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  • Flávio Sainhas: “resiliência foi o nosso “nome do meio” e conseguimos o tão desejado título!”

    Flávio Sainhas: “resiliência foi o nosso “nome do meio” e conseguimos o tão desejado título!”

    Seis vitórias em oito provas selaram de forma musculada o título de Flávio Sainhas no Campeonato de Portugal de Clássicos JC Group 2023. O “Diabo da Covilhã” foi mestre na condução do seu Ford Escort MKI ao longo de toda a temporada passada e, se bem que queria renovar o título em 2024, ainda não tem certezas quanto à possibilidade de fazer a nova época de Montanha a tempo inteiro.

    No início da temporada, o que esperava de 2023?

    Iniciamos a temporada de 2023 determinados a vencer, a verdade é essa. Os objetivos eram claros, apostamos todas as fichas no Ford Escort “novo”, fizemos todas as melhorias que os nossos meios técnicos e financeiros permitiram e reunimos todos os apoios possíveis para a participação a tempo inteiro no Campeonato. Sabia que tínhamos concorrência à altura e que não ia ser fácil, mas isso só aumentava a minha determinação. Depois de várias épocas a ficar a escassos pontos do primeiro lugar, sentia que merecia isso e que a minha equipa e os meus apoiantes mereciam isso também.

    Qual foi o maior desafio da época?

    Comecei a correr na Montanha em 2014 e desde essa altura que tenho o prazer de competir com o meu amigo e grande piloto Dr. José Pedro Gomes. Nessa altura, o “sonho” era um dia conseguir ter um carro com o andamento daquele Ford Escort conduzido pelo ele. Só quem já viu aquele arranque ou a forma como chega às curvas vai perceber o que digo. Confesso que chegava a “desmoralizar” quando o via arrancar à minha frente. Então, considero que o maior desafio da época foi conseguir andar a “disputar” o 1º lugar do pódio com este Senador da Montanha. Ter um carro que embora ainda com algumas melhorias a fazer, já é capaz de aproximar e/ou superar os tempos daquela dupla fantástica, já é um motivo de orgulho para mim. Não que veja o Dr. José Pedro Gomes como “adversário” no verdadeiro sentido da palavra, diria antes que é a minha “referência” nos Clássicos de Montanha. Foram algumas as provas que venci (sempre por milésimos de segundos), outras as que fui vencido e muitas as que só na derradeira subida se faziam as contas finais e esse era o verdadeiro desafio, prova após prova.

    Qual foi o melhor momento e o momento mais desapontante?

    O melhor momento da temporada foi ter vencido em casa, na Rampa da Serra da Estrela. Nas duas épocas anteriores tínhamos tido problemas mecânicos nesta rampa e não tinha conseguido tirar o máximo proveito desta prova que tanto me diz. Este ano com o carro a colaborar a 100% foi a “desforra” dos anos anteriores e em casa, tem sempre um sabor especial.

    Por outro lado, o momento mais desapontante foi na Rampa de Murça, logo na abertura da temporada. A caixa de velocidades do nosso Ford partiu na 2º subida oficial e, contra todas as expetativas, conseguimos substituí-la em menos de 20 minutos. A equipa deu o máximo, lutamos contra o tempo e conseguimos… lá está a tal resiliência que está presente no nosso DNA. No entanto, quando tentamos alinhar para fazer a derradeira subida, uns segundos de atraso impossibilitaram a nossa participação. O carro que arrancava depois de nós tinha acabado de alinhar à partida e, neste caso, os regulamentos falam mais alto e regras são regras. É muito difícil explicar o que toda a equipa sentiu naquele momento. Foram menos de 20 minutos para substituir uma caixa de velocidades, no chão, sem as melhores condições e no final, não tinha adiantado de nada.

    Que balanço faz da temporada?

    O balanço final não podia ser mais positivo. O carro e a equipa de assistência estiveram à altura do desafio, resiliência foi o nosso “nome do meio” em muitas das provas disputadas e conseguimos o tão desejado título. Os objetivos traçados foram atingidos e somos Campeões de Portugal de Clássicos de montanha 2023.

