Autor: Joaquim Amândio Santos

  • Bruno Oliveira estreia-se no Mundial de Rally-Raid no Rally Raid Portugal

    Bruno Oliveira estreia-se no Mundial de Rally-Raid no Rally Raid Portugal

    Bruno Oliveira vai disputar a etapa portuguesa do Campeonato do Mundo de Rally-Raid (W2RC), que se realiza entre 16 e 22 de março, naquela que será a sua estreia numa prova do campeonato do mundo da modalidade.

    O piloto português estará aos comandos de um Can-Am Maverick inscrito na categoria SSV T4, contando com a navegação do experiente José Sá Pires, num desafio inédito para a dupla. A participação conta novamente com o apoio da Ford Trucks, associando o projeto a uma das provas mais exigentes do calendário internacional de todo-o-terreno.

    O bp Ultimate Rally Raid Portugal é a única prova europeia do W2RC e reúne alguns dos melhores pilotos do mundo, num campeonato que teve início em janeiro com o Dakar Rally, disputado na Arábia Saudita.

    Para Bruno Oliveira, a participação nesta competição representa uma oportunidade importante para dar dimensão internacional ao projeto. “Entendemos que esta participação no Rally Raid Portugal dá uma visibilidade mais internacional ao nosso projeto e, sendo a Ford Trucks uma marca global, fazia todo o sentido aproveitar esta oportunidade. Vamos também associar a nossa presença ao novo conceito da marca, o Game Changer, que acompanha o lançamento do novo Ford Trucks F-MAX, completamente renovado”, explica o piloto.

    “Vamos disputar uma prova diferente, integrada no campeonato do mundo de rally-raid, e ao mesmo tempo estar próximos do público e competir ao lado dos melhores pilotos do mundo. Esse será o nosso grande objetivo ao longo dos cerca de 2000 quilómetros desta competição.” Bruno Oliveira destaca ainda a exigência técnica da categoria em que irá competir.

    “Vamos alinhar na categoria SSV T4, aos comandos de um Can-Am Maverick R, um carro muito próximo de um modelo de série, o que torna o desafio ainda mais exigente. Teremos etapas com cerca de 600 quilómetros, com mais de 380 quilómetros cronometrados, pelo que será essencial gerir bem o ritmo. O nosso objetivo é fazer o melhor possível etapa a etapa, andar rápido mas sobretudo terminar a prova. Não temos ambições de lutar pelos lugares da frente; queremos aprender com os pilotos profissionais. Somos uma das poucas equipas amadoras nesta competição e sabemos que será um enorme desafio.”

    Para José Sá Pires, navegador da equipa, a participação na prova portuguesa do W2RC é também uma oportunidade especial. “O convite do Bruno foi aceite de imediato e fiquei muito contente por poder integrar este projeto. Trata-se de uma prova muito especial, inserida no campeonato do mundo que começou no Dakar e que agora passa por Portugal. É uma oportunidade fantástica para competir ao lado dos melhores pilotos do mundo.”

    O navegador acredita que o tipo de terreno poderá favorecer a competitividade do SSV. “Vamos competir com um SSV muito forte em aceleração e travagem. Apesar das limitações de velocidade máxima e do restritor do turbo, é um carro que pode ser competitivo nas pistas portuguesas. A navegação será semelhante à das provas nacionais, embora na etapa disputada em Espanha possamos encontrar percursos menos marcados, como é habitual nas provas do campeonato espanhol.”

    O Can-Am Maverick T4 de Bruno Oliveira será assistido pela equipa MM Sport, enquanto a competição terá início oficial a 17 de março, percorrendo ao longo de cinco dias pistas de Portugal e Espanha. No total, os concorrentes enfrentarão cerca de 1300 quilómetros cronometrados, numa prova que parte de Grândola, passa por Badajoz e termina em Loulé, no Algarve.

  • Henrique e Daniel Rodrigues apostam forte em 2026 com programa alargado

    Henrique e Daniel Rodrigues apostam forte em 2026 com programa alargado

    A dupla Henrique Rodrigues / Daniel Rodrigues, representantes das regiões do Távora-Varosa e Douro Sul, prepara uma temporada intensa para 2026, com um programa competitivo que inclui participações no Campeonato Promo de Ralis, no Castrol Portugal Rally Series e ainda em duas provas extracampeonato.

