A multinacional Konica Minolta passou a apadrinhar o Copersucar Fittipaldi FD04 de 1977, atualmente em exposição no Museu do Caramulo, no âmbito do Programa de Apadrinhamento daquela instituição. Lançado em 2012, este programa pretende criar uma ligação direta entre empresas ou particulares e os veículos da coleção permanente, assegurando apoios concretos para a sua conservação e manutenção ao longo de um ano.
O FD04 representa uma fase decisiva da história da equipa brasileira na Fórmula 1, tendo sido pilotado por Emerson Fittipaldi e concebido pelo engenheiro Ricardo Divila, com a colaboração de Maurice Phillippe. Este monolugar distingue-se não apenas pela sua importância competitiva, mas também pela emblemática decoração amarela criada por Sid Mosca, que reforçou de forma marcante a identidade brasileira da equipa no pelotão da Fórmula 1.
Com este apadrinhamento, a Konica Minolta contribui para a preservação de um dos carros mais emblemáticos da Copersucar Fittipaldi, um verdadeiro testemunho da história do automobilismo e da excelência técnica de um projeto que marcou uma era na competição ao mais alto nível.
A Comissão de Enduro da Federação de Motociclismo de Portugal já revelou os calendários desportivos para a temporada de 2026 das várias disciplinas que integram o universo do Enduro. Como é tradição, o primeiro campeonato a entrar em ação será o Campeonato Nacional de Enduro – CFL, cuja ronda inaugural está marcada para 25 de janeiro, num calendário composto por seis provas, com a jornada final a disputar-se ao longo de dois dias.
O Campeonato Nacional de Mini Enduro – Jetmar manterá o formato habitual, com as primeiras provas da época a realizarem-se na véspera das jornadas do Campeonato Nacional de Enduro e a fase final da temporada a integrar três provas disputadas em outros tantos fins de semana de Enduro Sprint, sempre no dia anterior às competições seniores.
Já o Campeonato Nacional de Enduro Sprint – Moto Espinha volta a concentrar-se no período entre setembro e dezembro, com um total de cinco jornadas. O encerramento da época terá lugar em Castelo Branco, em formato de Closed Course, atribuindo duas pontuações independentes, seguindo o modelo que tem vindo a ser adotado nos últimos anos.
O Campeonato Nacional de Super Enduro – Eduardo Coelho Lda. continuará a animar os meses de verão, com quatro provas previstas, incluindo uma etapa diurna em Valpaços e as restantes disputadas em formato noturno.
Por fim, o Campeonato Nacional de Hard Enduro – 100% encontra-se ainda em fase final de definição, com o calendário a ultimar detalhes e a ser divulgado em breve pela Federação.
A Renault iniciou a comercialização do novo Twingo E-Tech elétrico, um modelo que reforça a aposta da marca na mobilidade urbana 100% elétrica a preços acessíveis. Equipado com um motor de 60 kW, equivalente a 82 cavalos, e uma bateria de 27,5 kWh, o Twingo E-Tech oferece uma autonomia até 263 quilómetros, posicionando-se como uma das propostas mais competitivas do segmento A na Europa.
A gama arranca na versão Evolution, com um preço base de 19.490 euros, destacando-se por um nível de equipamento particularmente completo. De série, o modelo inclui bancos traseiros independentes, deslizantes e rebatíveis na proporção 50/50, painel de instrumentos digital de 7 polegadas, ecrã central OpenR Link de 10,1 polegadas com sistema multimédia, conectividade sem fios com Android Auto e Apple CarPlay, ar condicionado manual, sensores de estacionamento traseiros e banco do condutor regulável em altura, entre outros elementos.
No topo da gama surge a versão Techno, com um preço de 21.090 euros, que acrescenta o sistema multimédia OpenR Link com Google integrado, quatro níveis de travagem regenerativa, incluindo a função one-pedal, e banco do passageiro dianteiro com encosto rebatível, reforçando a versatilidade e a tecnologia a bordo.
Com esta proposta, a Renault pretende democratizar o acesso à mobilidade elétrica no segmento dos citadinos, oferecendo um conjunto equilibrado entre preço, autonomia e equipamento. As encomendas para a versão Techno já se encontram abertas, enquanto a versão Evolution estará disponível numa fase posterior.
O Rally Series realizou no dia 14 de janeiro a sua primeira ação educativa de 2026, na Escola Afonso de Paiva, em Castelo Branco, reforçando o compromisso do projeto com a formação, a proximidade às comunidades locais e o impacto positivo junto das novas gerações. A iniciativa decorreu entre as 7h30 e as 11h30 e teve como principal objetivo aproximar o desporto automóvel do meio escolar, apresentando o mundo dos ralis de forma educativa, acessível e envolvente.
