O novo Opel Astra afirma-se como referência no segmento dos compactos ao estrear a mais recente geração da tecnologia de iluminação adaptativa Intelli-Lux HD, agora com mais de 50.000 elementos LED. Apresentado recentemente no Salão Automóvel de Bruxelas 2026, o renovado Astra — disponível também na variante Sports Tourer — torna-se mais tecnológico, mais seguro e visualmente mais distintivo, elevando a fasquia em matéria de iluminação automóvel.
A tecnologia Intelli-Lux HD, já introduzida no topo de gama Grandland, chega agora ao Astra com um sistema de alta definição composto por 51.200 elementos LED, permitindo uma distribuição de luz extremamente precisa e totalmente livre de encandeamento. O sistema ajusta automaticamente o feixe luminoso em função do tráfego, isolando com maior rapidez e rigor os veículos que circulam em sentido contrário ou à frente, mantendo o resto da estrada e as zonas envolventes permanentemente iluminadas.
Esta evolução traduz-se num ganho real de segurança. Estudos demonstram que, a velocidades de 80 km/h, os condutores conseguem detetar obstáculos entre 30 e 40 metros mais cedo face aos faróis de halogéneo convencionais, o que permite reagir até dois segundos mais cedo e reduzir significativamente o risco de colisão. A iluminação torna a condução noturna mais natural, aproximando-se da perceção visual diurna.
Para além da maior precisão, o Intelli-Lux HD integra funções avançadas que elevam o conforto e a eficácia em diferentes cenários. O cone de luz é ajustado digitalmente em curvas, iluminando de forma mais intensa o interior da trajetória, enquanto módulos adicionais reforçam a iluminação lateral, eliminando zonas de sombra. Em condições meteorológicas adversas, como chuva intensa ou nevoeiro, o sistema adapta automaticamente a intensidade da luz para minimizar reflexos em pisos molhados. O reconhecimento de sinais de trânsito reduz ainda o encandeamento causado pela reflexão dos painéis, protegendo também a visão do condutor.
No plano estético, o novo Astra distingue-se igualmente pelo design de iluminação exclusivo. Pela primeira vez, o logótipo Opel Blitz surge permanentemente iluminado, integrado no Opel Compass, que passa a ser o elemento central da assinatura visual da frente. O Opel Vizor, agora mais estreito e refinado, reforça o caráter moderno e tecnológico do modelo, inspirado no concept Corsa GSE Vision Gran Turismo.
Com esta evolução, a Opel reforça a sua posição como marca líder em inovação acessível, transferindo tecnologia de segmentos superiores para o coração do mercado compacto. O novo Opel Astra passa, assim, a oferecer um dos sistemas de iluminação mais avançados da sua classe, combinando segurança, conforto e identidade visual num só pacote tecnológico.
As areias da Arábia Saudita ditaram a sua sentença e coroaram Pau Navarro como vencedor do Dakar 2026 na categoria Challenger, depois de uma exibição exemplar de consistência ao longo de duas semanas de competição. O piloto espanhol cruzou a meta final em Yanbu com uma vantagem de 23m22s sobre o saudita Yasir Seaidan, que ambicionava oferecer ao país anfitrião mais uma vitória, na sequência do triunfo de Al Rajhi na categoria Ultimate.
Curiosamente, Pau Navarro venceu o Dakar sem conquistar uma única vitória em etapas, numa demonstração clara de que o rali mais duro do mundo continua a premiar quem melhor sabe gerir o desgaste, os riscos e as armadilhas do deserto. Mesmo após um atraso no arranque da etapa 11, que lhe custou cerca de 12 minutos e provocou um momento de apreensão nas classificações provisórias, o espanhol manteve a serenidade e consolidou a liderança. Com este triunfo, tornou-se apenas o segundo piloto espanhol a vencer na categoria Challenger, seguindo os passos de Cristina Gutiérrez, vencedora em 2024.
As semelhanças entre ambos não se ficam por aí. Tal como Cristina Gutiérrez, Pau Navarro alcançou o sucesso ao volante do Taurus T3 Max, preparado pela equipa BBR, um modelo que voltou a demonstrar estar perfeitamente adaptado às exigências das dunas sauditas.
O pódio ficou completo com o campeão em título e atual detentor do título do FIA World Rally-Raid Championship, Nicolás Cavigliasso, que garantiu o terceiro lugar ao bater Lucas del Río por apenas 1m17s. Navegado pela esposa, Valentina Pertegarini, Cavigliasso protagonizou uma recuperação notável depois de um início de prova complicado, conquistando duas vitórias em etapas para regressar à luta pelos lugares cimeiros.
