Aos 19 anos, Luís Aguiar viveu no Bahrein um dos momentos mais marcantes da sua ainda curta carreira no karting, ao estrear-se nas Rotax Max Challenge Grand Finals – o prestigiado ‘Mundial’ Rotax –, evento que reuniu quase 400 pilotos de mais de 60 países. Campeão nacional de DD2, o jovem piloto do Porto destacou-se pela rapidez, combatividade e capacidade de recuperação, garantindo um lugar na Final e fechando a competição no top 30 entre a elite mundial da categoria.
A presença nas Finais Mundiais foi o corolário de uma época brilhante, coroada com o título nacional DD2, que lhe abriu as portas para aquele que é considerado o equivalente aos ‘Jogos Olímpicos’ do karting: apenas campeões nacionais Rotax ou vencedores de títulos continentais têm lugar na grelha.
Durante a semana de competição no Circuito Internacional do Bahrein, Luís Aguiar mostrou sempre andamento para discutir posições de destaque, apesar de algum azar na sessão cronometrada, que o colocou na 19.ª posição para as mangas de qualificação. Determinado, reagiu com maturidade e agressividade controlada, somando 14 ultrapassagens nas diferentes corridas e terminando a Pré-Final muito perto do top 10, sinal de que a entrada na Final estava bem ao seu alcance.
Na corrida decisiva, um arranque menos feliz obrigou-o a recuperar terreno, concluindo o evento no 29.º lugar entre os 70 melhores pilotos DD2 do mundo. Um resultado de grande mérito, considerando a exigência do nível competitivo e o facto de o português ter começado a competir apenas em 2023.
A experiência deixou marca profunda no piloto portuense: “Foi um evento fantástico, porque só estão aqui mesmo os melhores do mundo, em representação de cada país, e cria-se um ambiente quase de ‘Jogos Olímpicos’ pela convivência com pilotos de tantos sítios diferentes”, destacou Luís Aguiar. “Pelo andamento que mostrámos, tinha a expectativa de terminar mais à frente na Final. Infelizmente, o arranque condicionou-me bastante e tive de arriscar. Ainda assim, o balanço é muito positivo. Se pensarmos que fiz a minha primeira corrida no karting em 2023, é incrível estar entre os 30 melhores do mundo dois anos depois.”
Além do destaque nas Rotax Grand Finals, Luís Aguiar viveu também em 2025 a sua primeira experiência nos monolugares, estreando-se na Fórmula Renault 2.0 em Itália com uma vitória imediata, reforçando o estatuto de um dos jovens talentos mais promissores do automobilismo nacional.
As Finais Mundiais Rotax estão de volta ao Kartódromo Internacional do Algarve (KIA) em 2026, naquele que será o quinto regresso de um dos maiores eventos de karting do planeta a Portimão. Depois de 2012, 2015, 2017 e 2022, o traçado algarvio volta a assumir o papel de palco mundial da modalidade, recebendo entre 21 e 28 de novembro cerca de 400 dos melhores pilotos provenientes de todos os continentes.
O reencontro com o Algarve acontece num ano especial: em 2022, o KIA acolheu 396 pilotos – um recorde absoluto na história das Finais Mundiais Rotax – e tudo indica que, em 2026, poderá ser ultrapassada a fasquia simbólica dos 400 participantes, num momento histórico para o karting global. O evento, transmitido em streaming para todo o mundo, transformará novamente o complexo junto ao Autódromo Internacional do Algarve no epicentro internacional da modalidade.
Para Jaime Costa, CEO da Parkalgar, “o regresso das Finais Mundiais Rotax ao nosso kartódromo mostra a credibilidade e o respeito que conquistámos desde a primeira passagem da competição pela nossa pista. Mais uma vez, irá trazer à região cerca de 2000 pessoas da comitiva total, que tal como em anos anteriores irão ‘viver’ no Algarve durante duas semanas, reforçando a importância dos grandes eventos que acolhemos fora da época estival e que são fundamentais para a economia local.”
A confirmação oficial do regresso ao Algarve foi dada no final da edição de 2025, recentemente disputada no Bahrein, quando André Gomes, Presidente da Região de Turismo do Algarve, recebeu o “testemunho” da organização, simbolizando a passagem de responsabilidade para a edição de 2026.
Durante muitos anos, ver mulheres — sobretudo ao volante — em ralis cross-country era algo raro. Hoje, essa realidade mudou, e a presença feminina é sólida e influente no panorama internacional. Na X-raid, porém, o protagonismo feminino nunca foi exceção: faz parte da identidade da equipa desde o início. Em 2026, esse compromisso atinge um marco histórico, com 50% das equipas X-raid constituídas por mulheres, um feito que reflete evolução, mérito e orgulho.
A história começou apenas alguns anos após a fundação da equipa, quando Jutta Kleinschmidt se tornou a primeira mulher a pilotar um carro de competição da X-raid no deserto. Desde então, muitas outras competidoras marcaram presença como pilotos ou navegadoras. Algumas tiveram passagens curtas, outras deixaram legado ao longo de vários anos — mas todas contribuíram para reforçar a força feminina dentro da equipa alemã.
