Autor: Joaquim Amândio Santos

  • Partida simbólica marca arranque da campanha de Maria Luís Gameiro e Rosa Romero rumo ao Dakar 2026

    Partida simbólica marca arranque da campanha de Maria Luís Gameiro e Rosa Romero rumo ao Dakar 2026

    A dupla formada pela piloto portuguesa Maria Luís Gameiro e pela navegadora espanhola Rosa Romero protagonizou esta quarta-feira, em Lisboa, a sua partida simbólica rumo ao Rally Dakar 2026, num momento carregado de emoção e significado. A cerimónia, que reuniu cerca de uma centena de convidados num restaurante da capital, assinalou oficialmente o início da campanha para aquela que é considerada a prova mais exigente do desporto motorizado mundial.

    Depois da experiência vivida em 2025, Maria Luís Gameiro apresenta-se agora mais preparada para enfrentar o desafio, apesar de reconhecer que o contexto é diferente, com um novo carro e uma nova navegadora. Também os objetivos evoluíram, refletindo a maturidade competitiva adquirida e a ambição de elevar o nível desta participação.

    Entre patrocinadores, representantes da comunicação social, dirigentes federativos, amigos e apoiantes, o ambiente foi marcado por entusiasmo e confiança, ficando bem patente a coragem, a determinação e a paixão de duas atletas que se preparam para enfrentar milhares de quilómetros de deserto, navegação extrema e resistência física e mental.

    “Este é um sonho que começa a ganhar vida. O Dakar é muito mais do que uma prova; é uma jornada de superação, coragem, resiliência e paixão. Estamos determinadas a representar com orgulho todos aqueles que acreditam em nós”, afirmou Maria Luís Gameiro, visivelmente emocionada. A piloto de Cascais sublinhou ainda que “a energia e o apoio sentidos neste momento são a força que nos impulsiona nesta reta final que nos separa da partida para o Dakar 2026”.

    A iniciativa serviu também para reforçar a ligação com os parceiros e patrocinadores que tornam possível este projeto, num ambiente de grande proximidade e partilha, refletindo o espírito coletivo que sustenta esta aventura desportiva.

    Está assim tudo preparado para a partida oficial, marcada para o dia 3 de janeiro em Yanbu, na Arábia Saudita, país que acolhe o Dakar pelo sétimo ano consecutivo. A edição de 2026 contará com um prólogo e 13 etapas, num total de cerca de 5.000 quilómetros cronometrados, além de um dia de descanso na capital saudita, Riade. Idealizado por Thierry Sabine no final da década de 1970, o Dakar apresenta hoje um formato distinto, mas continua a ser sinónimo de exigência extrema e de um desafio ímpar no panorama do desporto motorizado internacional.

  • MG bate recorde histórico na Europa em 2025 e supera as 300 mil vendas anuais

    MG bate recorde histórico na Europa em 2025 e supera as 300 mil vendas anuais

    A MG Motor alcançou em 2025 um novo marco histórico na Europa e no Reino Unido, ao ultrapassar pela primeira vez a fasquia das 300.000 unidades vendidas num único ano. O resultado representa um crescimento próximo dos 30% face a 2024, quando a marca tinha registado cerca de 233.000 automóveis comercializados, confirmando uma trajetória de expansão sustentada no mercado europeu.

    Este desempenho foi impulsionado sobretudo pela forte procura dos modelos híbridos e híbridos plug-in da marca, com destaque para o SUV MG HS PHEV, bem como pela consolidação de gamas-chave como a ZS. No conjunto da Europa, as vendas de veículos híbridos da MG atingiram 137.000 unidades, traduzindo um crescimento muito expressivo, enquanto a gama ZS somou 123.000 unidades vendidas, mais 32% do que no ano anterior.

    Ao longo de 2025, a MG reforçou também a sua aposta na eletrificação acessível, alargando a oferta de modelos elétricos com a introdução de novas propostas tecnológicas, entre as quais se destaca o SUV MGS5 EV. Esta estratégia permitiu à marca ampliar o alcance da mobilidade elétrica junto de um público mais vasto, mantendo uma relação competitiva entre preço, tecnologia e usabilidade.

    O crescimento comercial foi igualmente acompanhado por uma forte expansão da rede de distribuição. A MG está hoje presente em 34 países europeus, contando com cerca de 1.300 concessionários. Em Portugal, a marca opera através de 26 concessionários parceiros, contribuindo de forma direta para o desempenho global registado em 2025.

    Hu Geng, vice-presidente da MG Ibéria, sublinha que este resultado confirma a solidez da estratégia europeia da marca, destacando que o crescimento sustentado em mercados com realidades distintas demonstra a eficácia da aposta na eletrificação e na adaptação do produto às necessidades locais. O responsável realça ainda o contributo do mercado português, onde a procura por soluções híbridas e elétricas tem vindo a crescer de forma consistente.

