Autor: Joaquim Amândio Santos

  • João Ferreira e Filipe Palmeiro brilham na etapa e sobem ao 12.º lugar do Dakar

    João Ferreira e Filipe Palmeiro brilham na etapa e sobem ao 12.º lugar do Dakar

    João Ferreira e Filipe Palmeiro voltaram a assinar uma exibição de grande nível no Dakar Rally, ao terminarem a etapa desta quinta-feira na quinta posição, resultado que lhes permite subir ao 12.º lugar da classificação geral. Depois de uma primeira semana marcada por contratempos, sobretudo com vários furos, a dupla portuguesa da Repsol Portugal voltou a demonstrar toda a sua competitividade e mantém-se plenamente na luta nesta edição do rali.

    Numa especial disputada em terrenos de areia e dunas, Ferreira e Palmeiro realizaram uma prova sólida, sem erros nem problemas mecânicos, capitalizando a sua rapidez e consistência para recuperar posições na geral. O resultado confirma o potencial da equipa portuguesa, que continua a ser uma das grandes revelações da prova.

    No final da etapa, João Ferreira sublinhou a importância do equilíbrio entre rapidez e estratégia: “É um dia positivo. Sabemos que estar na luta pela vitória nas etapas, por vezes, torna-se um handicap para a próxima etapa, porque vamos abrir pista. Nas dunas hoje tivemos um desempenho positivo e, agora, o mais importante é aproveitar o dia de descanso e planear a próxima semana de corrida, que vai ser longa e ditará o vencedor. Continuamos na luta com toda a energia.”

    O Dakar 2026 atinge esta sexta-feira o seu tradicional dia de descanso, em Riade, capital da Arábia Saudita, após seis etapas consecutivas extremamente exigentes. A caravana do rali instala-se no bivouac da cidade para uma pausa fundamental numa prova que já colocou à prova a resistência física, mecânica e estratégica de pilotos e equipas.

    Este dia sem competição permite aos concorrentes recuperar fisicamente, às equipas procederem a intervenções técnicas profundas nos veículos e aos navegadores analisarem dados, traçados e estratégias para a segunda metade do rali. A etapa de Riade marca, assim, um momento decisivo de preparação para uma semana final que promete ser tão dura quanto determinante na luta pelas classificações finais.

  • Calendário 2026 da Porsche Sprint Challenge Ibérica aposta na continuidade e na exigência competitiva

    Calendário 2026 da Porsche Sprint Challenge Ibérica aposta na continuidade e na exigência competitiva

    A Porsche Sprint Challenge Ibérica revelou o calendário provisório para a temporada 2026, que mantém a estrutura de seis rondas pontuáveis, para além de um warm-up inaugural, reforçando a aposta num formato competitivo equilibrado e tecnicamente exigente.

    A época arranca oficialmente com o warm-up no Circuito do Estoril, a 28 de março, antes da primeira ronda, agendada para Barcelona, durante o mês de abril, com data ainda a confirmar. Seguem-se as etapas de MotorLand Aragón (8 a 10 de maio), Valência (12 a 14 de junho) e Jerez (11 a 13 de setembro), antes da reta final composta por Navarra (23 a 25 de outubro) e pela grande final no Estoril, de 30 de outubro a 1 de novembro.

    O calendário volta a repartir-se entre Portugal e Espanha, sublinhando a identidade ibérica da competição e a diversidade de traçados incluídos na temporada.

    Para José Monroy, Series Manager da competição, o desenho do calendário responde a uma visão clara para a nova época: “queríamos um calendário que desafiasse pilotos e equipas do primeiro ao último fim de semana. O warm-up no Estoril, a variedade de traçados e o regresso ao Estoril para a grande final criam uma narrativa forte para a temporada. Acreditamos que 2026 será mais um ano de grande intensidade, competitividade e espetáculo, refletindo o crescimento contínuo da Porsche Sprint Challenge Ibérica.”

    A temporada 2026 será a quarta edição da Porsche Sprint Challenge Ibérica desde a sua criação, estando ainda previstas novidades ao nível dos regulamentos técnico e desportivo, a serem apresentadas oportunamente.

  • Al Attiyah volta a reinar nas dunas e assume liderança do Dakar

    Al Attiyah volta a reinar nas dunas e assume liderança do Dakar

    Nasser Al Attiyah voltou a confirmar porque é o grande senhor das dunas no Rally Dakar. Tal como tantas vezes aconteceu ao longo da sua carreira, o piloto do Qatar brilhou numa etapa disputada em areia, desta vez entre Hail e Riade, conquistando a sua 49.ª vitória em especiais no Dakar e reforçando um impressionante registo de 19 edições consecutivas a vencer pelo menos uma etapa.

