Autor: Joaquim Amândio Santos

  • Fórmula 1 regressa a Portugal em 2027 e 2028 com corridas em Portimão

    Fórmula 1 regressa a Portugal em 2027 e 2028 com corridas em Portimão

    Está confirmado o regresso da Fórmula 1 a Portugal em 2027 e 2028, com o Autódromo Internacional do Algarve, em Portimão, novamente escolhido para receber o mais prestigiado campeonato de automobilismo do mundo. O anúncio oficial foi feito esta terça-feira pelo ministro da Economia, Manuel Castro Almeida, confirmando uma informação que já tinha sido antecipada pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro, em agosto, durante a festa do Pontal.

    O acordo foi fechado na semana passada em Londres, após vários meses de negociações, marcando o regresso do Grande Prémio de Portugal ao calendário oficial da Fórmula 1, depois das edições realizadas em 2020 e 2021, em plena pandemia de Covid-19.

    Manuel Castro Almeida classificou o anúncio como “uma grande notícia para Portugal e para o turismo”, sublinhando que este regresso projeta “a imagem de um país moderno, ambicioso e dinâmico, com capacidade para integrar um grupo muito restrito de nações aptas a acolher um evento desta dimensão”. Segundo o ministro, trata-se de um investimento estratégico com impacto direto na projeção internacional do país, na economia e no setor turístico, reforçando simultaneamente o posicionamento de Portugal no mapa do desporto motorizado mundial.

    O regresso da Fórmula 1 foi igualmente saudado pela Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting. O seu presidente, Ni Amorim, destacou “a importância histórica do anúncio, considerando-o uma conquista extraordinária para todo o automobilismo nacional”. O dirigente sublinhou o papel decisivo do Governo português na concretização do acordo, frisando que o impacto da Fórmula 1 vai muito além da vertente desportiva, refletindo-se de forma significativa na economia, no turismo e também no estímulo à formação e desenvolvimento de jovens pilotos portugueses. Para Ni Amorim, este “é um investimento claro no futuro e um passo fundamental para consolidar Portugal como uma referência incontornável no panorama internacional do desporto automóvel”.

    O presidente da FPAK reforçou ainda que a realização do Grande Prémio de Portugal não representa apenas a organização de um grande evento desportivo, mas também o reconhecimento da qualidade das infraestruturas nacionais e da forte ligação do país ao automobilismo. Garantiu, por isso, que a Federação estará na linha da frente, dentro das suas competências, para assegurar o sucesso da prova e para contribuir para que a presença da Fórmula 1 em território nacional deixe uma marca duradoura, prolongando os seus benefícios muito para além dos dias de corrida.

  • Castrol torna-se title sponsor e dá nome ao Castrol Portugal Rally Series 2026

    Castrol torna-se title sponsor e dá nome ao Castrol Portugal Rally Series 2026

    O Portugal Rally Series entra numa nova fase do seu crescimento ao anunciar a Castrol como title sponsor da competição a partir de 2026, passando a designar-se oficialmente Castrol Portugal Rally Series. A entrada de uma das marcas mais reconhecidas do setor automóvel mundial reforça a ambição de profissionalizar, expandir e consolidar este formato inovador no panorama dos ralis nacionais, abrindo caminho a uma temporada de 2026 marcada por uma aposta reforçada na qualidade desportiva, na promoção e no envolvimento do público.

    A ligação entre a Castrol e o Rally Series não surge agora de forma repentina. Ao longo da temporada inaugural, a marca esteve presente de forma consistente nas diferentes rondas, através de ativações no terreno, acompanhando de perto a evolução do conceito e o crescimento da competição. Esse envolvimento direto permitiu à Castrol reconhecer o potencial do projeto, levando agora à formalização da parceria como patrocinador principal da série.

    Para André Lavadinho, diretor do Rally Series Promoter, esta colaboração representa um momento decisivo na afirmação do projeto. O responsável sublinha que a entrada da Castrol demonstra a confiança de uma marca global na visão construída para o Rally Series, considerando este passo fundamental para elevar o nível da competição, profissionalizar ainda mais as equipas e criar novas oportunidades de crescimento. Segundo André Lavadinho, o Castrol Portugal Rally Series 2026 representará um salto qualitativo para todos os que integram esta comunidade.

    Lançado em 2025, o Portugal Rally Series destacou-se desde a primeira época por um modelo diferenciador, assente em provas concentradas em dois dias, quilometragem competitiva otimizada, custos controlados e uma forte aposta no envolvimento do público e na promoção das equipas. O formato recolheu elogios de pilotos, clubes organizadores e municípios, afirmando-se rapidamente como uma alternativa inovadora, acessível e sustentável no desporto automóvel português.