Ao longo das duas semanas de rali, Paul Spierings e Kevin Benavides animaram a competição ao somarem três vitórias em especiais cada um. Já a saudita Dania Akeel destacou-se pela regularidade, alcançando sete pódios em etapas sem nunca chegar ao triunfo. A vitória escapou-lhe por margens mínimas, por vezes de apenas alguns segundos, mas a sua consistência deixa um sinal claro de que continuará a ser uma candidata forte nas próximas edições.
O Dakar 2026 na categoria Challenger confirmou, assim, que a resistência, a inteligência estratégica e a capacidade de evitar erros continuam a ser as verdadeiras chaves para vencer nas areias do deserto.
Arūnas Raišys foi o grande protagonista da sexta edição do Dakar Classic, impondo-se de forma clara e autoritária numa prova onde raramente deixou margem para dúvidas. Depois de, em 2025, ter colocado no pódio um Land Rover Series III “sem passado competitivo”, naquela que foi a sua primeira participação sem equipa de assistência, o piloto lituano confirmou em 2026 todo o seu valor ao assumir o estatuto de referência absoluta da disciplina.
Desde o arranque em Yanbu, Raišys manteve-se sempre no pódio da classificação geral, passando dez dias consecutivos na liderança. A sua consistência foi reforçada pelos contratempos sofridos pelos principais adversários: Maxence Gublin, também aos comandos de um Defender, enfrentou problemas mecânicos logo no início da prova; Lorenzo Traglio viu-se impossibilitado de alinhar numa das etapas com o seu Nissan Tecnosport; e o Porsche do antigo vencedor Juan Morera perdeu uma correia, afastando o espanhol da luta numa das jornadas decisivas. Estes episódios acabaram por abrir caminho à afirmação definitiva do lituano como uma das grandes figuras do Dakar Classic.
O segundo lugar final foi conquistado pelo checo Ondřej Klymčiw, que alcançou em Yanbu o melhor resultado da sua carreira em cinco participações na prova. O pódio ficou completo com o italiano Josef Unterholzner, que garantiu a terceira posição após uma campanha sólida e regular.
A luta pela vitória colocou frente a frente dois Mitsubishi Pajero e o Defender vencedor, sendo este apenas o segundo automóvel não japonês a triunfar no Dakar Classic desde a estreia da competição, quebrando quatro anos consecutivos de domínio da Toyota. O sucesso do Defender encerra um ciclo e sublinha a diversidade técnica que caracteriza esta categoria dedicada aos veículos históricos.
Este triunfo fez ainda de Arūnas Raišys o quinto campeão da história do Dakar Classic. A sua primeira campanha em parceria com o francês Christophe Marquès, navegador experiente e reconhecido pelo seu rigor profissional, revelou-se um êxito absoluto, evocando simbolicamente a vitória inaugural de um Range Rover no Dakar de 1979. Um resultado que liga passado e presente, reforçando o espírito histórico e competitivo que define o Dakar Classic.
“Nunca a corrida esteve tão em aberto na história do Dakar.” A frase foi repetida em uníssono pelos principais protagonistas da 48.ª edição da prova e ajuda a explicar o peso histórico do título conquistado em 2026. No final de duas semanas intensas de competição, Nasser Al Attiyah acrescentou o sexto Troféu Beduíno ao seu palmarés, num triunfo construído com uma demonstração exemplar de controlo, estratégia e frieza competitiva.
Numa edição marcada por um equilíbrio inédito entre campeões e máquinas, o piloto do Dacia Sandriders assinou uma prestação próxima da perfeição, sustentada por um plano cuidadosamente delineado em torno de dois dias-chave, onde garantir a posição ideal à partida era determinante. A etapa 6, um verdadeiro mar de dunas com cerca de 300 quilómetros, foi o primeiro grande pilar dessa construção. A partir daí, Al Attiyah iniciou o regresso a Yanbu no comando de um pelotão de elite extremamente compacto, com os cinco primeiros separados por apenas 12 minutos no dia de descanso.
