Autor: VMotores

  • Francisco Custódio: “A grande lição é que os ralis só acabam no parque fechado”

    Francisco Custódio: “A grande lição é que os ralis só acabam no parque fechado”

    É de Santa Comba Dão e chama-se Francisco Custódio o vencedor da terceira edição do FPAK Júnior Team de Ralis (FJTR) 2024 que apenas ficou decidida na quinta e última prova da época, o Águeda Rali Travocar. E foi por uma diferença de apenas… 2 pontos que o jovem beirão, navegado por Paulo Marques, bateu o amarantino Ricardo Rocha, primeiro classificado naquele rali, depois de feita a contabilidade da competição promovida pela Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting (FPAK) para descobrir, apoiar e promover novos valores nos ralis.

    Custódio não esquece, na hora da consagração, o incentivo do “staff” que o acompanha, creditando-lhe os louros desta vitória, já que nos momentos críticos nunca permitiu que renunciasse à luta pelos primeiros lugares. E lembrou o incidente no Rali Vidreiro, acabando, graças ao estímulo recebido dos amigos, por transformar uma quase desistência no resultado que o catapultou para a liderança do FJTR antes da derradeira prova da época.

    “Há um ano, estreei-me nos ralis e não fazia ideia que hoje iria estar agora a festejar. Surgiu a possibilidade de participar no FPAK Júnior Team e à partida do Rali de Castelo Branco, que foi a primeira prova da época, se me dissessem que eu iria ser o vencedor final, nunca acreditaria. Este triunfo é resultado do trabalho conjunto entre mim, o copiloto e toda a restante equipa. Houve ralis que correram melhor do que outros, mas a junção e o acumular de situações levou-nos a estar aqui agora e… sermos os vencedores”, começou por referir Francisco Custódio, de 23 anos, a viver um turbilhão de emoções no termo do Águeda Rali Travocar, logo que foi confirmada a sua vitória no FPAK Júnior Team de Ralis’2024.

    Fã assumido de Armindo Araújo, de quem ainda guarda na memória imagens dos ralis do piloto de Santo Tirso no WRC, não esconde ter vivido momentos de sentida emoção ao competir nas mesmas classificativas do seu ídolo no CPR, como sucedeu esta época nos ralis de Castelo Branco, da Água e no Vidreiro. “Nunca imaginei que tal pudesse vir a acontecer…”, confessou.

    O que é que fez a diferença para o Francisco Custódio vencer o FJTR?

    “Creio que foi a nossa [piloto, navegador, equipa MNE Sport] união e, também, nunca ter desistido, porque surgiram momentos em que para mim o rali já estava acabado e houve gente que puxou por mim, incentivando-me a ir até ao fim”.

    E, especificando, avançou:

    “Por exemplo, no Rali Vidreiro tive uma saída de estrada na segunda classificativa, logo na sexta-feira, e o meu copiloto disse para não desistirmos e a verdade é que conseguimos concluir a prova em segundo lugar. Por mim, se calhar… nunca teria acabado, depois do contratempo surgido no primeiro dia”.

    – Essa terá sido uma das grandes lições da época…

    “Sim, é verdade, um rali só acaba… no fim, o carro tem que chegar ao parque fechado e, portanto, as contas fazem-se apenas no final. Não vale a pena fazer muitos prognósticos. Foram cinco ralis com quatro vencedores diferentes, numa edição da FPAK Júnior Team muito competitiva. Estou bastante contente por chegar aqui como vencedor”.

    – E agora, o Francisco Custódio já pensou no passo seguinte?

    “Sinceramente, eu ainda nem acreditei bem que sou o vencedor de 2024. Agora, é desfrutar do momento e tentar perceber o que a FPAK apoiará para a época de 2025. Vamos trabalhar para um projeto que me faça crescer enquanto piloto e oxalá eu possa continuar muitos anos nesta modalidade que adoro”.

    – Qual o seu ponto forte como piloto?

    “O meu ponto forte como piloto?… Com toda a franqueza, não sei responder a essa pergunta, porque, como já referi, a época foi feita de altos e baixos. Se calhar, o meu ponto forte é estar rodeado de pessoas que trabalham com o mesmo objetivo que eu e nunca me deixam baixar os braços. Foram elas, sem dúvida, que me trouxeram até aqui”.

    – Até onde pretende o jovem Francisco Custódio pretende chegar enquanto piloto de ralis?

    “Realisticamente, e repetindo aquilo que já afirmei este ano, o meu sonho era chegar ao Campeonato de Portugal de Ralis de 2RM e acho que vai ser possível concretizá-lo, visto que venci o FPAK Júnior Team. Depois, claro que um dia gostava de me sagrar campeão absoluto, isso seria o ponto alto, porque não tenho ambições a nível internacional. Não considero impossível fazer carreira lá fora, mas creio ser uma realidade longínqua neste momento. Portanto, o meu grande sonho é, um dia, poder lutar pelo título português absoluto de ralis”.

