Autor: Joaquim Amândio Santos

  • João Faria consagra-se vencedor do FJT Velocidade 2026: “Em Jerez senti que poderia ser campeão”

    João Faria consagra-se vencedor do FJT Velocidade 2026: “Em Jerez senti que poderia ser campeão”

    João Faria tornou-se Campeão do FPAK Júnior Team de Velocidade 2025 ao volante de um Ginetta G40, título conquistado no último fim de semana de novembro, no Estoril. A história do jovem piloto de Paredes é tão invulgar quanto inspiradora: sem ligação familiar ao automobilismo, foi graças à influência de um amigo proprietário de um kart que deu os primeiros passos numa carreira que, cinco anos depois, o coloca entre as maiores promessas nacionais.

    “Tudo começou devido a um acidente”, recorda. “Pedi ao meu amigo para dar uma volta e não consegui evitar um acidente que deixou o kart danificado. Para ele não ficar com o prejuízo, combinei comprar-lhe o kart. A partir daí nunca mais parei…” O episódio marcaria o início de quatro épocas no karting, que o fizeram evoluir até aos 18 anos, momento em que viu no projeto FPAK Júnior Team a oportunidade ideal para continuar a sua carreira no mesmo ano em que ingressava na universidade para estudar Engenharia Civil.

    A adaptação ao Ginetta G40 foi imediata. “A sensação foi muito positiva. O Ginetta não é muito potente, mas é leve e isso proporciona uma ótima relação peso/potência. Conduzi-lo no Estoril foi sentir-me verdadeiramente livre. Foi um primeiro teste entusiasmante.” A estreia oficial aconteceu no exigente circuito de Portimão, onde chegou a assegurar a pole-position, embora fatores externos, como a entrada do safety-car, tenham condicionado os resultados. “As minhas piores classificações da época foram no Algarve”, admite.

    A época incluiu ainda duas rondas internacionais, em Jarama e Jerez de La Frontera, experiência que considera marcante. “Foi completamente surreal correr em pistas tão famosas. O ambiente, os traçados, tudo contribuiu para a evolução. Representou uma enorme mais-valia competir nesses circuitos.”

    O momento decisivo rumo ao título aconteceu precisamente em Jerez. “Senti que poderia ser campeão quando venci o primeiro título, no Supercars Endurance Espanha. Percebi que, se continuasse assim, tinha hipóteses de terminar a época na liderança do FJT.”

    Ao fazer o balanço da temporada, João Faria destaca a estabilidade e a ausência de momentos críticos, sublinhando a importância do apoio recebido dentro da estrutura. “Sempre que surgia algum problema ou dúvida, tínhamos o César Campaniço, diretor desportivo do FJT, disponível para nos ajudar. Isso fez toda a diferença nos momentos de menor confiança ou indecisão.”

    Com o título assegurado, o jovem piloto aponta já ao futuro. “O meu sonho é evoluir, chegar a um patamar mais alto e correr além-fronteiras. Quero tirar o máximo partido deste desporto e divertir-me guiando carros cada vez melhores, idealmente nos GT. Adorava competir no WEC ou no DTM.” Para 2026, tudo dependerá da angariação de apoios. “Não será fácil continuar, porque o automobilismo exige grandes orçamentos. Mas estamos a trabalhar nisso, com o objetivo de fazer uma boa época no Campeonato de Portugal de Velocidade/Iberian Supercars.”

    A trajetória de João Faria em 2025 e 2026 confirma-o como uma das mais promissoras revelações da nova geração do automobilismo nacional — um talento que ascende sem herança familiar, movido apenas pela paixão, disciplina e vontade de chegar mais longe.

  • Art of Speed demonstra competitividade do SEAT León Supercopa na ronda final do Supercars Endurance

    Art of Speed demonstra competitividade do SEAT León Supercopa na ronda final do Supercars Endurance

    A Art of Speed encerrou a temporada do Supercars Endurance com um desempenho particularmente positivo na ronda final disputada no Autódromo do Estoril, prova pontuável para o Iberian Supercars e para o Campeonato de Portugal de Velocidade. A formação de Coimbra destacou-se pela competitividade e consistência demonstradas pelo SEAT León Supercopa Mk2, que evidenciou todo o seu potencial ao longo do fim de semana.