Depois de superar a exigente segunda etapa maratona, o qatari deu o golpe decisivo no dia seguinte. Segundo classificado na etapa, apenas batido por Mathieu Serradori, Al Attiyah criou a margem necessária para controlar o final da prova. A consagração definitiva chegou com a vitória na penúltima etapa, um triunfo que teve também um forte valor simbólico: a 50.ª vitória em especiais no Dakar, um registo que o coloca ao lado de lendas como Ari Vatanen e Stéphane Peterhansel.
Atrás do Dacia Sandrider n.º 299, a luta pelo pódio transformou-se num verdadeiro jogo de cadeiras musicais nos últimos dias. Henk Lategan, vice-campeão em 2025, foi a última esperança da Toyota Toyota Hilux para discutir a vitória, mas um problema mecânico na etapa 10 — a falha de um rolamento do cubo da roda traseira — comprometeu definitivamente as suas aspirações quando tentava anular uma desvantagem de 12 minutos para Al Attiyah.
Presença constante nos lugares da frente, os Ford Raptor garantiram sempre pelo menos um carro no top 3 ao longo da prova, somando seis vitórias em especiais. Já instalado em Yanbu, Nani Roma protagonizou um esforço hercúleo para salvar o segundo lugar, depois de danificar a frente do seu carro e receber ajuda de várias equipas para conseguir chegar ao bivouac dentro do tempo limite.
A luta pelo terceiro lugar foi decidida ao segundo. Mattias Ekström entrou na última especial, de 105 quilómetros, com apenas 29 segundos de vantagem sobre Sébastien Loeb. O sueco não só defendeu com sucesso a posição como venceu a derradeira etapa, repetindo o triunfo com que havia iniciado o rali no prólogo de Yanbu e garantindo mais um pódio, depois do alcançado em 2025. Para Loeb, este Dakar marcou a primeira vez que terminou fora do pódio, a apenas 37 segundos dos três primeiros.
Mais atrás, mas com diferenças finais historicamente reduzidas, os Toyota ocuparam os últimos três lugares do top 10: Toby Price foi oitavo, a 52 minutos, Seth Quintero terminou nono a 1h15 e Saood Variawa fechou o top 10 a 1h23.
Mathieu Serradori voltou a assegurar o sexto lugar da geral, repetindo o resultado de 2025, desta vez com uma vitória em etapa como bónus. Entre os antigos concorrentes de duas rodas motrizes, o duelo dos MD Rallye Optimus foi ganho por Simon Vitse, 14.º classificado, à frente de Christian Lavieille, 20.º.
Na classe Stock, a grande novidade foi a estreia vitoriosa da Defender. O lituano Rokas Baciuška dominou a categoria, chegando a Yanbu com quase quatro horas de vantagem sobre a sua companheira de equipa Sara Price. Os Toyota Land Cruiser mantiveram-se competitivos, com Ronald Basso a terminar no terceiro lugar. Stéphane Peterhansel concluiu o seu 36.º Dakar na quarta posição da classe Stock, numa edição particularmente exigente também para o veterano francês.
O Dakar 2026 ficará na história como uma das edições mais equilibradas, estratégicas e intensas de sempre, onde a vitória se construiu não apenas com velocidade, mas com inteligência, frieza e uma gestão perfeita do risco até ao último quilómetro.
No contexto do Dakar 2026, os dias em que Daniel Sanders parecia competir num patamar próprio, com Tosha Schareina como único adversário credível, parecem agora longínquos. O equilíbrio de forças começou a alterar-se ainda cedo, quando o espanhol foi penalizado em dez minutos por ignorar bandeiras à saída do bivouac-refúgio na etapa 5. A partir daí, a Monster Energy Honda HRC encontrou em Ricky Brabec um líder sólido e consistente, capaz de enfrentar de igual para igual o australiano da KTM.
O duelo entre Sanders e Brabec prometia tornar-se um clássico, até que o campeão do mundo caiu violentamente a caminho de Bisha, lesionando o ombro esquerdo e vendo ruir a possibilidade de conquistar um segundo Dakar consecutivo, embora sem ser forçado a abandonar. Ainda assim, a Red Bull KTM Factory Racing recusou baixar os braços e encontrou rapidamente um novo trunfo. Luciano Benavides assumiu o protagonismo, conquistando a liderança da geral pela primeira vez ao vencer a etapa 8 — a terceira vitória do ano — abrindo então uma diferença mínima de apenas dez segundos para Sanders.