    Partindo em 15.º lugar, Al Attiyah aproveitou ao máximo as condições ideais para atacar e, sem cometer excessos, foi o mais rápido do dia. O desempenho permitiu-lhe não só vencer a etapa como também assumir a liderança da classificação geral no dia de descanso, depois de ultrapassar e deixar para trás o sul-africano Henk Lategan, que segue agora a 6m10s.

    A jornada foi igualmente positiva para a Dacia, que alcançou o seu primeiro “um-dois” no Dakar, graças ao segundo lugar de Sébastien Loeb na etapa. O francês continua a sua recuperação na geral, subindo de oitavo para sexto, ainda que a 17m36s do seu companheiro de equipa e líder da prova.

    O pódio provisório da geral fica completo com Nani Roma, que volta a ocupar posições de destaque no Dakar pela primeira vez desde 2019. O piloto catalão está a 9m13s de Al Attiyah e lidera o contingente da Ford, que promete pressionar ao máximo até ao final da prova.

    Também Carlos Sainz, ao volante do Ford Raptor, mantém intactas as suas aspirações à vitória, ocupando o quarto lugar da geral, a 11m49s do líder. Logo atrás surge o sueco Mattias Ekström, em quinto, a 12m11s do piloto do Qatar, mantendo tudo em aberto para a segunda metade do rali.

  • Dakar: Sanders domina na etapa rumo a Riade, mas penalização entrega triunfo a Brabec

    Dakar: Sanders domina na etapa rumo a Riade, mas penalização entrega triunfo a Brabec

    Daniel Sanders foi o grande protagonista da exigente etapa de areia que ligou Hail a Riade, a última antes do dia de descanso do Dakar. O campeão em título, que partiu em terceiro lugar, protagonizou uma recuperação impressionante, ultrapassando Nacho Cornejo e o seu colega de equipa Luciano Benavides, para terminar a especial completamente isolado na frente e conquistar uma vantagem de 2m40s em bónus de abertura. Esse desempenho permitiu-lhe cavar uma margem importante na classificação geral.

    No entanto, o australiano acabou por estragar parte do excelente trabalho ao desrespeitar um limite de velocidade, incorrendo numa penalização de seis minutos, que veio baralhar as contas da liderança.

    Quem mais beneficiou da situação foi Ricky Brabec. Apesar de ter sido batido na pista, o piloto norte-americano da Monster Energy Honda HRC voltou a mostrar uma consistência exemplar e conquistou a sua 12.ª vitória em etapas no Dakar. Brabec confirma-se assim como o principal rival de Sanders, estando agora apenas a 45 segundos da liderança. O norte-americano é, aliás, o único piloto da categoria RallyGP que ainda não cometeu qualquer erro desde o início da prova, em Yanbu, mantendo intactas as suas aspirações a um terceiro título.

    Tosha Schareina, penalizado na véspera, tentou reagir partindo como quinto na ordem de saída, mas não conseguiu recuperar totalmente. Ainda assim, acabou por ser beneficiado pela penalização aplicada a Sanders, evitando um cenário mais negativo. O espanhol chega ao dia de descanso na quarta posição, a 11m56s do líder, mas a menos de um minuto de Luciano Benavides, que ocupa o terceiro lugar.

    Na categoria Rally2, o destaque foi o regresso em grande de Mike Docherty. O sul-africano, residente nos Emirados Árabes Unidos e especialista em areia, recuperou depois de ter partido a roda dianteira na quarta etapa e venceu a classe nesta especial, além de alcançar um impressionante quarto lugar absoluto no dia. Apesar de uma pesada penalização sofrida dois dias antes (62h30), que o afastou da luta pelo triunfo final na Rally2, Docherty continua determinado em deixar a sua marca no Dakar.

  • Dakar: João Ferreira reage na maratona e sobe ao 14.º lugar da geral

    Dakar: João Ferreira reage na maratona e sobe ao 14.º lugar da geral

    Depois de dois dias particularmente difíceis, João Ferreira e o seu navegador Filipe Palmeiro protagonizaram uma etapa limpa e consistente na segunda parte da etapa maratona do Dakar 2026, regressando ao Top 10 da especial e recuperando posições na classificação geral.

