Autor: Joaquim Amândio Santos

  • Can-Am domina o Dakar 2026 e assume liderança absoluta no Mundial de Todo-o-Terreno

    Can-Am domina o Dakar 2026 e assume liderança absoluta no Mundial de Todo-o-Terreno

    A Can-Am, importada para Portugal pela Milfa, voltou a ser uma das grandes protagonistas do Dakar Rally 2026, disputado entre 3 e 17 de janeiro na Arábia Saudita. Na ronda inaugural do FIA World Rally-Raid Championship, a marca canadiana encerrou a prova com uma supremacia total na categoria SSV, confirmando a competitividade e fiabilidade dos seus modelos ao mais alto nível mundial.

    Após cerca de 5.000 quilómetros cronometrados, num total de aproximadamente 8.000 quilómetros percorridos ao longo das duas semanas de competição, 15 Can-Am terminaram classificados entre as 21 máquinas que conseguiram concluir a prova na categoria SSV. Um dado expressivo num rali marcado pela extrema dureza, onde a resistência mecânica e a consistência competitiva foram determinantes para o resultado final.

    Entre os destaques nacionais, a dupla portuguesa João Monteiro e Nuno Morais assinou uma prestação de elevado nível, alcançando um excelente quarto lugar à geral entre os SSV. Este resultado permitiu-lhes assumir a segunda posição provisória do Campeonato do Mundo na categoria, afirmando-se desde já como fortes candidatos à luta pelos lugares cimeiros ao longo da temporada.

    Os números confirmam a hegemonia da Can-Am neste início de campeonato: as oito primeiras equipas da classificação do W2RC competem todas com máquinas da marca canadiana, espelhando a velocidade, fiabilidade e robustez dos Can-Am Maverick. Depois do arranque triunfal no Dakar, a Can-Am prepara-se agora para voltar a ser protagonista na segunda ronda do Mundial, agendada para o próximo mês de março em Portugal, onde a luta pelo título promete ganhar ainda maior intensidade.

  • Filipe Albuquerque conclui preparação para as 24 Horas de Daytona com ambição de vitória

    Filipe Albuquerque conclui preparação para as 24 Horas de Daytona com ambição de vitória

    Filipe Albuquerque concluiu três dias intensivos de preparação para as 24 Horas de Daytona, prova que abre a temporada do IMSA WeatherTech SportsCar Championship e que se disputa no próximo fim de semana de 24 e 25 de janeiro, no circuito norte-americano de Daytona.

    Ao longo de seis sessões de treinos, o piloto português voltou a partilhar o Cadillac V-Series.R da Wayne Taylor Racing com Ricky Taylor e Will Stevens, num programa de trabalho focado na afinação do carro e na preparação estratégica para uma das provas mais exigentes do calendário mundial de resistência.

    Os indicadores recolhidos durante os treinos foram positivos e deixam boas perspetivas para a corrida. Em pelo menos uma das sessões, a equipa figurou entre as mais rápidas, ainda que Filipe Albuquerque sublinhe que, nesta fase, os tempos devem ser analisados com cautela. “Fizemos um bom trabalho. Chegámos mesmo a ser um dos mais rápidos numa das sessões, mas isso agora vale o que vale, porque nem todos estão a mostrar o que realmente têm para dar. Da nossa parte, cumprimos tudo o que estava planeado e estamos satisfeitos com estes três dias de trabalho”, afirmou o piloto português.

    Com a fase inicial de preparação concluída, o foco passa agora para os últimos detalhes antes da corrida. “Agora é aguardar com expectativa esta semana, preparar o que falta planear e entrar em pista com determinação e foco”, acrescentou Albuquerque, que assume como objetivo claro lutar pela vitória à geral naquela que é uma das provas mais emblemáticas do automobilismo mundial.

    As equipas do IMSA regressam à pista já na quinta-feira, dia 22 de janeiro, para a primeira sessão oficial de treinos do fim de semana de corrida, dando início à contagem decrescente para mais uma edição das míticas 24 Horas de Daytona.

  • Ernesto Cunha anuncia pausa na participação no CPR: “Continuo apaixonado pelos ralis”

    Ernesto Cunha anuncia pausa na participação no CPR: “Continuo apaixonado pelos ralis”

    Ernesto Cunha, piloto natural da Marinha Grande e campeão nacional de Duas Rodas Motrizes em 2022, anunciou uma pausa na sua participação regular no Campeonato de Portugal de Ralis, justificando a decisão com o aumento das suas responsabilidades profissionais e a necessidade de recentrar prioridades.