Com o apoio da Castrol, da Lubrialbi e da Escuderia Castelo Branco, cerca de 700 alunos dos 1.º, 2.º e 3.º ciclos participaram nas atividades ao longo da manhã, tendo a oportunidade de contactar diretamente com pilotos, navegadores e viaturas de competição. O programa incluiu uma palestra com os pilotos locais Pedro Silva, Daniela Barata, Nelson Trindade e Raquel Graça, que partilharam experiências pessoais, explicaram os diferentes papéis no automobilismo e destacaram valores essenciais dos ralis como a paixão pelo desporto, a responsabilidade, o espírito de equipa, a segurança e o respeito pela comunidade. No exterior, os alunos puderam ainda ver as viaturas de perto e interagir com os protagonistas da modalidade.
Para André Lavadinho, diretor executivo do Rally Series Promoter, esta iniciativa reflete uma visão de longo prazo. O responsável sublinhou que esta é uma das várias ações previstas para 2026 e que o objetivo passa por levar os ralis aos mais jovens, criando uma ligação emocional com o desporto e reforçando o seu significado social. Lavadinho destacou ainda a importância de aproximar os eventos da comunidade, mostrando que é possível trazer os ralis à cidade de forma responsável e com benefícios reais para a população.
Pedro Silva, vencedor das Duas Rodas Motrizes em 2025, também realçou a relevância da ligação entre ralis e educação, sublinhando a importância de transmitir às crianças da Beira Baixa valores ligados à segurança rodoviária e à perseverança, numa perspetiva de futuro para o desporto.
A iniciativa contou com a presença de vários meios de comunicação social regionais, incluindo a Beira Baixa TV, que acompanhou a ação em direto e recolheu testemunhos dos diferentes intervenientes.
Esta ação na Escola Afonso de Paiva marcou ainda o lançamento do programa educativo NEX, que dá nome à nova mascote oficial do Rally Series e simboliza o foco do projeto na próxima geração do desporto automóvel. Ao longo de 2026, o NEX será a imagem de um conjunto de iniciativas educativas e de proximidade que irão decorrer tanto nos eventos como em plataformas digitais, promovendo valores como a segurança, a inclusão, a sustentabilidade, a curiosidade tecnológica e o contacto direto com o desporto automóvel.
O Castrol Portugal Rally Series regressa à região de Castelo Branco nos dias 21 e 22 de março, com o Rally Series Terras de Oiro, em Vila Velha de Ródão, que marca a primeira ronda da temporada de 2026.
A Salvador Caetano Auto concretizou a aquisição do Grupo Cedar, um dos maiores operadores do setor automóvel na Irlanda, passando assim a operar pela primeira vez neste mercado. A operação representa um passo importante na estratégia de expansão internacional do grupo português, que está presente em dezenas de países da Europa, África e América do Sul e conta com oito décadas de experiência na indústria automóvel.
O Grupo Cedar, que passa agora a integrar a Salvador Caetano, comercializou cerca de 28 mil viaturas em 2025, emprega mais de 600 colaboradores e regista um volume de negócios anual próximo de mil milhões de euros. A sua atividade assenta na importação e distribuição exclusiva das marcas Nissan, Renault, Dacia e Alpine, complementada por uma vasta rede de concessionários próprios e pela representação de outras marcas como Peugeot, Citroën, Mazda, Suzuki e Opel. O grupo detém ainda uma forte presença no mercado de viaturas usadas através da marca própria Windsor.
Sérgio Ribeiro, administrador executivo da Salvador Caetano Auto, sublinhou que a entrada no mercado irlandês constitui uma plataforma estratégica para o crescimento internacional do grupo, destacando o alinhamento do Grupo Cedar com o seu modelo de negócio e o dinamismo do mercado automóvel da Irlanda.
Também James McCarthy, CEO do Grupo Cedar, considera que a integração no grupo Salvador Caetano reforça a ambição de crescimento do grupo irlandês e consolida a sua posição como um dos maiores operadores do país, ao mesmo tempo que abre acesso a uma organização internacional com vasta experiência no setor.
Com esta aquisição, a Salvador Caetano reforça a sua presença internacional e acrescenta ao seu portefólio um dos mais relevantes grupos automóveis da Irlanda, consolidando a sua ambição de liderança e crescimento sustentado no setor da mobilidade.
A Honda revelou no Salão Automóvel de Tóquio 2026 duas novas linhas de modelos, Sport Line e Trail Line, que irão orientar a futura estratégia global da marca e reforçar o seu ADN desportivo. O anúncio foi feito no certame realizado em Makuhari Messe, no Japão, onde a Honda apresentou vários concept cars e protótipos que antecipam a próxima geração de automóveis de elevado desempenho e forte identidade dinâmica.
