Depois da excelente vitória alcançada na primeira etapa, que valeu as primeiras medalhas do Dakar 2026 a Alexandre Pinto e ao seu navegador Bernardo Oliveira, o Campeão do Mundo de Rally Raid SSV teve esta terça-feira uma jornada mais atribulada, ainda assim coroada com o 3.º lugar entre os pilotos SSV inscritos no W2RC (World Rally-Raid Championship).
A segunda etapa, com cerca de 400 quilómetros cronometrados, ligou Yanbu a AlUla e revelou-se particularmente exigente, marcada por extensos setores pedregosos. Aos comandos de um Polaris RZR, a dupla inscrita pelo Old Friends Rally Team enfrentou vários contratempos, nomeadamente três furos, que condicionaram de forma significativa o resultado final.
“Foi uma etapa muito dura, com muita pedra. Foi difícil acabar. Posso dizer que foi uma etapa de sobrevivência, onde era fácil danificar o carro e furar”, explicou Alexandre Pinto à chegada ao bivouac: “Hoje não tivemos tanta sorte como ontem. Tivemos três pneus furados, foi preciso mudar os três, o que nos fez perder algum tempo e entrar num grupo de pilotos mais lentos. Fizemos cerca de metade da etapa no pó. Foi um dia duro de gerir, precisamente pelas circunstâncias do pó, mas continuamos focados. O Dakar ainda agora começou e as corridas são mesmo assim. Vamos continuar a dar o nosso melhor, como sempre.”
Apesar das dificuldades, o terceiro lugar na etapa entre os pilotos que pontuam para o W2RC permite à equipa portuguesa manter-se competitiva num Dakar que ainda vai numa fase muito inicial.
Os jovens pilotos do bp Ultimate Adventure Team continuam a ser protagonistas no Rali Dakar 2026, que esta segunda-feira cumpriu a sua segunda etapa, entre Yanbu e AlUla, com um setor seletivo de cerca de 400 quilómetros particularmente exigente. A jornada ficou marcada por duas vitórias portuguesas, com Martim Ventura a triunfar na categoria Rally 2, aos comandos de uma Honda da Honda Racing Corporation, e Gonçalo Guerreiro a vencer entre os SSV, como piloto oficial da Polaris.
A etapa apresentou um traçado muito variado, com alternância constante entre troços rápidos e zonas mais técnicas, marcadas por curvas apertadas e setores rochosos. Após a saída da área montanhosa, o percurso tornou-se mais rápido até à linha de meta.
Martim Ventura, que se mantém como melhor rookie do Dakar 2026, liderou praticamente toda a etapa na categoria Rally 2, aumentando progressivamente a vantagem sobre o adversário mais direto, que no final se fixou em 1m55s. Este resultado deixa o jovem piloto a apenas 19 segundos da liderança da geral da categoria.
A prestação do estreante foi ainda mais impressionante no plano absoluto: ao longo da especial, Martim Ventura rodou de forma consistente entre os melhores do mundo, chegando a ocupar o 3.º lugar absoluto ao km 284, antes de perder algum tempo na fase final e concluir a etapa no 6.º lugar da classificação geral, numa jornada ganha pelo campeão do mundo Daniel Sanders.
“Estou a tentar fazer uma corrida segura e melhorar a minha posição. Hoje puxei um pouco mais, mas senti-me bem. Foi uma etapa longa, com 400 quilómetros, e nunca tinha feito nada assim, por isso foi duro”, explicou Martim Ventura no final. “No início senti-me em casa, porque o percurso era um pouco ao estilo das bajas portuguesas, e foi muito divertido. Sei que o meu ritmo foi bom, estou a andar e a navegar bem, mas tenho de gerir a corrida de forma inteligente. Estou muito contente e a viver um sonho.”
