Autor: Joaquim Amândio Santos

  • Miguel Carvalho conquista título Promo de Ralis com vitória decisiva em Águeda

    Miguel Carvalho conquista título Promo de Ralis com vitória decisiva em Águeda

    Miguel Carvalho sagrou-se este domingo campeão Promo de Ralis ao vencer o Águeda Rali Travocar, última prova do campeonato, num duelo direto com Adruzilo Lopes, com quem iniciou a jornada empatado com 137 pontos. A prova organizada pelo Clube Automóvel de Santo Tirso confirmou o domínio do piloto de Barcelos, que, ao volante de um Hyundai i20 N5 e navegado por António Reis, liderou de princípio ao fim e garantiu o título com autoridade. João Marcelino triunfou nas 2 Rodas Motrizes.

    A vantagem conquistada na véspera, quando terminou o primeiro dia com 18,3 segundos de vantagem sobre o Mitsubishi Lancer Evo IX de Adruzilo Lopes e Vítor Hugo, permitiu a Miguel Carvalho controlar com inteligência o andamento no decisivo dia de domingo. No final, o piloto barcelense concluiu o rali com 19,1 segundos de vantagem, assegurando o título e sucedendo a Adruzilo Lopes, campeão da época anterior.

    A vitória foi celebrada com emoção na chegada à margem do rio Águeda, onde o piloto festejou com a família, amigos, equipa e parceiros. Visivelmente emocionado, dedicou o triunfo à mãe, falecida em 2022, recordando que “gostava muito de ralis” e que certamente “gostaria de estar presente neste momento”. Para Miguel Carvalho, este título representa mais um marco numa carreira de 10 anos no desporto automóvel, ao qual soma já conquistas como o título regional e o campeonato nacional RC4. “Entrámos empatados e sabíamos que era tudo ou nada. Fomos rápidos e consistentes e conseguimos conquistar uma vitória muito saborosa, na geral e no Promo de Ralis 2025”, afirmou.

    Adruzilo Lopes e Vítor Hugo, que tudo fizeram para defender o título, acabaram por reconhecer o mérito do adversário. O piloto de Regilde destacou que os contratempos ao longo da temporada impediram a equipa de alcançar o objetivo da revalidação do título, assumindo que “Miguel Carvalho foi muito rápido e defendeu-se muito bem”. Apesar da derrota, Adruzilo afirmou sair de Águeda motivado e já a preparar a próxima temporada.

    A luta pelo pódio foi marcada por várias peripécias e decisões do Colégio de Comissários, algumas consideradas controversas, levando mesmo ao abandono de equipas como Carlos Matos e Ilberino Santos, em Skoda Fabia R5. Entre os pilotos afetados pelos incidentes esteve Paulo Barata, navegado por Gonçalo Palmeira. Sem conseguir arrancar para a primeira especial de sábado devido a problemas, beneficiou de um tempo atribuído e manteve sempre o foco em somar quilómetros competitivos, terminando no terceiro lugar, a 2m40,4s dos vencedores.

    Nos 4 Rodas Motrizes do Promolafões Rali Cup by Castrol, Armando Carvalho e Ana Santos (Mitsubishi Lancer Evo IX) terminaram no quarto posto, regressando a Vila Nova de Poiares com a vitória da categoria. Carlos Matos, apesar do abandono no domingo, arrecadou a geral da competição. Na classe 1.300cc, o triunfo pertenceu a Miguel Paião e Pedro Tondela, em Nissan Micra.

    Entre as 2 Rodas Motrizes, a disputa foi intensa entre as duplas João Marcelino / Valter Cardoso (Renault Clio RS) e Pedro Pereira / Martim Santos (Renault Clio Rally4/5). A liderança foi alternando até que Marcelino conseguiu segurar a vantagem final, vencendo a categoria e consolidando o título de 2RM no Campeonato Centro de Ralis. Concluiu o rali em 54m45,1s, enquanto Pedro Pereira fechou a jornada no sexto lugar, a apenas 7,7 segundos. “Conquistar o título de 2RM é a concretização de um sonho. O meu pai já tinha vencido esta categoria e é um orgulho seguir-lhe as pisadas”, referiu o piloto de S. Pedro do Sul.

    Também nas 2RM, André Pereira e Filipa Pereira, em Citroën AX, mereceram destaque ao terminarem em terceiro da categoria e oitavo da geral, fruto de uma exibição muito sólida. Nelson Trindade e Raquel Graça, em Skoda Fabia N5, concluíram na sétima posição da geral, enquanto Carlos Silva e Paulo Alves (Mitsubishi Lancer Evo X) ficaram em nono.