    A associação à Castrol reforça ainda mais esta identidade. Com uma presença histórica no desporto motorizado internacional e uma forte aposta no desenvolvimento de lubrificantes de alta performance, a marca acrescenta prestígio, know-how técnico e uma ligação natural ao universo dos ralis. Em Portugal e Espanha, a Castrol tem vindo a reforçar a sua estratégia de proximidade ao utilizador, apoiando projetos que promovem inovação, competitividade e excelência técnica.

    Com a nova designação Castrol Portugal Rally Series, a temporada de 2026 prepara-se para crescer em várias frentes, com a possibilidade de um calendário alargado, um reforço claro dos conteúdos promocionais, mais ativações para o público e melhores condições para equipas e adeptos. Mantendo os princípios que estiveram na base do sucesso da época inaugural, o Rally Series acelera agora rumo a um futuro mais ambicioso e sustentável no panorama dos ralis em Portugal.

  • Supercars Endurance prepara 2026 com mudanças estruturais e grelhas totalmente separadas

    Supercars Endurance prepara 2026 com mudanças estruturais e grelhas totalmente separadas

    O Supercars Endurance entra em 2026 com um conjunto de novidades estruturantes, impulsionadas pelo crescimento sustentado do campeonato e pelo interesse crescente que continua a gerar, não apenas na Península Ibérica, mas também no panorama europeu. A maturidade competitiva alcançada nos últimos anos cria as condições ideais para uma evolução equilibrada e estratégica do Iberian Supercars, do Campeonato de Portugal de Velocidade e do Supercars España.

    A principal novidade para a próxima temporada será a separação plena das grelhas de GT4 e de GTC/Turismos. Após o modelo ter sido testado com sucesso em 2025 nos circuitos de Portimão, Jerez e Estoril, a Race Ready decidiu adotá-lo em todas as provas de 2026, permitindo que cada categoria tenha os seus próprios testes privados de sexta-feira, treinos livres, sessões de qualificação e corridas. Esta decisão resulta do aumento consistente do número de participantes e permitirá uma leitura mais clara das lutas em pista, maior qualidade do tempo de condução e um espetáculo mais organizado para o público. Todas as provas seguirão este formato, estando apenas por confirmar a sua aplicação no Circuito Internacional de Vila Real.

    No que respeita às categorias, a GT4 manterá a estrutura atual, com as divisões GT4 Pro, GT4 Pro-Bronze, GT4 Bronze e GT4 Am. Já na GTC surgirá uma nova divisão, a GTX Am, destinada exclusivamente a pilotos amadores, enquanto a GTX tradicional continuará reservada a pilotos mais experientes. Ambas aceitarão carros GT4 já sem homologação e outros modelos aprovados pela organização, como o Ligier JS2 R.

    A divisão Cup continuará vocacionada para Gentlemen Drivers, utilizando viaturas oriundas de troféus monomarca, como o Porsche 911 Cup nas versões 997 ou 991.1, ou o Ferrari 430 Challenge. Nos Turismos, a grande novidade será a criação da divisão TC+, que irá integrar modelos como os TCR e os BMW M2 dos troféus monomarca da marca alemã. A divisão TC mantém-se inalterada, continuando a aceitar viaturas como os Ginetta G40, Mini Cooper e Renault Clio Cup. Está ainda prevista a introdução de uma terceira nova divisão, que será anunciada em breve em parceria com um construtor automóvel de prestígio.

    Com este conjunto de alterações, o Supercars Endurance pretende consolidar o seu crescimento, melhorar a experiência competitiva de pilotos e equipas e elevar o nível do espetáculo oferecido ao público, reforçando a sua posição como uma das plataformas de referência do automobilismo ibérico.

  • Lancia regressa ao Mundial de Ralis com Rossel e Gryazin como pilotos oficiais no WRC2 2026

    Lancia regressa ao Mundial de Ralis com Rossel e Gryazin como pilotos oficiais no WRC2 2026

    A Lancia confirmou oficialmente Yohan Rossel e Nikolay Gryazin como pilotos do Team Lancia Corse HF para a temporada 2026 do Campeonato do Mundo de Ralis, na categoria WRC2, marcando o aguardado regresso da histórica marca italiana aos palcos mundiais da modalidade. Ambos irão competir aos comandos do novo Lancia Ypsilon Rally2 HF Integrale, um modelo que simboliza uma nova era competitiva para a Lancia no rali internacional.

    As duas duplas oficiais – Yohan Rossel com o seu navegador Arnaud Dunand, atuais vice-campeões mundiais do WRC2, e Nikolay Gryazin com Konstantin Aleksandrov, campeões em título do WRC2 Challenger – terão a sua estreia oficial já no Rallye Monte Carlo 2026, entre 22 e 25 de janeiro, naquela que será uma prova carregada de simbolismo para a marca.

