Autor: Joaquim Amândio Santos

  • 9.ª Gala do Campeonato de Portugal de Montanha J.C. Group celebrou uma época histórica em Boticas

    9.ª Gala do Campeonato de Portugal de Montanha J.C. Group celebrou uma época histórica em Boticas

    O Campeonato de Portugal de Montanha J.C. Group viveu uma noite de celebração e reconhecimento na sua 9.ª Gala, realizada no Pavilhão Multiusos de Boticas, num ambiente marcado pela emoção e pela valorização de todos os que constroem este campeonato.

    Mais do que uma cerimónia de entrega de prémios relativos à época 2025, a gala afirmou-se como um verdadeiro pódio de histórias, onde se celebraram não apenas vitórias e títulos, mas também valores fundamentais do desporto: dedicação, resiliência, espírito de equipa e paixão. Clubes, pilotos, equipas, famílias e comunicação social encheram o recinto para assinalar uma temporada que ficará na história da Montanha nacional.

    O desporto, por natureza, reflete a própria vida: ensina que as derrotas são aprendizagens, que a vitória é fruto de trabalho árduo e que o verdadeiro campeão é aquele que nunca desiste. Foi neste espírito que, para além dos protagonistas em pista, foram também reconhecidos todos os que, longe dos holofotes, contribuem para o crescimento do campeonato, dirigentes, voluntários, patrocinadores, autarquias e parceiros institucionais.

    Retorno mediático e crescimento sustentado

    A época de 2025 revelou-se excecional em todos os indicadores, superando largamente as expectativas iniciais. O Campeonato de Portugal de Montanha J.C. Group atingiu um retorno mediático global de 11.105.522,00 euros, um crescimento expressivo face aos 4.151.307,00 euros registados em 2023, confirmando a força do campeonato enquanto plataforma de visibilidade, networking e geração de oportunidades.

    Ao longo da temporada foram contabilizadas 2.769 notícias, provenientes de 297 fontes diferentes, com um AVV (Advertising Value Equivalent) superior a 11,1 milhões de euros. As provas do campeonato atraíram mais de 500.000 espectadores presenciais, despertaram o interesse de 1.650 meios de comunicação social e registaram mais de 18 horas de tempo total de emissão televisiva.

    A cobertura mediática passou por 16 canais de televisão, incluindo ABOLA TV, RTP Madeira, RTP3, RTP Notícias, RTP2, Porto Canal, Sporting TV, TVI, SIC, SIC Notícias, CNN, CMTV, NOW e os seis canais Sport TV+, além de uma forte presença radiofónica na Antena 1, Rádio Comercial e TSF, e digital, com cerca de 1.058 sites a acompanharem o campeonato.

    Também em pista o crescimento foi evidente. Em 2025, o campeonato registou uma média de 88 pilotos por prova, um aumento muito significativo face à média de 49,3 pilotos por prova em 2019, demonstrando a vitalidade, atratividade e confiança crescente dos concorrentes.

    Reconhecimento institucional

    Durante a cerimónia, Ni Amorim, presidente da Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting, destacou “o crescimento notável e sustentado deste campeonato, fruto do excelente trabalho do promotor, formado pela APPAM e pelos clubes organizadores, contando sempre com o imprescindível apoio das autarquias, parceiros indispensáveis para a Montanha em particular e para o desporto automóvel em geral”. O dirigente felicitou ainda pilotos e equipas, mostrando-se confiante de que 2026 será mais uma época de crescimento.

    As autarquias e instituições que ao longo dos anos têm apoiado de forma decisiva o campeonato foram igualmente homenageadas, sublinhando-se que estas provas são muito mais do que eventos desportivos. São reflexo da união entre territórios e o automobilismo.

    O promotorForam distinguidos a Irmandade da Penha e Autarquia de Guimarães, Município da Covilhã, Município de Santa Marta de Penaguião, Município de Murça, Município de Boticas, Município de Tondela e Município de Setúbal.

