Autor: Joaquim Amândio Santos

  • 24H C1 Portimão: festa e consagração em jornada memorável da C1 Eurocup

    24H C1 Portimão: festa e consagração em jornada memorável da C1 Eurocup

    As 24H C1 Portimão voltaram a transformar o Autódromo Internacional do Algarve num palco vibrante de competição e confraternização, num fim de semana marcado pelo espírito desportivo, entreajuda e paixão pelo automobilismo. A edição de 2025 reuniu 223 pilotos e 45 carros, representando um novo recorde de diversidade com 12 nacionalidades presentes – entre elas Portugal, Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Inglaterra, Irlanda, Itália, México, Países Baixos, Polónia e República Checa.

    Pela primeira vez na história do troféu, as equipas internacionais superaram numericamente as formações portuguesas, num claro reflexo do crescimento da C1 Eurocup além-fronteiras. Em pista, a luta distribuiu-se por seis classes, com corridas intensas e variadas, marcadas por múltiplas trocas de liderança ao longo das 24 horas.

    A grande vencedora da edição 2025 foi a PK4fun 2, no C1 nº 278, que conquistou a vitória absoluta, o triunfo na classe BE e ainda a vitória entre as equipas de assistência, numa demonstração de domínio total. A equipa encerrou o fim de semana com uma simbólica dobradinha, graças ao segundo lugar conquistado pela PK4fun 3, no C1 nº 284. O pódio ficou completo com a Emax MotorSport 2, no C1 nº 275.

    Também na classe UK a luta pelo topo foi intensa, com a JLM by RABsport, no C1 nº 346, a impor-se tanto na classificação de pilotos como de equipas. O C1 nº 387 da BPC Motorsport With Performance terminou logo atrás, após várias alternâncias de liderança ao longo da corrida, enquanto o terceiro posto ficou para o C1 nº 591 da J W Bird Motorsport 2.

    Na classe DK, a Bmsport, no C1 nº 450, destacou-se pela consistência e ritmo forte, vencendo entre pilotos e equipas de assistência. A Lindholm, no C1 nº 307, assinou o segundo lugar, seguida pela AutoUna 2, que liderou grande parte da corrida e fechou o pódio com o C1 nº 488.

    Entre as equipas portuguesas, a Ribas Motorsport brilhou com especial intensidade. A formação do C1 nº 22 conquistou a vitória na classe PRO e foi a melhor estrutura nacional, assinando ainda o segundo lugar absoluto da geral, após uma corrida em que demonstrou ritmo e fiabilidade exemplar. O C1 nº 264 da Mafra C1 Team terminou no segundo posto da classe, com a Goldlimousine Team a fechar o pódio no C1 nº 5.

    Na classe AM travou-se uma das disputas mais imprevisíveis do fim de semana, com várias trocas de liderança. No desfecho, a T3 Racing, no C1 nº 52, garantiu o triunfo entre pilotos e equipas, seguida da Famaconcret, no C1 nº 69. A Lumio Studios, que liderou durante longos períodos e esteve sempre na luta pela vitória, concluiu na terceira posição com o C1 nº 92.

    Já a classe GEN 1 terminou com domínio da formação 71racing.com, assistida pela Wild Motors, que se estreou no troféu e controlou a corrida com o C1 nº 71. O segundo lugar foi conquistado pela Autocloche/Marbelo, no C1 nº 111, enquanto Os Azelhas do Norte subiram ao pódio no C1 nº 696.

    No balanço final, André Duarte, responsável pela relação com Pilotos e Equipas da C1 Eurocup, destacou a dimensão histórica do evento: “As 24H C1 Portimão chegam ao fim com um enorme sentimento de orgulho. Tivemos 45 equipas, 223 pilotos e um recorde de 12 nacionalidades, num ambiente extraordinário onde competitividade e respeito em pista se juntaram a uma fantástica convivência no paddock. A entreajuda e o espírito de equipa foram marcas desta edição, numa verdadeira celebração da paixão pelo automobilismo. O nosso enorme obrigado a todos os pilotos e equipas – são eles o rosto das 24H C1 Portimão, a prova rainha da C1 Eurocup.”

