Autor: Joaquim Amândio Santos

  • João Ferreira é o mais rápido no prólogo da Baja TT Montes Alentejanos

    João Ferreira é o mais rápido no prólogo da Baja TT Montes Alentejanos

    João Ferreira, aos comandos de um Toyota T1+ e navegado por Filipe Palmeiro, foi o mais rápido no prólogo da ESC Online Baja Montes Alentejanos 2026, prova que marca o arranque do Campeonato de Portugal de Todo-o-Terreno sob a égide da FPAK. No Campeonato Nacional de Todo-o-Terreno, disputado sob a égide da FMP, os melhores tempos foram alcançados por Bernardo Megre, em KTM, nas motos, Tomás Paulo em Yamaha nos quad e Tomás Neves, navegado por José Maria Pinha, em Polaris, nos SSV.

    Na competição FPAK, João Ferreira registou o melhor tempo absoluto com 4m09s. Na segunda posição terminou Luís Portela Morais, navegado por Carlos Mendes, que em Polaris foi também o mais rápido entre os T4, enquanto Ricardo Porém, com Nuno Sousa, colocou o Kaizen no topo entre os T3. Seguiram-se João Monteiro/Nuno Morais, segundos classificados entre os T4 em Can-Am, e Tiago Reis/Paulo Fiúza, segundos dos T3 em MMP. Luís Cidade/Valter Cardoso completaram o pódio dos T4, posicionando-se à frente de Miguel Barbosa/Joel Lutas, com o oito vezes campeão nacional a estrear-se aos comandos de um Polaris T4. No top 10 ficaram ainda Mário Franco/João Miranda, em Can-Am T3, João Ramos/Jorge Carvalho, em Toyota T1+, e João Dias/Rui Pita, em Polaris T4.

    Na categoria T1, José Rogeira/Paulo Marques, em Ford Ranger, foram os mais rápidos, superando o campeão César Sequeira, acompanhado por Filipa Sequeira, em Mercedes. Entre os T8, Marco Cardoso/André Barras, em Nissan, registaram o melhor tempo, enquanto Américo Santos/Jorge Monteiro, também em Nissan, dominaram entre os T2. Miguel Teodoro/Gonçalo Rosado foram os mais rápidos na categoria T9 e Leonor Barreto, em Isuzu, destacou-se como a senhora mais rápida do prólogo.

    Na vertente FMP, Bernardo Megre, em KTM, foi o mais veloz entre as motos com o tempo de 4m44s, apenas oito décimos mais rápido do que Gustavo Gaudêncio, em Honda, que foi o melhor entre os concorrentes da classe TT1. Bruno Santos, em Husqvarna, fechou o top 3, enquanto o campeão nacional Micael Simão, agora em KTM, assinou o melhor registo entre os pilotos da classe TT3, com Tomás Dias em Honda a ser o segundo mais rápido na categoria. Nos quad, o campeão nacional Tomás Paulo confirmou o favoritismo ao impor-se com naturalidade, registando 4m51s aos comandos da Yamaha.

    Nos SSV, os três melhores tempos foram alcançados por duplas em Polaris. Tomás Neves, acompanhado pelo estreante José Maria Pinha, foi o mais rápido com 4m26s, seguido por Pedro Antunes/José Sá Pires, a apenas 1,8 segundos. A terceira posição coube a Gonçalo Guerra, este ano navegado pelo campeão nacional André Lopes. Bernardo Passanha, com Xavier Albino, foi quarto e o melhor representante do novo Can-Am Challenge, enquanto Afonso Oliveira/Daniel Jordão fecharam o top 5, imediatamente à frente do campeão nacional Nelson Caxias, agora navegado por Luís Engeitado.

    A ESC Online Baja TT Montes Alentejanos conta com um total de 361,38 km cronometrados, num traçado de 120,46 km percorrido por três vezes. No sábado disputam-se dois setores seletivos para os concorrentes da FMP e um para os da FPAK, invertendo-se a situação no domingo, num fim de semana que promete muita luta pelos primeiros pontos da temporada.