    Prémios de Mérito e Prestígio

    Um dos momentos mais marcantes da 9.ª Gala do Campeonato de Portugal de Montanha J.C. Group foi a atribuição do Prémio Paulo Ramalho, distinção instituída pela APPAM e que visa homenagear, anualmente, uma personalidade que se tenha destacado pelo seu trabalho, dedicação e contributo relevante em prol do Campeonato de Portugal de Montanha.

    O Prémio Paulo Ramalho 2025 foi atribuído a Fernando Eirão Queiroga, pelo seu papel fundamental no apoio continuado à Rampa Internacional de Boticas, enquanto presidente da Câmara Municipal, função que exerceu desde 2013 e durante vários mandatos, sendo atualmente deputado à Assembleia da República.

    O Galardão Prestígio 2025 foi entregue aos patrocinadores J.C. Group (Naming Sponsor do campeonato) e Diatosta, num reconhecimento claro do papel determinante que desempenharam no sucesso da época. O apoio destes parceiros foi descrito como “combustível essencial para acelerar o campeonato rumo ao sucesso”, permitindo proporcionar aos pilotos, equipas e público uma temporada memorável.

    A 9.ª Gala do Campeonato de Portugal de Montanha J.C. Group encerrou assim uma época histórica, marcada por crescimento, profissionalismo e união, deixando o caminho traçado para 2026, que se antevê ainda mais ambiciosa e consolidada como referência do desporto automóvel nacional.

  • Lancia regressa oficialmente ao FIA European Rally Championship em 2026

    Lancia regressa oficialmente ao FIA European Rally Championship em 2026

    A Lancia vai regressar oficialmente ao topo do FIA European Rally Championship em 2026, marcando o seu retorno à luta direta por títulos europeus pela primeira vez desde 1993. O anúncio foi feito durante o Racing Meeting, em Vicenza, e representa um passo decisivo no renascimento desportivo da icónica marca transalpina no panorama internacional dos ralis.

    Este regresso será feito sob a insígnia Lancia Corse HF, com a operação técnica entregue à F.P.F. Sport e apoio direto da ACI Sport, reforçando o compromisso institucional e desportivo do projeto. A aposta no ERC sublinha também a crescente importância do campeonato como plataforma de alto nível para construtores e pilotos, num contexto de forte competitividade e visibilidade internacional.

    Para liderar esta nova ofensiva europeia, a Lancia escolheu a dupla italiana Andrea Mabellini / Virginia Lenzi, terceira classificada do ERC em 2025. O par competirá aos comandos de um Lancia Ypsilon Rally2 HF, equipado com pneus Pirelli, assumindo desde já a ambição de lutar pelo título europeu.

    “É difícil para alguém da minha geração compreender totalmente o que a Lancia representa nos ralis, mas basta ouvir as histórias e sentir o apoio das pessoas para perceber a dimensão deste projeto”, afirmou Mabellini. “Ter um construtor ao nosso lado é fundamental e esperamos que este seja um projeto de longo prazo. Em 2026 temos apenas um objetivo: ganhar.”

    Com 26 anos, Mabellini e a sua navegadora Virginia Lenzi, de 27, afirmaram-se como uma das duplas mais consistentes do ERC nos últimos anos. Depois de se destacarem nos Rally4, venceram pela primeira vez à geral em 2024, no Rally Silesia, e em 2025 lutaram pelo título com dois pódios e três vitórias em Power Stage. O piloto acredita que a chave para 2026 será a consistência: “O pacote é ainda mais forte. Não precisamos de muito mais desempenho, precisamos de ser mais constantes.”

    Antes do arranque da temporada, previsto para a primavera de 2026, está planeado um vasto programa de testes com o Ypsilon Rally2 HF, contando ainda com o contributo técnico de Andrea Crugnola, múltiplo campeão italiano e figura central no desenvolvimento do Ypsilon Rally4 HF.

    Projeto alargado e aposta no futuro

    O regresso da Lancia ao ERC não se esgota na dupla principal. Durante a mesma apresentação, que contou com a presença do presidente da ACI Geronimo La Russa, da CEO da Lancia Roberta Zerbi e do histórico Miki Biasion, foi igualmente confirmado que Francesco Dei Ceci e Davide Pesavento irão competir com Ypsilon Rally4 HF, também sob a estrutura Lancia Corse HF.

