O fotógrafo Ricardo Oliveira, da Go Agency, foi novamente selecionado para integrar a Seleção Portuguesa na World Photography Cup, uma das mais prestigiadas competições internacionais de fotografia, representando Portugal na categoria de Desporto com uma imagem de desporto motorizado captada no WRC Rally de Portugal 2025.
Criada em 2013, a World Photography Cup reúne seleções nacionais de fotógrafos de todo o mundo num formato inspirado numa verdadeira “copa do mundo” da fotografia. A competição é organizada pela Fédération Internationale de l’Art Photographique, pela Professional Photographers of America e pela Federation of European Professional Photographers, e distingue-se pelo seu carácter global, pela exigência do júri internacional e pelo facto de cada país competir enquanto equipa nacional.
A escolha de Ricardo Oliveira partiu de André Boto, capitão da Seleção Portuguesa e representante da APP Imagem – Associação Portuguesa dos Profissionais da Imagem, que convidou o fotógrafo a participar com uma imagem integrada na categoria de Desporto. Nesta categoria, Portugal está representado por três fotógrafos, sendo Ricardo Oliveira o único com um trabalho dedicado exclusivamente ao desporto motorizado.
A fotografia selecionada remete para o WRC Rally de Portugal 2025, captando a passagem de Kalle Rovanperä e Jonne Halttunen, ao volante do Toyota GR Yaris Rally1, no troço de Vieira do Minho, na Serra da Cabreira, um dos cenários mais emblemáticos da prova portuguesa do Campeonato do Mundo de Ralis.
Para Ricardo Oliveira, esta terceira chamada à seleção nacional tem um significado especial. “É um orgulho enorme ser selecionado, pela terceira vez, para representar Portugal na World Photography Cup, na categoria de Desporto. Obrigado ao André Boto e à APP Imagem pela confiança no meu trabalho e na seleção portuguesa. Seguimos juntos”, afirmou o fotógrafo, sublinhando a importância de voltar a integrar uma competição onde a fotografia é avaliada ao mais alto nível internacional.
A World Photography Cup culmina numa cerimónia mundial onde são atribuídas medalhas individuais de ouro, prata e bronze em cada categoria, bem como o título de World Photographic Cup Champion ao país com o melhor desempenho coletivo, reforçando o prestígio dos fotógrafos enquanto representantes oficiais das respetivas nações.
A FIA confirmou oficialmente os calendários do Campeonato Europeu de Ralis Históricos FIA (EHRC) para 2026, após a aprovação, pelo Conselho Mundial de Desporto Motorizado, de uma profunda reorganização do rali histórico internacional. A próxima temporada marcará o início de uma nova era para o EHRC, agora estruturado em três campeonatos distintos sob a mesma alçada: FIA EHRC Pre-1992, FIA EHRC Pre-2000 e o novo FIA EHRC Gravel Championship.
Esta reformulação foi concebida para proporcionar uma competição mais equilibrada e um crescimento sustentável da modalidade, permitindo aos pilotos concentrarem-se nas eras e nos tipos de piso que melhor se adequam às características dos seus automóveis. O campeonato passa assim a oferecer um enquadramento mais claro e competitivo, respondendo à diversidade crescente do parque de viaturas históricas em competição.
A época de 2026 representa uma expansão significativa do EHRC, com um total de 16 provas distribuídas por 12 países europeus e a integração de sete novos eventos. Independentemente da era ou da superfície, os campeonatos oferecem aos concorrentes a possibilidade de competir em ralis históricos de enorme prestígio, profundamente ligados à história do desporto automóvel europeu, desde as exigentes estradas de terra da Grécia até aos desafiantes traçados de asfalto do sul de França e de Itália.
Pre-1992: celebração da era dourada do asfalto
O Campeonato FIA EHRC Pre-1992 contará com sete provas e será dedicado aos automóveis da era clássica dos ralis históricos em asfalto. A temporada tem início em março, em Espanha, com o Rally Costa Brava, seguindo depois para Itália, onde o Rally Costa Smeralda se estreia no calendário. França, Bélgica e Áustria fazem parte do percurso antes de uma estreia histórica no País de Gales, com o Rali Ceredigion, encerrando a época no tradicional Rally Elba Storico, em Itália.