    Também Ricardo Lotra, diretor comercial da MG Portugal, destaca a importância de modelos como o MG4 e o MG HS PHEV no processo de eletrificação do mercado nacional, salientando que a aceitação dos veículos elétricos depende de uma proposta equilibrada entre custo, tecnologia e fiabilidade. A chegada do MGS5 EV é vista como mais um passo decisivo para tornar os elétricos uma opção viável num contexto em que o fator preço continua a ser determinante.

    Depois de ter celebrado o seu centenário em 2024, a MG apresenta atualmente uma das gamas mais diversificadas do mercado europeu, com modelos a gasolina, híbridos e totalmente elétricos, que vão do compacto MG3 ao roadster elétrico MG Cyberster. Em todos eles está presente a ambição de crescimento da marca, sustentada por uma estratégia de acessibilidade tecnológica e por uma garantia de 7 anos ou 150.000 km, que continua a reforçar a confiança dos clientes europeus.

  • Afonso Santos: quando o talento nasce no virtual e se confirma nas estradas reais

    Afonso Santos: quando o talento nasce no virtual e se confirma nas estradas reais

    Com apenas 18 anos, Afonso Santos, natural da Póvoa de Varzim, é já um dos nomes mais promissores do automobilismo português. A sua história foge por completo ao percurso tradicional da maioria dos pilotos e, talvez por isso mesmo, desperta atenção e curiosidade.

    Sem passagem pelos karts, sem escolas clássicas de formação, Afonso construiu o seu ADN competitivo num território durante muito tempo subestimado: o simulador. Um ponto de partida improvável que, ao longo de poucos anos, se transformou em resultados reais, títulos discutidos até ao último metro e uma maturidade competitiva surpreendente para a idade.

    A sua época de 2025, dividida entre a Montanha e os Ralis, foi a confirmação de que o talento que muitos viam como precoce é, afinal, sólido, sustentado e preparado para desafios cada vez maiores.

    Uma paixão que começou antes de saber o que era competir

    A ligação de Afonso aos carros surgiu numa idade em que a maioria das crianças ainda descobre brinquedos. O ambiente familiar foi decisivo e o papel do pai absolutamente determinante nesse primeiro contacto com o mundo automóvel: “Lembro-me perfeitamente de ter três ou quatro anos e já gostar imenso de carros, muito por causa do meu pai. Nós tínhamos um simulador em casa e, sempre que tinha algum tempo livre, era ali que eu estava. Era o meu espaço, onde passava horas e horas.”

    Aquilo que para muitos poderia ser apenas uma brincadeira tornou-se, com o passar dos anos, uma verdadeira escola. Afonso não via o simulador como um jogo, mas como um ambiente onde aprendia, errava e corrigia: “No simulador conseguimos aprender muita coisa: perceber o comportamento do carro, antecipar reações, sentir limites. Aprende-se a ler a pista, a ser progressivo, a não forçar quando não é preciso. Tudo isso ficou muito natural”. Esse longo percurso virtual acabou por moldar uma base técnica invulgar, que mais tarde facilitaria uma transição que muitos imaginariam difícil.

    A passagem para o mundo real: natural, intuitiva e sem medo

    Depois de anos de aprendizagem no mundo virtual, o grande momento chegou aos 16 anos, pilotou, pela primeira vez, um carro de competição real. O que poderia ser um choque revelou-se surpreendentemente simples. “Achava que ia ser um impacto enorme, mas foi exatamente o contrário. Tudo foi muito natural e intuitivo. As referências estavam lá, o controlo estava lá, e senti-me confortável desde o primeiro momento.”

    Essa adaptação rápida abriu a porta ao passo seguinte. Em 2024, surgiu a oportunidade de competir oficialmente no Campeonato de Portugal de Montanha, ao volante de um BRC B49 preparado pela Power House. Para um jovem em ano de estreia absoluta, o desafio era enorme, mas a resposta foi à altura. Afonso mostrou consistência, ritmo e uma capacidade notável de aprendizagem, terminando o campeonato como 2º colocado entre os Protótipos B: “Foi um ano muito positivo para mim. Era tudo novo, mas consegui crescer prova após prova e terminar como vice-campeão deu-me ainda mais motivação para continuar.”

    2025: lidar com dificuldades e competir em dois mundos

    A entrada em 2025 foi feita com plena consciência de que o nível de exigência iria aumentar. Afonso sabia que dividir a época entre a Montanha e os Ralis implicaria um esforço físico, mental e logístico considerável: “Desde o início sabia que não ia ser uma época fácil. São dois campeonatos muito diferentes, com abordagens completamente distintas.”

