Gonçalo Guerreiro e Martim Ventura, os jovens pilotos do bp Ultimate Adventure Team voltaram a estar em grande evidência no Dakar Rally 2026, ao concluírem a terceira etapa com resultados de alto nível naquela que é considerada a mais dura prova de todo-o-terreno do mundo.
A etapa, com partida e chegada em AlUla, incluiu um setor seletivo de 422 quilómetros, disputado maioritariamente em trilhos arenosos. A navegação revelou-se particularmente exigente, testando ao limite a concentração e a capacidade de leitura do terreno por parte dos pilotos.
Gonçalo Guerreiro volta ao pódio nos SSV
Gonçalo Guerreiro, piloto oficial da Polaris, voltou a subir ao pódio ao conquistar o 2.º lugar na categoria SSV. Este resultado permite-lhe aproximar-se de forma significativa da liderança da prova, estando agora a apenas 43 segundos do primeiro classificado.
A consistência demonstrada pelo jovem piloto mantém bem viva a ambição de lutar pela vitória no Dakar 2026, numa categoria altamente competitiva.
Martim Ventura confirma estatuto de melhor rookie
Também Martim Ventura voltou a estar em plano de destaque. O piloto português continua a afirmar-se como o melhor rookie da competição, tendo terminado a etapa na 2.ª posição da categoria Rally 2.
Além disso, Martim Ventura alcançou o 11.º lugar da classificação geral da etapa, posição que ocupa igualmente na classificação geral absoluta, confirmando a sua capacidade para discutir resultados de relevo mesmo entre a elite mundial do todo-o-terreno.
Etapa 4 inaugura a Maratona do Dakar 2026
O quarto dia do Dakar Rally 2026 marca o início da primeira etapa Maratona desta edição, uma das fases mais exigentes da prova. A jornada contará com 451 quilómetros cronometrados e obrigará pilotos e navegadores a uma abordagem estratégica diferente.
À chegada ao acampamento de maratona, não haverá assistência técnica das equipas, cabendo aos próprios concorrentes realizar a revisão e manutenção dos veículos. Apenas a ajuda mútua entre participantes será permitida, sem limite de tempo.
O percurso desenvolver-se-á maioritariamente em espaços abertos, com constantes ziguezagues entre colinas, impondo frequentes mudanças de ritmo e uma gestão rigorosa do esforço físico e mecânico — fatores decisivos para o desfecho das próximas etapas do Dakar 2026.
Bruno Santos esteve em plano de destaque na terceira etapa do Dakar 2026, ao alcançar o 9.º lugar da categoria Rally 2, num resultado que lhe permitiu subir posições em ambas as classificações gerais e ficar a apenas dois segundos do Top 10 da sua categoria.
Numa etapa dura e exigente, com partida e chegada em AlUla e um setor seletivo de 421 quilómetros cronometrados, o piloto de Torres Vedras, inscrito pelas Frutas Patrícia Pilar, demonstrou um ritmo sólido e consistente. Este desempenho valeu-lhe a subida de duas posições na classificação geral da Rally 2, além de uma progressão significativa na classificação geral absoluta, onde ganhou três lugares, ficando agora a pouco mais de um minuto do Top 20 — um registo claramente superior ao alcançado nas suas duas anteriores participações na mítica prova africana.
“O dia de hoje foi bastante longo. Fizemos quase um total de 700 quilómetros”, explicou Bruno Santos no final da etapa. “A especial alternou entre pistas arenosas e empedradas, mas consegui andar bem. No reabastecimento, pouco depois do quilómetro 200, já tinha passado vários pilotos, com a vantagem de que alguns se perderam e não foi necessário gerir o pó nessas situações. Consegui manter um bom ritmo até ao final.”
O piloto português destacou ainda um gesto de fair-play que marcou a sua jornada. “Parei para auxiliar um piloto que, após uma queda forte, teve de aguardar pelo helicóptero. Depois pude continuar e fazer o meu trabalho até ao fim. Estou muito contente com a minha prestação. Foi um dia muito bom.”
Depois de dois dias marcados por dificuldades e contratempos, Hélder Rodrigues protagonizou uma forte recuperação na terceira etapa do Rali Dakar 2026, concluindo a jornada no Top 10 da categoria SSV. O piloto português, inscrito pela Santag, recuperou 67 posições numa etapa particularmente exigente, disputada com partida e chegada em AlUla.