Segundo a marca japonesa, estas novas famílias de produtos herdam diretamente o chamado Honda Sports DNA, uma filosofia que, desde a fundação da empresa, liga a competição automóvel ao desenvolvimento de veículos de estrada, colocando a “alegria de conduzir” no centro da experiência. Muitos dos modelos exibidos em Tóquio recorrem a tecnologias e afinações desenvolvidas pela Honda Racing Corporation, a divisão de competição da marca, transferindo para os modelos de produção o know-how adquirido em pista e fora de estrada.
A Sport Line será dedicada a automóveis de estrada de cariz desportivo, concebidos para elevar o prazer de condução através de soluções técnicas inspiradas na competição. Entre os destaques esteve o Civic Type R HRC Concept, uma evolução do já emblemático Type R, com tecnologia e afinações desenvolvidas pela HRC para oferecer uma experiência ainda mais pura e focada no desempenho. Também o Prelude HRC Concept ilustra esta filosofia, ao integrar componentes de performance especificamente criados para potenciar o comportamento dinâmico do novo Prelude lançado em 2025.
Já a Trail Line representa a vertente mais aventureira da Honda, inspirada pela experiência da marca em competições todo-o-terreno. Os TrailSport HRC Concept, baseados em SUV como o novo CR-V e o ZR-V, combinam um visual mais robusto com soluções técnicas que prometem maior capacidade fora de estrada, mantendo a versatilidade e o conforto para utilização quotidiana.
A Honda apresentou ainda outros protótipos que apontam para o futuro da marca. O Civic e:HEV RS Prototype antecipa uma versão mais desportiva do híbrido Civic, equipada com a nova tecnologia Honda S+ Shift, enquanto o Super-ONE Prototype representa uma visão de um compacto 100% elétrico focado na emoção ao volante, com um sistema que simula som e mudanças de caixa para recriar sensações de condução tradicionais na era da eletrificação.
Com estas propostas, a Honda deixa claro que pretende unir eletrificação, sustentabilidade e prazer de condução, garantindo que o seu ADN desportivo continuará vivo tanto nos modelos de estrada como nos veículos de inspiração aventureira.
Mathieu Serradori voltou a surpreender no Dakar e fê-lo em grande estilo. O piloto francês, que em 2020 conquistou a sua primeira vitória em etapas quando ainda era considerado um outsider romântico do todo-o-terreno, atingiu agora uma nova dimensão competitiva. Depois de ter alcançado no ano passado o melhor resultado da carreira, com o sexto lugar da geral aos comandos de um T1 de tração integral, Serradori confirmou a sua evolução ao vencer de forma autoritária a especial de 420 quilómetros até Bisha.
Num dia particularmente exigente, o piloto do CR7 bateu Nasser Al Attiyah por mais de seis minutos e subiu quatro posições na classificação geral, passando a ocupar o quinto lugar, a 33 minutos do líder. Uma prestação que confirma que o francês deixou definitivamente de ser apenas um talento ocasional para se afirmar como um verdadeiro protagonista entre a elite do Dakar.
Apesar da vitória de Serradori na etapa, o grande vencedor estratégico da jornada foi Nasser Al Attiyah. O piloto do Dacia Sandrider impôs-se nas dunas e regressou ao comando da classificação geral, transformando uma diferença mínima de apenas 1m10s entre os três primeiros, registada na véspera, numa vantagem de 12 minutos sobre o sul-africano Henk Lategan, que sofreu com falta de combustível e um erro de navegação. Nani Roma mantém-se no pódio provisório, agora a 12m50s do líder qatari.
A luta pelos lugares cimeiros ganhou ainda mais intensidade com a recuperação de Sébastien Loeb. O francês colocou o segundo Dacia Sandrider no quarto lugar da geral, a 23 minutos de Al Attiyah, beneficiando dos problemas enfrentados por Carlos Sainz e Mattias Ekström. Com várias equipas ainda em jogo, a fase final do Dakar promete um duelo de alto risco entre alguns dos maiores nomes do todo-o-terreno mundial.
Daniel Sanders provou hoje que, mesmo no auge do seu domínio, continua a ser humano. O australiano da KTM, que iniciou a temporada de 2025 com a vitória no Dakar e a terminou como campeão do mundo, entrou nesta etapa do Dakar 2026 como líder confortável da classificação geral, com mais de seis minutos de vantagem sobre Ricky Brabec. Tudo apontava para mais uma jornada controlada no percurso circular com partida e chegada em Yanbu, mas o cenário mudou de forma dramática a 138 quilómetros do final da especial.
Apesar da sua velocidade, resistência física e reconhecida capacidade de navegação, Sanders caiu e magoou o ombro esquerdo, sendo obrigado a seguir até ao final em grandes dificuldades. O australiano ainda conseguiu terminar a especial, mas perdeu cerca de meia hora, comprometendo seriamente a sua tentativa de conquistar um novo Dakar para a Red Bull KTM Factory Racing.