  • Gonçalo Guerreiro, Campeão Nacional, falha ronda inaugural do CPTT em Beja

    Gonçalo Guerreiro, Campeão Nacional, falha ronda inaugural do CPTT em Beja

    O Campeonato de Portugal de Todo-o-Terreno AM48 está de regresso e arranca já este fim de semana com a realização da ESC Online Baja TT Montes Alentejanos, prova organizada pelo CPKA – Clube de Promoção de Karting e Automobilismo, que leva a caravana nacional até aos exigentes trilhos do Baixo Alentejo.

    A temporada começa, porém, com uma ausência de peso: o atual Campeão Nacional, Gonçalo Guerreiro, não estará presente na ronda inaugural, encontrando-se ainda em recuperação da lesão sofrida no Dakar. A sua ausência abre naturalmente o leque de candidatos à vitória, destacando-se nomes como João Ferreira, João Ramos, Tiago Reis, Alejandro Martins e Miguel Barbosa, todos eles pilotos com argumentos fortes para discutir os lugares cimeiros logo na primeira prova do ano.

    Com um total de 56 inscritos, a primeira ronda do CPTT promete um arranque de temporada muito disputado. Apesar das intempéries que recentemente afetaram o país, o CPKA teve de proceder a alguns ajustes de última hora no percurso, garantindo ainda assim condições de qualidade e segurança para a realização da prova.

    Um dos pontos de interesse desta edição será a presença de todas as categorias FPAK, nomeadamente T1+, T1, T2, T3, T4, T8 e T9, refletindo o crescimento e a diversidade da competição. O equilíbrio técnico entre as diferentes classes deixa antever, à semelhança do que aconteceu em 2025, duelos intensos entre os protótipos T3 e T4 e as viaturas tradicionalmente mais competitivas.

    A ESC Online Baja TT Montes Alentejanos arranca oficialmente esta quinta-feira com as verificações técnicas e documentais, seguindo-se na sexta-feira o Prólogo. Para sábado e domingo está previsto um setor seletivo de 120,46 km, que será percorrido em ambos os dias. No total, a prova contará com 459,10 km, dos quais 367 km cronometrados.

    Tudo está assim preparado para o arranque de uma nova temporada do todo-o-terreno nacional, com Beja a assumir novamente o papel de palco privilegiado para o início das grandes batalhas do CPTT 2026.

  • Porsche Sprint Challenge Ibérica destacada no Cascais Press Preview 2026

    Porsche Sprint Challenge Ibérica destacada no Cascais Press Preview 2026

    A Porsche Sprint Challenge Ibérica foi uma das competições selecionadas para marcar presença no Cascais Press Preview 2026, iniciativa promovida pela Câmara Municipal de Cascais em parceria com o Turismo de Cascais, que reuniu profissionais da comunicação social para a apresentação oficial dos principais eventos que irão integrar a agenda do concelho no próximo ano.

    A inclusão da PSCI neste momento institucional de referência reflete o reconhecimento crescente da série, que passa a integrar o grupo de grandes eventos internacionais que Cascais pretende projetar em 2026.

    A temporada de 2026 da Porsche Sprint Challenge Ibérica contará com duas jornadas no Autódromo do Estoril, incluindo a Grand Finale, reforçando uma ligação natural entre a competição e um dos circuitos mais emblemáticos da Europa. Mais do que um simples enquadramento desportivo, esta presença sublinha a relevância da PSCI enquanto evento de eleição dentro da estratégia de promoção internacional do território, alinhando-se com a visão de Cascais como destino privilegiado para experiências que combinam desporto, lifestyle e excelência organizativa.

    Ao longo de décadas, o Autódromo do Estoril afirmou-se como um palco incontornável da história do desporto motorizado. Foi aqui que se escreveram capítulos memoráveis da Fórmula 1, do Mundial de Ralis, do MotoGP e do Mundial de Superbikes, entre muitos outros campeonatos de prestígio internacional. Esta herança consolidou Cascais e o Estoril como territórios profundamente ligados à cultura do motorsport, onde a velocidade, a inovação e a emoção continuam a ser parte integrante da sua identidade.