    Em comunicado, o piloto explica que esta opção está ligada ao crescimento dos seus negócios e ao desempenho de funções no Conselho de Administração do Grupo Os Mosqueteiros, sublinhando que a pausa representa um momento de reorganização pessoal e profissional, e não um afastamento definitivo do desporto automóvel. “A paixão pelos ralis continua intacta”, refere Ernesto Cunha, deixando em aberto a possibilidade de participações esporádicas sempre que as circunstâncias o permitam.

    Ao longo da sua carreira, Ernesto Cunha afirmou-se como uma das figuras de referência do panorama nacional, em particular nas duas rodas motrizes, categoria onde alcançou o ponto mais alto da sua trajetória ao conquistar o título nacional em 2022. Nesse percurso, destacou-se pela consistência, velocidade e capacidade de evolução, tornando-se presença habitual nos lugares cimeiros das provas.

    A decisão agora anunciada foi acompanhada por uma mensagem de agradecimento a navegadores, equipas, parceiros, patrocinadores, mecânicos e adeptos, reconhecendo o carácter coletivo do rali e o papel determinante de todos os que o acompanharam ao longo do seu percurso. “Este não é um adeus”, sublinha o piloto, reforçando a ligação emocional ao desporto e à comunidade que o rodeia.

    Com esta pausa, Ernesto Cunha encerra um ciclo competitivo marcado por conquistas relevantes e deixa em aberto a porta a um regresso futuro, mantendo viva a ligação aos ralis e ao Campeonato de Portugal de Ralis, agora com a maturidade de quem já provou o seu valor ao mais alto nível nacional.

  • Bruno Santos alcança Top 20 absoluto no Dakar 2026

    Bruno Santos alcança Top 20 absoluto no Dakar 2026

    Bruno Santos concluiu com sucesso a sua participação no Dakar Rally 2026, assinando a melhor prestação da sua carreira na prova mais dura do todo-o-terreno mundial. Aos comandos de uma Husqvarna 450 Rally, o piloto português destacou-se como o melhor classificado entre os pilotos não profissionais, terminando a competição no 17.º lugar da classificação geral, dentro do Top 20 absoluto, entre mais de uma centena de concorrentes.

    Bruno Santos foi ainda o melhor representante da marca sueca nesta edição, alcançando o 7.º lugar na categoria Rally2. Um resultado de grande consistência, que começou a construir logo na quarta etapa, momento em que entrou definitivamente no Top 20 da geral, mantendo esse registo até ao final da prova. Sem problemas mecânicos relevantes e com uma abordagem estratégica madura, o piloto de Torres Vedras demonstrou evolução constante ao longo das duas semanas de competição.

    No final do rali, já a caminho de Portugal, Bruno Santos fez um balanço muito positivo da sua terceira presença no Dakar. “Está feito. Terminei o meu terceiro Dakar. Fui uma vez mais finalista desta grande competição, onde concluí com sucesso todas as etapas. Foi um Dakar muito saboroso, onde não tive problemas de maior e pude andar bem todos os dias. Consegui descansar, não tive quedas significativas, apenas pequenos deslizes. Estive muito consistente de etapa para etapa, fui melhorando as minhas classificações, encontrando o meu ritmo e a minha posição na corrida, apertando quando tinha condições e sendo mais prudente quando a visibilidade não permitia”, explicou.

    O piloto sublinhou ainda a importância do resultado alcançado no contexto competitivo da prova. “Consegui um 17.º lugar da classificação geral e um 7.º lugar na Rally2. Penso que sou um dos melhores, senão o melhor, entre os pilotos que não são profissionais, muito perto de pilotos de fábrica que se dedicam todo o ano à competição. Sou um dos felizardos por poder estar nesta prova, competir a este nível e sair daqui muito satisfeito e pronto para retomar em Portugal este ano de 2026, que começou tão bem”, acrescentou.

    A prestação de Bruno Santos no Dakar 2026 confirma-o como uma das grandes referências nacionais entre os pilotos privados, aliando regularidade, gestão de corrida e competitividade num dos palcos mais exigentes do desporto motorizado mundial.

