Autor: VMotores

  • Armindo Araújo triunfa Rally de Coja-Portas do Açor

    Armindo Araújo triunfa Rally de Coja-Portas do Açor

    Piloto de Santo Tirso “intrometeu-se” nos duelos entre o contingente dos campeonatos Centro de Ralis e Centro de Ralis Duas Rodas Motrizes (2RM), e conquistou o Rally de Coja-Portas do Açor, com Armando Carvalho, em segundo, a reclamar por direito próprio a vitória absoluta para o campeonato. António Santos venceu a categoria de 2RM

    A vila de Coja, no concelho de Arganil, viveu dois dias inesquecíveis no plano desportivo, oferecendo, de igual forma, um roteiro com pontos de interesse, o que ver e fazer, mapa, onde comer e onde ficar. Dicas e guia de viagens num território que, embora “caloiro” no que concerne às emoções dos desportos motorizados, esteve à altura dos grandes acontecimentos produzidos pelo Clube Automóvel do Centro.

    Tratou-se do Rally de Coja-Portas do Açor, competição que utilizou grande parte das especiais que deram corpo recentemente ao Vodafone Rally de Portugal, com Armindo Araújo, navegado por Luís Ramalho, a não enjeitar o favoritismo que lhe era atribuído e lograr um triunfo sem mácula. Aos comandos de um Skoda Fabia RS Rally2, o tirsense cumpriu as sete especiais da prova em 41m18,9s, à frente do Mitsubishi Lancer Evo IX de Armando Carvalho e Ana Santos. Contudo, a dupla de Vila Nova de Poiares foi quem retirou os maiores dividendos no Rally de Coja-Portas do Açor, uma vez que angariou na totalidade dos pontos em disputa, dado que Armindo Araújo e Luís Ramalho não pontuam.

    Armando Carvalho e Ana Santos também estiveram ao nível habitual, com uma condução cadenciada, logrando mesmo o triunfo na super-especial noturna de Coja e primeira passagem por Casal de São João, o que traduz na perfeição a performance evidenciada, terminando a prova a 2m15,8s dos vencedores.

    Na terceira posição terminaram Paulo Barata e Gonçalo Palmeira. Ao volante de um Skoda Fabia RS, o piloto de Góis não se atemorizou com as dificuldades encontradas nas especiais, e foi construindo uma posição solidificada, beneficiando também do abandono precoce de Gonçalo Henriques e Inês Veiga, com o radiador furado provocado pela entrada na parte dianteira de um pau.

    Com o vazamento do líquido verde – refira-se que o radiador é responsável por arrefecer o motor, e um problema pode levar a um sobreaquecimento, impossibilitando a continuação da atividade – piloto e navegadora não tiveram outra alternativa que abdicar da prova. Perante este cenário, Paulo Barata pegou de estaca no lugar mais baixo do pódio, encerrando a participação a 2m58,3s do piloto tirsense.

    Por seu turno, Fernando Teotónio, que faz equipa com Luís Morgadinho, arquitetou uma prova em crescendo, sobretudo depois de não ter ido além do 10.º lugar na segunda passagem por Pai das Donas – a primeira foi anulada após João Marcelino e Paulo Marques terem capotado o Renault Clio RS R3T. No final, a dupla do Mitsubishi Lancer Evo IX ficou às portas do pódio, a 4m10,3s.

    Quem nunca deita a toalha ao chão dá-se pelo nome de António Santos. Endiabrado quanto baste, o piloto de Vila Nova de Poiares materializou mais uma prova eloquente ao encerrar o “top five”, mas teve o condão de vencer a classificação nas Duas Rodas Motrizes (2RM). Navegado por Martim Santos, o piloto poiarense demonstrou muita qualidade ao volante de um Peugeot 208 VTI, deixando uma excelente imagem no Rally de Coja-Portas do Açor, fechando a participação a 5m37,3s, dos vencedores.

