Autor: Joaquim Amândio Santos

  • Rali de Algoa integra oficialmente o calendário da TER Series em 2026

    Rali de Algoa integra oficialmente o calendário da TER Series em 2026

    A TER Series (Tour European Rally), uma das mais relevantes competições internacionais de ralis com forte enfoque em destinos turísticos e provas de elevada qualidade organizativa, vai expandir-se para o continente africano em 2026 com a integração oficial do Rali de Algoa, na África do Sul.

    Depois de ter figurado como Evento Candidato em 2025, o Rali de Algoa foi confirmado como prova integrante da World Series of TER para a temporada de 2026, marcando a estreia da África do Sul no calendário oficial do campeonato.

    O Rali de Algoa disputa-se na região de Gqeberha, anteriormente conhecida como Port Elizabeth, um importante porto marítimo e a cidade mais populosa da província do Cabo Oriental. A prova conta com uma longa e prestigiada história no Campeonato Nacional de Ralis da África do Sul, do qual faz parte desde 1983. A edição inaugural foi vencida por Sarel van der Merwe e Franz Boshoff, aos comandos de um icónico Audi Quattro S1, um marco que ajudou a consolidar o estatuto do evento no panorama dos ralis sul-africanos.

    Em 2025, o rali recebeu a visita oficial da estrutura da TER enquanto Evento Candidato, merecendo uma avaliação muito positiva tanto ao nível organizativo como desportivo. Esse feedback favorável abriu caminho à integração plena no calendário de 2026, sob a liderança do promotor Oliver de Man, presidente do Algoa Rally Club, e do seu principal adjunto Rikus Fourie.

    O Rali de Algoa 2026 está agendado para os dias 9 a 11 de julho, integrando um calendário da TER que já conta com provas confirmadas como o Rali de Otago, na Nova Zelândia — que volta a abrir a temporada em abril pelo terceiro ano consecutivo — e o Rali Terra Sarda, em Itália, que encerrará a série em outubro pelo quarto ano seguido.

    Com esta adição, a TER reforça o seu caráter global, juntando a África às regiões já representadas no campeonato, depois da Europa, América, Oceania e Ásia.

    Oliver de Man, presidente do Algoa Rally Club, destaca a importância deste passo para o rali sul-africano: “É fantástico para o rali da África do Sul voltar a receber competição internacional ao mais alto nível. Os nossos pilotos locais estão motivados e ansiosos por enfrentar este desafio. A TER Series e o Campeonato Nacional de Ralis da África do Sul irão coexistir em perfeita harmonia, com competição de grande qualidade em algumas das melhores estradas do país. Para além disso, as equipas visitantes poderão desfrutar da cultura local e até de um safari, explorando a beleza natural da região de Gqeberha.”

    Por seu lado, Luca Grilli, promotor e organizador da TER Series, sublinha o alcance estratégico da parceria: “Estamos extremamente orgulhosos do acordo alcançado com o Rali de Algoa. Após um primeiro passo muito positivo em 2025, partilhamos agora objetivos comuns com a organização sul-africana. Esta parceria acrescenta a África do Sul à lista de nações não europeias presentes nos nossos campeonatos. A África já fazia parte dos nossos planos e estamos entusiasmados por iniciar esta nova aventura, que representa um passo muito importante na expansão global do projeto TER.”

    Com a entrada do Rali de Algoa, a TER Series continua a afirmar-se como um campeonato internacional de referência, combinando competição de alto nível, diversidade geográfica e promoção turística, reforçando a sua presença global e abrindo novas oportunidades para pilotos, equipas e organizadores em diferentes continentes.

  • Art of Speed confirma ascensão com título da Stock Cup em 2025

    Art of Speed confirma ascensão com título da Stock Cup em 2025

    A temporada de 2025 marcou um ponto de viragem na trajetória da Art of Speed, culminando com a conquista do título da Stock Cup e confirmando a afirmação da estrutura de Coimbra como uma equipa sólida e competitiva no panorama do automobilismo nacional e ibérico.

    Liderada por Frederico Formiga, a Art of Speed esteve presente em várias frentes do desporto automóvel ao longo da época, combinando projetos próprios com colaborações em estruturas clientes. Uma presença transversal que envolveu pilotos experientes e estreantes, em contextos competitivos distintos, e que reforçou a imagem da equipa como uma realidade consolidada, capaz de entregar resultados, fiabilidade e consistência.

    No balanço global da temporada, Frederico Formiga destaca 2025 como um ano estruturante, tanto do ponto de vista desportivo como organizativo: “2025 foi, acima de tudo, um ano de confirmação e de crescimento. Estivemos presentes em frentes muito diferentes e isso provou duas coisas: que temos capacidade técnica e humana para competir em níveis distintos e que conseguimos ser consistentes na preparação e na operação em pista. A Art of Speed deixou de ser apenas ‘uma equipa que aparece’ para passar a ser uma estrutura reconhecida, que entrega resultados, fiabilidade e consistência.”

    Esse processo de crescimento refletiu-se também internamente: “Consolidámos processos, reforçámos a equipa e a rede de parceiros, e criámos uma base sólida para projetos de longo prazo, tanto com pilotos experientes como com quem está a dar os primeiros passos. Foi um ano exigente, mas que nos trouxe maturidade, visibilidade e confiança para continuar a crescer”, sublinha o responsável máximo da formação de Coimbra.