    Frederico Formiga e Frederico Castro foram dominadores da divisão TC, impondo-se nas duas corridas ao volante do carro espanhol. A dupla apresentou um nível muito sólido desde os treinos iniciais até à bandeira de xadrez, confirmando a eficácia do projeto e a maturidade competitiva alcançada nesta fase da época.

    O SEAT León Supercopa Mk2 revelou-se irrepreensível em fiabilidade, completando todo o programa desportivo sem qualquer constrangimento técnico e permitindo aos pilotos manter um ritmo constante e competitivo em todas as sessões. Essa consistência foi determinante para o domínio exercido na divisão TC, reforçando o valor do modelo como plataforma de desempenho no panorama dos campeonatos ibéricos.

    Para Frederico Formiga, que acumulou funções de piloto e chefe de equipa, o desfecho no Estoril é reflexo do trabalho desenvolvido ao longo do ano. “Foi um fim de semana em que a equipa mostrou bem a sua competência. O carro funcionou como um verdadeiro relógio suíço, sem qualquer problema técnico e sempre a rodar no máximo do seu potencial. Penso que ficou bem patente o bom nível de performance do SEAT na divisão TC, o que nos permitiu impor-nos nas duas corridas. Acredito que é um excelente carro para pilotos que queiram competir no Supercars Endurance na divisão TC com um budget muito acessível, sem abdicar de um forte potencial competitivo, e estamos já a avaliar candidatos para a temporada de 2026”, sublinhou o piloto.

    A prestação sólida do SEAT León Supercopa Mk2 reforça assim a sua credibilidade enquanto opção competitiva e económica para pilotos privados que pretendem alinhar nos principais campeonatos de velocidade da Península Ibérica.

    Paralelamente, a Art of Speed marcou também presença destacada nas corridas da Carrera 80, integradas no programa do fim de semana. Frederico Formiga, ao volante do Honda Jazz com que conquistou o título da Stock Cup, alcançou a sexta posição da geral em ambas as corridas, superando adversários em carros bastante mais performantes. Já Frederico Castro, aos comandos do Rover 25, terminou nas nona e sétima posições, contribuindo para um balanço global altamente positivo para a formação conimbricense.

  • Tiago Neves fecha 2025 como vice-campeão de Formula Ford ZETEC e Fórmulas Sem Asas

    Tiago Neves fecha 2025 como vice-campeão de Formula Ford ZETEC e Fórmulas Sem Asas

    Tiago Neves encerrou a temporada 2025 com a conquista dos títulos de vice-campeão nas categorias Formula Ford ZETEC e Fórmulas Sem Asas do campeonato Single Seater Series, resultado alcançado após um segundo e um terceiro lugar no Estoril Endurance Festival. O piloto de Mem-Martins demonstrou enorme resiliência num fim de semana marcado por contratempos mecânicos e corridas de elevada intensidade competitiva.

    A jornada começou da pior forma, com problemas elétricos no Formula Ford Mygale SJ99 que impediram o piloto da Gil Antunes Competição de participar nos treinos livres. A rápida intervenção do mecânico e amigo Sandro Carvalho permitiu solucionar a avaria a tempo da qualificação, na qual Tiago assegurou o segundo lugar da grelha de partida para a corrida de domingo — um resultado que se revelaria decisivo para o desfecho do campeonato.

    Na primeira corrida, um arranque falhado empurrou o piloto sintrense para o final do pelotão dos ZETEC, mas uma recuperação irrepreensível permitiu-lhe ultrapassar Carlos Gaspar e Vítor Sampaio, chegando rapidamente ao segundo posto. Quando parecia ter consolidado a posição, um novo problema elétrico desligou o carro na parabólica. Com sangue-frio, Tiago conseguiu reativar o monolugar ainda na reta da meta e manter o segundo lugar.

    A segunda corrida ficou marcada por um duelo intenso com o estreante Afonso Inácio, com trocas constantes de ultrapassagens numa luta direta pela vice-liderança. Na penúltima volta, ao dobrar Tomaz Velez Grilo, Tiago foi abalroado pelo adversário que ignorou as bandeiras azuis, sofrendo duas colisões que o afastaram do segundo lugar. Apesar da tentativa de recuperar na última volta, danos na roda traseira esquerda condicionaram o ritmo, levando-o a terminar em terceiro.