    A fechar o top 10, Pedro Câmara, navegado por João Câmara, marcou a prova com uma excelente exibição ao volante do Peugeot 208 Rally6. O jovem micaelense, de apenas 18 anos, terminou em décimo da geral, a 6m19,2s dos vencedores, garantindo a vitória na derradeira prova da FPAK Júnior Team e superando a dupla Luís Mendes / Diogo Costa, que acabou na 14.ª posição, a 1m27,5s de diferença.

  • Richard Hammond regressa ao Discovery Channel com a 4.ª temporada de “Oficina de Richard Hammond”

    Richard Hammond regressa ao Discovery Channel com a 4.ª temporada de “Oficina de Richard Hammond”

    Richard Hammond volta a abrir as portas da sua oficina em Herefordshire para a quarta temporada da série “Oficina de Richard Hammond”, que estreia no Discovery Channel no dia 4 de dezembro. A nova temporada promete mais restauros de luxo, engenho técnico e emoção, mantendo a fórmula que conquistou fãs em todo o mundo. Ao lado da sua equipa de especialistas, Hammond enfrenta desafios cada vez mais complexos, transformando carros clássicos e raros em peças únicas, enquanto lida com prazos apertados, orçamentos exigentes e inevitáveis surpresas mecânicas.

    Entre os veículos em destaque nesta temporada encontram-se modelos icónicos como Rolls-Royce e Porsches dos anos 50, cada um exigindo um tipo de abordagem distinto e a criatividade necessária para ultrapassar problemas técnicos que apenas surgem em máquinas com várias décadas de história. A série acompanha todo o processo de restauro, desde a busca de componentes raríssimos até à preparação de veículos para eventos automóveis de prestígio, revelando o rigor e a dedicação necessários para devolver vida a automóveis considerados verdadeiros tesouros sobre rodas.

    Mais do que mostrar o quotidiano de uma oficina, esta nova temporada é também um mergulho profundo no universo da engenharia automóvel, sempre com a assinatura inconfundível de Hammond. Entre momentos de tensão, humor e adrenalina, “Oficina de Richard Hammond” volta a destacar a paixão, a criatividade e a perseverança da equipa, oferecendo inspiração tanto aos entusiastas do mundo automóvel como aos curiosos por desafios mecânicos.

    A estreia da 4.ª temporada está marcada para quinta-feira, 4 de dezembro, às 21h00, no Discovery Channel.

  • Cyril Genot (Motos) e Harry Walker (Quads) triunfam no segundo dia da Monte Gordo Sand Race

    Cyril Genot (Motos) e Harry Walker (Quads) triunfam no segundo dia da Monte Gordo Sand Race

    A Praia de Monte Gordo voltou a encher-se de milhares de espectadores para acompanhar o segundo dia da Monte Gordo Sand Race, quinta e penúltima ronda do FIM Sand Races World Championship. Depois de um sábado muito disputado, o público voltou a assistir a um espetáculo emocionante, marcado em especial pela imprevisibilidade da corrida de motos, que perdeu cedo o seu principal protagonista da véspera.

    O inglês Todd Kellett, dominador absoluto do primeiro dia, foi forçado a abandonar logo na nona volta, abrindo caminho para um duelo intenso entre os franceses Cyril Genot e Jeremy Hauquier e o norueguês Håkon Fredrikssen. A luta pelo comando prolongou-se até às últimas voltas, com Genot e Fredrikssen a rodarem lado a lado durante longos momentos. No final, o francês acabou por garantir o triunfo, com Fredrikssen a ficar com o segundo lugar. Milko Potisek completou o pódio, enquanto Lars Berkel e Julien Lieber fecharam o top cinco. Os nove primeiros terminaram na mesma volta, num grupo que incluiu Luís Outeiro, novamente o melhor português, ao alcançar o nono posto. Entre os veteranos venceu Damien Prevoto, que encerrou o top dez, enquanto Paulo Alberto terminou em 11.º. Nas restantes categorias, Amandine Verstappen foi a melhor entre as senhoras, Evan Demeester venceu entre os juniores e a dupla Diogo Ventura / Rúben Ferreira triunfou na corrida disputada em pares.

    Nos Quads, a segunda manga confirmou o domínio do inglês Harry Walker, que voltou a superiorizar-se ao francês Pablo Violet. Os belgas Olivier Vandendijck e Glenn Swarte, ambos em Honda, terminaram em terceiro e quarto lugares, respetivamente, com o grupo da frente a completar 13 voltas numa corrida de 45 minutos. O belga Dirk Schelfhout foi o melhor veterano, enquanto entre os portugueses destacou-se Nuno Gonçalves, oitavo classificado, seguido por Luís Fernandes em nono.

