Autor: Joaquim Amândio Santos

  • Carrera 80 encerra 2025 com espetáculo em dobro no Estoril

    Carrera 80 encerra 2025 com espetáculo em dobro no Estoril

    A Carrera 80 despediu-se da temporada de 2025 em grande estilo, com duas corridas intensas e cheias de emoção no Autódromo do Estoril, integradas no Estoril Endurance Festival. A diversidade da grelha, composta por um dinâmico conjunto de modelos de Turismo e GT, garantiu espetáculo dentro e fora da pista, proporcionando aos pilotos e ao público um fim de semana memorável.

    Num dia marcado por condições perfeitas para a prática do desporto automóvel, Brice Pineau e Olivier Muytjens conquistaram a vitória na primeira corrida ao volante do Porsche 911 RS da HY Racing. O triunfo surgiu após um duelo extremamente renhido com Pedro Bethencourt, que regressou à competição ibérica com o seu Porsche 934 preparado pela Aurora Motorsport.

    Os instantes iniciais da corrida foram dominados pelo confronto direto entre o Porsche da dupla franco-belga e o Porsche 934 da Garagem Aurora. Depois da troca de pilotos, o Porsche 944 Cup de Diego d’Ambra e Jess Frandsen assumiu a liderança graças a uma paragem mais curta, beneficiando do facto de competir com pneus Toyo em vez de slicks. No entanto, a esperança da RaceStreaming Sunders terminou a sete voltas do fim, quando o 944 cedeu, permitindo à HY Racing recuperar o comando e selar uma vitória justa, que valeu também o triunfo na categoria GT Copa.

    O terceiro lugar da geral foi para César Freitas, autor de uma exibição consistente ao volante do seu BMW 323i, o mais rápido entre os Turismo e vencedor do competitivo Grupo 2. O piloto da RP Motorsport levou a melhor sobre o Ford Escort MKII RS1800 de Manuel Ferrão e o Ford Capri 3000 GT dos irmãos Jorge e Gilberto Corrêa.

    A segunda corrida do dia, disputada ao longo de 40 minutos, voltou a colocar em destaque o duelo entre os dois Porsche azuis, repetindo o confronto da manhã. A entrada do Safety Car antes da janela de trocas de pilotos baralhou as contas e reagrupou o pelotão. Uma vez mais, o Porsche 944 saiu das boxes na frente e manteve um ritmo forte, mas acabou por ceder na penúltima volta, quando o Porsche 911 RS da HY Racing recuperou a liderança. Num top-3 inteiramente preenchido por carros GT Copa, Pedro Bethencourt conquistou o terceiro lugar ao ultrapassar Manuel Ferrão mesmo na última volta.

    No Grupo 2, Manuel Ferrão respondeu ao desempenho da primeira corrida e venceu com o seu icónico Escort, superando César Freitas e os irmãos Corrêa. Já a T2000 terminou com equilíbrio absoluto: a dupla espanhola da Eficar Team, Juan Alonso e José Antonio Zorrilla, levou o Honda Civic ao triunfo numa das corridas, enquanto o Toyota Carina E de Arlindo Beça venceu a outra.

    O fim de semana foi ainda marcado por vários momentos de animação, graças às batalhas do Honda Jazz de Frederico Formiga e do Rover 25 de Frederico Castro, que trocaram posições com modelos de diferentes classes, ao estreante SEAT Ibiza de Miguel Mateus e ao sempre competitivo Datsun 1200 de Guillermo Velasco e Celso de Miguel, vencedor do Grupo 1/N.

    Com duas corridas vibrantes e um ambiente de forte competitividade, a Carrera 80 fecha 2025 com chave de ouro e promete regressar em 2026 com ainda mais emoção e novidades que serão reveladas em breve.