  • Vicente Capela faz história com pódio no ‘Mundial’ Rotax no Bahrein

    Vicente Capela faz história com pódio no ‘Mundial’ Rotax no Bahrein

    Com apenas 12 anos, Vicente Capela tornou-se o primeiro piloto português a subir ao pódio da categoria Mini Max do Rotax Max Challenge Grand Finals, considerado o ‘Campeonato do Mundo’ de karting Rotax. O jovem piloto de Beja, bicampeão nacional, foi terceiro classificado entre os 72 melhores pilotos do mundo, culminando o evento que terminou este sábado, no Circuito Internacional do Bahrein.

    Portugal tem um dos melhores pilotos de karting do mundo na categoria Mini Max, depois de Vicente Capela ter conquistado um histórico pódio no Rotax Max Challenge Grand Finals, disputado no Bahrein. O evento no Médio Oriente reuniu quase 400 pilotos de várias partes do planeta, que competem com material rigorosamente igual fornecido pela organização, tornando este ‘Mundial’ uma das provas mais relevantes para revelar os grandes talentos do karting internacional.

    Durante as mangas de qualificação e a Pré-Final, Vicente focou-se em garantir presença na Final, reservada aos 36 melhores entre os 72 inscritos da Mini Max. O bicampeão nacional arrancou para a corrida decisiva do 12.º lugar, mas um toque na fase inicial empurrou-o para fora da trajetória ideal, obrigando-o a cair para o 20.º posto. Mesmo assim, manteve a concentração, realizou várias ultrapassagens decisivas e terminou dentro do top 6. Penalizações aplicadas a alguns adversários, devido a contactos e abusos dos limites da pista, permitiram-lhe ascender ao terceiro lugar — o primeiro pódio de sempre para Portugal nesta categoria do ‘Mundial’ Rotax.

    Recorde-se que Vicente Capela já tinha escrito História em abril, na pista de Valência, quando venceu uma prova do Champions of the Future Academy Program, tornando-se o primeiro português a triunfar nesta competição apoiada pela Academia da Fórmula 1.

    Uma época que ficará para mais tarde recordar

    Este resultado no Bahrein encerra uma temporada verdadeiramente memorável para Vicente Capela. O jovem piloto iniciou o ano vencendo a Rotax Cup no Kartódromo Internacional de Braga e, semanas depois, sagrou-se bicampeão nacional Rotax, juntando o título Micro Max de 2024 ao domínio da Mini Max em 2025. Competiu também em Espanha, onde venceu no exigente Campeonato Valenciano de Karting, e assinou prestações históricas no Champions of the Future Academy Program e no próprio Rotax Max Challenge Grand Finals. Disputou ainda o IWF — o ‘Mundial’ de karting IAME — onde terminou no top 15 entre 88 pilotos. No conjunto da época, somou 13 vitórias e 23 pódios em competições nacionais e internacionais, consolidando-se como um dos talentos mais promissores do karting europeu.

    “Estou mesmo muito feliz com este resultado no Bahrein porque aqui estavam, literalmente, os melhores pilotos do mundo”, afirmou Vicente Capela, minutos depois de subir ao pódio em Sakhir, junto à pista de Fórmula 1. “Aqui só estão os campeões Rotax de cada país, ou detentores de títulos continentais, por isso o nível é altíssimo. A Final foi uma verdadeira montanha-russa de emoções! Arranquei bem, mas depois sofri um toque que me fez cair vários lugares. Mantive a concentração e, felizmente, consegui recuperar até ao grupo que discutia os lugares do pódio. Foi duro, mas isso só reforça o meu orgulho por colocar Portugal no pódio do maior evento de karting do mundo”, destacou o promissor piloto alentejano.