    No Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, voltou a ser um dos protagonistas da Divisão Protótipos B. Num total de oito provas, venceu duas, subiu ao pódio em seis. A luta pelo título foi intensa e só terminou na última fase do campeonato, com Afonso a fechar a época no 2.º lugar, a apenas 1,5 pontos do campeão. Paralelamente. conquistou o 3.º lugar absoluto e o 1.º lugar na Taça de Portugal de Montanha – Protótipos B, e alcançou um feito histórico no Caramulo Motorfestival. Ao vencer este evento à geral, tornou-se o piloto mais jovem de sempre a conquistar essa prova emblemática.

    “Tivemos alguns problemas mecânicos, inclusive uma prova sem pontuar devido à cedência do motor, e isso acabou por nos dificultar muito o caminho. O objetivo era ser campeão, mas apesar de tudo considero que o balanço é positivo. Fomos rápidos, fomos competitivos e mostramos ritmo ao longo de toda a época.”

    O desafio dos ralis: aprender depressa num ambiente de elite

    Em 2025, Afonso viveu também uma das experiências mais marcantes da sua jovem carreira: a integração no FPAK Junior Team de Ralis. Entre cerca de 600 candidatos, foi um dos cinco selecionados, destacando-se ainda por ser o mais novo, o único menor de idade e o único sem carta de condução no início do projeto.

    Ao volante de um Peugeot 208 Racing (Rally6), preparado pela MNE Sport, participou em cinco ralis, terminando todos no pódio, com exceção do Rali de Chaves, onde um acidente ditou a desistência: “Foi um projeto muito importante para mim. Deu-me muitos quilómetros, muita experiência e obrigou-me a evoluir rapidamente. O nível era altíssimo e o ritmo muito elevado.”

    O resultado foi o 3.º lugar no FPAK Junior Team de Ralis, numa classificação decidida apenas na última prova: Até ao fim estava tudo em aberto. Tivemos um pequeno toque numa especial que nos obrigou a reduzir bastante o ritmo e isso acabou por nos tirar a possibilidade de lutar pelo segundo lugar. Ainda assim, não encaro 2025 como uma derrota, mas como uma enorme aprendizagem.”

    2026: ambição controlada e um passo bem pensado

    Com apenas 18 anos e já recém-encartado, Afonso Santos olha agora para o futuro com ambição. O objetivo passa por dar o salto para os ralis a tempo inteiro, apostando no Campeonato de Portugal de Ralis 2RM, na Copa Peugeot Portugal e na Copa Peugeot Ibérica, ao volante de um Peugeot 208 Rally4: “Gostava muito de dar o passo para o Campeonato Nacional de Ralis. A melhor forma de o fazer seria na classe Rally4. Apesar de me adaptar bem a carros de quatro rodas motrizes, sei que esse salto implica um orçamento muito maior.”

    Ainda assim, a estratégia passa por crescer de forma sustentada: “Estamos neste momento a tentar reunir o maior número de apoios possível para viabilizar este projeto. Queremos garantir retorno máximo a quem nos apoia, seja em visibilidade nacional, ibérica, redes sociais, eventos ou impacto mediático. E levar o nome da Póvoa de Varzim além-fronteiras.”

    Aos 18 anos, Afonso Santos já provou que o talento não tem apenas um caminho possível. Do simulador às rampas, das rampas aos ralis, construiu um percurso consciente, sólido e sustentado, sempre com uma leitura madura do desporto e dos passos a dar: “Nada disto seria possível sem o apoio da minha família, amigos, equipa e patrocinadores.”

    O presente confirma o potencial. O futuro, a manter este ritmo, promete consistência, crescimento e uma carreira construída com cabeça, talento e ambição.

  • Carrera 80 mantém fórmula vencedora e reforça afirmação ibérica em 2026

    Carrera 80 mantém fórmula vencedora e reforça afirmação ibérica em 2026

    A Carrera 80 prepara-se para entrar na temporada de 2026 apostando na continuidade de uma fórmula que tem demonstrado sucesso e consistência. A competição ibérica de carros de Turismo e GT manterá um calendário equilibrado, com duas provas em Espanha e duas em Portugal, num ano que marcará a sua consolidação definitiva no panorama automobilístico da Península Ibérica.

    A época terá início no primeiro fim de semana de junho, no histórico Circuito de Madrid Jarama RACE, integrado no prestigiado Jarama Classic, o maior evento anual dedicado aos clássicos de competição em Espanha. Este festival reúne tradicionalmente milhares de entusiastas e famílias, criando um ambiente único de celebração do automobilismo clássico e moderno.

    Em setembro, a Carrera 80 regressa a Espanha para integrar a segunda edição do Valência Iberian Racing Festival, no Circuito Ricardo Tormo. O traçado valenciano volta a receber um público numeroso para apreciar algumas das viaturas que marcaram o início do verdadeiro “boom” das corridas de velocidade no país vizinho.