No Dakar 2026, várias pilotos e navegadoras voltam a defender as cores da X-raid, entre elas a portuguesa Maria Luís Gameiro, uma das figuras mais emblemáticas deste movimento. A piloto lusa, facilmente reconhecida pelo seu inconfundível “mundo rosa” — carro, fato e até equipamento da equipa — construiu ao longo dos anos uma carreira sólida no off-road português, frequentemente ao volante de um MINI JCW Rally. Estreou-se no Rally Dakar em 2025 com o X-raid Fenic e, desde então, passou para o MINI JCW Rally 3.0d, dedicando a temporada à aprendizagem intensiva em pisos extremos. Em 2026, apresenta-se mais preparada do que nunca e determinada a fazer vibrar a categoria Ultimate com o seu icónico carro cor-de-rosa.
A francesa Lucie Baud também continua a escrever o seu percurso na X-raid, navegando o pai, Lionel Baud. A dupla, que pilota o MINI JCW Rally 3.0d desde 2024, alcançou um notável 21.º lugar no Dakar 2025. A temporada recente confirmou que chegaram ao novo ano com ambições reforçadas, acumulando resultados expressivos e consolidando experiência. Lucie chega à Arábia Saudita com maturidade crescente e total confiança no trabalho que têm vindo a desenvolver.
Outra das grandes revelações é Rebecca Busi, a mais jovem aquisição da equipa. A piloto italiana prepara-se para enfrentar o Dakar 2026 ao volante de um X-raid Fenic, depois de se destacar na categoria SSV com vários pódios no W2RC. Como apenas a segunda mulher da história a alcançar um pódio neste campeonato, Busi terminou em terceiro lugar, provando que pertence à elite da disciplina.
A espanhola Rosa Romero surge igualmente em destaque. Depois do Dakar 2025, juntou-se ao MINI rosa e à portuguesa Maria Gameiro, formando uma dupla que rapidamente demonstrou sintonia e competitividade. Com vasta experiência no Dakar — seja em moto, seja em UTV —, Romero prepara-se agora para a estreia na categoria Ultimate, num desafio que promete elevar ainda mais o seu prestígio.
Mas a presença feminina na X-raid não se limita ao habitáculo. A influência das mulheres estende-se pelos bastidores, ocupando funções essenciais tanto na sede em Trebur como em estruturas técnicas nos ralis. É um contributo abrangente, consistente e transformador, que reforça a convicção de que o sucesso da X-raid também se escreve no feminino.
A TOYOTA GAZOO Racing (TGR) apresentou em estreia mundial dois novos modelos de referência – o GR GT e o GR GT3 – revelando publicamente, pela primeira vez, protótipos ainda em desenvolvimento que apontam para o futuro da marca no desporto motorizado e nos desportivos de estrada.
O GR GT e o GR GT3 materializam a filosofia da TGR de “construir carros cada vez melhores”, inspirados diretamente na competição. O projeto foi desenvolvido desde a fase de conceito sob uma abordagem “One Team”, liderada pelo Chairman da Toyota Motor Corporation, Akio Toyoda (Master Driver Morizo), e envolvendo pilotos profissionais como Hiroaki Ishiura, Tatsuya Kataoka e Naoya Gamou, o “gentleman driver” Daisuke Toyoda, pilotos de desenvolvimento internos e engenheiros. O objetivo central foi simples e exigente: colocar o condutor no centro de todas as decisões, ouvindo e respondendo às suas necessidades, seja em pista, seja em estrada.
Posicionados como modelos “flagship”, na linha do icónico Toyota 2000GT e do lendário Lexus LFA, o GR GT e o GR GT3 foram concebidos também para preservar e transmitir o “segredo da fabricação de automóveis” à próxima geração, seguindo o princípio “Shikinen Sengu” da Toyota – a passagem de conhecimento, técnicas e sensibilidade dos veteranos para os jovens engenheiros. Este legado cruza-se com a adoção de novas tecnologias de ponta e com a vontade de enfrentar desafios técnicos inéditos.
O GR GT foi desenvolvido como um verdadeiro carro de competição homologado para circulação em estrada pública. A base técnica é um sistema híbrido de alto desempenho, que combina um novo motor V8 biturbo de 4,0 litros com um motor elétrico, apontando para uma potência máxima do sistema igual ou superior a 650 cv e um binário máximo de, pelo menos, 850 Nm (valores-alvo de desenvolvimento). Mais do que números, o projeto assenta em três pilares fundamentais: centro de gravidade extremamente baixo, peso reduzido com elevada rigidez estrutural e um trabalho aerodinâmico ao nível de um carro de competição.
Para atingir um centro de gravidade excepcionalmente baixo, os engenheiros partiram de um “packaging” radical: altura total do veículo e posição do condutor reduzidas ao mínimo, motor dianteiro com tração traseira, componentes pesados como motor, caixa de velocidades traseira, bateria e depósitos posicionados de forma otimizada e uma distribuição de peso de 45:55. A posição de condução foi afinada ao detalhe, aproximando o “centro” do condutor do centro de gravidade do carro, para uma sensação de verdadeira união entre homem e máquina, seja numa estrada de montanha, seja em circuito.
Pela primeira vez na história da Toyota, a carroçaria do GR GT recorre a uma estrutura totalmente em alumínio, combinada com painéis em alumínio e plástico reforçado com fibra de carbono (CFRP). Este conceito garante um compromisso raro entre baixo peso e elevada rigidez, base ideal para um chassis preciso e comunicativo. A suspensão de duplo triângulo em alumínio forjado, à frente e atrás, foi desenvolvida desde o início em conjunto com pilotos profissionais, em simulador e em pista, com pneus Michelin Pilot Sport Cup 2 concebidos especificamente para o modelo. O sistema de travagem com discos de carbono Brembo e um controlo de estabilidade altamente configurável permitem ao condutor ajustar o nível de apoio eletrónico ao seu ritmo, às condições de aderência e à sua experiência, aproximando o comportamento do carro ao de um verdadeiro GT de competição.