    A equipa, sediada entre Tarouca e Lamego, pretende marcar presença em algumas das provas mais mediáticas do calendário nacional, com o objetivo de garantir competitividade em pista e simultaneamente proporcionar forte visibilidade aos parceiros e patrocinadores que apoiam o projeto.

    O programa desportivo contempla 11 ralis, distribuídos entre sete provas em pisos de terra e quatro em asfalto, num calendário que levará a equipa a competir de norte a sul do país, incluindo uma deslocação às ilhas, caso os resultados o permitam.

    A temporada arranca já nos dias 27 e 28 de março, com a participação no Rali da Cabreira, em Vieira do Minho.

    Ao longo da primeira metade do ano, a equipa pretende avaliar o seu posicionamento competitivo nos dois campeonatos. Dependendo da evolução das classificações, poderá posteriormente definir uma estratégia mais focada numa das competições, ou continuar a disputar ambas até ao final da temporada.

    Para 2026, Henrique e Daniel Rodrigues voltam a contar com o Škoda Fabia N5, adquirido em 2025 e entretanto alvo de várias atualizações técnicas para esta nova época.

    “Temos um carro competitivo para os ralis que escolhemos e estamos muito motivados para perceber onde nos podemos posicionar em termos de resultados. Será uma época exigente, com muitos quilómetros e ralis muito diferentes entre si”, refere o piloto duriense.

    A concretização deste ambicioso programa desportivo só é possível graças ao apoio dos parceiros que acompanham o projeto. Alguns mantêm-se ao lado da equipa há vários anos, enquanto outros se juntam agora à iniciativa, reforçando a confiança no potencial competitivo e mediático da dupla.

    Para além da presença nas provas, a equipa tem também previstas várias iniciativas de promoção ao longo do ano, com o objetivo de potenciar o retorno e a visibilidade para todos os patrocinadores envolvidos.

  • SV Charter junta-se à Porsche Sprint Challenge Ibérica e reforça dimensão internacional da competição

    SV Charter junta-se à Porsche Sprint Challenge Ibérica e reforça dimensão internacional da competição

    A Porsche Sprint Challenge Ibérica celebra uma nova parceria com a SV Charter, empresa especializada em aviação executiva e serviços de charter aéreo. O acordo foi formalizado durante o evento internacional de apresentação da temporada 2026 realizado no Dubai, sendo firmado entre José Monroy, Seriues Manager da Porsche Sprint Challenge Ibérica, e Azat Mulgimov, CEO da SV Charter.

    Com mais de três décadas de experiência no setor da aviação privada, a SV Charter desenvolveu uma forte presença internacional, operando a partir dos Emirados Árabes Unidos e apoiando-se numa rede global de operadores e parceiros que permite organizar voos para destinos em todo o mundo. A empresa especializa-se na organização de voos executivos e operações charter personalizadas para clientes privados, empresas e organizações, assegurando soluções de mobilidade aérea adaptadas às necessidades específicas de cada missão.

    A integração da SV Charter na Porsche Sprint Challenge Ibérica reforça a estratégia de internacionalização da competição, que tem vindo a consolidar a sua presença junto de comunidades empresariais e plataformas globais ligadas ao universo da mobilidade, inovação e alta performance.

    Presença reforçada ao longo da temporada

    No âmbito desta parceria, a SV Charter passa a integrar o conjunto de patrocinadores da Porsche Sprint Challenge Ibérica, com presença em vários suportes de comunicação associados ao campeonato. A marca estará visível no pódio oficial, em materiais institucionais e de comunicação, bem como nas newsletters e plataformas digitais da competição.

    Um dos elementos de maior destaque deste acordo será o Safety Car do campeonato, que será decorado com a identidade visual da SV Charter. O veículo continuará a ser conduzido pelas irmãs Nadine Quintaneiro e Raquel Quintaneiro, assumindo-se como um dos principais suportes de visibilidade da marca durante os eventos da temporada.

    Paralelamente, a SV Charter estará presente em todas as provas do calendário, recebendo convidados no VIP Lounge da competição e reforçando a ligação da marca ao ambiente exclusivo e às experiências proporcionadas pela Porsche Sprint Challenge Ibérica.