  • XPENG alcança marco histórico com a produção de 1 milhão de viaturas

    XPENG alcança marco histórico com a produção de 1 milhão de viaturas

    A XPENG atingiu um dos marcos mais importantes da sua história ao produzir a sua milionésima viatura, um feito que consolida o rápido crescimento da marca global de mobilidade inteligente. O veículo número um milhão saiu da linha de produção no dia 21 de novembro, apenas 14 meses depois de a empresa ter alcançado o marco das 500.000 unidades produzidas

    A celebração decorreu na fábrica da XPENG em Guangzhou, na China, numa cerimónia que reuniu representantes dos media chineses e internacionais. Durante o evento, o Presidente e CEO, He Xiaopeng, destacou o significado deste avanço no arranque do Guangzhou International Automobile Exhibition:

    “A XPENG comemora a produção do seu milionésimo veículo. Quero agradecer a todos os proprietários, acionistas, media e colaboradores que nos têm apoiado de forma consistente ao longo do nosso desenvolvimento. A XPENG demorou apenas 14 meses a passar da produção do seu 500.000º veículo para o seu milionésimo.”

    Segundo o responsável, este marco representa um novo capítulo para a empresa, que entrará numa fase de aprofundamento do seu compromisso em quatro áreas estratégicas: segurança, qualidade, serviço e sistemas operativos. A visão passa por dominar a integração entre o mundo físico e a Inteligência Artificial, democratizando o acesso a tecnologia avançada e garantindo produtos de elevada qualidade a um maior número de pessoas

    A XPENG pretende continuar a expansão global através de um sistema integrado que inclua vendas, investigação e desenvolvimento, produção e serviços, com o objetivo de se afirmar como uma empresa de tecnologia inteligente reconhecida e admirada mundialmente

    Em Portugal, a XPENG segue igualmente uma trajetória ascendente. Em menos de um ano de operação no país, a marca já ultrapassou 500 entregas, reforçando a confiança dos consumidores nacionais. Em novembro, apresentou ao mercado português os novos SUV XPENG G6 e XPENG G9, que chegam com o melhor tempo de carregamento do mercado, fortalecendo a sua oferta local

  • Ano perfeito: Armando Carvalho e Ana Santos brilham e voltam a vencer

    Ano perfeito: Armando Carvalho e Ana Santos brilham e voltam a vencer

    Águeda, conhecida como a cidade do maior Pai Natal, recebeu no passado fim de semana a derradeira prova do Campeonato Centro de Ralis, o Águeda Rali Travocar. Já consagrada Campeã Centro de Ralis 2025, a dupla de Vila Nova de Poiares chegava à última ronda da época com a possibilidade de arrecadar mais um título numa temporada de franca afirmação. E não desperdiçou a oportunidade.

    “Fomos até Águeda para conseguirmos fechar o ano com chave de ouro e foi isso que fizemos. Levamos para casa o troféu de Campeões da Divisão 4RM da Promolafões Rali Cup by Castrol, que nos deixa muito felizes e orgulhosos”, afirmou Armando Carvalho, visivelmente satisfeito com o desfecho de um campeonato longo e exigente.

    A prova ficou marcada por condições atmosféricas particularmente difíceis. A especial noturna decorreu sob chuva intensa e nevoeiro cerrado, cenário que, segundo a dupla, poderia ter sido evitado e acabou por criar problemas a vários concorrentes. “Entrámos muito cautelosos, sem correr riscos, e isso fez-nos perder tempo para os primeiros classificados”, recordou o piloto.

    No domingo, apesar de um clima mais favorável, a manhã da equipa foi condicionada por uma escolha de pneus menos acertada e por um furo nos últimos três quilómetros da primeira passagem por Águas Serranas. Ainda assim, o desempenho foi suficiente para alcançar o top 3 da geral. Na parte da tarde, já com ritmo mais forte e pneus ideais, registaram tempos bastante competitivos, embora acabassem por descer ao 4.º lugar final.

    Entre os inscritos do Campeonato Centro de Ralis, a dupla conquistou o terceiro lugar absoluto e, sobretudo, garantiu o título da Divisão 4RM da Promolafões Rali Cup by Castrol, um marco que encerra de forma exemplar uma época de grande sucesso. “Foi um ano soberbo, repleto de conquistas, e só foi possível graças ao apoio fantástico e incondicional dos nossos patrocinadores, parceiros e amigos. Um enorme bem-haja à Domingos Sport por todo o trabalho magnífico ao longo da temporada”, destacaram Armando Carvalho e Ana Santos, já a pensar no futuro.

    Com 2025 encerrado em festa, os campeões deixam uma promessa: “Estamos muito felizes pela temporada que fizemos e agora está na altura de começar a preparar 2026. Contamos convosco!”