No capítulo aerodinâmico, o GR GT inaugura uma abordagem inversa ao processo tradicional. Em vez de desenhar o carro e, só depois, trabalhar a aerodinâmica, a TGR começou por definir o “modelo aerodinâmico” ideal – concebido por engenheiros experientes no FIA WEC – e só depois os designers ajustaram volumes e superfícies para viabilizar a produção. O resultado é uma carroçaria pensada desde o primeiro traço para atingir elevada estabilidade a mais de 320 km/h, elevada eficiência de refrigeração e um estilo agressivo, mas funcional. O habitáculo foi desenhado com a mesma lógica: posição de condução e visibilidade em primeiro lugar, comandos principais junto ao volante, grafismo e posicionamento de instrumentos otimizados para leitura instantânea em condução no limite, sem sacrificar a utilização diária.
O GR GT3 leva esta filosofia diretamente para o mundo da competição-cliente. Baseado na arquitetura do GR GT – partilhando o conceito de centro de gravidade baixo, estrutura leve e rígida e aerodinâmica otimizada – o GR GT3 foi concebido para cumprir as especificações FIA GT3, a categoria de topo do “motorsport” de clientes baseada em veículos de produção. A TGR quis criar um carro escolhido por quem quer vencer, mas suficientemente previsível e equilibrado para ser conduzido tanto por pilotos profissionais como por amadores. Paralelamente, está a ser estruturado um programa de apoio ao cliente que pretende oferecer a equipas e pilotos um pacote completo: performance em pista, suporte técnico, fiabilidade e facilidade de utilização ao longo de uma temporada completa de competição.
O coração mecânico é um novo motor V8 biturbo de 4,0 litros, o primeiro deste tipo instalado num veículo de produção Toyota. Concebido segundo o princípio “compacto e leve”, adota um curso curto para reduzir a altura do bloco, uma configuração “hot V” com um turbo em cada banco de cilindros, lubrificação por cárter seco e um cárter de óleo de desenho ultra-compacto. A potência é transmitida ao eixo traseiro através de um tubo de binário em CFRP para uma transmissão automática de oito velocidades recentemente desenvolvida, com embraiagem húmida de arranque e diferencial autoblocante mecânico. Um motor-gerador instalado à frente da caixa corrige de forma instantânea o atraso de binário nas fases de aceleração e mudança de relação, oferecendo uma resposta mais direta do que as caixas automáticas convencionais.
Todo o sistema foi desenvolvido com recurso intensivo a simuladores de condução, bancos de ensaio de transmissão completa e testes de pista em locais como o Toyota Technical Center Shimoyama, o Fuji Speedway e o Nürburgring. Os protótipos foram sistematicamente levados ao limite, quebrados e reconstruídos, num ciclo contínuo de afinação que segue a filosofia GR: aprender com a competição para fazer carros melhores. Paralelamente, o GR GT também foi testado em estrada aberta, para garantir que a emoção e a precisão em circuito convivem com conforto, facilidade de utilização e segurança no quotidiano.
O trabalho de afinação estendeu-se ao som: o GR GT foi desenvolvido para oferecer a assinatura sonora inconfundível de um V8 biturbo de competição, mas com um timbre rico e envolvente em todas as fases de utilização, do arranque à desaceleração. A arquitetura do sistema de escape foi cuidadosamente estudada para que o som acompanhe o estado do carro e comunique de forma clara o que está a acontecer sob o capot.
Os novos GR GT e GR GT3 não se distinguem apenas pela tecnologia que incorporam, mas também pela forma como foram desenvolvidos: com novas metodologias, novas ferramentas e uma ligação mais estreita do que nunca entre engenharia, pilotos e competição. A TOYOTA GAZOO Racing continuará a testar e evoluir ambos os modelos nos próximos anos, com o objetivo de os lançar por volta de 2027. Mais detalhes técnicos e desportivos serão revelados à medida que o desenvolvimento avançar, mas uma coisa já é clara: estes dois novos “flagships” apontam o caminho para a próxima geração de desportivos Toyota – na estrada e nos circuitos.
Paulo Lima e Ricardo Pereira, ao volante de um majestoso Ford GT40, conquistaram a vitória na 13.ª edição dos 250 km do Estoril by Powershield, disputada no Autódromo do Estoril. A prova encerrou com chave de ouro a memorável temporada de 2025 do Iberian Historic Endurance, reafirmando o estatuto de “clássica” incontornável do calendário internacional de competições de clássicos no final de época.
A sessão de qualificação de sexta-feira deu o primeiro sinal do equilíbrio de forças, com os três Ford GT40 inscritos a ocuparem as três primeiras posições da grelha. Os portugueses Paulo Lima e Ricardo Pereira rubricaram o melhor tempo, à frente da dupla britânica Alex Collins / Martin Stretton. Na segunda linha surgiam o Ford GT40 de Hipólito Pires / Tiago Raposo Magalhães / Diogo Tavares e o Shelby Cobra Daytona da HY Racing, melhor não GTP & SC e melhor dos H-1965. A seguir, alinhavam dois dos principais candidatos da classe H-1976: Pedro Rezende, em Porsche 911 3.0 RS, à procura da terceira vitória consecutiva na prova, e o francês Jean-Jacques Renaut, em Porsche 911 2.8 RSR.