    Uma parceria alinhada com a visão internacional da PSCI

    Azat Mulgimov, CEO e proprietário da SV Charter, destacou a importância da parceria: “A SV Charter tem orgulho em juntar-se à Porsche Sprint Challenge Ibérica como parceiro oficial para a temporada de 2026. Este evento não celebra apenas o espírito da velocidade — tanto em terra como nos céus — mas também evidencia a sinergia única entre a alta performance automóvel e a aviação executiva. Estamos entusiasmados por construir uma parceria de longo prazo e contribuir para criar oportunidades tanto no universo do desporto automóvel como no da aviação.”

    Para José Monroy, Series Manager da Porsche Sprint Challenge Ibérica, esta parceria reflete a crescente projeção internacional do campeonato: “A ligação com a SV Charter surge de forma muito natural no contexto da estratégia de internacionalização da Porsche Sprint Challenge Ibérica. Tal como o desporto automóvel, a aviação executiva está profundamente associada aos conceitos de mobilidade, precisão e performance. Esta parceria reforça a ligação da PSCI a uma rede global de parceiros e abre novas oportunidades de colaboração em mercados internacionais.”

    Com esta nova parceria, a Porsche Sprint Challenge Ibérica continua a consolidar o seu posicionamento como uma plataforma que vai além da competição em pista, integrando parceiros estratégicos de diferentes setores que partilham uma visão comum de excelência, inovação e projeção internacional.

  • Rui Madeira inicia preparação para 2026 com teste positivo em Fafe

    Rui Madeira inicia preparação para 2026 com teste positivo em Fafe

    A zona da Lagoa, em Fafe serviu de palco para o arranque competitivo da temporada 2026 de Rui Madeira. O consagrado piloto português realizou um dia intenso de testes ao volante do Hyundai i20 N Rally2 da CRN Motorsport, acompanhado pelo navegador Nuno Rodrigues da Silva, num trabalho que marcou o primeiro contacto com o carro após a pausa competitiva desde o final da época de 2025.

    O teste teve como objetivo principal preparar o arranque da temporada, inicialmente previsto para o Rally das Camélias, prova entretanto adiada e agora marcada para os dias 25 e 26 de abril, mantendo-se como a primeira participação de Rui Madeira em 2026.

    A sessão de testes em Fafe assumiu também particular importância por marcar a estreia de um novo propulsor no Hyundai i20 N Rally2 da CRN Motorsport, já equipado com as mais recentes evoluções técnicas desenvolvidas pela Hyundai.

    Este novo motor apresenta melhorias significativas, não apenas ao nível da potência, mas sobretudo na forma como entrega essa performance ao piloto. A evolução traduz-se numa utilização mais ampla da faixa de rotações e num comportamento mais progressivo, facilitando a condução no limite.

    Ao longo do dia, Rui Madeira realizou várias passagens num troço da Lagoa, em ambos os sentidos, experimentando diferentes afinações e soluções técnicas no carro, num trabalho de desenvolvimento que permitiu compreender melhor o potencial competitivo do Hyundai para a nova temporada.

    Rui Madeira satisfeito com a evolução

    No final do teste, o piloto mostrou-se bastante satisfeito com o comportamento do carro e com a evolução registada no conjunto: “Foi um teste muito positivo, superou as expectativas. Sinceramente, não esperava que a evolução fosse tão grande. Há aqui uma grande evolução no motor. Está muito mais redondo e o carro acabou por ficar mais rápido e, ao mesmo tempo, mais fácil de conduzir”.

    O piloto explicou ainda que a nova configuração permite explorar melhor a caixa de velocidades e manter o motor em regimes mais eficientes: “Em zonas onde antes utilizava segunda velocidade, agora consigo fazer de terceira e sempre com o motor em altas. Isso torna o carro mais eficaz e também mais agradável de conduzir”, acrescentou.

    Durante o teste foram igualmente realizados ajustes na suspensão para adaptar o carro a pisos secos, uma vez que a última utilização do Hyundai i20 Rally2 tinha ocorrido no Rally de Lisboa, disputado sob condições meteorológicas extremamente adversas. “Fizemos aqui um pequeno acerto e acho que o carro está muito bom para pisos secos”, referiu.

    Ambição de lutar pela vitória nas Camélias

    Com o arranque da época marcado para o Rally das Camélias, Rui Madeira assume uma postura ambiciosa, embora consciente da competitividade esperada. “Temos de pensar em ir para lutar pela vitória. Já ganhámos esta prova algumas vezes, mas sabemos que vamos ter adversários muito fortes, com vários Rally2 à partida”, destacou.