    Mesmo perante sucessivas adversidades, Tiago Neves conseguiu subir ao pódio em todas as provas do ano, incluindo uma vitória no Algarve Classic Festival, resultados que lhe valeram os dois vice-campeonatos. “Competir nos monolugares é uma aprendizagem constante. Este fim de semana aprendi muito com os meus adversários, em corridas disputadas mas sempre com respeito, o que torna tudo ainda mais gratificante. O ano não foi fácil, enfrentámos problemas mecânicos que nos limitaram, mas o balanço é muito positivo”, afirmou o piloto, agradecendo o apoio de Sandro Carvalho, da Gil Antunes Competição e da Petil, “sem os quais esta participação não teria sido possível”.

    Quanto ao futuro, a continuidade de Tiago Neves nos Single Seater Series em 2026 permanece incerta, dependente da angariação de novos apoios. “Não será fácil continuar a competir em 2026, mas vou empenhar-me em encontrar novos parceiros e manter os atuais. Tenho muito a aprender e quero investir mais nos simuladores e no Karting para que, se for possível, no próximo ano possa lutar pelo título. Tudo dependerá dos apoios que conseguir”, concluiu.

  • Escape Livre Magazine celebra um ano de aventuras e antecipa os 40 anos do Clube Escape Livre

    Escape Livre Magazine celebra um ano de aventuras e antecipa os 40 anos do Clube Escape Livre

    A derradeira edição de 2025 da Escape Livre Magazine já está pronta a chegar às mãos dos leitores, reunindo toda a atividade recente do Clube Escape Livre em reportagens exclusivas e imagens de excelência. Esta edição especial assinala também a aproximação de uma data histórica: em 2026, o Clube Escape Livre celebra 40 anos de existência, quatro décadas dedicadas à organização de eventos ligados ao universo automóvel e, em particular, ao todo-terreno turístico. Um percurso marcado pela promoção da Guarda e da Beira Interior através do automóvel, com orgulho de missão cumprida, mas também com a responsabilidade de continuar a inovar e a desafiar Portugal a descobrir os seus recantos menos conhecidos.

    A revista agora em banca apresenta um amplo resumo das atividades realizadas na segunda metade do ano. O destaque de capa vai para o Mercedes-Benz 4MATIC Experience, que reuniu a grande família da marca alemã num percurso até Chaves e à Casa dos Caretos de Podence, Património Cultural Imaterial da Humanidade da UNESCO — uma jornada que combinou diversão, cultura, gastronomia e paisagens inesquecíveis. A ilustração que abre esta edição é assinada pelo pintor Gilberto Gaspar, eternizando o espírito do evento.

    Entre os momentos mais marcantes deste ano, a revista recorda também o crescente sucesso do Guarda Racing Days, cada vez mais apelidado de “Corrida dos Campeões” e que, em 2025, foi vencida por Fernando Peres, antigo campeão nacional de ralis. O leitor poderá ainda reviver a tradição secular de Dar Neve a Lisboa, numa viagem da Serra da Estrela à capital com a Jeep, bem como acompanhar uma caravana de modelos elétricos e híbridos Volvo na descoberta dos encantos da margem sul do Tejo. O Douro surge igualmente em destaque através do Raid Jeep TT Douro, organizado com a Jeep e a CIMDOURO, revelando a região sob uma perspetiva inédita.

    A fechar o ano, a revista relata o regresso da parceria entre o Clube Escape Livre e o Clube Land Rover de Portugal na realização da Aventura Land Rover, que reuniu mais de uma centena de participantes. Os seus Land Rover foram postos à prova nos trilhos da região de Tábua e em míticas classificativas do Rali de Portugal, como Góis, Arganil e Lousã.

    A edição apresenta ainda conteúdos exclusivos, entre os quais uma visita ao “Race Control” da Fórmula 1, numa entrevista ao Diretor de Prova permanente, Rui Marques. Há também espaço para uma conversa com Luis Mata Pérez, Diretor do Museo de Historia de la Automoción de Salamanca, e para um conjunto de sugestões de escapadinhas inesquecíveis ao volante de automóveis marcantes. Nesta viagem pela Portugalidade, o leitor poderá descobrir o Cró Hotel Rural, no Sabugal, visitar as vinhas da LA Ferraz, na Mêda, e saborear a cozinha do restaurante A Companhia do Museu do Douro, na Régua.