A formação austríaca, no entanto, continua com aspirações ao título através de Luciano Benavides. O argentino, que partiu para a etapa na nona posição, esteve muito perto de vencer a especial e mantém-se plenamente na luta pela vitória final. A três dias do fim, Benavides está separado por apenas cerca de 20 segundos de Ricky Brabec, da Monster Energy Honda HRC, num duelo que promete ser imprevisível até ao último quilómetro.
A vitória na etapa sorriu a Adrien Van Beveren. O piloto francês viveu uma prova de altos e baixos desde o arranque em Yanbu, mas conseguiu finalmente conquistar a sua primeira vitória desta edição no caminho para Bisha. O triunfo teve ainda um simbolismo especial, ao coincidir com o dia em que o bivouac homenageou Thierry Sabine, criador do Paris–Dakar e do Enduro du Touquet, prova que projetou Van Beveren, vencedor em três ocasiões entre 2014 e 2016. Este foi o sétimo triunfo do francês em etapas do Dakar e permitiu-lhe subir para o sexto lugar da classificação geral, a cerca de uma hora do líder americano.
João Ferreira e Filipe Palmeiro viveram uma 10.ª etapa particularmente dura no Dakar, a segunda parte da jornada maratona, que acabou por obrigar a dupla da Repsol Portugal a redefinir os seus objetivos para o que resta da prova. No percurso entre o bivouac refúgio e a cidade de Bisha, a equipa voltou a apresentar um bom ritmo, terminando a etapa na 21.ª posição e subindo ao 20.º lugar da classificação geral.
Apesar do desempenho sólido, os danos acumulados na etapa anterior impediram uma recuperação mais expressiva, deixando a luta pelos lugares do pódio definitivamente fora de alcance. A partir deste momento, a prioridade da dupla portuguesa passa a ser a vitória numa das três etapas que ainda faltam disputar.
No final do dia, João Ferreira não escondia a frustração com o desfecho da jornada maratona. “Estamos dececionados com o resultado desta etapa, que nos deixou completamente fora da luta pelos nossos objetivos. Saímos de Al Duwadimi em décimo da geral e bem dentro da luta pelos lugares do pódio e, dois dias depois, ocupamos a 20.ª posição, bem longe dos lugares cimeiros. O Dakar é assim, não perdoa. Agora resta-nos agarrar com determinação a possibilidade de vencer uma das três etapas que faltam, apoiando a equipa em tudo o que seja necessário”, afirmou o piloto português.
A prova prossegue amanhã com a 11.ª etapa do Dakar 2026, que ligará Bisha a Al Henakiyah, num percurso total de cerca de 882 quilómetros entre ligações e sectores cronometrados, incluindo uma especial de 347 quilómetros. Embora não apresente obstáculos extremos, o traçado promete ser exigente do ponto de vista da navegação, com numerosas interseções, bifurcações e decisões rápidas no roadbook, tornando esta etapa uma verdadeira prova de precisão num momento em que a corrida entra na sua fase decisiva.
A Motul vai apoiar a entrada da McLaren Endurance Racing no Campeonato do Mundo de Resistência da FIA (WEC), tornando-se parceira oficial de lubrificantes do novo programa Hypercar da marca britânica, cuja estreia está prevista para 2027. O acordo alarga a parceria já existente entre a Motul e a equipa de Fórmula 1 da McLaren, anunciada no ano passado.
A empresa francesa irá fornecer lubrificantes avançados para o motor, transmissão e diferencial do McLaren United Autosports Hypercar, além de colaborar tecnicamente com a equipa no desenvolvimento de soluções específicas para responder às exigências extremas das corridas de resistência.
James Barclay, Team Principal da McLaren Endurance Racing, sublinha que a chegada da Motul reforça a preparação da equipa para o regresso da McLaren às provas de resistência ao mais alto nível, destacando a experiência da marca em desempenho, tecnologia e inovação como um fator decisivo para o sucesso do projeto.
Do lado da Motul, o diretor de Investigação e Desenvolvimento, Julien Plet, explica que o foco da parceria estará na criação de fluidos feitos à medida, capazes de garantir consistência, durabilidade e fiabilidade sob stress mecânico contínuo, qualidades essenciais nas provas de resistência.
Parceira histórica das 24 Horas de Le Mans desde a década de 1950 e fornecedora oficial do WEC desde 2016, a Motul traz para o projeto McLaren uma herança construída ao mais alto nível do automobilismo de resistência, incluindo experiências em provas de longa distância como o Dakar, agora aplicadas ao desenvolvimento do novo Hypercar.