Gonçalo Guerreiro conquista primeira vitória no Dakar
Destaque igualmente para Gonçalo Guerreiro, que alcançou um triunfo espetacular nos SSV, o primeiro da sua ainda curta, mas já brilhante carreira no Dakar. Depois de em 2025 ter terminado em segundo lugar final na categoria Challenger, o piloto português aposta este ano tudo na vitória entre os SSV — e deu hoje um forte sinal nesse sentido.
Apesar de ter perdido tempo significativo no início do setor seletivo, Gonçalo Guerreiro protagonizou uma recuperação notável, assumindo a liderança da corrida ao km 143 e cortando a meta com 1m02s de vantagem sobre o segundo classificado. Com este resultado, sobe ao 2.º lugar da classificação geral SSV, a 1m47s do líder.
A próxima jornada do Dakar 2026 terá novamente partida e chegada em AlUla, com uma especial cronometrada de 422 quilómetros e uma ligação de 314 quilómetros. Os concorrentes enfrentarão trilhos arenosos numa paisagem ampla e visualmente impressionante, onde as formações rochosas tornarão a navegação particularmente exigente. Na segunda metade da especial, o aumento significativo do número de trilhos e a escassez de pontos de referência deverão elevar ainda mais o grau de dificuldade, tornando a precisão na navegação um fator decisivo para o resultado final.
A segunda etapa do Dakar 2026 voltou a colocar à prova a resistência e a consistência de João Ferreira, que assinou mais uma prestação sólida ao terminar entre os cinco primeiros da etapa, resultado que lhe permitiu subir ao sexto lugar da classificação geral.
Numa especial particularmente exigente, disputada em torno de AlUla, o piloto de Leiria demonstrou novamente ritmo competitivo e grande capacidade de adaptação a um traçado de elevada complexidade técnica. João Ferreira concluiu a etapa a 4m56s do vencedor, o norte-americano Seth Quintero, confirmando a tendência de evolução consistente desde o arranque da prova.
Ao volante do Toyota da equipa Repsol Portugal, o piloto português ocupa agora o 6.º lugar da geral do Dakar, estando a 2m01s do líder, o qatari Nasser Al-Attiyah.
“Hoje conseguimos traduzir confiança em resultados”, explicou João Ferreira no final da etapa, já em AlUla. “A especial foi dura, sobretudo na leitura do terreno e na gestão do ritmo, mas cumprimos os objetivos definidos. Tivemos um furo, mas evitámos problemas maiores nas zonas de pedra. Este resultado deixa-nos melhor posicionados na geral, o que é muito positivo para a continuidade da corrida.”
O piloto sublinhou ainda que, nesta fase inicial do rali, o foco não está apenas na classificação absoluta. “Mais importante do que o lugar na geral é a distância para o líder, e aí conseguimos melhorar face a ontem. É nisso que estamos concentrados nesta primeira semana do Dakar.”
A terceira etapa do Dakar 2026 terá início e fim em AlUla, com uma especial cronometrada de cerca de 422 quilómetros, integrada num total aproximado de 666 quilómetros, incluindo ligações. O percurso será maioritariamente composto por trilhos arenosos e zonas planas, enquadradas pelas icónicas formações rochosas da região. Apesar do cenário deslumbrante, a navegação promete ser particularmente exigente, sobretudo na segunda metade da especial, onde a multiplicação de trilhas e pegadas dificultará a leitura do roadbook. A gestão do ritmo, a precisão na navegação e as decisões estratégicas poderão ser determinantes para o resultado final da etapa.
Seth Quintero está novamente na luta pelos lugares cimeiros do Rali Dakar. Depois de um percurso impressionante na categoria Challenger — onde somou 20 vitórias em etapas entre 2021 e 2023, sem nunca conquistar a classificação final — o jovem norte-americano continua a confirmar a sua evolução na elite dos automóveis.
Em AlUla, num cenário imponente e exigente, Quintero conquistou a sua terceira vitória em etapas na categoria Ultimate, ao volante de um Toyota Hilux T1+, consolidando a afirmação iniciada na edição anterior, onde venceu duas etapas e terminou no top 10 da geral, um feito inédito para um piloto de apenas 22 anos.