    Para quem gosta de viajar com as páginas da Escape Livre, esta edição inclui ainda um roteiro especial por Almeida, uma das Aldeias Históricas de Portugal. A fechar, surge mais um momento “Extremamente Agradável” de Hermínio Loureiro, que encerra com humor e leveza uma edição imperdível.

    Com o olhar já posto em 2026, a Escape Livre Magazine desafia os leitores a celebrar com o Clube Escape Livre um ano que promete ser memorável — o ano dos seus 40 anos.

  • FPAK incentiva jovens pilotos com inscrições gratuitas no Ralicross e Kartcross em 2026

    FPAK incentiva jovens pilotos com inscrições gratuitas no Ralicross e Kartcross em 2026

    A Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting (FPAK) reforça o seu compromisso com a formação e renovação das gerações mais jovens do desporto motorizado nacional, anunciando um novo pacote de incentivos direcionado ao Ralicross e ao Kartcross. Depois do sucesso das iniciativas FPAK Júnior Team nos Ralis, Velocidade e Montanha, é agora a vez destas duas modalidades beneficiarem de medidas de apoio dedicadas.

    Para a temporada de 2026, a FPAK irá suportar os custos de inscrição de todos os pilotos que participem no Campeonato de Portugal de Iniciados de Ralicross e no Troféu Júnior de Kartcross, abrangendo todas as provas que compõem os respetivos calendários. Trata-se de uma medida que visa facilitar o acesso de novos talentos às competições nacionais, reduzindo barreiras financeiras e incentivando a entrada de jovens pilotos nestas disciplinas de crescimento contínuo.

    Este apoio representa mais um passo estratégico na política de desenvolvimento da FPAK, que procura criar condições para que cada vez mais jovens vejam no automobilismo uma opção acessível e atrativa, promovendo simultaneamente a captação de talento e a evolução desportiva desde as bases.

    “A aposta nos mais novos é uma prioridade. E o Ralicross e o Kartcross são uma porta de entrada para novos pilotos. Queremos que o talento se imponha, e se pudermos contribuir de alguma forma, tanto melhor. Ao suportarmos os custos de inscrição, estamos a abrir as portas para que mais jovens possam fazer do automobilismo o seu desporto de eleição”, afirmou Ni Amorim, presidente da FPAK.

    Com estas novas medidas, a FPAK reforça a sua visão de futuro, promovendo sustentabilidade desportiva, crescimento das grelhas de partida e maior diversidade de participação nas categorias de iniciação.

  • Rally de Lisboa no Campeonato de Portugal de Ralis em 2026, 33 anos depois da última passagem pela Grande Lisboa

    Rally de Lisboa no Campeonato de Portugal de Ralis em 2026, 33 anos depois da última passagem pela Grande Lisboa

    Cinco anos após a sua criação, o Rally de Lisboa dá um passo decisivo na sua afirmação e integrará, já em 2026, o calendário do Campeonato de Portugal de Ralis (CPR). O anúncio foi feito ontem pela Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting (FPAK) e representa a consagração do evento organizado pelo CPKA, que nas duas últimas edições já havia assumido o papel de prova de atribuição da Taça de Portugal de Ralis. Esta promoção permitirá que a Grande Lisboa, com os seus dois milhões e meio de habitantes, volte a receber uma ronda do principal campeonato nacional de ralis ao fim de 33 anos.

    A região da Grande Lisboa integra cerca de uma dezena de municípios — Lisboa, Cascais, Mafra, Sintra, Vila Franca de Xira, Sobral de Monte Agraço, Alenquer e Arruda dos Vinhos — que, desde a primeira edição, têm apoiado a realização do Rally de Lisboa. Reconhecido como evento de Interesse Turístico Nacional, o rali tem destacado alguns dos mais emblemáticos símbolos e paisagens da região, como o Padrão dos Descobrimentos, o Palácio Nacional de Mafra, a Serra de Sintra, a região dos Vinhos de Lisboa e a Marina de Cascais, palco da chegada e da festa de consagração nas últimas edições.