    A maturidade operacional da Art of Speed ficou particularmente evidente na capacidade de gerir desafios competitivos muito distintos ao longo da época. Para além do título da Stock Cup, conquistado com o Honda Jazz de Frederico Formiga, a equipa esteve também envolvida no Supercars Endurance, bem como em provas de ralis, enfrentando exigências técnicas e logísticas muito diversas.

    “O grande ganho do ano foi precisamente essa diversidade”, explica Formiga. “O título valida a competitividade, mas operar em simultâneo no Supercars Endurance obrigou-nos a elevar o nível em tudo: método, detalhe, organização e capacidade de gestão. São campeonatos com exigências muito diferentes. Na Stock Cup o foco está na eficiência e na execução; no Endurance entram variáveis como estratégia, gestão de pneus e consumos, fiabilidade e uma operação de pista muito mais complexa. Dominar estes dois mundos fez-nos crescer enquanto equipa.”

    A conquista do título da Stock Cup, selada com dois triunfos decisivos na derradeira jornada, foi um dos momentos altos da época e um reflexo direto da filosofia de trabalho implementada ao longo de todo o ano: “Um campeonato destes não se ganha num pico de performance. Ganha-se ao longo da época, com método, consistência e decisões certas no momento certo. É exatamente isso que temos vindo a construir”, afirma Formiga.

    Paralelamente, a Art of Speed teve um papel ativo no Supercars Endurance com o Porsche 991.1 GT3 Cup, em contexto de estrutura cliente nas rondas de Vila Real e Valência. Um projeto que voltou a demonstrar a competitividade e fiabilidade deste modelo na divisão Cup.

    “O 991.1 GT3 Cup tem uma base técnica muito sólida. Quando bem preparado e bem gerido, é extremamente consistente e fiável, algo decisivo num contexto de endurance. É uma plataforma muito interessante para diferentes perfis de pilotos e projetos”, sublinha o líder da equipa.

    A época de 2025 ficou ainda marcada por um forte investimento na vertente humana. Para além de Frederico Formiga, alinharam com a Art of Speed pilotos como Sinan Nasir, terceiro classificado da Stock Cup, João Castanheira, Frederico Castro, Gonçalo Josué Lopes e Diogo ‘Movemind’, na sua segunda experiência no automobilismo. A equipa integrou ainda Paulo Mota, José António, Eduardo Marques e Tomás Bastos, todos inseridos em projetos de aprendizagem e evolução. Nos ralis, destaque para Raúl Aguiar, que levou o Mitsubishi Lancer Evo IX ao pódio do Rally Legends Luso-Bussaco.

    Olhando para o futuro, Frederico Formiga aponta 2026 como um ano de consolidação e ambição acrescida: “A prioridade é solidificar o crescimento nos campeonatos de velocidade. 2025 mostrou que estamos preparados para operar em vários contextos e com diferentes níveis de exigência. Queremos projetos cada vez mais ambiciosos, que aliem performance e profissionalismo. Em 2026 queremos dar mais um passo em frente, com ambição e com uma identidade Art of Speed ainda mais forte.”

  • Dakar: Daniel Sanders aponta à dobradinha na 48.ª edição do Dakar

    Dakar: Daniel Sanders aponta à dobradinha na 48.ª edição do Dakar

    A horas do arranque do Dakar 2026, a categoria de motos apresenta-se como uma das mais competitivas e imprevisíveis dos últimos anos. Ainda assim, há um nome que se destaca claramente entre os principais favoritos à vitória na 48.ª edição da prova-rainha do todo-o-terreno mundial: Daniel Sanders, vencedor do Dakar 2025.

    O piloto australiano da Red Bull KTM Factory Racing chega à Arábia Saudita como o grande favorito das casas de apostas, fruto de uma temporada praticamente irrepreensível. Sanders foi dominante ao longo de 2025 e tenta agora um feito que ninguém conseguiu alcançar na última década: vencer o Dakar em anos consecutivos.

    Desde a sua clara vitória no Dakar do ano passado, o piloto natural de Melbourne construiu uma sequência notável de resultados, vencendo o Abu Dhabi Desert Challenge, o South African Safari Rally e o bp Ultimate Rally-Raid Portugal, antes de assegurar o título mundial de W2RC (World Rally-Raid Championship) com um segundo lugar no Rallye du Maroc. Uma série de resultados que o colocam como líder natural da KTM e principal candidato ao triunfo em Yanbu.

    Na estrutura austríaca, Sanders conta ainda com dois companheiros capazes de lutar pelos lugares cimeiros: Luciano Benavides, antigo campeão do mundo que procura finalmente subir ao pódio do Dakar (4.º em 2025), e o jovem espanhol Edgar Canet, uma das grandes revelações da modalidade. Aos apenas 19 anos, Canet terminou o Dakar de estreia no 8.º lugar da geral e conquistou o título de Rally 2 do W2RC, demonstrando maturidade e consistência notáveis.

    No entanto, o deserto saudita promete ser tudo menos um passeio para Sanders. A Monster Energy Honda HRC apresenta uma formação de enorme profundidade e experiência, com quatro pilotos que já conhecem bem o pódio do Dakar. Ricky Brabec, vencedor em 2020 e 2024, é o único ainda em condições de alcançar um terceiro título, mas os holofotes recaem especialmente sobre Tosha Schareina. O espanhol foi segundo classificado no Dakar 2025 e no W2RC, sendo também o único piloto a derrotar Sanders este ano, graças à vitória no Rallye du Maroc.