    O Team Lancia Corse HF irá alinhar oficialmente com dois Lancia Ypsilon Rally2 HF Integrale ao longo de toda a temporada 2026 do WRC2. A operação desportiva ficará a cargo da estrutura PH Sport, contando com o apoio técnico e logístico de parceiros históricos como a Yacco e a Sparco. A direção da equipa será assegurada por Didier Clément, nome de grande experiência no panorama internacional dos ralis.

    A escolha de Yohan Rossel, de 30 anos, surge como natural dentro da estratégia da marca. O piloto francês construiu toda a sua carreira de alto nível ao volante de viaturas do Grupo Stellantis, tendo sido campeão júnior francês, campeão mundial de WRC3 em 2021 e vice-campeão do WRC2 em 2025. Já Nikolay Gryazin, de 28 anos, acrescenta ao projeto uma forte experiência internacional e uma versatilidade reconhecida em pisos exigentes, com destaque para o título ERC U28 e o campeonato do WRC2 Challenger.

    O reencontro da Lancia com o Rallye Monte Carlo terá um significado especial. A marca italiana, detentora de onze títulos mundiais de construtores e de inúmeras vitórias em troços da mítica prova monegasca, estava afastada do Campeonato do Mundo de Ralis desde o início da década de 1990. O entusiasmo em torno do regresso tem sido evidente desde a divulgação das primeiras imagens do Ypsilon Rally2 HF, passando pela sua apresentação oficial e pelo lançamento comercial, com mais de 40 unidades já encomendadas para competições nacionais e internacionais.

    Roberta Zerbi, diretora executiva da Lancia, sublinha a importância deste passo: “O regresso da Lancia ao rali mundial é um momento crucial, que encaramos com um forte sentido de responsabilidade. O Yohan e o Nikolay trazem visões diferentes, uma abordagem moderna à modalidade e a atitude certa para crescerem connosco. O Ypsilon Rally2 HF Integrale foi criado para competir ao mais alto nível e permite-nos encarar este novo capítulo com confiança. Encontramo-nos em Monte Carlo, em janeiro.”

    Para Yohan Rossel, integrar a Lancia representa um momento especial da carreira: “Quando se conhece o legado da Lancia e se ouvem figuras como o Miki Biasion comparar a marca à Ferrari, percebe-se imediatamente o respeito que ela impõe. Estou muito orgulhoso por iniciar este novo capítulo com a mesma motivação que tinha no início da minha carreira. Um novo construtor, grandes ambições e um objetivo claro: vencer.”

    Nikolay Gryazin partilha do mesmo entusiasmo: “É uma enorme honra juntar-me ao Team Lancia Corse HF como piloto oficial em 2026. A Lancia tem uma história icónica no rali e é um privilégio fazer parte dela. Partilhamos a ambição de lutar na frente, evoluir todos os dias e devolver este nome lendário ao lugar que merece.”

    Didier Clément, diretor da equipa, destaca a complementaridade das duplas escolhidas: “Para assinalar o regresso de uma marca tão icónica como a Lancia, precisávamos de pilotos capazes de lutar pela vitória em todas as provas. As nossas duas equipas são completas e complementares. O percurso do Yohan Rossel e do Arnaud Dunand demonstra consistência e lealdade, enquanto o Nikolay Gryazin e o Konstantin Aleksandrov trazem uma dinâmica vencedora comprovada. Juntos, formam uma base sólida para o sucesso do projeto Lancia Corse HF no WRC2.”

    Com este alinhamento de luxo, a Lancia prepara-se para escrever um novo e ambicioso capítulo da sua lendária história nos ralis mundiais.

  • ARC2 nasce nos EUA com ambição Rally2 e o selo de Marcus Grönholm

    ARC2 nasce nos EUA com ambição Rally2 e o selo de Marcus Grönholm

    O novo ARC2, desenvolvido pela JRD Motorsport, foi oficialmente apresentado nos Estados Unidos e promete afirmar-se como uma alternativa competitiva com desempenho ao nível do Rally2, contando com a chancela de um dos maiores nomes da história dos ralis, Marcus Grönholm. A informação foi avançada pelo site especializado DirtFish, uma das principais referências internacionais na cobertura da modalidade.

    Baseado numa plataforma Chevrolet Sonic e equipado com um motor turbo de dois litros, o ARC2 é fruto de um intenso trabalho de desenvolvimento ao longo da temporada de 2025 pela estrutura norte-americana JRD Motorsport, sediada na Geórgia. A estreia pública do novo carro teve lugar em Indianápolis, no âmbito do PRI Show, onde foi igualmente revelada a sua decoração oficial.