    Apesar do entusiasmo, o piloto reconhece que o adiamento da prova prolongou a espera pelo início da época: “Gostava que o rali começasse amanhã, porque agora temos um grande compasso de espera. Vamos tentar ainda fazer mais alguma prova antes das Camélias, se houver essa possibilidade”.

    Para a temporada de 2026, Rui Madeira deverá cumprir um programa competitivo diversificado, combinando participações em ralis ao volante do Hyundai i20 Rally2 da CRN Motorsport com outras provas onde voltará a pilotar o seu icónico Mitsubishi Lancer Evo III, especialmente em eventos e competições da categoria Legends, tanto em Portugal como além-fronteiras. Entre os cenários em estudo está a possibilidade de disputar outras provas com o Hyundai i20 Rally2, como o Rally de Lisboa ou mesmo uma prova em pisos de terra do Campeonato de Portugal de Ralis.

    O teste realizado em Fafe marcou assim um arranque promissor para a nova época, permitindo ao piloto e à equipa avaliar o potencial da nova evolução do Hyundai i20 Rally2 e iniciar a preparação com ambição para os desafios que se aproximam.

  • Alpine entra numa nova era com desportivos elétricos e plataforma de alto desempenho

    Alpine entra numa nova era com desportivos elétricos e plataforma de alto desempenho

    A Alpine está a acelerar a sua transformação e expansão no mercado global de automóveis desportivos premium, reforçando a gama de modelos, investindo em novas tecnologias e preparando uma nova geração de veículos elétricos de alto desempenho.

    A estratégia da marca francesa passa por ampliar o seu portfólio, que atualmente inclui o desportivo Alpine A110, o hot hatch A290 e o fastback desportivo A390, modelos que representam a nova fase de crescimento da Alpine.

    No centro desta evolução está o desenvolvimento da Alpine Performance Platform (APP), uma nova arquitetura tecnológica concebida especificamente para automóveis desportivos elétricos. A plataforma permitirá à marca desenvolver diferentes tipos de carroçaria — incluindo coupé, spider e versões 2+2 — mantendo os princípios fundamentais da Alpine: leveza, agilidade e prazer de condução.

    Nova geração do A110 continuará a nascer em Dieppe

    A futura geração do Alpine A110, que será totalmente elétrica, continuará a ser desenvolvida e fabricada na Manufacture Alpine Dieppe Jean Rédélé, em França. A decisão garante a continuidade do legado industrial da marca no local onde nasceu o projeto original idealizado por Jean Rédélé.

    Dieppe mantém-se assim como o centro da identidade da Alpine, sendo também a fábrica responsável pela produção do atual A110 desde o renascimento da marca em 2017.

    Plataforma tecnológica desenvolvida para desportivos elétricos

    A nova Alpine Performance Platform foi criada para responder aos desafios técnicos da eletrificação sem comprometer o ADN desportivo da marca. A arquitetura utiliza uma estrutura avançada em alumínio, desenvolvida para garantir leveza, rigidez e modularidade. A construção recorre a tecnologias de colagem e rebitagem que reforçam a integridade estrutural e contribuem para um comportamento dinâmico de elevado nível.

    Para preservar o equilíbrio característico de um automóvel desportivo, com uma distribuição de massas próxima de 40/60 entre os eixos dianteiro e traseiro, a plataforma integra dois packs de baterias estrategicamente posicionados na estrutura. Estas baterias utilizam tecnologia 800 volts cell-to-pack, com células de elevada densidade energética que permitem reduzir o peso e melhorar os tempos de carregamento.

    A plataforma inclui ainda um novo eixo traseiro elétrico 3 em 1, que integra motor elétrico, transmissão e eletrónica de potência, oferecendo elevados níveis de binário e uma resposta extremamente rápida.

    Tecnologia avançada ao serviço da experiência de condução

    O funcionamento global da plataforma será coordenado pelo Alpine Dynamic Model (ADM ECU), um sistema eletrónico central que gere a interação entre a bateria, os motores elétricos, os travões, a direção e a aerodinâmica ativa.

    Para reforçar a dinâmica em curva, a Alpine desenvolveu também o sistema Alpine Active Torque Vectoring (AATV), capaz de distribuir o binário entre as rodas direita e esquerda a cada 10 milissegundos, aumentando a precisão e a agilidade do veículo.