Pre-2000: palco para os ícones dos anos 90
O FIA EHRC Pre-2000 terá oito rondas e destina-se aos automóveis produzidos entre 1993 e 2000, uma categoria em clara expansão no panorama europeu. Após o arranque em Espanha, o campeonato passa pela República Checa e pela Suíça, regressa a provas consagradas na Bélgica e na Áustria e integra uma grande novidade: o Ulster International Rally, que assinala a primeira presença da Irlanda do Norte no calendário do EHRC. O fecho da temporada acontece novamente em Itália, com o Rally Elba Storico e o Sanremo Rally Storico.
Gravel Championship: um campeonato dedicado à terra
A grande novidade estrutural é a criação do FIA EHRC Gravel Championship, um campeonato inteiramente dedicado às provas em pisos de terra. A temporada de 2026 arranca na Grécia, com o emblemático Historic Acropolis Rally, segue para Portugal com o Historic Rally Fafe e passa pelo norte da Europa, com o regresso do Lahti Historic Rally e a estreia do East Sweden Historic Rally. O encerramento está marcado para a Toscana, em Itália, com a introdução do Rally del Brunello, proporcionando um final de época num cenário de grande tradição.
Com esta reorganização e um calendário reforçado, o FIA European Historic Rally Championship entra em 2026 com uma identidade mais clara, uma oferta competitiva mais diversificada e um alinhamento mais próximo com as necessidades dos pilotos e equipas. A nova estrutura reforça o estatuto do EHRC como a principal referência do rali histórico a nível europeu, projetando a modalidade para um futuro mais sustentável e competitivo.
A Toyota voltou a afirmar-se como a grande referência da velocidade ibérica ao encerrar a temporada de 2025 do Campeonato de Portugal de Velocidade e do Iberian Supercars com um fim de semana de enorme protagonismo no Circuito do Estoril. Na derradeira jornada do ano, a Toyota Gazoo Racing Caetano Portugal conquistou a vitória na última corrida da temporada, enquanto as equipas Toyota Customer Racing somaram pódios e títulos, confirmando um final de época verdadeiramente impressionante para as cores da marca japonesa.
O fim de semana começou de forma intensa para a estrutura oficial da Toyota em Portugal, com Francisco Mora e Francisco Abreu a evidenciarem desde cedo um ritmo competitivo, liderando sessões de treinos livres e garantindo a pole position na Qualificação 2. Apesar de um quinto lugar na Qualificação 1 ter antecipado maiores dificuldades para a Corrida 1, Abreu protagonizou uma excelente recuperação nas voltas iniciais, permitindo à dupla chegar ao terceiro lugar. No entanto, um toque com um carro acabado de sair das boxes, já com Mora ao volante e numa fase em que a vitória parecia bem encaminhada, ditou a desistência e afastou a equipa da luta direta pelo título até ao final da prova.
A resposta surgiu na Corrida 2, onde a Toyota Gazoo Racing Caetano Portugal transformou a adversidade num exercício de superação. Extraindo todo o potencial do GR Supra GT4, Mora e Abreu impuseram-se de forma clara, garantindo um triunfo categórico na última corrida do ano. A vantagem de dez segundos antes da entrada do Safety Car foi reveladora do domínio exercido pela dupla, encerrando a temporada com uma nota forte e reafirmando a capacidade da equipa para reagir aos momentos mais difíceis.
Em paralelo, as equipas Toyota Customer Racing voltaram a estar em grande plano, com destaque para a Speedy Motorsport, que confirmou no Estoril a consistência demonstrada ao longo de toda a época. Na Corrida 1, a formação colocou dois Toyota no pódio absoluto e na divisão GT4 Pro, com César Machado e Adrian Ferrer no segundo lugar e José Carlos Pires e Tomás Guedes a fecharem o pódio. Na Corrida 2, Machado e Ferrer voltaram a destacar-se, alcançando novamente o terceiro posto à geral e na GT4 Pro. Estes resultados permitiram à Speedy Motorsport conquistar os títulos de equipas no Campeonato de Portugal de Velocidade e no Iberian Supercars, juntando-os ao título já garantido no Supercars España. Individualmente, César Machado assegurou os títulos de GT4 Pro no CPV e no Iberian Supercars, bem como o título absoluto de GT4 no campeonato nacional.