Ao lado do novo navegador Andrew Short, Quintero esteve muito perto de assinar uma dupla conquista, ficando apenas 7 segundos atrás de Nasser Al-Attiyah na classificação geral. O piloto qatari terminou a etapa com o 8.º melhor tempo, mas beneficiará dessa posição estratégica para a próxima jornada, uma etapa em circuito com navegação particularmente traiçoeira.
Este resultado permite ainda a Nasser Al-Attiyah regressar à liderança da prova, algo que não acontecia desde o dia em que conquistou a sua quinta vitória absoluta no Dakar, em 2023. O sucesso é também partilhado pela equipa Dacia, que se estreou no Dakar apenas na edição anterior e continua a dar passos firmes na categoria rainha.
O pódio da etapa contou com dois nomes que tiveram um início de rali marcado pelo azar: Henk Lategan, segundo classificado a 1m42s, e Yazeed Al Rajhi, terceiro a 1m56s. Curiosamente, ambos foram vencedor e segundo classificado do Dakar 2025, embora agora em posições invertidas.
As posições seguintes trouxeram alguma surpresa, com Toby Price em quarto e João Ferreira em quinto, num claro domínio da Toyota no top 5. Destaque ainda para Simon Vitse, que terminou em sexto com o seu Optimus de duas rodas motrizes, sendo o melhor privado do dia e conseguindo mesmo bater Sébastien Loeb, sétimo classificado.
O Rali Dakar entra agora numa fase decisiva, com diferenças curtas e vários candidatos ainda na luta pela vitória absoluta.
O campeão em título Daniel Sanders não demorou a mostrar autoridade no Rali Dakar, ao conquistar a vitória na segunda etapa, disputada em AlUla. O piloto australiano da KTM recuperou assim o comando da prova, depois de uma prestação de grande nível num exigente setor seletivo com cerca de 400 quilómetros.
Sanders dividiu protagonismo com o seu companheiro de equipa, Edgar Canet, que havia vencido o prólogo e a primeira etapa. O jovem espanhol, ao serviço da Red Bull Factory Racing, foi obrigado a abrir a pista durante cerca de 100 quilómetros, uma tarefa penalizadora neste tipo de percurso. Um pequeno despiste, sem consequências físicas, permitiu que Sanders se aproximasse e acabasse por assumir o controlo da corrida.
No final da especial, e já com a atribuição dos bónus aos pilotos que abriram a pista, a diferença entre os dois ficou fixada em 1 minuto e 35 segundos, a favor do australiano. Este resultado permite a Daniel Sanders subir à liderança da classificação geral, com uma vantagem de 30 segundos.
Atrás dos dois pilotos da KTM, Ricky Brabec foi o terceiro mais rápido do dia e mantém também o terceiro lugar da geral, a 2 minutos e 18 segundos do líder. A luta pelos primeiros lugares continua equilibrada, com Tosha Schareina em quarto, a 4m41s, e Ross Branch em quinto, a 7m46s. Já Adrien Van Beveren perdeu tempo significativo e ocupa a 10.ª posição da geral, a 14m09s.
Histórico triunfo português na categoria Rally 2
A etapa ficou igualmente marcada por um momento histórico na categoria Rally 2. Pela primeira vez desde a criação da classe, em 2022, uma mota Honda venceu uma etapa, pilotada pelo português Martim Ventura, estreante absoluto no Dakar.
Apesar da vitória, Martim Ventura não conseguiu assumir a liderança da classificação geral da categoria, que continua a ser comandada por Michael Docherty, com apenas 19 segundos de vantagem. Ainda assim, o triunfo do piloto português representa um feito de grande relevância, quebrando o domínio quase absoluto da KTM na Rally 2, onde soma 36 vitórias em etapas, contra 16 da Husqvarna e duas da Sherco.