Com a queda do australiano, toda a responsabilidade da KTM passou a recair sobre os ombros do argentino, agora frente a frente com Brabec, vencedor do Dakar em 2020 e 2024, que mostrava estar em plena forma. O norte-americano respondeu com inteligência estratégica: no final da etapa 11, optou por perder propositadamente algum tempo, um golpe de mestre que deixou Benavides na liderança por escassos 23 segundos, mas numa posição ingrata para a etapa seguinte, obrigado a abrir pista numa jornada decisiva. O impacto psicológico foi evidente, e o argentino parecia longe da sua habitual confiança nessa noite.
O plano de Brabec parecia perfeito. À partida para a última etapa, tradicionalmente encarada como uma formalidade, o piloto da Honda dispunha de 3m20s de vantagem. O título parecia decidido… até ao quilómetro 98,4. A abrir a pista, Brabec tinha apenas sete quilómetros “de desfile” pela frente quando um erro de navegação o levou demasiado à esquerda, obrigando-o a um desvio de cerca de três quilómetros para regressar ao traçado correto. Enquanto isso, Luciano Benavides cruzava a meta e assistia incrédulo ao momento em que Brabec terminava a especial apenas dois segundos mais tarde. A margem mais curta de sempre na história do Dakar. Um final absolutamente insano, ainda mais apertado do que o triunfo de Kevin Benavides em 2023, quando venceu por 43 segundos frente a Toby Price.
Esta 21.ª vitória da KTM no Dakar confirmou a supremacia da marca austríaca e deu início a uma verdadeira “maré laranja” no Mar Vermelho. Também na classe Rally2 houve reviravolta a favor da KTM. Preston Campbell, filho do antigo piloto Johnny Campbell — mentor de Brabec — liderou até ao final da etapa 11, mas acabou superado pela recuperação consistente do esloveno Toni Mulec. O piloto da equipa satélite BAS World KTM, na sua quarta participação no Dakar, assumiu o comando e não mais o largou, terminando com 4m37s de vantagem. Campbell, 10.º da geral, conquistou ainda o título de melhor rookie como prémio de consolação.
Por fim, destaque para Benjamin Melot, que assegurou o triunfo na exigente categoria Original by Motul, destinada a pilotos sem assistência. Depois de o título lhe ter escapado por pouco em 2025, o francês fechou finalmente essa conta em 2026, superando o espanhol Josep Pedró por 14m32s e terminando em 18.º da classificação geral.
O Dakar 2026 ficará para a história como uma das edições mais imprevisíveis, dramáticas e emocionantes de sempre, decidida ao segundo numa prova onde, normalmente, contam os minutos ou as horas.
João Ferreira e Filipe Palmeiro encerraram hoje o Dakar Rally 2026 de forma positiva, ao alcançarem o sétimo lugar na última etapa da prova. A especial final, mais curta e descontraída, permitiu à dupla portuguesa desfrutar da condução após duas semanas de enorme exigência física e mental, encerrando o rali com boas sensações e sem necessidade de assumir riscos desnecessários.
Com o foco colocado em levar o Toyota Hilux até à meta final, João Ferreira e Filipe Palmeiro confirmaram a consistência e a evolução demonstradas ao longo da prova mais dura do calendário mundial. No final, o piloto português concluiu o Dakar na 18.ª posição da classificação geral, num resultado que consolida a sua afirmação entre a elite do todo-o-terreno internacional.
No final da prova, João Ferreira destacou o carácter especial da derradeira jornada e já projetou o futuro. “No último dia já deu para desfrutar um pouco mais. Foi uma etapa divertida, sem pressão, e sabe sempre bem terminar o Dakar com um bom resultado. Agora o pensamento já está no Dakar 2027. Quero voltar com os mesmos objetivos deste ano: vencer. É assim que encaro todas as corridas em que participo e será assim em todas até lá. Este Dakar deu-nos muita experiência e confirmou que estamos no caminho certo”, afirmou o piloto oficial da Toyota Gazoo Racing South Africa.
Com o Dakar concluído, fica também oficialmente aberta a temporada de 2026 do FIA World Rally-Raid Championship. O campeonato prossegue agora com mais quatro rondas distribuídas por quatro continentes, refletindo a sua dimensão global. A próxima prova será o BP Ultimate Rally-Raid Portugal, agendado de 17 a 22 de março, seguindo-se o Desafío Ruta 40, na Argentina, entre 24 e 29 de maio. No outono, a caravana do W2RC ruma ao Rallye du Maroc, de 28 de setembro a 3 de outubro, antes de encerrar a época no Abu Dhabi Desert Challenge, que terá lugar de 22 a 27 de novembro nos Emirados Árabes Unidos, pela primeira vez como prova final do campeonato.