  • Exposição Mercedes-Benz em destaque no Museu Automóvel Joaquim Santos, em Penafiel

    Exposição Mercedes-Benz em destaque no Museu Automóvel Joaquim Santos, em Penafiel

    O Museu Automóvel Joaquim Santos acolhe até ao próximo dia 8 de março uma exposição dedicada à Mercedes-Benz, reunindo um conjunto de modelos icónicos que marcaram diferentes épocas da história do automóvel.

    A mostra destaca-se pela elegância e pelo valor histórico das viaturas expostas, oferecendo aos visitantes uma viagem pelas gerações que ajudaram a construir o prestígio da marca alemã no panorama automóvel mundial.

    Instalado no Parque da Cidade de Penafiel, o museu nasceu por iniciativa do Clube Penafidelense de Automóveis Antigos e assume-se como um espaço de preservação da memória automóvel e do desporto motorizado, homenageando também a carreira do piloto penafidelense Joaquim Santos. Com exposições temporárias de curta duração, o museu aposta na rotatividade temática como forma de atrair diferentes públicos e valorizar o património automóvel nacional e internacional.

    Aberta ao público todos os domingos, entre as 14h30 e as 18h00, esta exposição dedicada à Mercedes-Benz constitui uma oportunidade única para famílias, entusiastas e curiosos conhecerem de perto modelos que continuam a despertar paixão e admiração. Uma visita que confirma o papel crescente do Museu Automóvel Joaququim Santos como referência cultural e automóvel na região do Tâmega e Sousa.

  • Luís Cidade aponta ao CNTT e sonha com o Dakar: “Quero começar 2026 como terminei 2025, a vencer”

    Luís Cidade aponta ao CNTT e sonha com o Dakar: “Quero começar 2026 como terminei 2025, a vencer”

    Depois de ter feito história no todo-o-terreno nacional ao tornar-se o primeiro piloto a vencer, no mesmo ano, as 4 Horas e as 24 Horas TT Vila de Fronteira, Luís Cidade encara a época de 2026 com ambição reforçada. O feito ganha ainda maior dimensão por ter sido também a primeira vitória absoluta de um SSV na emblemática e exigente prova alentejana, que encerrou o calendário desportivo da temporada passada.

    Para 2026, o piloto de Matosinhos volta a apostar no Can-Am Maverick R, máquina que comprovou a sua fiabilidade e resistência na maratona de Fronteira e que levou, pela primeira vez, a marca canadiana ao lugar mais alto do pódio da mítica prova. A nova época arranca já no final de fevereiro, com a primeira ronda do Campeonato Nacional de Todo-o-Terreno, nas rápidas pistas da Baja TT Montes Alentejanos, em Beja.

    “Fechámos o ano como nunca sonhei. Vencer em Fronteira ambas as corridas foi sem dúvida fantástico, mas agora temos de pensar no CNTT e o primeiro desafio será no final de fevereiro, na Baja TT Montes Alentejanos. Estamos a preparar o meu Can-Am ao pormenor, como sempre, e quero começar o ano da mesma forma que terminei o anterior: a vencer”, afirma Luís Cidade, confiante no trabalho desenvolvido durante a pré-temporada.

    Mas a ambição do piloto português vai além das fronteiras nacionais. Em 2026, Luís Cidade pretende também afirmar-se em provas internacionais, com o objetivo bem definido de alinhar no Dakar Rally em 2027. Para isso, estão previstas participações em competições de referência fora de Portugal, com destaque para o Rallye du Maroc, etapa fundamental no percurso rumo ao maior rali do mundo.

    “O Dakar é naturalmente um dos grandes objetivos para qualquer piloto e eu não sou exceção. Em 2026 queremos estar presentes em provas internacionais, como o Rallye de Marrocos, e encontrar os apoios necessários para estar à partida do Dakar em 2027 ao volante de um Can-Am”, revela o jovem piloto.

    Até ao final de fevereiro, Luís Cidade continuará focado na preparação física, técnica e mecânica para o arranque do campeonato nacional, onde pretende assumir-se desde cedo como um dos protagonistas na luta pelo título, transportando para 2026 o ímpeto vencedor com que encerrou a época anterior.

  • Hélder Rodrigues termina o Dakar 2026 na sua 13.ª participação

    Hélder Rodrigues termina o Dakar 2026 na sua 13.ª participação

    Hélder Rodrigues concluiu a sua participação no Dakar Rally 2026, naquela que foi a 13.ª presença do piloto português na prova mais dura do todo-o-terreno mundial e a segunda aos comandos de um SSV. Ao volante de um Polaris RZR PRO, inscrito pela Santag Racing, Hélder Rodrigues, navegado por Gonçalo Reis, não alcançou o resultado ambicionado, apesar de ter demonstrado por diversas ocasiões andamento para discutir posições com os melhores da categoria.