    A segunda jornada ficou ainda marcada pela estreia do Troféu Yamaha/Mini Monte Gordo Sand Race, que reuniu 24 jovens pilotos entre os 8 e os 16 anos. Tal como no primeiro dia, João Susano e Rui Alves voltaram a vencer nas categorias Fun e Iniciados, respetivamente, entre os Quad. Nas motos, Duarte Marques repetiu o triunfo entre as YZ85, enquanto Afonso Torcato venceu entre as YZ65.

    A edição de 2025 da Monte Gordo Sand Race terminou com a festa final do pódio, que consagrou os vencedores do fim de semana e, a uma jornada do final do FIM Sand Races World Championship, também vários campeões do mundo da presente temporada. O evento foi organizado pela Câmara Municipal de Vila Real de Santo António e pelo Automóvel Club de Portugal, sob a égide da Federação de Motociclismo de Portugal (FMP) e da Federação Internacional de Motociclismo (FIM).

  • FPAK divulga calendário e Regulamento Desportivo do Campeonato de Portugal de Ralis 2026

    FPAK divulga calendário e Regulamento Desportivo do Campeonato de Portugal de Ralis 2026

    A Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting (FPAK) revelou o calendário e as principais orientações desportivas e técnicas do Campeonato de Portugal de Ralis (CPR) para 2026. A nova época contará com nove eventos distribuídos entre março e outubro, começando com o Rallye Vidreiro Centro de Portugal, a 6 e 7 de março, e terminando com o Rallye Casinos do Algarve, nos dias 30 e 31 de outubro. Entre os destaques do calendário mantêm-se provas emblemáticas como o Rali Terras D’Aboboreira, o Rally de Portugal, o Rali da Madeira e o Rally Five Cities North of Portugal, agora integrado no European Rally Championship.

    O CPR 2026 será composto por nove provas, mas apenas os sete melhores resultados contarão para a classificação final, sendo permitido um máximo de oito participações por equipa. A quarta prova válida para pontos terá de ser escolhida entre o Rally de Lisboa e o Rali Castelo Branco e Vila Velha de Ródão, opção que deverá ser comunicada antes do fecho das inscrições da terceira ronda, o Rally de Portugal. A FPAK adiantou ainda que, para 2027, o campeonato terá um máximo de oito provas, cuja composição será anunciada oportunamente.

    O relatório de prova do CPR será atualizado para incluir três grandes grupos — Desportivo, Técnico e Segurança — ficando cada evento sob acompanhamento de um delegado desportivo, um delegado técnico e um delegado de segurança. A federação nomeará igualmente um Presidente do Colégio de Comissários Desportivos e um Comissário Desportivo para cada rali. Entre as provas internacionais integradas no CPR 2026, o Rali Terras D’Aboboreira e o Rali da Madeira farão parte do European Rally Trophy, o Rally Five Cities North of Portugal integrará o European Rally Championship e o Rally de Portugal continuará a representar Portugal no Campeonato do Mundo de Ralis (WRC). As inscrições de cada prova encerram duas semanas antes da data do evento e a lista oficial de inscritos será publicada uma semana antes da competição. Nos ralis de asfalto, será obrigatória a existência de uma zona de aquecimento de pneus no início de cada classificativa, sendo igualmente definido um limite máximo de 120 quilómetros cronometrados para as PEC do CPR 2026.

    Do ponto de vista técnico, a FPAK confirmou que os combustíveis a utilizar serão os definidos no Anexo J do Código Desportivo Internacional, no artigo 266, e que o regulamento técnico do CPR continuará a estabelecer os tipos de pneus permitidos para a competição.

    Paralelamente, foi também apresentado o calendário do Campeonato de Portugal de Ralis 2 Rodas Motrizes (CPR 2RM), que contará com oito provas, incluindo o Rallye Vidreiro, o Rali Terras D’Aboboreira, o Rally de Lisboa, o Rali Castelo Branco e Vila Velha de Ródão, o Rali da Madeira, o Rali da Água Transibérico Chaves-Verín, o Rally Five Cities North of Portugal e o Rallye Casinos do Algarve. Para esta competição, as classificações finais resultarão dos seis melhores resultados obtidos no total das oito participações possíveis. Tal como no CPR absoluto, os combustíveis e pneus permitidos serão os indicados no regulamento técnico do CPR 2026, seguindo igualmente o disposto no Anexo J do CDI.

    Com estas novidades, a FPAK inicia formalmente a preparação para a época de 2026, marcada por um calendário estável, reforço dos mecanismos de segurança e ligação consolidada ao panorama internacional dos ralis.

  • Daniel Teixeira domina final da época em corridas de cortar a respiração

    Daniel Teixeira domina final da época em corridas de cortar a respiração

    Daniel Teixeira venceu as duas últimas corridas da temporada das categorias GTC e Turismos do Supercars Endurance, num fim de semana intenso no Autódromo do Estoril que exigiu maturidade, resiliência e velocidade.

