diferentes condições. Foram percorridos mais de 15.000 quilómetros de competição, incluindo a participação no Campeonato Japonês de Ralis, que também serviu de teste nas estradas japonesas.

    O processo de desenvolvimento incorporou o feedback de pilotos profissionais de topo, jovens pilotos em ascensão e experientes pilotos clientes. No futuro, será recolhido um leque ainda mais alargado de opiniões de concorrentes de desportos motorizados de clientes em campeonatos como o WRC, ajudando a desenvolver melhorias para criar um automóvel cada vez melhor.

    Especificações do GR Yaris Rally2 
    Tipo de motor: Três cilindros em linha, com turbocompressor
              Cilindrada: 1.618,2 cc
              Diâmetro x Curso: 87,5 mm x 89,7 mm
              Restritor de ar: 32 mm de acordo com os regulamentos da FIA
    Transmissão: Caixa de velocidades: Transmissão sequencial de 5 velocidades
              Sistema de tração: 4WD Diferencial de deslizamento limitado especificado pela Motorsport
    Suspensão e travões:          Suspensão dianteira/traseira MacPherson
              Sistema de travões: Terra : 300mm
                                               Asfalto: 355 mm, 300 mm
    Chassis Comprimento: 3,995mm
                  Largura: 1,820mm
                  Altura: ajustável
                  Peso: 1,230kg (inclui 1 pneu suplente) de acordo com os regulamentos da FIA

  • Dakar: Bomba de gasolina atrasa João Ferreira

    Dakar: Bomba de gasolina atrasa João Ferreira

    As corridas são assim mesmo. Quando tudo fazia prever uma recuperação promissora rumo à liderança do Rally Dakar, um problema na bomba de gasolina atrasou, eventualmente irremediavelmente, João Ferreira da luta pela vitória na mítica prova de todo-o-terreno.

    O piloto de Leiria perdeu cerca de uma hora para resolver o problema, e daí em diante na etapa entrou em modo “maximum atack”, conseguindo ser o mais rápido na especial na segunda metade da tirada que uniu Ha’il a Al Ula.

    “Não há muito a dizer. Demos o nosso melhor ao longo dos últimos dias e hoje não fizemos diferente. Esta corrida tem destas coisas e temos de saber viver com isso. Não vou deixar de dar o melhor até porque estamos inscritos no W2RC, Campeonato do Mundo de Rally Raid, e neste momento somos quem soma mais pontos. O objetivo de vencer o Dakar ficou mais longe, mas temos outras metas que ainda queremos atingir este ano. Não vamos desistir até ao final”, afirmou o jovem piloto de 24 anos que fez sonhar Portugal durante os últimos dias e que agora ocupa o 5.º lugar da geral a cerca de uma hora do líder, Xavier de Soultrait.

    Na décima etapa, os competidores vão partir para um desafio total de 609 quilómetros, com uma especial de 371 cronometrados, com partida e chegada em AlUla. A região montanhosa, destacada pela famosa Elephant Rock, será o cenário de um exigente percurso de obstáculos técnico, colocando à prova as habilidades de condução dos participantes.

  • MOTORSPORT HOJE: RICARDO FILIPE

    MOTORSPORT HOJE: RICARDO FILIPE

    Temporada 3 | Episódio 1). Arranca aqui a 3ª temporada do MOTORSPORT HOJE. A casa dos protagonistas do desporto motorizado está de volta, numa co-produção VMotores/Novum Canal.

    O algarvio Ricardo Filipe Rally Driver é o primeiro convidado.

    O piloto que defende as cores da Olha o Cogumelo adquiriu um Skoda Fabia R5 e assume uma ambição reforçada para 2024, onde voltará a confiar no trabalho técnico da Racing 4 You.

    Terminar o próximo Campeonato de Portugal de Ralis bem dentro do Top 10 absoluto é objetivo assumido durante a conversa com o jornalista Joaquim Amândio Santos. Os dois falaram ainda sobre 2023 e a carreira do piloto.

    As imagens são de José Bernardo Coelho e a edição de Armando Leitão e Cristiano Oliveira.

  • Dakar: Bruno Santos vence etapa entre os “Rookies”

    Dakar: Bruno Santos vence etapa entre os “Rookies”

    Bruno Santos continua a ter um excelente desempenho naquela que é a sua estreia no Rally Dakar tendo terminado a oitava etapa da corrida, cumprida entre Al Duwadimi e Hail e que era composta por um total de 678km, no primeiro lugar dos “Rookies” o que lhe permite subir ao segundo posto da classificação geral destinada aos pilotos estreantes da prova.