    Mas Cascais é igualmente sinónimo de elegância, charme e exclusividade. Reconhecido internacionalmente pelo ambiente cosmopolita, pela ligação à moda, ao turismo premium e a um estilo de vida sofisticado, o concelho oferece o enquadramento perfeito para uma competição que, em 2026, assume plenamente o conceito “Raceborn”. A Porsche Sprint Challenge Ibérica encontra aqui o cenário ideal para afirmar a sua identidade: um equilíbrio harmonioso entre performance pura em pista e uma atmosfera de classe que reflete o ADN da marca Porsche.

    A presença da PSCI no Cascais Press Preview 2026 reforça, assim, o posicionamento da competição como uma escolha estratégica dentro do calendário internacional de eventos do concelho. Integrada num conjunto de iniciativas de elevada notoriedade, a série confirma o seu crescimento sustentado e a capacidade de atrair público, atenção mediática e parceiros.

    Para José Monroy, Series Manager da Porsche Sprint Challenge Ibérica, este reconhecimento institucional representa um passo natural na evolução da série: “Estar entre os grandes eventos apresentados por Cascais para 2026 é um sinal claro do caminho que temos vindo a construir. O Estoril e Cascais fazem parte da história do motorsport mundial e representam um equilíbrio raro entre tradição, elegância e paixão pelas corridas. É precisamente esse espírito que queremos refletir na PSCI: uma competição exigente e emocionante, mas também uma experiência onde performance, classe e emoção coexistem de forma natural.”

    Já Nuno Piteira Lopes, Presidente da Câmara Municipal de Cascais, destacou que “A Porsche Sprint Challenge Ibérica afirmou-se como um evento de grande impacto para o concelho, reforçando a ligação histórica de Cascais ao desporto automóvel e ao Circuito do Estoril. O sucesso da prova em 2025 trouxe visibilidade internacional, público, dinamismo económico e uma imagem premium alinhada com aquilo que queremos para Cascais. Em 2026 vamos reforçar essa aposta com duas corridas, confiantes de que a PSCI continuará a ser uma competição de referência no calendário do motorsport ibérico e europeu”

    Com duas rondas previstas para 2026, culminando na Grand Finale, no Estoril, a Porsche Sprint Challenge Ibérica prepara-se para regressar a Cascais e ao Estoril com ambição renovada, oferecendo não apenas competição ao mais alto nível, mas uma experiência que cruza velocidade, emoção e elegância num dos cenários mais icónicos do automobilismo europeu.

  • ESC Online Baja Montes Alentejanos arranca o CNTT 2026 com 114 inscritos em Beja

    ESC Online Baja Montes Alentejanos arranca o CNTT 2026 com 114 inscritos em Beja

    A ESC Online Baja Montes Alentejanos 2026 marca o arranque oficial do Campeonato Nacional de Todo-o-Terreno, disputado sob a égide da FMP, e apresenta uma lista de inscritos de grande qualidade, reunindo um total de 114 participantes entre motos, quads, SSV e categoria Hobby. A prova alentejana confirma-se assim como um dos grandes momentos de abertura da temporada nacional, levando para os trilhos de Beja algumas das principais referências da modalidade.

    Na competição de motos, o campeão nacional Micael Simão, em GasGas, parte como principal referência, mas terá forte oposição num pelotão onde se destacam Gustavo Gaudêncio, Tomás Dias, João Duarte, Gonçalo Amaral e Salvador Amaral, todos em Honda. Entre os nomes fortes surgem ainda Bernardo Megre e David Megre, ambos em KTM, bem como Nelson Cunha, Fernando Ferreira e Jorge Leite, em Kawasaki.