    Apesar das dificuldades iniciais e de um duelo renhido com alguns dos principais candidatos, o piloto da JT59 Racing Team confirmou o favoritismo e garantiu o degrau mais alto do pódio nas duas mangas.

    Teixeira vence corrida marcada por várias mudanças de líder

    A primeira corrida do fim de semana entregou tudo o que se esperava de uma etapa decisiva: ritmo forte, várias trocas de liderança e batalhas intensas até à bandeira de xadrez. Partindo da pole-position com o Hyundai Elantra N TCR, Daniel Teixeira optou por uma abordagem cautelosa nas voltas iniciais, devido às baixas temperaturas da pista, perdendo momentaneamente a liderança. No entanto, assim que os pneus atingiram a janela ideal, o piloto português elevou o ritmo, recuperou posições e reassumiu o comando, garantindo uma vitória sólida à geral e entre os Turismos.

    Na segunda posição absoluta terminou Rui Miritta, no Porsche 911 Cup da Monteiros Competições. Apesar de enfrentar uma concorrência forte, o piloto cumpriu os objetivos da jornada ao vencer tanto a categoria GTC como a divisão Cup, reforçando novamente o domínio exibido ao longo da época.

    O terceiro lugar da geral ficou para a dupla da Speedy Motorsport, Duarte Camelo e Pompeu Simões, no Porsche Cayman CS. Camelo protagonizou uma largada notável, liderando durante várias voltas. Embora tenham terminado fora do comando absoluto, asseguraram a vitória na GTX — resultado que confirmou os títulos da divisão no Iberian Supercars e no Campeonato de Portugal de Velocidade.

    A dupla composta por Chloé Grant e Henrique Moura Oliveira, ao volante do BMW M4 GT4 (F82) da Monteiros Competições, também esteve na luta pela GTX. Contudo, uma penalização por incumprimento do tempo mínimo na troca de pilotos comprometeu as suas aspirações, acabando por consolidar o triunfo da Speedy Motorsport na divisão.

    Nos restantes lugares do top 5 da geral terminaram Ángel Santos e Gabriel Caçoilo (Ligier JS2R, Chefo Sport Petrogold) e a dupla Luca Staccini / Gracie Mitchell (Ginetta G55, Tockwith Motorsports), evidenciando a elevada competitividade da GTX.

    Na divisão TC, onde competem os jovens da FPAK Junior Team em Ginetta G40 operados pela Monteiros Competições, o ritmo voltou a ser marcado pela consistência e evolução dos pilotos. Frederico Formiga e Frederico Castro (SEAT Leon Supercopa MK2, Art of Speed) foram os mais rápidos da divisão, enquanto João Faria e Tomás Martins assinaram desempenhos sólidos, reforçando a importância do projeto na formação de novos talentos nacionais.

    Teixeira vira duelo com Miritta a seu favor e garante títulos

    A segunda corrida das categorias GTC e Turismos foi um fiel retrato da intensidade da temporada. Apesar de arrancar da pole-position, um arranque menos eficaz permitiu que Rui Miritta, novamente no Porsche 911 Cup, assumisse a liderança.

    O duelo entre os dois tornou-se rapidamente no ponto alto da corrida. Teixeira aumentou gradualmente o ritmo, pressionou o piloto da Monteiros Competições e acabaria por recuperar o comando, selando uma vitória decisiva. O triunfo garantiu-lhe os títulos de Turismos no Iberian Supercars e no Campeonato de Portugal de Velocidade, coroando uma época extremamente consistente.

    Rui Miritta voltou a ser segundo absoluto e venceu novamente a GTC e a divisão Cup, confirmando uma época irrepreensível nas classes em que competiu.

    Na GTX, a emoção foi levada ao limite. Henrique Moura Oliveira e Chloé Grant, no BMW M4 GT4 (F82), enfrentaram um duelo intenso com o Ligier JS2R de Ángel Santos e Gabriel Caçoilo. A luta manteve-se viva até às voltas finais e acabaria por ser decidida por um contacto entre ambas as equipas, relegando o Ligier para terceiro na divisão e permitindo à dupla da Monteiros Competições assegurar a vitória. Staccini e Mitchell, em Ginetta G55, terminaram em segundo, num pódio que espelhou bem a competitividade da categoria.

    Nos Turismos, e em particular na divisão TC, a FPAK Junior Team voltou a destacar-se, com João Faria e Martim Romão a conquistarem a vitória tanto no Iberian Supercars como no Campeonato de Portugal de Velocidade.