    O habitáculo foi igualmente pensado para maximizar o envolvimento do condutor, com uma posição de condução inspirada na Fórmula 1, assento rebaixado, volante vertical e todos os instrumentos essenciais facilmente acessíveis.

    Segundo Philippe Krief, diretor executivo da Alpine, esta nova fase representa um passo decisivo para o futuro da marca:
    “A nossa ambição é tornarmo-nos a principal marca francesa especializada em automóveis desportivos a nível mundial, oferecendo os melhores modelos da era elétrica. Para isso, vamos integrar constantemente novas tecnologias no ADN da Alpine.”

    Rede internacional em expansão

    O crescimento da Alpine reflete-se também na expansão da sua rede comercial e de experiências. A marca conta atualmente com 170 Alpine Stores em 25 mercados, além de espaços conceptuais Atelier Alpine e do centro de experiências La Piste Bleue. Os Atelier Alpine, concebidos como espaços imersivos dedicados ao universo da marca, já estão presentes em Barcelona e Paris, estando previstas novas aberturas em Milão e Londres em 2026. Já o centro La Piste Bleue, inaugurado em 2024, oferece experiências de condução e programas de desenvolvimento de competências ao volante dos modelos Alpine, aproximando os entusiastas da filosofia da marca.

    Depois de ultrapassar pela primeira vez as 10.000 unidades vendidas num ano, com 10.970 automóveis comercializados, a Alpine entra agora numa nova fase de crescimento sustentado, apostando numa gama mais alargada e numa nova geração de desportivos elétricos capazes de preservar o espírito que sempre definiu a marca.

  • Autódromo do Algarve prepara fim de semana imersivo para o Mundial Superbike

    Autódromo do Algarve prepara fim de semana imersivo para o Mundial Superbike

    O Autódromo Internacional do Algarve volta a preparar um fim de semana repleto de atividades para os fãs do Mundial Superbike, que regressa a Portimão entre 27 e 29 de março para a segunda ronda do campeonato de 2026.

    A organização volta a apostar num evento imersivo, onde o paddock será o centro de todas as atenções e das principais experiências para o público. A procura por bilhetes tem sido elevada, impulsionada sobretudo pela estreia de Miguel Oliveira no campeonato aos comandos de uma BMW oficial. Além da ação em pista, os visitantes terão várias oportunidades para conhecer de perto o traçado do circuito algarvio, conhecido como a “Montanha-Russa” pelas suas quinze curvas desafiantes.

    Entre as atividades previstas destaca-se o regresso do popular comboio turístico, que permitirá percorrer o circuito nos dias 28 e 29 de março. Também estarão novamente disponíveis as Hot Laps, experiência que permite aos mais destemidos dar uma volta ao traçado como passageiros numa Yamaha R1, acompanhados por instrutores da Racing School. A fechar o programa do fim de semana, no domingo, realiza-se a tradicional Parade Lap, onde os fãs poderão percorrer o circuito com as suas próprias motos numa volta especial pelo traçado de Portimão.

    Com cerca de 100 pilotos em pista, divididos por quatro categorias, o programa competitivo inclui nove corridas ao longo do fim de semana. A ronda portuguesa marcará ainda a estreia dos campeonatos Sportbike e WorldWCR, o campeonato feminino de velocidade. Na categoria Sportbike estará também presente Tomás Alonso, que competirá com as cores da equipa de Miguel Oliveira.

    A ação em pista começa na sexta-feira com as primeiras sessões de treinos livres e qualificações, seguindo-se no sábado e domingo as corridas das várias categorias, incluindo as provas do WorldSBK, WorldSSP, WorldWCR e WorldSPB. Os bilhetes para o evento e para as diferentes atividades do fim de semana estão disponíveis no site oficial do Autódromo Internacional do Algarve.

    Programa (horários principais)

    Sexta-feira – 27 de março
    Treinos livres e sessões de Superpole das várias categorias.