    O piloto de Torres Vedras imprimiu um andamento muito consistente e eficaz concluindo o exigente setor seletivo de 458km em 10º entre os pilotos Rally 2 ocupando agora um notável 17º lugar deste Ranking. Aos comandos de uma Husqvarna, o piloto apoiado pela Momento TT e inserido na estrutura XRaids Experience, precisou de 4h00m10s para completar a especial onde foi o 23º classificado um resultado que lhe permite entrar no Top 30 da classificação absoluta figurando agora na 30ª posição.

    “”Está concluída a oitava etapa. Foi um longo dia e saímos bem cedo para disputar a especial de hoje. Foi um dia divertido onde consegui imprimir um bom ritmo e sem cometer erros de navegação. Consegui progredir bem na etapa e estou satisfeito com a prestação de hoje. Rodei em segurança e sinto que estou cada dia mais confiante tanto com o meu andamento como com a navegação que está mais controlada e tranquila. Estamos em Hail, num novo acampamento, e agora vamos preparar a etapa de amanhã que será mais uma jornada longa e exigente””, declarou  Bruno Santos à chegada bivouac instalado  em Hail.

    Realiza-se amanhã a nona etapa do Rai Dakar 2024. Esta conta com um total de 639km cumpridos entre Hail e Al Ula dos quais 417km serão disputados ao cronometro. Neste dia os pilotos terão pouco tempo para apreciar as magníficas paisagens desta etapa que os levará ao limite. Os trilhos vão alternar entre rápidos e lentos à medida que a especial avança. A confiança e a habilidade dos concorrentes serão muito importantes para encontrar o ritmo certo nos planaltos rochosos.

  • Dakar: Mário Patrão soma e segue

    Dakar: Mário Patrão soma e segue

    Mário Patrão continua a exercer um claro domínio na Classe Veteran Trophy do Dakar 2024. O piloto, que este ano disputa o Rali Dakar aos comandos da nova Honda CRF 450 RS2 Rally, voltou a vencer entre os veteranos na etapa que hoje ligou Al Duwadimi a Hail ao longo de 678 quilómetros, tendo ascendido ao 16º lugar do Ranking Rally 2.

    O piloto ttem demonstrado um andamento muito consistente e seguro nesta 46ª edição do Dakar. Hoje gastou 4h22m27s a disputar o setor seletivo de 458 quilómetros numa etapa que contou com um percurso que alternou entre areia e pedra, tornando-se por vezes mais acidentado. À geral mantém-se confortável na liderança da Veteran Trophy, dispondo de uma vantagem de 3h41m07s para o 2º classificado. 

    À chegada ao bivouac salientou: “”A navegação este ano prima pela extrema dificuldade. Se perdes o foco um minuto, deitas tudo a perder. Tenho feito o possível para segurar o primeiro lugar na minha classe, que é o objetivo pelo qual lutei e me preparei. As dunas hoje, fruto de estarem molhadas, tinham regos enormes, o que potencia quedas, como a que tive na semana passada. Optei por fazer uma condução focada, sem erros e, acima de tudo, sem quedas. Já só faltam quatro etapas, tenho de gerir bem, para que o primeiro prémio vá para Portugal”“, revela Mário Patrão.

    A etapa de amanhã, a nona desta edição, vai conduzir a comitiva de Hail até Al Ula. A especial terá 417 km e 222 de ligação. Poucos, ou nenhuns, dos principais concorrentes terão tempo para apreciar as magníficas paisagens desta etapa, que os levará ao limite. O início da especial aparentará ser rápida, mas essa ideia rapidamente dará lugar a uma outra bem distinta. A confiança e a habilidade serão muito importantes para encontrar o ritmo certo nos planaltos rochosos.

  • Luís Silva: “foi um ano ótimo: venci todas as provas na Montanha e lançamos novos pilotos”

    Luís Silva: “foi um ano ótimo: venci todas as provas na Montanha e lançamos novos pilotos”

    O piloto famalicense Luís Silva estava convicto de que 2023 seria uma época sabática. Mas, o “bichinho” das corridas prevaleceu e o “Canhão de Famalicão” levou o BMW M3 do Famaconcret Racing Team ao triunfo nas contas dos Super Challenge D no Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, vencendo nestas lides todas as provas em que participou. Juntou a essas duas façanhas o 2º lugar final na Categoria Super Challenge. Para 2024 “ameaça” voltar a pouco fazer, mas com o “vício das corridas” que lhe corre nas veias, nunca se sabe…

    O início da temporada, o que esperava de 2023?