  • “Poker” de Rui Miritta no Estoril… e tudo o piloto conquistou!

    “Poker” de Rui Miritta no Estoril… e tudo o piloto conquistou!

    Rui Miritta encerrou a temporada de 2025 com uma performance absolutamente avassaladora, garantindo todos os títulos das categorias em que competiu no Campeonato de Portugal de Velocidade, SuperCars Espanha e SuperCars Iberian, depois de uma jornada decisiva no Autódromo do Estoril.

    O piloto de Valongo apresentou-se na ronda final ao volante do Porsche 991.1 GT3 Cup preparado e assistido pela Monteiros Competições, numa configuração que se revelou novamente impecável ao longo de todo o fim de semana. Já campeão no SuperCars Espanha — tanto no Campeonato Absoluto GTC como na Classe Cup — Miritta chegou ao Estoril na liderança da Categoria Cup e do Campeonato Absoluto GTC, tanto no CPV como no SuperCars Iberian, com a ambição clara de fechar a época vencendo todas as provas e assegurando todos os troféus.

    Consciente da competitividade do pelotão presente no Estoril, Miritta utilizou as sessões privadas e o treino livre para afinar o Porsche ao milímetro, criando uma base sólida para o ataque aos títulos. A estratégia deu frutos ainda antes das corridas, com o piloto da Monteiros Competições a conquistar as duas pole positions e a garantir a primeira linha da grelha nas duas mangas.

    A primeira corrida foi uma demonstração de autoridade: Miritta liderou a Categoria Cup do início ao fim, registou a volta mais rápida da classe e terminou no segundo lugar à geral, garantindo assim o título da Cup. Já o título Absoluto GTC ainda dependia da segunda corrida, deixando a emoção reservada para a última manga de 2025.

    A segunda corrida mostrou o outro lado competitivo de Rui Miritta: o da resiliência. Entrou em pista já campeão da Cup e também Campeão de Portugal de Velocidade GTC-TC, mas determinado a fechar o ano com mais uma vitória. Porém, quando se preparava para assumir a liderança, um pião na Curva 1 atirou-o para fora do top 5. Seguiu-se uma recuperação notável, numa perseguição intensa que o levou até ao segundo lugar absoluto — e novamente ao triunfo na Categoria Cup — ficando a poucos instantes de recuperar o comando da corrida.

    Com este resultado, Rui Miritta somou um total de quatro títulos no SuperCars Iberian (Categoria Cup e Campeonato GTC) e dois títulos no Campeonato de Portugal de Velocidade (Campeão Cup e Campeão Absoluto GTC), para além dos dois ceptros já conquistados no SuperCars Espanha. Um desfecho categórico para uma temporada em que o piloto português somou diversas vitórias, incluindo o triunfo absoluto na última prova do Campeonato de Espanha de GT, reforçando o seu estatuto como um dos pilotos de velocidade mais bem-sucedidos e consistentes do panorama nacional.

    Rui Miritta salientou que “foi um fim de semana intenso e confesso algum cansaço, mas termino extremamente feliz com estes quatro títulos no Campeonato de Portugal de Velocidade e no SuperCars Iberian, somados aos dois já garantidos no SuperCars Espanha. A temporada foi muito positiva e sinto que evoluí bastante. Para 2026 teremos algumas novidades, que revelarei em breve. Quero agradecer à Monteiros Competições todo o trabalho na preparação e assistência do Porsche 991.1 GT3 Cup, bem como a todos os que me apoiaram ao longo do ano. Foi muito importante. Agora é tempo de descansar um pouco antes de anunciar os planos para a próxima época.”

  • Do Continente à Ilha Dourada: a final épica do CISET 4×4 2025 em Porto Santo

    Do Continente à Ilha Dourada: a final épica do CISET 4×4 2025 em Porto Santo

    Pela primeira vez na sua história, o Challenge Ibérico Super Extreme Trial 4×4 (CISET 4×4) atravessou o Atlântico para disputar a grande final na ilha de Porto Santo, num marco desportivo que ficará registado como uma das edições mais ousadas e emblemáticas de sempre.

    A operação exigiu um esforço logístico sem precedentes: transporte marítimo de jipes de competição, SSV, estruturas, equipas técnicas e todo o material de apoio. Graças ao empenho conjunto da organização, ao apoio dos parceiros estratégicos e à colaboração eficiente das entidades locais, tudo se alinhou para uma estreia vibrante. Porto Santo, com a sua areia dourada, luz suave de outono e paisagens vulcânicas, deixou de ser apenas cenário para se tornar parte viva da experiência competitiva.