    Ex-campeão do mundo de todo-o-terreno em motos, Hélder Rodrigues voltou a evidenciar a sua competitividade e experiência ao longo das etapas, mas vários contratempos mecânicos impediram-no de manter uma presença mais regular nos lugares da frente da classificação dos SSV. Ainda assim, a sua prestação confirmou a capacidade de adaptação a esta nova fase da carreira, depois de uma longa trajetória ao mais alto nível nas duas rodas.

    A competir no Dakar desde 2006 sem nunca conhecer o sabor amargo da desistência, Hélder Rodrigues construiu um palmarés de grande relevo na prova, com destaque para duas presenças no pódio em 2011 e 2012, nove vitórias em etapas e dez classificações no Top 10 da geral ao longo das suas participações.

    No final da prova, já em Yanbu, o piloto português destacou o espírito de equipa e a dureza da edição de 2026. “Hoje terminou o Dakar com muitas emoções e felicidade para toda a gente. Um Dakar duro que não perdoa quando temos problemas, mas tentamos sempre superar e melhorar todos os dias. Toda a gente deu o seu melhor em todas as áreas. Muito obrigado a toda a equipa Santag e aos meus mecânicos Pedro Machado e João Roque e ao meu amigo e companheiro Gonçalo Reis por passar todas estas aventuras comigo”, afirmou.

    A 48.ª edição do Dakar Rally teve um total de cerca de 8.000 quilómetros, dos quais aproximadamente 4.900 foram disputados contra o cronómetro. A prova contou com um prólogo e 13 etapas, com partida e chegada em Yanbu, junto ao Mar Vermelho, e um dia de descanso em Riade. O percurso incluiu ainda duas exigentes etapas maratona, nas quais os concorrentes pernoitaram sem apoio de equipas de assistência, sendo responsáveis pela manutenção das viaturas e pela sua própria logística, numa das maiores provas de resistência do desporto motorizado mundial.

  • Paulo Fiúza navegou Vaidotas Žala na conquista pela primeira vez do Dakar nos camiões

    Paulo Fiúza navegou Vaidotas Žala na conquista pela primeira vez do Dakar nos camiões

    O lituano Vaidotas Žala, navegado pelo português Paulo Fiúza, venceu pela primeira vez a prova de camiões do Dakar Rally, impondo-se num duelo intenso e decidido apenas nos últimos dias da edição de 2026. Žala cruzou a meta final em Yanbu com cerca de 20 minutos de vantagem sobre Ales Loprais, resistindo com frieza a uma das batalhas mais emocionantes dos últimos anos na categoria.

    Aos comandos de um camião da Team De Rooy, Žala destronou Martin Macik, vencedor das duas últimas edições, assumindo definitivamente o estatuto de referência na disciplina. O momento-chave da prova surgiu na segunda semana, quando as dunas brancas da Arábia Saudita começaram a eliminar candidatos ao título, começando por Mitchel van den Brink.

    Apesar de alguns dias difíceis — com destaque para a etapa 3, onde perdeu mais de meia hora — Žala respondeu com uma recuperação exemplar, baseada numa consistência quase metronómica. Mesmo perante a forte pressão exercida por Loprais, que lançou uma ofensiva total na reta final, o lituano manteve a calma e seguiu fiel ao seu plano. O piloto checo venceu cinco etapas, mas nem a sua velocidade foi suficiente para inverter a tendência ditada pelo cronómetro.

    Mitchel van den Brink completou o pódio, mas com um sabor amargo. O holandês liderava a classificação geral quando uma avaria grave no veio de transmissão, na etapa 10, lhe custou mais de 40 minutos de uma só vez, comprometendo irremediavelmente as suas aspirações ao triunfo.

    Já Martin Macik viveu um Dakar particularmente difícil. Uma avaria mecânica afastou-o da luta pelo pódio na etapa 9 e o piloto checo terminou a prova no quarto lugar, a mais de quatro horas do vencedor. O bicampeão sai de Yanbu com a determinação de regressar mais forte na próxima edição, depois de um rali que ficou muito aquém das expectativas.