    A prova fica também marcada por participações especiais, como a de António Maio, que alinha numa Yamaha Ténéré na Classe Trail, e de Pedro Bianchi Prata, que fará a estreia competitiva da nova STRiX, uma moto 100% elétrica. Destaque igualmente para Daniela Mateus, única participante feminina no pelotão de motos.

    Nos quads, o campeão Tomás Paulo, em Yamaha, apresenta-se novamente como o grande favorito, depois de uma temporada 2025 dominadora, onde venceu todas as corridas disputadas, entrando nesta nova época com o objetivo claro de manter a hegemonia.

    Já na competitiva categoria SSV, o campeão nacional Nelson Caxias terá pela frente forte concorrência, numa grelha que inclui nomes experientes como Roberto Borrego e Pedro Santinho Mendes, ambos ex-campeões nacionais e também ao volante de Can-Am. Entre os representantes da Polaris surgem pilotos como Pedro Antunes, Tiago Guerreiro, Pedro Pinha, Tomás Neves e Afonso Oliveira, enquanto André Rodrigues será o responsável por colocar em pista o único Segway presente nesta edição da prova.

    A competição arranca desportivamente no dia 27 de fevereiro com um prólogo de cerca de 5,64 km. No total, a Baja TT Montes Alentejanos contará com 361,38 km cronometrados, distribuídos por um setor seletivo de 120,46 km percorrido três vezes. O programa competitivo contempla dois setores seletivos no sábado e o derradeiro setor no domingo, encerrando assim a jornada inaugural do Campeonato Nacional de Todo-o-Terreno 2026.

    Com números expressivos e um elenco recheado de candidatos aos lugares cimeiros, a Baja Montes Alentejanos promete um arranque intenso de temporada, reunindo em Beja algumas das principais figuras do todo-o-terreno nacional.

  • Toyota testa no algarve protótipo WRC27 com base no GR 86

    Toyota testa no algarve protótipo WRC27 com base no GR 86

    A Toyota Gazoo Racing esteve recentemente no Algarve a realizar uma sessão de testes com um protótipo que poderá vir a representar a marca japonesa na próxima geração do Campeonato do Mundo de Ralis (WRC), prevista para entrar em vigor em 2027. A presença da estrutura nipónica em estradas portuguesas volta a colocar o país no mapa do desenvolvimento técnico da modalidade, numa fase crucial de preparação para uma nova era regulamentar.

    Ao contrário das especulações iniciais que apontavam para um regresso ao histórico Celica, o modelo utilizado como base para o projeto é o Toyota GR86, desportivo compacto da marca japonesa que se destaca pelo conceito de tração traseira, baixo peso e forte ligação à filosofia de condução pura defendida pela Gazoo Racing. A escolha do GR86 representa uma aproximação entre a identidade desportiva atual da Toyota e o futuro dos ralis, reforçando a aposta em modelos emocionalmente fortes e reconhecíveis pelo público.

    Ainda que o GR86 nunca tenha competido oficialmente no WRC, a sua imagem evoca a tradição da Toyota no desporto automóvel, marcada por modelos icónicos que ajudaram a construir o legado da marca no Campeonato do Mundo de Ralis ao longo das últimas décadas.

    Os testes realizados em Portugal enquadram-se no desenvolvimento dos novos regulamentos técnicos WRC27, que irão substituir os atuais Rally1 a partir de 2027. A Federação Internacional do Automóvel (FIA) pretende, com este novo ciclo, reduzir custos, simplificar a tecnologia e facilitar a entrada de novos construtores e equipas privadas na categoria principal.

    Entre as principais novidades do regulamento destacam-se a utilização de uma célula de segurança tubular comum (spaceframe), maior liberdade no design exterior das carroçarias, simplificação de vários componentes técnicos e o abandono da tecnologia híbrida, apostando numa solução mais sustentável do ponto de vista financeiro e operacional. O objetivo é garantir carros competitivos, seguros e visualmente distintos, ao mesmo tempo que se cria uma plataforma mais acessível para o futuro do campeonato.