    21 equipas e um pelotão internacional

    A “ilha dourada” recebeu 21 equipas, um número impressionante para uma final realizada fora do continente. De Lisboa partiram 11 equipas maioritariamente nacionais, acompanhadas por uma formação estrangeira, reforçando desde o início o caráter multicultural do evento. No arquipélago juntaram-se outras 10 equipas madeirenses, formando um pelotão diversificado e altamente competitivo. Para os pilotos continentais, esta foi a primeira experiência em Porto Santo; para os madeirenses, uma oportunidade rara de competir fora da Ilha da Madeira. O público local aderiu em força, com muitos aficionados e turistas a encher as zonas de espetáculo, criando um ambiente entusiasmante ao longo de todo o fim de semana.

    Três modalidades e um fim de semana memorável

    O espírito de grande final foi amplificado pela presença de três modalidades distintas. Além da competição principal de Trial 4×4, núcleo duro do CISET, o evento contou com uma demonstração inédita fora do continente do Troféu Super SSV, e ainda com uma exibição especial de Quad pelo campeão nacional Luís Fernandes, cuja condução precisa e agressiva arrancou fortes aplausos do público.

    O programa decorreu ao longo de três dias. Na sexta-feira, 21, as equipas foram recebidas no Porto de Abrigo, seguindo-se as verificações técnicas e administrativas na Praça do Barqueiro, antes do briefing e do jantar de boas-vindas. No sábado, 22, os pilotos enfrentaram as primeiras zonas técnicas na pista instalada junto ao Antigo Matadouro, um palco exigente que impôs respeito desde o primeiro obstáculo. À noite, o Kartódromo do Porto Santo transformou-se numa arena urbana iluminada para a especial noturna, marcada por luz, som e adrenalina. No domingo, 23, a resistência de 2h30 decidiu tudo, exigindo estratégia, gestão de ritmo, fiabilidade mecânica e resistência física. A cerimónia de entrega de prémios no restaurante “Pé na Água” encerrou um fim de semana já considerado histórico para o CISET 4×4.

    Porto Santo coroa os campeões de 2025

    No plano desportivo, a pista de Porto Santo confirmou os vencedores da edição de 2025 nas principais classes: Promoção, Proto e Super Proto. Na classe Promoção, Luís Silva (#303, Team Bichos do Mato) foi implacável, vencendo graças a um desempenho sólido tanto nas zonas técnicas como na resistência, somando pontuação máxima e deixando o segundo classificado a mais de 80 pontos. Na categoria Proto, Rodrigo Santos (#131, RB Team) brilhou ao vencer com os 1150 pontos possíveis, superando Carlos Cunha (#1902, Team CATT Cerveira) por 56 pontos.

    A Super Proto, a categoria rainha, ofereceu um dos duelos mais emocionantes do ano. António Henriques (#101, Team Lucrofusão) e Carlos Pinto (#777, Team Alumibatista) travaram uma batalha intensa, decidida apenas nos derradeiros obstáculos. Henriques venceu por escassos 7 pontos, num final digno de uma grande final. Nas subclasses, António Henriques confirmou o domínio ao conquistar também o troféu Super Proto Diesel, seguido por Cristiano Afonso (#423, Ziggaworks) e Carlos Gomes (#23, Rafael & Gomes). Em Super Proto Gasolina, Carlos Pinto garantiu o título, com Bruno Cameirão (#130, Team Cameirão 4×4) em segundo e Duarte Pinto (#206, Team Alçado Direito) em terceiro.

    Esta final inédita não só coroou os novos campeões do CISET 4×4, como demonstrou a capacidade de adaptação, resiliência e espírito aventureiro da comunidade do trial português, abrindo portas a futuras edições em cenários igualmente desafiantes.

    O evento foi possível graças ao esforço conjunto de inúmeras entidades e empresas que asseguraram todas as condições técnicas e logísticas para transformar este desafio atlântico em realidade. O CISET 4×4 Porto Santo foi organizado pela APTE, com o Sporting Clube de Porto Santo como coorganizador e com o apoio do Município de Porto Santo. É promovido pela X-Adventure e organizado pela APTE, sob a égide da FPAK – Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting, contando com o apoio da Lucrofusão, Motorin, Mundimat, Mundilimpa, Rafael & Gomes, Ziggaworks e Team LL Boop, e com os parceiros Todoterreno.pt e Imagensdesportivas.com.

  • José Pedro Pinto sobe ao pódio na estreia no Campeonato da Andaluzia de Karting

    José Pedro Pinto sobe ao pódio na estreia no Campeonato da Andaluzia de Karting

    Com apenas 13 anos, José Pedro Pinto encerrou a sua primeira época na categoria Júnior com mais um pódio, desta vez no Campeonato da Andaluzia de Karting (CAK), em Cartaya, pista onde nunca tinha competido. O jovem piloto algarvio cumpriu assim uma temporada perfeita, ao subir ao pódio em todas as pistas ibéricas em que correu em 2025.