  • O épico da resistência regressa: Fronteira prepara-se para 24 horas de combate

    O épico da resistência regressa: Fronteira prepara-se para 24 horas de combate

    A vila alentejana de Fronteira prepara-se para voltar a vibrar com a emoção das bp Ultimate 24 Horas TT Vila de Fronteira 2025, uma das maiores maratonas de resistência do todo-o-terreno europeu. Mais de três centenas de pilotos, oriundos de seis nacionalidades, vão enfrentar um percurso duro, longo e espetacular no Terródromo local, perante os muitos milhares de espetadores que habitualmente transformam a prova numa autêntica festa popular.

    A 27.ª edição arranca na próxima quinta-feira com as verificações técnicas e documentais das 82 equipas inscritas. A par da grande corrida, o programa destaca ainda as bp Ultimate 4 Horas TT Vila de Fronteira, que contam com 31 SSV altamente competitivos e prontos para proporcionar espetáculo.

    Organizada pelo Automóvel Club de Portugal, a prova tornou-se um ícone da resistência automóvel, quer pelas suas características únicas, quer pelo ambiente intenso vivido ao longo de quatro dias. São 1.440 minutos de competição ininterrupta que reúnem gerações de pilotos e famílias inteiras, lado a lado com especialistas nacionais e internacionais do todo-o-terreno ao volante de máquinas impressionantes, ou amadores que participam com simples 4×4. Além dos portugueses, marcam presença equipas de França — 22 formações — Itália, Suíça, Bélgica e Países Baixos.

    Ao longo de 24 horas, os concorrentes mantêm um ritmo elevado, dia e noite, enfrentando zonas particularmente exigentes do traçado. A segurança é assegurada por 47 postos de comissários ao longo dos 16,2 km do circuito. Fora da pista, o ambiente é de entusiasmo permanente: convívio, campismo e uma comunhão única entre público e equipas fazem desta prova um verdadeiro fenómeno desportivo e social.

    Desde a primeira edição, em 1998, o formato mantém-se quase inalterado, preservando o caráter desafiante de um circuito em terra especialmente concebido para resistir à dureza das muitas horas de competição. A chuva, que tem marcado algumas das últimas edições, pode elevar ainda mais o grau de dificuldade. E a noite continua a ser um momento mágico, onde a perícia dos pilotos atinge o seu auge.

    No plano competitivo, a expectativa centra-se em saber se as equipas portuguesas conseguirão travar a hegemonia francesa, vencedora das últimas dez edições, muitas vezes com protótipos construídos especificamente para este tipo de provas. Entre os favoritos está a formação luso-francesa de Mário Andrade, Cédric Duple, Yann Morize e Nicola Cassiede, vencedora em 2024 e recordista absoluto de triunfos em Fronteira, com nove vitórias ao volante do AC Nissan Proto. Tiago Reis, tricampeão nacional de todo-o-terreno, junta-se à estrutura de Laurent Polleti para pilotar o MMP Buggy com ambições claras de vitória, depois de a equipa francesa ter triunfado em 2022. Já Luís Cidade, João Monteiro, Mário Franco e Pedro Santinho Mendes surgem como a principal esperança portuguesa de um resultado de topo, ao volante de um Can-Am Maverick.

    Porque uma corrida de 24 horas nunca se decide apenas na velocidade pura, a gestão da mecânica e do risco torna-se determinante, sobretudo à medida que o piso se degrada. E é esta combinação de estratégia, resistência e ousadia que faz da prova a mais emblemática maratona de TT da Europa.

    A edição deste ano destaca ainda a participação de uma equipa totalmente feminina — Beatriz Assunção, Carolina Santos, Bianca Silva, Paula Moura e Marina Reisinho — também em Can-Am, e o regresso do francês Yves Morize, de 81 anos, um nome histórico da competição que volta a Fronteira ao volante de um protótipo MMP. Entre os cerca de 80 veículos presentes, há também espaço para máquinas que despertam curiosidade e nostalgia, como um Renault 4L, um Mercedes 300D Limousine, um Peugeot 504 Pick-up e um clássico UMM Alter Turbo.