    Sábado – 28 de março

    • Corrida 1 WorldWCR – 12h00
    • Corrida 1 WorldSPB – 13h00
    • Corrida 1 WorldSSP – 14h00
    • Corrida 1 WorldSBK – 15h30

    Domingo – 29 de março

    • Superpole Race WorldSBK – 11h10
    • Corrida 2 WorldWCR – 12h00
    • Corrida 2 WorldSPB – 13h00
    • Corrida 2 WorldSSP – 14h00
    • Corrida 2 WorldSBK – 15h30

    Com uma forte adesão esperada nas bancadas e um programa repleto de atividades, a ronda algarvia promete voltar a afirmar-se como uma das etapas mais espetaculares do calendário do Mundial Superbike.

  • Sodikart domina em Lonato e conquista título da WSK Super Master Series em KZ2

    Sodikart domina em Lonato e conquista título da WSK Super Master Series em KZ2

    A Sodikart e a CPB Sport voltaram a confirmar o seu domínio na WSK Super Master Series, desta vez em Lonato, no circuito de South Garda Karting, uma das pistas mais exigentes do início da temporada. Depois do impacto causado semanas antes em Viterbo, a equipa voltou a destacar-se com uma vitória e um terceiro lugar na Final da categoria KZ2, consolidando um percurso absolutamente dominante.

    Com cinco vitórias em cinco corridas, o título da categoria KZ2 ficou matematicamente assegurado antes da ronda final do campeonato. O tom para o fim de semana foi dado logo nas sessões de qualificação. Max Orlov registou o melhor tempo na primeira sessão com 44,661s, antes de Senna Van Walstijn bater essa marca na segunda sessão com 44,624s, estabelecendo também um novo recorde da pista.

    Com 1.º e 2.º lugares na classificação combinada, e Marek Skrivan a garantir a terceira posição com a CPB Sport, a equipa colocou três pilotos no topo da tabela logo desde o início do evento. Nas mangas de qualificação, o domínio foi ainda mais evidente. Van Walstijn venceu todas as corridas disputadas, enquanto Orlov somou duas vitórias, num total de seis triunfos em seis corridas. Nas pré-finais, a tendência manteve-se. Van Walstijn voltou a vencer, registando novamente a volta mais rápida, enquanto Orlov dominou a sua corrida com autoridade. A grelha da Final refletiu esse domínio, com Van Walstijn na pole position e Orlov ao seu lado na primeira linha.

    Na corrida decisiva, Max Orlov confirmou o favoritismo ao conquistar a vitória com autoridade, assinando também a volta mais rápida da prova em 44,814s. O piloto garantiu assim o quinto triunfo consecutivo da temporada. Van Walstijn cruzou inicialmente a meta na segunda posição, mas uma penalização de cinco segundos por se ter movimentado antes do sinal de partida relegou-o para o sétimo lugar final. Já Marek Skrivan subiu ao terceiro lugar do pódio, premiando um fim de semana muito consistente. Jean Nomblot terminou na nona posição, somando pontos importantes para o campeonato.

    Na classificação geral da WSK Super Master Series, a Sodikart ocupa os três primeiros lugares, com Orlov, Van Walstijn e Skrivan.

    Paul Bizalion, responsável pela CPB Sport, destacou o desempenho coletivo da equipa: “Com cinco corridas e cinco vitórias estamos invictos. Apesar da penalização do Senna, o Marek garantiu o pódio e terminámos com nove pilotos na Final entre os sessenta melhores da categoria, numa pista muito exigente. É o reflexo de um trabalho de equipa notável, do espírito de luta do grupo e da performance irrepreensível do chassis Sodikart.”

    Bons indicadores na Mini GR3

    Na categoria Mini GR3, que contou com cerca de 60 pilotos inscritos, a Sodikart também mostrou competitividade desde os treinos cronometrados. Liam Barbo registou o 3.º melhor tempo, enquanto Alfie Garrett foi 12.º e Amine Pantoli 14.º. O resultado ganha ainda mais relevância pelo facto de Liam Barbo estar a disputar a sua primeira prova com a equipa oficial. Apesar de ter largado sempre nas primeiras posições, Barbo sofreu alguns incidentes nas corridas que acabaram por impedir o acesso à Final. Pantoli, por sua vez, teve um problema técnico no início da Final e partiu das boxes, completando ainda assim toda a corrida. O melhor resultado da equipa na categoria foi alcançado por Alfie Garrett, que terminou em 8.º lugar na Final, registando tempos por volta muito competitivos.