    A Honda conta ainda com Adrien Van Beveren, terceiro classificado nas duas últimas edições do Dakar e sempre um candidato sólido aos lugares de topo, e com Skyler Howes, completando um alinhamento que promete discutir a vitória até ao fim.

    Fora do duelo direto entre KTM e Honda, os chamados “outsiders” também alimentam grandes ambições. A Hero MotoSport aposta na dupla formada por Ross Branch, antigo campeão do mundo, e Ignacio “Nacho” Cornejo, ambos determinados a contrariar os prognósticos depois de um Dakar 2025 marcado por contratempos. Já a Sherco Rally Factory apresenta um alinhamento reforçado com o sul-africano Bradley Cox e o espanhol Lorenzo Santolino, ambos com o objetivo claro de lutar por um lugar no pódio em Yanbu.

    Paralelamente, Hero e Sherco protagonizam também uma intensa batalha na categoria Rally 2, considerada a principal porta de entrada para a elite. Com a subida de Edgar Canet ao escalão principal, o título de Rally 2 promete forte disputa. A Hero conta com Tobias Ebster, vice-campeão do W2RC em 2025, enquanto a Sherco mantém a aposta em Harith Noah, vencedor da categoria em 2024.

    A luta pelo título de Rally 2 deverá ainda envolver a estrutura BAS World KTM, que alinha com o sul-africano Michael Docherty, piloto com potencial para terminar no Top 10 da geral, além de nomes como Toni Mulec (13.º em 2025) e Konrad Dabrowski (16.º em 2025).

    Os números das últimas dez edições do Dakar refletem bem a evolução da modalidade: o fim da hegemonia absoluta da KTM, a emergência de campeões oriundos de novos continentes e um leque cada vez mais alargado de candidatos ao título. Em dez anos, seis pilotos diferentes venceram o Dakar, mas nenhum conseguiu repetir o triunfo em anos consecutivos.

    Daniel Sanders surge agora como o homem melhor preparado para quebrar essa tendência. Resta saber se conseguirá manter, nas dunas sauditas, o nível excecional que apresentou ao longo de toda a temporada.

  • Vicente Capela inicia preparação para 2026 com primeiros testes na categoria Júnior

    Vicente Capela inicia preparação para 2026 com primeiros testes na categoria Júnior

    Poucos dias antes da passagem de ano, o jovem piloto português Vicente Capela (patrocinado pela Interkrarn e integrado na Júnior Racing Team) regressou à pista para dar início à preparação da época de 2026. Aproveitando o período de férias, o kartista deslocou-se ao Kartódromo Internacional de Braga, onde realizou os primeiros testes na nova categoria que irá disputar na próxima temporada: Júnior.

    A transição para esta categoria representa um passo significativo na carreira de Vicente Capela, obrigando a uma adaptação a um kart de maiores dimensões, com características técnicas distintas e exigências físicas acrescidas. Os testes realizados em Braga foram fundamentais para iniciar esse processo, permitindo ao piloto recolher as primeiras sensações e ajustar a sua condução ao novo equipamento.

    “Foram treinos muito importantes para mim. Precisava de voltar à forma física e começar a adaptar-me ao novo chassis. O kart é mais pesado, exige mais do corpo e os pontos de travagem são diferentes, mas estou muito motivado com esta nova fase”, referiu Vicente Capela no final da sessão.

    Durante os testes, o piloto português contou com o acompanhamento do experiente mecânico espanhol Adrian Vaz, responsável por todos os ajustes técnicos do kart. Ao longo das sessões, Vaz trabalhou em vários aspetos do chassis, procurando criar uma base sólida que transmitisse confiança e competitividade ao piloto neste início de atividade.

    Esta jornada em Braga marca apenas o arranque de um plano de preparação mais alargado. Antes do início oficial da temporada de 2026, Vicente Capela deverá realizar novas sessões de testes, com o objetivo de consolidar a adaptação à categoria Júnior e chegar à primeira competição em plenas condições.

    “Tenho muito trabalho pela frente para começar bem a nova época. Vou continuar a treinar bastante e espero chegar bem preparado à primeira corrida de 2026”, acrescentou o jovem kartista.

    A equipa de Vicente Capela ainda não divulgou oficialmente o calendário completo de competições para a nova temporada, estando o programa desportivo de 2026 a ser definido de forma cuidadosa. As novidades deverão ser anunciadas nas próximas semanas. Até lá, Vicente Capela mantém o foco total na preparação física e técnica, determinado em fazer de 2026 um ano de evolução, aprendizagem e afirmação no karting nacional.

  • Bruno Carvalho: consistência, paixão e espetáculo premiados com mais uma época de sucesso

    Bruno Carvalho: consistência, paixão e espetáculo premiados com mais uma época de sucesso

    Em poucas épocas, Bruno Carvalho e o seu Citroën Saxo, preparado pela LX Sport, afirmaram-se como um dos binómios mais competitivos e carismáticos do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group.

    O piloto lisboeta voltou a protagonizar, em 2025, uma temporada de elevado nível, marcada por vitórias, nova conquista do cetro na Divisão SC-C e presença no pódio final da categoria Super Challenge, evolução técnica contínua e uma presença constante na luta pelos lugares cimeiros, sem abdicar do espetáculo e da entrega total em cada rampa. Uma época de referência, complementada ainda por participações esporádicas em ralis, que reforçam a sua versatilidade e paixão pelo desporto automóvel.