    Além disso, o vencedor do Trofeo Lancia, a competição monomarca baseada no Ypsilon Rally4 HF, poderá optar por uma época completa no ERC4 ou por um programa no Campeonato Italiano Absoluto de Ralis, reforçando a estratégia da marca de formação e progressão de jovens talentos.

    Com este projeto estruturado, a Lancia regressa ao cenário europeu com ambição clara, identidade histórica e uma visão de futuro, procurando voltar a escrever páginas de sucesso no Europeu de Ralis, três décadas depois do seu último título continental.

  • Continental desenvolve pneus de baixo ruído para tornar a mobilidade mais silenciosa e confortável

    Continental desenvolve pneus de baixo ruído para tornar a mobilidade mais silenciosa e confortável

    A Continental está a desenvolver pneus com ruído de rolamento excecionalmente baixo, contribuindo para a redução do ruído global do tráfego e para um aumento significativo do conforto no interior dos veículos. A aposta passa por tecnologias inovadoras e desenhos específicos do piso, numa altura em que o ruído é considerado um dos maiores problemas ambientais nas áreas urbanas.

    Segundo a Organização Mundial da Saúde, o ruído do tráfego é atualmente o segundo maior risco ambiental para a saúde na Europa, sendo também um desafio diário em grandes centros urbanos da Ásia e da América Latina. Com a transição para a mobilidade elétrica, onde os motores são substancialmente mais silenciosos do que os de combustão, o ruído dos pneus assume um papel cada vez mais relevante, tornando-se audível a velocidades moderadas, geralmente entre os 30 e os 100 km/h.

    “O ruído, especialmente o proveniente de carros, autocarros e veículos de entrega, é um peso significativo para as pessoas e para o ambiente. Com tecnologias de pneus como a ContiSilent e desenhos inovadores do piso, estamos a reduzir ativamente o ruído de rolamento sem comprometer a segurança”, afirma Achillefs Tsotras, responsável pelo departamento Tire-Vehicle Interaction da Continental, sublinhando que o objetivo é tornar cada viagem mais silenciosa para condutores, peões e residentes.

    Tecnologia “Silent Pattern” e ContiSilent em destaque

    Para reduzir o ruído exterior, a Continental desenvolveu o desenho de piso “Silent Pattern”, já presente nos modelos EcoContact 7 e EcoContact 7 S. Este conceito foi otimizado para minimizar o ruído mais percetível a cerca de 50 km/h, através da variação intencional do espaçamento e dos ângulos dos blocos do piso. Ao contrário dos padrões regulares, que geram um som constante, esta disposição irregular quebra o ritmo sonoro e reduz o zumbido, utilizando um princípio semelhante ao cancelamento de ruído.

    No interior do veículo, a solução passa pela tecnologia ContiSilent, capaz de reduzir o ruído de rolamento na cabine em até nove decibéis — uma diferença que o ouvido humano percebe como quase metade do volume. Esta tecnologia recorre a uma espuma de poliuretano ultraleve, aplicada no interior do pneu durante a produção, que absorve vibrações sem comprometer desempenho, eficiência, capacidade de carga ou velocidade máxima. A ContiSilent está disponível em vários modelos, incluindo o SportContact 7, de ultra-elevada performance.

    Soluções para diferentes segmentos

    A gama de pneus silenciosos da Continental abrange vários segmentos de mobilidade, desde automóveis de passageiros a veículos comerciais e transportes públicos. Entre os exemplos estão o Conti Urban NXT, desenvolvido para autocarros urbanos, o EcoContact 6 Q, para automóveis ligeiros, e o VanContact A/S Eco, que cumpre os mais elevados padrões do rótulo europeu de pneus (A/A/A em eficiência energética, travagem em piso molhado e ruído exterior). Os consumidores podem identificar facilmente estas soluções através das etiquetas europeias de pneus, onde o nível de ruído é indicado em decibéis.

