João Ferreira e Filipe Palmeiro venceram a Baja Dubai, na categoria Ultimate, somando os pontos necessários para vencerem a Taça do Mundo de Bajas da FIA.
Com este feito, a dupla junta ao seu palmarés um triunfo histórico, numa temporada onde já haviam conquistado a Taça da Europa de Bajas e o Campeonato de Portugal de Todo-o-Terreno. O jovem piloto de Leiria, garante assim um pleno de conquistas na temporada 2024. A Baja Dubai serviu ainda para a dupla preparar o Dakar 2025, onde competirá, já em Janeiro, ao volante do Mini JCW Rally Plus T1+.
“Estamos muito orgulhosos por mais esta conquista, e por levar mais longe o nome de Portugal. Fazê-lo ao volante do MINI, com combustíveis 100% Renováveis da REPSOL é ainda mais especial e prova que estes dois elementos fundamentais, utilizados em conjunto conseguem vencer em qualquer tipo de prova. Quero agradecer naturalmente ao Filipe Palmeiro e à X-Raid pelo trabalho fantástico que nos permitiu estar ao mais alto nível ao longo de toda a temporada”, afirmou o piloto.
O Dakar Rally 2025, próximo desafio da dupla, arranca a 3 de Janeiro na Arábia Saudita.
A jovem Mariana Machado conquistou a Ladies Cup, depois de cumprida a segunda e última jornada da competição promovida pela Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting (FPAK) e a CRM Motorsport com o propósito de fomentar a presença feminina no desporto automóvel.
Aos 20 anos, a piloto de Vila Verde (Braga), que em 2015 fez história no automobilismo nacional, ao ser a primeira mulher a sagrar-se campeã nacional de karting, então na categoria juvenil, foi a mais forte no conjunto das 7 corridas disputadas no âmbito do Troféu Caterham, na pista do Autódromo Fernanda Pires da Silva, no Estoril. Isto já depois de em 2023 ter participado no FPAK Júnior Team de Velocidade.
“Esta época, a minha experiência foi determinante, não só nos Caterham, pois já tinha feito antes uma corrida em Portimão este ano, mas também do karting, acumulada desde os 5 anos de idade. Quanto a mim, a condução e o comportamento dos Caterham são muito semelhantes à dos karts e creio que isso me conferiu vantagem face às minhas adversárias”, confessa a vencedora da primeira edição da Ladies Cup.
Mariana Machado totalizou 175 pontos, com Jennifer Costa e Sofia Correia, ambas somando 137 pontos, na segunda posição. Margarida Barbosa e Rafaela Barbosa (131 pontos) concluíram no último lugar do pódio. Mariana Posser de Andrade (87), que fez a sua estreia no desporto automóvel nesta segunda jornada estorilista, foi quarta classificada, na frente de Matilde Magalhães (84) e de Ann Hall (80).
Com uma carreira de sucesso no karting – “acho que nunca vou abandonar os karts em definitivo e espero, de vez em quando, poder disputar algumas corridas, foi lá que cresci como piloto, adoro aquele tipo de competição…” –, a campeã da Ladies Cup tem agora uma nova paixão: os Caterham. E o futuro da sua carreira poderá passar pelas competições com esse monolugar, como adiantou:
“Não tenho ainda nada definido, mas gostava imenso de participar nos campeonatos de Caterham. Vou centrar todos os meus esforços na angariação de apoios, que é a parte mais difícil de conseguir, para esse projeto. Não vou desistir de estar ao volante de um Caterham em 2025”.
Dos ralis e da aprendizagem colhida da participação no FPAK Júnior Team de Ralis em 2022 também ainda ficou alguma saudade, de tal modo que Mariana Machado não rejeita a ideia de um dia poder voltar…
“É claro que a adaptação à velocidade foi muito mais rápida, devido a tudo o que aprendi na ‘escola’ do karting, mas o meu coração ainda bate muito pelos ralis. Adorei a experiência do FPAK Júnior Team de Ralis’2022 e isso é algo que adorava ter continuado a fazer. No entanto, reunir apoios para os ralis, que implicam verbas maiores, torna-se ainda mais difícil. Aliás, nessa modalidade o processo de evolução torna-se muito mais demorado para quem é oriundo da velocidade, mas adorava, caso surgisse a oportunidade, voltar a fazer ralis”.