    A segunda metade da temporada será disputada em solo português. A competição marcará presença no Algarve Classic Festival, no Autódromo Internacional do Algarve, um circuito de referência mundial que tem vindo a afirmar-se pela sua capacidade de atrair participantes internacionais e de proporcionar corridas de elevado nível competitivo.

    O encerramento da época acontecerá, uma vez mais, no histórico Autódromo do Estoril, integrado no programa do Estoril Endurance Festival, palco habitual do “baixar da cortina” de uma temporada que se antevê intensa e repleta de emoção.

    Mantendo intacta a filosofia dos “3 C” — No Crashing, No Cheating, No Complaining — herdada do Iberian Historic Endurance, cada jornada da Carrera 80 contará, sem exceção, com duas corridas de 40 minutos, incluindo uma paragem obrigatória nas boxes. As provas de domingo voltarão a ser transmitidas em live streaming, reforçando a visibilidade da competição.

    Depois da experiência positiva em 2025, os pneus slick Hankook continuarão autorizados em 2026, mantendo-se as restrições regulamentares e um handicap de tempo nas paragens nas boxes, de forma a equilibrar a competitividade face aos pneus radiais, mais económicos. Antes do arranque oficial da época, pilotos e equipas terão oportunidade de preparar a nova temporada no Exclusive Test Day, agendado para os dias 20 e 21 de março, no Autódromo do Estoril.

    Para Diogo Ferrão, CEO da Race Ready, a evolução da competição é clara: “A Carrera 80 tem vindo, passo a passo, a afirmar-se na Península Ibérica como uma competição de referência para carros de Turismo e GT dos finais da década de 1970 ao início dos anos 1990. Não foi por acaso que reunimos cerca de quatro dezenas de viaturas distintas nas quatro provas da temporada de 2025. Em 2026, a Carrera 80 realizará a sua primeira prova independente do Historic Endurance. A presença em Valência, um circuito e uma cidade muito apreciados pelos pilotos, revelou-se o momento ideal para afirmar essa autonomia, até porque o traçado não permite acomodar duas grelhas em simultâneo.”

    Calendário Carrera 80 – 2026

    20/21 março – Exclusive Test Day – Autódromo do Estoril 🇵🇹
    5/7 junho – Jarama Classic – Circuito de Madrid Jarama RACE 🇪🇸
    25/27 setembro – Valência Iberian Racing Festival – Circuito Ricardo Tormo 🇪🇸
    30 outubro / 1 novembro – Algarve Classic Festival – Autódromo Internacional do Algarve 🇵🇹
    4/6 novembro – Estoril Endurance Festival – Autódromo do Estoril 🇵🇹

  • TH Clothes Super SSV Ponte de Sôr 2025: Tomás Neves domina a final e o troféu encerra a época em alta

    TH Clothes Super SSV Ponte de Sôr 2025: Tomás Neves domina a final e o troféu encerra a época em alta

    A quinta e última prova do Troféu TH Clothes Super SSV 2025 disputou-se no sábado, 13 de dezembro, novamente em Ponte de Sôr, palco habitual das grandes decisões do troféu. A etapa final reuniu 30 equipas inscritas, num encerramento de temporada marcado por elevada competitividade e pela presença de várias estreias, confirmando o crescimento sustentado da competição.

    A prova integrou um prólogo e oito passagens cronometradas por um troço desenhado na zona florestal junto à área industrial de Ponte de Sôr. Rápido, técnico e particularmente exigente, o percurso apresentou dificuldades acrescidas devido à chuva intensa registada na sexta-feira anterior, que deixou várias zonas escorregadias e com acumulações de água. As condições obrigaram a uma leitura muito cuidada do terreno e proporcionaram alguns momentos de maior tensão ao longo do dia.

    Na classificação absoluta, Tomás Neves / Leonor Durão, aos comandos de um Can-Am X3 (SSV T1), impuseram um ritmo forte e consistente desde as primeiras passagens, acabando por conquistar a vitória com o tempo total de 1h07m45s. Este resultado garantiu também o triunfo na categoria Federados T1, confirmando o domínio da dupla nesta derradeira jornada.

    O segundo lugar absoluto foi alcançado por Bernardo Passanha / Vasco Areia, em Can-Am X3 (Hobby T1), que realizaram uma prova muito regular, mantendo-se sempre próximos do ritmo dos vencedores. Já Bruno Martins / Eurico Adão, em Polaris Pro R, fecharam no terceiro lugar absoluto e foram segundos classificados entre os Federados T1, com Joaquim Dias / Patrícia Dias, em Can-Am X3, a completarem o pódio da categoria.