    – Para já, está a colocar o nome de Santa Comba Dão no mapa dos ralis…

    “Correr com o nome de Santa Comba Dão no carro é um orgulho. É de lá que eu sou. Não se trata de uma terra com muita história no automobilismo, mas pode ser que essa situação mude a partir de agora. E é uma alegria levar Santa Comba Dão comigo!”

  • Paulo Oliveira em destaque nas 24H TT Vila de Fronteira

    Paulo Oliveira em destaque nas 24H TT Vila de Fronteira

    O piloto Moçambicano Paulo Oliveira regressou às corridas em Portugal, desta feita, nas 24H TT Vila de Fronteira onde realizou os dois eventos desportivos que se realizaram este fim-de-semana em Fronteira, no Alentejo.

    Na corrida destinada aos SSV, as 4 H TT Vila de Fronteira que contou com um painel de inscritos muito competitivo, participou integrado na equipa HS com o número 825, onde alinhou com o piloto Bruno Duarte. A dupla acabou a competição no 20º posto devido a alguns problemas ocorridos durante a corrida: “a prestação nas 4H TT foi modesta. Tínhamos delineado que o Bruno Duarte iria arrancar no primeiro turno, eu faria as duas horas seguintes e o Bruno iria fechar as 4 H. Logo nas primeiras horas o Bruno teve uma saída de pista que danificou o diferencial e eu acabei por fazer o meu turno em duas rodas motrizes. Na última hora o Bruno teve um problema num injetor e o carro começou a falhar e foi dificil fazer melhor, mas acima de tudo conseguimos concluir a prova”, referiu o piloto. 

    Relativamente à sua presença nas 24H TT Vila de Fonteira o piloto integrou a Prolama, com o número 12, onde fez equipa com os experientes pilotos Georgino Pedroso, Rui Sousa e Michael Braun.

    Apesar de não participar nesta corrida há alguns anos, a sua prestação foi bastante positiva: “competi nas 24H TT com a equipa da Prolama. Desde 2015 que não participava nesta prova e foi muito emocionante. Felizmente correu tudo bem, mas tivemos alguns problemas que são habituais nestas corridas longas. Terminámos a prova no 13º lugar da geral e no 2º lugar da agora classe stock. Subimos ao pódio o que é um resultado muito bom e o balanço que faço destas 24 H TT não podia ser mais positivo. Foi um prazer vir correr a Portugal com as cores da bandeira moçambicana ainda para mais depois de todos os problemas que o país tem vivido. É sempre bom regressar a casa com boas notícias. Espero anunciar em breve novidades para 2025. Quero agradecer aos meus patrocinadores e em especial à Remax Universal e ao BRUNCHIT que este ano se juntaram ao nosso projeto. Quero também agradecer à família e amigos todo o apoio”, contou Paulo Oliveira.

  • João Pedro Sousa e Tiago Silva protagonizaram rali aguerrido em Águeda

    João Pedro Sousa e Tiago Silva protagonizaram rali aguerrido em Águeda

    A dupla famalicense João Pedro Sousa e Tiago Silva encerrou a temporada 2024 no Rali de Águeda com uma exibição marcada por altos e baixos, mas repleta de determinação. Após uma performance inicial brilhante, que os colocou na liderança do Grupo X2 e no 2.º lugar do Campeonato Start Norte de Ralis 2RM, a equipa enfrentou desafios que acabaram por condicionar o resultado final.

    Na primeira passagem pelos troços de Águeda, Sousa e Silva mostraram um ritmo forte e confiante, impondo-se com autoridade. “Começámos muito bem, com um andamento que nos permitiu assumir a liderança do nosso grupo e sonhar alto para o resto da prova”, destacou o piloto João Pedro Sousa.

    Contudo, nas segundas passagens, o desgaste dos pneus mostrou-se decisivo. Já no limite da sua eficácia, os pneus comprometeram a aderência do Renault Clio RS, tornando mais difícil manter o ritmo de ataque. Apesar do esforço para maximizar o desempenho, uma ligeira saída de estrada fez a dupla perder posições, forçando-os a lutar ainda mais para se manterem competitivos. Foi nesse momento que o espírito de equipa brilhou. A assistência técnica da A. Pereira Competições mostrou-se crucial, recuperando o carro para as últimas passagens. “A dedicação da nossa equipa foi essencial para voltarmos à luta. Sem eles, não teria sido possível continuar”, acrescentou Sousa.