  • Portugueses reconquistam Fronteira: vitória épica quebra domínio francês após 14 anos

    Portugueses reconquistam Fronteira: vitória épica quebra domínio francês após 14 anos

    A 27.ª edição da bp Ultimate 24 Horas TT Vila de Fronteira ficou marcada por um feito histórico: a vitória totalmente portuguesa de Luís Cidade, João Monteiro, Mário Franco e Pedro Santinho Mendes. A equipa, que se reuniu pela primeira vez para este desafio, conquistou a mais emblemática prova de resistência do todo-o-terreno nacional ao volante de um SSV Can-Am, quebrando o domínio francês que durava desde 2011. Um triunfo épico que devolve Portugal ao topo desta clássica do automobilismo.

    Foi uma maratona de pura sobrevivência, onde favoritos desistiram, protótipos ficaram pelo caminho e a chuva transformou a pista num campo de batalha. E se houvesse um prémio de “Piloto do Evento”, Luís Cidade seria o vencedor: fez a pole-position, ganhou as 4 Horas SSV e terminou a corrida das 24 Horas ao volante, num fim de semana absolutamente memorável.

    Mais de 300 pilotos estiveram em pista e milhares de adeptos encheram o Terródromo de Fronteira durante todo o fim de semana, assistindo ao regresso de Portugal às vitórias, algo que não acontecia desde 2010, quando a formação de Pedro Lamy, José Pedro Fontes, Luís Silva e António Coimbra levou a melhor com o BMC-BMW.

    A competitividade dos protótipos franceses — máquinas altamente evoluídas — e a experiência dos seus pilotos explicavam o longo reinado gaulês. Mas este ano a South Racing Can-Am montou uma equipa forte, experiente e rápida, capaz de transformar um SSV num candidato real ao triunfo absoluto.

    Liderança desde o início… e um susto final

    A formação portuguesa assumiu o comando logo na primeira volta, após ter sido a mais rápida nos treinos cronometrados. Ainda assim, a corrida esteve longe de ser linear. A equipa Laurent Poletti/Ronald Basso/Tiago Reis chegou a liderar, mas um reabastecimento ilegal fora da zona permitida resultou numa penalização de 15 voltas, seguida de problemas mecânicos que ditaram o abandono.

    A noite e a chuva provocaram estragos. O protótipo AC Nissan de Mário Andrade partiu a suspensão traseira numa saída de pista, perdendo muito tempo nas boxes. Mesmo assim, regressariam à luta, realizando uma recuperação impressionante até voltarem ao pódio.

    A cinco horas do fim, um problema elétrico no Can-Am Maverick R colocou a vitória portuguesa em risco. A equipa perdeu 1h40 nas boxes, permitindo que o AC Nissan voltasse à liderança. Contudo, novos problemas — quebra de rendimento do motor e sucessivas trocas da correia do alternador — devolveram a vantagem ao quarteto português, que resistiu à pressão até ao último minuto. “Ninguém merece sofrer tanto”, confessou João Monteiro, emocionado, após a vitória.

    “Foi uma prova muito difícil. Tivemos um contratempo, mas a equipa resolveu o problema. Nas últimas horas gerimos o andamento e conseguimos um fim de semana inacreditável. Estou mais feliz com as duas vitórias do que cansado por disputar duas corridas”, afirmou Luís Cidade, responsável por abrir e fechar a corrida.

  • CARRERA LOS 80: Nuno Figueiredo sem sorte no Estoril

    CARRERA LOS 80: Nuno Figueiredo sem sorte no Estoril

    O regresso de Nuno Figueiredo às pistas nacionais, no Autódromo do Estoril, ficou marcado por um fim de semana de frustração, depois de a icónica “sueca endiabrada”, a Volvo 850, ter sido impedida de alinhar nas corridas da Carrera Los 80 devido a um problema técnico irreparável a tempo.