A especial contou com 422 quilómetros cronometrados, maioritariamente em trilhos arenosos, num dia em que a navegação voltou a assumir um papel decisivo. A complexidade da leitura do terreno e a multiplicação de pistas tornaram a progressão difícil, exigindo máxima concentração por parte dos concorrentes.
Hélder Rodrigues partiu para a etapa como o 134.º classificado da geral, mas foi conseguindo uma progressão consistente ao longo do dia, ultrapassando inúmeros carros e camiões. No final, terminou a especial na 67.ª posição absoluta (todas as categorias), resultado que lhe garante agora uma posição privilegiada à partida para a etapa de maratona, já integrado no grupo dos dez primeiros da categoria SSV.
“Finalmente conseguimos fazer uma etapa limpa. Partimos em 134.º da geral, passámos muitos camiões e carros, mas terminámos a especial bem e amanhã já estamos no grupo da frente”, afirmou Hélder Rodrigues à chegada a AlUla.
O quarto dia do Dakar 2026 assinala o arranque da primeira etapa Maratona desta edição, uma das mais exigentes do rali. A jornada contará com 451 quilómetros cronometrados e, no final da especial, os pilotos não poderão contar com assistência técnica das equipas.
No bivouac de maratona, caberá aos próprios concorrentes realizar a manutenção e revisão dos veículos, sendo apenas permitida a ajuda mútua entre participantes, sem limite de tempo. O percurso desenvolver-se-á maioritariamente em espaços abertos, com constantes ziguezagues entre colinas, impondo frequentes mudanças de ritmo e uma gestão rigorosa do esforço físico e mecânico.
A temporada de 2025 marcou um novo capítulo no percurso desportivo de Vera Cardoso, piloto que defende as cores da DM Motorsport e que tem vindo a construir a sua carreira de forma consistente, determinada e sempre guiada pela paixão pelo desporto motorizado.
Vivendo um ano repartido entre duas modalidades exigentes e distintas, a Montanha e o Rallycross, Vera Cardoso assumiu 2025 como uma época de descoberta, aprendizagem e consolidação, onde cada experiência contribuiu para o seu crescimento enquanto piloto.
A ligação de Vera Cardoso ao automobilismo competitivo começou em 2016, no Rallycross, ao volante de um Fiat Uno. Foi nesse contexto que deu os primeiros passos em competição, aprendendo a lidar com a intensidade das corridas, o contacto próximo em pista e a exigência técnica que caracteriza a modalidade.
A partir de 2017, o percurso alargou-se aos ralis e provas especiais, onde foi acumulando quilómetros, experiência e confiança. Essa evolução culminou, em 2020, com a estreia nos ralis ao volante de um Citroën Saxo, representando um passo importante na afirmação do seu percurso competitivo: “Cada etapa foi fundamental. Nada aconteceu de forma apressada. Fui aprendendo, errando, corrigindo e evoluindo, sempre com o objetivo de me tornar uma piloto mais completa.”
A estreia na Montanha: um desafio novo e apaixonante
O ano de 2025 trouxe uma novidade marcante: a estreia no Campeonato Nacional de Montanha, com a primeira participação a acontecer na Rampa de Santa Marta. Depois desse momento inicial, Vera marcou ainda presença numa Super Especial e em mais duas provas de montanha, Boticas e Arrábida.
A transição não foi encarada como simples, sobretudo para alguém vinda dos ralis, mas rapidamente se revelou apaixonante: “Foi uma experiência completamente diferente daquilo a que estava habituada. Venho dos ralis, onde tudo é mais longo e estratégico, e na montanha o desafio é muito mais direto: piloto e máquina contra o cronómetro.”
Traçados mais curtos, mas extremamente intensos, obrigaram a uma abordagem precisa e concentrada: “São pistas cheias de adrenalina, onde cada erro se paga caro. Exigem muita precisão e foco absoluto, e isso acabou por me conquistar.” Para além do desafio competitivo, o ambiente da Montanha foi outro fator determinante: “O convívio entre pilotos, a partilha e a amizade que se vive no paddock tornam cada prova especial. É um ambiente muito próprio, muito humano, e isso faz toda a diferença.”