Fiel ao espírito dos “3C” – No Crashing, No Cheating, No Complaining – que caracteriza o Iberian Historic Endurance, a vontade de vencer estava bem visível no ambiente de paddock. Ao início da tarde de sábado, 45 carros alinharam na grelha para a tradicional partida “à Le Mans”: carros estacionados a 45 graus junto ao muro das boxes e pilotos do lado oposto da pista, prontos a correr até aos seus carros quando o diretor de corrida fez agitar a bandeira de Portugal.
Lima e Pereira arrancaram com autoridade, enquanto, logo atrás, Alex Collins e Pedro Rezende protagonizavam um intenso duelo pelo segundo lugar, resolvido a favor do Porsche preparado pela Aurora Motorsport durante as primeiras dobragens. Na frente, as equipas ensaiavam estratégias distintas, ao passo que, pelo pelotão, não faltavam lutas de posição entre classes e categorias.
As duas primeiras posições da geral mantiveram-se estáveis até às primeiras idas às boxes para trocas de piloto e reabastecimento. Nessa fase, Damien Kohler e José da Rocha ascenderam ao comando, seguidos de perto por Alex Collins. O Shelby Cobra assistido pela Classic Garage acabaria por ser ultrapassado pelo Ford GT40 três voltas depois, mas a dupla luso-francesa não tardou a recuperar a liderança, que apenas voltaria a perder quando a corrida chegou à 27.ª volta.
Depois de todas as equipas cumprirem as paragens obrigatórias e estabilizarem os ritmos, Pedro Rezende emergiu na frente com cerca de cinco segundos de vantagem sobre o Ford GT40 de Paulo Lima e Ricardo Pereira. A margem começou, porém, a encolher rapidamente e a troca de posições consumou-se à 33.ª volta. O GT40 da RP Motorsport parecia em condições de se isolar na liderança, mas dez voltas mais tarde a diferença entre ambos era inferior a dois segundos. À 44.ª volta, Lima e Pereira cumpriram a derradeira paragem, devolvendo provisoriamente a liderança ao Porsche 911 3.0 RS, que ainda teve de regressar às boxes uma última vez.
Na fase final, já com as estratégias definidas, o Ford GT40 regressou à pista na frente e impôs um ritmo fortíssimo, construindo a vantagem necessária para garantir o primeiro triunfo de Paulo Lima e Ricardo Pereira nos 250 km do Estoril by Powershield. Ao fim de 58 voltas, Pedro Rezende viu a sua exibição sólida recompensada com o segundo lugar absoluto e a vitória na classe H-1976. Jean-Jacques Renaut, em Porsche 911 2.8 RSR preparado pela Classic Garage, completou o pódio à geral e foi segundo na classe, naquela que foi a sua estreia na prova portuguesa. Bruno Duarte e Filipe Jesus, em Porsche 911 3.0 RS, fecharam o pódio da H-1976.
Na categoria GTP & SC, Alex Collins e Martin Stretton terminaram no quarto posto absoluto e foram segundos da classe, enquanto Carlos Barbot e Filipe Vieira de Campos, em Merlyn MK4, asseguraram o terceiro lugar do pódio.
Com cerca de 15 carros inscritos, a H-1965 prometia ser uma das classes mais animadas do fim de semana, reunindo máquinas de enorme pedigree competitivo, como Jaguar E-Type, Lotus Elan, Ford Mustang ou Shelby Cobra. Brice Pineau e Oliver Muytjens garantiram a pole-position ao volante do Shelby Cobra Daytona da HY Racing, mas a corrida ficou aquém das expectativas: perderam duas voltas e terminaram apenas em quarto. A vitória foi dominada de princípio a quase fim por Damien Kohler e José da Rocha, cujo Shelby Cobra chegou mesmo a liderar a tabela geral. A dupla assumiu o comando dos H-1965 logo na primeira volta e só o perdeu durante sete voltas, para o regressado Shelby Mustang GT350 de Ernesto Silva Vieira e André Castro Pinheiro, que terminariam em terceiro da classe graças a uma gestão de corrida exemplar. Sempre muito consistentes, os dinamarqueses Thorkild Stamp e Michael Holden levaram o seu Porsche 904/6 ao segundo lugar da categoria, depois de rodarem grande parte da prova em posição de ataque.
Na classe H-1971, o interesse também foi máximo. O Alfa Romeo GTAm de Henry Wegener arrancou da pole, mas perdeu a liderança logo na volta inicial para o BMW 2800 CS de Luís Sousa Ribeiro e Ricardo Pereira. O BMW manteve-se na frente durante quatro voltas até ser ultrapassado pelo Chevrolet Corvette L88 de Pedro Bethencourth, Jorge Nogueira Pinto e Francisco Pinto Abreu, o carro mais rápido em pista. Quando o “muscle car” americano acabou por abandonar, a dupla do BMW regressou ao comando. Discreto mas eficaz, Wegener manteve o Alfa sempre no grupo da frente, entregando o turno final ao jovem compatriota Finn Gehrsitz, piloto Lexus no Mundial de Resistência (WEC). Com um ritmo muito forte nas voltas decisivas, Gehrsitz assumiu a liderança a 15 voltas do fim e selou uma vitória justa para a Fernandes Racing. Luís Sousa Ribeiro e Ricardo Pereira terminaram em segundo, enquanto Piero del Maso e o filho, Guilhermo, concluíram em terceiro com o Porsche 911 2.5 ST da Garagem João Gomes. Apesar do atraso de duas voltas, a dupla pôde celebrar em grande, ao garantir o “1000 km Trophy” da temporada 2025 do Iberian Historic Endurance.