O Rali Dakar prossegue com etapas cada vez mais exigentes, prometendo manter a emoção tanto na luta pela geral como nas diferentes categorias.
A Peugeot assinalou em 2025 um marco histórico no mercado automóvel nacional ao completar cinco anos consecutivos de liderança em Portugal, consolidando a sua posição como a marca preferida dos consumidores portugueses nos segmentos de Veículos de Passageiros (VP), Veículos Comerciais Ligeiros (VCL) e no total combinado VP + VCL.
De acordo com os dados oficiais do mercado, a Peugeot encerrou o ano com 27.289 viaturas matriculadas, alcançando uma quota de mercado global de 10,6%. No segmento de passageiros, a marca registou 21.664 unidades vendidas, correspondendo a 9,6% de quota, enquanto nos comerciais ligeiros totalizou 5.625 unidades, liderando este mercado com uma expressiva quota de 17,4%.
Quatro modelos Peugeot entre os dez mais vendidos em Portugal
Outro dos grandes destaques de 2025 foi a forte performance da gama de produtos, com a Peugeot a conseguir colocar quatro modelos no top-10 dos automóveis mais vendidos em Portugal. O Peugeot 2008 foi o modelo da marca com maior volume de vendas, totalizando 7.463 unidades, seguido do Peugeot 208, com 5.066 unidades.
O Peugeot Partner, produzido na fábrica da Stellantis em Mangualde, registou 4.642 unidades, enquanto o Peugeot 308 somou 4.108 unidades comercializadas ao longo do ano, confirmando a solidez da oferta da marca nos segmentos mais competitivos do mercado nacional.
Liderança também no mercado 100% elétrico
A Peugeot reforçou igualmente a sua posição no domínio da mobilidade elétrica, afirmando-se como a marca generalista mais vendida no mercado de veículos 100% elétricos em Portugal. Em 2025, a marca comercializou 4.742 viaturas BEV, o que representa um crescimento de 138% face ao ano anterior e uma quota de mercado de 8,6%.
No detalhe, a Peugeot liderou também no mercado de Veículos de Passageiros 100% elétricos, com 4.157 unidades vendidas, bem como nos Comerciais Ligeiros BEV, onde as 585 unidades comercializadas garantiram uma quota de 16,5%, reforçando a posição da marca como referência na eletrificação.
Confiança reforçada para 2026
Para a Peugeot, este desempenho resulta de uma estratégia sustentada numa oferta abrangente e adaptada às necessidades do mercado português, assente numa gama multienergia que inclui soluções 100% elétricas, híbridas plug-in, mild-hybrid, gasolina e Diesel, particularmente relevante no segmento profissional.
Com cinco anos consecutivos de liderança, a Peugeot entra em 2026 com confiança reforçada, apoiada numa gama sólida, numa forte presença nos segmentos SUV e comerciais ligeiros e num posicionamento claro rumo a uma mobilidade mais sustentável e eficiente, mantendo-se como uma referência incontornável no setor automóvel em Portugal.
A X-Adventure já definiu o calendário-base da edição 2026 do Troféu Super SSV, com cinco jornadas confirmadas e a clara ambição de expandir a competição ao longo da temporada. Para além destas datas já fechadas, decorrem negociações que poderão resultar na inclusão de novas provas e até na possibilidade de algumas corridas assumirem um formato de dois dias, assim que estejam reunidas todas as condições logísticas e organizativas.
À semelhança do que tem acontecido nas últimas épocas, Ferreira do Zêzere volta a receber a prova de abertura do troféu, agendada para 31 de janeiro, assumindo novamente o papel de palco inicial da temporada. A segunda jornada está marcada para 14 de março, mantendo um ritmo competitivo regular antes da pausa mais prolongada do calendário.
Após o verão, o Troféu Super SSV regressa à ação a 3 de outubro, em Barcelos, numa fase em que equipas e pilotos já chegam com maior maturidade competitiva. A reta final da época será composta por duas provas decisivas, marcadas para 31 de outubro e 12 de dezembro, prometendo manter a luta pelos lugares cimeiros até ao último quilómetro.