    A quinta etapa ligou o acampamento improvisado em AlUla ao bivouac de Hail, num dia exigente que marcou o final da maratona, disputada sem assistência das equipas técnicas. Após uma noite em que pilotos e navegadores tiveram de preparar sozinhos as máquinas, João Ferreira respondeu em pista com um desempenho sólido, terminando a especial no 7.º lugar, a 6m07s do vencedor, o norte-americano Mitch Guthrie Jr..

    O resultado permitiu ao piloto português subir ao 14.º lugar da classificação geral, estando agora a 30m17s do líder, Henk Lategan — quando ainda hoje chegou a estar a mais de 36 minutos da frente da corrida, sinal claro de que o Dakar continua em aberto: “Foi uma etapa mais positiva do que as anteriores, onde conseguimos impor o nosso ritmo”, explicou João Ferreira no final do dia. “Ontem fiquei um pouco desanimado, mas quando percebi que os tempos tinham sido, no geral, mais fracos, voltei a ganhar motivação. Estamos de regresso ao caminho certo neste Dakar.”

    A sexta etapa do Dakar 2026 será a mais longa antes do dia de descanso, ligando Hail à capital Riyadh. Os concorrentes terão pela frente uma especial cronometrada de cerca de 331 quilómetros, integrada num total de aproximadamente 920 quilómetros, entre ligações e setores competitivos. A jornada será especialmente apreciada pelos especialistas em dunas, com grande parte do percurso a atravessar os vastos cordões de areia da região de Qassim. O terreno será predominantemente arenoso, com alternância entre grandes dunas e vales de areia profunda, exigindo técnica, leitura de terreno e gestão do esforço mecânico numa fase crucial do rali.

  • Dakar: Benavides surpreende, Sanders reassume liderança e Honda sofre penalizações

    Dakar: Benavides surpreende, Sanders reassume liderança e Honda sofre penalizações

    Há pilotos que sabem correr fora do radar e aparecer quando menos se espera. Luciano Benavides voltou a provar essa especialidade ao ser o mais rápido nos 356 km da especial, alcançando pela primeira vez na carreira o Top 3 da geral, a 5m55s do líder da sua equipa, a Red Bull KTM Factory Racing.

    O dia foi também positivo para Daniel Sanders, que aproveitou o percurso até Hail para reassumir a liderança do rali. Com o 4.º melhor tempo, a 5m50s do seu colega Benavides, o campeão em título beneficiou de uma estratégia interna da KTM e parte agora para uma etapa quase totalmente em dunas numa posição favorável, podendo contar com apoio na navegação.

    A especial permitiu ainda os melhores resultados da semana para Nacho Cornejo, 2.º com a Hero a 3m51s de Benavides, e para Bradley Cox, 4.º a 7m22s, igualando o seu melhor resultado no Dakar.

    Nem tudo correu bem nas equipas de topo. Na KTM, Edgar Canet viu o excelente início (vitórias no prólogo e na 1.ª etapa) ficar para trás após problemas técnicos, começando pela fusão da espuma da roda traseira, o que o afasta da luta da frente.

    Na Monster Energy Honda HRC, Ricky Brabec voltou a mostrar grande consistência, enquanto Tosha Schareina sofreu uma penalização de 10 minutos por não sair do bivouac-refúgio entre bandeiras. A sanção atirou-o do pódio provisório para 4.º, deixando-o a cerca de 12 minutos de Sanders. Adrien Van Beveren viveu novo dia difícil, perdendo mais de meia hora, em parte devido a um fio preso na roda. Também Ross Branch teve uma jornada complicada e está agora a 1h23 da liderança.

    Com líderes a mudar, penalizações decisivas e dunas no horizonte, o Dakar entra numa fase em que estratégia e sangue-frio podem valer tanto quanto a velocidade.

  • Dakar: Mitch Guthrie Jr. vence novamente e Ford domina a etapa maratona

    Dakar: Mitch Guthrie Jr. vence novamente e Ford domina a etapa maratona

    A consistência de Mitch Guthrie Jr. voltou a ficar bem patente no Dakar 2026. Dois dias após a sua primeira vitória, o norte-americano conquistou a segunda etapa na categoria Ultimate, impondo-se no regresso da etapa maratona após 371 quilómetros cronometrados.