    Fundada em 1871, a Continental é um dos maiores fabricantes de pneus a nível mundial. Em 2024, a empresa registou um volume de vendas de 39,7 mil milhões de euros, empregando cerca de 95.000 colaboradores em 54 países. O setor de pneus gerou 13,9 mil milhões de euros, contando com 19 unidades de produção e 16 centros de desenvolvimento, reforçando o compromisso da marca com uma mobilidade mais segura, inteligente e sustentável.

  • Nissan Qashqai reforça liderança no segmento C-SUV em Portugal em 2025

    Nissan Qashqai reforça liderança no segmento C-SUV em Portugal em 2025

    O Nissan Qashqai voltou a afirmar-se como líder do segmento C-SUV em Portugal em 2025, reforçando uma posição que tem vindo a ocupar de forma consistente desde o seu lançamento no mercado nacional, em 2007. De acordo com dados oficiais da Nissan, o modelo registou um crescimento de 15% nas vendas face a 2024, com 3.212 unidades comercializadas ao longo do ano Nissan QASHQAI é líder no segmento.

    Este desempenho confirma o forte nível de aceitação do Qashqai junto dos consumidores portugueses, num dos segmentos mais competitivos do mercado automóvel. Em 2025, 85% das vendas corresponderam a versões mild hybrid, enquanto os restantes 15% ficaram a cargo da motorização e-POWER, sistema híbrido exclusivo da Nissan que foi renovado no final do ano.

    Ao contrário dos híbridos convencionais, o sistema e-POWER do Qashqai utiliza um motor a gasolina apenas como gerador de eletricidade, sendo a tração assegurada exclusivamente por um motor elétrico. Esta solução permite uma condução suave e silenciosa, com binário imediato, sem necessidade de carregamento externo. A nova geração do sistema garante um consumo médio de apenas 4,5 l/100 km e emissões de 102 g/km, permitindo uma autonomia até 1.222 km, de acordo com o ciclo WLTP Nissan QASHQAI é líder no segmento.

    O novo Nissan Qashqai com a terceira geração da tecnologia e-POWER encontra-se já disponível no mercado nacional, com preços a partir de 45.500 euros (valor sem despesas e pintura). Combinando design moderno, tecnologia avançada e eficiência, o Qashqai consolida assim o seu estatuto como referência do segmento C-SUV em Portugal.

  • Pedro Lima fica a milésimos dos pontos na etapa do Algarve da F4 Winter Series

    Pedro Lima fica a milésimos dos pontos na etapa do Algarve da F4 Winter Series

    O jovem brasileiro Pedro Lima encerrou a etapa do F4 Winter Series no Autódromo Internacional do Algarve a escassos milésimos de mais um resultado na zona pontuável. O piloto de 15 anos, estreante na Europa ao serviço da Van Amersfoort Racing (VAR), terminou a terceira corrida do fim de semana na 11.ª posição, a apenas 0,068 segundos do décimo classificado.

    Com um pelotão completo de 33 pilotos novamente equipado com pneus de chuva, Pedro Lima partiu da 10.ª posição para a derradeira corrida da ronda algarvia. Um bom arranque permitiu-lhe ganhar uma posição de imediato, mas uma ultrapassagem adicional foi prontamente anulada devido à entrada do safety-car, numa decisão prudente para evitar qualquer penalização por manobra sob bandeiras amarelas.

    A relargada aconteceu no início da quarta volta, com o grupo muito compacto. Pedro envolveu-se então numa intensa luta com vários adversários, conseguindo ultrapassar o seu companheiro de equipa Rocco Coronel na quinta volta. O brasileiro manteve o oitavo lugar até à nona volta, altura em que começou a gerir a perda de rendimento dos pneus, procurando as zonas mais molhadas do traçado para maximizar a aderência.

    Já na décima volta, o terceiro classificado da F4 Brasil 2025 encontrava-se novamente na 10.ª posição, defendendo-se na luta direta pelos pontos. Na volta final, Pedro Lima foi alcançado por um adversário na última curva, seguindo emparelhado até à reta da meta, onde acabou superado por uma margem mínima de 0,068 segundos.