    Depois de conquistar em 2024 a Taça de Portugal, a prova-rainha do karting nacional, José Pedro Pinto estreou-se este ano na competitiva categoria X30 Júnior e alcançou um notável registo de seis pódios em seis circuitos: Viana do Castelo, Portimão, Palmela, Braga, Bombarral e, agora, Cartaya. Na sua estreia no CAK, inserido num pelotão forte e composto pelos melhores pilotos locais, adaptou-se rapidamente ao novo traçado e ao diferente ambiente competitivo, apesar de enfrentar dificuldades adicionais devido à proteção frontal obrigatória em Espanha, que lhe causou fortes dores ao longo do fim de semana.

    Na Corrida 1, partindo do sexto lugar, recuperou até ao quarto posto, terminando muito perto do pódio. Na Corrida 2 esteve ainda melhor e assegurou o terceiro lugar, confirmando uma estreia extremamente positiva em solo andaluz. Um resultado de grande maturidade para um piloto que apenas recentemente completou 13 anos e que continua a destacar-se pela consistência e capacidade de adaptação.

    “Fiquei muito contente com a nossa performance numa nova pista e num novo campeonato”, afirmou José Pedro Pinto após o pódio. “Nos treinos livres estávamos muito rápidos e acreditava mesmo que poderíamos discutir a vitória. Contudo, comecei a sentir dores na zona do peito, por causa da proteção frontal, e tive de fazer um grande esforço para terminar as corridas. Foi uma prova de superação, mas fechámos a nossa primeira época na Júnior com mais um pódio, o qual agradeço à minha equipa FCK Motorsport. É um resultado que abre excelentes perspetivas para 2026”, concluiu o piloto algarvio, que já tinha terminado o Campeonato de Portugal de Karting (CPK) no top 3.

  • Pompeu Simões é Campeão de Portugal de Velocidade na categoria GTX

    Pompeu Simões é Campeão de Portugal de Velocidade na categoria GTX

    Pompeu Simões sagrou-se, na companhia de Duarte Camelo, Campeão de Portugal da categoria GTX na derradeira jornada do Campeonato de Portugal de Velocidade, realizada este fim de semana no Autódromo do Estoril. Apesar de um furo na segunda corrida, o piloto de Braga confirmou igualmente o título no SuperCars Iberian, fechando uma temporada de enorme sucesso.

    A dupla competiu ao volante do Porsche 718 Cayman CS GT4 preparado pela Speedy Motorsport e decorado com as cores da NB Klima, Grundfos, Sodeca, Sikla, Nupi, Oli, EVAC, Milei, LG, KoolAir, Indimante, Panasonic, Blaugut, Tube Steel, SGT, Midea, Metec, France Air, Ofa Torneiras, Dominafix, Efaflu, Pinto & Cruz, MdeOliveira Advogados e Armasul. O fim de semana começou da melhor forma: Simões conquistou a vitória na GTX na primeira corrida e subiu ao pódio absoluto, garantindo de imediato o principal objetivo da época — o título nacional — partilhado com Duarte Camelo, que assinou igualmente um ano de afirmação.

    A segunda corrida trouxe, contudo, um momento amargo. Quando liderava novamente a categoria e seguia próximo dos primeiros lugares à geral, Pompeu Simões sofreu um furo na traseira esquerda do Porsche 718 Cayman CS GT4. Ainda conseguiu levar o carro às boxes, mas já não evitou a perda de uma volta e a consequente impossibilidade de lutar pela vitória. A dupla acabaria por não conseguir fechar o fim de semana com novo pódio, apesar da recuperação de Duarte Camelo até ao nono posto da GTX.

    Com este resultado, Pompeu Simões encerra a temporada de 2025 com mais um troféu no currículo, somando um segundo título ao seu ainda jovem palmarés, onde já figura também uma vitória absoluta conquistada este ano. O piloto regressará à competição em 2026, sendo os seus planos anunciados oportunamente.

    Pompeu Simões sente-se “ estou muito feliz e muito satisfeito com o trabalho que fizemos ao longo da temporada, sempre de mãos dadas com a Speedy Motorsport, que nos colocou nas mãos um Porsche 718 Cayman GT4 CS sempre bem afinado e fiável. Conquistámos todos os objetivos definidos para 2025 e isso deixa-nos extremamente orgulhosos. Sinto que evoluí muito em termos de ritmo e tenho de agradecer ao Pedro Salvador e ao Duarte Camelo, um companheiro de equipa que me ajudou desde o início e com quem formei uma excelente dupla. Este título é também da minha família e da minha esposa, a minha maior apoiadora, e de todos os que nos deram força durante a época. Não posso esquecer os meus patrocinadores, que tornam possível esta aventura já coroada com dois títulos muito saborosos. Obrigado a todos. Em devido tempo partilharei o que temos preparado para 2026.”