    O piloto começou por dar excelentes indicações na sessão de treinos cronometrados, onde conquistou o 5.º melhor tempo da grelha, registando a sua melhor volta em 2:00.979, à média de 123,9 km/h. Um desempenho promissor que deixava antever um bom resultado no domingo.

    No entanto, pouco depois da qualificação, a equipa técnica identificou um problema mecânico que impossibilitou a recuperação da Volvo 850 para a corrida. Assim, a participação de Nuno Figueiredo e do seu colega Fernando Charais terminou prematuramente.

    “Soube muito bem voltar a sentar-me na carrinha Volvo 850, tantas recordações… Mas as corridas têm destes imponderáveis. Um contratempo técnico impediu-me, a mim e ao Fernando, de prosseguir. Temos de ter paciência e aguardar por uma próxima oportunidade”, afirmou Nuno Figueiredo no final do dia.

    A dupla contou com os apoios de Liqui Moly, SPR e Nexen Tyre.

  • Gabriel Caçoilo encerra temporada em alta com exibição sólida no Estoril

    Gabriel Caçoilo encerra temporada em alta com exibição sólida no Estoril

    O jovem piloto aveirense Gabriel Caçoilo terminou a temporada 2025 do Iberian Supercars Endurance e do Campeonato de Portugal de Velocidade com uma exibição particularmente convincente no Autódromo do Estoril, onde demonstrou maturidade, velocidade e forte adaptação ao competitivo pelotão ibérico. Ao volante do Ligier JS2R da Chefo Sport Petrogold, Caçoilo assinou um dos desempenhos mais consistentes do fim de semana, reforçando o seu estatuto de talento emergente da velocidade nacional.

    As primeiras indicações de que Caçoilo poderia estar perante um fim de semana de destaque surgiram logo na qualificação. O piloto português rubricou o terceiro melhor tempo da geral, superado apenas por carros de categorias superiores, e garantiu simultaneamente a liderança provisória da divisão GTX.
    “Sabíamos que tínhamos um bom carro para esta pista e que podíamos lutar lá na frente. A volta saiu perfeita”, afirmou o piloto, satisfeito com o ritmo apresentado.

    A corrida principal trouxe o habitual desafio das provas conjuntas, com diferentes classes – GT4, Porsche Cup, TCR e protótipos – a partilharem o traçado do Estoril. O tráfego intenso e as diferenças de performance exigiram precisão, leitura de corrida e frieza competitiva, qualidades que Caçoilo exibiu do primeiro ao último minuto.

    Em conjunto com o colega de equipa Ángel Santos, o jovem piloto português manteve-se sempre nos lugares cimeiros, evitando incidentes e gerindo com inteligência os múltiplos duelos em pista. A dupla viria a terminar no top-5 da classificação geral, um resultado amplamente valorizado no paddock pela proximidade face a carros tecnicamente mais rápidos.

    “Foi uma corrida longa, com muitas batalhas e variações de ritmo por causa do tráfego, mas conseguimos manter o foco e trazer o carro para um resultado muito positivo”, destacou Caçoilo após a prova.

    Mesmo sem subir ao pódio absoluto na última corrida, Gabriel Caçoilo consolidou a sua posição como um dos pilotos portugueses em maior evolução, somando desempenhos consistentes ao longo do ano e revelando capacidade para lutar de igual para igual com máquinas superiores.

  • Fórmula E: Félix da Costa estreia-se na Jaguar num dos palcos mais eletrizantes do campeonato

    Fórmula E: Félix da Costa estreia-se na Jaguar num dos palcos mais eletrizantes do campeonato

    A Fórmula E abre este fim de semana a temporada 2025/26, aquela que ficará marcada como o último capítulo da era Gen3. Será um ano de transição, com 17 rondas ao longo de nove meses e dez países, antes da chegada do muito aguardado Gen4, a nova geração de monolugares elétricos que promete ser mais leve, mais eficiente e capaz de regenerar ainda mais energia. Mas antes da revolução, todas as atenções se concentram em São Paulo, onde o Sambódromo do Anhembi recebe novamente uma das pistas mais vibrantes e imprevisíveis da modalidade.