Pedro Salvador, responsável pela Speedy Motorsport, sublinhou que estes resultados refletem um enorme esforço coletivo, num ano particularmente exigente, com vários carros envolvidos na luta pelos títulos e uma gestão interna complexa. O dirigente destacou ainda o crescimento da estrutura ao nível da organização, processos e formação de jovens pilotos, reforçando a confiança no GR Supra GT4 EVO2 como referência absoluta no panorama ibérico e deixando clara a ambição de continuar esta trajetória em 2026.
Também a Gianfranco Motorsport viveu um momento marcante ao conquistar o título ibérico na divisão GT4 Pro-Bronze, no primeiro ano da equipa nesta categoria. Depois de uma temporada exigente, marcada por aprendizagem intensa e alguns contratempos, a decisão do campeonato ficou em aberto até aos momentos finais da Corrida 2 no Estoril. Uma ultrapassagem decisiva de Nuno Areia na última curva garantiu o título de forma dramática, permitindo a Alex Areia e Nuno Afonso celebrarem um triunfo memorável. Para Ginho Rodrigues, responsável pela equipa, este título representa um ponto de partida para ambições futuras e valida o caminho traçado pela estrutura.
Menos sorte tiveram a Batina Racing e a NokoTech Racing by Speedy. A Batina Racing viu as suas aspirações comprometidas por um toque na Corrida 1, que obrigou à desistência e a reparações demoradas, enquanto a Corrida 2 não trouxe melhores desfechos para Orlando Batina e Sérgio Azevedo, na última corrida da carreira deste último. Já a NokoTech Racing by Speedy ficou muito perto do pódio da GT4 Bronze na Corrida 1, com Andrius Zemaitis e Hudson Schwartz a demonstrarem clara evolução.
Com este conjunto de resultados, a “armada Toyota” reforça um domínio que se tem vindo a consolidar ao longo dos últimos dois anos. O GR Supra GT4 EVO2 afirma-se como o carro mais vitorioso do pelotão, estabelecendo-se de forma inequívoca como a referência nos campeonatos ibéricos. Um sucesso que reflete o trabalho conjunto da marca, das equipas oficiais e privadas, e que espelha o compromisso da Toyota com a evolução contínua e a busca pela perfeição dentro e fora das pistas.
A Opel acaba de abrir as encomendas para o novo Grandland Electric Long Range, a versão elétrica com maior autonomia da gama Grandland. Equipado com uma bateria de 97 kWh, o SUV elétrico permite percorrer até 694 quilómetros em ciclo WLTP entre carregamentos, afirmando-se como a proposta mais eficiente da marca neste segmento. O novo modelo já está disponível a partir de 47.950 euros, com PVP incluído.
Esta nova variante vem reforçar a família Opel Grandland, que já incluía versões elétricas com bateria de 73 kWh e até 521 km de autonomia, bem como o Grandland Electric AWD com tração integral. Com a introdução do Long Range, a Opel passa a oferecer três opções de propulsão totalmente elétrica, adaptadas a diferentes necessidades de mobilidade.
Construído sobre a plataforma STLA Medium, o Grandland Electric Long Range foi concebido para integrar baterias de grande capacidade sem comprometer o espaço interior ou o volume da bagageira. A maior autonomia permite responder com folga às exigências do quotidiano e das viagens mais longas, com a possibilidade de recarregar a bateria até 80% em cerca de 27 minutos num posto de carregamento rápido público.
O motor elétrico debita 170 kW (231 cv) e um binário imediato de 345 Nm, garantindo prestações sólidas e uma condução sem emissões locais. A aceleração dos 0 aos 100 km/h é cumprida em 8,8 segundos, enquanto a velocidade máxima está limitada a 170 km/h, assegurando um equilíbrio eficaz entre desempenho e eficiência.
De série, o Grandland Electric Long Range aposta fortemente no conforto e na tecnologia. Mesmo na versão de entrada, inclui os bancos ergonómicos Intelli-Seats, sistema de infoentretenimento multimédia com ecrã tátil de 10 polegadas, faróis Intelli-LED e a suspensão com tecnologia Frequency Selective Damping, que adapta automaticamente o amortecimento às condições da estrada e ao estilo de condução. Esta solução garante maior conforto em pisos irregulares e uma resposta mais firme e precisa em condução dinâmica.