Na categoria Gentlemen Driver Spirit (GDS), a luta pela vitória ficou bem desenhada logo na qualificação, com um duelo anunciado entre o MG B Roadster de Paul Rayment / James Wheeler e o Austin Mini Cooper S da Dorset Racing, guiado pelos britânicos Ellie Birchenhough, Nick Topliss e Richard Parsons, autores do melhor tempo nos treinos cronometrados. Em corrida, a experiência de Rayment e Wheeler acabou por falar mais alto: a dupla impôs o seu ritmo e conquistou o triunfo com uma volta de avanço sobre Nuno Nunes, segundo classificado ao volante de um Porsche 911 SWB. O combativo Austin Mini Cooper S completou o pódio da categoria, depois de uma corrida intensa entre estes três protagonistas. O Mini liderou as duas primeiras voltas, o Porsche assumiu o comando à terceira, a Dorset Racing voltou à frente nove voltas depois e Nuno Nunes regressou ao topo à 27.ª volta. Na fase decisiva, o MG B Roadster aproveitou a consistência e o conhecimento do traçado para assumir a liderança na 37.ª volta e defendê-la com autoridade até à bandeira de xadrez.
Index de Performance: Tourneur volta a brilhar com o Porsche 356
A festa dos 250 km do Estoril by Powershield ficou completa com a atribuição do prémio do Index de Performance, uma classificação especial que não se baseia na ordem de chegada, mas sim no rendimento relativo de cada viatura face ao seu potencial técnico. Pelo segundo ano consecutivo, o vencedor foi o francês Vincent Tourneur, aos comandos do seu carismático Porsche 356 Speedster de 1954, um verdadeiro ícone do património automóvel e o primeiro modelo de competição-cliente alguma vez produzido pela Porsche. O piloto recebeu um relógio exclusivo da Cuervos y Sobrinos, associado a este prestigiado troféu.
O pódio do Index de Performance foi completado pelos britânicos Ellie Birchenhough, Nick Topliss e Richard Parsons, cujo Austin Mini Cooper S alcançou o segundo lugar, e pelo brasileiro Fabiano Vivacqua Jr., que levou o Porsche 356 B d ao terceiro posto. Uma forma perfeita de encerrar um fim de semana que mais uma vez confirmou os 250 km do Estoril como uma das grandes provas de resistência para clássicos na Europa.
A cada geração, o Renault Clio reinventou-se para acompanhar — e muitas vezes antecipar — as expectativas dos clientes. Desde 1990, o modelo tem vindo a redefinir os padrões do segmento B, mantendo-se fiel à sua assinatura original: um automóvel compacto com atributos de um modelo de gama superior. Em 2026, essa história entra num novo capítulo com o lançamento do novo Renault Clio, disponível para encomenda a partir de outubro.
Com quase 17 milhões de unidades vendidas em 120 países, o Clio é o automóvel francês mais vendido de sempre e um verdadeiro caso de sucesso industrial e comercial. Cada uma das cinco gerações anteriores trouxe a sua própria revolução: o Clio I foi o citadino que “tinha tudo de um grande”, o Clio II trouxe mais conforto e um ambiente de “casulo”, o Clio III elevou a qualidade percebida a um nível inédito no segmento, o Clio IV marcou uma rutura no design e o Clio V inaugurou o habitáculo centrado num grande ecrã e nos serviços multimédia. Agora, o Clio VI volta a mudar de escala, por dentro e por fora.
O novo Clio afirma-se como um “super-hatch” do segmento B. O design foi profundamente redesenhado, com proporções mais generosas: é mais comprido e mais largo, com um capot mais longo, vias alargadas e uma silhueta que se aproxima de um coupé compacto. A frente é dominada por uma nova grelha de forte presença, com padrão de diamantes graduados, e por uma assinatura luminosa em forma de diamante que reforça o caráter tecnológico do modelo. Na traseira, os grupos óticos e a linha da bagageira sublinham a atitude dinâmica, enquanto as jantes até 18 polegadas, consoante a versão, reforçam a postura em estrada.
No interior, o novo Clio sobe claramente de patamar. O habitáculo é mais espaçoso, em especial para os passageiros traseiros, graças ao maior comprimento útil e à distância entre eixos revista. A bagageira pode atingir 391 litros, com uma abertura mais baixa e acessível. A posição de condução foi refinada, com um novo volante mais compacto, preciso e agradável ao toque, uma direção mais direta e um raio de viragem otimizado para facilitar a condução urbana. A consola e os espaços de arrumação foram repensados para maior funcionalidade no dia a dia.