    Uma das grandes histórias de abertura da nova temporada é a mudança de António Félix da Costa para a Jaguar TCS Racing. O piloto português estreia-se ao lado de Mitch Evans, autor de uma das recuperações mais impressionantes da história da Fórmula E — a vitória no Brasil em 2025 depois de arrancar do 22.º lugar.

    Após uma pré-época curta, Félix da Costa reconhece que entra na primeira corrida com a motivação em alta, mas consciente dos desafios naturais de uma mudança de equipa.

    “Estou muito contente por estar aqui numa nova equipa, mas tenho muitas zonas de desconhecimento. Só quero fazer a corrida, levar com tudo o que vier e perceber onde estamos bem e onde temos de melhorar. Sinto que me fazia jeito ter mais uns dias de testes. A equipa fez o trabalho de casa e vamos tentar fazer o nosso melhor.”

    A grelha de 2025/26 apresenta-se mais competitiva do que nunca. Na última temporada, 16 pilotos e todas as equipas estiveram no pódio — algo inédito. As mudanças reforçam esta sensação de equilíbrio:

    Nico Müller assume o lugar deixado por Félix da Costa na Porsche, juntando-se a Pascal Wehrlein, autor das duas últimas pole positions em São Paulo. A Citroën Racing estreia-se oficialmente na Fórmula E, trazendo uma dupla de luxo: Jean-Éric Vergne e Nick Cassidy. A DS Penske aposta no prodígio Taylor Barnard, que em 2024 se tornou o piloto mais jovem a conquistar uma pole position, um pódio e uma volta mais rápida.

    A Nissan regressa para defender o título de equipas com Oliver Rowland e Norman Nato, enquanto a Mahindra tenta converter o bom ritmo mostrado nos testes de Valência em resultados concretos. Também em destaque: Joel Eriksson passa a representar a Envision Racing, o jovem Pepe Martí estreia-se com a CUPRA Kiro e Felipe Drugovich inicia a sua primeira época completa na Andretti ao lado do campeão de 2023, Jake Dennis.

    Um circuito rápido, técnico e propenso a surpresas

    O traçado paulistano, com 2,933 km, volta a oferecer um cenário perfeito para uma corrida explosiva. A zona das curvas 1, 2 e 3 é uma das mais favoráveis a ultrapassagens no calendário, enquanto o setor rápido entre as curvas 4 e 6 continua a ser palco de duelos intensos e episódios marcantes — como o forte acidente de Wehrlein em 2024, do qual o alemão saiu ileso.

    São Paulo habituou os fãs a finais dramáticos, e a última volta costuma decidir a corrida. A ousada ultrapassagem de Sam Bird, que deu à McLaren a sua única vitória, ainda está fresca na memória dos adeptos.

    Primeiro teste antes do futuro

    Com tantas mudanças, tantos candidatos e tanta incerteza, o E-Prix de São Paulo assume-se como o primeiro grande termómetro da temporada. Será aqui que as equipas perceberão forças, fraquezas e tendências antes da entrada em cena do revolucionário Gen4, em 2026. Para Félix da Costa, o desafio é imediato: adaptar-se ao novo carro, à nova equipa e a um dos palcos mais exigentes da Fórmula E.

    A temporada arranca com promessa de emoção do início ao fim — e, em Portugal, toda a ação poderá ser acompanhada em direto no Eurosport e na HBO Max, numa época que se antevê histórica antes do salto tecnológico que moldará o futuro da competição elétrica.

  • 24H C1 Portimão: 223 pilotos, 45 equipas e recorde absoluto de nacionalidades na maior edição de sempre

    24H C1 Portimão: 223 pilotos, 45 equipas e recorde absoluto de nacionalidades na maior edição de sempre

    As 24H C1 Portimão regressam este fim de semana, 6 e 7 de dezembro, ao Autódromo Internacional do Algarve, com números históricos que confirmam a ascensão da prova-rainha da C1 Eurocup. No total, 223 pilotos e 45 C1 vão disputar uma corrida marcada por 11 nacionalidades, um novo recorde para a competição organizada e promovida pela Motor Sponsor.