Uma época curta, mas vivida intensamente
Apesar de a participação no Campeonato Nacional de Montanha ter sido limitada em número de provas, Vera encerra a experiência com um sentimento claramente positivo: “Foi uma passagem curta, mas muito intensa. Levo aprendizagens importantes e a certeza de que é uma modalidade onde quero continuar a investir.”
Se a Montanha trouxe novidade, o Rallycross voltou a marcar presença de forma simbólica no final da época. Nos dias 20 e 21 de dezembro, Vera regressou à ação nas 6 Horas de Rallycross de Lousada, integrando uma equipa 100% feminina. seis pilotos e três mulheres na estrutura técnica.
Ao volante de um Fiat Uno, a equipa enfrentou 34 equipas concorrentes, muitas delas com viaturas claramente mais potentes: “Foi uma prova de resistência exigente, com alguns problemas mecânicos no nosso Fiat, mas sobretudo uma experiência incrível. Vivemos tudo intensamente e adorámos cada momento.”
O 24.º lugar final foi encarado como uma vitória coletiva, num evento que privilegiou espírito de equipa, superação e partilha: “Mais do que o resultado, foi a experiência que nos marcou. Foi um orgulho enorme fazer parte de uma equipa totalmente feminina e mostrar que há espaço, competência e paixão em todos os níveis.”
Vera Cardoso encerra o rescaldo de 2025 com um agradecimento claro e sentido a todos os que acreditaram no projeto desde o primeiro dia: “Nada disto seria possível sem o apoio dos meus parceiros, DM Motorsport, Diatosta, Vales e Vales Lordelo, Paca Group, Paços Terras, Capital dos Leitões, Marlus, Brama Motorsport, IGV Racing, Paulo Amortecedores, Fardas de Trabalho, Folhas e Rabiscos Art & Design e Kimso. Acreditaram em mim, estiveram sempre presentes e tornaram esta época possível.”
Olhar para 2026 com ambição realista
Com a época de 2025 concluída, o foco vira-se agora para 2026, com objetivos bem definidos, mas assumidos com realismo. A intenção passa por disputar o Campeonato Nacional de Montanha, embora a coincidência de datas com o Campeonato Nacional de Rallycross torne impossível garantir presença em todas as provas.
“Não vou conseguir estar em todas as corridas, mas quero marcar presença no maior número possível. Tudo dependerá dos apoios que conseguirmos reunir.”
Paralelamente, está também em cima da mesa um novo projeto, que a piloto espera concretizar no próximo ano: “Temos ideias novas e vontade de crescer. Espero conseguir dar forma a esse projeto em 2026.”
Depois do triunfo de Seth Quintero na segunda etapa do Dakar, foi a vez de outro piloto norte-americano brilhar. Mitch Guthrie Jr. conquistou a vitória na especial de 421 quilómetros, concluída em AlUla, alcançando o seu primeiro triunfo em etapas na categoria Ultimate e assumindo, simultaneamente, a liderança da classificação geral.
Filho de uma lenda do desporto motorizado norte-americano, Guthrie Jr. já havia deixado marca no Dakar ao vencer 10 etapas na categoria Challenger nas suas primeiras quatro participações. A subida à classe rainha revelou-se acertada em 2025, com um 5.º lugar final, mas a prestação desta etapa confirma que o piloto atingiu agora um novo patamar competitivo. Num dia marcado por muitos furos entre os principais favoritos, o norte-americano soube gerir ritmo e mecânica para sair reforçado da luta pela geral.
Top 5 da etapa e domínio absoluto da Ford
O Top 5 da etapa ficou completo com Martin Prokop no segundo lugar, alcançando o melhor resultado da sua carreira na 11.ª participação no Dakar, seguido de Guy Botterill em terceiro, Lucas Moraes em quarto e Cristina Gutiérrez em quinto, a 5m57s do vencedor.
Na classificação geral, o destaque vai para o domínio absoluto da Ford, que ocupa os cinco primeiros lugares com os seus Raptor. Mitch Guthrie Jr. lidera, seguido de Martin Prokop a 26 segundos, Mattias Ekström a 1m08s, Carlos Sainz a 3m34s e Nani Roma a 4m02s.
Apesar de ter perdido a liderança, Nasser Al-Attiyah mantém-se plenamente na discussão, ocupando o 6.º lugar da geral, a 11m39s do topo. Logo atrás surge o seu companheiro de equipa, Sébastien Loeb, que é agora 8.º classificado, a 16m50s do líder.