    A festa do todo-o-terreno inclui igualmente as bp Ultimate 4 Horas SSV Vila de Fronteira, realizadas sob a égide da Federação de Motociclismo de Portugal. Com 31 equipas inscritas e categorias SSV, SSV TT2 e SSV Stock, a corrida promete ação intensa. Luís Cidade (Can-Am Maverick), vencedor em 2024, volta a competir a solo, enfrentando nomes como João Dias e Arnaldo Monteiro (Polaris RZR Pro) ou Tiago Pinto (Can-Am Maverick). A prova decorre no sábado e antecede a partida das 24 Horas.

    À semelhança dos anos anteriores, o público poderá acompanhar a ação em três Zonas Espetáculo estrategicamente distribuídas pelo percurso, todas equipadas com áreas de restauração e WC. Existe ainda uma Zona de Camping que reforça o ambiente único que, todos os anos, transforma Fronteira na capital ibérica da resistência todo-o-terreno.

  • Rexy em Blocos: LEGO Technic Transforma o Ícone da AO Racing num Set que Vai Fazer Rugir os Fãs!

    Rexy em Blocos: LEGO Technic Transforma o Ícone da AO Racing num Set que Vai Fazer Rugir os Fãs!

    Um dos carros mais carismáticos do desporto motorizado acaba de ganhar uma nova vida em LEGO® Technic™, numa criação que promete entusiasmar tanto os amantes de LEGO como os fãs de Motorsport.

    O lendário Rexy, o Porsche 911 GT3 R da AO Racing, foi reinterpretado num modelo que capta a engenharia, a personalidade e a presença inconfundível do dinossauro que conquistou as pistas e o público. Com lançamento marcado para 1 de janeiro de 2026, o LEGO Technic Porsche 911 GT3 R REXY AO Racing Car (Item 42224) transforma o popular e vencedor carro de competição com tema de T. rex num conjunto de 1.313 peças repleto de detalhes autênticos e de uma personalidade “jurássica” que promete fazer as delícias dos colecionadores.

    “É uma honra para nós ver o nosso Dino-Porsche ganhar vida no universo LEGO”, afirmou Gunnar Jeannette, diretor da equipa. “Esperamos que crianças e adultos de todo o mundo se divirtam com o desafio de montar o LEGO Rexy e explorar todas as suas características únicas.”

    Criado para jovens a partir dos 11 anos — e para todos aqueles que já vibraram com Rexy nas pistas — o novo set combina as funcionalidades altamente técnicas da linha LEGO Technic com o caráter, o humor e a ferocidade que transformaram o Porsche dinossauro da AO Racing num fenómeno global. Fruto de uma colaboração entre a AO Racing, a Porsche Motorsport e o Grupo LEGO, o modelo reproduz fielmente a impressionante decoração de Rexy, assim como vários elementos mecânicos inspirados no verdadeiro GT3 R Rawr, vencedor em pista.

    O LEGO Technic Porsche 911 GT3 R REXY AO Racing integra suspensão funcional nas quatro rodas, tração traseira com diferencial, um motor boxer de seis cilindros com ordem de ignição correta, portas e mala operacionais, um comando de direção superior para controlo direto e um sistema de macacos de ar sincronizados que acrescenta um toque de realismo digno das boxes. A montagem pode ser acompanhada através da aplicação LEGO Builder, que oferece instruções 3D intuitivas para uma experiência mais envolvente. No final, o modelo apresenta aproximadamente 38 centímetros de comprimento, 17 centímetros de largura e 11 centímetros de altura, tornando-se uma peça de exposição impressionante em qualquer coleção.

    Disponível a partir de 1 de janeiro de 2026 em AORacing.com, lojas LEGO, LEGO.com e retalhistas selecionados em todo o mundo, este set promete conquistar não só os fãs do mítico Rexy, mas todos os que vivem a paixão dos blocos e a emoção das corridas.

  • Supercars Endurance decide títulos em fim de semana dramático no Autódromo do Estoril

    Supercars Endurance decide títulos em fim de semana dramático no Autódromo do Estoril

    A etapa final do Supercars Endurance, disputada este domingo no Autódromo do Estoril, entregou duas corridas de enorme intensidade que definiram, apenas nos instantes finais, os campeões do Iberian Supercars e do Campeonato de Portugal de Velocidade (CPV). Numa jornada marcada por incidentes, reviravoltas estratégicas e desempenhos notáveis, a luta pelos títulos manteve-se aberta até ao cair da bandeira de xadrez.