    Com 49 anos, Bruno Carvalho traz para a competição uma ligação profunda e genuína ao automóvel, construída muito antes de qualquer ambição desportiva. Empresário do ramo automóvel há mais de duas décadas, dedica-se à comercialização de viaturas usadas de segmento elevado, com especial enfoque em modelos seminovos de alta cilindrada e grande performance. Paradoxalmente, é precisamente fora desse universo profissional que encontra o seu maior desafio pessoal.

    “Lido diariamente com carros de enorme performance, mas é na ligação emocional ao meu primeiro carro desportivo que encontro o verdadeiro estímulo. É aí que está o hobby, o prazer puro de conduzir e de tentar evoluir, décimo a décimo, sabendo que tudo é conquistado com trabalho, persistência e dedicação.”

    Essa filosofia está na base do projeto LX Sport Racing Team, estrutura totalmente suportada pela sua. Atualmente, a LX Sport é a única patrocinadora do projeto, embora o piloto não esconda a abertura a novos parceiros que se identifiquem com este percurso construído com seriedade e paixão.

    2025: uma das épocas mais exigentes… e mais gratificantes

    A temporada de 2025 revelou-se uma das mais duras e, simultaneamente, mais recompensadoras da carreira de Bruno Carvalho. O arranque em Murça foi tudo menos simples. A chuva intensa e problemas evidentes ao nível da suspensão tornaram o comportamento do Citroën Saxo particularmente difícil, com excesso de ressalto e falta de tração, tornando a condução extremamente delicada logo na primeira ronda do campeonato: “O carro estava muito difícil de guiar, sem tração e com um comportamento que exigia muito cuidado. Foi um início complicado, mas sabíamos que o potencial estava lá e que era uma questão de trabalho e evolução.”

    Prova após prova, a equipa foi afinando soluções, corrigindo erros e adaptando o carro às exigências específicas de cada rampa. Esse trabalho contínuo revelou-se fundamental para ganhar competitividade e confiança, num campeonato onde cada detalhe faz a diferença.

    O ponto alto da temporada surgiu de forma clara na Rampa da Penha. Num fim de semana em que tudo pareceu alinhar — carro, piloto, equipa e condições — Bruno Carvalho assinou uma prestação de enorme qualidade, baixando dois segundos ao seu recorde pessoal num contexto de concorrência particularmente forte: “Foi uma prova muito especial. Conseguir baixar dois segundos ao meu melhor tempo e ainda assim vencer, num ambiente tão competitivo, foi a confirmação clara de que todo o trabalho feito desde o início da época estava a dar frutos.”

    Mais do que a vitória, o resultado representou a consolidação de um percurso de evolução técnica e desportiva que vinha sendo construído desde as primeiras provas do ano.

    Como em qualquer época intensa, também houve momentos difíceis. A Rampa da Falperra, prova rainha do campeonato, acabou por ser o ponto mais baixo da temporada. As condições meteorológicas instáveis tornaram o piso traiçoeiro e culminaram num acidente significativo.

    “Perdi o controlo do carro num local onde já tinha havido um incidente anteriormente. Tudo indica que poderia haver óleo no piso, algo que, na minha opinião, merecia maior atenção por parte da organização, sobretudo numa prova com esta importância.”

    Os danos no carro foram consideráveis, mas o episódio acabou por evidenciar, uma vez mais, a força da equipa. Com enorme empenho técnico e humano, o Citroën Saxo foi recuperado em tempo recorde, permitindo um regresso imediato à luta.

    Duas semanas depois, a resposta foi dada em pista, com a vitória na Rampa da Serra da Estrela, num dos momentos mais marcantes da época: “Foi uma das respostas mais fortes que podíamos dar após um contratempo daqueles. Demonstrou a capacidade da equipa e a nossa determinação em nunca baixar os braços.”

    A vitória na Super Challenge C: consolidar um percurso

    A conquista da Divisão Super Challenge C em 2025 teve um sabor particularmente especial. Em 2024, Bruno Carvalho decidiu avançar para a preparação de um segundo Citroën Saxo, com uma carroçaria mais reforçada e um nível de desenvolvimento superior.

    O processo não foi isento de erros, sobretudo ao nível da suspensão, que comprometeram a eficácia em várias situações: “Houve decisões que não correram como esperávamos, especialmente na suspensão, e isso refletiu-se nos tempos. Ainda assim, nunca deixámos de trabalhar.”

    Apesar de ainda existirem pormenores a afinar — nomeadamente no corte eletrónico da caixa de velocidades, responsável por algum desgaste prematuro — a evolução foi clara e sustentada: “Esta vitória vem consolidar um percurso iniciado há poucos anos, mas construído com muito trabalho, persistência e paixão.”

    Da juventude aos títulos: o caminho até à Montanha

    A entrada oficial na competição aconteceu em 2022, mas a história com o Citroën Saxo vem de muito antes. Foi o seu primeiro carro desportivo na juventude e o elo emocional nunca se perdeu.

    Em 2019, adquiriu um Saxo original, inicialmente preparado para track days. A evolução foi natural e, em 2021, decidiu experimentar uma prova isolada na Arrábida, onde venceu. Esse resultado foi decisivo para avançar para um campeonato completo.

    A temporada de 2022 foi altamente competitiva e marcada por vários contratempos, incluindo uma grave falha de motor na última prova. Ainda assim, graças ao trabalho da equipa mecânica, foi possível recuperar o carro e alcançar a vitória no campeonato — um momento que Bruno reconhece como decisivo na sua carreira.