Calendário confirmado – Troféu Super SSV 2026
31 de janeiro — Ferreira do Zêzere (abertura da época)
14 de março — local a anunciar
3 de outubro — Barcelos
31 de outubro — local a anunciar
12 de dezembro — local a anunciar
Uma das grandes novidades em preparação para 2026 é a criação de uma categoria específica para Iniciados, destinada aos pilotos mais jovens ou em início de carreira. O objetivo passa por oferecer um ambiente competitivo, mas pedagógico, onde seja possível aprender, evoluir e ganhar experiência ao volante dos SSV, sem a complexidade associada a competições de maior dimensão.
Luís Pirralho, diretor da X-Adventure e responsável máximo pelo Troféu Super SSV, mostra-se confiante e entusiasmado com o futuro da competição: “Estamos muito motivados para 2026. Felizmente, o troféu tem vindo a ganhar notoriedade e a reunir cada vez mais participantes. A fórmula é simples e acessível, permite competir num ambiente menos complicado do que nas bajas, testar melhorias nos carros e, acima de tudo, ganhar experiência ao volante.”
O promotor acrescenta que não estão previstas alterações estruturais significativas ao regulamento, mas admite ter “grande expectativa” quanto à introdução da categoria de Iniciados. Apesar da natural cautela em fazer previsões, Luís Pirralho sublinha: “Tenho tido múltiplos contactos de pilotos e equipas e, se tudo se confirmar, este será sem dúvida o ano mais participado de sempre.”
O Troféu Super SSV é promovido pela X-Adventure e disputado sob a égide da Federação de Motociclismo de Portugal, afirmando-se como uma das principais portas de entrada e de evolução no universo do Todo-o-Terreno nacional para os veículos Side-by-Side.
Os jovens talentos do bp Ultimate Adventure Team continuam a afirmar-se em grande plano no Dakar Rally 2026, depois de disputada a primeira etapa da prova, com partida e chegada a Yanbu. A especial cronometrada de 305 quilómetros colocou à prova pilotos e máquinas num percurso exigente, que começou em terreno rochoso e técnico, passando depois para rápidos setores de areia, pontuados por pequenas dunas.
Martim Ventura, piloto oficial da Honda Racing Corporation, foi um dos grandes protagonistas do dia. Depois de liderar grande parte do setor seletivo, o jovem português terminou a etapa na 2.ª posição da categoria Rally 2, resultado que o coloca na liderança da classificação geral absoluta da categoria e, simultaneamente, no 1.º lugar entre os Rookies, distinção reservada aos pilotos estreantes no Dakar.
Este arranque confirma o excelente momento de forma de Martim Ventura e reforça as ambições do bp Ultimate Adventure Team nesta edição da maior prova de todo-o-terreno do mundo.
Gonçalo Guerreiro penalizado por contratempos
Também integrado no bp Ultimate Adventure Team, Gonçalo Guerreiro, piloto oficial Polaris, teve um dia mais atribulado. Depois de ter sido 2.º classificado no prólogo entre os SSV, Guerreiro enfrentou alguns contratempos na etapa inaugural, com destaque para um furo que o fez perder tempo precioso.
Apesar disso, o piloto português demonstrou competitividade, tendo sido durante boa parte da especial o mais rápido da categoria SSV, concluindo a etapa no 5.º lugar, mantendo-se bem posicionado para as jornadas seguintes.
A segunda etapa do Dakar 2026 levará os concorrentes de Yanbu a AlUla, com um setor seletivo de 400 quilómetros. Os primeiros 200 km serão marcados por constantes mudanças de ritmo, alternando entre troços muito rápidos e zonas técnicas, com curvas apertadas e setores rochosos que dificultam a manutenção de uma velocidade elevada por longos períodos. Após deixar a zona montanhosa, a especial torna-se mais rápida até à chegada.