    Nos Federados T2, a luta foi particularmente equilibrada até final, com Luís Lourenço / Ana Lopes, em Segway Villain, a assegurarem a vitória após uma prova sem erros, seguidos por Rui Abreu / Gonçalo Guedes e Jorge Cipriano / Pedro Cipriano, numa categoria decidida por margens muito curtas.

    Entre os Hobby T1, Bernardo Passanha / Vasco Areia confirmaram o excelente desempenho demonstrado à geral, vencendo a classe à frente de Vítor Dias / Carla Palma e Ruben Rosa / Paulo Lopes. Já nos Hobby T2, o triunfo sorriu a Diogo Francisco / Daniel Andrade, em Yamaha YXZ1000, seguidos por Márcio Silva / Afonso Silva e Ricardo de Melo / Gonçalo de Melo.

    Na categoria Buggy, Yuri Alves, em Rage Comet R, foi o vencedor da prova, enquanto nos Mini-SSV, Mariana Laranjeira / Marco Laranjeira conquistaram o primeiro lugar na classe Mini B.

    Destaque ainda para a classe T0, onde Beatriz Martins / Catarina Plácido, em CFMOTO 550, venceram e assinaram também a volta mais rápida de toda a prova, com o tempo de 3m25,388s, superando inclusive os melhores registos das categorias superiores. Entre os Federados, o melhor tempo de volta pertenceu a Tomás Neves / Leonor Durão, reforçando o domínio exibido ao longo de toda a jornada.

    No final do dia, Luís Pirralho, diretor do Super SSV, fez um balanço muito positivo deste encerramento de época: “Foi uma final à altura do crescimento do Super SSV, com uma excelente adesão de equipas, incluindo várias estreantes, o que demonstra bem a evolução do troféu.” O responsável deixou ainda uma palavra de agradecimento a todos os envolvidos:
    “Quero agradecer a todos os participantes, parceiros, patrocinadores e entidades que ajudaram a tornar este evento memorável. O envolvimento de todos foi determinante para o sucesso desta prova e abre-nos excelentes perspetivas para 2026.”

    Com a final de Ponte de Sôr, fica oficialmente encerrada a temporada 2025 do Troféu TH Clothes Super SSV, num ano marcado por elevada competitividade, crescimento do número de equipas e consolidação de um formato cada vez mais sólido no panorama do todo-o-terreno nacional.

  • Polestar fecha 2025 como o melhor ano de sempre em Portugal e prepara novo ciclo de crescimento

    Polestar fecha 2025 como o melhor ano de sempre em Portugal e prepara novo ciclo de crescimento

    No início de 2025, a Polestar assumiu publicamente a ambição de transformar este ano num ponto de viragem no mercado português. O objetivo era claro: crescer entre 60% e 80% nas vendas, sustentado em três pilares estratégicos — um novo modelo de negócio com maior proximidade ao cliente, o primeiro ano completo com uma gama alargada de modelos e a renovação contínua do portefólio, culminando com a chegada do Polestar 5.

    Feitas as contas, o balanço de 2025 confirma que a estratégia deu frutos. O primeiro grande eixo foi o reforço do modelo de negócio e da rede física. Ao longo do ano, a Polestar consolidou a sua presença nacional com a entrada de novos parceiros e a abertura de dois novos Polestar Spaces. Em fevereiro foi inaugurado o espaço de Lisboa, em parceria com a Santogal, seguindo-se, já no final do ano, a abertura do Polestar Space Faro, em colaboração com a Pontautos. Estes juntam-se ao Polestar Space Porto, operado pela Triauto, que continua a ser uma referência a nível mundial no ecossistema da marca.

    2025 ficou também marcado como o primeiro ano completo em que a Polestar comercializou mais do que um modelo em simultâneo. O grande destaque foi o Polestar 4, que rapidamente se tornou o modelo mais vendido da marca em Portugal, tanto no canal de clientes particulares como no empresarial. O Polestar 2 manteve a trajetória de consolidação iniciada em anos anteriores, enquanto o Polestar 3 registou uma aceitação muito positiva, alcançando quotas de mercado relevantes no segmento premium de SUV elétricos.

    O terceiro pilar estratégico passou pela renovação contínua da gama e pela introdução de novos produtos. Ao longo do ano, a marca lançou os Model Year 2026, com melhorias significativas, em especial no Polestar 2. Já no final de 2025 chegou o Polestar 5, um verdadeiro marco para a marca. Apresentado em Portugal no segundo semestre, este GT elétrico materializa a visão futura da Polestar e, em apenas dois meses, já somou encomendas e distinções importantes, como o Prémio de Melhor Automóvel Elétrico no Salão Automóvel Híbrido e Elétrico e o Prémio Design do Ano atribuído pela revista Frontline.