    Pela primeira vez, as equipas internacionais (23) superam as formações nacionais (22), evidenciando a crescente projeção global do evento. A lista de inscritos inclui representantes de Portugal, Alemanha, Bélgica, Dinamarca, Inglaterra, Itália, Países Baixos, Polónia e República Checa, a que se juntam, pela primeira vez, Áustria e México. Também o número de estreantes atinge níveis inéditos: 23 equipas participam pela primeira vez nas 24H C1 Portimão.

    A edição de 2025 mantém a estrutura competitiva habitual, com seis classes em pista — PRO, AM, GEN 1, UK, DK e BE — garantindo diversidade de máquinas e estratégias. Mas traz também uma novidade relevante: uma classificação exclusiva para as equipas de assistência, com pódios próprios por classe, que se soma à classificação geral de pilotos. Uma dupla valorização que destaca o papel crucial das equipas técnicas numa corrida de 24 horas, onde a fiabilidade, rapidez e capacidade de resposta fazem a diferença.

    O programa arranca no sábado, 6 de dezembro, com treinos privados durante a manhã e sessões cronometradas à tarde. O dia culmina com a formação da grelha e o habitual grid walk, que volta a transformar a reta da meta num momento de confraternização entre pilotos, equipas e todos os protagonistas da C1 Eurocup. A corrida tem início às 16h00, prometendo um dia e uma noite de competição sem interrupções.

    Para André Duarte, responsável pela relação com Pilotos e Equipas da C1 Eurocup, os números falam por si: “Após sete anos de troféu, chegar às 24H C1 Portimão com 223 pilotos, 45 C1, 11 nacionalidades e 23 equipas estreantes é um marco absoluto em Portugal. Nunca tivemos tantas equipas estrangeiras e o facto de ultrapassarem as portuguesas mostra a força internacional da C1 Eurocup. É motivo de grande orgulho.”

    O dirigente destaca ainda o espírito inovador da organização: “Queremos melhorar a experiência de todos os participantes e, por isso, este ano distinguimos também as equipas de assistência com pódios próprios. Num evento de 24H, o seu trabalho é vital. Criámos ainda uma ilha de abastecimento no paddock e oferecemos serviço completo de pneus, garantindo máximo conforto às equipas. O grid walk será novamente um momento especial, com todas as estruturas reunidas na grelha numa moldura humana fantástica.”

    Com espírito de festa, competição e camaradagem elevado a um novo patamar, todas as condições estão reunidas para uma edição histórica das 24H C1 Portimão — um evento que encerra a temporada da C1 Eurocup de forma épica e inesquecível.

  • Alpine A390: o espírito do A110 reinventa-se num fastback elétrico de alta performance

    Alpine A390: o espírito do A110 reinventa-se num fastback elétrico de alta performance

    Uma única obsessão guiou a criação do novo Alpine A390: perpetuar o inconfundível prazer de condução que define a Alpine. O mais recente fastback desportivo da marca francesa incorpora o ADN do icónico A110, elevando-o com maior versatilidade, mais tecnologia e uma experiência de condução totalmente renovada. A filosofia resume-se numa imagem: um automóvel de corrida num fato.

    Para oferecer o melhor desempenho elétrico possível, os engenheiros da Alpine desenvolveram um conjunto inovador de três motores — um na dianteira e dois no eixo traseiro — que introduzem pela primeira vez a tração integral num modelo Alpine. Esta arquitetura permitiu criar o sistema Alpine Active Torque Vectoring (AATV), que distribui ativamente o binário entre as rodas para maximizar dinamismo, agilidade e segurança. Um nível de sofisticação raramente visto neste segmento e totalmente ao serviço da experiência de condução, mais do que das prestações absolutas.

