Autor: Joaquim Amândio Santos

  • Lousada recebe a Ronda Final do Portugal Rally Series com formato inédito

    Lousada recebe a Ronda Final do Portugal Rally Series com formato inédito

    Com novidades no modelo, o Soma Group Rally Series Lousada encerra a temporada 2025, com vista ao futuro

    O Portugal Rally Series define o encerramento da sua temporada de 2025 em grande com novidades em vista ao futuro, com a Ronda #5 a disputar-se em Lousada, nos dias 22 e 23 de novembro. Num formato totalmente novo e adaptado a um dos palcos mais emblemáticos do desporto motorizado nacional, pela primeira vez, Lousada recebe um rali completo, transformando o circuito e a vila num verdadeiro epicentro de emoção do automobilismo.

    A Soma Group, fundada em Lousada, assume o papel de Title Sponsor da ronda local, assumindo novamente destaque nos eventos da região e pela primeira vez nesta nova competição.

    A Monster Energy reforça a sua parceria anual com o Portugal Rally Series, consolidando o seu compromisso com o desporto motorizado e a emoção da competição. Já a Castrol, uma das marcas que acompanha o campeonato desde o início, regressa em força à nossa Fanzone, com o habitual simulador de condução e uma área exclusiva dedicada a ativações e brindes para os fãs.

    A prova contará com 10 Provas Especiais (PECs), incluindo pela primeira vez no Rally Series duas classificativas exteriores e uma Monster Energy Arena estendida, começando fora do circuito e terminando dentro do recinto — uma configuração inédita que promete espetáculo e proximidade com o público.

    Esta estrutura foi cuidadosamente pensada para se adaptar à realidade de Lousada e ao mesmo tempo reforçar a identidade inovadora do Portugal Rally Series: um rali intenso, compacto e de fácil acompanhamento para os adeptos.

    Segundo o diretor geral do Rally Series, André Lavadinho, “esta ronda é um marco importante. É a primeira vez que Lousada recebe um rali completo e quisemos adaptar o formato para que pilotos, equipas e público vivam uma experiência memorável. É também uma oportunidade para recolher feedback e continuar a evoluir o Rally Series de forma colaborativa e sustentável.”

    Com títulos ainda por decidir em várias categorias, Lousada será o palco perfeito para fechar a época com emoção até à última especial. Com uma lista de inscritos já bem preenchida, está confirmado o entusiasmo gerado por esta ronda, que junta nomes consagrados e novos talentos prontos a lutar pela vitória.

    O presidente do Clube Automóvel de Lousada, Luís Marinho, destaca o orgulho da organização local: “É com grande satisfação que integramos o calendário do Portugal Rally Series. É a primeira vez que recebemos um rali completo aqui em Lousada, e isso representa uma enorme responsabilidade. Vamos dar o nosso melhor para provar que é possível trazer mais eventos deste nível à nossa região.”

    O fim-de-semana começa com a abertura da fanzone para o habitual shakedown e atividades promocionais a partir das 13h30 de sábado antes da caravana Rally Series se mover até ao centro da vila pelas 19h00, com a parada, sessão de autógrafos, apresentação dinâmica e show noturno na Praça das Pocinhas, onde pilotos e carros serão apresentados ao público, num momento de celebração que antecipa um fim de semana de competição, espetáculo e convívio.

    O domingo de competição terá início às 9h53 com a primeira passagem por Vilar do Torno Alentém e com a derradeira classificativa a partir pelas 16h10 na Monster Energy Arena antes da coroação final do Winner do Portugal Rally Series 2025 no pódio pelas 17h30.

    O bilhete geral para a Arena e fanzone compreendidas no Circuito de Lousada, para os dois dias custa apenas 10€, com entrada gratuita para crianças até aos 12 anos. Os bilhetes estarão disponíveis online em bol.pt e nas bilheteiras do recinto.

  • Contagem decrescente: Toyota divulga imagem de um novo modelo

    Contagem decrescente: Toyota divulga imagem de um novo modelo

    A Toyota divulgou uma imagem antes do grande lançamento marcado para 10 de novembro às 5 da manhã de Portugal Continental.

    A contagem decrescente começou… Prepare-se para embarcar numa nova viagem com a Toyota. 

  • Rui Miritta sagrou-se campeão do Iberian Supercars na categoria Cup e GTC

    Rui Miritta sagrou-se campeão do Iberian Supercars na categoria Cup e GTC

    Rui Miritta esteve presente na terceira jornada do Campeonato de Portugal de Velocidade disputada este fim de semana no Circuito Jerez Angel Nieto, localizado em Espanha. O piloto de Valongo esteve ao volante do seu Porsche 991.1 GT3 Cup preparado pela Monteiros Competições.

    Após os treinos privados e livres, que serviram para afinar o carro, Rui Miritta esteve em excelente plano nas sessões de qualificação. Em ambas conseguiu ficar na segunda fila da grelha, à geral, ficando com duas segundas posições na categoria Cup. Um bm ensaio para as corridas que foram arduamente disputadas pelo piloto de Valongo.