    Marcus Grönholm, campeão mundial de WRC em 2000 e 2002, irá iniciar em breve os testes do ARC2, com o objetivo de ter as primeiras unidades prontas para competir no arranque da próxima temporada da American Rally Association (ARA). O finlandês não escondeu o entusiasmo com o projeto, destacando a ligação emocional evocada pela decoração, que junta as bandeiras da Finlândia e da Suécia, dois países profundamente marcantes na sua carreira desportiva.

    Para Grönholm, este novo desafio representa também um regresso especial ao automobilismo norte-americano, onde guarda memórias positivas de participações passadas em provas como Pikes Peak e no rallycross, já após a sua retirada do WRC. O ambiente do desporto motorizado nos Estados Unidos, que descreve como descontraído mas altamente profissional, é um dos fatores que mais o motiva nesta nova aventura.

    Do lado da JRD Motorsport, o ARC2 surge como uma resposta clara às necessidades do mercado norte-americano. Johan Ragnarsson, CEO e diretor de engenharia da equipa, sublinha que “o objetivo passa por reduzir os custos e a complexidade associados à importação de viaturas competitivas, apostando numa solução desenvolvida, construída e apoiada localmente”. Mais do que um simples lançamento, o ARC2 simboliza uma nova abordagem aos ralis nos EUA, com ambição de crescimento sustentado e maior acessibilidade para equipas e pilotos.

    Com o envolvimento direto de Marcus Grönholm no processo de desenvolvimento e testes, o ARC2 apresenta-se como um projeto com credibilidade técnica e desportiva, preparado para marcar uma nova etapa nos ralis norte-americanos.

  • Castelo Branco foi palco do grande fecho da temporada 2025 do Enduro Sprint e Mini Enduro

    Castelo Branco foi palco do grande fecho da temporada 2025 do Enduro Sprint e Mini Enduro

    O Enduro Sprint e o Mini Enduro encerraram da melhor forma a época desportiva de 2025, com um grande fim de semana competitivo em Castelo Branco, que recebeu, nos dias 6 e 7 de dezembro, as últimas provas dos campeonatos nacionais da temporada. No sábado teve lugar o fecho do Campeonato Nacional de Mini Enduro – Jetmar e dos Troféus de Clássicas, enquanto no domingo se disputou a ronda final do Campeonato Nacional de Enduro Sprint – Moto Espinha.

    Com 36 pilotos em ação no sábado e perto de uma centena no domingo, a Escuderia Castelo Branco montou uma prova exemplar, num fim de semana em que a chuva apenas marcou presença na manhã de domingo, sem comprometer o percurso nem as especiais desenhadas para a ocasião. No Mini Enduro, vários títulos já estavam decididos à partida, com Gabriel Xavier, em Yamaha, campeão em Infantis, e Tiago Oliveira Castro, em TM, a confirmar também em Castelo Branco um percurso imaculado rumo ao título de Juvenis, terminando a época invicto.

    A grande decisão do dia centrou-se na categoria de Juniores, onde Robi Tikkanen, em GasGas, e Pedro Godoy, em KTM, chegaram separados por apenas três pontos. O jovem espanhol acabou por levar a melhor após uma intensa luta, garantindo a vitória na prova e o título de Campeão Nacional de Juniores. Luís Ribeiro, em Beta, venceu em Infantis e confirmou o vice-campeonato, enquanto Tiago Castro voltou a dominar entre os Juvenis.

    Nos Troféus de Clássicas, Cristóvão Nogueira, em Honda, venceu a classe 2 e assegurou o troféu, Filipe Silva, também em Honda, foi o vencedor da classe 3, embora o título final tenha ficado para Hugo Monteiro, em Kawasaki. José Ferreira, em Honda, venceu e confirmou o triunfo na classe 4, enquanto Filipe Fragoso, igualmente em Honda, venceu a classe 5 em Castelo Branco, não sendo, contudo, suficiente para destronar Renato Lourenço, que conquistou o troféu da categoria.

    No domingo foi a vez dos pilotos do Campeonato Nacional de Enduro Sprint – Moto Espinha entrarem em ação, naquela que foi a única ronda da época disputada em formato “Closed Course”. A manhã foi dedicada à prova de enduro e a tarde a uma resistência de uma hora e meia, com classificações independentes, embora os vencedores acabassem por ser os mesmos em ambas as partes. Ruben Ferreira, em Beta, dominou de forma clara a classe Elite, com Gonçalo Jesus, também em Beta, a terminar sempre na segunda posição. Luís Pinto Júnior, em Sherco, foi terceiro na prova da manhã, mas problemas técnicos na resistência da tarde afastaram-no da luta pelos lugares do pódio, que acabou por ser fechado por Francisco Salgado, em Kawasaki.