    Ralis: experiências complementares

    As participações em ralis fora do campeonato surgem de forma pontual, mas desempenham um papel importante no desenvolvimento do projeto.

    “São contextos completamente diferentes da Montanha e obrigam a alterações profundas no setup do carro, mas são extremamente úteis para testar soluções e manter o ritmo competitivo.”

    2026: manter o rumo, com ambição e seriedade

    Para 2026, os objetivos estão bem definidos: continuar na mesma divisão e manter o registo de conquistas dos últimos anos, consolidando a evolução técnica do carro e competindo ao mais alto nível.

    “A ambição é clara: continuar a ganhar, mas sempre com os pés assentes no chão e com a mesma paixão que nos trouxe até aqui.”

    Bruno Carvalho termina a época com uma palavra de reconhecimento a quem esteve sempre presente: “Nada disto seria possível sem pessoas fundamentais neste percurso. Um agradecimento muito especial ao André Cerol e ao Rogério, verdadeiros pilares deste projeto, pela capacidade extraordinária de resolver problemas, muitas vezes em contextos limite. E, claro, à minha família, pelo apoio constante e pela compreensão das exigências deste desporto.”

    Em 2025, Bruno Carvalho confirmou-se como uma das figuras mais consistentes e carismáticas da Montanha nacional, provando que, quando a paixão é genuína e o trabalho é sério, os resultados acabam sempre por surgir.

  • Motociclismo: CNV e CNMV rapresentam profundas novidades para a época de 2026

    Motociclismo: CNV e CNMV rapresentam profundas novidades para a época de 2026

    Novas classes, percursos de evolução para jovens pilotos, incentivos à participação e calendários com seis rondas marcam uma temporada ambiciosa.

    O Campeonato Nacional de Velocidade (CNV) e o Campeonato Nacional de Mini Velocidade (CNMV) apresentam um conjunto alargado de novidades estruturais para a época de 2026, reforçando a integração entre ambos os campeonatos e criando um percurso de progressão mais sustentado para pilotos jovens e em desenvolvimento.

    A próxima temporada contará com calendários provisórios de seis rondas para cada campeonato, com o CNMV a iniciar a atividade competitiva mais cedo, enquanto o CNV arrancará apenas em maio, mantendo o modelo anunciado no final da época de 2025.

    Horários, treinos e incentivos à participação

    Tal como em 2025, as provas do CNV e do CNMV manterão horários idênticos. No CNV, as jornadas continuarão a integrar treinos oficiais de sexta-feira, com preços especiais a partir de 170 euros, ajustados consoante a data de inscrição, premiando quem se inscrever mais cedo.

    Complementarmente, a FMP prevê a realização de uma sessão de treinos oficiais do CNMV em março, no Kartódromo do Bombarral (KIRO), aberta também a pilotos do CNV e de outras modalidades federadas, promovendo um ambiente de convívio e partilha entre diferentes disciplinas.

    Treinos FMP para captação de novos pilotos

    No âmbito do CNV, a FMP irá promover os Treinos FMP, maioritariamente no Estoril e também em Portimão, num formato semelhante aos treinos oficiais de sexta-feira. Estes treinos permitirão a participação de aspirantes ao CNV, através de licenças especiais emitidas pela FMP, com o objetivo de atrair novos pilotos para as grelhas nacionais.

    Os participantes terão acesso a formação teórica em mecânica de competição, condução em pista e nutrição. As motos deverão cumprir os limites sonoros do Regulamento Nacional de Velocidade e as Especificações Técnicas Gerais, com requisitos simplificados para os aspirantes.

    CNV Jr: a grande ponte entre campeonatos

    Uma das grandes novidades de 2026 é a introdução da classe CNV Jr, presente em simultâneo no CNMV e no CNV, funcionando como classe de transição para motos com roda de 17”. Esta categoria irá eleger dois Campeões (um no CNMV e outro no CNV) e um Vencedor Absoluto, determinado pela soma de pontos obtidos em ambos os campeonatos

    Sem coincidência de datas entre CNMV e CNV, os pilotos desta classe terão até 24 oportunidades de pontuar, tornando-se um verdadeiro eixo central de progressão desportiva.

    Evolução das classes no CNMV

    No CNMV, a estrutura geral mantém-se, com algumas alterações relevantes: A classe Minimotos 4.2 passa a designar-se apenas Minimotos, alinhando o regulamento técnico com o praticado em Espanha. A MiniGP110 mantém-se inalterada. As classes FIM MiniGP 160 e 190 passam a denominar-se MotoMini Portugal 160cc e 190cc, seguindo a nova identidade do “Caminho para o MotoGP”

    Estas classes continuam a permitir o acesso às finais mundiais em Valência, com apoio reforçado, incluindo um estágio intensivo em Benidorm para os campeões e vice-campeões.

    As equipas licenciadas passam também a disputar um Campeonato de Equipas do CNMV, somando pontos de todas as classes com Campeonatos Nacionais.

    Profundas alterações no CNV

    No CNV, a reorganização é significativa: A Classe CNV Jr integra as antigas Moto5, As antigas PréMoto3 passam a denominar-se Moto4, alinhadas com o novo modelo internacional, As Honda NSF250R passam a utilizar centralina e cablagem únicas Athena. É criada a nova classe MiniGP160, com jante de 12”, facilitando a transição técnica e surge também a nova classe SportBikes (SPB), que integrará motos como Aprilia RS660 Factory, CFMoto 675 SR-R, Triumph Daytona 660, Yamaha R7 e Suzuki GSX-8R, mantendo motores em configuração stock.