    Na primeira corrida, Rui Miritta esteve envolvido em várias lutas pelas primeiras posições com a paragem nas boxes a determinar perda de tempo, a que se juntou uma pista muito difícil. A entrada em pista do “Safety Car” perturbou ainda mais a corrida do piloto da Monteiros Competição que ficou sem tempo para recuperar acabando a corrida na segunda posição da categoria Cup. O resultado que lhe permitiu reforçar a sua liderança na categoria.

    A segunda corrida foi ainda mais interessante com Rui Miritta envolvido em várias lutas ao longo da prova. O piloto de Valongo andou sempre perto dos primeiros lugares e nem o “Safety Car” que voltou a atormentar uma corrida do Campeonato de Portugal de Velocidade, impediu que Rui Miritta lutasse pela vitória à geral até final. Mas impediu que o piloto do Porsche 991.1 GT3 Cup pudesse cruzar a linha de meta na primeira posição. Faltou uma volta para que Rui Miritta concretizasse a recuperação e levasse de vencida esta segunda corrida.

    Contas feitas, Rui Miritta venceu a categoria Cup e ficou na segunda posição à geral, mais um excelente resultado do piloto de Valongo que, desta forma, reforçou a sua liderança na categoria Cup rumo ao objetivo final de Rui Miritta, sagrar-se campeão de Portugal de Velocidade na categoria Cup.

    Por outro lado, com este conjunto de resultados, Rui Miritta sagrou-se campeão nas categorias GTC e Cup do SuperCars Iberian. Mais dois títulos para as contas do piloto de Valongo que continua a construir uma carreira cada vez mais interessante e, sobretudo, vitoriosa.

    A próxima e última jornada do Campeonato de Portugal de Velocidade 2025 realizar-se-á no Circuito do Estoril nos dias 29 e 30 de novembro.

  • José Pedro Fontes: “vencer a Taça de Portugal é um enorme orgulho”

    José Pedro Fontes: “vencer a Taça de Portugal é um enorme orgulho”

    O Citroën Rally Team encerrou a temporada de 2025 com chave de ouro, ao ver José Pedro Fontes e Inês Ponte erguerem a Taça de Portugal de Ralis, após uma exibição autoritária no Rally de Lisboa.

    A prova, organizada pelo CPKA – Clube de Promoção de Karting e Automobilismo – ficou marcada por condições meteorológicas difíceis, com chuva intermitente a tornar o piso traiçoeiro e a exigir máxima concentração. Ainda assim, José Pedro Fontes mostrou desde o primeiro momento que estava determinado em vencer.

    Na PEC 1 (Arranhó), o piloto do Citroën C3 Rally2 abriu o rali com o segundo melhor tempo, a apenas nove décimos da liderança, para logo depois responder na PEC 2 (Vila Franca de Xira 1), onde registou o tempo mais rápido e assumiu a liderança da classificação geral. A partir daí, a tarde de sexta-feira foi de consolidação e controlo. Nos troços de Alenquer e Vinhos de Lisboa, Fontes ampliou progressivamente a vantagem para a concorrência, encerrando o primeiro dia, já depois da Super Especial de Mafra, com 16,1 segundos de avanço.

    O sábado começou com o rival mais direto a tentar reduzir a diferença na segunda passagem pelos troços do dia anterior. Fontes manteve o foco e completou as duas primeiras classificativas da manhã no segundo lugar, respondendo na terceira especial do dia, repetindo o triunfo no troço Vinhos de Lisboa, tal como na véspera.

    Com 9,2 segundos de vantagem no final da manhã, Fontes sabia que a gestão seria fundamental, mas o piloto portuense optou por atacar. A dupla do Citroën Rally Team venceu sucessivamente as especiais da tarde que contavam com duas passagens por Alcabideche e uma passagem pelo troço Pé da Serra / Peninha, chegando à Power Stage com mais de 16 segundos de margem. Mesmo assim, Fontes não abrandou: venceu a segunda passagem por Pé da Serra / Peninha, derradeiro troço da prova, assinando o pleno na parte da tarde e confirmando o domínio absoluto. Vitória de José Pedro Fontes e Inês Ponte, com 19,1 segundos de vantagem para o segundo classificado.

    No total, o Citroën C3 Rally2 venceu sete das 12 especiais do Rally de Lisboa, demonstrando consistência, rapidez e uma adaptação perfeita às condições adversas.

    O ambiente no final da prova era de celebração e alegria pelo resultado conquistado. Fontes não escondeu a satisfação pelo triunfo, pelo título conquistado e pela prestação, que encerra assim da melhor forma a exigente temporada 2025:

    “Foi um rali exigente, com muita chuva e pisos muito escorregadios, mas conseguimos encontrar o equilíbrio certo. O carro esteve irrepreensível e a equipa fez um trabalho exemplar. Mantivemos o foco, gerimos bem a vantagem e, acima de tudo, divertimo-nos. Não foi fácil pois na perseguição vinha um dos melhores talentos nacionais, mas conseguimos alcançar o objetivo. Vencer a Taça de Portugal é um enorme orgulho e uma excelente forma de terminar a época.”, esclareceu o piloto.