    Já tem os seus planos definidos para 2024?

    A temporada de 2023 foi muito desgastante tanto fisicamente como monetariamente. Neste momento, ainda não temos planos muito concretos para 2024. Não queremos ficar parados, mas tudo vai depender dos apoios conseguidos e da conciliação entre provas e compromissos profissionais.

  • Dakar: e vão três vitórias para João Ferreira!

    Dakar: e vão três vitórias para João Ferreira!

    Atenções voltadas para a prestação da dupla João Ferreira – Filipe Palmeiro no Dakar 2024. A dupla que representa a Can-Am Factory Team somou a terceira vitória em etapas na edição deste ano, e subiu a segundo classificado à geral, reduzindo para 7 minutos e 41 segundos a distância para o francês Xavier de Soultrait que lidera a classificação entre os SSV.

    “Foi uma etapa de muitos nervos. Partimos com dois minutos à frente do Soultrait, mas logo nos primeiros quilómetros ele estava em cima de nós e tivemos de fazer pela vida. O Filipe fez uma prestação incrível ao nível da navegação e conseguimos recuperar o tempo perdido para acabar à frente e com vantagem. Está tudo em aberto, faltam quatro finais e queremos muito dar uma alegria a Portugal”, afirmou o jovem piloto de 24 anos.

    Na nona etapa do Rali Dakar, os participantes enfrentarão um percurso desafiante de Ha’il até AlUla, percorrendo um total de 639 quilómetros, dos quais 417 são destinados à especial. A navegação torna-se ainda mais complexa, com terrenos traiçoeiros e rochosos a desafiar os pilotos. Qualquer equívoco na orientação pode ter consequências críticas, pois perder tempo pode ser decisivo. Apesar da concentração necessária na pista à frente, esta etapa proporcionará vistas magníficas das montanhas, enquanto os participantes correm de uma cidade histórica para outra, tornando a jornada não apenas desafiadora, mas também visualmente deslumbrante.

  • António Maio mantém posições no Dakar 2024 

    António Maio mantém posições no Dakar 2024 

    António Maio completou com sucesso mais um dia na 46ª edição do Rali Dakar tendo terminado na 22ª posição da classificação absoluta a oitava etapa da corrida, cumprida entre Al Duwadimi e Hail e que era composta por um total de 678km.

    A especial contou com um exigente setor seletivo de 458km, pontuado com muitas zonas de areia, e onde a navegação foi mais uma vez muito complexa. Apesar da complexidade da jornada, o piloto da Yamaha conseguiu ultrapassar com destreza todas as dificuldades com que se deparou.

    Hoje foi um dia intenso para o Major da GNR, que gastou 3h57m09’ a realizar o percurso desta oitava etapa, sendo que o piloto tentou manter o foco para não cometer erros uma vez que o final da corrida está cada vez mais próximo. Numa altura em que faltam cumprir apenas quatro etapas no Rali Dakar 2024, António Maio mantém o 17º da classificação geral e o 11º lugar do Ranking Rally GP. 

    “A etapa de hoje era muito rápida e foi disputada maioritariamente em percursos de areia. Estou a tentar manter a concentração ao máximo. A queda que tive ontem deixou-me um pouco em alerta e por isso quero gerir a corrida para não cometer erros. Acima de tudo não quero colocar tudo a perder e tenho de evitar as desconcentrações. Hoje atolei a mota numa duna, ainda na parte inicial do dia, mas consegui resolver bem a situação. Nos últimos 100km a pista já era mais ao meu gosto e aí imprimi um bom ritmo. No final da especial deparei-me com uma nota de navegação muito difícil e perdi algum tempo. Mas, consegui gerir bem o dia e estou a sentir-me bem. Não caí, a mota esta impecável e o Bruno tem sido incansável na manutenção da mota. Amanhã a etapa será dura e longa e começamos a contagem decrescente para o fim da corrida”, relatou  António Maio na chegada ao bivouac instalado em Hail.