Face ao êxito alcançado esta temporada no ano de lançamento, é já uma certeza que a FPAK manterá a Ladies Cup no seu calendário desportivo em 2025, procurando que esta competição se afirme como uma referência e ciente de que a presença feminina desporto automóvel tem, cada vez mais, potencial para crescer.
Rali de Alitem vai para a estrada nos dias 30 de novembro e 1 de dezembro em Albergaria dos Doze e Pombal.
Pedro Silva vai encerrar a temporada no Rali de Alitem. “Um rali organizado pela Escuderia Castelo Branco, sendo o meu clube não poderia deixar de participar”. Com os olhos postos no futuro, o embaixador da Beira Baixa, já está a considerar a fase de terra da próxima época, “Queremos ser competitivos e para isso temos de começar o trabalho o mais rápido e consistentemente possível”.
O jovem piloto não esconde que é cada vez mais exigente conseguir montar um projeto com a qualidade e dimensão dos que nos tem vindo a habituar. “Temos os nossos objetivos bem definidos, temos trabalhado afincadamente para levar a bom porto o nosso projeto para 2025 com novas experiencias para empresas e parceiros”.
Pedro Silva e Ricardo Moura, ambos associados do clube Albicastrense partem para o Rali de Alitem 2024 com o objetivo principal de testar o peugeot208 Rally4 bem como a equipa, mas sem perder de vista a competitividade. O piloto está determinado na lutar pela vitória nas 2 rodas motrizes e a alcançar um lugar no pódio geral. “vamos sem pressão, queremos desfrutar e tirar boas elações de voltarmos a terra”.
Henrique Chaves disputa no próximo fim-de-semana a última prova da Endurance Cup do GT World Challenge Europe, as 6 Horas de Jeddah, uma novidade e um desafio que o piloto oficial da Aston Martin Racing está determinado em enfrentar e em garantir um bom resultado.
O português termina a época deste ano numa pista completamente nova para todos, o Jeddah Corniche Circuit, na Arábia Saudita, um traçado citadino que foi erigido para o Campeonato de Mundo de Fórmula 1, mas que este ano recebe o evento encerramento de época da mais importante competição dedicada a GT da Europa.
Num circuito de alta velocidade, entre muros e com inúmeras curvas cegas, onde os erros se pagam caro, será necessária uma rápida adaptação tanto da parte das equipas, no caso a Walkenhorst Motorsport, como dos pilotos. Só assim será possível ganhar confiança para atingir um bom nível competitivo, mas Henrique Chaves confiante. “É um circuito novo para todos, o que nos deixa em plano de igualdade e será quem tiver feito um melhor trabalho de casa e ambientação que ficará numa situação mais confortável. Penso que a equipa se preparou muito bem e eu estive a rodar no simulador, mas claro, quando entrarmos em pista é que veremos onde estamos. Acredito que é um bom ponto de partida, mas vamos ter de estar em constante evolução ao longo do fim-de-semana, dado que a pista também deverá mudar consideravelmente ao longo dos dias”, sublinhou o piloto de Torres Vedras.
Apesar de todas as incógnitas que rodeiam as 6 Horas de Jeddah, Henrique Chaves está optimista e determinado para terminar a temporada com um bom resultado aos comandos do Aston Martin Vantage GT3 que divide com David Pittard e Ross Gunn. “Este ano, algumas contrariedades impediram-nos de alcançar o pódio, mas já mostrámos que temos potencial para isso. Vamos trabalhar desde a primeira sessão de treinos-livres para sermos competitivos e podermos lutar pelos lugares da frente. É um circuito complicado e uma corrida longa, mas sabemos que temos um carro com potencial e seria uma boa forma de terminar a temporada, colocar o Aston Martin, que se estreou este ano, no pódio”, concluiu o piloto português.
O programa oficial das 6 Horas de Jeddah tem o seu início na sexta-feira com uma sessão de treinos-livres e a Pré-Qualificação. A qualificação (8h45) e a corrida (14h00) disputam-se no domingo, podendo ser seguidas em directo através do website oficial da GT World Challenge Europe.
A Batina Racing disputa no próximo fim-de-semana a última etapa do Campeonato de Portugal de Velocidade de 2024, que se realiza no Autódromo do Estoril, esperando os seus pilotos dar boas indicações para a próxima temporada.