    Com esta vitória, o Citroën Rally Team reforça o seu estatuto como uma das formações mais competitivas do panorama nacional e encerra 2025 em alta, somando mais um troféu de prestígio à sua já extensa lista de conquistas.

  • Pedro Lago Vieira termina Rally de Lisboa com um pódio de prestígio

    Pedro Lago Vieira termina Rally de Lisboa com um pódio de prestígio

    O piloto Pedro Lago Vieira concluiu o Rally de Lisboa, a Taça de Portugal de Ralis, com um excelente terceiro lugar ao volante do Toyota Yaris Rally2 da Llarena Racing. Num evento que reuniu alguns dos melhores pilotos nacionais, o resultado teve um sabor especial, ficando apenas atrás de José Pedro Fontes e Ricardo Teodósio, dois dos nomes mais consagrados do panorama dos ralis portugueses.

    Ao longo da prova, Pedro Lago Vieira mostrou uma progressão constante e grande maturidade competitiva, cumprindo os objetivos definidos para este desafio. O piloto de Ponte de Lima, navegado pelo brasileiro Gabriel Morales, demonstrou ritmo sólido e crescente confiança com o Yaris Rally2, reforçando a sua adaptação às viaturas de última geração.

    “Foi um rali muito positivo. Entrámos com o objetivo de evoluir e perceber onde estávamos face aos melhores, e o terceiro lugar é um resultado muito saboroso. Agradeço à equipa Llarena Racing e ao Gabriel Morales pelo excelente trabalho ao longo de todo o fim de semana. Saímos de Lisboa com sensações muito boas e uma motivação enorme para o futuro”, afirmou Pedro Lago Vieira no final da prova, antes de parabenizar o vencedor: “O José Pedro fez um rali fantástico e provou ser um dos melhores nomes dos ralis em Portugal, bem como o Ricardo Teodósio. Ficar logo atrás deles é um motivo de grande motivação para o futuro, que ambiciona que passe pelo Campeonato Portugal de Ralis 2026.”

    Depois de uma época marcada por participações selecionadas em 2025, Pedro Lago Vieira encerra assim o ano com um resultado de grande destaque, que reforça o seu potencial e ambição. O piloto já pensa em 2026, temporada em que prepara o regresso a tempo inteiro ao Campeonato de Portugal de Ralis, com o claro objetivo de continuar a evoluir e lutar por resultados de topo.

  • PSCI: Borja García e Alejandro Barambio (GT Corse) vencem a Endurance Race após duelo épico com Manuel Alves (LOB Motorsport)

    PSCI: Borja García e Alejandro Barambio (GT Corse) vencem a Endurance Race após duelo épico com Manuel Alves (LOB Motorsport)

    A Endurance Race, com 50 minutos de duração, encerrou este domingo o programa competitivo da penúltima ronda da Porsche Sprint Challenge Ibérica 2025, disputada no Circuito de Jerez – Ángel Nieto, em plena Andaluzia.

    Com tempo ameno e pista seca, a prova ficou marcada por dois momentos distintos: um primeiro domínio de Manuel Alves (LOB Motorsport) e uma segunda metade de intensa recuperação e ultrapassagem vitoriosa por parte de Borja García e Alejandro Barambio, da GT Corse, que conquistaram a sua segunda vitória do ano em corridas Endurance, depois do triunfo obtido em Valência.

    Grelha equilibrada e arranque intenso

    AS linhas da frente da grelha para a partida lançada estavam preenchidas pelas equipas favoritas, com Manuel Alves, no carro principal da LOB Motorsport, na pole position. Ao seu lado, o Porsche #77 da AF & V Motorsport, tripulado por José Barros / Nuno Batista, também alinhava na primeira linha. Na segunda, surgiam Alejandro Barambio / Borja García (GT Corse) e a dupla André Fernandes / Dylan Pereira (AF & V Motorsport), seguidos de Jorge Ramírez (RGB Racing Team), já na terceira linha, que competia a solo e prometia intrometer-se na luta pelos lugares cimeiros.

    Logo no arranque, Manuel Alves reagiu melhor, assumindo a liderança e relegando José Barros para o segundo posto. Atrás, Barambio manteve o terceiro lugar e Ramírez subiu a quarto, depois de ultrapassar André Fernandes.

    Nos primeiros minutos, as atenções centraram-se também na excelente recuperação de Francisca Queiroz (LOB Motorsport), que subiu à sétima posição, e no desempenho de Rui Miritta / Chloe Grant (Monteiros Competições), líderes da Categoria 1, em oitavo.

    Manuel Alves domina a primeira metade da corrida

    Durante os primeiros 20 minutos, Manuel Alves foi claramente o homem mais rápido em pista. Aos 10 minutos, já tinha 6 segundos de vantagem sobre o carro de Barros / Batista, enquanto a GT Corse (Barambio/García) seguia a 8 segundos.

    A abertura da janela de paragens obrigatórias – o chamado “handicap time” – trouxe as primeiras trocas de pilotos. Quando o handicap terminou, Alves mantinha a liderança, mas agora com Borja García (substituindo Barambio) em rápida aproximação.