A piloto portuguesa Maria Luís Gameiro superou um dos dias mais duros deste início de Dakar Rally 2026, concluindo a Etapa 1 (Yanbu–Yanbu) com o 56.º tempo na categoria Ultimate, num arranque consistente da sua segunda participação na mais exigente prova de todo-o-terreno do mundo.
Aos comandos do MINI JCW T1+ da X-Raid, e navegada pela espanhola Rosa Romero, Maria Luís enfrentou 305 quilómetros cronometrados, aos quais se juntaram 213 km de ligações, num dia marcado por dificuldades mecânicas, calor extremo e gestão estratégica do ritmo.
Dois furos e calor extremo complicam a etapa
O traçado da primeira etapa combinou setores técnicos com zonas de maior velocidade, típicos de um arranque de Dakar seletivo e traiçoeiro. Ao longo do percurso, a dupla feminina foi forçada a lidar com dois furos, que penalizaram o tempo final, mas foi o calor abrasador no interior do MINI que se revelou o maior obstáculo do dia.
Uma falha no sistema de ar condicionado fez disparar a temperatura no cockpit para níveis insuportáveis, obrigando a tripulação a reduzir o ritmo para preservar a condição física. Essa quebra de andamento trouxe tráfego adicional de SSV, agravando a visibilidade devido ao pó e originando novas perdas de tempo. Ainda assim, a equipa manteve a concentração e evitou erros graves numa etapa onde a fiabilidade era prioritária.
No final da etapa, visivelmente desgastada, mas satisfeita com a forma como superou as adversidades, Maria Luís Gameiro fez um balanço realista do dia:
“Terminámos este primeiro dia exigente com um misto de sensações. Foi um dia de muito calor e com vários contratempos. Tivemos dois furos que nos atrasaram bastante, mas o pior foi mesmo a falha do ar condicionado do MINI. O ar no habitáculo estava insuportável e tivemos de abrandar porque começámos a sentir-nos indispostas. Isso trouxe mais pó, mais paragens e mais atrasos. Ainda assim, sem estes percalços, acredito que poderíamos ter feito muito melhor. O tempo final não foi tão mau quanto antecipávamos e este dia serviu também para afinar detalhes no carro e na forma como gerimos a corrida. Tivemos ainda uma penalização de dois minutos por um erro numa zona de controlo de velocidade, mas nada de grave. Há muito Dakar pela frente e este tempo perdido é apenas um grão de areia.”
Apesar do desgaste físico acentuado, a piloto portuguesa cumpriu o plano delineado para os primeiros dias: ritmo controlado, leitura cuidada do terreno e preservação da mecânica, princípios fundamentais para chegar ao final da prova.
A caravana do Dakar segue agora para norte. A Etapa 2, a disputar amanhã, liga Yanbu a AlUla, com 400 quilómetros cronometrados sobre terreno variado e tecnicamente exigente. Os primeiros 200 km prometem constantes mudanças de ritmo, alternando troços rápidos com zonas muito rochosas, onde o risco de furos e danos mecânicos será elevado.
O dia terminará em AlUla, região classificada como Património Mundial da UNESCO, conhecida pelas suas impressionantes formações rochosas e riqueza arqueológica. Até lá, será essencial uma gestão rigorosa de pneus, navegação precisa por parte de Rosa Romero e uma condução estratégica de Maria Luís Gameiro, que pretende manter a filosofia de prudência aprendida na edição de 2025.
O novo Mazda CX-5 chega à sua terceira geração, dando continuidade à história de sucesso de um dos modelos mais emblemáticos da marca japonesa. Com mais de 4,5 milhões de unidades vendidas em todo o mundo desde 2012, o SUV compacto da Mazda evolui de forma consistente, apostando num design mais sofisticado, maior conforto e tecnologias mais inteligentes, alinhadas com as exigências dos condutores atuais.