    SuperSport e Superbike com novas gerações

    A antiga Superstock 600 passa a SuperSport (SSP), permitindo a entrada de motos de nova geração, incluindo Ducati Panigale V2, Yamaha R9 e Triumph 765 RS. Na Superbike (SBK) passam a ser aceites motos 1100cc, como Ducati Panigale V4, Aprilia RSV4 1100 e BMW M1000RR, alinhando o CNV com práticas internacionais.

    Aprilia, Honda e Yamaha reforçam o compromisso com o CNV, oferecendo preços-competição para motos novas elegíveis, mediante inscrição à época (Epc). A FMP aceitará inscrições Epc com preços de 2025 até final de janeiro. Após esse período, os valores serão ajustados progressivamente, sendo que a partir da primeira ronda apenas serão aceites inscrições Prova-a-Prova.

    A partir de 2026, os capacetes utilizados no CNV deverão cumprir homologação FIM (fase 01 ou 02). Na última ronda do CNV, a pontuação será reforçada em 5 pontos, aumentando a competitividade até ao final da época.

    Com um calendário publicado antecipadamente, maior envolvimento das marcas, novas classes e uma clara aposta na formação e progressão, a Comissão de Velocidade acredita que 2026 será uma época de crescimento, com grelhas mais preenchidas e maior qualidade competitiva.

  • Honda revela tecnologias de última geração para a nova era dos modelos eletrificados

    Honda revela tecnologias de última geração para a nova era dos modelos eletrificados

    Plataforma híbrida avançada, novos sistemas HEV de grande dimensão e soluções inovadoras para um elétrico compacto marcam a estratégia da marca para a segunda metade da década

    A Honda Motor Co., Ltd. apresentou as suas mais recentes tecnologias de próxima geração para modelos eletrificados durante o Honda Automotive Technology Workshop, antecipando soluções que serão introduzidas nos automóveis da marca a partir da segunda metade da década de 2020.

    Entre os principais destaques estão a nova plataforma híbrida de última geração, sistemas híbridos-elétricos para modelos de grande dimensão e um conjunto de tecnologias inovadoras que irão equipar um elétrico compacto de produção baseado no Super-ONE Prototype, apresentado no Japan Mobility Show 2025.

    Eletrificação com foco no ambiente, segurança e prazer de condução

    A Honda mantém o “ambiente” e a “segurança” como pilares centrais da sua estratégia global, com o objetivo de alcançar a neutralidade carbónica em todos os seus produtos e atividades corporativas e atingir zero mortes em acidentes rodoviários envolvendo veículos Honda até 2050.

    Paralelamente à eletrificação, a marca reafirma o compromisso com o “prazer de conduzir”, independentemente da motorização, mantendo como base o conceito Honda M/M (Man Maximum, Machine Minimum), centrado no ser humano e na sensação de união entre condutor e veículo.

    Nova plataforma híbrida de próxima geração a partir de 2027

    A Honda está a desenvolver uma plataforma híbrida de tamanho médio totalmente nova, cuja introdução está prevista a partir de 2027. Esta plataforma combina elevada rigidez estrutural com redução significativa de peso, permitindo uma condução mais estável, dinâmica e eficiente.

    Entre as principais inovações destacam-se:

    • Redução de 90 kg no peso da plataforma face à atual geração;
    • Nova abordagem de gestão da rigidez da carroçaria, melhorando a estabilidade em curva e a aderência;
    • Arquitetura modular com mais de 60% de componentes comuns entre diferentes modelos, aumentando a eficiência produtiva e reduzindo custos;
    • Integração de tecnologias de controlo dinâmico como o Motion Management System e novas funções do Agile Handling Assist.

    Esta plataforma será igualmente adaptada a futuros modelos 100% elétricos da marca.

    Sistema híbrido de grande dimensão para mercados globais

    A Honda revelou também um sistema híbrido de última geração destinado a modelos HEV de grande dimensão, especialmente vocacionado para o mercado norte-americano. Este sistema combina:

    • Um novo motor V6 compatível com regulamentações ambientais mais exigentes;
    • Unidades de tração e baterias de elevada eficiência;
    • Gestão energética avançada para otimização dos modos de condução.

    O objetivo é alcançar uma melhoria superior a 30% na eficiência de combustível face aos modelos a combustão equivalentes, ao mesmo tempo que se obtém um aumento de cerca de 10% no desempenho de aceleração.

    Super-ONE: o elétrico compacto que promete redefinir a condução urbana

    O modelo de produção baseado no Super-ONE Prototype será lançado inicialmente no Japão em 2026, seguindo-se o Reino Unido e outros mercados asiáticos. Desenvolvido sob o conceito “e: Dash BOOSTER”, este elétrico compacto aposta numa condução envolvente e divertida.

    Entre os destaques técnicos encontram-se:

    • Plataforma extremamente leve com centro de gravidade rebaixado;
    • Bateria de baixa espessura posicionada no centro inferior da carroçaria;
    • Sistema exclusivo “Boost Mode”, que aumenta a potência e simula uma transmissão de sete velocidades;
    • Controlo ativo de som e resposta dinâmica que reproduzem sensações típicas de um motor de combustão.

    Com estas soluções, a Honda pretende combinar a aceleração linear dos veículos elétricos com uma experiência de condução emocional e envolvente.