Maria Luís Gameiro chegou ao fim do Dakar Rally 2026, cumprindo um dos maiores objetivos da sua carreira desportiva. Após cerca de 8.000 quilómetros percorridos em condições de extrema exigência, a piloto portuguesa alcançou a meta final em Yanbu, encerrando a prova na 42.ª posição da classificação geral da categoria Ultimate e conquistando a Taça das Senhoras, reservada a tripulações 100% femininas.
A derradeira Etapa 13, disputada num loop em torno de Yanbu, contou com pouco mais de 100 quilómetros cronometrados, mas nem por isso deixou de ser exigente. Com pistas cavadas e muito pó, Maria Luís optou por uma abordagem prudente e consistente, concluindo a especial com o 48.º tempo entre os Ultimate. Mais importante do que o resultado da etapa foi, contudo, o desfecho global de uma participação marcada pela superação constante.
Em dupla com a navegadora Rosa Romero, a piloto portuguesa enfrentou uma segunda semana particularmente difícil, marcada por problemas mecânicos na caixa de velocidades e no diferencial, furos, navegação complexa e duríssimas etapas maratona. Ainda assim, a equipa conseguiu levar o MINI JCW T1+ preparado pela X-raid até à meta final, consolidando Maria Luís Gameiro como uma das referências femininas do todo-o-terreno internacional. Em duas participações no Dakar, a portuguesa soma duas chegadas à meta — um feito de enorme significado numa prova onde terminar é, por si só, uma vitória.
No final, visivelmente emocionada, Maria Luís Gameiro celebrou o resultado alcançado. A piloto destacou “o trabalho realizado ao longo de todo o ano, a resiliência demonstrada na segunda semana da prova e a importância da Taça das Senhoras, dedicada a todas as mulheres que enfrentam desafios sem receio dos obstáculos”. Sublinhou ainda o espírito de entreajuda vivido na última etapa, onde chegou a parar para auxiliar um colega de equipa, antes de cortar a meta e integrar a festa dos finalistas em Yanbu.
Com o Dakar 2026 concluído, Maria Luís Gameiro fecha um capítulo marcante da sua carreira desportiva. Duas participações, duas chegadas à meta e uma vitória na Taça das Senhoras confirmam um percurso assente na consistência, na resiliência e numa paixão genuína pelo todo-o-terreno. A meta de Yanbu representa o fim de mais uma grande aventura, mas também o ponto de partida para novos sonhos, agora com a certeza de que Maria Luís Gameiro já provou saber chegar ao fim e fazê-lo com mérito e classe.
A Zome Racing vai estrear-se esta temporada no Supercars Endurance, alinhando dois McLaren 570S GT4 na divisão GTX. A entrada da nova estrutura representa mais um sinal da vitalidade de um campeonato que continua a crescer e a atrair novas equipas, consolidando-se como uma referência competitiva na Península Ibérica.
Fundada em 2022 e com experiência noutras competições, a Zome Racing dá agora um passo natural na sua evolução ao integrar o Supercars Endurance, num projeto que nasce com uma missão dupla. Por um lado, pretende criar uma plataforma de progressão para jovens pilotos provenientes do karting; por outro, oferecer uma via estruturada para gentleman drivers que desejem iniciar ou desenvolver o seu percurso no automobilismo.
Ricardo Rajani, chefe de equipa da Zome Racing, explica que a subida ao Supercars Endurance era um passo lógico para a estrutura. “Tivemos sucesso noutras categorias e ascender ao Supercars Endurance era o passo natural para uma equipa como nós. Queremos ser uma solução para jovens que saem do karting e pretendem progredir nas suas carreiras e também uma via para gentleman drivers darem os seus primeiros passos no automobilismo e evoluírem. Vamos ter dois coaches que consideramos serem uma excelente ajuda, o Armando Parente e o Francisco Villar, e acredito que temos uma boa estrutura para que os nossos pilotos possam crescer”, afirmou.
Os dois McLaren 570S GT4 da equipa serão entregues a duas duplas distintas: uma composta por jovens pilotos com formação no karting e outra formada por gentleman drivers, cujos nomes serão anunciados oportunamente. Esta abordagem enquadra-se plenamente na filosofia da divisão GTX, que promove a diversidade de perfis e contribui para grelhas equilibradas e competitivas ao longo da temporada.