Test-Drive Renault Clio 6, November 10th 2025 at Lisbonne, Portugal – Photo Clément Choulot / DPPI
A peça central da experiência a bordo é o sistema multimédia OpenR Link, com Google integrado — uma estreia neste nível de gama. Dependendo da versão, o Clio pode dispor de um conjunto de dois ecrãs até 10,1 polegadas, com navegação Google Maps, comandos por voz, acesso a aplicações via Google Play e atualizações remotas. Tudo isto sem necessidade de ligação permanente do smartphone, garantindo maior segurança, conforto e fluidez de utilização. A oferta de dados inclui um pacote de conectividade que cobre a utilização média mensal das aplicações mais populares. Futuramente, o sistema integrará o Gemini, o novo assistente de IA conversacional da Google, disponível através de atualização over-the-air.
O ambiente a bordo beneficia ainda de novos materiais e acabamentos de inspiração premium. Encontramos tecidos e superfícies com maior qualidade visual e táctil, um painel de instrumentos com zonas retroiluminadas por LED e até 48 cores de iluminação ambiente. Na versão topo de gama Esprit Alpine, o habitáculo ganha personalidade específica com acabamentos em Alcântara, detalhes em “titânio espectral” e bancos com visual mais desportivo. Em opção, o sistema de som Harman Kardon, desenvolvido em parceria com Jean-Michel Jarre, oferece diferentes paisagens sonoras imersivas.
Em matéria de segurança e assistência à condução, o novo Clio coloca-se ao nível dos segmentos superiores. Dependendo da versão, dispõe de até 29 sistemas avançados de assistência ao condutor (ADAS), incluindo Active Driver Assist com controlo de velocidade de cruzeiro adaptativo inteligente, travagem de emergência em diversas situações, assistência à paragem de emergência caso o condutor deixe de reagir, câmara interior para deteção de fadiga ou distração e sistemas avançados de ajuda ao estacionamento com visão 3D a 360°. Um botão My Safety Switch permite memorizar e ativar, com um só toque, o conjunto de ADAS preferidos pelo condutor, evitando reconfigurações constantes.
Debaixo da carroçaria, o novo Clio mantém a plataforma CMF-B, mas com vias alargadas e afinações de chassis desenvolvidas para garantir o mesmo equilíbrio que tornou o Clio V uma referência em comportamento dinâmico. A aerodinâmica foi otimizada em túnel de vento, reduzindo o CdA e melhorando a eficiência, enquanto o trabalho de isolamento acústico e de redução de vibrações foi reforçado, aproximando o conforto de modelos de segmento superior.
Test-Drive Renault Clio 6, November 10th 2025 at Lisbonne, Portugal – Photo Clément Choulot / DPPI
A gama de motorizações foi completamente atualizada para responder aos desafios de eficiência, emissões e prazer de condução. No topo está o novo motor full hybrid E-Tech 160, que combina um motor a gasolina 1.8 de ciclo Atkinson com dois motores elétricos e uma caixa multimodo inteligente. A potência combinada é de 160 cv, com aceleração dos 0 aos 100 km/h em 8,3 segundos, consumo médio de apenas 3,9 l/100 km e emissões de CO₂ a partir de 89 g/km. Em contexto urbano e periurbano, o sistema permite circular em modo 100% elétrico até 80% do tempo, aproximando o uso diário da experiência de um veículo elétrico, mas sem ansiedade de autonomia, que pode atingir cerca de 1.000 km.
A oferta de entrada é assegurada por um novo motor 1.2 TCe de três cilindros e 115 cv, derivado das motorizações presentes em modelos superiores como o Austral ou o Rafale. Este motor está disponível com caixa manual de 6 velocidades ou com uma moderna transmissão automática EDC de dupla embraiagem, que oferece uma resposta mais direta e um consumo até 12% inferior face a soluções anteriores. Alguns meses após o lançamento, a gama será reforçada com uma versão Eco-G 120 EDC, um motor a gasolina-GPL de 3 cilindros e 120 cv, que conjuga custos de utilização muito baixos com uma autonomia combinada que pode atingir 1.450 km, graças ao aumento da capacidade do depósito de GPL.
O novo Clio também reflete a ambição da Renault em matéria de sustentabilidade. Uma parte significativa do peso do veículo integra materiais provenientes da economia circular, como plásticos reciclados no para-choques traseiro, fibras recicladas nos estofos (até 92% em determinados níveis de equipamento) e polímeros reciclados na estrutura do painel de instrumentos e nas jantes de versões específicas. O objetivo é reduzir o impacto ambiental ao longo de todo o ciclo de vida do automóvel, sem comprometer qualidade, segurança ou prazer de condução.
“O novo Clio combina as dimensões compactas de um automóvel do segmento B com o desempenho, a tecnologia e o conforto de um modelo de gama superior”, sublinha Bruno Vanel, vice-presidente de desempenho de produtos da marca Renault. “O nosso hatchback superpoderoso redefine os padrões da sua classe, com uma experiência de condução dinâmica e confortável. O motor full hybrid E-Tech 160 oferece um desempenho impressionante e uma eficiência recorde. Repleto de funcionalidades, incluindo o OpenR Link com Google integrado, o novo Clio tem, verdadeiramente, todas as características de um automóvel adulto – elle a tout d’une grande.”
Com 35 anos de história, seis gerações e 17 milhões de unidades vendidas, o Renault Clio volta a apresentar-se como a referência a bater no seu segmento, aliando design, tecnologia, eficiência e o espírito de reinvenção que sempre o definiu.
Quatorze fabricantes de renome internacional irão disputar a glória no FIA World Endurance Championship em 2026, num campeonato que procura dar continuidade ao grande momento que viveu esta temporada, marcada por nada menos do que oito marcas diferentes a vencer corridas nas duas categorias.