Com diferenças ainda relativamente curtas e uma etapa de maratona no horizonte, o Dakar 2026 entra numa fase decisiva, onde a fiabilidade mecânica e a gestão estratégica poderão ser tão determinantes quanto a velocidade pura.
Depois de um início dominado pelo “clã laranja”, com Edgar Canet e Daniel Sanders a repartirem entre si as vitórias nas três primeiras especiais, o Dakar 2026 conheceu uma mudança de cenário. A Monster Energy Honda HRC conquistou a sua primeira vitória em etapas, graças a Tosha Schareina, vencedor da etapa disputada em AlUla.
Curiosamente, foi também em AlUla que Schareina tinha alcançado a sua primeira vitória em etapas no Dakar, em 2024. O piloto espanhol, vice-campeão do Dakar no ano passado atrás de Sanders e igualmente segundo classificado no W2RC, posiciona-se agora de forma estratégica para a etapa de maratona que espera os favoritos. Schareina ocupa o 3.º lugar provisório da geral, a 1m13s do líder e seu principal rival, Daniel Sanders.
Sanders resiste, Brabec sobe a segundo
Daniel Sanders foi obrigado a abrir a pista durante grande parte dos 421 quilómetros cronometrados da etapa, uma tarefa penalizadora em termos de tempo. O australiano teve praticamente apenas a companhia de Ricky Brabec nas pistas, com o norte-americano a confirmar o excelente início de Dakar.
Brabec terminou o dia num registo muito competitivo e subiu ao 2.º lugar da classificação geral, ficando agora a 1m07s de Sanders, um resultado que reforça o bom momento coletivo da equipa Honda. Já no seio da KTM, Edgar Canet sentiu maiores dificuldades face aos dias anteriores, perdeu algum ritmo e desceu para o 4.º lugar da geral, encontrando-se agora a 8m46s da liderança.
Reviravolta na Rally 2 condiciona luta pelo título
A categoria Rally 2 tem vivido um Dakar particularmente atribulado desde a partida em Yanbu. Depois dos problemas elétricos de Neels Theric, que o fizeram perder 2h50 no prólogo, e da queda de Harith Noah, surgiu agora mais um duro golpe para a luta pelo título.
Tobias Ebster, um dos grandes favoritos à vitória na categoria — depois de ter sido 9.º da geral e 2.º da Rally 2 em 2025 — sofreu uma queda que resultou numa lesão numa das mãos. Apesar de os regulamentos lhe permitirem continuar em prova, o piloto austríaco deverá abandonar, ficando fora da discussão pelo triunfo.
Desta forma, a luta pela vitória na Rally 2 fica praticamente reduzida a dois nomes: Mike Docherty, vencedor da etapa, e o português Martim Ventura, que segue a 3m32s do sul-africano, mantendo-se plenamente na corrida pelo triunfo numa das categorias mais competitivas do Dakar 2026.
O Dakar 2026 voltou a testar os limites de pilotos e máquinas na terceira etapa, que se revelou particularmente exigente para João Ferreira. O piloto da Repsol Portugal enfrentou dificuldades acrescidas ao longo da jornada, nomeadamente furos, que condicionaram o ritmo e resultaram numa descida para a 15.ª posição da classificação geral.
Num dia em que a navegação e a leitura do terreno voltaram a ter um papel determinante, João Ferreira não conseguiu encontrar a cadência ideal para discutir os lugares cimeiros, optando por uma gestão prudente que permitisse levar o carro até ao final sem problemas maiores.
“Foi um dia menos conseguido, em que nunca conseguimos encontrar o ritmo certo”, explicou o piloto no final da etapa. “Perdemos algum tempo devido aos furos e à gestão de pneus feita até final e, num Dakar tão competitivo, isso reflete-se imediatamente na classificação. Ainda assim, conseguimos evitar problemas maiores e levar o carro até ao final, o que também faz parte da gestão da prova.”
Apesar do resultado, João Ferreira sublinhou a importância de manter o foco numa prova longa e exigente. “O Dakar constrói-se dia após dia. O importante agora é manter a concentração, analisar o que aconteceu e voltar a um registo mais sólido já na próxima etapa.”