Apesar da ambição, a Zome Racing entra no campeonato com uma postura realista e progressiva. Ricardo Rajani sublinha que o primeiro ano será sobretudo de consolidação, sem abdicar da competitividade. “É sempre muito complicado apontar objetivos num primeiro ano, até porque sabemos que a concorrência será muito forte e o nível é muito elevado. No entanto, já provámos noutras categorias que podemos vencer e lutar de igual para igual com equipas de nomeada. Entramos com humildade e vontade de aprender, mas queremos trabalhar para lutar pelos lugares do pódio”, acrescentou.
A temporada conjunta do Iberian Supercars, Campeonato de Portugal de Velocidade e Supercars España arranca no Autódromo Internacional do Algarve, entre 15 e 17 de maio, sendo antecedida pelo teste oficial de pré-temporada no Autódromo do Estoril, a 21 de março. Datas que marcam o início de uma nova etapa para a Zome Racing e para um campeonato que continua a afirmar-se pela sua competitividade e capacidade de atração.
A estreia de Martim Ventura no Dakar Rally ficou marcada por um desempenho de elevado nível, com o jovem piloto do bp Ultimate Adventure Team a subir ao pódio final da maior competição motorizada do mundo. Após a conclusão da 13.ª e última etapa, disputada em torno de Yanbu, Ventura garantiu o 2.º lugar entre os Rookies e o 3.º posto na categoria Rally2, encerrando a prova com um resultado que confirma o seu enorme potencial.
A derradeira etapa contou com um setor seletivo de 105 quilómetros cronometrados, atravessando zonas de pistas montanhosas, num traçado curto mas exigente. No final, Martim Ventura sublinhou as dificuldades típicas de uma última especial curta: “Uma última etapa com apenas uma centena de quilómetros é bastante traiçoeira. Estamos relaxados e pode correr alguma coisa mal. Felizmente, da minha parte correu tudo de forma tranquila e cheguei ao fim sem percalços”, explicou o piloto português.
O jovem piloto oficial da HRC Honda fez ainda um balanço muito positivo da sua participação no Dakar Rally. “Foi um rally bom, com um saldo bastante positivo. Podia ter feito um Top 10 absoluto, mas tive um problema mecânico que demorou muito tempo a resolver e atrasei-me bastante nesse dia. Ainda assim, estou muito contente. A equipa trabalhou muito bem e é uma alegria enorme estar neste projeto e ter conseguido estes resultados. Foi espetacular”, afirmou.
Campeão nacional em 2024, Martim Ventura venceu duas etapas na classificação Rally2 e terminou o Dakar na 11.ª posição da classificação geral. Um resultado notável na sua primeira participação, que confirma o talento do jovem piloto português e o coloca desde já entre as figuras a acompanhar no futuro do todo-o-terreno mundial.
A temporada de 2025 representou muito mais do que uma sucessão de bons resultados para Duarte Camelo. Foi o ano em que o jovem piloto de Lousada consolidou definitivamente o seu lugar entre os nomes mais competitivos da velocidade nacional e ibérica, assumindo um papel de protagonista no Campeonato de Portugal de Velocidade e nos Iberian Supercars, na exigente categoria GTX, ao lado de Pompeu Simões e aos comandos do Porsche Cayman CS GT4 da Speedy Motorsport.
O arranque da época, no Autódromo Internacional do Algarve, deixou claro que a dupla entrava em 2025 com ambições bem definidas. Nas qualificações, o andamento foi imediatamente competitivo, confirmando que havia condições reais para lutar pelas vitórias.
Na primeira corrida, um infortúnio afastou a possibilidade de triunfo, mas a resposta surgiu na segunda prova, disputada sob chuva intensa. Foi aí que Duarte Camelo protagonizou uma das suas atuações mais marcantes da época. “Sabia que à chuva podia fazer a diferença. Entrei com faca nos dentes, ataquei sempre que foi possível e cheguei ao final do meu stint na liderança. Foi uma corrida em que senti que estava completamente ligado ao carro”, explicou o piloto.
A vitória acabaria por escapar devido a uma penalização, mas a mensagem estava dada: Duarte Camelo tinha atingido um novo patamar competitivo.