Nas versões superiores, o modelo pode ainda ser equipado com tecnologias avançadas como os faróis Intelli-Lux HD sem encandeamento, o head-up display Intelli-HUD, a câmara Intelli-Vision 360° e um sistema de navegação multimédia com ecrã de 16 polegadas. Elementos como a Pixel Box transparente com carregamento sem fios para smartphones e a abertura elétrica da bagageira por sensor reforçam a vertente prática do SUV.
A chegada do Grandland Electric Long Range enquadra-se também na estratégia “Electric All In” da Opel, um pacote pensado para facilitar a transição para a mobilidade elétrica. Este inclui soluções como wallbox para carregamento doméstico, funções de planeamento de rotas elétricas, assistência em viagem e garantia da bateria, tornando a experiência elétrica mais simples, previsível e acessível.
A Matrizauto acaba de inaugurar a sua 10.ª megastore, desta vez no Feijó, concelho de Almada, reforçando de forma significativa a sua presença no distrito de Setúbal. Esta nova abertura representa o terceiro grande investimento da marca em 2025 na região da Grande Lisboa, depois das inaugurações nos Olivais e no Montijo, encerrando o ano com um forte sinal de crescimento e consolidação.
A reta final de 2025 tem sido marcada por um ritmo particularmente intenso no processo de expansão da Matrizauto. A nova unidade de Almada surge apenas um mês após a abertura da megastore do Montijo, elevando para dez o número de espaços de grande dimensão da marca em território nacional. Esta estratégia reflete uma clara aposta na proximidade com os clientes e na cobertura de mercados-chave.
Na nova megastore de Almada, os visitantes encontram uma exposição permanente com mais de uma centena de viaturas, todas prontas para entrega imediata e com a garantia e confiança de uma marca distinguida como “Escolha do Consumidor”. A oferta é multimarca e abrange modelos utilitários, familiares compactos, executivos, SUV e comerciais ligeiros, com diversas opções de motorização, desde combustão e híbridos, até bi-fuel e 100% elétricos.
Segundo Ricardo Figueiras, diretor de Marketing da Matrizauto, “queremos estar cada vez mais próximos dos nossos clientes, oferecendo sempre a melhor experiência de compra. Foi essa a nossa aposta no Montijo e que agora se reforça com a abertura de Almada. Trata-se de um passo estratégico que sustenta a nossa missão de crescimento e confirma a forte aposta na região da Grande Lisboa e em todo o Vale do Tejo”.
Para além da presença física, a Matrizauto disponibiliza ainda a sua plataforma online, onde os clientes podem consultar um stock permanente superior a 1.000 automóveis, todos com possibilidade de entrega imediata, reforçando a conveniência e acessibilidade do processo de compra.
A piloto maiata Inês Silva, natural de Vilar de Luz, esteve em grande destaque na 20.ª edição da Super Especial António Nogueira – Circuito Show, realizada no passado fim de semana no Salão de Exposições de Aveiro, onde alcançou um excelente segundo lugar na classificação feminina.
Aos comandos do seu Opel Corsa GSi, Inês Silva iniciou a prova no sábado à tarde, na manga de apuramento, assinando um tempo de 1.12,350. Já no domingo de manhã conseguiu evoluir de forma significativa, baixando o cronómetro para 1.11,969, demonstrando um ritmo cada vez mais competitivo. Na final, disputada na tarde de domingo, a piloto da Maia voltou a melhorar de forma clara, registando 1.08,760, tempo que lhe garantiu o segundo posto no pódio das senhoras.
A classificação final feminina ficou ordenada com Daniel Bastos, em Mazda MX-5, no primeiro lugar, Inês Silva, em Opel Corsa GSi, na segunda posição, e Ana Carolina Melo, em BMW E36, a completar o pódio.
No final da prova, já depois de receber o respetivo troféu, Inês Silva mostrava-se satisfeita com o resultado alcançado: “Correu tudo bem, sem contratempos. Tentei aproximar-me da líder, mas não foi fácil. Ainda assim, este segundo lugar é um bom resultado numa prova muito disputada e sem margem para erros. Quero dedicar este resultado ao meu pai, que foi o meu navegador e esteve sempre a dar-me conselhos preciosos. Estamos sempre a aprender alguns ‘truques’ e saio daqui muito feliz”, concluiu a piloto da Maia.
A temporada de 2025 representou muito mais do que um título para Nuno Guimarães Jr. Representou o primeiro grande capítulo de uma carreira que se adivinha longa e promissora.