    A primeira corrida começou a redefinir o cenário competitivo logo após a partida. Mathieu Martins, que arrancava da pole-position com o Aston Martin Vantage AMR GT4 da Racar Motorsport, perdeu duas posições no arranque, recuperando uma delas pouco depois, mas sem capacidade de travar César Machado, que assumiu a liderança na estreia do novo Toyota GR Supra GT4 EVO2 da Speedy Motorsport. Francisco Abreu, num arranque brilhante com o Toyota GR Supra GT4 EVO2 da Toyota Gazoo Racing Caetano Portugal, colocou-se imediatamente entre os candidatos à vitória. No entanto, já com Francisco Mora aos comandos, um toque com o Porsche Cayman CS RS de João Aguiar-Branco ditou o abandono da dupla, afastando-os precocemente da luta pelos títulos.

    O incidente abriu caminho para o Porsche Cayman CS RS da Veloso Motorsport. Patrick Cunha e Hendrik Still aproveitaram um ritmo fortíssimo — especialmente no turno do piloto alemão — para assumirem o comando e vencerem de forma autoritária à geral e na categoria GT4 Pro-Bronze. César Machado garantiu o segundo lugar absoluto e o triunfo na GT4 Pro, enquanto José Carlos Pires levou outro Toyota GR Supra GT4 EVO2 da Speedy Motorsport ao terceiro posto. Mathieu Martins e Henrique Ventura de Oliveira foram quartos e Luís Tavares / João Aguiar-Branco concluíram em quinto. Na GT4 Bronze, Gonzalo de Andrés e Álvaro Lobera (McLaren Artura GT4) venceram com clareza, enquanto na GT4 Am o triunfo pertenceu a Rúben Vaquinhas e Pedro Bastos Rezende, que confirmaram o título da divisão no Iberian Supercars.

    A segunda corrida, que encerrou a temporada, foi uma demonstração estratégica e emocionalmente intensa. Hendrik Still partiu decidido da pole position e tentou impor um ritmo forte, apesar do “handicap” de 10 segundos devido à vitória anterior. Francisco Mora seguiu-o de perto no Toyota da Gazoo Racing Caetano Portugal, enquanto Henrique Ventura de Oliveira (Racar Motorsport) e Adrián Ferrer (Speedy Motorsport) avançavam desde posições modestas na grelha, com a missão clara de colocar os seus colegas, Mathieu Martins e César Machado, em posição de disputar os respetivos títulos.

    O peso do handicap revelou-se determinante. Após as paragens obrigatórias, Still caiu várias posições, permitindo que Francisco Mora e Francisco Abreu assumissem o controlo total da corrida. A dupla portuguesa seguiu para uma vitória clara, fechando a época no topo da classificação da última prova do ano.

    No quinto lugar, Mathieu Martins — em conjunto com Henrique Ventura de Oliveira — conquistou o título de GT do Iberian Supercars, enquanto César Machado, terminando em sexto com Adrián Ferrer, assegurou o título de GT no Campeonato de Portugal de Velocidade e o ceptro de GT4 Pro em ambos os campeonatos, coroando uma época exemplar.

    A GT4 Pro-Bronze viveu um dos momentos mais dramáticos do fim de semana: Nuno Afonso e Alexandre Areia (Toyota GR Supra GT4 EVO2, Gianfranco Motorsport) superaram o McLaren Artura GT4 de José Cautela e Lourenço Monteiro (SMC Motorsport) literalmente na última curva, garantindo não apenas o segundo lugar da geral, mas também o título da divisão. Bruno Pires e Mark Kastelic concluíram em quarto, resultado suficiente para o piloto português conquistar o troféu da divisão no CPV.

    Na GT4 Bronze, Álvaro Lobera e Gonzalo de Andrés voltaram a destacar-se, mas acabaram superados por Ricardo Costa e Andrius Prieto, que venceram a corrida e garantiram a vitória da divisão no CPV. Já na GT4 Am, Pedro Bastos Rezende voltou a demonstrar a eficácia e consistência que marcaram toda a sua temporada, terminando o ano com mais uma vitória convincente ao volante do Aston Martin Vantage AMR GT4 da Gianfranco Motorsport.

    Com mais uma edição marcada por grelhas competitivas, finais dramáticos e grande afluência de público, o Supercars Endurance encerra a temporada 2025 reafirmando-se como uma das competições de GT mais disputadas e emocionantes da Península Ibérica.