    Apesar de uma recuperação impressionante e de um esforço conjunto até ao último metro, a vitória no Grupo X2 escapou, deixando a equipa com o 2.º lugar na classificação final do rali. No entanto, o balanço da temporada é motivo de orgulho. A consistência e rapidez demonstradas ao longo de todo o campeonato permitiram a Sousa e Silva somar o maior número de pontos no total de provas disputadas. Porém, o regulamento obrigou a equipa a descartar os 14 pontos de Vieira do Minho, relegando-os para o 2.º lugar final no Grupo X2.

    “Foi, sem dúvida, o nosso melhor rali. Lutámos até ao fim, enfrentámos adversidades e mostramos que podemos competir ao mais alto nível, mesmo contra carros superiores. Sairmos de cabeça erguida e gratos por todo o apoio que recebemos ao longo da temporada”, concluiu Tiago Silva.

    Com os olhos já postos no futuro, Sousa e Silva prometem voltar ainda mais fortes. Agradecem aos patrocinadores e a todos os que os acompanharam nesta jornada: Pictotrucks, Auto Vilar D’Este, AP Granitos, Câmara Municipal de Famalicão, Goldinvest, Clickviaja.com Famalicão, Escola de Condução Guiante, Pastelaria Extremo, BRM Automóveis, JB13 Shop, Restaurante Mikado, Escola de Condução Ases da Estrada, Optical+, Ambiflora, Black Garage, Pneutrofa, DHR Auto, Té Pneus, Yacco Portugal e Kimicar.

  • Equipa 100% feminina nos 360 minutos Sever do Vouga

    Equipa 100% feminina nos 360 minutos Sever do Vouga

    6 pilotos e 5 técnicas formam em exclusivo a ambiciosa equipa DM Motorsport Woman que leva o ‘Poder Feminino’ na sua máxima expressão aos 360 Minutos de Sever do Vouga

    A ideia de criar uma equipa 100% de mulheres surgiu de Vera Cardoso, piloto que se estreou na moralidade em 2016: “estou por dentro de uma equipa onde sou a única mulher e em brincadeira disse que ia criar uma equipa 100% de mulheres e lhes ia mostrar que também somos capazes de fazer todo o trabalho duro”.

    Vera Cardoso trabalha na DM Motorsport desde 2018, equipa que já se sagrou campeã nacional de rallycross nas categorias S1600 (2022 e 2024) e Super Car (2022), também foi campeã rookie kartcross (2022) e vencedora da Taça de Portugal Karcross de Montanha (2024).

    Do desafio à concretização foi um ápice e 6 pilotos femininas, uma engenheira de pista, duas engenheiras mecânicas e uma mecânica vão enfrentar já nos próximos dias dia 21 e 22 de Dezembro os 360 Minutos de Sever do Vouga, que se disputarão a pista de ralicross do Alto do Roçário.

    As pilotos Ana Gonçalves, Andreia Fonseca, Daniela Bastos, Joana Babo, Mafalda Santos e Vera Cardoso vão conduzir um FIAT Uno assistido pela equipa técnica da DM Motorsport formada por Ana Pimenta, Iara Nunes, Luana Ferreira e Rita Faria. Vera Cardoso aponta como objetivo “terminar a prova e mostrar do que somos capazes!”

  • Vítor Pascoal venceu com autoridade entre os GT em Águeda

    Vítor Pascoal venceu com autoridade entre os GT em Águeda

    Voltando a provar todo o seu talento numa das suas modalidades de eleição, Vítor Pascoal, navegado por Ricardo Faria, levou o Porsche 991.2 GT3 Cup do Baião Rallye Team a um triunfo sem contestação na Categoria GT, logrando ainda conquistar um Top 4 na geral da edição 2024 do Águeda Rali Travocar.

    Foi mais uma regresso pontual bem sucedido ao mundo dos ralis de Vítor Pascoal. Atualmente com o seu foco muito mais virado para a Montanha, o ‘Sniper de Baião’ não perde qualquer oportunidade que lhe permita regressar a uma modalidade onde conquistou três dos sete títulos nacionais que ostenta no seu palmarés.

    Desta feita, correspondeu ao convite do CAST- Clube Automovle de Santo Tirso para ser um dos campeões nacionais presentes na 1ª edição do Águeda Rali Travocar, prova que ficou marcada pela presença de muito público e um programa de animação muito bem conseguido.

    “O CAST e a Promolafões estão de parabéns. Rali muito bem organizado, com uma preocupação enorme na sua divulgação e na inclusão no programa de muitos momentos de contacto com os aficionados. Foi uma excelente forma de terminar a época!”, destaca Vítor Pascoal.