O jovem talento duriense, filho de Nuno Guimarães, o consagrado “Capitão da Montanha”, foi a grande figura da 2.ª edição do FPAK Júnior de Montanha, conquistando o título com números impressionantes: seis vitórias em sete provas disputadas. Mais do que a supremacia estatística, ficou a imagem de um piloto em permanente evolução, capaz de aprender rapidamente e de assumir responsabilidades em pista com uma maturidade pouco comum para a sua idade.
Um sonho que começou antes da primeira subida
A origem deste projeto remonta ainda a 2024, logo após a Gala da FPAK. Foi nesse momento que, entre conversas e reflexões, nasceu a ideia de tentar uma candidatura ao FPAK Júnior Team de Montanha para a época seguinte. A decisão não foi tomada de ânimo leve. Houve tempo para amadurecer a ideia, tratar da burocracia necessária e perceber se aquele seria, de facto, o caminho certo: “Depois da gala da FPAK surgiu a ideia de, em 2025, nos candidatarmos ao FPAK Júnior Team. Quando conseguimos entrar, mesmo antes da época começar, já sentia que parte do meu sonho estava realizado.”
Esse sonho tinha uma condição clara e emocionalmente forte: começar a correr cedo, mas com o pai sempre por perto: “Sempre disse ao meu pai que, aos 16 anos, gostava de começar a correr. Mas queria que ele estivesse ao meu lado, porque foi graças a ele que nasceu este amor pelas corridas.”
Murça: o primeiro triunfo que marca uma vida
A estreia no campeonato não poderia ter sido mais simbólica. Logo na Rampa Porca de Murça, Nuno Guimarães Jr. alcançou a sua primeira vitória absoluta numa prova oficial de montanha. Um momento que ficará para sempre gravado na sua memória e que marcou o verdadeiro início da sua afirmação como piloto: “Essa prova nunca vou esquecer. Foi a minha primeira corrida e consegui sair de lá no lugar mais alto do pódio. É uma sensação muito difícil de explicar, mas que fica connosco para sempre.”
Esse resultado não foi um acaso isolado. Pelo contrário, foi o ponto de partida para uma época em crescendo, onde cada rampa serviu como mais uma oportunidade de aprender, corrigir erros e evoluir.
À medida que a época avançava, os resultados confirmavam aquilo que se via em pista: um jovem piloto a ganhar confiança, a entender melhor o carro e a adaptar-se a traçados distintos com naturalidade. Mas, para Nuno Guimarães Jr., o verdadeiro ganho foi tudo aquilo que aprendeu fora do cronómetro: “Daí para a frente foi sempre a melhorar. Os resultados são importantes, claro, mas o mais importante foi tudo o que aprendi ao longo da época.”
Grande parte desse crescimento deveu-se ao ambiente encontrado na Befast Motorsport, estrutura que acolheu o jovem piloto e lhe deu as ferramentas necessárias para evoluir: “Foi graças à Befast que consegui aprender, evoluir e crescer neste mundo das corridas.”
Dentro da equipa, houve figuras determinantes. O piloto faz questão de destacar o trabalho incansável de Filipe Barbosa, o responsável máximo da estrutura, e do engenheiro Miguel Cunha, que acompanhou o projeto de forma próxima e constante: “O Filipe Barbosa foi incansável durante toda a época. O engenheiro Miguel Cunha ensinou-me praticamente tudo o que sei hoje. E houve ainda muitas pessoas nos bastidores que estiveram sempre prontas a ajudar.” A ligação criada foi tão forte que deixou uma convicção clara no final do ano: “Saí de Setúbal com a certeza de que é na Befast que quero continuar.”
Apesar do brilho individual, Nuno Guimarães Jr. nunca esquece que um título é sempre um trabalho coletivo. Patrocinadores, equipa e, sobretudo, família foram pilares constantes ao longo da época: “Sem os meus patrocinadores Município de Peso da Régua, Tomeifel, Transprest, M.M Peças, Francisco Carvalho, Farmácia da Ponte, Azul Pastel, Rampa de Santa Marta, A Tendinha Guest House, Oliveira imobiliária, NF Car e Comprauto,nada disto teria sido possível. Eles ajudaram-me a construir este sonho.”
Mas o agradecimento mais emotivo é reservado à família, presença constante nos momentos bons e nos mais difíceis: “Foram o meu maior apoio durante toda a época. Um campeão nunca corre sozinho.”