    Não esperava rigorosamente nada, porque não tinha em mente competir. Tinha e ainda tenho o BMW M3 a necessitar de uma revisão ao motor, não está com as melhores performances e estava previsto ter pelo menos o ano de 2023 para descansar. Seria um ano sabático, mas, de repente, aquilo que começou por ser uma ida pontual à Rampa da Penha, transformou-se num Campeonato quase completo, desta feita nos Super Challenge D. Fiz sete provas e venci por sete vezes, apesar de lidar com concorrência muito forte. Acabou por ser mais um título saboroso, ainda para mais num ano em que iria estar parado. Depois, ter conseguido ser vice-campeão nacional da Categoria Super Challenge foi mais uma proeza de que não estava à espera, pois, apesar do meu BMW ser um carro espetacular, enfrentamos carros muito mais potentes e de quatro rodas motrizes. Mesmo assim, o Top 2 foi nosso!””.

    Qual foi o maior desafio que enfrentou?

    O melhor desafio não teve nada a ver com as minhas participações nas provas. Foi sim lançar a minha filha Ana Catarina nas provas de Montanha, com o Citroen C1 do Famaconcret Racing Team. A Ana Catrina deixou-nos muito orgulhosos, pois mostrou ser rápida e destemida. Estou muito feliz por isso e o sucesso dela deu asas a outras aventuras, como a estreia do meu filho Luís Silva Jr., do Hélder Marques, da minha sobrinha Joana Silva e do Tomás Pinto, na estreia nos circuitos, quando das 24h C1 Eurocup. Foi sem dúvida um desafio superado. apesar dos azares que tivemos, mas a alegria da equipa acho que marcou muito e definiu muito do que poderá vir no futuro”.

    Qual foi o melhor momento e o momento mais despontante?

    O melhor momento foi sem dúvida a participação nas 24h C1 Eurocup. Foi bom ver a alegria dos pilotos que participaram, a união da equipa, o apoio incondicional uns aos outros e o carinho de todos para com o nosso convidado de honra, um menino que merece toda a sorte do mundo por aquilo que trabalha, o Tomás Pinto. O Tomás estava prestes a fazer 16 anos quando o convidei, com o apoio total dos meus filhos, a quem pedi opinião e o convite foi o nosso presente de aniversário. Ele merecia que alguém lhe desse a primeira oportunidade. Foi dada e foi um sucesso.

    De desapontante não houve nada de especial ao longo do ano, mas tendo de escolher um momento, talvez não ter terminado as 24h C1 Eurocup por termos partido dois motores, mas mesmo assim, foi um momento de aprendizagem e que nos vai ajudar no futuro.

    Que balanço faz da temporada?

    “Um balanço muito positivo. Não é o facto de ter ganho todas as provas de montanha que participei que torna o ano positivo, nem a vitória no Grupo SC D, mas o lançamento de novos pilotos pela primeira vez que realço como o melhor e mais importante que me aconteceu e ao Famaconcret Racing Team em 2023”.

    Já tem os seus planos definidos para 2024?

    A promessa que ficou do ano anterior da prova de 24 Horas com o Citroen C1, foi voltar. E voltaremos, desta feita com dois carros, para os mesmos pilotos. Iremos arranjar uma fórmula para dividir a equipa pelos dois carros e lá estaremos mais uma vez para nos divertir. Faremos ainda o campeonato todo dos C1. Isto está definido. Pessoalmente, poderei participar numa ou outra prova no BMW M3, mas mesmo pontualmente e nada para competir ou estragar campeonatos a outros participantes. Haverá provavelmente participações também de alguns dos nossos pilotos na Montanha com os C1 e o Starlet da equipa, se eles quiserem. Depois… bem, depois… poderá haver surpresas…”

  • Ricardo Porém seguro em etapa perigosa

    Ricardo Porém seguro em etapa perigosa

    A tirada que uniu Al Duwadimi a Ha’il correu de feição a Ricardo Porém. Apesar de ser uma etapa com um nível de dificuldade elevado e algo perigosa na fase final com muitas pedras soltas nos trilhos sauditas, o piloto de Leiria manteve o seu estilo e, navegado pelo argentino Augusto Sanz, conseguiu um 8.º lugar, mantendo o sexto lugar à geral entre os veículos da classe Challenger.

    “Fizemos o nosso trabalho, sem erros, o que nos permite estar satisfeitos no final. A etapa tendia a ser difícil e comprovou-se, com a aproximação a terrenos mais rochosos onde um pequeno deslize pode deitar tudo a perder. Nos próximos dias o nosso grande objetivo é tentar defender o 6.º lugar e aproveitar alguma eventualidade que os concorrentes que rodam à nossa frente nos possam dar”, afirmou o piloto de Leiria.

    A nona etapa do Dakar, ligará amanhã Ha il a Al Ula, zona onde a prova começou este ano. A tirada, que promete ser dura para a mecânica, terá um total de 639km, 417 dos quais cronometrados.