  • Grande Final da Porsche Sprint Challenge Ibérica ultrapassa 1,5 milhões de espectadores

    Grande Final da Porsche Sprint Challenge Ibérica ultrapassa 1,5 milhões de espectadores

    Milhares no Estoril para assistir à Cascais Porsche Sprint Challenge Ibérica Grand Finale, uma das maiores concentrações Porsche alguma vez realizadas no país e um forte impacto televisivo e digital marcaram o encerramento da temporada 2025

    O Cascais Porsche Sprint Challenge Ibérica Grand Finale confirmou, de forma categórica, a afirmação definitiva da Porsche Sprint Challenge Ibérica como um dos mais relevantes campeonatos de GT da Península Ibérica e um caso singular de crescimento no desporto motorizado português. Em plena decisão da terceira temporada da competição, realizada com chancela oficial da Porsche Motorsport e organização da P21 Motorsport, o Autódromo do Estoril recebeu um fim de semana que excedeu todas as expectativas — dentro e fora de pista.

    Num ambiente raramente visto em eventos nacionais de automobilismo, milhares de pessoas acorreram ao Estoril, ocupando bancadas e paddock ao longo de dois dias de ação. A forte adesão de público deveu-se não apenas à decisão dos títulos em pista, mas sobretudo à capacidade da P21 Motorsport, em parceria com a MotorSponsor, de transformar esta ronda final numa autêntica celebração da marca Porsche. Uma parte expressiva do público era constituída por proprietários Porsche, vindos de todo o país e do estrangeiro, contribuindo para aquela que se tornou uma das maiores concentrações de veículos Porsche alguma vez realizadas em Portugal, com centenas de automóveis da marca distribuídos por boxes, paddock, hospitality e áreas dedicadas.

    Se o impacto presencial foi notável, o impacto mediático foi absolutamente extraordinário. No campo televisivo, a soma da transmissão em direto no canal V+ e dos segmentos emitidos em horário nobre nos noticiários da TVI resultou numa audiência acumulada superior a 1 milhão e 500 mil telespectadores, número raramente atingido por competições automobilísticas fora do calendário mundial. Esta dimensão mediática colocou a Porsche Sprint Challenge Ibérica num patamar de notoriedade nacional e consolidou-a como uma das propriedades desportivas de maior crescimento em Portugal.

    A estes números juntou-se ainda um elevado consumo digital, com milhares de seguidores a acompanharem as corridas em livestream através de diversos canais oficiais — em português, inglês e alemão — incluindo plataformas como Facebook, YouTube e websites ligados à competição. A presença online multiplicou o alcance internacional e reforçou o caráter multicultural da PSCI, acompanhada por fãs de vários continentes.

    O impacto nas redes sociais tornou-se outro indicador claro do sucesso do evento. Ao longo de 48 horas, milhares de publicações, vídeos, reels, stories e transmissões foram produzidos por equipas, pilotos e espectadores, ampliando o alcance orgânico do fim de semana a níveis inéditos. As páginas oficiais da Porsche Sprint Challenge Ibérica, bem como as contas individuais dos participantes, registaram um crescimento expressivo em visualizações e interações, compondo um retrato inequívoco da projeção da competição.

    Combinando um público massivo, um impacto televisivo histórico, uma explosão digital global e a maior reunião de automóveis Porsche em território nacional, o Cascais Porsche Sprint Challenge Ibérica Grand Finale afirmou-se não apenas como o ponto alto da temporada — mas como um dos eventos mais relevantes do universo Porsche em Portugal.

    José Monroy, Series Manager da Porsche Sprint Challenge Ibérica, considera que “o que vivemos no Estoril supera tudo aquilo que imaginávamos quando lançámos este projeto há três anos. A Porsche Sprint Challenge Ibérica tornou-se uma referência não apenas desportiva, mas também mediática e emocional. Este fim de semana mostrou que a paixão pela marca é imensa e que o futuro desta competição é ainda mais ambicioso. Estamos profundamente orgulhosos do trabalho da P21 Motorsport, das equipas, dos pilotos, dos nossos parceiros e de todos os adeptos que ajudaram a construir este momento histórico.”

    A edição de 2025 encerrou, assim, um capítulo marcante da Porsche Sprint Challenge Ibérica: uma competição que, em apenas três anos, se transformou numa plataforma desportiva de referência, num polo gerador de impacto mediático e num espaço privilegiado de celebração da cultura Porsche, tanto para pilotos e equipas como para fãs e proprietários.