À semelhança de 2025, Alpine, Aston Martin, BMW, Cadillac, Corvette, Ferrari, Ford, Lexus, McLaren, Mercedes-AMG, Peugeot, Porsche e Toyota regressam à competição. A grande novidade é a estreia da Genesis, marca premium do grupo Hyundai, que se junta ao pelotão da disciplina de resistência mais prestigiada do mundo.
Na categoria principal, Hypercar, as equipas oficiais da Alpine, Aston Martin, BMW, Cadillac, Genesis, Peugeot e Toyota tentarão destronar a Ferrari, campeã em título. O Cavallino Rampante conquistou todos os troféus em jogo no seu terceiro ano com o 499P — protótipo que, até ao momento, permanece invicto nas icónicas 24 Horas de Le Mans, a prova rainha de um calendário composto por oito rondas.
Também impressionante tem sido o domínio da Manthey em LMGT3. A potência alemã do GT garantiu o título nas duas temporadas desde a criação da classe Pro/Am, em 2024, e regressará em 2026 com dois competitivos Porsche 911 GT3 R, determinados em completar o “hat-trick”.
Para isso, porém, terão de superar uma oposição cada vez mais forte, com equipas a alinhar máquinas de Aston Martin, BMW, Corvette, Ferrari, Ford, Lexus, McLaren e Mercedes-AMG — todas elas com presenças no pódio em 2025, prova da competitividade extrema que caracteriza o campeonato.
Richard Mille, Presidente da Comissão FIA de Endurance, afirmou: “Com base no sucesso e estabilidade das últimas temporadas, a grelha do FIA WEC 2026 é o resultado de anos de trabalho intenso para elevar este magnífico campeonato ao nível onde se encontra hoje. A grelha do próximo ano reflete perfeitamente aquilo que o endurance deve ser: grandes marcas globais, tecnologia de ponta e um elenco de pilotos que combina campeões consagrados com jovens talentos e amadores ambiciosos. Não tenho dúvidas de que teremos mais uma época absolutamente fascinante.”
Pierre Fillon, Presidente do Automobile Club de l’Ouest, sublinhou: “A lista de inscritos para 2026 volta a reunir os fabricantes, equipas e pilotos mais fortes do mundo das corridas de resistência. A categoria Hypercar celebrou sete vencedores diferentes em oito corridas em 2025, e o mesmo equilíbrio verificou-se na LMGT3, onde seis formações distintas subiram ao degrau mais alto. Este nível excecional de competição demonstra que todos os participantes estão a operar ao mais alto nível e motivados pelo sucesso. Estamos a caminho de mais uma temporada extraordinária, que continuará a impulsionar a tecnologia, o desporto e o futuro do endurance.”
Frédéric Lequien, CEO do FIA WEC, acrescentou: “A apresentação da lista de inscritos do FIA WEC é sempre um momento de orgulho, especialmente quando recebemos novos construtores, como acontece em 2026 com a chegada de dois Hypercars da Genesis. Tivemos uma temporada extraordinária, com mais público nas pistas do que nunca e níveis recorde de envolvimento dos fãs. Isso demonstra o crescimento contínuo do campeonato. Com Ford e McLaren também a prepararem a sua entrada nos Hypercar em 2027, a popularidade do WEC está destinada a aumentar ainda mais.”
A temporada 2026 começa a 28 de março com a prova inaugural, o Qatar 1812 km, antes de seguir para Imola (19 de abril), Spa-Francorchamps (9 de maio), Le Mans (13-14 de junho), Interlagos (12 de julho), COTA (6 de setembro) e Fuji (27 de setembro). O encerramento da época terá lugar no Bahrein, a 7 de novembro.
A FPAK abriu oficialmente o processo de seleção para jovens pilotos que pretendam integrar o programa Júnior Team na Montanha em 2026, uma oportunidade única de competir ao mais alto nível nacional e desenvolver talento em ambiente profissional.
A Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting anunciou a abertura das candidaturas para o FPAK Júnior Team na Montanha 2026, convidando todos os interessados a enviarem o seu currículo desportivo até 31 de janeiro de 2026, através do e-mail comunicacao@fpak.pt.
. Podem candidatar-se pilotos com licença desportiva FPAK que, durante o ano de 2026, tenham entre 16 e 25 anos, provenientes de qualquer modalidade de automobilismo ou karting. Será dada preferência a uma piloto feminina, sendo o currículo desportivo dos últimos três anos um dos principais critérios de avaliação, juntamente com o compromisso de participação em todas as provas previstas no programa.
Ficam excluídos os pilotos que já tenham tido Licenças Internacionais de Automobilismo, que tenham disputado provas FIA ou competições internacionais, ou que tenham integrado projetos anteriores do FPAK Júnior Team. A FPAK sublinha que a seleção final terá em conta o potencial de evolução, a capacidade de comunicação e a ética desportiva dos candidatos, reservando-se o direito de escolher os perfis que considere mais ajustados aos objetivos do projeto.
No total, serão selecionados três jovens pilotos, que irão disputar as sete provas do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group 2026 aos comandos de um Peugeot 208 preparado pela Befast Motorsport. Aos pilotos caberá suportar o custo fixo por prova, bem como o valor dos pneus, o seguro e a caução respetiva. Estes valores, assim como o regulamento final, serão comunicados oportunamente.