    Não demorou muito para Dylan Pereira, que assumiu o volante do carro partilhado com André Fernandes, chegar ao terceiro lugar recuperando tempo volta após volta para a frente da corrida.

    Um final de corrida eletrizante

    A dez minutos do final, a vantagem de Manuel Alves já era inferior a dois segundos. O desgaste dos pneus do Porsche da LOB Motorsport começou a penalizar o ritmo, e Borja García encurtou distâncias de forma implacável.

    A cinco minutos do fim, o espanhol lançou o ataque decisivo: reduziu a diferença para meio segundo e iniciou um duelo espetacular com Alves pela liderança. Rodaram lado a lado em várias curvas, chegando mesmo a toques ligeiros, mas sempre com enorme correção e fair play.

    A quatro minutos da bandeirada, García conseguiu finalmente ultrapassar Alves, colocando o carro #22 da GT Corse na frente e manteve o comando até final e cruzou a meta com 1,9 segundos de vantagem.

    Após a corrida, uma penalização de 1 segundo aplicada à GT Corse por ligeira irregularidade no tempo de paragem reduziu a diferença final para apenas 0,9 segundos, mas não impediu que García e Barambio conquistassem a sua segunda vitória do ano em corridas Endurance, confirmando a competitividade da estrutura espanhola.

    A dupla André Fernandes / Dylan Pereira (AF & V Motorsport) completou o pódio, a 10 segundos dos vencedores, depois de mais uma recuperação notável do luso-luxemburguês.

    Jorge Ramírez (RGB Racing Team) foi 4.º classificado, e o carro #77 da AF & V Motorsport (José Barros / Nuno Batista) fechou o Top 5. Posições merecidas mercê de duas prestações muito eficazes.

    Francisca Queiroz novamente em grande forma nas corridas longas

    Mais uma vez em destaque, a jovem portuguesa Francisca Queiroz (LOB Motorsport) terminou em 7.º da geral, venceu a Ladies Cup, somando mais um resultado de excelência à sua temporada de afirmação. Tem a taça reservada aos pilotos femininos praticamente conquistada e assume-se, cada vez mais, como um piloto que discute os lugares cimeiros da categoria 2 e, sobretudo, na Classe AM onde visita com regularidade os pódios.

    Categoria 1: domínio total de Miritta e Grant

    Na Categoria 1, o domínio foi absoluto da dupla Rui Miritta / Chloe Grant (Monteiros Competições). Depois das vitórias individuais nas corridas Sprint – Miritta no sábado e Grant no domingo, os dois fecharam o fim de semana com mais um triunfo categórico na Endurance Race, consolidando a supremacia da equipa portuguesa entre os Porsche 991 GT3 Cup.

    O segundo lugar ficou para Pablo Hernández (Fenix Racing), que assim reforça a liderança no campeonato, enquanto o pódio foi completado pela dupla espanhola María Sánchez / Laura Camps, também terceiras classificadas na Ladies Cup, atrás de Queiroz e Grant.

    Todos os caminhos vão dar agora ao Estoril

    Com a emocionante corrida de resistência, Jerez de la Frontera despediu-se da Porsche Sprint Challenge Ibérica após um fim de semana memorável. Segue-se agora a grande final da temporada 2025 da competição com chancela oficial da Porsche Motorsport e que tem a P21 Motorsport como parceiro, marcada para o Autódromo do Estoril, em Portugal.

    Nos dias 22 e 23 de novembro. a Cascais Porsche Sprint Challenge Ibérica Grand Finale promete ser o maior Porsche Meeting de sempre realizado no país e encerrar em glória a 3.ª edição da PSCI.

  • Rui Madeira: “superámos as expectativas”

    Rui Madeira: “superámos as expectativas”

    O Rally de Lisboa 2025 terminou de forma amarga para Rui Madeira e Nuno Rodrigues da Silva, que foram forçados a desistir a quatro classificativas do final devido a problemas de motor no Hyundai i20 Rally2 da CNR Competition. A dupla encontrava-se então na luta direta pelo terceiro lugar da geral e da Taça de Portugal de Ralis, a apenas quatro segundos do pódio, depois de uma prestação muito consistente.

    O regresso de Rui Madeira à competição foi particularmente exigente: o piloto não conduzia um Rally2 em asfalto desde junho de 2023 e em pisos de terra desde maio de 2024, tendo realizado apenas um pequeno teste de adaptação antes da prova. Mesmo assim, enfrentou alguns dos melhores pilotos do Campeonato de Portugal de Ralis, todos com o ritmo e a experiência de épocas inteiras ao volante deste tipo de carros e chegou a ocupar posições de pódio, lutando por elas até ao momento da desistência.

    O piloto português, embaixador da prova e campeão mundial de Produção em 1995, mostrou-se satisfeito com o desempenho até ao abandono, destacando o bom arranque e a competitividade demonstrada desde os primeiros quilómetros à chuva.

    “Foi um Rally que começou muito bem e, desde o shakedown, percebemos que tínhamos uma boa base de afinações para o Hyundai. Na primeira etapa terminámos na terceira posição, e embora pudéssemos ter melhorado, faltam-nos os quilómetros de experiência com o carro que pilotos como o Zé Pedro Fontes e o Ricardo Teodósio já têm. Mesmo assim, superámos as expectativas.”