A formação de Aveiro trocou de carro a meio da temporada, substituindo o seu BMW M4 GT4 por um novíssimo Toyota GR Supra GT4, tendo nas duas últimas rondas passado por um período de adaptação às exigências da sua mais recente máquina. No Autódromo Internacional do Algarve a Batina Racing encontrou uma boa afinação base para o automóvel japonês, passando a seguir esse caminho técnico, o que se traduziu numa evolução do ritmo que Sérgio Azevedo e Orlando Batina conseguiram imprimir.
No próximo fim-de-semana, no Autódromo do Estoril, os pilotos da formação de Aveiro pretendem confirmar o bom caminho traçado e mostrar o verdadeiro potencial do Toyota GR Supra GT4. “Trocar de carro a meio da temporada é sempre difícil, mas tanto nós como a equipa estamos mais adaptados e no Algarve demos bons passos no conhecimento técnico do Toyota, que está agora mais próximo daquilo que esperamos. Vamos correr em casa, um circuito que conhecemos bem, e, por isso, vamos aproveitar para continuarmos a conhecer o carro e preparar 2025, mas queremos conquistar um bom resultado frente aos muitos amigos que seguramente estarão no Autódromo”, afirmou Sérgio Azevedo.
Orlando Batina mostra-se, também, confiante para a prova do próximo fim-de-semana, colocando objectivos ambiciosos. “Já conhecemos melhor o carro e no Algarve já pudemos sentir melhor o seu potencial, portanto, vamos para o Estoril com mais segurança do que poderemos fazer. Vamos trabalhar, a concorrência é forte, mas penso que poderei fazer um ‘top-5’ na minha qualificação e nas corridas acredito que temos condições para terminar entre os dez primeiros. Vamos dar o nosso melhor”, concluiu o jovem de Aveiro.
O programa oficial da ronda do Autódromo do Estoril do Campeonato de Portugal de Velocidade, que faz parte do Estoril Endurance Weekend, terá o seu início no sábado, com os treinos-livres e as qualificações, realizando-se as suas corridas no domingo – a primeira às 10h15 e a segunda às 13h50 – podendo ambas ser seguidas em directo através da A Bola TV e do canal de YouTube da competição.
A TOYOTA GAZOO Racing (TGR) está preparada para enfrentar o próximo Rali Dakar com uma forte equipa de seis DKR Hilux Evo, combinando a experiência e o talento da TOYOTA GAZOO Racing e da TOYOTA GAZOO Racing África do Sul (TGRSA). Juntamente com a equipa Land Cruiser Toyota Auto Body (TLC) e a HINO TEAM SUGAWARA, estão prontos para as desafiantes etapas do Dakar 2025.
Com uma mistura de veteranos experientes e estrelas em ascensão, a entrada da TGR em 2025 é reforçada por uma parceria mais estreita com a Repsol. Isto marca um compromisso com as energias renováveis e tecnologias de combustível de ponta, contribuindo para a estratégia Toyota do caminho com multi-tecnologias.
Com base no seu sucesso no Campeonato Mundial de Rally-Raid de 2024 (W2RC), onde Lucas Moraes e Seth Quintero contribuíram para a vitória da Toyota no Campeonato de Construtores, a equipa vai para o Dakar com a determinação de levar o momento do W2RC para o novo ano. Sendo a ronda de abertura da temporada 2025 do W2RC, o Rali Dakar é fundamental para definir o tom do campeonato, tornando um forte resultado vital para as aspirações da equipa ao título.
A equipa TGR para o Dakar 2025 tem uma abordagem dupla, composta por dois componentes distintos. A equipa TOYOTA GAZOO Racing, em representação da Toyota Motor Europe, apresenta as estrelas em ascensão Lucas Moraes, o brasileiro que dispenas apresentações irá alinhar com o co-piloto Armand Monleon, e Seth Quintero com o co-piloto Dennis Zenz. Esta dupla de jovens incorpora a filosofia da TGR de escolher jovens talentos, proporcionando-lhes uma experiência inigualável e oportunidades para se desenvolverem no mundo do rally-raid.