    Quanto ao rali propriamente dito,  o craque de Baião realça “o desafio muito duro que tivemos pela frente. Troços que desconhecia por completo e que, pela sua sujidade, não eram muito adaptados às características dos GT. Eu e o Ricardo tentámos impor um ritmo rápido, mas sempre dentro de uma certa margem de segurança e ficamos muito felizes por termos vencido entre os GT. Quanto à geral, seria preciso arriscar muito mais para, nas condições de piso que encontrámos, lutar pelo triunfo. Estamos muito satisfeitos com o resultado”.

    Agora é tempo de descanso, antes da equipa começar a preparar com afinco a próxima época. Em 2025, Vítor Pascoal quer chegar ao pentacampeonato na Categoria GT do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group.

  • Iberian Historic Endurance: Mantém a fasquia elevada e apresenta novos desafios em 2025

    Iberian Historic Endurance: Mantém a fasquia elevada e apresenta novos desafios em 2025

    Depois de um ano de 2024 excepcional para o Iberian Historic Endurance, a mais prestigiada competição de clássicos do sul da Europa, a temporada de 2025 promete ser ainda mais entusiasmante, com novos e excitantes circuitos, onde a adrenalina e a paixão pelo automobilismo estarão presentes a cada curva.

    A temporada que agora culminou registou números recorde, com uma média superior a 40 participantes, comprovando o entusiasmo crescente na Península Ibérica em competir com carros de Turismo e GT, construídos até 1976 e que fazem parte do imaginário dos verdadeiros aficionados do automobilismo. O rigor na implementação dos regulamentos das competições históricas internacionais (Anexo K) e a filosofia dos “3 C” – No Crashing, No Cheating, No Complaining – continuam a ser um cartão de visita de pilotos provenientes de todos os continentes.

    Mantendo uma das características que tornam o Historic Endurance uma competição de referência no panorama europeu, a Race Ready fez questão de marcar presença, uma vez mais, nos mais emblemáticos eventos e por algumas das pistas mais espetaculares desta região do globo. A aposta em eventos de prestígio traduz-se no regresso às 3 Horas de Spa, a prova mais longa da temporada e que abre a temporada, ao Jarama Classic, o maior festival de clássicos de Espanha, ao revitalizado Algarve Classic Festival e ao Estoril Classics, o maior evento de clássicos em Portugal. Para culminar a temporada, o Autódromo do Estoril acolherá os 250 km do Estoril, um “clássico” que celebra a sua 13ª edição no âmbito do Estoril Endurance Festival.

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    O calendário de 2025 tem, no entanto, duas novidades de vulto e ambas em Espanha. Após uma ausência de cinco anos, o Historic Endurance regressa ao Circuito de la Comunidad Valenciana Ricardo Tormo, uma pista que oferece todas as condições, dentro e fora de pista, para proporcionar aos pilotos e equipas uma experiência inesquecível numa das mais modernas infra-estruturas do sul da Europa. A outra novidade é a estreia absoluta do Circuito de Velocidade de Monteblanco no calendário. O circuito situado na província de Huelva, a poucos quilómetros de Sevilha, foi recentemente homologado e conta com uma reta de 960 metros, 18 curvas num traçado de 4,458 quilómetros.

    Para Diogo Ferrão, CEO da Race Ready: “A nossa missão é continuar a proporcionar experiências únicas, mantendo os quatro pilares que nos distinguem e que têm conquistado a confiança e o entusiasmo dos nossos participantes. A seleção dos circuitos será sempre feita com base na excelência, garantindo a máxima qualidade e emoção, o que justifica a inclusão de Valência e Monteblanco no nosso calendário. Pretendemos manter os fins-de-semana de corridas com muito tempo de pista e condições ideais para que os pilotos possam aproveitar ao máximo cada momento. Continuaremos também a apostar em veículos que respeitem integralmente o FIA Appendix K, assegurando que todos os carros cumpram as exigências e tradições do automobilismo histórico, incluindo as decorações autênticas que evocam as melhores memórias. Por último, a nossa equipa entusiástica e experiente estará sempre ao lado dos participantes, para que cada evento seja verdadeiramente inesquecível.”

    Antes do arranque da temporada desportiva, no fim de semana de 22 e 23 de Março, tem lugar no Autódromo do Estoril mais uma edição do “Exclusive Test Day”, uma oportunidade de pilotos e equipas testarem as suas máquinas para a época que se inicia no mês seguinte.

  • Montalegre estreia RallyX Euro League a 29 e 30 de março

    Montalegre estreia RallyX Euro League a 29 e 30 de março

    Depois de já ter sido o palco da primeira prova de sempre do Campeonato do Mundo FIA de Ralicross, em 2014, o Circuito Internacional de Montalegre vai também inagurar uma nova e espetacular competição de cariz internacional, a RallyX Euro League, que arranca em Portugal, a 29 e 30 de março do próximo ano.