    Para Humberto Silva, presidente do CPKA, esta subida ao escalão máximo dos ralis nacionais é a concretização de um sonho. “Desde 2021, quando decidimos avançar com o Rally de Lisboa, que o nosso objetivo era ver a prova integrada no Campeonato de Portugal de Ralis. Trabalhámos arduamente ao longo dos últimos cinco anos, com a ajuda inestimável de muitos parceiros. A entrada no calendário de elite dos ralis portugueses enche-nos de orgulho e satisfação, mas traz também uma responsabilidade maior. Estaremos preparados, com humildade e determinação, para responder aos desafios que se aproximam. Só posso agradecer à FPAK a confiança que sempre depositou em nós, aos pilotos e equipas que têm estado connosco e foram determinantes na construção do Rally de Lisboa, e aos nossos parceiros e patrocinadores, em especial às autarquias, sem as quais o evento não seria possível. Segue-se agora uma fase crucial: angariar os apoios e parcerias indispensáveis para que, em 2026, possamos montar o melhor e mais espetacular Rally de Lisboa da nossa história”, afirmou.

    A edição de 2026 do Rally de Lisboa será a quarta prova das nove que compõem o calendário do Campeonato de Portugal de Ralis e disputará entre 28 e 30 de maio. Mantendo o seu ADN, a competição continuará a ser realizada em classificativas de asfalto, preservando a identidade que tem marcado a ascensão fulgurante deste rali em apenas meia década.

  • Mathieu Martins sagra-se Campeão Ibérico com a RACAR Motorsport – AMR Partner Team

    Mathieu Martins sagra-se Campeão Ibérico com a RACAR Motorsport – AMR Partner Team

    A RACAR Motorsport – AMR Partner Team encerrou a temporada 2025 do Supercars Endurance com chave de ouro ao conquistar o título de Pilotos da categoria GT do Iberian Supercars através de Mathieu Martins, reforçando o elevado nível competitivo demonstrado pela estrutura de Odivelas ao longo de todo o ano.

    O jovem piloto luso-francês chegou ao Autódromo do Estoril totalmente focado em transformar uma época marcada pela consistência e velocidade em títulos concretos. Num plantel forte e muito equilibrado, Martins reafirmou o estatuto construído durante o ano ao conquistar a pole position para a primeira corrida. Também ao volante de um Aston Martin Vantage AMR GT4, o seu colega de equipa, Henrique Ventura Oliveira, registou o 11.º tempo na segunda qualificação, numa sessão em que os quinze primeiros ficaram separados por apenas 1,5 segundos.

    As duas corridas do fim de semana foram intensas e disputadas ao mais alto ritmo, com ambas as duplas da equipa a demonstrarem maturidade e solidez competitiva. Na primeira corrida, o Aston Martin #77 terminou no quarto lugar da geral e terceiro da GT4 Pro, mantendo vivas as aspirações ao título. Já na segunda prova, sob elevada pressão e perante várias incidências em pista, Mathieu Martins e Henrique Ventura Oliveira protagonizaram uma excelente recuperação, repetindo o quarto lugar absoluto e alcançando o segundo posto da GT4 Pro. O conjunto dos resultados confirmou a conquista do título da categoria GT do Iberian Supercars, consagrando o piloto luso-francês como uma das grandes figuras da temporada ao tornar-se ‘triplo campeão’ em 2025: venceu a categoria GT do Iberian Supercars, o Supercars España e a divisão GT4 Pro desta última competição.

    Também Vasco Oliveira e Francisco Carvalho, ao volante do Aston Martin Vantage AMR GT4 EVO, enfrentaram um fim de semana exigente, mas alcançaram resultados sólidos, com o segundo lugar da GT4 Bronze na primeira corrida e o sexto lugar na segunda. Os desempenhos permitiram à dupla garantir o Vice-Título da GT4 Bronze do Campeonato de Portugal de Velocidade, encerrando a época entre os protagonistas da categoria.

    No final do evento, Gonçalo Antunes, CEO da RACAR Motorsport – AMR Partner Team, destacou a dimensão dos feitos alcançados. “Foi uma temporada muito difícil e desafiadora, mas no final extremamente recompensadora. O Mathieu conquistou três dos seis títulos em jogo — os de GT do Iberian Supercars e do Supercars España, e o da divisão GT4 Pro da competição espanhola — o que representa um feito extraordinário. A equipa esteve num nível muito elevado ao longo de todo o ano, sempre na luta pelos lugares do pódio e vencendo corridas à geral. Esse mérito pertence a todos os membros da RACAR Motorsport – AMR Partner Team, que deram o melhor de si a cada momento”, afirmou.