    Um passo decisivo para o futuro da mobilidade Honda

    Com este conjunto de tecnologias, a Honda reforça a sua visão para uma mobilidade eletrificada sustentável, segura e emocionalmente envolvente, consolidando a sua identidade enquanto marca que alia inovação tecnológica ao prazer de condução, mesmo na era da eletrificação.

  • XPENG regista crescimento global de 126% em 2025 e ultrapassa 429 mil veículos entregues

    XPENG regista crescimento global de 126% em 2025 e ultrapassa 429 mil veículos entregues

    A XPENG, marca chinesa de veículos elétricos líder em mobilidade baseada em Inteligência Artificial e alta tecnologia, registou em 2025 um crescimento global de 126% nas entregas de veículos, alcançando um total de 429.445 unidades entregues ao longo do ano. Os resultados, divulgados a 2 de janeiro de 2026, confirmam a forte procura global pelos veículos elétricos inteligentes da marca e consolidam a sua trajetória de expansão internacional.

    No mês de dezembro de 2025, a XPENG entregou 37.508 veículos a nível global, representando um crescimento superior a 2% face ao mesmo período do ano anterior. Este desempenho consistente ao longo do ano reflete a aceitação crescente da gama da marca e a eficácia da sua estratégia centrada na inovação tecnológica, segurança e sustentabilidade.

    A expansão internacional foi um dos pilares do crescimento da XPENG em 2025. Fora da China, a marca entregou 45.008 veículos, o que corresponde a um aumento de 96% em relação a 2024. No final do ano, a XPENG encontrava-se presente em cerca de 60 países e regiões, reforçando o seu posicionamento como marca global de mobilidade elétrica inteligente.

    Do ponto de vista ambiental, a empresa estima que os veículos entregues em 2025 venham a contribuir para a redução de mais de 6,61 milhões de toneladas de emissões de gases com efeito de estufa ao longo do respetivo ciclo de vida. Este valor equivale, de forma aproximada, à capacidade de absorção de carbono de cerca de 110 milhões de árvores jovens durante um período de dez anos.

    Em Portugal, onde está presente desde setembro de 2024, a XPENG assinalou em 2025 o seu primeiro aniversário no mercado nacional. Durante este período, a marca consolidou uma rede de 13 concessionários distribuídos por todo o território, assegurando uma cobertura sólida e um serviço de proximidade aos clientes. A oferta comercial em Portugal inclui atualmente os modelos XPENG G6, G9 e P7, todos eles veículos 100% elétricos com forte incorporação de tecnologia inteligente.

    A XPENG tem como missão desenvolver soluções de mobilidade avançadas assentes em Inteligência Artificial, com o objetivo de proporcionar experiências de condução mais seguras, inteligentes e sustentáveis. Fundada em 2014, a empresa concebe, desenvolve, fabrica e comercializa veículos elétricos inteligentes, apostando no desenvolvimento interno de sistemas avançados de assistência à condução, software automóvel e arquiteturas elétricas e eletrónicas de última geração.

    Com estes resultados, a XPENG reforça a sua ambição de se afirmar como uma referência global na mobilidade elétrica inteligente, dando continuidade a um percurso de crescimento sustentado, inovação tecnológica e compromisso ambiental.

  • Hyundai Motor estreia ELANTRA N TCR no Gran Turismo 7 e reforça aposta no e-Motorsport

    Hyundai Motor estreia ELANTRA N TCR no Gran Turismo 7 e reforça aposta no e-Motorsport

    A Hyundai Motor Company anunciou a estreia do Hyundai ELANTRA N TCR no prestigiado simulador de corridas Gran Turismo 7, reforçando de forma estratégica a sua presença no universo do e-Motorsport e celebrando uma década de colaboração com a Polyphony Digital, criadora da série Gran Turismo.

    O anúncio foi feito durante a Final Mundial da Gran Turismo World Series 2025, realizada no Centro Internacional de Congressos de Fukuoka, no Japão, num momento simbólico que assinala também o 10.º aniversário da marca Hyundai N. O ELANTRA N TCR estará disponível para os jogadores na atualização de janeiro de 2026, integrado no jogo sob a designação ELANTRA N TC.

    Este marco coincide com o percurso da Hyundai N desde a sua estreia mundial em 2015, com o concept N 2025 Vision Gran Turismo, apresentado no Salão Automóvel de Frankfurt, projeto que marcou o início da afirmação global da divisão de altas performances da marca.

    Segundo Joon Park, Vice-Presidente e responsável pelo N Brand Management Group da Hyundai Motor Company: “Estamos orgulhosos por anunciar o lançamento do ELANTRA N TCR no Gran Turismo 7 durante a Final Mundial da Gran Turismo World Series 2025. Este momento assinala o 10.º aniversário da Hyundai N e da nossa parceria de longa data com a Polyphony Digital, reafirmando o compromisso de levar a emoção das corridas a entusiastas de todo o mundo. Continuaremos a reforçar esta colaboração, apresentando veículos de alto desempenho e carros de competição que criam uma ponte entre o mundo real e o virtual.”

    Um modelo vencedor no mundo real chega ao mundo virtual

    O ELANTRA N TCR é um dos modelos de competição mais bem-sucedidos da Hyundai no automobilismo internacional. O modelo conquistou cinco vitórias consecutivas na sua classe nas 24 Horas de Nürburgring entre 2021 e 2025, bem como três títulos consecutivos no FIA TCR World Tour, entre 2022 e 2024, consolidando-se como uma referência entre os turismos de competição.