    Trata-se de um campeonato que segue a fórmula de sucesso do RallyX Nordic, o espetacular campeonato nórdico de Ralicross, que atrai, normalmente, grandes nomes da modalidade e uma centena de concorrentes por prova, distribuídos por diferentes categorias.

    Andreas Eriksson e a RX Promotion vão expandir o conceito ao sul da Europa e criar duas novas competições: o RallyX South, com 8 provas em quatro países, entre Portugal, Países Baixos, Alemanha e outra localização a divulgar; e a RallyX Euro League, que junta as quatro provas do sul da Europa com as quatro provas do RallyX North, a disputar na Suécia, Dinamarca, Letónia e noutro evento ainda a divulgar. Ao todo, a nova competição europeia terá 16 provas em oito pistas, num formato de jornada dupla em cada fim de semana (uma prova no sábado e outra no domingo).

    Após se ter afirmado como uma das melhores pistas de Ralicross do mundo, Montalegre foi escolhida para abrir o calendário, preparando-se para receber cerca de uma centena de máquinas e categorias com carros de quatro rodas motrizes (incluindo Supercars a gasolina), duas rodas motrizes e kartcross.

    Grandes nomes em perspetiva

    Em 2024, várias equipas do Europeu e do Mundial de Ralicross participaram em provas do RallyX, com nomes como Johan Kristoffersson, Ole-Christian Veiby, Niclas Grönholm ou Oliver Solberg. Para os concorrentes portugueses, há o atrativo-extra de a Nova Motorsport, marca de pneus que tem uma fábrica em Santo Tirso, ser patrocinadora oficial do campeonato. Os pneus usados no RallyX são, por isso, iguais aos utilizados no Campeonato de Portugal.

    Para além disso, em 2025 será criado também a RallyX Americas League, que, no fundo, são os ativos do extinto Nitro Rallycross e ainda um troféu mundial, a RallyX Global League. Está em aberto a possibilidade da RallyX Global League poder deslocar-se a Montalegre, com as máquinas e pilotos vindos dos campeonatos norte-americanos.

    Fátima Fernandes, presidente do Município de Montalegre, destacou a continuidade de Montalegre entre a elite internacional do Ralicross: “fechámos um capítulo dourado, que colocou Montalegre entre as melhores organizações e pistas do mundo, e abrimos outro, que tenho a certeza nos vai manter no mesmo patamar de excelência. O facto de termos sido contactados pelo promotor da nova RallyX Euro League mostra o prestígio do nosso concelho e do nosso circuito, não só entre os aficionados, mas também entre os organizadores que vivem o verdadeiro espírito do Ralicross, o desporto que nos apaixonou ao longo de tantos anos. Tenho a certeza que este novo evento será uma espécia de ‘regresso ao futuro’, com a emoção do Ralicross ‘puro e duro’, mas com verdadeiros motivos de interesse para trazer milhares de pessoas à nossa vila nos dias 29 e 30 de março”.

  • WRCteam com participação positiva nas 24 Horas TT de Fronteira

    WRCteam com participação positiva nas 24 Horas TT de Fronteira

    O quarteto formado por Nuno Carujo, João Bica, Francisco Santos e Humberto Pernão almejou terminar o duro desafio que foi proporcionado pela edição 2024 da icónica prova de resistência organizada pelo ACP Sport.

    O resultado na prova ficaria condicionado muito cedo, quando, logo à terceira hora de competição, um problema técnico no Rivet BMW Fouquet forçou a equipa a recolher o protótipo às boxes, perdendo aí muito tempo.

    Depois, já de madrugada, novo problema levaria o quarteto a ter de “levantar o pé” até ao fecho da prova, para garantir que a equipa via a bandeira de xadrez, objetivo que seria concretizado, sendo um justo prémio para todo o esforço dos pilotos e da equipa técnica do WRCteam.

    Para Nuno Carujo, líder da equipa, o rescaldo é “positivo, mas deixando-nos com alguma frustração. Terminar as 24 Horas TT de fronteira é sempre uma vitória e ficamos felizes, pois era o nosso objetivo principal. Já o sonho do Top 10 ficou muito longe, pois, não só a concorrência está cada vez mais forte, como também o nossos carro teve dois problemas que afetaram a nossa performance de maneira significativa. Esses imprevistos custaram-nos cerca de 4 horas e as 18 voltas que poderíamos ter dado nesse período levar-nos-iam ao Top 10”.

    Carujo afirma, desde já, que “em 2025 cá estaremos!… E, ainda quanto a esta edição, quero agradecer a minha família, que esteve sempre presente, aos pilotos que me acompanharam, a todos os meus amigos, dentro e fora da box, que nos apoiaram e nos deram força para nunca desistir e, em especial, um grande obrigado a nossa excelente equipa de mecânicos que são incansáveis e sem eles nada disto seria possível”.