    Numa prova marcada pela presença de dois campeões nacionais – Armindo Araújo, sete vezes campeão nacional (2003, 2004, 2005, 2006, 2018, 2020 e 2022) e Gonçalo Henriques, campeão nacional júnior em 2022 e campeão nacional na classe de Duas Rodas Motrizes em 2023 e 2024, sendo aposta da Hyundai Portugal para esta temporada, num Hyundai i20 Rally2 –, o Rally de Coja-Portas do Açor só foi possível graças ao “patrono” de José Pinto.

    O promotor, em representante da Silogia e Vila Montez, realçou que «a ideia de realizar este rali nasceu no dia em que a Silogia, em parceria com o Grupo Maranello Legacy concentrou nesta vila alguns Ferrari no primeiro encontro anual».

    A partir daí, o “patrono”, escudado pela empresa Sologia, conseguiu levar a Coja muito público, tendo sido necessário «unir esforços de todas as entidades locais para que a prova fosse exequível.

    Também Armindo Araújo não escondeu a satisfação de regressar a uma região que tão bem conhece, em que foi, recentemente, parte integrante do Vodafone Rally de Portugal mas especiais utilizadas em Arganil, sublinhou que a equipa «está feliz por ter vencido mas, sobretudo, por termos contribuído para esta grande festa que foi o Rally de Coja-Portas do Acor.

  • RallySpirit: muito mais do que um rali

    RallySpirit: muito mais do que um rali

    Dez anos depois da sua estreia, o RallySpirit confirmou novamente porque é muito mais do que um rali. A edição comemorativa juntou máquinas lendárias, figuras históricas como Timo Salonen, milhares de fãs apaixonados e momentos carregados de emoção. Três dias apaixonantes, vividos com máxima intensidade no Norte do país, onde o passado e o presente aceleram lado a lado.

    Quando, há 10 anos, o nome “RallySpirit” surgiu no panorama do automobilismo nacional parecia ser apenas mais um rali. Mas, logo no primeiro ano, e com uma pequena lista de 50 equipas à partida, o seu carácter distintivo saltou à vista. Não era apenas uma prova onde carros lendários do passado e do presente conviviam. Tudo o que se respirava naquele ambiente era diferente: a forma nua e autêntica como se vivia a paixão do ralis, como era despertada a memória viva deste desporto e, sobretudo, o tipo de ligação emocional que se estabelecia entre máquinas e pessoas. Ali não havia vedetismo dos pilotos ou demarcações para chegar perto dos bólides. O público podia tocar nas máquinas, sentir o seu pulsar, enquanto mergulhava na história.

    Agora, dez edições depois, muito coisa mudou, mas não o espírito do RallySpirit! Esse tornou-se verdadeiramente imutável! E depois de Miki Biasion (2016), Ari Vatanen (2017) e François Delecour (2018), este ano foi a vez de Timo Salolen comprovar a “chama” do evento.

    Na pele de embaixador, o Campeão do Mundo de Ralis de 1985 fez um bom resumo daquele que já é um dos mais populares Rally-Legends europeus e que, por isso, tens honras de pertencer ao Slowly Sideways Europe: “há 40 anos, todos os pilotos das equipas oficiais estavam sob grande pressão porque todos queriam vencer e essa tensão parecia passar até para o público. Mas hoje, no RallySpirit o que senti foi algo totalmente diferente. Pilotos e espectadores estão muito relaxados e isso dá a este evento uma atmosfera muito especial. Aqui, o passado está em perfeita harmonia com presente e isso fez-me sentir muito bem, como penso que faz sentir qualquer pessoa que venha ver este rali”.

    E a avaliar pelas milhares de pessoas que acompanharam o evento na estrada, Timo Salonen está certo! Foram três dias repletos de emoções, transformados em momentos únicos e memórias que ficarão para sempre gravadas não só nos troços, mas no coração de quem viveu este rali como algo que vai muito além da competição.

    A enchente da Cerimónia de Partida do Porto (quinta-feira), as belíssimas especiais de Terras do Bouro que cativaram todos os pilotos (sexta-feira) ou a espetacular classificativa-espetáculo em jeito de perseguição de Boucles de Barcelos (sábado) são apenas alguns dos momentos que se tornaram inesquecíveis e que, simultaneamente, aumentaram a adrenalina do público.