  • Nuno Figueiredo regressa às pistas na Carrera Los 80 ao volante da Volvo 850

    Nuno Figueiredo regressa às pistas na Carrera Los 80 ao volante da Volvo 850

    Após duas épocas de ausência, Nuno Figueiredo voltou à competição no passado fim de semana no Autódromo do Estoril, assinando um regresso positivo na jornada da Carrera Los 80. O piloto lisboeta voltou a vestir o fato e o capacete para conduzir a icónica e renovada Volvo 850, fazendo equipa com Fernando Charais, numa prova marcada pelo ambiente nostálgico e pela presença de máquinas históricas.

    Depois de regressar com ambição e espírito competitivo, Nuno Figueiredo confessara antes da corrida que o objetivo era “lutar pela vitória”, mas sem deixar de privilegiar o prazer de voltar à pista. A Volvo 850 — conhecida pelo seu caráter indomável e pela imagem irreverente do modelo nos anos 90 — mostrou competitividade ao longo do fim de semana, apesar da forte oposição e da lista de inscritos de elevado nível.

    Nos treinos oficiais, a dupla Figueiredo/Charais tinha alcançado o 5.º melhor tempo, com uma volta de 2:00.979 ao Estoril, a uma média de 123,9 km/h, sinalizando boas expectativas para a corrida. Em prova, a dupla manteve um andamento consistente e competitivo, cumprindo os objetivos centrais deste regresso: colocar a Volvo 850 na luta, ganhar ritmo e recuperar o prazer de competir após dois anos de ausência.

    No final, Nuno Figueiredo mostrou-se satisfeito com o desempenho da equipa e da carrinha sueca. “Foi muito bom voltar. A lista de inscritos era fortíssima e sabíamos que não seria fácil, mas diverti-me imenso e isso era fundamental. A Volvo comportou-se bem e este foi um excelente regresso às pistas”, afirmou o piloto de Lisboa.A participação de Nuno Figueiredo e Fernando Charais contou com o apoio da Liqui Moly, SPR e Nexen Tyre.

  • Single Seater Series encerra temporada em grande estilo no Autódromo do Estoril

    Single Seater Series encerra temporada em grande estilo no Autódromo do Estoril

    A temporada de 2025 da Single Seater Series terminou em ambiente de festa e competição intensa, no Estoril Endurance Festival, com a maior lista de inscritos dos últimos anos e um fim de semana repleto de ação dentro e fora de pista. O Autódromo do Estoril acolheu duas corridas decisivas que marcaram o encerramento da única competição de monolugares em Portugal, numa edição que reforçou o crescimento e a vitalidade da disciplina.

    A primeira corrida começou com surpresa. Apesar de Fernando Gaspar ter garantido a pole position com o seu Tatuus FR2000 (ex-Fórmula Renault 2.0), foi Fernando Laranjo quem assumiu a liderança nos instantes iniciais ao volante do seu Mygale PNC2001 (ex-Fórmula Novis by Ford). Mais atrás, arranques menos conseguidos de Christopher Kirby-Higgs e Rui Silva comprimiram o pelotão à entrada da primeira curva, criando alguma confusão. Beneficiando do tumulto, Duarte Pires — que partira da última fila — protagonizou uma recuperação fulgurante a bordo do Tatuus FR2000.

    O dia, contudo, seria amargo para dois dos principais protagonistas da época. João Silva não pôde alinhar devido a problemas sofridos na qualificação, enquanto Duarte Pires, já campeão da categoria e da Divisão A, foi forçado a abandonar com o motor partido. Sem oposição direta, Fernando Gaspar reassumiu o comando e controlou a corrida até ao final, cruzando a meta na primeira posição. Fernando Laranjo confirmou o excelente ritmo ao terminar em segundo, enquanto Rui Silva recuperou até ao terceiro lugar. Christopher Kirby-Higgs, ainda em fase de adaptação, ficou em quarto, e Carlos Tavares garantiu a vitória na classe CW com um sólido quinto lugar absoluto.