    Realiza-se amanhã a nona etapa do Rali Dakar 2024. Esta conta com um total de 639km cumpridos entre Hail e Al Ula dos quais 417km serão disputados ao cronometro. Neste dia os pilotos terão pouco tempo para apreciar as magníficas paisagens desta etapa que os levará ao limite. Os trilhos vão alternar entre rápidos e lentos à medida que a especial avança. A confiança e a habilidade dos concorrentes serão muito importantes para encontrar o ritmo certo nos planaltos rochosos.

  • Rui Gonçalves cumpre a etapa mais longa do Dakar em bom plano

    Rui Gonçalves cumpre a etapa mais longa do Dakar em bom plano

    A sétima etapa do Dakar 2024 disputou-se hoje entre Riyadh e Al Duwadimi num total de 873 km, a mais longa deste Rally que Rui Gonçalves cumpriu sem sobressaltos.

    Depois dos problema sofridos na etapa maratona de 48h, a etapa 7 com os seus mais de 870 km foi cumprida por Rui Gonçalves sempre num ritmo forte e vivo.

    Rui Gonçalves terminou o dia com um tempo total de 5h18m o que lhe daria um lugar dentro do “Top Ten”, não fosse a penalização de 15m aplicada no fim do dia devido à troca de motor que a equipa Sherco fez na sua moto para corrigir os problemas sentidos nos dois últimos dias.

    Sem hipótese de lutar pelo um lugar na geral resta agora ao piloto de Vidago aproveitar os cinco dias de prova que restam para tentar imiscuir-se no grupo dos pilotos da frente e batalhar por lugares no topo da tabela.

    “Hoje cumpriu-se  a etapa mais longa deste Dakar. Foi uma etapa muito rápida, com algumas dunas, pistas de areia e com navegação exigente e desafiante. Arranquei de trás e consequentemente no início da especial apanhei bastante pó mas depois andei o dia todo sozinho e ao meu ritmo. De um modo geral foi uma etapa muito positiva, a moto estava impecável, senti-me bem e consegui manter a concentração ao longo dos 483 km de especial cronometrada. Depois dos dois dias difíceis sem dúvida que sabe bem fazer uma boa etapa e acabar em P7. Queria agradecer a toda a gente pelo apoio e a toda a equipa Sherco pelo trabalho efetuado.”

    O Dakar 2024 cumpre amanhã a sua oitava etapa com 678 km de distância ( 458 km cronometrados) e que se irá desenrolar entre Al Duawdimi e Ha’il rumando ao norte da Arábia Saudita com uma uma nova mudança de paisagem e com novos desafios para pilotos e equipas.

  • Dakar: dupla Mário Franco/Daniel Jordão sobe três posições na classificação

    Dakar: dupla Mário Franco/Daniel Jordão sobe três posições na classificação

    Depois de um merecido dia de descanso em Riyadh, capital da Arábia Saudita, a dupla Mário Franco e Daniel Jordão, aos comandos de um Yamaha YXZ 1000R Turbo T3 regressou hoje à competição onde enfrentou a mais longa etapa da prova. A 7ª etapa que ligou Riyadh a Al Duwadimi teve uma extensão de 873 quilómetros dois quais quase meio milhar disputados ao cronometro.

    6h43m29s foi o tempo gasto pela formação da Franco Sport, claramente penalizada pela posição de partida, que obrigou Mário Franco e Daniel Jordão a enfrentar quase duas centenas de quilómetros já de noite. Mesmo assim a equipa averbou um muito interessante 13º tempo absoluto, resultado que lhe irá permitir partir para a etapa de amanhã numa posição bem mais conforme com o ritmo habitual da equipa, que com o resultado hoje averbado, subiu três posições no Ranking Challenger o que lhe permitiu reentrar no Top 20

    ““Foram quase 500 quilómetros de setor seletivo. Foi um dia muito longo depois de um merecido dia de descanso e depois da longa etapa maratona. Como partimos bastante atrás, devido ao tempo que perdemos nessa etapa maratona, acabámos por fazer os últimos 170 quilómetros desta especial já de noite. Foi uma etapa com uma navegação bastante complicada, que ainda mais complicada se tornou ao navegar de noite, mas conseguimos levar o carro até ao final sem grandes incidentes. Havia muita pedra e apesar de uma  condução muito cautelosa, furámos duas vezes. O carro está já a ser preparado e amanhã temos mais um longo dia””, explicou no bivouac instalado  Al Duwadimi, o navegador Daniel Jordão.