    A Toyota, estruturas mais forte da atualidade no WRC, surge assim entre as primeiras marcas a testar conceitos alinhados com a nova filosofia técnica. A escolha do Algarve para estas sessões volta também a sublinhar o papel das estradas portuguesas como laboratório privilegiado para o desenvolvimento de carros de rali, graças à diversidade de pisos e condições disponíveis.

    Apesar de ainda não existirem confirmações oficiais quanto à configuração final do projeto, os ensaios agora realizados representam um passo importante na construção da próxima geração de carros do Mundial de Ralis, numa fase em que o WRC começa já a olhar para o futuro pós-2026.

  • Porsche Cup C6 Bank arranca em Interlagos com 78 pilotos e cinco corridas no programa

    Porsche Cup C6 Bank arranca em Interlagos com 78 pilotos e cinco corridas no programa

    O maior evento monomarca do automobilismo latino-americano dá início à temporada 2026 já neste fim de semana, no icónico Autódromo de Interlagos, com a abertura oficial do campeonato de sprint da Porsche Cup C6 Bank. A jornada inaugural promete muita ação, reunindo 78 pilotos inscritos distribuídos pelas classes Carrera, Challenge e Trophy, num formato competitivo já consolidado ao longo dos 21 anos de história da categoria.

    A principal categoria da competição contará com 37 pilotos em pista, divididos entre as subclasses Carrera, Sport e Rookie, todos a pontuar para o campeonato principal, além das respetivas classificações paralelas.

    Mantém-se a regra introduzida na época passada que permite apenas um descarte de resultado por carro na Carrera, enquanto nas demais divisões — incluindo Sport e Rookie — são permitidos dois descartes. Penalizações por bandeira preta não podem ser eliminadas, sendo os descartes aplicados apenas após a última prova da temporada, garantindo emoção até à etapa final, marcada para o evento de suporte ao GP de São Paulo de Fórmula 1, em novembro.

    As corridas da Carrera e da Challenge terão duração prevista de 25 minutos mais uma volta, mantendo também a utilização do sistema Boost, mecanismo que oferece potência adicional. Cada piloto recebe um número limitado de ativações antes da qualificação, cabendo-lhe gerir estrategicamente o uso entre a luta pela posição de partida e o desempenho em corrida.

    Formato competitivo mantém espetáculo

    Os campeonatos Carrera e Challenge são compostos por seis etapas e, nas quatro primeiras, o formato inclui apenas uma sessão qualificatória, que define o grid da primeira corrida — aquela que atribui mais pontos. Já as grelhas para a segunda corrida são definidas através de sorteio feito pelo vencedor da corrida inaugural, que escolhe a inversão de 6, 7 ou 8 posições. Este sistema visa impedir estratégias conservadoras e incentivar ataques constantes às posições durante as provas.

    Na Challenge, tal como nas restantes categorias, os pilotos Rookie também pontuam nas subclasses específicas, mantendo a filosofia de integração e progressão competitiva.

    Trophy estreia divisão Rookie

    A grande novidade da temporada surge na classe Trophy, dedicada aos Porsche 911 Cup geração 991.1. Pela primeira vez, passa a existir também uma divisão Rookie nesta categoria de entrada, destinada a novos talentos. A Trophy disputa apenas uma corrida por etapa, sempre em circuitos nacionais, com provas de 20 minutos mais uma volta e partidas em fila indiana que abrem a programação dominical.

    A etapa inaugural arranca já nesta quinta-feira com os testes de pré-temporada. A sexta-feira será dedicada aos treinos livres, enquanto no sábado decorrem as sessões qualificatórias das três categorias e as primeiras corridas da Carrera e Challenge. No domingo, a ação intensifica-se com três corridas, colocando em pista os 78 pilotos inscritos em busca dos primeiros pontos e troféus da época no principal palco do automobilismo brasileiro.

    Com um grid recorde e um formato desportivo que privilegia o espetáculo e a imprevisibilidade, a Porsche Cup C6 Bank 2026 promete começar em alta velocidade em Interlagos.