    Na Divisão F, dedicada aos monolugares sem asas, Francisco Olho-Azul voltou a dominar, mas desta vez com oposição mais próxima de Tiago Neves, Vítor Sampaio e Carlos Gaspar, que finalizaram a corrida separados por margens muito reduzidas. AdF regressou à competição acumulando quilómetros sem incidentes no seu Tatuus FR2000, enquanto Tomás Velez Grilo venceu entre os pilotos da classe KT com o seu Merlyn MK17. Já os estreantes António Camilo e Afonso Inácio viram-se obrigados a abandonar devido a problemas mecânicos, e Nuno Caetano não conseguiu alinhar na partida da primeira corrida.

    A segunda corrida do dia confirmou o domínio de Fernando Gaspar, que voltou a não dar hipótese aos adversários. Desta vez, a prova foi menos movimentada entre os carros da Divisão A, com Gaspar e Laranjo a destacarem-se desde cedo e a repetirem o desfecho: vitória nas classes PT4R e HTG, respetivamente, e passagem pela bandeira de xadrez na mesma ordem. Rui Silva manteve o bom momento e voltou a subir ao pódio ao garantir o terceiro lugar, assegurando também o vice-campeonato da PT4R. Christopher Kirby-Higgs voltou a ser quarto e subiu ao pódio da categoria, seguido de Carlos Tavares, que repetiu o triunfo na classe CW.

    Na Divisão F, Francisco Olho-Azul reforçou o estatuto de campeão com mais uma vitória clara. O maior interesse centrou-se no duelo entre Tiago Neves e o jovem Afonso Inácio, com este último a conquistar o segundo lugar. O terceiro posto foi suficiente para Neves cumprir o objetivo de terminar a época como vice-campeão. Nuno Caetano conseguiu finalmente colocar o seu Tatuus FR2000 em pista e terminou em sétimo absoluto após partir das boxes, enquanto Carlos Gaspar foi quarto na Divisão F. Vítor Sampaio abandonou devido a problemas no seletor da caixa de velocidades, sendo seguido por AdF e pelo vencedor da classe KT, António Camilo. Tomás Velez Grilo ainda viu a bandeira de xadrez, apesar de um toque na penúltima volta.

    Com entusiasmo crescente em torno da competição, várias equipas e pilotos aproveitaram já a segunda-feira para realizar os primeiros testes rumo a 2026, novamente no Autódromo do Estoril. A organização da Single Seater Series anunciará brevemente o calendário da próxima época e outras novidades estruturais que irão marcar o futuro da única competição nacional de monolugares.

  • Francisco Iglésias, Tomás Carapucinha, Frederico Vasco e Diogo Caetano conquistam o Troféu Easykart Portugal 2025

    Francisco Iglésias, Tomás Carapucinha, Frederico Vasco e Diogo Caetano conquistam o Troféu Easykart Portugal 2025

    O Troféu Easykart Portugal 2025 chegou ao fim este fim de semana no KIRO – Kartódromo Internacional da Região Oeste, no Bombarral, onde se disputou a quinta e última prova da época, sob organização da ACDME. Após passagens por Évora, Palmela, Leiria e pelo próprio Bombarral no arranque da temporada, a competição promovida sob a chancela da Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting (FPAK) definiu finalmente os seus campeões nas categorias EK60, EK100, EK125 e TaG Livre 125.

    Na Easykart 60, destinada a pilotos entre os 6 e os 11 anos, Martim Gomes dominou por completo a prova ao vencer as três corridas e somar os 150 pontos máximos. No entanto, o grande vencedor do Troféu Easykart Portugal 2025 foi Francisco Iglésias, que chegou à última jornada na liderança e assegurou o título com um sólido segundo lugar e 130 pontos. Lourenço Antunes fechou a prova na terceira posição com 122 pontos, seguido de Duarte de Deus, que somou 114.

    A categoria Easykart 100, reservada a pilotos dos 11 aos 15 anos, confirmou o favoritismo de Tomás Carapucinha. O jovem de Salir do Porto voltou a mostrar grande consistência ao vencer as duas primeiras finais e terminar a terceira no segundo posto, somando 145 pontos e garantindo tanto a vitória no Bombarral como o título nacional da EK100. Martim Acúrcio assegurou o segundo lugar com uma prestação regular que lhe valeu 130 pontos, enquanto Michael Mandim completou o pódio graças a uma evolução notável ao longo das três corridas. Miguel Barbosa terminou em quarto, seguido por Liam Teixeira, Vasco Nobre e Dinis Santos.