    A etapa que se segue liga Al Duwadimi a Saudar e terá um setor seletivo com 458 quilómetros. Será um dia de fortes contrastes e um pouco mais fácil do que as etapas anteriores. A especial parte do centro em direção ao norte do país em mais uma caminhada arenosa, mas sem grandes dificuldades. A marcante mudança de cenário lembrará aos competidores a necessidade de permanecerem em alerta máximo, já que a areia dará lugar às pedras, criando um terreno muito acidentado.

  • António Maio sobe três posições no Dakar 2024 

    António Maio sobe três posições no Dakar 2024 

    Depois de um merecido dia de descanso que teve lugar em Riyadh capital da Arábia Saudita António Maio retomou hoje a competição disputando a 7ª etapa que ligou Riyadh a Al Duwadimi numa extensão de 873 quilómetros.

    Uma etapa que, apesar de uma queda que lhe danificou o Road Book, teve um saldo desportivo muito positivo já que o piloto Yamaha que na etapa anterior entrara no tão ambicionado Top20 subiu desta feita três posições passando a ocupar o 17º da classificação geral e o 11º lugar do Ranking Rally GP. 

    Dakar Rally 2024

    “A etapa de hoje correu muito bem na fase inicial apesar de me ter perdido logo ao km 20, mas depois encontrei um ritmo bom e seguro. Mais tarde por volta do km 230 tive uma pequena queda onde o pior foi que parti o Road-Book que deixou de funcionar. Na neutralização endireitei mais ou menos a moto, mas sem o Road Book a funcionar, a ter de o rodar à mão foi só tentar chegar ao fim sem cometer erros. Foi pena porque era uma etapa muito dura a exigente, mas que me estava a correr bem. São assim as corridas, mas não foi nada de grave e o Bruno já arranjou tudo”, relatou  António Maio diretamente do bivouac instalado  Al Duwadimi.

    A etapa que se segue liga Al Duwadimi a Saudar e terá um setor seletivo com 458 quilómetros. Será um dia de fortes contrastes e um pouco mais fácil do que as etapas anteriores. A especial parte do centro em direção ao norte do país em mais uma caminhada arenosa, mas sem grandes dificuldades. A marcante mudança de cenário lembrará aos competidores a necessidade de permanecerem em alerta máximo, já que a areia dará lugar às pedras, criando um terreno muito acidentado.

  • Filipe Teixeira: “mesmo com carros inferiores, andamos taco-a-taco e discutimos as vitórias”

    Filipe Teixeira: “mesmo com carros inferiores, andamos taco-a-taco e discutimos as vitórias”

    O piloto penafidelense e o seu conterrâneo e navegador António Campos sagraram-se vice-campeões no Campeonato Start Norte de Ralis 2023, depois de uma época notável em que Filipe Teixeira voltou a provar que é um dos pilotos mais rápidos entre os que competem a norte nas duas rodas motrizes. Para 2024, quer “subir um degrau” e lutar pelo título do agora criado Campeonato Start Norte Ralis 2RM.

    No início da temporada, o que esperava de 2023?

    Foi um ano que nada tínhamos planeado em concreto, mas com a ajuda de todos os nossos amigos e patrocinadores lá fomos conseguindo fazer um rali atrás de outro e os resultados foram aparecendo. Sempre que alinhámos numa prova, o nosso mote é ser rápidos e estar na discussão dos lugares da frente e a temporada passada voltou a provar que conseguimos ser muito competitivos, como prova o excelente 2º lugar final no Start Norte de Ralis.

    Qual foi o maior desafio que tinha pela frente?