    A F4 Winter Series marca a estreia europeia de Pedro Lima e inaugura oficialmente a sua temporada 2026, que inclui também participações no Campeonato Italiano de Fórmula 4 e no EuroF4, sempre ao volante do monolugar #53 da VAR. O próximo compromisso do jovem piloto será já no próximo fim de semana, na pista espanhola de Circuito Ricardo Tormo.

    No balanço do fim de semana, Pedro Lima mostrou-se satisfeito com a evolução apresentada: “Tivemos um fim de semana bem produtivo, andando um pouco mais à frente que na estreia no Estoril. O campeonato agora vai para três etapas na Espanha, em Valência, Aragón e Barcelona. Estou muito motivado para aprender esses circuitos e continuar melhorando com o time. Agradeço a todos da VAR pelo trabalho e ao apoio que tenho recebido do Brasil.”

  • ACOMINHO: seis anos a garantir a segurança e a dignidade dos comissários de pista em Portugal

    ACOMINHO: seis anos a garantir a segurança e a dignidade dos comissários de pista em Portugal

    Nem só de pilotos, carros e equipas vive o desporto motorizado. Nos bastidores, muitas vezes invisíveis para o público, os comissários de pista desempenham um papel absolutamente determinante na segurança e no bom funcionamento das competições. Em Portugal, uma das estruturas que melhor representa essa missão é a ACOMINHO – Associação de Comissários do Minho, uma instituição que, em apenas seis anos de existência, se afirmou como uma referência no panorama nacional.

    A ACOMINHO foi fundada a 12 de abril de 2019, a partir da iniciativa de nove comissários de pista, todos com ligações ao Clube Automóvel do Minho, que decidiram unir experiência, conhecimento e paixão pelo desporto motorizado para preencher uma lacuna clara na organização de eventos: a presença estruturada, profissional e valorizada dos oficiais de prova. O projeto contou, desde a primeira hora, com o apoio de cerca de 40 comissários, sem os quais a criação da associação não faria sentido.

    Poucos meses após o seu arranque, a ACOMINHO deu um passo decisivo ao tornar-se associada efetiva da Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting, em novembro de 2019, consolidando a sua dupla vocação: prestar serviços especializados a clubes organizadores e, simultaneamente, assumir-se como entidade organizadora de eventos. Desde então, a associação tem vindo a crescer de forma sustentada, contando atualmente com cerca de 200 sócios, dos quais 70 comissários permanentes asseguram resposta regular às provas em que é chamada a intervir.

    A atividade da ACOMINHO estende-se a praticamente todas as disciplinas do desporto motorizado. A associação está apta a colaborar em provas de velocidade em circuito, ralis, rampas, karting e todo-o-terreno, assegurando funções como gestão de pista, parques, intervenção rápida (rescue), leading car, medical car e safety car, bem como direção de prova e direção de corrida. O seu currículo inclui participações no Campeonato de Portugal de Montanha, Velocidade, Karting, Ralis, Todo-o-Terreno, provas europeias, e até no Campeonato do Mundo de Ralis, além de colaborações com a Federação Portuguesa de Motociclismo em eventos de MiniGP e Mini-motas.

    O primeiro serviço oficial da associação aconteceu simbolicamente no Circuito Vasco Sameiro, em Braga, numa prova organizada pelo Clube Automóvel do Minho, espaço que foi casa e escola de muitos dos seus associados. Sem o equipamento que hoje distingue a ACOMINHO, então apenas com coletes fluorescentes e t-shirts brancas, a associação assumiu desde logo uma postura de profissionalismo, dedicação e flexibilidade que viria a tornar-se imagem de marca. Seguiram-se desafios em karting, rampas e ralis, com colaborações regulares com clubes como o CAMI, DEMOPORTO, TARGA e o Automóvel Clube da Régua, bem como uma presença constante no Circuito Internacional de Vila Real, uma das provas mais emblemáticas do calendário nacional.

    Para além da componente competitiva, a ACOMINHO tem também apostado na proximidade com o público e na vertente pedagógica, organizando eventos de co-drives em paralelo com o Salão da Mobilidade, em Braga, e colaborando com juntas de freguesia em recriações históricas, como as corridas de Popcross com Citroën 2CV. Estas iniciativas permitem aproximar os entusiastas da realidade do desporto automóvel e dar a conhecer, de forma prática, o trabalho dos oficiais de prova.