    Na categoria Easykart 125, destinada a pilotos a partir dos 14 anos, Noah Aguiar destacou-se ao vencer as duas primeiras corridas e assegurar o segundo lugar na última, garantindo assim o triunfo na prova. Vasco Simões terminou na segunda posição e Frederico Vasco completou o pódio, acumulando os pontos necessários para conquistar o Troféu Easykart Portugal 2025 na categoria EK125.

    A categoria TaG Livre 125 — que permite chassis de escolha livre e motores até 125cc equipados com embraiagem e motor de arranque elétrico — foi marcada pela regularidade de Frederico Pinto Coelho. O piloto de Lisboa venceu uma das corridas e foi segundo nas outras duas, totalizando 140 pontos e vencendo a prova. Davin Jafarov foi segundo com 119 pontos e Francisco Marques fechou o pódio com 117. Pedro Cancela Abreu, Diogo Caetano e Pedro Rodrigues completaram os seis primeiros classificados. Apesar de não ter pontuado na primeira corrida, Diogo Caetano venceu as outras duas e, graças aos pontos acumulados ao longo da época, sagrou-se campeão do Troféu Easykart Portugal 2025 na TaG Livre 125.

    Com quatro novos campeões e um fim de semana de grande competitividade no Bombarral, o Troféu Easykart Portugal 2025 encerrou mais uma temporada de formação e descoberta de talentos nacionais no karting.

  • Desafio dos Campeões de Drift: Diogo Correia brilha e conquista pódio

    Desafio dos Campeões de Drift: Diogo Correia brilha e conquista pódio

    O Circuito de Jarama, em Madrid, recebeu nos dias 29 e 30 de novembro o Desafio dos Campeões de Drift, uma das provas mais aguardadas da temporada, organizada pela DriftSpain sob a égide da RFEDA – Real Federación Española de Automovilismo. Mais de 50 pilotos de 15 nacionalidades estiveram em pista num fim de semana marcado por batalhas eletrizantes, grande presença de público e performances de elevado nível técnico.

    Portugal esteve representado por uma das delegações mais numerosas do evento, com Paulo Rocha, José Magalhães, Marco Cordeiro, Filipe Vieira, Tiago Conde, Renato Valente, Stephane Ribeiro, João Vieira, Diogo Correia e Raman Kandratsenka. Apesar do forte desempenho coletivo, contratempos impediram alguns pilotos de alcançar a fase eliminatória. Marco Cordeiro ficou de fora devido a problemas mecânicos, Filipe Vieira foi forçado a abandonar após um acidente e José Magalhães não conseguiu a pontuação necessária na qualificação.

    A fase das batalhas trouxe o habitual espetáculo de drift e vários duelos com participação portuguesa. João Vieira foi o primeiro a abandonar o Top32 após uma avaria mecânica que o impediu de concluir o confronto com o argentino Rodrigo Gallo, que mais tarde viria também a eliminar Tiago Conde, igualmente afetado por problemas mecânicos. No Top16, um confronto totalmente português colocou frente a frente Stephane Ribeiro e Renato Valente, com este último a seguir em frente até ao Top8, onde seria travado pelo ucraniano Alex Holovnia, uma das revelações do evento.

    O grande destaque luso chegaria pelas mãos de Diogo Correia. Depois de superar Raman Kandratsenka no Top8, o piloto avançou ao Top4, onde encontrou o francês Anthony Rocci, que acabaria por seguir para a final. Correia entrou então na disputa pelo terceiro lugar, vencendo o italiano Manuel Vacca com uma exibição sólida que lhe garantiu um merecido lugar no pódio e levou a bandeira portuguesa ao reconhecimento do público madrileno. O pódio final ficou composto por Rocci como vencedor, Holovnia em segundo e Correia a fechar o trio de honra.

    A representação portuguesa voltou a brilhar na cerimónia de prémios graças a Raman Kandratsenka, que conquistou o troféu de Melhor Qualificação ao registar uma impressionante pontuação de 93 pontos, a mais alta entre todos os concorrentes.

    O Desafio dos Campeões de Drift encerrou-se assim com um balanço muito positivo para Portugal, que demonstrou competitividade, consistência e uma evolução técnica notável, reforçando a presença nacional no circuito internacional de drift e deixando excelentes perspetivas para a próxima temporada.