A quarta etapa do Dakar 2026 marca a primeira jornada de maratona da prova e representa uma mudança significativa na abordagem estratégica das equipas. Com partida e chegada em AlUla, a etapa contará com uma especial cronometrada de cerca de 451 quilómetros, disputada em vastas áreas abertas, mas com constantes variações de ritmo provocadas pelos zig-zags entre colinas e diferentes relevos.
Como é característico das etapas de maratona, os pilotos e navegadores não terão assistência técnica no bivouac de chegada, dispondo apenas do essencial — tendas, refeições e apoio básico. A ajuda entre concorrentes será permitida sem limite de tempo, reforçando o espírito de entreajuda do Dakar. Esta jornada exigirá uma atenção redobrada à gestão mecânica e estratégica, obrigando os concorrentes a encontrar o equilíbrio entre velocidade e preservação dos meios técnicos, num momento decisivo para a evolução da prova.
A BYD, líder mundial na produção de veículos movidos a Novas Energias (NEV), assinalou um novo marco histórico ao atingir a produção do seu 15.º milionésimo veículo elétrico ou híbrido plug-in, reforçando o seu papel central na transição global para a mobilidade sustentável.
A cerimónia teve lugar na fábrica de Jinan, na China, unidade que iniciou a produção em massa há apenas três anos. O veículo simbólico deste marco foi o N8L, um SUV de grandes dimensões com seis lugares da marca premium DENZA, pertencente ao Grupo BYD. Este modelo utiliza a tecnologia Super Híbrida Plug-in DM-i e a Plataforma e3 (“e-cube”), partilhada com o Z9GT, o shooting brake de luxo da marca.
A BYD alcançou o impressionante salto de 10 para 15 milhões de veículos NEV produzidos em apenas 13 meses, um ritmo sem precedentes na indústria automóvel. Para efeito de comparação, a marca demorou 13 anos a atingir o primeiro milhão, desde a produção do F3DM, em 2008, o primeiro híbrido plug-in produzido em massa a nível mundial.
O 14.º milionésimo veículo de novas energias tinha saído da linha de produção a 9 de outubro de 2025, sublinhando a aceleração exponencial da capacidade industrial da empresa.
Resultados globais e forte expansão internacional
Nos primeiros 11 meses de 2025, a produção total da BYD atingiu 4,182 milhões de veículos, um crescimento homólogo de 11,3%. No mesmo período, as vendas internacionais ascenderam a 917.000 unidades, ultrapassando já todo o volume registado em 2024. A marca está atualmente presente em mais de 110 países e regiões, consolidando uma pegada verdadeiramente global.
Enquanto empresa de base tecnológica, a BYD mantém um investimento robusto em Investigação e Desenvolvimento (I&D). Apenas nos primeiros três trimestres de 2025, foram aplicados 43,75 mil milhões de RMB (cerca de 5,3 mil milhões de euros), um aumento de 31% face ao período homólogo. O investimento acumulado total ultrapassa já os 220 mil milhões de RMB (26,65 mil milhões de euros).
Este esforço tem permitido avanços relevantes em áreas como a Blade Battery, sistemas avançados de assistência à condução e o carregamento ultrarrápido Flash Charging de megawatts, tecnologia que promete tempos de carregamento comparáveis ao abastecimento tradicional e que deverá chegar à Europa em 2026.
Um compromisso total com a mobilidade sustentável
Fundada em 1995, a BYD é atualmente o único fabricante automóvel do mundo que cessou totalmente a produção de veículos com motores de combustão interna, dedicando-se exclusivamente a soluções elétricas e híbridas plug-in. A empresa reafirma assim o seu compromisso com a redução das emissões e com o objetivo global de ajudar a limitar o aumento da temperatura do planeta.
Este novo marco produtivo confirma 2025 como um ano histórico para a BYD, consolidando a sua liderança tecnológica e industrial e reforçando a ambição de continuar a liderar a mobilidade sustentável à escala global.
A Leapmotor alcançou um marco histórico em 2025, ao garantir a 1.ª posição entre as marcas chinesas de Veículos de Novas Energias (NEV), resultado de um desempenho excecional ao longo do ano, tanto no mercado interno como a nível internacional.
A construtora chinesa entregou 596.555 veículos em todo o mundo, incluindo vendas domésticas e de exportação, o que representa um crescimento de 103% face a 2024. O mês de dezembro foi particularmente forte, com 60.423 unidades entregues, confirmando o ritmo acelerado de crescimento da marca e consolidando a sua posição de liderança num setor de mobilidade elétrica em rápida transformação.