    Afinal não é todos os dias que se vêm em ação as melhores máquinas de ralis de todos os tempos: Lancia Delta S4, Rally 037 ou Stratos, Audi Quattro S1 E2, MG Metro 6R4, R5 Turbo e Maxi Turbo, Subaru Impreza 555, Mitsubishi Lancer Evo ou Ford Sierra Cosworth, entre carros ex-fábrica e que foram realmente pilotados pelos pilotos da época ou réplicas exemplares hoje conduzidas por “gentleman drivers”, a magia esteve presente em cada momento do RallySpirit.

    Também não é todos os dias que se concretizam sonhos ou se terminam carreiras. Por um lado, foi o que aconteceu, por exemplo, com Jorge Ortigão (antigo piloto oficial da Toyota e sobejamente conhecido nos ralis nacionais) que guiou um Toyota Celica TA64 de Grupo B com que esteve perto de correr há 40 anos! Por outro, o que se passou com o casal Wolfgang Inhester e Rita Inhester, que, na companhia do seu vistoso Porsche 911 SCRS, escolheu o RallySpirit para colocar um emocional ponto final na respetiva carreira! São também em “estórias” e momentos como estes que se revela a alma única desta prova.

    Para Pedro Ortigão, um dos responsáveis da XRacing, a edição comemorativa dos 10 anos do evento, correu de forma positiva, tal como a caminhada de 10 anos cumprida pelo RallySpirit: “O balanço de uma década é muito satisfatório. Evoluimos paulatinamente e de forma sustentada, e este ano tivemos o maior contingente de pilotos internacionais de sempre. Isso prova que o rali está a ganhar nome além-fronteiras e é com essa força que queremos agora trazer mais e melhores carros. Depois de termos consigo pôr no mapa do RallySpirit os saudosos Grupo B, o próximo objetivo passa por fazer o mesmo com os WRC e S1600, que sabemos serem também muito apreciados”. 

    Competição para os mais puristas

    Mesmo se o principal foco do RallySpirit não é a luta contra o cronómetro, isso não significa que ela não tenha servido também de tónico para aumentar as pulsações dos pilotos que não resistiram ao desafio da competição no seu estado mais puro.

    Depois de cumpridas as 13 Provas Especiais delineadas pelo Clube Automóvel de Santo Tirso (responsável organizativo da prova), três equipas puderam abrir o champanhe da vitória.

    Na Categoria “Históricos”, Rui Ribeiro/Pedro Fernandes foram, desde cedo, os maiores protagonistas, impondo a lei do seu Ford Escort RS MK II, terminando com uma clara vantagem desobre Pedro Silva/Joaquim Duarte, em carro idêntico, enquanto António Carvalho/José Bilhoto BMW 2002 Ti) completaram o pódio.

    Igualmente em destaque esteve a dupla Rui Salgado/Luís Godinho, que repetiram o triunfo de 2019, mas agora na Categoria “Spirit”. O piloto do Peugeot 306 GTI terminou com margem confortável sobre a dupla João Arantes/Bernardo Gusmão, que levaram o Ford Sierra RS Cosworth 4×4, ex-equipa oficial Diabolique, ao lugar intermédio do pódio. Após desistir no primeiro dia de prova, Rui Madeira (Campeão do Mundo de Grupo N em 1995), acompanhado por Paula Madeira, ainda logrou atingir o pódio.

    Finalmente, na Categoria “Extra”, Vítor Pascoal/Ricardo Faria (Porsche 911) levaram a melhor sobre os também experimentados Fernando Peres/Carlos Magalhães (Mitsubishi Lancer Evo IX), num emocionante duelo entre pilotos Fuchs.