2026: continuar a crescer, com mais ambição e o mesmo espírito
Com o título de 2025 conquistado, o foco já está colocado no futuro. Em 2026, Nuno Guimarães Jr. vai dar continuidade ao seu percurso no Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, agora com um carro mais competitivo e objetivos ajustados à nova realidade.
“A ideia é continuar esta carreira. Vamos para mais um ano de Montanha, desta vez com um carro mais competitivo. Queremos continuar a aprender, evoluir ao longo do campeonato e, acima de tudo, divertir-nos, porque isso é o mais importante.”
Nuno Guimarães Jr. mostrou em 2025 que talento e números são apenas parte da equação. O resto constrói-se com trabalho, humildade, pessoas certas ao lado e a capacidade de aprender todos os dias. Filho do Capitão da Montanha, começa agora a escrever a sua própria história: com identidade própria, mas com a mesma paixão que sempre definiu o apelido Guimarães.
O Circuito Internacional de Montalegre foi escolhido para receber a RallyX Global Final 2026, que se disputará entre 23 e 25 de outubro, reunindo algumas das principais estrelas europeias e norte-americanas do rallycross. Esta será a segunda passagem do campeonato pela pista barrosã, depois da estreia realizada em março, evento que contou com mais de 70 pilotos de 15 países e atraiu mais de 10 mil espectadores.
A prova é promovida pela estrutura liderada pelo antigo piloto Andreas Eriksson e pretende afirmar-se como uma verdadeira “final dos campeões”, colocando frente a frente os melhores pilotos e carros das séries RallyX North, RallyX South e RallyX Americas.
A RallyX Global Final contará com dez categorias em competição, destacando-se a estreia competitiva na Europa da classe FC1, composta por potentes viaturas 4×4 elétricas com cerca de 1.000 cv. Estes modelos já tinham sido demonstrados em Montalegre pelo norte-americano Tanner Foust, mas será agora a primeira vez que competirão oficialmente no continente europeu.
Para além dos FC1, estarão igualmente presentes as classes FC2 Pro e Pro Am, Supercar Lites, Open 4WD Pro e Pro Am, Open 2WD Pro e FWD, Crosscar e Crosscar Junior, garantindo um alinhamento diversificado e altamente competitivo.
No final do evento, pilotos e equipas participarão numa gala de consagração dos campeões de 2026, a realizar junto ao Castelo de Montalegre, reforçando a ligação entre o circuito e o património histórico da região.
Calendário RallyX 2026 culmina em Portugal
A temporada 2026 do RallyX contará com um calendário alargado, dividido por três regiões — Europa do Norte, Europa do Sul e América do Norte — culminando com a grande final mundial em Portugal.
Na RallyX North, estão previstas provas em Tierp Arena (Suécia), Honkajoki (Finlândia), Älvsbyn (Suécia), Nysum (Dinamarca) e Buxtehude/Estering (Alemanha). A RallyX South passará por Mayenne (França, sujeita a confirmação), Valkenswaard (Países Baixos) e Estering (Alemanha). Já a RallyX Americas terá etapas em Crandon International Raceway, Eldora Speedway, nos Estados Unidos, e no Grande Prémio de Trois-Rivières, no Canadá.
A RallyX Global Final 2026, em Montalegre, encerrará a época entre 23 e 25 de outubro, colocando Portugal no centro do rallycross mundial.
A piloto de Resende, Ana Carolina Melo, esteve em grande destaque no passado fim de semana, na Super Especial António Nogueira – Circuito Show, disputada em Aveiro, ao alcançar o 3.º lugar do pódio feminino aos comandos do seu BMW E36.
Irmã do conhecido piloto Pedro Melo, Ana Carolina demonstrou evolução constante ao longo do evento. Na manga de apuramento de sábado à tarde registou o tempo de 1.21.374, melhorando no domingo de manhã para 1.19.536. Já na final das senhoras, disputada durante a tarde, voltou a superar os seus registos anteriores, assinando um excelente 1.16.824, crono que lhe garantiu a terceira posição final entre as senhoras.
Depois de receber o merecido troféu, a piloto mostrou-se satisfeita com o desempenho alcançado: “Estou muito contente. Sabia que seria difícil bater as minhas adversárias, que têm mais experiência nestas lides, mas correu tudo bem, num circuito que de fácil não teve nada. Se Deus quiser e puder, para o ano quero estar cá de novo”, afirmou Ana Carolina Melo.