    No centro de tudo está a figura do comissário de pista, muitas vezes tratado informalmente como “bandeirinha”, mas cuja função vai muito além da sinalização. O comissário é o primeiro a chegar ao local e o último a sair, trabalha sob quaisquer condições climatéricas, garante a segurança de pilotos e público, comunica com a direção de prova, intervém em acidentes apenas quando autorizado e atua sempre em equipa, com procedimentos rigorosos e responsabilidade máxima. “O comissário de pista raramente é visto, mas está sempre lá, como um verdadeiro anjo da guarda dos pilotos”, resume a filosofia da associação.

    A formação é outra das prioridades da ACOMINHO. A associação promove a transmissão de conhecimento entre os seus membros mais experientes, participa nas ações formativas da FPAK e prepara, sempre que possível, sessões internas de antevisão e treino antes de cada prova.

    Paralelamente, mantém uma forte vertente social, com ações em escolas, sensibilizando os mais jovens para a segurança no desporto motorizado e procurando atrair novas gerações para um meio onde a paixão, o espírito de equipa e o sentido de responsabilidade caminham lado a lado.

    Seis anos depois da sua fundação, a ACOMINHO continua a crescer em número e qualidade, enfrentando dificuldades financeiras típicas de uma associação sem fins lucrativos, mas mantendo intacta a motivação. De norte a sul do país — e além-fronteiras — os seus comissários seguem unidos por um lema simples, mas poderoso: “somos uma só família”, sempre prontos a garantir que, em cada fim de semana de corridas, a segurança esteja em primeiro lugar.

  • Pipo Massa estreia-se na Porsche Cup Brasil C6 Bank em 2026

    Pipo Massa estreia-se na Porsche Cup Brasil C6 Bank em 2026

    A temporada 2026 da Porsche Cup Brasil C6 Bank arranca dentro de três semanas no Autódromo de Interlagos e traz já uma das grandes novidades do ano: a estreia de Pipo Massa, jovem piloto de apenas 16 anos, que inicia a sua primeira época completa em carros de competição.

    Filho do ex-piloto de Fórmula 1 Felipe Massa, Pipo Massa prepara a sua entrada na categoria após uma bateria de testes com o Porsche 911 GT3 Cup (992), realizada recentemente no Autódromo Internacional do Algarve. A confirmação da sua participação no campeonato brasileiro foi anunciada ontem, em conjunto com a organização da Porsche Cup.

    “Achei o GT muito legal de guiar. Os dois dias de treino em Portimão foram muito bons. Andei na chuva e no seco, numa pista em que a Porsche também corre. Curti muito a potência do carro”, afirmou o jovem piloto após os testes em Portugal, onde teve contacto com diferentes condições de pista.

    A decisão de competir na Porsche Cup surgiu depois de várias experiências ao longo de 2025. No final da época passada, Pipo e Felipe Massa participaram numa sessão de testes em Interlagos, antes da etapa final do campeonato, onde pilotaram carros das gerações 991.2 e 992, chegando mesmo a partilhar pista, com o jovem a levar o pai como passageiro. “Testei de Fórmula 4 e de Porsche e escolhi correr de Porsche, porque me encantei com o evento e com o carro também”, explicou o estreante.

    A experiência acabou por convencer também Felipe Massa, que aprovou a opção do filho. “Pai é diferente, você sente diferente, tem mais receio de que algo aconteça. Agora que ele está com o jeito já não tenho medo, mas no começo sim. Tomara que ele aprenda direitinho e quem sabe um dia eu e o Pipo não possamos nos divertir juntos aqui”, comentou o antigo piloto de Fórmula 1, que já competiu no campeonato de endurance da Porsche Cup Brasil, tendo inclusive subido ao pódio em 2020.

    Em 2026, Pipo Massa irá disputar a Carrera Cup, inscrito na divisão Carrera Rookie, participando na temporada de sprint, composta por seis etapas com rodadas duplas. A presença no campeonato de endurance, que inclui três provas de longa duração, ainda não está confirmada. “Estou muito contente com essa oportunidade. Será meu primeiro ano, de muito aprendizado e evolução. Tenho o sonho de chegar às categorias de GT, como o WEC e a IMSA, e de correr em provas como Daytona e Le Mans”, concluiu o jovem piloto.