    O líder do WRCteam deixa “um reconhecimento muito especial aos nossos patrocinadores, Anipura, MCI Reciclagem, Rosado & Filhos, Pasto Alentejano, Crédito Agrícola, Solar do Poço, Barro Negro, Miraldino, TGF Transportes, Paulo Alferes Construção Civil, Monte da Colónia, Sel, Salsicharia Hélder e Diário do Sul. O apoio que nos dão é fundamental para termos as condições que nos permitem ser competitivos e espro que possamos contar com eles em 2025”.

    Nuno Carujo promete que “iremos preparar com afinco a próxima temporada, para conseguir resultados de relevo. Em breve anunciaremos o nosso programa competitivo para 2025”.

  • C1 Eurocup: competitividade e espírito de equipa na festa das 24H C1 no Circuito do Estoril

    C1 Eurocup: competitividade e espírito de equipa na festa das 24H C1 no Circuito do Estoril

    Emoção e competitividade marcaram as 24H C1 Estoril, que encerraram com chave de ouro este domingo. A competição icónica promovida e organizada pela Motor Sponsor, e disputada com os emocionantes e irreverentes C1, desenrolou-se ao longo de 4 dias que se revelaram uma verdadeira festa, dentro e fora de pista, com o sol e a chuva a fazerem-se sentir e a contribuirem para o espetáculo.

    A prova rainha da C1 Eurocup reuniu uma grelha composta por 39 C1’s, com 24 estruturas nacionais e 15 formações estrangeiras, 176 pilotos na luta pelo triunfo e um número recorde de 10 nacionalidades ao cronómetro: Portugal, Alemanha, Bélgica, Bielorrússia, Dinamarca, Escócia, Estados Unidos da América, República Checa, Inglaterra e Países Baixos.

    Um fim de semana de festa, em que o público teve a oportunidade de estar em pista junto de todas as viaturas durante a formação da grelha na sexta-feira e, durante 4 dias, teve acesso gratuito à bancada A, paddock, boxes e pitlane, a par de uma zona social e de lazer, com tenda e box lounge exclusiva, e uma praça de alimentação, com 4 estações de street food. Zonas de convívio por excelência que foram muito apreciadas por todos ao longo das 24H C1 Estoril e que beneficiaram o contacto entre pilotos, equipas e adeptos.

    Já em pista, o evento contou com treinos privados na quinta-feira, 5 de dezembro, seguindo-se 3 dias de competição com um formato inovador de 3X8H: 1 período de 8H realizado entre sexta-feira e domingo, respetivamente, e o cronómetro a contar em contínuo. Um formato que manteve intacto o espírito das 24H, mas que colocou novos desafios a todas as estruturas na luta pelo triunfo em cada classe: PRO (8), AM (13), GEN1 (3), UK (9), BE (4) e DK (2).

    No primeiro momento oficial em pista, os treinos cronometrados, a melhor marca de todo o pelotão foi assinada pela Oeste Racing 1, equipa belga a militar no C1 nº 143. Porém, este foi apenas um aperitivo para o que estava por vir, a jornada de 24H. Uma corrida que centraria todas as atenções e que, antes de começar, teve um Microlino, marca recém chegada a Portugal pela mão do C. Santos VP, a realizar a volta de safety car na abertura da prova.

    Nos 3 dias de corrida, a emoção foi palavra em todas as classes. Na PRO, o triunfo acabaria por sorrir ao C1 nº 330, da WallUp Woodlab, formação composta por Jorge Passanha, Pedro Antunes e Gonçalo Gaivão, que haviam terminado o dia de sexta-feira e sábado na frente, mantendo a mesma toada este domingo. No final, os pilotos destacaram: “Queremos agradecer a toda a equipa e em particular aos mecânicos. O carro esteve impecável, nem uma avaria e a vitória é deles”, acrescentando, “queremos destacar o trabalho de boxes, o espírito de equipa e nós também guiámos qualquer coisa”, referiram entre risos. Na discussão do segundo posto, a TZI Designs Racing Team, com o C1 nº 33 de António Ferreira, Reinaldo Fonseca, Tiago Mesquita, João Moreira, superiorizou-se ao C1 nº 22 da Termolan, de João Lousada, José Artur Teixeira, André Moura, André Ferreira, Estevão Oliveira e Raul Delgado.