    No segundo dia, a dupla entrou ao ataque e chegou a estar muito perto da liderança parcial: “Iniciámos a primeira especial ao ataque, tanto que no penúltimo parcial estávamos a três décimas do melhor tempo, mas na última curva uma travagem mais forte e uma escorregadela desligaram o carro, o que nos fez cair para o quarto lugar, a quatro segundos do pódio. A ideia era continuar na mesma toada e dar tudo por tudo na serra de Sintra.”

    O desfecho, contudo, foi inesperado e ditado por motivos mecânicos: “As corridas só terminam no final, e quando parecia que íamos usufruir da pilotagem de um Rally2 em troços que tanto gostamos, o motor resolveu pregar-nos uma partida logo na PEC de Alcabideche 1. São coisas das corridas. Estamos muito tristes, porque queríamos imenso estar no pódio e dedicar esse resultado à equipa CNR Competition, pelo convite, e à Esc Online, o nosso principal parceiro nestes últimos três anos, pela aposta contínua, especialmente no Rally de Lisboa.”

    Apesar do abandono, Rui Madeira reforçou o seu apreço pela prova lisboeta e pela organização do CPKA, sublinhando o merecimento de um futuro lugar no Campeonato de Portugal de Ralis.

    “Pensamos mesmo que, se o Rally de Lisboa não for integrado no Campeonato de Portugal de Ralis, será uma grande injustiça, pelo enorme esforço que a organização tem feito ao longo de cinco anos para alcançar esse objetivo.”

    A temporada de Rui Madeira encerra-se agora com presença confirmada no Fafe Historic Rally, pontuável para o European Historic Rally Championship (EHRC), onde o piloto voltará ao volante do icónico Mitsubishi Lancer Evo III — um regresso às origens e à ligação com o público que sempre o acompanhou.

    “Será especial terminar o ano em casa, ao volante do nosso Mitsubishi, junto do público que sempre nos apoiou.”

    O Historic Rally Fafe 2025 realiza-se entre os dias 8 e 9 de novembro, em Fafe, sob a organização da Demoporto – Clube de Desportos Motorizados do Porto. Integrado no calendário do FIA European Historic Rally Championship (EHRC) como décima ronda da temporada, o evento contará com um percurso de cerca de 130 quilómetros cronometrados em asfalto, num total de 351 quilómetros de extensão.

  • Supercars Endurance: emoções até ao cair do pano 

    Supercars Endurance: emoções até ao cair do pano 

    As corridas da ronda de Jerez do Supercars Endurance foram emotivas e imprevisíveis, tendo inúmeras definições sido tomadas com a bandeira de xadrez à vista, inclusivamente com impacto no desfecho dos títulos do Supercars España, assim como irão ter reflexo nas decisões dos títulos do Iberian Supercars e do Campeonato de Portugal de Velocidade.

    A corrida de Jerez da categoria GT4 do Supercars Endurance destacou-se pelo ritmo intenso, estratégia e emoção até à bandeirada final. Disputada com os títulos no horizonte, a prova espanhola ofereceu múltiplas mudanças de liderança e confirmou a intensidade competitiva que tem caracterizado a temporada.

    Mathieu Martins, desta vez em dupla com Henrique Ventura Oliveira no Aston Martin Vantage AMR GT4 da Racar Motorsport, dominou a primeira metade da corrida matinal. O piloto luso-francês arrancou da pole-position e rapidamente construiu uma vantagem confortável, sustentando um ritmo forte e constante.

    Contudo, um Safety-Car logo após o início da segunda metade veio baralhar as contas. O reagrupamento do pelotão e o tráfego intenso durante as dobragens acabaram por custar caro à dupla da Racar Motorsport, que perdeu duas posições nas voltas finais. Ainda assim, o terceiro lugar final colocava Mathieu Martins em posição privilegiada para se sagrar campeão da categoria GT do Supercars España na segunda corrida

    O triunfo ficou nas mãos de Francisco Abreu e Francisco Mora, no Toyota GR Supra GT4 EVO2 da Toyota Gazoo Racing Caetano Portugal, que partiram da terceira posição. A dupla portuguesa soube gerir a corrida com inteligência: Abreu fez uma primeira parte controlada e estratégica, enquanto Mora adoptou um ritmo de ataque na fase final, aproveitando da melhor forma a neutralização do Safety-Car para conquistar a liderança e garantir uma vitória importante.

    Na segunda posição terminaram César Machado e Adrián Ferrer, também em Toyota GR Supra GT4 EVO2 da Speedy Motorsport, que partiram da segunda posição e mantiveram-se sempre entre os mais rápidos. O duo luso-espanhol foi exemplar na consistência, capitalizando no momento certo para assegurar mais um pódio importante. Apesar de terem ficado às portas do pódio da divisão GT4 Pro, Luís Tavares e João Aguiar-Branco, no Porsche Cayman RS CS da Speedy Motorsport, tiveram um muito meritório quinto lugar da geral.