Vila Real: estreia exigente e afirmação num circuito de respeito
A segunda ronda levou o campeonato até Vila Real, um circuito citadino tão icónico quanto implacável. Para Duarte Camelo, tratava-se da estreia absoluta neste traçado e também a primeira experiência em circuito urbano. “Os nervos estavam à flor da pele. É um circuito onde não há margem para erro, mas a vontade de vencer era enorme”, confessou.
A chuva voltou a ser um fator determinante e, mais uma vez, a dupla mostrou uma competitividade acima da média. A leitura correta das condições, aliada a uma abordagem madura, resultou numa dupla vitória, transformando um fim de semana potencialmente traiçoeiro num dos momentos altos da época.
Valência: pole position, contrariedade e maturidade estratégica
No Circuit Ricardo Tormo, em Valência, Duarte Camelo confirmou o excelente momento de forma ao conquistar a pole position, demonstrando não só velocidade pura, mas também consistência ao longo das sessões.
A primeira corrida viria, no entanto, a ser condicionada por uma entrada de safety car quando a dupla seguia na liderança, alterando a estratégia e empurrando-os para a quarta posição. “São situações que fazem parte das corridas. O mais importante foi manter a cabeça fria e pensar no campeonato”, sublinhou. Na segunda corrida, essa maturidade revelou-se decisiva. Duarte entregou o carro na frente ao seu companheiro, permitindo uma gestão segura até à vitória, num exercício claro de inteligência competitiva.
Jerez: resiliência total e a consagração à geral
A etapa de Jerez de la Frontera assumiu um peso especial. Num circuito novo para Duarte Camelo, o fim de semana começou com forte andamento nas qualificações, deixando claro que o objetivo era discutir a vitória.
Na primeira corrida, quando liderava, uma nova intervenção do safety car voltou a baralhar as contas, relegando a dupla para a quarta posição. Longe de se deixar abalar, Duarte respondeu na segunda corrida com uma exibição irrepreensível, conquistando finalmente a primeira vitória à geral da temporada. “Foi especial. Num circuito novo, contra adversários fortíssimos, conseguir vencer à geral deu-me uma confiança enorme. Foi a confirmação de que estávamos no caminho certo”, assumiu.
Estoril: inteligência, controlo e títulos assegurados
A ronda final, no Estoril, exigia maturidade e gestão emocional. Duarte Camelo e Pompeu Simões sabiam que não era necessário correr riscos desnecessários, mas também não podiam abdicar da competitividade que os trouxera até ali.
Desde as qualificações, o ritmo foi forte. Na primeira corrida, Duarte protagonizou um arranque brilhante, assumindo a liderança durante várias voltas. O terceiro lugar final foi suficiente para garantir, desde logo, os títulos de Campeões Nacionais e Ibéricos, coroando uma época construída com consistência e inteligência.
Um percurso de crescimento sustentado
O sucesso de 2025 é o reflexo de um caminho traçado com paciência. Duarte Camelo iniciou-se no karting, passou pelo rallycross e por várias categorias de formação, acumulando experiência e capacidade de adaptação. “Nunca dei saltos maiores do que a perna. Cada passo foi pensado para evoluir como piloto e como competidor”, refere.
Duarte Camelo fez questão de deixar um reconhecimento claro a todos os que tornaram este projeto possível: “Quero agradecer à minha família, que esteve sempre presente, aos patrocinadores SC Médica Clinic, Biofisa, Reference e DAC CC Investimentos, e ao meu parceiro Pompeu Simões, que acreditou em mim desde o início”.
Um agradecimento muito especial foi dirigido a Pedro Salvador, responsável pela Speedy, pela confiança depositada, e a Tiago Allen, peça-chave na comunicação e estratégia em pista: “O Tiago via os vídeos comigo, ajudava-me a interpretar cada momento da corrida e a delinear estratégias. É um verdadeiro mestre na leitura da competição”.
2026 em aberto, mas com ambição bem definida
Quanto ao futuro, 2026 permanece em aberto. O piloto encontra-se atualmente em negociações com parceiros para viabilizar o próximo passo, admitindo vários cenários: defender o título na GTX, subir para a GT4, ou realizar um ano de preparação para categorias superiores. A exigência académica (frequenta Medicina Dentária na CESPU) e a sustentabilidade do projeto serão fatores determinantes, mas a ambição permanece intacta.
Focado, determinado e cada vez mais completo, Duarte Camelo encerrou 2025 como uma das figuras da velocidade nacional e ibérica. A época confirmou o talento e anunciou um futuro onde os desafios serão maiores e as expectativas, inevitavelmente, mais altas.