  • Maria Luís Gameiro regressa à competição no arranque do CERTT 2026

    Maria Luís Gameiro regressa à competição no arranque do CERTT 2026

    Dois meses depois da sua participação no Dakar, Maria Luís Gameiro volta à competição para enfrentar um novo desafio internacional. A piloto do Team Motivo JCB vai alinhar no XI Rallye TT Guadalajara – Villa de Cifuentes, prova inaugural do Campeonato de España de Rallyes Todo Terreno (CERTT) 2026, agendada para os dias 6 e 7 de março, na província de Guadalajara.

    Este regresso marca o início de uma nova fase da temporada para a piloto portuguesa, que volta aos Rally TT após cerca de dois anos afastada deste tipo de provas. A participação em solo espanhol surge também carregada de novidade, já que Maria Luís Gameiro terá pela primeira vez ao seu lado Barbara Pereira, jovem navegadora portuguesa de 23 anos, que se estreia como co-piloto na competição. A dupla protagoniza assim o debute de uma equipa feminina lusa no CERTT, um marco relevante na presença portuguesa na modalidade.

    Ao volante do competitivo MINI JCW T1+, a equipa terá pela frente um rali exigente, conhecido pelas suas pistas rápidas e sinuosas. O percurso em redor de Cifuentes combina zonas de grande velocidade com troços mais técnicos e degradados, onde a navegação e a gestão de ritmo poderão ser determinantes. Caso as previsões meteorológicas tragam chuva, a lama e os regueiros típicos do terreno castelhano poderão tornar a prova ainda mais desafiante.

    A estrutura do rali contempla cerca de 447 quilómetros totais, dos quais 363 quilómetros disputados contra o cronómetro. A competição arranca na sexta-feira com uma super-especial de 6 km, desenhada para definir a ordem de partida para o setor seletivo principal.

    O dia decisivo será sábado, com três setores seletivos exigentes: um primeiro troço com cerca de 123 km, seguido por um segundo setor de aproximadamente 118 km após reagrupamento sem assistência, culminando num terceiro e derradeiro setor também com cerca de 118 km, que encerra o rali.

    Para Maria Luís Gameiro, esta prova representa não só o regresso ao ritmo competitivo europeu após o Dakar, mas também o início de uma nova parceria desportiva e um importante passo no reforço da presença feminina portuguesa no todo-o-terreno internacional.

  • Freita volta a ser palco mítico dos ralis com o “Freita – Mythic Rally Stage”

    Freita volta a ser palco mítico dos ralis com o “Freita – Mythic Rally Stage”

    Na Serra da Freita, cenário de alguns dos momentos mais marcantes da história dos ralis em Portugal, o passado volta a ganhar vida nos dias 24 e 25 de abril com a realização do “Freita – Mythic Rally Stage”, evento evocativo integrado no projeto “Mythic Rally Stage”. O Arouca Geopark será o epicentro desta iniciativa que pretende recriar uma das classificativas mais emblemáticas do automobilismo nacional, num ambiente marcado pela memória, emoção e proximidade com o público.

    Promovido pela XRacing e com o apoio do Município de Arouca, o evento assume como principal objetivo proporcionar uma experiência diferenciadora, centrada na valorização histórica e patrimonial do desporto automóvel. A edição inaugural deverá reunir cerca de 50 viaturas históricas, representativas de diferentes épocas dos ralis, muitas delas ligadas a capítulos inesquecíveis da modalidade, reforçando o carácter simbólico e evocador da iniciativa.

    A escolha da classificativa da Freita para arrancar o projeto não surge por acaso. Este troço foi percorrido por algumas das maiores estrelas dos ralis, integrando por 17 vezes o Rali de Portugal, nas épocas “TAP” e “Vinho do Porto”, além de diversas provas do Campeonato Nacional de Ralis e do Open de Ralis. Conhecida pelo seu perfil exigente, pela variedade de pisos e pela constante exposição às condições atmosféricas, a Freita ficou eternizada na memória coletiva de pilotos e adeptos como um verdadeiro teste à condução, resistência e fiabilidade mecânica.