    Cai o pano sobre a 10ª edição do RallySpirit, mas nem tudo são más notícias! É que a próxima edição já tem data marcada! De 4 a 6 de junho, o espírito do RallySpirit vai voltar a sentir-se e a contagem decrescente já começou… 

    Classificação Final

    Históricos

    1º Rui Ribeiro/Pedro Fernandes (Ford Escort RS MK II), 1h17m28,9s

    2º Pedro Silva/Joaquim Duarte Ford Escort RS MK II), a 3m54,3s

    3º António Carvalho/José Bilhoto (BMW 2002 Ti), a 7m39,6s

    (…)

    Spirit

    1º Rui Salgado/Luís Godinho (Peugeot 306 GTI), 1h20m,21,2s

    2º João Arantes/Bernardo Gusmão (Ford Sierra RS Cosworth 4×4), a 3m31,0s

    3º Rui Madeira/Paula Madeira (Mitsubishi Lancer Evo III) a 4m10,4s

    (…)

    Extra

    1º Vítor Pascoal/Ricardo Faria (Porsche 911), 1h17m55,0s

    2º Fernando Peres/Carlos Magalhães (Mitsubishi Lancer Evo 9), a 18,3s

  • Rui Madeira: “Recuperar de penúltimo para 3.º sabe a vitória!”

    Rui Madeira: “Recuperar de penúltimo para 3.º sabe a vitória!”

    Uma recuperação extraordinária levou Rui Madeira e Paula Madeira ao pódio da exigente edição 2025 do RallySpirit. Ao volante do seu inconfundível Mitsubishi Lancer EVO III, a dupla impressionou milhares de espetadores com uma condução agressiva e sempre em modo máximo ataque, num dos ralis “Legend” mais prestigiados do país.

    A prova começou com um revés: logo na etapa inaugural, a caixa de velocidades do Lancer cedeu, relegando a equipa para a penúltima posição da Categoria Spirit. “Foi um verdadeiro balde de água fria!…”, desabafa Rui Madeira. Apesar de a caixa ter sido alvo de uma revisão completa e testada antes da prova, a avaria acabou por hipotecar um início promissor.

    “Ainda conseguimos terminar a especial de Barcelos Sul 1, mas como não tivemos tempo para substituir a caixa, penalizámos fortemente ao falhar o controlo horário no final da etapa. Estávamos numa luta interessante pelo 2.º lugar com o Hugo Lopes, mas também ele e o Carlos Fernandes sofreram problemas. Este ano, o RallySpirit foi particularmente duro para as mecânicas, tal o número de desistências que se registou.”

    Mas a história não ficaria por aí. As etapas de sexta e sábado revelaram o melhor de Rui Madeira: um autêntico manual de condução nos limites, sem erros e com um ritmo demolidor. Com Paula Madeira a seu lado, a dupla iniciou uma recuperação notável, subindo posições até assegurar o 3.º lugar final — um lugar no pódio conquistado com esforço, talento e garra.

    “Recuperar de penúltimo para 3.º sabe a vitória!”, reconhece Rui Madeira. “Saímos deste rali com um sentimento agridoce — por um lado felizes com a recuperação, por outro frustrados com o contratempo inicial. Agradecemos de coração o apoio dos fãs e patrocinadores, que nunca deixaram de nos apoiar, mesmo quando partimos muito atrás.”

    Paula Madeira reforça: “o espírito da equipa foi notável. Trabalho, dedicação e amor à camisola permitiram que continuássemos em prova. E depois, claro, o Rui mostrou o que sabe fazer: ser rápido, muito rápido, como o campeão que é!”

    A próxima paragem será o Rali Taça Joaquim Santos, integrado no 7.º Penafiel Racing Fest, de 27 a 29 de junho — uma estreia absoluta para Rui Madeira neste evento que homenageia um dos grandes nomes dos ralis em Portugal.

    “Estou muito satisfeito por, finalmente, poder competir numa prova que celebra a memória do Quim, que foi um bom amigo e uma figura inesquecível para todos nós”, afirma o campeão do mundo de Produção. “Vamos regressar ao Lancer EVO II — gostaríamos de alinhar num Rally2, mas o orçamento não estica e ainda estamos a meio da época. Mesmo assim, estamos ansiosos por viver o ambiente único deste festival, que já se afirma como um dos mais importantes do país.”