    Na AM a vitória foi muito disputada entre duas estruturas estreantes. No final, o triunfo foi alcançado pela Mafra C1 Team, no C1 nº 264, equipa formada por Pedro Baiona, Paulo Fiúza, António Baiona, Carlos Silva, Gonçalo Boaventura, Alexandre Alves e Dario Alves. “O Paulo acreditou, nós todos acreditámos e o segredo desta vitória é a consistência da equipa e esta vitória é dedicada a Mafra. Mafra Sempre!”, referiram no final. O lugar intermédio do pódio foi assim obtido pelo C1 nº 80 da L&P Racing, formada por Luís Alcino, Pedro Cruz, Pedro Alves e Filipe Ferreira. No terceiro posto terminou a TimGuinvest de Hugo Antão, Guilherme Antão, Paulo Manso, Helder Assunção, no C1 nº 38.

    A GEN 1 viveu um carrossel na troca de líderes ao longo de todo o evento e no final a vitória foi assinada pelo C1 nº 111 da Autocloche, que alinhou com Pedro Escarigo, Pedro Pinto, João Tiago Godinho, Pedro Faustino, Emanuel Saraiva e Nuno Farias, pilotos que comentaram: “No meio de muitos azares conseguimos vencer. A assistência esteve muito bem e estamos muito felizes.” A segunda posição foi ocupada pelo C1 nº 89 da AISIN – Japopeças, equipa formada por João Viegas, André Marques, André Araujo, Ricardo Ferreira e Ricardo Leitão. O pódio foi fechado pelo C1 nº 27 da Formula F, estrutura de Paulo Santos, Alexandre Nabuco, Rafael Antunes e António Cristas.

    Na classe UK a liderança esteve nas mãos da JWBird 1 deste o primeiro dia e assim se manteve até ao final. A equipa do C1 nº 347, composta por Philip House, Paul O’Neill e Nicholas Beaumont foi assim a vencedora do fim de semana, sublinhando: “Muito obrigado por este excelente evento, muito bem organizado e no qual fomos muito bem recebidos, adorámos.” No segundo posto ficou o C1 nº 346 da Emax Motorsport 3, com James Little, Jake Little, David Alstadter e Stuart Ratcliff, com o pódio a ser completado pelo C1 nº 449 da JWBird 3, com Paul Dehadray, Kieran Griffin e Joe Roach.

    A classe BE teve como vencedor a Oeste Racing 1, no C1 nº 143, equipa de Calvin de Groot, Andy Gaban, Lancelot Alsteens e Maxime Alsteens que liderou todo o evento. “Vencemos hoje, foi ótimo. A pista é muito desafiante e estamos muito satisfeitos com o trabalho levado a cabo por toda a equipa.” O segundo posto foi alcançado pelo C1 nº 283 da Emax Motorsport 4, conduzido por James Little, Jake Little, David Alstadter e Stuart Ratcliff. A terceira posição ficou nas mãos do C1 nº 243 da Oeste Racing 2, com Laura Vos, Filip Bartos, Laurenz Rühl, Laszlo van Houwelingen e Mathias Ronzani.

    Na classe DK o triunfo foi para o C1 nº 455 da BM Sport DK 1, estrutura formada por Per Bernd, Bent Dyhre Hansen, Sebastian Petersen e Torben Nielsen. “Estamos muito felizes com a vitória, foi uma grande corrida. Gostamos muito do formato de 3X8H e obrigado por nos receberem. E no próximo ano estaremos de volta com toda a certeza.” A segunda posição ficou nas mãos do C1 nº 451 da MHO-Co, com Mik Henriksen Frederik Mark Henriksen, Nick Stentved e Joachim Lee Holmstoel.

    Uma prova que Ricardo Leitão, gestor operacional da Motor Sponsor e responsável pela relação com Pilotos e Equipas, enaltece: “Arriscámos um formato inédito e a aposta está ganha. Termos 176 pilotos, 39 C1’s e um recorde de 10 nacionalidades na estreia das 24H C1 no Circuito do Estoril deixa-nos muito satisfeitos. Foram 4 dias de verdadeira festa. Em pista a prova foi marcada pela competitividade e incerteza, com muito equilíbrio em cada classe, e fora de pista sobressaiu o grande ambiente e convívio vivido entre todos. Ver a satisfação e sorrisos no rosto de pilotos, equipas e público é muito gratificante e o melhor que levamos de cada fim de semana. Obrigado à ACDME por todo o trabalho e uma palavra em especial para os Comissários Desportivos, que tiveram uma longa jornada pela frente. Os melhores resultados alcançam-se em equipa e foi isso que aconteceu este fim de semana. Muito obrigado a todos!”

  • Equipa Andrade vence pela nona vez em Fronteira

    Equipa Andrade vence pela nona vez em Fronteira

    Pela nona vez na história das 24 Horas TT Vila de Fronteira, a equipa Andrade Competition subiu ao lugar mais alto do pódio, através do luso-francês Alexandre Andrade e pelos franceses Cédric Duple, Yann Morize e Florent Charvot.