    O resultado desta estratégia traduziu-se no melhor ano de sempre da Polestar em Portugal. Pela primeira vez, a marca ultrapassou as 500 matrículas anuais, registando um crescimento superior a 65% face a 2024. Trata-se do terceiro ano consecutivo de crescimento, confirmando a consolidação da Polestar como uma marca de referência no mercado nacional de veículos elétricos premium.

    Segundo a marca, 2025 representou o momento em que a Polestar deixou definitivamente de ser um nome emergente para assumir um estatuto consolidado em Portugal — mas a ambição não se fica por aqui.

    Para 2026, a Polestar entra com metas igualmente ambiciosas, apontando a um crescimento adicional de cerca de 20% face a este ano histórico. A base para esse objetivo assenta numa rede comercial sólida, que terá pela primeira vez um ano completo de operação com três parceiros experientes, cobrindo todo o território nacional. Ao nível de produto, o Polestar 5 começará a circular nas estradas portuguesas, a gama atual será renovada e a marca promete ainda outras novidades que, para já, permanecem por revelar.

    Num contexto em que a União Europeia e vários construtores tradicionais discutem o abrandamento do ritmo da eletrificação, a Polestar reafirma uma posição clara e intransigente. O compromisso com a eletrificação total e com os objetivos de sustentabilidade mantém-se firme, sendo essa convicção — acredita a marca — um dos fatores-chave que tem sustentado o seu crescimento e diferenciação no mercado.

  • Lancia HF: o novo relógio de edição limitada que celebra o regresso de uma lenda

    Lancia HF: o novo relógio de edição limitada que celebra o regresso de uma lenda

    Fruto de uma colaboração exclusiva entre a Lancia e a histórica relojoeira suíça Eberhard & Co., o novo relógio Lancia HF de edição limitada assinala o renascimento de um dos símbolos mais icónicos do automobilismo: o emblema HF (High Fidelity), acompanhado pelo inconfundível elefante vermelho, imagem indissociável do regresso da marca italiana ao mundo dos ralis.

    Esta parceria nasce de um percurso histórico paralelo entre duas marcas centenárias, unidas por uma visão comum de engenharia, inovação técnica e uma ligação profunda à competição automóvel. Fundada em 1906, a Lancia afirmou-se desde cedo como sinónimo de vanguarda tecnológica, enquanto a Eberhard & Co., criada em 1887, se destacou rapidamente como uma referência da relojoaria de precisão, especialmente no desenvolvimento de cronógrafos.

    O diálogo entre automóvel e relojoaria tem raízes profundas. Nos anos 20, a Lancia revolucionou o setor com o Lambda, enquanto a Eberhard & Co. lançava, em 1919, o seu primeiro cronógrafo de pulso. Já nos anos 30, ambas continuaram a inovar: a Lancia redefinia a aerodinâmica com modelos como o Augusta e o Aprilia, ao passo que a Eberhard aprofundava a sua ligação ao desporto motorizado com cronógrafos de fração de segundo. Mesmo durante o período da Segunda Guerra Mundial, o impulso criativo manteve-se vivo, culminando no pós-guerra com verdadeiros ícones como o Lancia Aurelia e Flaminia, ou os lendários Scafograf, Contograf e Scientigraf da Eberhard & Co.

    Entre as décadas de 1970 e 1990, o ADN desportivo comum atingiu o seu auge. A Lancia escreveu algumas das páginas mais gloriosas da história dos ralis com o Fulvia HF, o Delta HF 4WD e o Delta Integrale, conquistando dez títulos mundiais de construtores no WRC, entre muitos outros triunfos internacionais. Em paralelo, a Eberhard & Co. superou a crise do quartzo e reforçou a sua identidade com coleções marcantes, homenageando o automobilismo através da emblemática linha Tazio Nuvolari, lançada em 1992.

    No novo milénio, ambas as marcas demonstraram como a inovação pode nascer da reinterpretação inteligente do legado. A Eberhard & Co. afirmou-se com soluções técnicas ousadas, como o Chrono 4, enquanto a Lancia construiu uma ponte sólida entre o seu passado lendário e o futuro da competição, materializada no regresso da designação HF e no novo Ypsilon Rally2 HF Integrale, preparado para competir no WRC2 do Campeonato do Mundo de Ralis FIA em 2026.

    É neste contexto que surge o relógio Lancia HF, uma peça que não se limita a evocar nostalgia, mas antes traduz o património das duas marcas numa linguagem contemporânea. A esfera exibe o novo logótipo HF com letras inclinadas e o elefante vermelho de tromba erguida, símbolo criado por Gianni Lancia em 1953 e associado à coragem, determinação e espírito competitivo.

    Equipado com um movimento mecânico automático, o relógio apresenta uma caixa em aço inoxidável de 41 mm e está disponível com mostrador azul, branco ou preto com acabamento sunburst, índices luminescentes e subtis apontamentos vermelhos no ponteiro dos segundos e no “60” da escala dos minutos. O fundo da caixa é gravado com o logótipo HF, a referência e o número de série individual.