  • Henrique Rodrigues e Daniel Rodrigues estão de volta em Castelo Branco!

    Henrique Rodrigues e Daniel Rodrigues estão de volta em Castelo Branco!

    A dupla duriense, natural de Tarouca e Lamego, regressa aos ralis no próximo Rali de Castelo Branco e Vila Velha de Ródão, nos dias 13 e 14 de junho, estreando uma nova viatura: o competitivo Škoda Fabia N5.

    Após uma ausência prolongada, motivada por problemas físicos do piloto, o regresso marca não só a recuperação de Henrique Rodrigues, como também o início de uma nova fase desportiva, agora com ambições renovadas. O objetivo principal deste regresso é claro: avaliar a condição física do piloto e testar a adaptação à nova máquina, numa eventual preparação de um projeto mais ambicioso para 2026.

    “Vai ser um regresso há muito esperado, que vai servir essencialmente para eu perceber como me sinto fisicamente, tendo em conta alguns problemas que surgiram no ano passado. Como este é um desporto muito exigente, voltamos nesta altura para avaliar se temos condições reais para montar um projeto coeso, dinâmico e estruturado em 2026”, explica Henrique Rodrigues.

    A grande novidade é o Škoda Fabia N5, viatura que se sagrou campeã Promo de Ralis em 2024 pelas mãos de Adruzilo Lopes, um dos nomes maiores do rali em Portugal. A preparação do carro está novamente a cargo da Matos Competições, de Carlos Matos, parceiro habitual da equipa e nome de referência no panorama nacional.

    “Este é um carro de outra geração, com potencial para elevar as nossas capacidades e levar este desafio a um novo patamar. Tivemos já a oportunidade de fazer os primeiros quilómetros ao volante, com o acompanhamento direto do Adruzilo Lopes, que muito nos ajudou a conhecer o carro e a entender as suas reações. Esta partilha de conhecimento com um piloto de topo deixa-nos honrados e ainda mais motivados”, refere ainda o piloto duriense.

    Nesta fase, os resultados em termos de classificação não são o objetivo principal. A prioridade é readquirir ritmo competitivo e adaptar-se ao novo carro. A decoração da viatura será apresentada nos próximos dias.

  • Veloso Motorsport no Campeonato de Espanha de GT com dois Porsche 992 GT3 Cup inscritos

    Veloso Motorsport no Campeonato de Espanha de GT com dois Porsche 992 GT3 Cup inscritos

    Cumpre-se este fim de semana o regresso do Campeonato de Espanha de GT à atividade com a realização da terceira jornada da competição, desta feita em terras lusitanas, visitando o Autódromo Internacional do Algarve (AIA). A Veloso Motorsport vai estar, naturalmente, presente a defender as cores lusitanas com dois Porsche 992 GT3 Cup entregues às duplas Carlos Vieira/Miguel Lobo e Jean-Roch Piat/Pedro Marreiros.

    Recordamos que nas jornadas anteriores, a Veloso Motorsport esteve presente com dois carros, tendo a dupla Carlos Vieira/Miguel Lobo conquistado uma vitória em Motorland e um segundo lugar em Navarra. Infelizmente o abandono na segunda corrida de Navarra permitiu que os líderes da competição abrissem um fosso de 40 pontos para a formação portuguesa.

    Porém, Carlos Vieira e Miguel Lobo não viram a cara à luta e vão para Portimão com o firme objetivo de lutar pelas vitórias nas duas corridas e encurtar distâncias para os líderes. Portimão assinala o meio da temporada que ainda terá duas jornadas em Jerez (19-21 de setembro) e Valência (17-19 de outubro) antes do grande final em Barcelona.

    Por seu turno, Jean-Roch Piat encontra o seu amigo Pedro Marreiros ao volante do Porsche 992 GT3 Cup e o português irá ajudar Piat a cumprir o objetivo de chegar até à liderança do Troféu Juan Fernandez onde o francês ocupa a segunda posição.