A Mazda reforça em 2026 o posicionamento de topo dos SUV CX-60 e CX-80, através de um conjunto abrangente de melhorias em performance, tecnologia, segurança e design. As atualizações, que estarão disponíveis nos concessionários a partir da primavera de 2026, elevam o patamar de sofisticação dos dois modelos, criando propostas ainda mais completas no segmento premium.
Ambos os SUV passam a cumprir a norma de emissões Euro6e-bis e, no caso das versões equipadas com o motor 3.3 Diesel, passam também a ser compatíveis com combustível HVO 100 (Óleo Vegetal Hidrogenado), sublinhando o compromisso da Mazda com soluções de mobilidade mais limpas e sustentáveis.
Mais segurança, tecnologia e conveniência
O pacote de segurança dos modelos CX-60 e CX-80 é significativamente reforçado, com a introdução do Driver Emergency Assist (DEA) em todas as versões. Este sistema, em parceria com a monitorização do condutor, deteta situações de emergência médica, reduz a velocidade do veículo e conduz a viatura para uma paragem segura, destrancando automaticamente as portas para facilitar o acesso das equipas de socorro.
O CX-60 recebe agora diversas tecnologias avançadas já presentes no topo-de-gama CX-80, consolidando a sua classificação de 5 estrelas Euro NCAP. Entre elas contam-se o sistema de monitorização do condutor, o Smart Brake Support Head-on Collision Mitigation e o Emergency Lane Keeping Head-on Traffic Avoidance Assist. A partir do nível Exclusive-Line, juntam-se o Smart Brake Support Front Crossing com alerta e travagem de tráfego cruzado e a função Towing Hitch Guide. Estão também disponíveis novos sistemas como o Cruising & Traffic Support com assistência a condutor não responsivo e o Smart Brake Support Rear Crossing.
No interior, a experiência de utilização evolui com a integração do Amazon Alexa, permitindo controlo por voz natural de navegação, entretenimento e funcionalidades conectadas. O CX-60 recebe ainda um novo sistema de navegação híbrido, com cálculos de rotas alternativas, pesquisa avançada de pontos de interesse e sete anos de atualizações gratuitas.
Entre as novidades estéticas, surge a nova cor metálica Polymetal Grey, substituindo o anterior Sonic Silver.
Mais requinte e design evoluído
As versões Homura e Homura Plus dos CX-60 e CX-80 destacam-se com um novo e elegante interior castanho-claro, bancos em pele Nappa acolchoada, volante bicolor e acabamentos em camurça no painel de instrumentos. Os níveis de conforto acústico foram igualmente melhorados com a introdução de vidros com isolamento nas portas dianteiras. As jantes de 20 polegadas apresentam novos acabamentos: Metallic Silver no CX-60 e Bright Silver no CX-80.
Cada detalhe reforça a filosofia “Crafted in Japan”, combinando materiais nobres — como madeira de ácer verdadeira, couro Nappa e tecidos tradicionais japoneses — num ambiente que exibe a identidade artesanal e distinta da Mazda.
Elegância, desempenho e evolução contínua
Com estas atualizações, os Mazda CX-60 e CX-80 reforçam a sua posição como SUV sofisticados, equilibrando desempenho, conforto e eficiência com um design marcante e tecnologias de referência. Informações adicionais sobre o lançamento das gamas 2026 em Portugal serão comunicadas mais perto da data de chegada ao mercado.
Aos 11 anos, Gustavo Oliveira assinou uma estreia brilhante nas Rotax Max Challenge Grand Finals, o prestigiado ‘Mundial’ de karting Rotax, onde alcançou um notável 7.º lugar na categoria Micro Max. O jovem piloto de Gondomar mostrou velocidade e maturidade ao longo de toda a semana no Bahrein, num evento que reuniu quase 400 pilotos de mais de 60 países.
Campeão nacional Micro Max e vencedor da Rotax Cup em 2025, Gustavo confirmou imediatamente o seu valor numa competição onde todos os pilotos correm com material rigorosamente igual. Nos treinos cronometrados, marcou o 2.º melhor tempo da sessão e entrou directamente para o grupo dos candidatos ao triunfo. Nas mangas de qualificação voltou a destacar-se, terminando uma das corridas no 3.º lugar e concluindo esta fase no top 3 entre 36 pilotos, o que reforçou as expectativas para a Final.
Na corrida decisiva, Gustavo chegou a integrar o grupo da frente e a discutir as posições de pódio, mas alguns azares na fase final acabaram por o afastar dos primeiros lugares. Ainda assim, fechou o ‘Mundial’ Rotax num muito meritório 7.º posto, um resultado extraordinário para uma estreia internacional ao mais alto nível.
“Esta semana no Bahrein foi inesquecível, não só pela competição, mas por estarem aqui pilotos de todo o mundo, num ambiente que parece os ‘Jogos Olímpicos’ do karting”, afirmou o jovem português. “Fui rápido desde os treinos livres e isso deu-me confiança para os cronometrados e para as mangas. Na Final, cheguei a acreditar num pódio, mas tivemos algum azar. Mesmo assim, terminar entre os sete melhores pilotos Rotax do mundo, na minha primeira vez, deixa-me muito orgulhoso.”
Com este resultado, Gustavo Oliveira fecha uma época para recordar, reforçando o seu estatuto como um dos mais promissores talentos do karting português.