    O maior desafio da temporada foi mesmo ter de assumir mais uma temporada em que não poderíamos almejar mais do que pensar participar corrida a corrida, lutando sempre para conseguir arranjar os apoios necessários. Felizmente, os patrocinadores foram fazendo um esforço e lá conseguimos fazer o campeonato na totalidade e, mais importante, corresponder com bons resultados ao apoio dado por eles.

    Qual foi o melhor momento e o momento mais despontante?

    Tivemos vários momentos bons. Acima de qualquer momento específico, de 2023 fica o nosso orgulho por sentirmos que mesmo correndo com carros inferiores aos dos nossos principais adversários, andamos taco-a-taco e mostramos em todos os ralis que estávamos lá para ganhar.

    O mais desapontante foi, sem dúvida alguma, a saída de estrada no Rali de Famalicão por uma distração minha que não podia acontecer e que, possivelmente, foi decisiva para nos afastar da conquista do título.

    Que balanço faz da temporada?

    Fica um certo amargo de boca. Se no início de 2023, não tínhamos sequer a certeza de poder fazer o campeonato todo, com o passar das provas, começamos a achar que era possível vencer o campeonato, mas a sorte não teve do nosso lado e acabámos por perder alguns pontos importantes, não só em Famalicão, mas também no Rali de Montelongo e no Rali da Água. Mas, estamos muito orgulhosos do que fizemos e o balanço é muito positivo.

    Já tem os seus planos definidos para 2024?

    Ainda estamos em avaliação… Em princípio, passará pelo Campeonato Start Norte e Start Norte 2RM. Só falta mesmo decidir em qual carro iremos participar. A maior parte de 2023 foi com o Citroen Saxo e, para além de termos utilizado um Peugeot 206 GTi, alinhamos com um Peugeot 208 VTi R2 em Murça, onde vencemos. O 208 é uma possibilidade para 2024, mas ainda não fechamos nada. Seja qual for o carro, queremos estar na luta pelo título”

  • Dakar: Mário Patrão soma 6ª vitória entre os veteranos

    Dakar: Mário Patrão soma 6ª vitória entre os veteranos

    De regresso à competição depois de um merecido dia de descanso, Mário Patrão soma nova vitória entre os concorrentes do Veteran Trophy, a sexta conquistada pelo piloto agora na etapa que ligou Riyadh a Al Duwadimi numa extensão de 873 quilómetros. O resultado desta etapa permitiu ainda ao piloto subir uma posição no Ranking Rally 2 – para o 17º lugar – ficando apenas a 23 minutos do Top 15.

    Nesta jornada, em que consolidou a liderança do Veteran Trophy, triunfou após conclur os 483 km cronometrados em 6h37m24s.

    ““A exigência da navegação tem sido bastante alta, hoje não foi exceção. Esforcei-me por me manter focado pois as dores da cervical continuam cá e o desconforto sente se na condução. O pó tem sido tanto que qualquer falha pode ser fatal, então tenho optado por priorizar a segurança para terminar bem classificado. Diariamente a organização tem surpreendido pela dificuldade””, referiu à chegada a Al Duwadimi Mário Patrão. 

    A etapa que se segue liga Al Duwadimi a Saudar e terá um setor seletivo com 458 quilómetros. Será um dia de fortes contrastes e um pouco mais fácil do que as etapas anteriores. A especial parte do centro em direção ao norte do país em mais uma caminhada arenosa, mas sem grandes dificuldades. A marcante mudança de cenário lembrará aos competidores a necessidade de permanecerem em alerta máximo, já que a areia dará lugar às pedras, criando um terreno muito acidentado.

  • Dakar: João Ferreira vence 7ª etapa e a liderança está perto…

    Dakar: João Ferreira vence 7ª etapa e a liderança está perto…

    João Ferreira está a fazer um cerco à liderança da Classe SSV. O piloto de Leiria venceu a sétima etapa do Dakar, está mais perto da liderança da tabela classificativa, agora comandada pelo francês Xavier de Soutrait e a confiança está cada vez mais elevada para o jovem piloto que compete inserido na estrutura oficial da marca canadiana, a Can-Am Factory Racing.