    A competição conta com uma sessão de treinos privada na sexta-feira, uma sessão cronometrada no sábado e duas corridas (sábado e domingo) para apurar os vencedores desta terceira jornada do Campeonato de Espanha de GT.

    Poderá seguir toda a ação da equipa Veloso Motorsport através do canal de YouTube da Vlineorg (https://www.youtube.com/@VLineOrg/streams), onde serão transmitidas as duas mangas desta terceira jornada do Campeoanto de Espanha de GT.

    Luís Veloso, CEO Veloso Motorsport: “Temos dois objetivos muito claros para esta presença no Campeonato de Espanha de GT: lutar pelas vitórias com ambos os carros e levar o Carlos Vieira e o Miguel Lobo a encurtar distâncias para os primeiros do campeonato, enquanto o Pedro Marreiros vai ajudar o Jean-Roch Piat a chegar ao primeiro lugar da Troféu Juan Fernandez. Um fim de semana num traçado que conhecemos muito bem, tal como os pilotos e onde acreditamos que podemos levar bem alto as cores portuguesas.”

  • José Maria Marreiros estreia-se Toyota GR Cup Spain

    José Maria Marreiros estreia-se Toyota GR Cup Spain

    José Maria Marreiros disputará este fim-de-semana a etapa de Portugal da Toyota GR Cup Spain, que se realiza no Autódromo Internacional do Algarve, estando determinando em protagonizar uma adaptação rápida a uma nova competição.

    O jovem piloto fará a sua estreia no troféu da marca nipónica e organizado pelo Motorsport & Sport Institute, que usa os performantes Toyota GR 86 devidamente preparados para as exigências da competição em pista.

    A Toyota GR Cup Spain visita alguns dos melhores circuitos ibéricos e, este fim-de-semana, desloca-se ao mais moderno autódromo português, o que suscitou o interesse de José Maria Marreiros. “Achei esta competição muito interessante, que tem o apoio da Toyota Gazoo Racing España e é organizado pelo Motorsport & Sport Institute, uma estrutura com pergaminhos europeus e do qual faz parte a Teo Martín Motorsport. Existe um enorme profissionalismo e cuidado com a imagem, pilotos, equipas e competição em pista. Quando soube que iria visitar o nosso país, e logo no Autódromo Internacional do Algarve, um circuito onde me sinto tão bem e onde tenho tantas recordações, fiquei muito interessado em tomar parte neste evento, tendo chegado a um acordo com a RX Pro Racing. Penso que terei todas as condições para ser competitivo durante o fim-de-semana”, começou por dizer o português

    Apesar de estar integrado na equipa que lidera a classificação pontual de pilotos, sendo uma das mais competitivas do pelotão, José Maria Marreiros está consciente dos desafios que terá de enfrentar, dado que a concorrência é forte e o Toyota GR 86 é uma completa novidade para si. “Será um fim-de-semana de adaptação ao carro e à equipa, portanto, é difícil apontar objectivos claros, mas vou trabalhar para conseguir terminar o fim-de-semana com motivos para celebrar. Olho para esta prova como uma forma de homenagear uma pessoa que sempre foi uma referência para mim, falo, obviamente, do Paulo Pinheiro, o que me dá ainda mais motivação. Não vou prometer resultados porque este é o meu primeiro contacto com esta competição, mas asseguro que vou dar o meu melhor ao longo de todo o fim-de-semana”, concluiu José Maria Marreiros.

    O programa oficial da etapa do Autódromo Internacional do Algarve da Toyota GR Cup Spain tem o seu início no sábado com a qualificação e a primeira corrida (16h10). No domingo realizar-se-á uma nova qualificação e a segunda corrida (13h40), podendo ambas as corridas ser seguidas no canal de YouTube da competição.

  • José Lameiro: “estou muito contente com o que produzimos na Serra da Estrela”

    José Lameiro: “estou muito contente com o que produzimos na Serra da Estrela”

    José Lameiro foi autor de uma grande exibição na Rampa Serra da Estrela – Covilhã, premiada com o 2º lugar na Categoria Super Challenge do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group.