Refira-se ainda que o seu irmão, Pedro Melo, terminou a prova na 4.ª posição da classificação geral, ficando muito perto do pódio absoluto, perdido por uma margem mínima.
Mariana Posser de Andrade assinou uma temporada notável e conquistou a Ladies Cup 2025, sucedendo a Mariana Machado como campeã da competição promovida pela FPAK e pela CRM Motorsport, integrada na Caterham Motorsport Ibérica. A piloto de Cascais, de 31 anos, garantiu o primeiro título da carreira no automobilismo numa época marcada por enorme pressão competitiva, especialmente por parte da sua principal rival, a anterior campeã, Mariana Machado.
Apesar de ter dado os primeiros passos na Ladies Cup no final da época anterior e de nunca ter competido em karting, ao contrário das restantes adversárias, Mariana Posser de Andrade rapidamente se afirmou como candidata ao título. Nas três jornadas da temporada — Portimão, Valência e Estoril — apenas deixou de vencer duas das doze corridas, precisamente devido à forte oposição de Mariana Machado.
“Esta vitória foi tudo menos confortável. Os resultados podem sugerir outra coisa, mas estive sempre sob enorme pressão. Sei bem do valor da Mariana Machado. Mesmo quando estava na frente, sabia que ela podia recuperar. Ela tem uma ‘inteligência de pista’ que eu ainda não tenho”, confessou a nova campeã, sublinhando que a gestão das estratégias de corrida foi um dos maiores desafios do ano.
O grande momento da temporada surgiu na última corrida do Estoril, já com o título garantido. “Foi a primeira vez que me senti completamente livre de pressão. Não havia nada a perder e forcei ao limite. Foi o meu melhor resultado absoluto do ano, um 4.º lugar fantástico, conquistado perante a minha família e amigos”, recorda.
Mariana atribui grande parte da sua evolução ao coaching de Ricardo Megre, que espera manter em 2026, e para quem reservou um ensinamento determinante: nada está ganho antes da bandeira de xadrez. Agora, admite que o maior desafio será encontrar apoios para regressar à competição no próximo ano.
Estreantes em destaque: Anabela Teles e Beatriz Correia fecham época no pódio
Entre as estreantes da temporada, duas jovens pilotos destacaram-se e garantiram lugares no pódio final: a madeirense Anabela Teles e a bracarense Beatriz Correia. Ambas superaram Francisca Queiroz e Matilde Magalhães, fechando a época com mais 22 pontos.
Beatriz Correia, de 18 anos, estudante na Suíça e oriunda de uma família com fortes ligações ao automobilismo, mostrou grande à-vontade ao volante do Caterham. “Adorei a época, foi muito competitiva e gostei de vencer entre as estreantes. O Caterham é quase como um ‘brinquedo’ com sensações muito semelhantes ao karting, por isso senti-me sempre confortável”, afirmou, admitindo que o futuro para 2026 ainda é incerto, embora não descarte regressar para algumas provas.
Do lado de Anabela Teles, a experiência foi ainda mais marcante. A jovem engenheira madeirense, que passou do karting diretamente para o automobilismo, estreou-se ao volante de um carro de competição apenas este ano e completou a época com uma evolução notável. “No início estava vários segundos atrás das minhas adversárias, mas com o apoio do César Campaniço e da FPAK fui evoluindo e, no final, estávamos todas muito próximas. Nunca pensei terminar no pódio entre as estreantes”, reconhece.
A piloto combina agora a paixão pelo automobilismo com a carreira na elite da engenharia desportiva. Depois de integrar a equipa de Fórmula 1 da Racing Bulls em 2024, mudou-se este verão para o Reino Unido, onde integra a estrutura da Cadillac F1 Team, que se estreará no Mundial de Fórmula 1 em 2026. “A experiência nas pistas ajuda-me a compreender melhor o comportamento de um carro, o que também é importante no meu trabalho”, sublinha, admitindo que fará tudo para regressar à Ladies Cup em 2026, desde que consiga reunir o apoio necessário.
A edição de 2025 da Ladies Cup confirmou a competitividade crescente do projeto, revelando novos talentos femininos e fortalecendo o objetivo principal: abrir portas para que mais mulheres possam construir uma carreira sólida no automobilismo.