    Acrescentou ainda: “Estes três títulos, sendo o do Iberian Supercars o mais importante, demonstram o bom trabalho que temos vindo a realizar e a evolução que a equipa tem protagonizado. Tivemos adversários muito fortes, mas fomos os mais fortes. Foi pena o Francisco e o Vasco não terem conseguido o ceptro da GT4 Bronze no Campeonato de Portugal de Velocidade; esteve muito perto, mas o Vice-Título mostra bem o elevado nível deste duo. Agora que já celebrámos, estamos totalmente focados na temporada de 2026.”

    Com mais um título conquistado no Estoril, a RACAR Motorsport – AMR Partner Team encerra um ano de afirmação, competência e crescimento, consolidando o seu estatuto entre as estruturas de referência do automobilismo ibérico.

  • PepsiCo anuncia parceria global com a Mercedes-AMG PETRONAS F1 Team a partir de 2026

    PepsiCo anuncia parceria global com a Mercedes-AMG PETRONAS F1 Team a partir de 2026

    A PepsiCo® anunciou uma parceria global inédita com a Mercedes-AMG PETRONAS F1 Team, a iniciar-se em 2026, reunindo pela primeira vez três das suas marcas de referência — Doritos®, Gatorade® e Sting® — com a equipa mais bem-sucedida da Fórmula 1 moderna. Este acordo plurianual reforça a relação já existente entre a PepsiCo e a Fórmula 1 e marca a primeira ocasião em que três marcas líderes da empresa se associam simultaneamente a uma equipa do Mundial.

    Num momento em que a Fórmula 1 continua a registar um crescimento exponencial e a expandir a sua base de fãs a nível global, esta parceria posiciona a PepsiCo no centro da energia e do dinamismo do desporto, com uma presença integrada nas operações da Mercedes-AMG PETRONAS F1 Team, desde programas inovadores de hidratação até experiências imersivas dirigidas aos adeptos. Pela primeira vez, Gatorade transporta para o paddock seis décadas de liderança em ciência da hidratação, alavancando o know-how do Gatorade Sports Science Institute (GSSI). Numa modalidade em que um piloto pode perder até quatro quilos de peso em suor durante uma única corrida, a hidratação é crucial para o desempenho, e a expertise da Gatorade será integrada nos programas de preparação física da equipa, introduzindo uma estratégia personalizada concebida para oferecer uma vantagem competitiva num desporto onde cada milésimo de segundo conta.

    A parceria contará também com a participação dos pilotos George Russell e Kimi Antonelli, representantes de duas gerações distintas de talento na Fórmula 1. Russell, já afirmado entre a elite da modalidade, combina performance comprovada com uma ligação genuína aos adeptos em todo o mundo, enquanto Antonelli, uma das maiores promessas do desporto, simboliza o futuro e a nova vaga de talentos. Ambos irão protagonizar iniciativas dedicadas ao público, incluindo conteúdos exclusivos e ativações desenvolvidas em conjunto com Gatorade, Doritos e Sting.

    Também a Sting, bebida energética número 1 em mercados como Índia, Paquistão, Vietname e Egito, se junta ao ecossistema da equipa, trazendo para o paddock a sua história de crescimento rápido e presença dominante nos mercados emergentes. A marca reforça o seu papel enquanto ponte entre a Fórmula 1 e a geração Z, injetando energia e emoção nos fins de semana de corrida e aproximando novos públicos da Mercedes-AMG PETRONAS F1 Team. Paralelamente, Doritos junta-se à equipa para elevar a experiência dos fãs com o seu estilo irreverente e distintivo. Partilhando com a Mercedes-AMG PETRONAS F1 Team o espírito da ousadia — dentro e fora da pista — Doritos pretende amplificar a intensidade dos Grandes Prémios através de ativações globais que transportam a adrenalina do asfalto para o universo dos snacks.