  • Art of Speed apresenta programa ambicioso para 2026 no Supercars Endurance e na Velocidade de Clássicos

    Art of Speed apresenta programa ambicioso para 2026 no Supercars Endurance e na Velocidade de Clássicos

    A Art of Speed definiu o seu programa desportivo para a temporada de 2026, apostando numa presença estruturada e ambiciosa em dois dos principais palcos da velocidade nacional e ibérica: o Supercars Endurance e o Campeonato de Portugal de Velocidade de Clássicos & Legends 1300.

    No Supercars Endurance, a formação de Coimbra alinhará com três viaturas, cobrindo diferentes conceitos técnicos e divisões. O alinhamento inclui um Porsche 991.1 GT3 Cup, um Porsche 997 GT3 Cup e um SEAT León Supercopa Mk.2, reforçando a diversidade e competitividade da equipa num campeonato que continua a afirmar-se como uma referência na Península Ibérica.

    Conforme já anunciado, o Porsche 991.1 GT3 Cup será entregue a Adam Fawsitt, inscrito na Divisão Cup da categoria GTC, naquela que será a sua segunda temporada no Supercars Endurance. A Art of Speed mantém ainda em aberto a definição do alinhamento para o Porsche 997 GT3 Cup, igualmente integrado na Divisão Cup da GTC, estando a avaliar diferentes possibilidades para fechar o projeto nas próximas semanas. Já o SEAT León Supercopa Mk.2 alinhará na Divisão TC da categoria Turismos, com a dupla de pilotos a ser anunciada posteriormente.

    A introdução da separação de grelhas no Supercars Endurance, com os GT4 de um lado e os GTC e Turismos do outro, é vista pela equipa como um fator determinante para aumentar a competitividade, permitindo lutas mais diretas e batalhas mais consistentes por resultados de relevo.

    Em paralelo, a Art of Speed reforça a aposta no Campeonato de Portugal de Velocidade de Clássicos & Legends 1300, onde apresentará uma armada ainda mais numerosa. Na classe Stock Cup, a equipa inscreverá um Honda Jazz, modelo com o qual Frederico Formiga conquistou o título de pilotos em 2025, bem como um Ford Fiesta e um Rover 25, assegurando continuidade competitiva e diversidade técnica.

    Na classe City, a formação de Coimbra colocará em pista um Peugeot 107 e um Citroën C1, estando já confirmada a presença do jovem Afonso Azevedo, que fará a sua estreia oficial no desporto automóvel, após vários anos de formação no karting.

    Para além da velocidade, a Art of Speed manterá também presença nos ralis, com participações pontuais de Raúl Aguiar. O piloto de Águeda já havia representado a equipa em 2025 no Rally Legends Luso – Bussaco, aos comandos de um Mitsubishi Lancer EVO IX, prova onde subiu ao pódio.

    Para Frederico Formiga, chefe de equipa da Art of Speed, trata-se de um programa sólido e ambicioso: “Encaro 2026 como um ano de consolidação e crescimento, com um programa forte em duas frentes — o Supercars Endurance e o Campeonato de Portugal de Velocidade de Clássicos & Legends 1300 — com uma ambição clara de lutar por resultados e reforçar a nossa competitividade. Em paralelo, teremos ainda o Raúl Aguiar a representar a Art of Speed em alguns ralis pontuais, mantendo a nossa presença ativa noutras disciplinas e levando a mesma exigência técnica e profissional a cada projeto.”

    Com um leque alargado de projetos, diversidade técnica e aposta em jovens talentos, a Art of Speed prepara-se para uma temporada de 2026 marcada pela consolidação e pela ambição em múltiplas frentes do desporto motorizado.