    Depois de um dia de descanso onde recebeu a visita de amigos e familiares que o acompanharam hoje em toda a etapa, João Ferreira parece cada vez mais motivado e agora a apenas 11 minutos e 34 segundos do novo líder.

    Isso deixa o leiriense satisfeito, mas com os pés bem assentes na terra. “Não é ao acaso que se diz que o Dakar é uma maratona. De nada interessa começar bem se não acabarmos bem. Estamos em crescendo na prova, cada vez mais perto da liderança e só com muito trabalho conseguiremos o nosso objetivo. Estamos cientes das dificuldades, mas acreditamos muito no trabalho que fizemos antes deste Dakar. Estamos preparados para esta luta titânica até Yanbu”, afirmou o piloto que é navegado pelo portalegrense Filipe Palmeiro.

    A oitava etapa do Dakar, segunda da última semana da competição, ligará Al Duwadimi a Há il, num total de 458km cronometrados. Este será mais um desafio, uma vez que a areia fofa do início da especial dará lugar a terrenos rochosos e acidentados. Esta será uma etapa de tudo ou nada para alguns pilotos que vão tentar dar a machada rumo ao triunfo, ou, por outro lado, tentar recuperar o terreno perdido.

  • Dakar: 600 quilómetros de sofrimento para Rui Gonçalves

    Dakar: 600 quilómetros de sofrimento para Rui Gonçalves

    A sexta etapa do Dakar não teve o melhor desfecho para o piloto da Sherco que se viu a braços com problemas mecânicos na sua moto desde logo do início e que se arrastaram durante as 48 horas de duração desta etapa maratona.

    Não correu da melhor forma a etapa rainha do Dakar 2024 para Rui Gonçalves. Quando vinha a fazer uma prova exemplar, cumprindo na integra o plano delineado para esta Rally, foi logo ao quilómetro 2 da sexta etapa que a embraiagem da sua Sherco deixou de colaborar.

    Tendo que recorrer a diversos discos de embraiagem suplementares que foi substituindo ao logo dos mais 600 do troço cronometrado, Rui Gonçalves voltou a mostrar o seu espírito combativo para levar a sua moto até ao fim mesmo quando a certa altura ficou sem gasolina a apenas 2 quilómetros da zona de reabastecimento.

    Uma etapa recheada de imprevistos a acrescentar o desgaste físico e psicológico e uma noite passada em pleno deserto com muito frio, sem possibilidade de comunicar com a sua equipa e apenas com rações de combate disponíveis como alimento.

    “Foi um verdadeiro desafio para todos, mas para mim foi especialmente difícil! Tive uma série de problemas mecânicos começando ao quilómetro 2 onde fiquei sem embraiagem e com mais de 600 km de dunas pela frente. Como desistir não faz parte da minha essência, lutei até ao fim para conseguir trazer a minha Sherco até à meta, mas não com o resultado que gostaria. Fiquei exausto, empurrei muito, fiquei sem gasolina, parei muitas vezes para abrir a embraiagem e pedir discos para ir acrescentando e ir avançando onde a incerteza de conseguir chegar ao fim estava presente em cada km. Hoje aproveitei ao máximo para recuperar física e psicologicamente pois ainda temos mais uma semana de etapas longas pela frente. O meu objetivo para este Dakar não era este e tudo estava a ir na direção certa para conseguirmos um bom resultado à geral, mas esta etapa veio alterar de forma profunda os meus planos. Agora é disfrutar desta segunda semana de prova e dar o meu melhor a cada dia como sempre! Quero também agradecer a todos os pilotos que pararam para me ajudar a conseguir chegar ao fim desta etapa que para mim durou uma eternidade. Obrigado a todos vocês pelas mensagens de apoio que tenho lido e me têm ajudado e motivado a dar tudo para continuar neste Dakar assim como a toda a minha equipa que tem trabalhado ao máximo para preparar tudo para amanhã.”

    O Dakar cumpre amanhã sua sétima etapa entre a capital da Arábia Saudita Riade e Al-Duwadimi num total de 873 kms (483 kms cronometrados).