    O Lancia HF pode ser configurado com uma correia em pele vintage com costuras vermelhas ou com uma bracelete em aço inoxidável Chablis com fecho 2CLICK®. Cada versão do mostrador é produzida numa edição limitada de apenas 120 exemplares, reforçando o carácter exclusivo desta peça que celebra, simultaneamente, o tempo, a engenharia e a paixão pelo desporto automóvel.

  • Gonçalo Guerreiro confirmado como piloto oficial Polaris no Dakar Rally 2026

    Gonçalo Guerreiro confirmado como piloto oficial Polaris no Dakar Rally 2026

    Gonçalo Guerreiro será piloto oficial da Polaris no Dakar Rally 2026, assumindo-se como um dos nomes fortes na luta pela vitória na categoria SSV. O jovem piloto português, de apenas 24 anos, regressa à maior prova de todo-o-terreno do mundo integrado na estrutura SSV LOEB FrayMédia Motorsport, liderada por Sébastien Loeb, depois de uma temporada de afirmação absoluta no panorama nacional e internacional.

    A confirmação surge na sequência de um ano marcante para o piloto, que em janeiro de 2025 se estreou no Dakar Rally com um notável segundo lugar na categoria Challenger, ao serviço do Red Bull Off-Road Junior Team. Poucos meses depois, Gonçalo Guerreiro sagrou-se Campeão Nacional de Todo-o-Terreno, aos comandos de um Polaris RZR Pro, consolidando o seu estatuto como uma das grandes promessas do TT mundial.

    A época de 2025 ficou ainda marcada por dois convites de peso: o campeão do mundo Nasser Al-Attiyah chamou o português para competir na sua equipa em duas ocasiões distintas, das quais resultaram duas vitórias, reforçando a reputação de Guerreiro como piloto competitivo e fiável ao mais alto nível.

    Na apresentação oficial realizada no Palaphita Cascais – Casa da Guia, Gonçalo Guerreiro não escondeu a ambição para a edição de 2026 do Dakar: “Vou para este Dakar com mais experiência e penso que isso vai ser a chave do sucesso. Tenho plena consciência da dificuldade da prova, tanto a nível físico como mental, mas é precisamente isso que torna o Dakar tão especial. Em 2025 cumpri o sonho de estar à partida e agora quero regressar para fazer um resultado ainda melhor. Tenho ambição de lutar pelo topo do pódio.”

    A aposta da Polaris no piloto português surge num contexto de forte domínio do construtor norte-americano na categoria SSV, depois de vencer as duas últimas edições do Dakar Rally. Para a Polaris Ibéria, a integração de Gonçalo Guerreiro como piloto oficial representa a consolidação de uma estratégia de internacionalização bem-sucedida. Miriam Torres, Marketing Manager da Polaris Ibéria, sublinha esse orgulho: “É um enorme motivo de satisfação termos o Gonçalo como piloto oficial Polaris. Este é o culminar de um projeto iniciado com o RZR Pro R e de uma aposta clara nas competições fora dos Estados Unidos. Ter um piloto com a qualidade do Gonçalo a representar a Polaris Ibéria no Dakar é motivo de grande orgulho.”

    O Dakar Rally 2026 volta a disputar-se na Arábia Saudita, entre 3 e 17 de janeiro, com partida e chegada em Yanbu e dia de descanso marcado para 10 de janeiro, em Riade. Gonçalo Guerreiro alinhará com objetivos claros: confirmar a sua evolução e lutar pela vitória numa das categorias mais competitivas da prova.

  • Peugeot E-5008 eleito SUV/Crossover do Ano pelo ACP e reforça liderança elétrica no segmento familiar

    Peugeot E-5008 eleito SUV/Crossover do Ano pelo ACP e reforça liderança elétrica no segmento familiar

    O Peugeot E-5008 foi distinguido com o prémio ACP – SUV/Crossover do Ano, reconhecimento atribuído por uma das mais prestigiadas instituições automóveis nacionais e que confirma o posicionamento do modelo como uma das referências absolutas no segmento dos SUV familiares eletrificados.

    A atribuição do galardão resulta da avaliação criteriosa de múltiplos parâmetros, onde o E-5008 se destacou pela combinação equilibrada entre design, tecnologia, eficiência energética, habitabilidade e comportamento dinâmico. Desenvolvido sobre a nova plataforma STLA Medium do Grupo Stellantis, o SUV francês apresenta uma proposta claramente orientada para o futuro da mobilidade elétrica, sem abdicar da versatilidade exigida pelas famílias modernas.