    Guthrie terminou apenas 4 segundos atrás do seu companheiro de equipa Nani Roma, mas uma penalização de um minuto por excesso de velocidade aplicada ao espanhol colocou o piloto americano no topo da classificação da etapa. A Ford celebrou um dia de grande domínio, com Martin Prokop a completar o pódio aos comandos de outro Raptor, confirmando a sua adaptação positiva ao novo carro.

    Na luta pela geral, Henk Lategan enfrentou uma manhã complicada ao abrir pista sem referências das motos, numa das tarefas de navegação mais exigentes da semana. Apesar de perder 12m43s para Guthrie no caminho até Hail, o piloto sul-africano da Toyota conseguiu segurar a liderança da classificação geral.

    Também em situação semelhante, Nasser Al-Attiyah perdeu tempo com o seu Dacia, mas de forma mais controlada — 3m17s — mantendo-se bem posicionado antes de uma especial que promete ser decisiva.

    A saúde competitiva dos Ford Raptor ficou evidente na geral, com quatro carros no Top 6: Mattias Ekström a 5m38s, Nani Roma a 6m59s, Carlos Sainz a 8m33s e Mitch Guthrie Jr. a 16m23s do líder. Ainda assim, a luta está longe de decidida. A especial final da semana, com cerca de 300 quilómetros de dunas, promete reviravoltas. Em 7.º e 8.º lugares, os Dacia de Lucas Moraes (a 17m11s) e Sébastien Loeb (a 17m55s) mantêm-se como sérios candidatos a regressar à luta pelos lugares cimeiros.

  • Team Manaia conquistou título no Grupo 1 Portugal – Touring Race em 2025

    Team Manaia conquistou título no Grupo 1 Portugal – Touring Race em 2025

    O Team Manaia encerrou a temporada de 2025 de forma memorável, ao sagrar-se Campeão do Grupo 1 Portugal – Touring Race, culminando um projeto iniciado já no final de 2024 por Joaquim Bernardes e Sérgio Silva. A dupla decidiu então apostar nas provas de velocidade em pista, escolhendo um Volkswagen Golf, carro bem conhecido de Joaquim Bernardes, com o qual competiu durante mais de duas décadas em ralis, somando inúmeros resultados de destaque.

    Segundo explica Joaquim Bernardes, responsável pelo Team Manaia, a entrada no campeonato teve inicialmente um caráter exploratório. “Fizemos duas corridas em 2024 para perceber como funcionavam estas provas e, sobretudo, para avaliar o nível de preparação do nosso Volkswagen Golf face aos adversários”, recorda. Essas primeiras experiências revelaram-se decisivas também para compreender a dinâmica das corridas em pista. “Tinha ouvido muitos comentários sobre este campeonato e, juntamente com o meu amigo Sérgio Silva, avançámos para este projeto numa primeira fase com o objetivo de aprender o máximo possível”, acrescenta.

    O incentivo não tardou a surgir. Numa dessas primeiras corridas, a equipa subiu ao pódio, um resultado que viria a marcar o rumo do projeto. “Esse pódio foi logo um enorme estímulo para toda a equipa do Team Manaia. A partir daí, percebemos que tínhamos condições para continuar e definir um novo objetivo: lutar pelo título”, sublinha Joaquim Bernardes. Um objetivo que viria a ser plenamente alcançado em 2025.

    A caminhada até ao título não foi, contudo, isenta de dificuldades. “Foi uma época muito bem preparada, mas em pista a luta foi, na minha opinião, bastante brava e sempre muito disputada”, refere o piloto, apontando ainda “alguns comportamentos menos desportivos por parte de certos adversários”, bem como “vários contratempos técnicos com o carro”, que a equipa foi resolvendo progressivamente ao longo da temporada. Apesar disso, o desfecho foi o desejado. “A verdade é que conseguimos atingir o nosso objetivo desportivo e vencer o campeonato”, afirma.

    Visivelmente emocionado, Joaquim Bernardes fez questão de dedicar o título a todos os que estiveram envolvidos no projeto. “Quero dedicar este resultado a toda a nossa equipa, em especial aos mecânicos, que lutaram sempre para termos o Golf impecável”, destacou, sem esquecer uma homenagem pessoal. “Dedico também este título ao meu pai, que nos deixou em 2025 e que me deu muita força para alcançar este objetivo.” O agradecimento estendeu-se ainda à família e aos apoiantes. “A minha mulher, os meus filhos, as minhas netas, toda a família, assim como os muitos amigos e fãs que nunca nos deixaram baixar os braços, foram fundamentais.”