    Por fim, na GT4 Pro- Bronze, José Cautela e Lourenço Monteiro, no McLaren Artura GT4 da McLaren Barcelona – SMC Motorsport, voltaram a mostrar competitividade, terminando sexto lugar absoluto, vencendo a sua divisão com autoridade. Seguiram-se Guillermo Aso e Filip Vava, que assim se isolaram na frente da sua divisão na tabela de pontos, e a dupla Miguel Cristóvão / Patrick Cunha, num Porsche Cayman CS RS.

    Entre os GT4 Bronze, o triunfo coube a Gonzalo de Andrés e Álvaro Lobera, no outro McLaren Artura GT4 da McLaren Barcelona – SMC Motorsport. A dupla espanhola partiu da quarta posição das geral e assinou uma corrida sólida, reforçando a ideia de competitividade que os carros de Woking deram este fim-de-semana. Kyam Potez regressou ao pódio da GT4 Bronze, Mercedes-AMG GT4 da Lema Racing, no segundo posto, ao passo que Borja Hormigos e Héctor Hernandez conquistaram o primeiro pódio com o BMW M4 GT4 EVO da Autoworks Motorspors.

    Na GT4 Am, a vitória pertenceu a Rúben Vaquinhas e Pedro Bastos Rezende, no Aston Martin Vantage AMR GT4 operado pela Gianfranco Motorsport. Com esta vitória, o duo do carro inglês mantiveram-se na luta pela ceptro do Supercars España na sua divisão, embora a dupla espanhola Smorg/Javier Macías, em BMW M4 GT4 EVO, da Promotion Motorsport, ainda liderasse à entrada da última corrida. Vicente Desí e Josep Perera fecharam os lugares de honra, no Mercedes-AMG GT4 da PCR Sport.
     

    Título da GT4 Pro decidido nos instantes finais com drama

    A segunda corrida de Jerez serviu um desfecho de alto-tensão para a categoria GT4 do Supercars Endurance. A luta pelo ceptro da GT4 Pro do Supercars España arrastou-se até às últimas voltas, com estratégia, tráfego e um Safety-Car tardio a baralharem por completo as contas de uma corrida sempre viva e entusiasmante.

    Francisco Mora e Francisco Abreu, no Toyota GR Supra GT4 EVO2 da Toyota Gazoo Racing Caetano Portugal, ditaram o ritmo na primeira metade. O handicap de 10 segundos deixava, porém, a equação em aberto. Ao mesmo tempo, Henrique Ventura Oliveira, que saíra de quarto com o Aston Martin Vantage AMR GT4 da Racar Motorsport, caiu três posições no arranque, cenário que favorecia a dupla do Toyota na corrida ao título.

    Após as trocas de piloto, tudo parecia encaminhar-se para a consagração dos recrutas do Toyota: Abreu regressou à pista em segundo, no encalço José Carlos Pires, no Toyota GR Supra GT4 EVO2 da Speedy Motorsport, combinação mais do que suficiente para selar o campeonato, mesmo com a recuperação de Mathieu Martins até ao quarto lugar, logo atrás do Toyota de César Machado.

    A tensão subiu quando um despiste do Aston Martin Vantage AMR GT4 EVO de Francisco Carvalho e Vasco Oliveira, devido a uma falha de travões, motivou a entrada do Safety-Car e agrupou o pelotão para as voltas finais. Pouco depois do recomeço, Abreu atacou Pires, mas a tentativa não resultou e o contacto entre os dois Toyotas forçou o abandono do carro da Toyota Gazoo Racing Caetano Portugal. A sorte do título virou naquele instante e Mathieu Martins, em dupla com Henrique Ventura Oliveira, confirmou a coroa da GT4 Pro e da categoria GT do Supercars España com o Aston Martin da Racar Motorsport.

    A vitória na corrida sorriu a José Carlos Pires e Tomás Guedes, que levaram o Toyota GR Supra GT4 EVO2 da Speedy Motorsport ao triunfo após largarem de 5.º lugar. A formação liderada por Pedro Salvador assinou uma dobradinha com César Machado e Adrián Ferrer, depois de uma prova cirúrgica e consistente. O pódio ficou completo com Mathieu Martins e Henrique V. Oliveira.

    Na GT4 Pro-Bronze, mesmo com um handicap superior à concorrência directa, José Cautela e Lourenço Monteiro impuseram o McLaren Artura GT4 da McLaren Barcelona – SMC Motorsport, ficando ainda no quarto posto da geral, no que foi a sua melhor performance da temporada. No entanto, foram Filip Vava e Guillermo Aso, em Mercedes-AMG GT4 da NM Racing Team, com um quarto lugar na classe, que conquistaram o ceptro da GT4 Pro-Bronze do Supercars España. Bruno Pires e Mark Kastelic, em Mercedes-AMG GT4 da Lema Racing, foram os segundos classificados, e o pódio foi completo por Alexandre Areia e Nuno Afonso.

    Na GT4 Bronze, o triunfo coube a Andrés Prieto e Ricardo Costa, que conduziram o Mercedes-AMG GT4 da NM Racing Team até ao décimo primeiro lugar da geral, tendo o piloto português conquistado o ceptro da sua divisão. A dupla lusa Luís Calheiros / Paulo Macedo e o lituano Andrius Zemaitis foram os segundos e terceiros da sua divisão.