    Para Eugene Willemsen, Chief Executive Officer de International Beverages da PepsiCo, esta parceria representa a união perfeita entre performance, energia e cultura: “Esta parceria une desempenho, energia e sabor sob um mesmo lema — ligando três das marcas mais icónicas da PepsiCo à equipa de Fórmula 1 de maior sucesso do mundo. Através de Gatorade, Sting e Doritos, estamos dentro da cultura do desporto, alimentando tanto os atletas como os fãs que vivem para a emoção da F1. A parceria com a Mercedes-AMG PETRONAS Formula 1 Team reflete o nosso compromisso partilhado com o desempenho, a inovação e a excelência — valores que definem ambas as organizações.”

    Toto Wolff, Team Principal e Chief Executive Officer da Mercedes-AMG PETRONAS F1 Team, sublinha a força do acordo: “Receber uma empresa com um portefólio tão forte como o da PepsiCo no nosso ecossistema de parceiros é mais um sinal da força da nossa equipa e do nosso desporto. Estão perfeitamente alinhados com o nosso ethos de perseguir o desempenho máximo através da inovação e da excelência. A experiência de Gatorade em ciência do desporto, a energia jovem de Sting e a relevância cultural de Doritos trazem, cada uma, algo único. Juntas, criam uma parceria que não só apoia o desempenho da nossa equipa, como também eleva a experiência dos nossos fãs em todo o mundo.”

    Com este acordo histórico, PepsiCo e Mercedes-AMG PETRONAS F1 Team inauguram uma nova era de colaboração entre marcas de consumo líderes e a elite do automobilismo, prometendo transformar a experiência dos adeptos e redefinir a presença das marcas no universo da Fórmula 1.

  • Primeiro contacto Polestar 4: elegância elétrica, mesmo para quem ainda torce o nariz aos elétricos

    Primeiro contacto Polestar 4: elegância elétrica, mesmo para quem ainda torce o nariz aos elétricos

    Fomos testar o Polestar 4 com o cepticismo habitual de quem aprecia motores a combustão. Saímos rendidos a um SUV elétrico elegante, rápido, tecnologicamente avançado e surpreendentemente equilibrado, capaz de convencer até os mais resistentes à mudança.

    Comecemos com uma declaração honesta: não somos, por natureza, grandes entusiastas de carros elétricos. Gostamos do som, da mecânica viva, daquele diálogo orgânico que os motores de combustão ainda proporcionam. Mas o Polestar 4 entrou em cena com a subtileza sueca de quem não quer fazer alarde… e acabou por nos convencer. Não apenas pela tecnologia e pelo desempenho, mas também por apresentar uma relação preço-qualidade que surpreende dentro do segmento premium elétrico.

    Estilo e identidade

    À primeira vista, o Polestar 4 já se destaca. As linhas fluidas e o perfil entre coupé e SUV chamam atenção instantaneamente e não faltou quem olhasse para ele enquanto passava. Há aqui qualquer coisa de elegante, minimalista e simultaneamente ousado. A ausência de vidro traseiro, substituído por uma câmara digital projetada num ecrã interior, reforça essa ousadia estética. No entanto, essa solução requer alguma habituação; nos primeiros quilómetros estranha-se e a sensação de “perder” a referência física do retrovisor convencional pode causar alguma hesitação. Com o tempo, porém, adapta-se o olhar e a leitura torna-se natural.

    Assim que o Polestar 4 começa a rolar, percebemos que a eletrificação não precisa de ser sinónimo de frieza. O motor é impressionante e entrega potência de forma imediata, linear e contundente. A aceleração é forte e transmite aquela sensação de reserva infinita de força tão característica dos elétricos bem afinados. Mais do que rapidez, o que surpreende é o comportamento dinâmico: estável, preciso e acima da média para um veículo deste porte. Mesmo quando o ritmo aumenta, o Polestar 4 mantém compostura e transmite confiança, conseguindo o raro equilíbrio entre conforto e capacidade de provocar emoção ao volante.

    Qualidade interior e tecnologia

    O interior reforça a sensação de modernidade e requinte. O espaço é verdadeiramente impressionante — amplo, arejado e desenhado com o rigor funcional que esperamos de um produto escandinavo. Os materiais são de boa qualidade e o ambiente transmite uma elegância discreta. O grande ecrã central domina o tablier, com um sistema repleto de menus e funcionalidades. Tantas, aliás, que no início exigem algum tempo de habituação. Após dominar a lógica da interface, tudo se torna intuitivo, mas os primeiros minutos podem deixar o utilizador a navegar mais do que gostaria.