    Na classe Verdes 1 viveram-se lutas intensas, com Rui Sousa, em Fantic, a vencer tanto de manhã como à tarde, enquanto Lucas Espinha, em Beta, confirmou o triunfo final no troféu da categoria. Em Verdes 2, Paulo “Ballas Jr.” Gonçalves, em Sherco, chegou a Castelo Branco na liderança sem ainda ter vencido em 2025, mas resolveu essa situação da melhor forma, assinando uma dupla vitória que deu ainda mais brilho à conquista do troféu.

    Na classe Senhoras, Joana Gonçalves, em Husqvarna, voltou a dominar, vencendo as duas corridas do dia, sempre acompanhada no pódio por Rita Vieira, em Yamaha, e Francisca Henriques, em Honda, alternando estas as posições de segunda e terceira classificadas entre a prova da manhã e a resistência da tarde.

    Carlos Pedrosa, em Fantic, confirmou também o triunfo final em Veteranos com duas vitórias, tal como Albano Mouta, em GasGas, que dominou por completo a classe de Super Veteranos ao longo de toda a temporada. Hugo Ribeiro, em Yamaha, venceu o troféu de Promoção e Mário Patrão, em Stark Varg, inscreveu o seu nome como vencedor da primeira edição do troféu de Enduro Sprint para Motos Elétricas.

    Foi, assim, um excelente final de época aquele que a Escuderia Castelo Branco proporcionou, coroando uma temporada intensa e muito competitiva. Fica o agradecimento a pilotos, equipas, patrocinadores e organizações por mais um grande ano de Enduro Sprint e Mini Enduro em 2025, com a expetativa de regressar ainda mais forte na próxima época.

  • Gonçalo Inácio: talento, velocidade e um vice-campeonato agridoce e à décima

    Gonçalo Inácio: talento, velocidade e um vice-campeonato agridoce e à décima

    A temporada de 2025 ficará marcada como uma das mais intensas e exigentes da carreira de Gonçalo Inácio, piloto reconhecido unanimemente como um dos mais rápidos e competitivos do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group.

    No final de um ano duro, repleto de mudanças de rumo, adaptações constantes e decisões à décima de segundo, o piloto terminou como Vice-Campeão Nacional de Turismos, num campeonato onde esteve sempre no centro da luta pelo título e onde mostrou, prova após prova, uma combinação rara de velocidade pura, capacidade de adaptação e leitura estratégica da competição.

    “Foi, sem dúvida, uma das épocas mais duras, desafiantes e competitivas que já vivi”, resume, com lucidez, no balanço final.

    O projeto para 2025 estava bem definido desde o início: disputar toda a época ao volante de um Peugeot 208 Rally4, uma viatura que se enquadrava perfeitamente no seu estilo de condução e nos objetivos delineados. No entanto, o atraso na entrega do carro acabou por obrigar a uma mudança de planos ainda antes da primeira prova.

    Determinando a não perder pontos logo à partida, Gonçalo procurou uma solução alternativa que lhe permitisse alinhar em Murça num carro elegível para os Turismos 2. Foi nesse contexto que, através de Luís Delgado, surgiu a oportunidade de competir com o Kia Ceed TCR da LOB Motorsport, um carro potente, exigente e completamente diferente daquilo que estava inicialmente previsto.

    “Cheguei a Murça com total desconhecimento do carro e, para complicar, com chuva. Sabia que ia ser um fim de semana muito exigente, onde tudo teria de ser aprendido rapidamente”, recorda.

    A prova inaugural acabou por revelar muito sobre o carácter competitivo do piloto. Em condições meteorológicas difíceis e num traçado que não perdoa erros, Gonçalo conseguiu adaptar-se ao Kia Ceed TCR com uma rapidez impressionante, beneficiando também de um trabalho de equipa extremamente sólido ao longo de todo o fim de semana.

    O resultado foi inequívoco: vitória nos Turismos 2 e vitória à geral dos Turismos, um arranque de campeonato que superou largamente as expectativas e colocou desde logo o piloto na linha da frente da luta pelo título.

    “Foi um fim de semana muito trabalhoso, mas extremamente positivo. Conseguimos tirar partido do carro e do trabalho da equipa, e esse resultado foi fundamental para o resto da época.”

    Na Rampa da Penha, Gonçalo regressou finalmente ao Peugeot 208 Rally4, iniciando a prova de forma muito forte. O primeiro dia, disputado em piso húmido, permitiu-lhe explorar as qualidades do carro e terminar na liderança da Geral dos Turismos 2 e da Geral absoluta, reforçando a sensação de que tinha condições para lutar de igual para igual. No entanto, com a melhoria das condições meteorológicas e o piso completamente seco no segundo dia, a diferença de potência face às viaturas TCR tornou-se evidente, condicionando o andamento e obrigando a uma abordagem mais defensiva.