    Beneficiando do abandono de Smorg e Javier Macías, Rúben Vaquinhas e Pedro Bastos Rezende, aos comandos do Aston Martin Vantage AMR GT4 preparado pela Gianfranco Motorsport, venceram a corrida da GT4 Am, selando os ceptros da divisão no Supercars España e no Campeonato de Portugal de Velocidade. Vicente Desí e Josep Perera terminaram no segundo lugar.

    Depois da etapa de Jerez, a caravana do Supercars Endurance marca encontro para a etapa do Autódromo do Estoril, entre 28 a 30 de Dezembro, onde se definirão os campeões do Iberian Supercars e do Campeonato de Portugal de Velocidade.

  • PSCI: Dylan Pereira responde a Manuel Alves e vence em Jerez a Sprint Race 2 com autoridade

    PSCI: Dylan Pereira responde a Manuel Alves e vence em Jerez a Sprint Race 2 com autoridade

    A Sprint Race 2 da penúltima ronda da Porsche Sprint Challenge Ibérica 2025, disputada ao início da tarde deste domingo no Circuito de Jerez – Ángel Nieto, foi um espetáculo de intensidade e emoção do primeiro ao último minuto.

    Com tempo ameno, algum sol e pista seca, as condições eram ideais para os 20 minutos mais uma volta de corrida, e os pilotos não desapontaram: houve batalhas por praticamente todas as posições, confirmando o equilíbrio e o nível competitivo que têm marcado esta temporada.

    Dylan Pereira domina e assina a volta mais rápida

    O luso-luxemburguês Dylan Pereira (AF & V Motorsport) retribuiu o domínio demonstrado por Manuel Alves na corrida de sábado e teve um domingo perfeito. Conquistou a pole position, liderou de fio a pavio e ainda estabeleceu a melhor volta da corrida, com o registo de 1:46.205. Fez a tripla: vitória na geral, na Categoria 2 e na Classe PROAM.

    Sem erros e com ritmo impressionante, Pereira controlou a prova do início ao fim, cruzando a meta com mais de sete segundos de vantagem sobre os adversários e reduzindo novamente para apenas dois pontos a diferença que o separa de Manuel Alves na luta pelo título da Categoria 2.

    No arranque, Pereira manteve o comando e Alves defendeu o segundo lugar. Por breves instantes, o português da LOB Motorsport ainda tentou pressionar o líder, mas sem sucesso. Atrás deles, Borja García (GT Corse) foi surpreendido por Jorge Ramirez (RGB Racing Team), mas respondeu de imediato, recuperando a posição na volta inaugural.

    À medida que as voltas avançavam, Pereira foi abrindo vantagem, enquanto Alves passava a sentir forte pressão de García. Os dois protagonizaram um duelo intenso e limpo, mas, a cinco minutos do final, García conseguiu ultrapassar o português, fixando-se no segundo lugar. Os dois cruzaram a meta separados por menos de três segundos.

    Mais atrás, a luta pelo quarto posto foi animada entre Jorge Ramirez (RGB Racing Team), José Barros (AF & V Motorsport) e o francês Sacha Barucq (GT Corse). Ramirez defendeu-se bem até às voltas finais, mas um peão acabou por fazê-lo cair para sexto. Barros aproveitou, garantindo o quarto lugar, seguido de Barucq, que completou o Top 5 com uma excelente exibição. Barros conquistou ainda ao triunfo na Classe AM, enquanto Daniel Garcia (RGB Racing Team), 9º da geral, era o melhor GD da categoria 2.

    Chloe Grant brilha: vence na Categoria 1 e na Ladies Cup

    Se na frente Pereira e García dominaram a ação, mais atrás o protagonismo foi feminino. Chloe Grant (Monteiros Competições) realizou a melhor corrida da sua época, com ultrapassagens decisivas e um andamento consistente que a levaram a terminar no Top 8 absoluto.

    A jovem britânica superou Francisca Queiroz (LOB Motorsport) nos primeiros minutos e manteve-se firme até final, conquistando uma dupla vitória: triunfou na Categoria 1 e também na Ladies Cup – aqui na frente da líder da taça -,além de vencer a Classe AM dentro da sua categoria.

    O pódio da Categoria 1 teve forte presença feminina, com Laura Campos (estreante catalã) a assinar uma prova exemplar, terminando em 2.º na Categoria 1 e 3.ª na Ladies Cup, e Filipe Carvalho (Monteiros Competições) a fechar o pódio com o 3.º lugar, sendo o melhor da Classe GD.

    Hernández e Inocêncio com corrida atribulada

    Para os dois principais candidatos ao título da Categoria 1, a Sprint Race 2 foi para esquecer. Pablo Hernández (Fenix Racing) abandonou logo nos primeiros minutos devido a problemas técnicos no seu Porsche 991 GT3 Cup. Pouco depois, Nuno Inocêncio (Monteiros Competições) envolveu-se num toque múltiplo na primeira volta, sofrendo danos que o obrigaram mesmo a parar na derradeira volta.