    Quem deve olhar para o Polestar 4

    O Polestar 4 não tenta ser um SUV convencional nem um desportivo puro. É uma proposta distinta, criada para quem valoriza estilo arrojado, tecnologia avançada, excelente desempenho e uma relação preço-qualidade muito competitiva num mercado onde a fasquia costuma ser elevada. É um carro que vive do equilíbrio entre estética e emoção, entre inovação e pragmatismo, entre surpresa e funcionalidade.

    E talvez o maior elogio que lhe podemos fazer seja este: mesmo nós, tradicionalmente mais ligados ao encanto dos motores a combustão, saímos do teste com um sorriso e a sensação inesperada de que este elétrico faz tudo para convencer… e consegue.

  • Diogo Vieira conquista o tricampeonato nacional após duelo épico em Marco de Canaveses

    Diogo Vieira conquista o tricampeonato nacional após duelo épico em Marco de Canaveses

    Diogo Vieira revalidou o título de Campeão Nacional de Hard Enduro ao término de uma das temporadas mais intensas e equilibradas dos últimos anos. O piloto da GasGas chegou à derradeira ronda em Marco de Canaveses em igualdade quase total com o seu grande rival, Diego Rodrigues, e foi apenas no último dia de competição que o desfecho do campeonato ficou decidido.

    O experiente Motor Clube do Marco voltou a montar um cenário à altura da sexta e última etapa do Campeonato Nacional de Hard Enduro – 100%, proporcionando um fim de semana à medida desta modalidade espetacular. Com todas as classes ainda por decidir, as atenções estavam inevitavelmente centradas na luta da categoria Pro, onde Rodrigues (KTM) e Vieira (GasGas) chegavam separados por apenas um ponto — vantagem mínima para o piloto da KTM.

    O sábado abriu com uma Sprint Race disputada sob chuva persistente, que tornou o traçado ainda mais exigente. Diogo Vieira, conhecedor profundo do terreno, impôs-se com autoridade e venceu com margem confortável sobre Luís Gonçalves (KTM), enquanto Diego Rodrigues não foi além do 3.º lugar. À tarde, a Super Test no Largo da Feira atraiu uma multidão e viu Rodrigues recuperar algum terreno ao vencer diante de Marco Ferreira (KTM) e do próprio Vieira. Porém, a diferença recuperada não foi suficiente para manter a liderança do campeonato, que ao final do dia passava para Diogo Vieira, agora com quatro pontos de vantagem.

    Com este cenário, Diego Rodrigues entrava no domingo com uma missão clara: vencer a Main Race e esperar por um deslize do adversário. A Diogo Vieira, por sua vez, bastaria terminar em segundo caso Rodrigues triunfasse. Mas o campeão não deixou margem para cálculos: venceu de forma categórica a corrida principal, reforçando o brilho do título conquistado pela terceira vez consecutiva. Rodrigues terminou em segundo, a mais de três minutos, enquanto Luís Silva fechou o pódio.

    A temporada ficou marcada por um duelo de altíssimo nível entre Vieira e Rodrigues, cuja competitividade elevou o espetáculo e o prestígio da modalidade. Mas a emoção não se limitou à classe Pro.

    Na classe Open, Nuno Pereira (Beta) chegou ao Marco na liderança com seis pontos de vantagem sobre Santiago Monteagudo (KTM), e foi precisamente essa a diferença que se manteve no final. Pereira venceu no sábado, Monteagudo respondeu no domingo, mas o piloto da Beta garantiu o título e junta-o ao que conquistou no ano anterior entre os Veteranos.

    O novo vencedor do Troféu de Veteranos é Bruno Oliveira (Sherco), que selou uma temporada dominadora ao conquistar mais duas vitórias em Marco de Canaveses, confirmando de forma incontestável a sua coroa.

    Na classe de Promoção, Carlos Alves (KTM) chegou à última ronda com seis pontos de avanço e fez valer a consistência que pautou a sua época. Venceu ambos os dias e fechou o ano no topo, somando o título da categoria com total mérito.

    Com emoção até ao último minuto e campeões consagrados em todas as classes, o Hard Enduro Nacional encerrou 2025 em alta, deixando já promessa de um 2026 ainda mais competitivo.