    “Com o piso seco, a diferença de potência fez-se sentir de forma clara. Lutámos até onde foi possível, mas tivemos de aceitar essa limitação”, explica, terminando a prova num 3.º lugar que, ainda assim, se revelou importante em termos pontuais.

    A Rampa da Falperra, terceira prova do campeonato, representava um desafio adicional: era um traçado completamente novo para Gonçalo. De novo ao volante do Kia Ceed TCR, encontrou rapidamente um ritmo forte numa rampa rápida e extremamente técnica, assumindo a liderança da prova. Tudo parecia alinhar-se para mais uma vitória. No entanto, na última subida de prova, um pequeno erro acabou por ter consequências significativas, relegando-o para o 2.º lugar final.

    “São coisas que acontecem na montanha. Estava a liderar, mas um erro paga-se caro”, admite, num dos muitos momentos em que o campeonato se decidiu em margens mínimas.

    A Rampa de Santa Marta marcou, assumidamente, o ponto mais baixo da temporada. O fim de semana começou com ambição e confiança, mas uma saída de estrada na segunda subida alterou completamente os objetivos inicialmente traçados. A partir desse momento, o foco passou a ser terminar a prova e somar o máximo de pontos possível. Graças a um trabalho exímio da equipa, o carro foi reparado a tempo da última subida, permitindo a Gonçalo alinhar novamente e garantir um 2.º lugar final. “Sem o trabalho incrível da equipa, nem sequer teria voltado à linha de partida”, sublinha.

    No Caramulo, um persistente problema elétrico limitou o andamento durante todo o fim de semana. Apesar das inúmeras tentativas para solucionar a falha, a equipa acabou por não conseguir resolver o problema, obrigando o piloto a gerir e levar o carro até ao fim, assegurando novamente a 2.ª posição.

    A Rampa de Boticas, penúltima prova do campeonato, poderia ter sido decisiva. Gonçalo esteve sempre entre os mais rápidos, assinando mesmo os melhores tempos entre os TCR ao longo do fim de semana. À entrada para a última subida, tanto ele como o adversário direto tinham hipóteses reais de vencer e ganhar vantagem na luta pelo título.

    “A meio da subida, o carro desligou-se do nada e nunca mais pegou. São corridas…”, lamenta, num abandono que pesou fortemente nas contas finais.

    Tudo ficou então adiado para a Rampa da Arrábida, onde Gonçalo chegou em igualdade pontual com o principal rival, Pedro Alves. A equação era simples: quem vencesse seria Campeão Nacional. Durante todo o fim de semana, o piloto foi consistentemente o mais rápido em pista, mas, mais uma vez, a última subida revelou-se ingrata. Décimas de segundo afastaram-no do título, numa decisão resolvida nos detalhes.

    No balanço final, Gonçalo Inácio faz uma análise desportivamente lúcida e frontal: “Posso dizer que fui um jogador de futebol com uma má finalização.” A velocidade esteve sempre presente, o andamento nunca foi posto em causa, mas a montanha, como poucas modalidades, não perdoa erros nem azares.

    O piloto faz questão de destacar o papel da LOB Motorsport, sublinhando o profissionalismo, a dedicação e o espírito competitivo de toda a estrutura: “Foi um orgulho fazer parte de uma equipa que queria vencer tanto ou mais do que eu.” Aos parceiros que acreditaram no projeto, JMM, Ducati Leiria, Diatosta, Grupo Segurança Máxima, Perfilcapital, BP Évora, Stand Manobra Máxima, Optusângulo, Ambicare, Novum Canal, Restaurante À Mesa, Q&F Lda. e WildTT, deixa um agradecimento claro e sentido.

    Quanto a 2026, a ambição mantém-se intacta: “A vontade é repetir o campeonato e lutar pelo título. As negociações não estão fáceis, mas veremos o que o próximo ano nos reserva.”

  • Ponte de Sôr recebe a grande final do Troféu TH Clothes X-Trophy 2025

    Ponte de Sôr recebe a grande final do Troféu TH Clothes X-Trophy 2025

    O Troféu TH Clothes X-Trophy 2025 aproxima-se do seu desfecho com a realização da derradeira etapa da temporada em Ponte de Sôr, num fim de semana que promete ser decisivo e de grande intensidade competitiva.

    Depois de um percurso que levou o pelotão por quatro cenários distintos — Ferreira do Zêzere, palco de abertura da época, Semideiro–Chamusca, que este ano apresentou um grau de dificuldade particularmente elevado devido às condições climatéricas adversas, Barcelos, onde o troféu regressou ao norte do país, e Viana do Alentejo, que se estreou no calendário com um balanço muito positivo — é agora no Alto Alentejo que serão atribuídos todos os títulos ainda em disputa.