    Com capacidade para até sete ocupantes, o Peugeot E-5008 diferencia-se pela modularidade interior, pelo elevado nível de conforto a bordo e pela qualidade percebida dos materiais, reforçada pelo mais recente i-Cockpit panorâmico, que integra um ecrã curvo de grandes dimensões e uma interface digital de última geração.

    No plano técnico, o E-5008 elétrico beneficia de motorizações eficientes e de baterias de elevada capacidade, permitindo autonomias competitivas em ciclo WLTP, aliadas a soluções de carregamento rápido que reforçam a sua vocação para viagens longas. A gestão energética otimizada e a afinação do chassis garantem uma condução equilibrada, segura e confortável, tanto em contexto urbano como em autoestrada.

    A vertente da segurança foi igualmente determinante para a atribuição do prémio, com o modelo a integrar um vasto conjunto de sistemas avançados de assistência à condução, contribuindo para elevados níveis de proteção ativa e passiva. Estes atributos alinham-se com a estratégia da Peugeot de democratizar tecnologia de ponta em modelos de grande volume.

    Com esta distinção do ACP, o Peugeot E-5008 consolida o seu estatuto como uma proposta de referência no universo dos SUV elétricos, afirmando-se como uma solução robusta, moderna e eficiente para quem procura espaço, tecnologia e mobilidade sustentável num único automóvel.

  • Pedro Câmara Jr já sonha com o Rally2 após conquista do FPAK Júnior Team de Ralis

    Pedro Câmara Jr já sonha com o Rally2 após conquista do FPAK Júnior Team de Ralis

    Vencedor categórico da edição 2025 do FPAK Júnior Team de Ralis, Pedro Câmara Jr confirmou, aos 18 anos, que o talento, a ambição e a maturidade desportiva caminham lado a lado. O jovem piloto açoriano, natural da Ribeira Grande, deu o primeiro grande passo na sua carreira nos ralis e não esconde que o objetivo passa por continuar a subir degrau a degrau até aos patamares mais altos da modalidade.

    Apesar de sublinhar que mantém “os pés bem assentes na terra”, Pedro Câmara Jr assume que o sonho de se tornar piloto profissional está bem presente e que a curiosidade pelo universo dos Rally2 é inevitável. Enquanto prepara a temporada de 2026, já aos comandos de um Peugeot 208 Rally4, o campeão do FPAK Júnior Team confessa contar os dias até poder experimentar um carro da categoria superior.

    Filho de um antigo piloto de ralis nos Açores, Pedro Câmara Jr cresceu rodeado de motores, competição e adrenalina, algo que considera determinante na sua formação. “Desde que me lembro que sei conduzir. Sempre estive metido em carros, motos ou bicicletas. Acho que até aprendi primeiro a conduzir do que a andar”, recorda, atribuindo grande parte desse percurso ao pai, que continua a ser a principal referência e orientador do seu trajeto desportivo.

    O título conquistado em 2025 surge como o resultado de uma época muito consistente, onde o jovem açoriano conseguiu fechar as contas do campeonato ainda antes da derradeira prova. “Foi o primeiro passo na minha trajetória nos ralis e cumprimos os objetivos. Estou muito satisfeito com o balanço da época”, refere, deixando palavras de agradecimento à FPAK, aos patrocinadores, à família e a toda a equipa que o acompanhou.

    Com um passado competitivo no BTT ao mais alto nível, Pedro reconhece que essa experiência lhe deu vantagens claras na transição para os ralis, sobretudo ao nível dos reflexos, da leitura do terreno e da gestão do esforço em competição. “Sinto que, num carro como o do FPAK Júnior Team, as coisas ainda acontecem relativamente devagar para mim. O BTT deu-me uma bagagem muito importante”, explica, acrescentando que continuará a treinar nessa modalidade como complemento à sua preparação.

    Focado no seu próprio ritmo e evolução, o jovem piloto evita comparações diretas com os adversários, preferindo analisar a sua progressão prova após prova. Essa postura valeu-lhe elogios de nomes sonantes do automobilismo nacional e internacional, como Kris Meeke e José Pedro Fontes, algo que encara com naturalidade, mas também com responsabilidade.

    Para 2026, o plano está bem definido: disputar a Peugeot Rally Cup Portugal e a Peugeot Rally Cup Ibérica, integrado no CPR 2RM, com um Peugeot 208 Rally4. O Rally2 fica, para já, como objetivo de médio prazo. “Não escondo que estou inquieto e desejoso de saltar para dentro de um Rally2, mas tudo tem de acontecer no momento certo. O mais importante é criar uma base sólida para estar preparado quando esse momento chegar”, sublinha.

    Com ambição, método e uma maturidade pouco comum para a idade, Pedro Câmara Jr assume-se como um dos nomes a seguir de perto no futuro dos ralis nacionais, alimentando o sonho de um dia chegar ao Europeu… e quem sabe, ao Mundial.