    Adrien Leidinger, diretor da equipa Sodikart, destacou o potencial demonstrado: “O que mais me impressiona são os tempos por volta. Tivemos três pilotos no grupo da frente e o Liam foi terceiro na qualificação logo na estreia com o nosso equipamento. Num circuito de referência como Lonato isso valida claramente o nosso nível de performance.”

    Com o título já garantido na categoria KZ2, a última ronda da WSK Super Master Series terá lugar em Franciacorta, onde a Sodikart e a CPB Sport tentarão fechar a temporada com mais um objetivo: colocar três pilotos no pódio final do campeonato.

  • EBRO reforça crescimento em Espanha e prepara entrada em Portugal

    EBRO reforça crescimento em Espanha e prepara entrada em Portugal

    A EBRO continua a consolidar a sua expansão no mercado espanhol e encerrou o mês de fevereiro com 2.361 unidades matriculadas, elevando o total acumulado do ano para 4.066 veículos. Num mercado que cresce 4,6% no acumulado anual, a marca já alcança 2,4% de quota total e 3,7% no segmento SUV, onde ocupa a 11.ª posição em volume.

    No ranking global do mercado espanhol, a EBRO posiciona-se agora na 18.ª posição, ultrapassando já 16.500 unidades matriculadas desde o relançamento da marca há cerca de um ano, o que confirma a rápida consolidação do seu projeto industrial e comercial.

    Grande parte deste crescimento é impulsionada pelo canal particular, responsável por mais de 60% das matrículas registadas entre janeiro e fevereiro, uma proporção significativamente superior à média do mercado e que demonstra a confiança dos clientes na proposta da marca.

    Modelos impulsionam crescimento

    Entre os modelos da gama, o EBRO s400 continua a afirmar-se como um dos principais motores de crescimento. Em fevereiro registou 1.128 matrículas, ocupando o 5.º lugar do segmento A0 SUV HEV e atingindo uma quota de 9,3%. No acumulado do ano soma já 2.061 unidades, confirmando a forte aceitação num dos segmentos mais competitivos do mercado.

    Também o EBRO s700 teve um desempenho particularmente expressivo. Com 680 unidades matriculadas em fevereiro, lidera o segmento SUV médio na classificação combinada de motores gasolina e híbridos plug-in (PHEV), com 11,1% de quota de mercado.

    Na análise por motorização, o modelo lidera claramente entre os SUV a gasolina, com 30,3% de quota, enquanto na variante PHEV ocupa o segundo lugar do segmento, com 12,8%. No acumulado de janeiro e fevereiro, o s700 soma 1.148 unidades, reforçando o seu papel central na gama da marca.

    No segmento superior, o EBRO s800 registou 275 matrículas em fevereiro, alcançando o 3.º lugar entre os SUV grandes (gasolina e PHEV combinados) com uma quota de 13,3%. Na versão a gasolina lidera claramente o segmento, com 89,5% de quota, enquanto na variante híbrida plug-in ocupa o 4.º lugar, com 8,7%. No acumulado anual soma 458 unidades.

    Já o topo de gama EBRO s900 PHEV 4×4 registou 219 matrículas em fevereiro, posicionando-se no top 3 do segmento D SUV híbrido plug-in com uma quota de 10,7%. No acumulado do ano soma 399 unidades, reforçando a presença da marca nos SUV eletrificados de maior dimensão.

    Chegada a Portugal em 2026

    Estes resultados sustentam o crescimento do projeto da marca, apoiado por uma rede comercial que já conta com 86 pontos de venda em Espanha e pela produção na EBRO Factory, em Barcelona.

    A EBRO prepara agora a sua entrada no mercado português, que será realizada através do Grupo MCoutinho, responsável pela distribuição e desenvolvimento da marca em Portugal. A comercialização deverá arrancar no primeiro semestre, acompanhada pela implementação progressiva da rede de concessionários.

    Para Pedro Calef, CEO da EBRO SUV, os números confirmam o momento positivo da marca: “Estes resultados confirmam que o projeto EBRO avança a passos firmes e que a nossa proposta multi-energia está a conectar-se com o cliente. O crescimento sustentado no canal particular e o nosso posicionamento nos principais segmentos SUV demonstram que estamos a construir uma marca sólida e competitiva. A chegada do s700 HEV reforçará ainda mais a nossa oferta, permitindo-nos ser a primeira gama da EBRO com as três etiquetas ambientais e ampliando as nossas oportunidades de crescimento em 2026.”