    Este fim de semana em Ponte de Sôr assume um caráter especial, uma vez que integra também a última prova do Troféu TH Clothes Super SSV, disputada no sábado, seguindo-se no domingo a grande final do X-Trophy. A cidade alentejana prepara-se assim para dois dias consecutivos de competição, com motos, quads e SSV a garantirem um programa desportivo completo e um ambiente de forte intensidade em pista.

    A etapa final contará com cerca de duas centenas de pilotos inscritos, distribuídos por todas as classes e categorias, com particular destaque para o elevado número de jovens participantes nas classes de iniciação, um reflexo claro do crescimento sustentado do troféu e do interesse das novas gerações pelo todo-o-terreno. A logística de uma prova com esta dimensão exige um rigor elevado, pelo que o programa será cumprido de forma criteriosa desde as primeiras horas da manhã, com as atividades a arrancarem às 07h00, seguindo-se as provas dos Iniciados durante a manhã, o setor MOTO Sénior ao início da tarde e o setor QUAD Sénior mais tarde, antes da publicação das classificações finais e da cerimónia de entrega de prémios ao final do dia.

    Tal como na edição anterior, a decisão do X-Trophy volta a disputar-se no percurso localizado a norte da Zona Industrial de Ponte de Sôr, um traçado com cerca de 13 quilómetros que se caracteriza pela sua fluidez e equilíbrio entre zonas rápidas e secções mais técnicas, atravessando áreas de sobreiro e eucalipto. As longas retas de terra batida favorecem as ultrapassagens, enquanto os troços mais sinuosos exigem leitura de terreno, consistência e capacidade de manter ritmo, fatores determinantes quando os títulos se discutem ao segundo.

    Apesar da regularidade demonstrada por vários pilotos ao longo da época, muitas categorias chegam a esta derradeira etapa com a classificação ainda em aberto, garantindo que Ponte de Sôr será o palco decisivo da temporada. Luís Pirralho, diretor do X-Trophy, sublinha que a elevada adesão dos pilotos demonstra a vitalidade e o entusiasmo que se foram consolidando ao longo de toda a época, reforçando também a importância de todos os participantes cumprirem os horários das verificações e do secretariado, de forma a assegurar o bom desenrolar do programa e a fluidez das mangas competitivas.

    O X-Trophy Ponte de Sôr 2025 é organizado pelo Moto Clube Moto Matuzas, com o apoio do Município de Ponte de Sôr e da Freguesia de Ponte de Sôr. O Troféu TH Clothes X-Trophy é promovido pela X-Adventure, sob a égide da FMP, contando ainda com o apoio da TH Clothes, Motévora, Goldspeed, Mundimat, Mundilimpa, GuiaRural.pt e ImagensDesportivas.com.

  • Euro NCAP atribui cinco estrelas ao novo CHANGAN Deepal S05

    Euro NCAP atribui cinco estrelas ao novo CHANGAN Deepal S05

    C-SUV elétrico integra o top-25 dos automóveis mais seguros avaliados em 2025.

    O novo CHANGAN Deepal S05, modelo mais recente da submarca elétrica da CHANGAN, alcançou a classificação máxima de cinco estrelas nos exigentes testes da Euro NCAP, afirmando-se como uma das propostas mais seguras do segmento C-SUV 100% elétrico.

    Este resultado de excelência reflete pontuações particularmente elevadas em todos os capítulos avaliados, destacando-se os 94% na Proteção de Ocupantes Adultos e os 87% na Proteção de Ocupantes Crianças, a par de 78% na Proteção de Utilizadores Vulneráveis das Estradas e 76% nos Sistemas de Assistência à Segurança.

    Estrutura sólida e proteção exemplar dos ocupantes adultos

    No domínio da proteção de ocupantes adultos, o Deepal S05 demonstrou um desempenho de referência. No teste de colisão frontal descentrado, o habitáculo manteve-se estruturalmente estável, garantindo uma proteção eficaz das principais zonas corporais do condutor e do passageiro dianteiro, incluindo joelhos e fémures.

    Nos testes de impacto lateral, incluindo o exigente impacto contra poste, o modelo alcançou a pontuação máxima, evidenciando uma estrutura robusta e um excelente controlo dos movimentos dos ocupantes, beneficiando da presença de um airbag central de elevada eficácia.

    A proteção cervical em colisões traseiras revelou-se igualmente muito sólida, graças ao bom desempenho dos bancos e dos apoios de cabeça. Em termos de segurança pós-acidente, o Deepal S05 integra ainda um sistema eCall avançado, travagem multicolisão e soluções que asseguram a operabilidade de portas e janelas em caso de submersão.

    Segurança infantil ao mais alto nível

    Na proteção de ocupantes crianças, o Deepal S05 obteve pontuação máxima nos testes dinâmicos com manequins representativos de crianças de 6 e 10 anos, tanto em impactos frontais como laterais.