Primeiro modelo da marca a estrear o design Kodo e a tecnologia Skyactiv, o CX-5 redefiniu o segmento dos SUV compactos ao combinar elegância com uma dinâmica de condução envolvente. Esta nova geração reforça esse legado, apresentando uma evolução clara ao nível do design, da conectividade e do desempenho.
Desenvolvido sob o conceito “Wearable Gear”, o novo CX-5 adota uma postura mais desportiva e segura, aliada a uma funcionalidade reforçada para a vida familiar moderna. A distância entre eixos mais longa e as proporções revistas melhoram a estabilidade, o conforto e o espaço interior, enquanto as portas traseiras de maior abertura e o aumento da capacidade de carga garantem uma utilização mais prática no dia a dia e nas escapadelas de fim de semana.
Fiel à filosofia Jinba Ittai, o CX-5 continua a promover uma ligação natural entre o automóvel e o condutor, revelando-se um companheiro equilibrado tanto em ambiente urbano como em percursos mais longos.
Mecânica refinada e níveis de equipamento completos
O novo Mazda CX-5 estará disponível em Portugal com quatro níveis de equipamento — Prime-Line, Centre-Line, Exclusive-Line e Homura — e duas configurações de tração (FWD e AWD). Todas as versões contam com transmissão automática e com o motor a gasolina e-Skyactiv G 2.5 litros (141 cv), associado ao sistema M Hybrid 24V, que melhora a resposta, a eficiência e a suavidade de funcionamento.
As melhorias introduzidas na direção, suspensão e sistemas de segurança reforçam o equilíbrio dinâmico do modelo, mantendo-o como uma das propostas mais agradáveis e completas do segmento dos SUV compactos.
Interior tecnológico e centrado no condutor
O habitáculo apresenta um ambiente mais limpo, espaçoso e envolvente, recorrendo a materiais refinados e a um layout simplificado. A consola central foi redesenhada para oferecer mais espaços de arrumação e, nas versões superiores, destacam-se a iluminação ambiente e o teto de abrir panorâmico, que reforçam a sensação de conforto e luminosidade.
A experiência digital foi amplamente revista com um novo HMI, incluindo ecrãs centrais de 12,9 ou 15,6 polegadas, um painel de instrumentos digital de 10,25 polegadas, comandos de direção simplificados e, nas versões de topo, um sistema de som Bose® com 12 altifalantes. A integração de Google integrado transforma o CX-5 num SUV ainda mais conectado e funcional no quotidiano.
A gama de cores exteriores inclui Arctic White, Machine Grey, Polymetal Grey, Jet Black, Soul Red Crystal, Rhodium White e Aero Gray. No interior, os revestimentos variam entre tecido preto, leatherette preta e/ou branca e pele preta ou tan, esta última exclusiva da versão Homura.
Pré-venda já disponível em Portugal
Com chegada das primeiras unidades prevista para o primeiro trimestre de 2026, a Mazda Motor de Portugal já iniciou a pré-venda do novo CX-5 na sua rede de concessionários e no portal oficial da marca.
Os preços de venda ao público recomendados (PVPR) arrancam nos 39.988 € para a versão Prime-Line FWD, passando por 43.678 € (Centre-Line), 45.788 € (Exclusive-Line) e 48.968 € (Homura). As versões com tração integral AWD acrescem 2.000 €, com exceção da Prime-Line, indisponível com este sistema.
No âmbito da Campanha de Pré-Lançamento, os clientes beneficiam ainda de uma oferta exclusiva de 500 € + IVA em acessórios originais Mazda, permitindo personalizar o veículo de acordo com as suas necessidades.
O lançamento oficial em Portugal coincidirá com a chegada das primeiras unidades aos concessionários, altura em que será divulgada informação adicional sobre esta nova geração. Até à data, o Mazda CX-5 soma 3.092 unidades matriculadas em Portugal, um percurso que esta terceira geração pretende consolidar e ampliar.