    O programa divide-se por dois dias dedicados à evocação do passado. Na sexta-feira, 24 de abril, as viaturas estarão em exposição no centro histórico de Arouca, culminando numa tertúlia dedicada à história da classificativa. Já no sábado, 25 de abril, o evento atinge o ponto alto com três passagens em ritmo acelerado por cerca de 20 quilómetros da lendária classificativa, num ambiente de celebração que deverá prolongar-se até ao final da tarde.

    A componente desportiva ficará a cargo do Targa Clube, entidade histórica do automobilismo português, reforçando a autenticidade do projeto e a ligação à tradição dos ralis na Serra da Freita. Para Pedro Ortigão, um dos responsáveis da XRacing, a iniciativa nasce com ambição clara:

    “É com grande entusiasmo que encaramos mais este desafio e logo tendo por base a classificativa da Freita, um local com tanta tradição e que tanto diz aos pilotos e adeptos dos ralis. Na sequência do trabalho que temos desenvolvido no ‘Slowly Sideways Europe’, este novo desafio assume-se como o ponto de partida para um projeto que visa levar carros emblemáticos mais vezes ao seu habitat natural, e, no fundo, aos palcos e ambientes que contribuíram para os tornar especiais.”

    Inserido no coração do Arouca Geopark, território classificado como Geoparque Mundial da UNESCO desde 2009, o evento assume também uma forte dimensão turística e territorial. Com paisagens únicas e património natural e cultural de referência, a região oferece um cenário ideal para acolher uma iniciativa que cruza emoção, história e natureza.

    A presidente da Câmara Municipal de Arouca, Margarida Belém, sublinha essa ligação entre território e desporto:

    “O Arouca Geopark é um território de emoções fortes, onde a natureza e a adrenalina convivem em perfeita harmonia. Com o ‘Freita Mythic Rally Stage’, quisemos resgatar o misticismo de uma das classificativas mais emblemáticas da história do Rally de Portugal. Mais do que uma homenagem ao passado, este evento pretende afirmar-se como uma celebração da identidade de Arouca: recupera histórias, revive sons e imagens de máquinas míticas e reúne participações icónicas, respeitando os valores naturais únicos que distinguem este território com selo UNESCO.”

    Com esta estreia, o “Freita – Mythic Rally Stage” inaugura um novo ciclo evocativo no desporto automóvel nacional, afirmando-se como o primeiro capítulo de um projeto que pretende devolver ao público o ambiente das grandes classificativas históricas, mantendo viva a paixão pelos ralis e pela memória das máquinas que fizeram história.

  • Wingmotor Honda regressa à competição na Baja TT Montes Alentejanos

    Wingmotor Honda regressa à competição na Baja TT Montes Alentejanos

    A equipa Wingmotor Honda está de regresso às competições nacionais e vai marcar presença na edição de 2026 da Baja TT Montes Alentejanos, prova que se realiza entre os dias 26 e 28 de fevereiro nos exigentes trilhos do Baixo Alentejo. A corrida assinala o arranque do Campeonato Nacional de Todo-o-Terreno e será o primeiro grande desafio da temporada para os irmãos Salvador, Gonçalo e Manuel Amaral.

    A formação regressa com ambição, mas também com uma abordagem estratégica para o início da época, procurando ganhar ritmo competitivo sem comprometer os objetivos definidos para o resto do ano.

    Salvador Amaral destaca precisamente essa visão equilibrada para o arranque da temporada:

    “Este ano ainda estamos a tentar perceber o que conseguimos fazer a nível de campeonato. O CNTT é sempre uma excelente montra, com boas corridas para treinarmos e para nos mantermos rápidos sem comprometer nada do que temos planeado para este ano. A Baja TT Montes Alentejanos será o nosso regresso às corridas. Beja costuma ser muito rápida e temos de ir com cautela para não comprometer o ano. Mas, vai ser uma corrida excelente como é sempre, com boa organização e muita competitividade. A lista de inscritos é excelente o que é bom para a modalidade e para o espetáculo. Convidamos toda a gente a vir assistir a esta corrida este fim-de-semana pois promete ser uma corrida excelente e com muito espetáculo.”