    O modelo permite a desativação do airbag do passageiro dianteiro, possibilitando a instalação segura de cadeiras viradas para trás nesse lugar. Destaca-se também a inclusão de um sistema direto de deteção de presença de crianças, que emite alertas caso um menor permaneça inadvertidamente no interior do veículo.

    Todos os sistemas de retenção infantil previstos foram corretamente instalados durante os testes, comprovando a elevada compatibilidade e atenção à segurança familiar.

    Proteção eficaz de peões, ciclistas e motociclistas

    No capítulo da proteção de utilizadores vulneráveis da estrada, o Deepal S05 obteve classificações boas ou adequadas, com especial destaque para a proteção das zonas da pélvis e dos membros inferiores.

    O sistema de Travagem Autónoma de Emergência (AEB) revelou um desempenho sólido na deteção de peões e ciclistas, incluindo cenários complexos como a abertura inesperada de portas ou aproximações laterais. Também nos testes envolvendo motociclistas, o modelo apresentou respostas muito eficazes, contribuindo de forma decisiva para a elevada pontuação global.

    Tecnologias avançadas de assistência à condução

    O CHANGAN Deepal S05 integra um conjunto completo de sistemas avançados de assistência à condução. O AEB Car-to-Car demonstrou capacidade consistente para evitar ou mitigar colisões em múltiplos cenários, enquanto o sistema de manutenção na faixa atua de forma progressiva, precisa e controlada.

    O reconhecimento de sinais de velocidade opera com elevada fiabilidade, os avisos de cinto de segurança abrangem todas as posições do habitáculo e o sistema de monitorização direta do condutor é capaz de detetar sinais de fadiga ou distração, reforçando a segurança ativa em condução prolongada.

    Graças à combinação entre uma estrutura sólida, sistemas de retenção eficazes e tecnologias avançadas de assistência, o Deepal S05 integra o restrito grupo de veículos do seu segmento com classificação máxima Euro NCAP, posicionando-se entre os 25 automóveis mais seguros avaliados em 2025.

    CHANGAN Deepal S05 em síntese

    Aliando segurança, tecnologia e eficiência a um design contemporâneo, o novo CHANGAN Deepal S05 afirma-se como uma proposta sólida para famílias modernas e utilizadores urbanos que valorizam mobilidade inteligente e proteção de última geração. Este C-SUV 100% elétrico está disponível com duas motorizações: Tração traseira, com 200 kW (272 cv) e 290 Nm e Tração integral, com 320 kW (435 cv) e 502 Nm.

    As autonomias situam-se nos 470 km ou 430 km (WLTP), consoante a versão, com acelerações dos 0 aos 100 km/h em 7,5 e 5,5 segundos, respetivamente. A bateria LFP de 68,8 kWh suporta carregamentos rápidos até 200 kW, permitindo recuperar de 30% a 80% em apenas 15 minutos.

    Lançado em Portugal no último trimestre de 2025, o CHANGAN Deepal S05 posiciona-se como uma alternativa premium acessível no segmento C-SUV elétrico, com garantias de longa duração e um preço final competitivo de 36.990 euros (excluindo despesas de legalização e transporte).

  • Jorge Costela na Super Especial António Nogueira

    Jorge Costela na Super Especial António Nogueira

    Jorge Costela, piloto da Cosmipneus, esteve presente no passado fim de semana na 20.ª edição da Super Especial António Nogueira – Circuito Show, disputada em Aveiro, onde alinhou aos comandos do seu habitual Citroën Saxo, viatura com que participa regularmente no Campeonato de Portugal de Montanha.

    Na manga de apuramento, realizada na tarde de sábado, o piloto da Gafanha da Nazaré começou por rubricar um tempo de 1.02,137, que lhe garantiu o 8.º lugar da classificação geral. Já no domingo de manhã, nas meias-finais, Jorge Costela não conseguiu melhorar o registo anterior, assinando um crono de 1.04.196.

    Na final, disputada durante a tarde de domingo, o piloto Cosmipneus alcançou o seu melhor tempo de todo o fim de semana, ao completar o percurso em 1.04.775, terminando a prova na 18.ª posição da classificação geral.

    No final da participação em Aveiro, Jorge Costela fez um balanço positivo da prova, sublinhando o espírito com que encarou esta presença: “Fiz o que estava ao meu alcance, sem entrar em exageros. Encarei esta prova sem stress, com o principal objetivo de me divertir o mais possível, e esse objetivo foi plenamente atingido”, afirmou o piloto.

    Satisfeito com a experiência vivida na Super Especial António Nogueira, Jorge Costela já começa agora a olhar para o futuro:
    “Apesar de tudo, saio satisfeito e agora é tempo de começar a pensar na próxima época”, concluiu o piloto da Cosmipneus.