Inovação tecnológica e novos modelos impulsionam crescimento
Ao longo de 2025, a Leapmotor reforçou a sua liderança tecnológica e expandiu significativamente o seu portefólio de produtos. Entre os principais destaques esteve o lançamento da plataforma tecnológica LEAP 3.5, bem como a estreia de vários modelos estratégicos.
Entre eles contam-se o SUV B10, a berlina B01, o coupé desportivo Lafa5 (designado B05 nos mercados globais) e o A10 (conhecido internacionalmente como B03X), apresentados em importantes salões internacionais do automóvel. A marca revelou ainda o D19, um SUV emblemático destinado ao segmento E, oferecendo uma antevisão clara da sua visão para o futuro.
Expansão global e consolidação financeira
Em 2025, a Leapmotor deu também passos decisivos na sua expansão internacional, entrando em novos mercados na América do Sul e em África, elevando para mais de 1.700 o número total de concessões em todo o mundo.
No plano financeiro, a empresa atingiu um marco significativo ao registar o seu primeiro lucro líquido semestral positivo, acumulando três trimestres consecutivos de resultados positivos, um sinal claro de maturidade e sustentabilidade do modelo de negócio. Outro momento histórico foi a produção do veículo número um milhão, reforçando a escala industrial da marca.
Uma década de crescimento e visão estratégica
O ano terminou com a celebração do 10.º aniversário da Leapmotor, assinalando uma década marcada por forte investimento em investigação e desenvolvimento internos e por um compromisso consistente com a inovação a longo prazo.
As comemorações tiveram lugar em Hangzhou, sob o tema “Upward, Leading the Race” / “Em Ascensão, Liderando a Corrida”, reunindo utilizadores, parceiros, fornecedores, investidores e meios de comunicação social. O evento serviu para refletir sobre o percurso da empresa e reafirmar a sua visão estratégica para o futuro.
A Leapmotor sublinhou a convicção de que tecnologia sólida e estabilidade pragmática são fatores-chave para a transição de seguidor para líder na indústria automóvel global. Com 2025 a marcar um ano de crescimento acelerado e progresso estratégico, a Leapmotor estabelece assim uma base robusta para a próxima década, acelerando rumo a uma posição de referência à escala global no setor dos veículos de novas energias.
Bruno Santos cumpriu esta terça-feira a segunda etapa do Dakar Rally 2026, numa jornada particularmente exigente, composta por 504 quilómetros, dos quais 400 foram cronometrados, disputados maioritariamente em piso rochoso. Apesar da dureza do percurso, o piloto português conseguiu impor um ritmo forte e consistente, mantendo-se na 13.ª posição da classificação da categoria Rally 2.
A especial desenrolou-se inicialmente em zona montanhosa, com pistas muito empedradas, atravessando montanhas, rios e vales, num cenário de elevada exigência técnica. Já fora dessa área, surgiram pistas de terra, ainda assim constantemente intercaladas com sectores de muita pedra, o que manteve o nível de dificuldade elevado até à meta.
Apoiado pelas Frutas Patrícia Pilar e pela Momento TT, Bruno Santos conseguiu tirar partido de um tipo de piso que permitia manter uma boa velocidade média, mesmo nas zonas mais duras.
“Foi uma etapa bastante exigente. Arrancámos para o setor seletivo numa zona montanhosa, e por pistas muito empedradas. Percorremos montanha, rios e vales sempre com muita pedra”, explicou o piloto no final da jornada.
“Depois de sair dessa zona apanhámos pistas de terra, mas sempre a alternar com muita pedra. A etapa acabou por ter uma média de velocidade boa, porque mesmo nas zonas empedradas conseguimos um ritmo elevado. Era um tipo de pedra que nos permitia andar depressa.”
Bruno Santos destacou ainda um pequeno contratempo na navegação, rapidamente resolvido, sublinhando a importância da consistência. “Tive apenas um ligeiro erro de navegação, mas consegui resolver rapidamente. Andei muitos quilómetros a navegar sozinho. Estou satisfeito por ter mantido um andamento sólido, sem erros significativos, e por conservar uma posição interessante que me permite tentar progredir na classificação.”