  • Iago Gabeiras Fraga aponta aos títulos das Peugeot Rally Cup em 2026

    Iago Gabeiras Fraga aponta aos títulos das Peugeot Rally Cup em 2026

    O piloto galego Iago Gabeiras Fraga anunciou através das suas redes sociais a aposta forte para a temporada 2026, ano em que voltará a competir em simultâneo na Peugeot Rally Cup Portugal e na Peugeot Rally Cup Ibérica, depois de um 2025 marcado por resultados de elevado nível competitivo.

    “Uma nova temporada começa, onde voltaremos a competir dentro da Peugeot Rally Cup Ibérica e da Peugeot Rally Cup Portugal”, começou por escrever o piloto galego, assumindo desde logo ambições claras. Após conquistar o subcampeonato da Peugeot Rally Cup Portugal e protagonizar várias exibições de relevo na competição ibérica, Gabeiras Fraga não esconde o objetivo para o novo ano: “Depois de um 2025 onde conseguimos o subcampeonato na ‘Cup Portugal’ e muito boas atuações dentro da ‘Ibérica’, sentimo-nos mais do que preparados para sair a lutar pelos dois campeonatos desde o primeiro metro.”

    A época de 2026 traz também novidades estruturais importantes no seu projeto desportivo. O piloto passa a integrar a Vision Motorsport, alinhando igualmente sob o enquadramento da Escuderia Pontevedra. “2026 traz-nos grandes novidades. Passaremos a fazer parte da equipa Vision Motorsport e também participaremos sob o abrigo da Escuderia Pontevedra”, revelou, acrescentando: “Queremos agradecer a ambos pelo total apoio e confiança desde o início.”

    No interior do carro, a continuidade mantém-se como um dos pilares do projeto. Ian Quintana seguirá ao seu lado pelo terceiro ano consecutivo, reforçando uma dupla já bem consolidada. “À minha direita estará novamente o Ian Quintana, onde juntos daremos o nosso melhor para alcançar os objetivos”, sublinhou.

    Com um percurso de crescimento sustentado, experiência acumulada nas duas competições e uma estrutura reforçada para 2026, Iago Gabeiras Fraga assume-se como um dos nomes a ter em conta na luta pelos títulos das Peugeot Rally Cup, numa temporada que promete ser disputada desde os primeiros quilómetros.

  • António Maio conclui estreia no Africa Eco Race com top 6 absoluto e balanço muito positivo

    António Maio conclui estreia no Africa Eco Race com top 6 absoluto e balanço muito positivo

    António Maio completou com sucesso a sua estreia no Africa Eco Race no dia em que a caravana da prova deixou a Mauritânia e entrou no Senegal. A etapa contou com 476 quilómetros, dos quais 131 foram disputados ao cronómetro, num percurso exigente do ponto de vista da navegação e da gestão de ritmo.

    Aos comandos da sua Yamaha Ténéré, o heptacampeão nacional terminou a etapa com o 8.º tempo absoluto, sendo 6.º classificado na classe +650 cc. Com este resultado, António Maio fechou a 17.ª edição da mítica maratona africana na 6.ª posição da classificação geral Moto e em 5.º lugar na classe +650 cc, alcançando um desempenho de grande relevo numa prova disputada pela primeira vez.

    À chegada a Mpal, o piloto português fez um balanço muito positivo da sua participação. “Correu tudo bem. Estamos aqui com a família Yamaha, que alcançou uma grande vitória, com quatro motos no top-5 da classe +650 cc. Hoje não era dia para atacar, era dia para gerir. O percurso tinha muita navegação, notas curtas, muitos caminhos e muitos controlos de velocidade. Era fácil perder muito tempo e a missão está cumprida”, explicou.

    António Maio destacou ainda o carácter da prova e a satisfação com o resultado alcançado: “Dentro daquilo que foram os problemas que tivemos, acho que foi muito bom. O Africa Eco Race mostrou ser uma prova divertida, dura e o meu balanço é claramente positivo. Amanhã será apenas um dia de consagração.”

    A 17.ª edição do Africa Eco Race encerra com a tradicional etapa em torno do Lago Rosa, em Dakar, uma das imagens de marca da prova. A curta especial, com cerca de 22 quilómetros, já não conta para a classificação geral, mas simboliza o encerramento oficial do Africa Eco Race 2026.