    A brilhante atuação do líder da Diatosta, na prova organizada pelo CAMI Motorsport, assentou no eficaz binómio entre a sua condução e o claro crescimento de forma do Skoda Fabia MKIII Super Car.

    O carro checo, desenvolvido pela DM Motorsport, tem evidenciado progressos consistentes — e os resultados falam por si. Lameiro tem-se aproximado do crónico líder da categoria, mantendo à distância os demais pretendentes ao segundo lugar do pódio. Na Serra da Estrela, as melhorias foram visíveis, permitindo antever que, num futuro próximo, o piloto aveirense possa discutir taco-a-taco as vitórias na Super Challenge.

    “Estou muito contente com o que produzimos na Serra da Estrela. Foi um fim de semana sempre em crescendo, sempre a melhorar os tempos. É uma rampa muito difícil, que nos criou dificuldades. Soubemos ultrapassá-las e, no processo, aprendemos muito e continuamos a desenvolver o carro”, destacou José Lameiro.

    O piloto sublinhou ainda que “tem sido muito gratificante perceber que a equipa está no bom caminho. O Skoda tem melhorado prova após prova e temos de continuar a trabalhar. A concorrência que está à frente não facilita, e os que vêm atrás também estão a evoluir. Está a ser um belo campeonato!”

    Agora, é tempo de rumar ao Douro Vinhateiro, onde a próxima paragem será a Rampa de Santa Marta, nos dias 21 e 22 de junho.

  • Rui Madeira de olhos postos no pódio no RallySpirit 2025

    Rui Madeira de olhos postos no pódio no RallySpirit 2025

    Rui Madeira e Paula Madeira estão de regresso ao RallySpirit, uma das provas mais emblemáticas do calendário nacional de ralis históricos, com a ambição clara de lutar por um lugar no pódio da competitiva Categoria Spirit.

    A dupla volta a confiar no fiável e competitivo Mitsubishi Lancer EVO III para enfrentar os 136,24 km cronometrados desta edição de 2025, repartidos por 13 provas especiais ao longo de três dias.

    Para Rui Madeira, campeão do mundo de ralis na categoria de Produção, o RallySpirit “é um dos momentos altos da nossa época. É um rali que participamos há vários anos e que tem um ambiente fantástico, especiais muito interessantes e para todos os gostos – um verdadeiro rali à antiga!”. O piloto português destaca ainda “a qualidade das máquinas, das equipas presentes e, sobretudo, o espírito que estas gerações de pilotos viveram nas décadas de 70, 80 e 90. Tudo isso faz desta prova um marco importante no panorama internacional dos Ralis Legends, de que Portugal se deve orgulhar.”

    Com um percurso renovado, a edição deste ano estreia duas novas especiais – Terras do Bouro Norte e Terras do Bouro Sul – além da classificativa Barcelos Oeste, agora disputada em sentido inverso. “É importante diversificar ano após ano, e isso mostra bem o cuidado da organização em tornar esta prova sempre atrativa”, sublinha Rui Madeira.

    Ao seu lado estará Paula Madeira, que regressa à competição após uma pausa desde novembro. A navegadora mostra-se entusiasmada com o regresso à baquet do lado direito: “Estou ansiosa e feliz por voltar. É uma alegria partilhar esta paixão ao lado do Rui. Estou confiante de que vamos fazer um bom rali e alcançar um lugar no pódio. Mais uma vez, agradeço aos nossos patrocinadores por tornarem este sonho possível.”

    A cerimónia de partida realiza-se hoje, quinta-feira, às 19h30, no icónico Jardim das Sobreiras, no Porto, com Barcelos a assumir o papel de centro nevrálgico da competição. O RallySpirit 2025 promete, uma vez mais, ser um verdadeiro festival de velocidade, emoção e nostalgia para os amantes dos ralis.

  • José Rodrigues: “o resultado soube a vitória pois cumprimos todos os objetivos”

    José Rodrigues: “o resultado soube a vitória pois cumprimos todos os objetivos”

    O excelente Top 2 alcançado por José Rodrigues entre os GT na Rampa da Serra da Estrela transformou-se numa excelente operação para o líder do campeonato, pois reforçou a sua vantagem sobre os mais diretos adversários na luta pelo título nacional.