    Apesar do abandono, Inocêncio acabou por ser classificado em quarto, somando pontos que poderão ser cruciais na luta pelo título com Hernández, que mantém a liderança da categoria.

    Assim terminou a Sprint Race 2 da penúltima ronda da Porsche Sprint Challenge Ibérica 2025, mas o espetáculo não acabou: ao final da tarde (16:50), os pilotos regressam à pista para os 50 minutos da Corrida Endurance, prova que promete ser um dos momentos mais emocionantes do fim de semana em Jerez de la Frontera.

    Programa Oficial – Ronda 5 – Jerez

    Domingo, 2 de novembro

    • 16:50 – Endurance Race (50 min)

    *Fuso Horário de Espanha (-1 hora em Portugal Continental)

  • João Rodrigues vence Clio Trophy Portugal

    João Rodrigues vence Clio Trophy Portugal

    Depois de vencer quatro dos cinco ralis do calendário e de exercer uma enorme supremacia na prova de todas as decisões, o Rally de Lisboa, a dupla João Rodrigues/Bruno Carvalho sagrou-se “campeã” do Clio Trophy Portugal 2025. O piloto de Mafra sucede a Danny Carreira, o vencedor da edição de estreia. As duplas Tiago Pereira/Fernando Pereira e Luís Caetano/David Monteiro fecharam os derradeiros lugares do pódio, tanto no rali, como na competição promovida pela Renault Portugal.

    Com 44 anos, João Rodrigues, natural de Mafra, personifica o espírito dos muitos que sonham em fazer carreira na modalidade. Com pouco mais de 20 anos começou a participar em ralis na sua região, com o apoio de amigos. Os recursos financeiros sempre foram muito reduzidos, mas por ser mecânico, foi o preparador dos seus carros e deu suficientemente nas vistas para ganhar popularidade como um dos pilotos mais rápidos e espetaculares. Um grave acidente forçou a uma década de paragem, mas, em 2025, apostou num projeto mais ambicioso: a participação no Clio Trophy Portugal. Curiosamente, 20 anos depois de ter sido mecânico da equipa oficial da Renault, com os Clio S1600 pilotados por Pedro Matos Chaves e José Pedro Fontes. A vitória no troféu é a consagração de uma carreira de esforço, resiliência, paixão e talento.

    “Estou bastante feliz. Por mim e pelo Bruno (o navegador), mas também pelos meus patrocinadores, família, amigos e equipa. Não foi uma época fácil e, sem o apoio deles, não sei se não tinha desistido. É uma felicidade imensa e a concretização de um sonho de criança: conquistar um título nos ralis, ainda para mais em Mafra, a minha terra. Muito obrigado a todos”, sublinhou um emocionado João Rodrigues. Em relação ao futuro, confessou: “Tentar arranjar apoios para correr, com um Clio Rally4, no Campeonato de Portugal de Ralis”.

    Até pela superioridade que João Rodrigues evidenciouno Rally de Lisboa – foi o mais rápido em todas as classificativas – a dupla Tiago Pereira/Fernando Pereira sabia que as hipóteses de chegar ao título eram bastante reduzidas, focando-se na luta pelo segundo lugar da prova, com Luís Caetano e Carlos Marreiros. “No primeiro dia, à chuva, nunca estive confortável com a afinação do carro. Para, hoje, sábado, endurecemos a suspensão e senti-me mais confiante. Estou contente por ter chegado à segunda posição no penúltimo troço, mas mais ainda por ter conquistado o segundo lugar do troféu. Parabéns ao João Rodrigues, que merece o título”, afirmou Tiago Pereira.

    A dupla Luís Caetano/David Monteiro terminou a temporada com mais um pódio, o quinto em outras tantas provas. “Não estou contente. A luta pelo segundo lugar foi bastante gira, mas uma escolha de pneus menos feliz para a derradeira seção relegou-me para o terceiro lugar. Mas foi uma época positiva, pela evolução que registei em relação ao ano passado, o de estreia nos ralis”.

    A derradeira prova da época foi, também, o rali em que o jovem Carlos Marreiros Jr. foi mais competitivo, nomeadamente no primeiro dia, disputado sob chuva. O algarvio, que voltou a ter Ricardo Barreto como navegador, chegou a estar na luta pelo segundo lugar, mas terminou em quarto o Rally de Lisboa, conquistando resultado idêntico no Clio Trophy Portugal: “Parece que estou mais à vontade em pisos escorregadios. Deve ser da experiência que tenho em andar em terra”, justificou Carlos Marreiros, sem conseguir disfarçar um sorriso. “No primeiro dia, mentalizei-me que tinha de mudar o estilo de condução e os tempos surgiram. Hoje (sábado), voltei a não estar tão à vontade, mas também não consegui evitar um pião que me fez refrear o andamento. Mas foi uma época em que aprendi bastante e que vai ser muito importante para o meu futuro”.

    Também do Algarve, as irmãs Filipa e Marian Tintim terminaram a edição deste ano do Clio Trophy Portugal no quinto lugar, precedendo as duplas Paulo Santos/Gonçalo Palmeira e Miguel Abrantes/Inês Veiga.