    O A390 foi concebido para manter desempenho e precisão mesmo nos cenários mais exigentes, como a subida de estradas de montanha, onde a engenharia Alpine historicamente se distingue.

    Segundo modelo da Dream Garage da Alpine — depois do A290 e antes do futuro A110, também ele totalmente elétrico — o A390 abre uma nova etapa na história da marca. Ampliará a base de clientes, atraindo novos entusiastas e integrando, pela primeira vez, um posicionamento capaz de conquistar também clientes profissionais.

    “O A390 é o Alpine por excelência. É o trabalho de homens e mulheres apaixonados, que acreditam que a desportividade elétrica é possível e que se dedicam, todos os dias, a fazer-lhe justiça.”
    Philippe Krief, CEO da Alpine

    Fabricado inteiramente em França, o A390 é um símbolo da transformação industrial e tecnológica da Alpine. A produção decorre na fábrica histórica de Dieppe, atualmente a evoluir para responder às exigências da eletrificação e do aumento de volumes. Os motores são construídos em Cléon e as baterias, que incluem células de alto desempenho da Verkor, nascem em Dunquerque antes de serem montadas em Douai. A isto juntam-se pneus Michelin desenvolvidos especificamente para o modelo e um sistema de áudio Devialet, completando um automóvel francês de excelência, desenhado para entusiasmar.

    O resultado é um fastback desportivo de cinco lugares que transporta para a era elétrica o espírito irreverente do A110. Combina desportividade e eficiência, tecnologia e requinte, mostrando que é possível unir utilização diária a emoções fortes ao volante — fiel à assinatura Alpine há mais de 70 anos.

  • Supercars Endurance apresenta calendário provisório de 2026, reforçando estabilidade e continuidade desportiva

    Supercars Endurance apresenta calendário provisório de 2026, reforçando estabilidade e continuidade desportiva

    O Supercars Endurance revelou o calendário provisório para 2026, que mantém a estrutura e os circuitos que sustentaram o sucesso da temporada que agora termina. A preservação da arquitectura desportiva demonstra a aposta na estabilidade e no crescimento sustentado do projeto, após um ano marcado por grelhas densas, forte presença de público e corridas intensas, disputadas ao mais alto nível.

    Tal como em 2025, a temporada arranca no Autódromo Internacional do Algarve, entre 15 e 17 de maio, naquela que será a primeira ronda conjunta das três competições: Iberian Supercars, Campeonato de Portugal de Velocidade e Supercars España. Segue-se uma das etapas mais emblemáticas do calendário, em Madrid, com o histórico Circuito del Jarama a receber, de 5 a 7 de junho, mais uma ronda pontuável exclusivamente para o Supercars España.

    O Campeonato de Portugal de Velocidade regressa depois ao traçado citadino de Vila Real, de 10 a 12 de julho, assegurando a continuidade de uma jornada carregada de tradição e emoção, onde são novamente esperados mais de cem mil espectadores.

    A segunda metade da época inicia-se em Valência, de 25 a 27 de setembro, numa ronda válida para o Iberian Supercars e o Supercars España, antes do regresso a Jerez, de 6 a 8 de novembro, onde as três competições voltam a cruzar-se para definir os campeões espanhóis.

    O encerramento da temporada terá lugar no Autódromo do Estoril, entre 4 e 6 de dezembro, palco onde serão decididos os títulos do Iberian Supercars e do Campeonato de Portugal de Velocidade, replicando o modelo de sucesso de 2025.

    Com passagem por alguns dos traçados mais icónicos do automobilismo ibérico — sendo Valência a única exceção por nunca ter acolhido um Grande Prémio de Fórmula 1, embora tenha recebido inúmeros testes — o calendário de 2026 consolida uma fórmula vencedora. Mantendo a diversidade dos circuitos e a proximidade entre público e competição, o Supercars Endurance prepara uma nova temporada repleta de emoção, competitividade e espetáculo.