    Para além da introdução do ELANTRA N TCR, a atualização de janeiro de 2026 do Gran Turismo 7 inclui ainda um menu exclusivo dedicado à Hyundai N no GT Café, bem como novos conteúdos no Museu Hyundai da Brand Central, permitindo aos jogadores explorar a história, a inovação e a filosofia de performance da marca no ambiente digital.

    Uma década de Hyundai N em Gran Turismo

    A parceria entre a Hyundai Motor e a Polyphony Digital teve início em 2015 com o lançamento do N 2025 Vision Gran Turismo, um hipercarro futurista movido a hidrogénio que simbolizava a visão de alto desempenho da marca. Desde então, a Hyundai N tem vindo a afirmar-se no universo Gran Turismo, com modelos como o IONIQ 5 N e o ELANTRA N, proporcionando experiências de condução que replicam a performance real em ambiente virtual.

    Com a entrada do ELANTRA N TCR no Gran Turismo 7, a Hyundai Motor reforça a sua estratégia de integração entre o automobilismo real e o digital, expandindo a sua presença no e-Motorsport e aproximando a tecnologia e a paixão pela competição de uma nova geração de entusiastas e jogadores em todo o mundo.

  • Dakar 2026: Categoria Ultimate reúne candidatos de peso numa das edições mais abertas de sempre

    Dakar 2026: Categoria Ultimate reúne candidatos de peso numa das edições mais abertas de sempre

    A edição de 2026 do Dakar Rally promete uma das lutas mais intensas e equilibradas de sempre na categoria Ultimate (T1+), com candidatos ao triunfo distribuídos por várias marcas, equipas e gerações de pilotos. A prova, que marca também a ronda inaugural do Campeonato do Mundo de Rally-Raid (W2RC), arranca em Yanbu, na Arábia Saudita, com um pelotão de luxo preparado para discutir a vitória absoluta.

    A Toyota Hilux surge novamente como uma das grandes referências da categoria, depois de ter conquistado três vitórias nas últimas quatro edições do Dakar, incluindo a de 2025, alcançada em solo saudita por Yazeed Al Rajhi. O modelo desenvolvido pela Overdrive Racing voltou a provar a sua robustez, fiabilidade e competitividade, estando agora distribuído por várias estruturas independentes e oficiais.

    Entre os principais candidatos ao topo encontram-se representantes da nova geração do todo-o-terreno mundial, como os sul-africanos Henk Lategan (segundo classificado no Dakar 2025) e Saood Variawa, o norte-americano Seth Quintero, o australiano Toby Price, o polaco Eryk Goczal e o português João Ferreira, que aposta na Toyota Hilux para melhorar o oitavo lugar alcançado na edição anterior.

    Paralelamente, os grandes campeões do Dakar concentram-se agora em novos projetos oficiais. A Dacia Sandriders apresenta uma verdadeira “dream team”, com Nasser Al Attiyah e Sébastien Loeb como figuras de proa. O piloto do Qatar, cinco vezes vencedor do Dakar, terminou 2025 muito próximo do título mundial W2RC, enquanto Loeb chega à sua décima participação numa forma particularmente forte, depois de uma segunda metade de época marcada por pódios e pela vitória no Rallye du Maroc. A estrutura é ainda reforçada pelo campeão do mundo Lucas Moraes e por Cristina Gutiérrez.

    A Ford mantém igualmente ambições elevadas depois de uma estreia sólida como construtor oficial. Apesar do abandono precoce de Carlos Sainz na edição anterior, a marca norte-americana demonstrou competitividade com Nani Roma, vencedor de etapas, e com o sueco Mattias Ekström, que terminou o Dakar no pódio absoluto. Mitch Guthrie Jr., quinto classificado em 2025, surge também como candidato a discutir os lugares cimeiros.

    A MINI, através da experiente estrutura X-raid, continua a ser uma força a ter em conta, com destaque para Guillaume de Mévius, vice-campeão do Dakar 2024, agora novamente acompanhado por Mathieu Baumel, que regressa à competição após um grave acidente. Mathieu Serradori, com o CR7, procura igualmente afirmar-se depois do sexto lugar conquistado em 2025 na sua primeira época completa na categoria T1+.

    Categoria Stock promete renascimento em 2026

    Para além da categoria Ultimate, a classe Stock (antiga Production) prepara-se para viver uma nova era em 2026. Reservada a veículos muito próximos dos modelos de série, a categoria contará com sete equipas, cinco das quais oficiais, repartidas entre Toyota e Defender.

    A Toyota Land Cruiser Auto Body, presente no Dakar desde 1995, procura alcançar o 13.º título da sua história, com Akira Miura, cinco vezes vencedor da categoria e campeão em título, como principal referência, agora ao volante do novo Land Cruiser GR 300.

    Do outro lado surge a estreia histórica da Defender como construtor oficial, com três unidades do Defender Dakar D7X-R. O projeto é liderado por Stéphane Peterhansel, recordista absoluto de vitórias no Dakar, acompanhado por Rokas Baciuška, tricampeão mundial W2RC, e por Sara Price, uma das figuras mais mediáticas do todo-o-terreno norte-americano.

    Com um leque tão vasto de talentos, marcas e abordagens técnicas, o Dakar 2026 apresenta-se como uma das edições mais abertas e competitivas da história recente, tanto na categoria Ultimate como na renovada classe Stock, reforçando o estatuto da prova como o maior desafio do desporto motorizado mundial.