    O Dakar 2026 nos camiões ficará marcado por uma luta intensa até ao fim e pela consagração de Vaidotas Žala, que soube combinar resiliência, inteligência estratégica e velocidade para alcançar a maior vitória da sua carreira no todo-o-terreno.

  • Suspensa a 52.ª Subida a Chantada em 2026

    Suspensa a 52.ª Subida a Chantada em 2026

    A Escudería Chantada anunciou oficialmente a suspensão da Subida a Chantada em 2026, prova que iria cumprir a sua 52.ª edição e que é uma das referências históricas das rampas em Espanha.

    De acordo com a organização, após uma análise aprofundada da situação atual, não se encontram reunidas as condições necessárias para assegurar o orçamento indispensável à realização de uma prova desta dimensão, garantindo os elevados padrões de qualidade e segurança que sempre caracterizaram o evento. A Escudería Chantada reconhece também o desgaste acumulado ao longo dos anos na procura de recursos, assumindo que este ciclo foi condicionado pela dificuldade em manter o nível de exigência que a competição sempre representou.

    Apesar da suspensão, a organização não encerra a possibilidade de um regresso no futuro. A vontade expressa passa por retomar a Subida a Chantada apenas quando estiverem reunidas as condições adequadas, mantendo a ambição de integrar novamente o Campeonato de España de Montaña e com o apoio da Real Federación Española de Automovilismo.

    No comunicado, a Escudería Chantada deixou ainda uma palavra de agradecimento às entidades institucionais, patrocinadores, empresas locais e ao setor da hotelaria e comércio dos concelhos de Chantada, Taboada, O Saviñao e A Barrela, bem como às equipas, pilotos, comissários, órgãos de comunicação social e ao público, cujo apoio ao longo dos anos foi determinante para o sucesso e a longevidade da prova.

    A suspensão da edição de 2026 representa uma pausa significativa numa competição com décadas de história, deixando em aberto a esperança de que “La Subida” possa regressar no futuro às estradas galegas.

  • Brock Heger domina a categoria SSV e revalida título no Dakar 2026

    Brock Heger domina a categoria SSV e revalida título no Dakar 2026

    Brock Heger foi o senhor absoluto da categoria SSV no Dakar 2026. O piloto norte-americano defendeu com sucesso o seu título, conquistando seis vitórias em etapas e terminando a prova com mais de uma hora de vantagem sobre a concorrência. Aos comandos de um Polaris da equipa Loeb Fraymedia Motorsport / RZR Factory Racing, Heger impôs um domínio total do primeiro ao último dia, deixando os adversários a lutar apenas pelas posições secundárias.

    Atrás do campeão, o também norte-americano Kyle Chaney foi uma das grandes revelações da prova, alcançando o segundo lugar logo na sua estreia no Dakar. O rookie completou um histórico “um-dois” dos Estados Unidos, reforçando a hegemonia americana na categoria nos últimos anos e contribuindo para o terceiro triunfo consecutivo da Polaris nos SSV.

    A marca conseguiu impor-se apesar da forte pressão exercida pelos Can-Am, que mostraram velocidade e competitividade, mas nunca conseguiram ameaçar seriamente o topo da classificação. Destaque para Jeremías González Ferioli, vencedor de duas etapas, e para os triunfos pontuais de Chaleco López, Kyle Chaney e João Monteiro.

    O terceiro lugar final sorriu a Xavier de Soultrait, que colheu os frutos de uma campanha marcada pela resiliência. Antigo piloto de motos, o francês, que fez a transição para as quatro rodas há algumas temporadas, conquistou o pódio depois de duas semanas repletas de contratempos, incluindo a necessidade de competir em tração a duas rodas durante a exigente segunda etapa maratona-refúgio.

    Entre os nomes sonantes, Johan Kristoffersson confirmou que o deserto exige mais do que talento imediato. Apesar do vasto currículo no rallycross, o sueco ficou a poucos segundos da vitória na etapa final em Yanbu, deixando boas indicações para o futuro. Já o seu companheiro de equipa na Polaris, Gonçalo Guerreiro, começou em grande ao vencer a etapa 2 e assumir a liderança da geral, chegando ao dia de descanso na quinta posição. No entanto, uma queda na etapa 8 resultou numa fratura no braço, ditando o fim prematuro da sua participação.

    Com este desempenho autoritário, Brock Heger fecha mais um Dakar de referência e deixa antever que, em 2027, poderá ter de enfrentar uma concorrência ainda mais feroz — possivelmente dentro da própria estrutura.