  • Veloso Motorsport encerra temporada do CPV com vitória à geral e pódios nas categorias GT4

    Veloso Motorsport encerra temporada do CPV com vitória à geral e pódios nas categorias GT4

    A Veloso Motorsport fechou a temporada 2025 do Campeonato de Portugal de Velocidade com uma prestação de grande destaque no Autódromo do Estoril, conquistando uma vitória absoluta, dois pódios na categoria GT4 Pro-Bronze e mais um pódio na GT4 Bronze. A formação liderada por Luís Veloso alinhou com três carros na última jornada do ano, determinada em discutir vitórias e títulos, reforçada pela presença do experiente piloto alemão Hendrik Still, vencedor das 24 Horas de Nürburgring, que se juntou a Patrick Cunha para a luta final pelo ceptro GT4 Pro-Bronze.

    A aposta revelou-se totalmente acertada. Still, profundamente familiarizado com o Porsche 718 Cayman GT4 RS CS da equipa, assegurou a pole position absoluta na segunda qualificação, enquanto Patrick Cunha se classificou em sétimo da geral e segundo da categoria na primeira sessão. Na corrida inaugural, a dupla luso-germânica esteve irrepreensível, conquistando o triunfo na sua classe e, de forma ainda mais impressionante, a vitória absoluta perante todos os candidatos aos diversos títulos em discussão. O desempenho exemplar foi complementado com o recorde da volta mais rápida para carros GT4 no Estoril.

    A segunda corrida parecia encaminhar-se para um desfecho igualmente positivo, mas um incidente na última volta, à entrada da reta da meta, retirou a Patrick Cunha e Hendrik Still a possibilidade de repetir o triunfo. Ainda assim, garantiram o terceiro lugar da categoria GT4 Pro-Bronze. Com estes resultados, Patrick Cunha sagrou-se vice-campeão, ficando a apenas dois pontos dos vencedores — prova da competitividade demonstrada ao longo do ano.

    Na categoria GT4 Bronze, Luís Calheiros e Paulo Macedo voltaram a evidenciar solidez e consistência. Depois de qualificações competitivas, terminaram a primeira corrida no quinto lugar da sua classe e subiram ao pódio na segunda manga com um terceiro posto, reforçando a evolução conquistada ao longo da época ao volante do Porsche 718 Cayman GT4 RS CS.

    Já João Posser viveu um fim de semana marcado por frustração. O piloto da categoria Cup mostrou andamento fortíssimo ao terminar ambas as qualificações no segundo lugar, discutindo diretamente a liderança. No entanto, problemas mecânicos no Porsche 997 GT3 Cup ditaram novo abandono na primeira corrida e impediram a sua presença na segunda.

    No balanço final, Luís Veloso destacou o trabalho da equipa ao longo da temporada e o nível competitivo alcançado: “Correu o pano sobre mais uma temporada da velocidade em Portugal, com o palmarés da Veloso Motorsport a enriquecer com mais uma vitória à geral e pódios nas duas categorias onde estivemos presentes. O Patrick tinha possibilidade de ser campeão e, com a ajuda preciosa do Hendrik Still, o título esteve nas nossas mãos até à última curva. Não aconteceu, mas deixámos uma excelente imagem dos pilotos e da equipa. Também o Luís Calheiros e o Paulo Macedo ganharam mais um pódio e experiência com um carro muito competitivo e exigente. Quero dar os parabéns a todos os campeões de 2026 e aos promotores do campeonato, a Race Ready. Agradeço ainda a todos os nossos colaboradores e pilotos, que permitem que a Veloso Motorsport continue, ano após ano, a vencer. Em 2026 vamos voltar ainda mais fortes.”

    Apesar das adversidades finais, a Veloso Motorsport encerra 2025 com um registo sólido de vitórias, pódios e afirmação técnica, já com olhos postos na preparação da próxima temporada.