    Um quarteto que aliou a rapidez à consistência, apesar de não ter tido uma prova isenta de percalços no M.M.C. Proto Nissan. “Mais uma vitória. É sempre o mesmo sentimento. Estou muito feliz por toda a equipa. O Cedric fez um trabalho ‘top du top’. Ao longo da corrida, tivemos vários problemas mecânicos. O motor não está a funcionar bem. O alternador também falhou e tivemos problemas com a gasolina. É uma vitória muito difícil, mas estamos aqui. Vencer em Fronteira é sempre muito especial. São as terras do meu pai” disse Alexandre Andrade, que não escondeu a emoção e terminou as declarações com a voz embargada.

    O segundo lugar foi conquistado pelos franceses: Louis Lauilhé, Pierre Lauilhé e Lucas Lambert. Este foi o quarto pódio conquistado pela formação. “Estamos muito felizes, viemos com um grande amigo em honra ao meu pai. Este resultado é lindo! Quero agradecer imenso a todos que nos ajudaram a entrar nesta aventura. Fazer tudo isto e terminar com este resultado é mágico, mas o nosso principal objetivo era mesmo divertir-nos e isso também conseguimos. Em relação ao carro, não foi perfeito, mas o único problema que sentimos esteve relacionado com a embraiagem e a direção”, explicou Louis Lauilhe, o piloto que viu a bandeira de xadrez.

    Aos comandos de um Mitsubishi Pajero, a equipa letã constituída pelos pilotos Igors Skoks, Rudolfs Skoks e Arvis Pikis assegurou a terceira posição, sendo a quarta vez que subiu ao pódio de Fronteira. “A corrida não foi nada fácil, por isso, este terceiro lugar é um excelente resultado. O carro esteve muito bem e conseguimos ser consistentes. Mas também tivemos problemas, de aderência e de motor. A pista, este ano, estava incrível. Bem melhor do que no ano passado. Foi muito divertido”, afirmou Rudolfs Skoks.

    No quarto lugar e com a vitória na categoria Challenger terminou a primeira equipa 100% portuguesa, constituída por Filipe Marques/Ricardo Martins/André Serrano/Gonçalo Oliveira, aos comandos de um Can-Am. Um resultado inesperado, uma vez que foi herdado precisamente na derradeira volta. “Em primeiro lugar, quero dar um abraço à equipa do Amândio [Alves], que lideravam à entrada da última volta. Eles foram melhores que nós e não quero deixar de lhes dar um abraço. Mas claro que estou muito orgulhoso da minha equipa e daquilo que montámos, estes anos, para reforçar a cultura da empresa Momsteel. Esta é a festa do todo-o-terreno e nós temos muito orgulho em participar nela”, afirmou Filipe Marques.

    As formações Marco Martins/Marco Marques/José Martins (Nissan Proto), Jorge Cardoso/Alexandre Cardoso/Marco Cardoso (Can-Am), Denis Olivet/Patrice Couillet/Pierre Couillet/Fernando Malatesta/Fernando Ferrand (Can-Am), Jérome Destringuez/Charles Roches/Hervé Crevecoeur/Benoit Pepe (Can-Am), Sébastien Guyette, Stephane Gilissen/Killian Gilissen/Alexandre Beaujon (Can-Am) e Gaston Hanot/Maxime Hanot/Mathéo Hanot fecharam o grupo dos dez primeiros à geral.

    Referência, ainda, para os sucessos, nas classes respetivas, das equipas João Lourenço/Américo Santos/Carina de Castro/Igor Santos (Stock), Tony Salvatore/Patrick Martin/Pascal Genty/Jerôme Naquar (SSV), Johannes Senders/Stijn Van Erp/Marcelo Paulino/Sjoerd de Bij (Promoção C), Diogo Rogério/André Luís/Luis Ferreira/Bruno Custódio/Lucas Subtil (Promoção A) e Joaquim Serrão/Luis Silva/Diogo Silva/Luis Lino/João Pinheiro (Promoção B), estes últimos ao volante da famosa Peugeot 504.

    Recorde-se que, na véspera (sábado), a bp Ultimate 4 Horas SSV Vila de Fronteira abriu o programa da grande festa do todo-o-terreno nacional, com os competitivos SSV a proporcionarem um excelente espetáculo aos muitos milhares de espetadores espalhados nos 16,4 quilómetros de extensão da pista. Vitória de Luís Cidade, um regresso ao lugar mais alto do pódio, depois do triunfo na edição de 2019. “Fiz uma boa corrida. Gosto sempre de vir a Fronteira. Gosto da pista e o terreno estava espetacular”, sublinhou o jovem piloto da Can-Am Off-Road Portugal.