  • Rampa do Caramulo confirmada no Campeonato de Portugal de Montanha em 2026

    Rampa do Caramulo confirmada no Campeonato de Portugal de Montanha em 2026

    A Rampa do Caramulo vai integrar o Campeonato de Portugal de Montanha JC Group em 2026, na sequência de uma atualização efetuada pela Direção da Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting (FPAK).

    A decisão foi tomada após uma análise à estrutura competitiva inicialmente prevista para a temporada e depois de auscultada a APPAM – Associação Portuguesa de Pilotos de Automóveis de Montanha, cujo parecer foi favorável.

    O calendário inicialmente divulgado contemplava sete provas, um número inferior ao registado na época de 2025 e em temporadas anteriores. Face à trajetória de crescimento e afirmação que o Campeonato de Portugal de Montanha JC Group tem vindo a consolidar nos últimos anos, a FPAK entendeu promover ao escalão principal a Rampa do Caramulo, a única prova candidata a integrar o campeonato.

    Para salvaguardar o planeamento já realizado pelos clubes organizadores e garantir estabilidade na organização da época, foi igualmente decidido que a prova se realizará no encerramento da temporada, nos dias 24 e 25 de outubro de 2026.

    Com esta atualização, o campeonato passa a contar com oito provas, mantendo-se a obrigatoriedade de participação em seis para efeitos de classificação final. A alteração introduz também uma mudança no sistema de pontuação, passando os pilotos a dispor de dois resultados descartáveis, em vez de apenas um, como inicialmente previsto.

    A inclusão da nova prova levou ainda à suspensão da majoração de pontuação que estava prevista para a última ronda do campeonato, garantindo assim equilíbrio competitivo até ao final da temporada e evitando penalizar o planeamento previamente estruturado por equipas e pilotos.

    Segundo a FPAK, esta decisão enquadra-se numa estratégia de consolidação e valorização das competições nacionais, reforçando a qualidade, visibilidade e competitividade do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, atualmente uma das principais referências da disciplina no panorama automobilístico nacional.

  • FIA introduz nova categoria RX4 e traz carros de rali de volta ao rallycross internacional

    FIA introduz nova categoria RX4 e traz carros de rali de volta ao rallycross internacional

    Os carros de rali vão regressar à competição internacional de rallycross em corridas roda-a-roda pela primeira vez em mais de três décadas, com a introdução da nova categoria RX4, aprovada pela Federação Internacional do Automóvel (FIA).

    A nova classe integra a evolução da pirâmide Off-Road da FIA e permitirá que carros da especificação Rally4 compitam diretamente em circuitos de rallycross de superfície mista. A medida representa um passo importante para tornar a modalidade mais acessível e financeiramente sustentável, aproximando novamente o rallycross das suas origens e abrindo portas a uma nova geração de pilotos e adeptos.

    Desde o surgimento do rallycross, no início da década de 1970 — antes de se tornar um campeonato regulamentado pela FIA em 1976 — a modalidade evoluiu progressivamente de carros derivados de rali para máquinas cada vez mais especializadas, semelhantes aos atuais supercarros de rallycross. A introdução da categoria RX4 assinala agora o regresso de carros baseados em ralis às grelhas da disciplina, algo que não acontecia desde a era dos espetaculares Grupo B e do início dos anos 1990, considerada por muitos uma das fases mais marcantes da história da modalidade.

    Baseados nas atuais regulamentações Rally4, os carros RX4 exigem apenas modificações mínimas para competir em rallycross. Com cerca de 1080 kg de peso e motores 1.3 turbo, estes carros prometem oferecer níveis de desempenho competitivos, mas com custos significativamente mais baixos. Estima-se que o preço de um RX4 ronde os 70 mil euros, um valor bastante inferior ao das tradicionais máquinas de rallycross, tornando a categoria muito mais acessível para equipas e pilotos.

    Ao utilizar plataformas de rali derivadas de modelos de produção, a nova classe cria também uma ponte natural entre os ralis e o rallycross. Assim, pilotos que já competem em ralis poderão entrar mais facilmente na disciplina, ao mesmo tempo que se incentiva a chegada de novos participantes.

    Sem limite de inscrições previsto para a temporada de 2026, espera-se que a introdução da categoria RX4 contribua para um crescimento significativo da participação nos campeonatos de rallycross nos próximos anos.