    Com a época de 2025 concluída, o futuro do Team Manaia em 2026 permanece em aberto. Joaquim Bernardes admite que as decisões ainda não estão fechadas. “Para ser franco, ainda não sei exatamente o que iremos fazer. Nesta altura penso que não deveremos repetir a participação no Grupo 1 na totalidade”, explica, acrescentando que o plano para a próxima temporada está ainda em fase de estudo. “Estou a analisar o que poderá ser a época de 2026 para o Team Manaia em todas as frentes. Ainda é cedo para anunciar algo concreto, mas acredito que por volta de março já poderemos ter novidades”, conclui.

  • Team MMA fecha 2025 com nota positiva e prepara continuidade para 2026

    Team MMA fecha 2025 com nota positiva e prepara continuidade para 2026

    O Team MMA da Maia concluiu a época 2025 com um balanço claramente positivo, colocando na estrada o Peugeot 206, entregue à dupla Carlos Gonçalves / Rita Martins, e o Fiat Punto, conduzido por Afonso Gonçalves. Uma temporada marcada pela consistência, presença regular em prova e vários resultados de destaque nas respetivas divisões.

    Ao fazer o balanço da época passada, Carlos Gonçalves, principal mentor da equipa, não esconde a satisfação pelos resultados alcançados. “Foi, sem dúvida alguma, uma época muito preenchida, com a nossa equipa constituída por mim e pelo meu filho Afonso Gonçalves, assim como pelo Pedro Inglês, que realizou dois ralis integrado na estrutura com um Peugeot 106.

    Conseguimos estar em evidência, alcançar alguns pódios na nossa divisão e isso deixou-nos naturalmente satisfeitos e motivados para continuar em 2026”, sublinha o piloto.

    Com os olhos já postos na próxima temporada, o Team MMA da Maia prepara-se para dar continuidade ao projeto desportivo. Carlos Gonçalves confirma que “vamos continuar com o Peugeot 206, mantendo a Rita Martins ao meu lado”, enquanto a participação de Afonso Gonçalves está igualmente assegurada, ainda que com algumas decisões por fechar. “O Afonso vai continuar a competir. Poderá ser com o Fiat Punto ou eventualmente com outro carro, é uma situação que ainda estamos a estudar, mas em breve poderemos confirmar qual será a opção”, adianta.

    Com uma estrutura familiar, espírito competitivo e resultados consistentes, o Team MMA da Maia encara 2026 com ambição renovada, determinado em manter-se como uma presença regular e competitiva nas provas em que venha a alinhar.

  • Dakar: Alexandre Pinto sobe ao 3.º lugar SSV no Dakar 2026 e mantém liderança do W2RC

    Dakar: Alexandre Pinto sobe ao 3.º lugar SSV no Dakar 2026 e mantém liderança do W2RC

    Alexandre Pinto alcançou esta quarta-feira o 3.º lugar da classificação geral SSV do Dakar Rally 2026, afirmando-se como o melhor piloto entre os concorrentes inscritos no Campeonato do Mundo SSV. Concluída a quarta etapa da prova, o piloto do Old Friends Rally Team mantém a liderança do W2RC (World Rally-Raid Championship), encontrando-se em igualdade pontual com outro adversário direto.

    A Etapa 4, correspondente à primeira parte da primeira jornada maratona deste Dakar, contou com 451 quilómetros cronometrados particularmente exigentes. A dupla Alexandre Pinto / Bernardo Oliveira, campeã do mundo em 2025, registou o 7.º melhor tempo absoluto entre os SSV, sendo 5.ª classificada entre os pilotos que competem para o W2RC, um resultado que consolida a excelente campanha que a equipa tem vindo a realizar.

    Por se tratar de uma etapa maratona, os concorrentes encontram-se totalmente isolados, sem qualquer possibilidade de contacto com as equipas. A noite será passada em pleno deserto, cabendo exclusivamente aos próprios pilotos a responsabilidade pela manutenção e fiabilidade das suas máquinas, sem acesso a assistência externa.

    Na quinta etapa, segunda parte da maratona, a caravana do Dakar prossegue o percurso iniciado em Alula, com destino a Hail, enfrentando mais 356 quilómetros cronometrados. O traçado deverá ser, em termos gerais, mais rápido, mas continuará a exigir máxima concentração, incluindo vários troços com sucessivas mudanças de direção e algumas secções em terreno rochoso, onde qualquer erro pode ter consequências decisivas.