    A presença de José Rodrigues na prova organizada pelo CAMI Motorsport correspondeu, uma vez mais, a um grande desafio para o consagrado piloto bracarense que, pela terceira vez na temporada, se viu perante a necessidade de se adaptar a um carro novo, pois alinhou com um Porsche 991.2 GT3 Cup da Monteiros Competições.

    Voltando a dar mostras de todo o seu talento, esteve desde a primeira hora a discutir taco-a-taco as posições cimeiras na Categoria GT e na própria classificação geral. A capacidade que demonstrou de ir melhorando os seus tempos de forma significativa, foi mais uma demonstração da excelente forma em que José Rodrigues se apresentou nesta temporada, logrando juntar ao 2º lugar entre os G, um excelente 6º posto à geral. Assim, a Serra da Estrela foi mais uma prova onde todos os objetivos traçados foram cumpridos.

    “Depois de três vitórias consecutivas para o Campeonato de Portugal de Montanha GT, a Rampa da Serra da Estrela tinha como principal objetivo consolidar a liderança no campeonato. Estreando um Porsche 991.2 — igual ao dos nossos adversários diretos — conseguimos liderar entre os 991.2 do início ao fim, graças a uma adaptação eficaz e afinações cirúrgicas feitas a tempo do dia decisivo. Este resultado sabe a vitória porque conseguimos exatamente o que nos propusemos: aumentar a liderança e vencer quem tínhamos de vencer. Mas, o título ainda não está ganho e vamos estar sempre com o nosso foco no máximo para o conseguir alcançar!”, realçou José Rodrigues no final.

    O piloto referiu ainda que “este desempenho só foi possível com o apoio incansável da Monteiros Competição, uma estrutura que se destaca pela sua humildade, dedicação e competência” e destacou “o orgulho que sentimos pela confiança que em nós continua a ser depositada pela Michelin Motorsport. Nesta rampa, demos continuidade ao trabalho técnico com a marca, contribuindo com feedback relevante na comparação entre os diferentes compostos, mesmo enfrentando o desafio adicional de afinar o setup num carro novo. Tem sido muito gratificante este trabalho de desenvolvimento destes novos pneus”.

    A próxima prova do campeonato será a Rampa de Santa Marta, que decorrerá nos dias 21 e 22 de junho.

  • José Rodrigues: “estou na Serra da Estrela sem qualquer pressão”

    José Rodrigues: “estou na Serra da Estrela sem qualquer pressão”

    José Rodrigues apresenta-se com o seu Porsche 911 GT3 Cup na Rampa da Serra da Estrela com o firme propósito de dar continuidade ao domínio que tem exercido na luta pelo título da Categoria GT do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group.

    A prova no ponto mais alto de Portugal Continental marcará o fecho da primeira parte da temporada. José Rodrigues chega à Covilhã na isolado na liderança da tabela pontual da Categoria GT, tendo acumulado três pontuações máximas em Murça, na Penha e na Falperra. O piloto de Braga sente-se “muito motivado para mais uma prova do CPM, num traçado que gosto muito, um dos meus favoritos depois de ter lá vencido à geral o ano passado”.

    José Rodrigues está ciente de que a prova do CAMI Motorsport se apresenta como muito importante para “dar seguimento a esta primeira metade de época quase perfeita. Iremos trabalhar ao longo de fim‑de‑semana para melhorar subida após subida e tentar conseguir mais uma vitória no final, sabendo que os adversários vão estar ao mais alto nível e com muita vontade de inverter os resultados”.

    Conseguir a quarta pontuação máxima consecutiva será importante para “reforçar o avanço que temos, mas, a margem está a nosso favor e, por isso, vou à Serra da Estrela sem qualquer pressão. Espera se uma fim‑de‑semana de muito calor e por isso será também um novo desafio para esta época, mas vamos estar a preparados para qualquer cenário, sendo certo de que temos tudo para sermos competitivos”.