    No plano desportivo, Salvador Amaral e Gonçalo Amaral vão alinhar aos comandos de motos Honda CRF450, integradas na classe TT2, enquanto o jovem Manuel Amaral competirá com uma Honda CRF250, inscrita na classe TT1.

    A ESC Online Baja TT Montes Alentejanos arranca oficialmente no dia 27 de fevereiro com um prólogo de cerca de 10 quilómetros. A prova contará com um total de 330 quilómetros cronometrados, distribuídos por um traçado de 110 quilómetros que será percorrido por três vezes. O programa inclui dois setores seletivos no sábado e o derradeiro setor no domingo, prometendo um fim-de-semana intenso de competição no arranque do todo-o-terreno nacional.

  • Carlos Silva e Sancho Ramalho regressam ao FIA Eco Rally Cup com ambição renovada em Valência

    Carlos Silva e Sancho Ramalho regressam ao FIA Eco Rally Cup com ambição renovada em Valência

    Depois de conquistarem um brilhante 3.º lugar na edição de 2025 do FIA Eco Rally Cup, considerado o campeonato do mundo de ralis para carros elétricos, a dupla portuguesa Carlos Silva e Sancho Ramalho prepara-se para regressar à competição internacional com ambição reforçada e objetivos claros para a nova temporada.

    A estreia em 2026 acontece já no Eco Rallye Comunitat Valenciana, prova que marca o arranque do campeonato e onde a equipa portuguesa procura somar os primeiros pontos da época, mantendo o foco num desempenho competitivo. O projeto PEP – Atlante/Consilcar continua a destacar-se na modalidade, contando novamente com o BMW i3 da Consilcar como parceiro técnico para enfrentar as exigentes classificativas espanholas.

    A prova, com centro operacional em Castellón, inclui cerca de 540 quilómetros e será disputada em 10 provas de classificação, percorrendo algumas das mais desafiantes estradas da região de Valência.

    Estreia em Valência com ambição elevada

    Entre alguns dos melhores especialistas mundiais dos ralis de energias alternativas, a dupla portuguesa encara o desconhecimento do percurso como um desafio adicional, mas também como um estímulo. Carlos Silva sublinha a motivação com que a equipa encara esta participação:

    “O desafio é imenso, e a responsabilidade repartida por realizarmos um bom rali e ao mesmo tempo disfrutarmos das magníficas estradas valencianas. Queremos entrar bem no campeonato do mundo de ralis sustentáveis. Participar em Valência pela primeira vez e ter a companhia de outras equipas portuguesas é muito entusiasmante, embora reconheça que vai ser um rali difícil, mas estamos como sempre cheios de ambição. Uma palavra de agradecimento ao Sancho por estar connosco em mais este projeto, e a todos os nossos parceiros que são o suporte fundamental para podermos avançar com esta grande aventura, por isso o nosso foco é total.”

    Também o navegador Sancho Ramalho destaca o compromisso da equipa com uma época exigente, que vai conciliar a competição internacional com o calendário nacional:

    “Para além do campeonato de Portugal de Novas Energias, vamos fazer uma grande aposta no FIA Eco Rally Cup. Vamos iniciar a caminhada em Valência, Espanha, numa prova em que nunca participei. A descoberta de novas estradas é sempre o maior desafio; mas vamos dar o nosso melhor de forma a entrarmos bem no campeonato internacional. Quero agradecer aos nossos patrocinadores todo o apoio concedido, que nos vai permitir concretizar mais um projeto com o timbre e a ambição da Prolama.”

    Com a experiência acumulada e o pódio alcançado na temporada anterior, Carlos Silva e Sancho Ramalho partem para 2026 com ambição renovada, determinados em afirmar-se entre os protagonistas internacionais da mobilidade elétrica em competição.