O Rali Dakar 2025 marca também uma parceria reforçada com a Repsol, que continua a ser um patrocinador chave da TGR. Esta parceria reflete a dedicação da TGR à inovação sustentável; a Repsol demonstra a sua experiência em combustíveis renováveis, desempenhando um papel fundamental na estratégia Toyota do caminho com multi-tecnologias. Apoiando um futuro de neutralidade carbónica no desporto motorizado. A marca Repsol será orgulhosamente exibida nos carros da TGR e no vestuário da equipa, simbolizando uma visão partilhada para o desporto motorizado sustentável que impulsiona a procura de soluções de energia renovável.
Juntamente com a TGR, a TOYOTA GAZOO Racing África do Sul (TGRSA) terá uma equipa de quatro DKR Hilux Evo, incluindo Giniel de Villiers em parceria com Dirk von Zitzewitz, Henk Lategan com o co-piloto Brett Cummings, Guy Botterill com o co-piloto Dennis Murphy e Saood Variawa com o co-piloto François Cazalet. Juntos, este alinhamento abrangente de seis DKR Hilux Evo forma uma das equipas mais versáteis e equilibradas na grelha do Dakar, combinando uma nova mentalidade e energia com décadas de experiência numa única equipa oficial Toyota.
Reforçando os esforços da equipa TOYOTA GAZOO Racing, para o Rali Dakar 2025, a Team Land Cruiser Toyota Auto Body (TLC) irá competir na categoria T2 Stock com dois veículos de rali baseados no Land Cruiser 300 GR SPORT e a HINO TEAM SUGAWARA irá competir com um veículo baseado na HINO 600 Series.
O Rali Dakar 2025 promete uma rota que abrange as variadas paisagens da Arábia Saudita, levando as equipas através de dunas do deserto, trilhos rochosos e secções de alta velocidade em vastas planícies abertas. O rali irá mais uma vez testar os limites da resistência, da navegação e do desempenho dos veículos ao longo de 14 etapas extenuantes, com desafios concebidos para levar até as equipas mais experientes aos seus limites. Como primeira ronda da época 2025 do W2RC, um forte desempenho em Dakar será fundamental para preparar a TOYOTA GAZOO Racing para outra campanha de sucesso no campeonato.
O pano caiu sobre o Campeonato Start Sul de Ralis 2024 com a realização do 3º Rali de Tavira, prova organizada pelo Clube Automóvel do Sul. Armando Carvalho e Ana Santos partiram para esta prova com olhos postos na vitória e no título, mas dependiam de terceiros para levantarem o cetro.
“Sabíamos que tínhamos uma tarefa difícil por isso a única coisa que podíamos controlar era o nosso resultado e, foi com essa garra e ambição que lutamos de unhas e dentes. Fizemos um campeonato notável com 4 vitórias incontestáveis, onde os pontos negativos foram as 2 desistências, no Casinos do Algarve por cedência de uma rótula de suspensão quando éramos líderes e em Ourique com a cedência do motor mesmo antes de da prova começar. Conseguimos vencer em Tavira, mas, apesar de não ter conquistado o galardão de pilotos vamos levar para Vila Nova de Poiares o de navegadores. A nossa navegadora sagrou-se campeã e estamos imensamente felizes e orgulhosos do título conquistado”, começou por dizer Armando Carvalho.
“Esta prova teve um início atípico onde, por indicações do médico da prova, não foi dada ordem de realização das duas passagens em Santa Cristina da Fonte do Bispo por não estarem reunidas as condições de segurança para a disputa daquelas especiais, fazendo com que andássemos de um lado para o outro. O rali só se iniciaria na Supre Especial onde conseguiríamos um quarto lugar a apenas 2 segundos do vencedor, o que nos deixou mais tranquilos e confiantes para o dia seguinte. No segundo dia de prova a ementa era a dupla passagem pelas especiais de Conceição e Asseca e sabíamos que tínhamos que dar tudo para alcançar os nossos intentos. A primeira especial do dia foi ganha pelo nosso opositor, mas depois disso arriscamos e vencemos todos os troços até final, terminando a prova com uma vantagem de 20,5s para o João Bica”, disse o piloto.
“Queremos felicitar o João Bica e a sua estrutura pela vitória no campeonato, mas também felicitamos a nossa Ana pelo seu esforço, dedicação, paixão e profissionalismo. Uma palavra de agradecimento muito especial aos nossos patrocinadores e parceiros que nos têm apoiado e que sem eles nada disto seria possível e também à nossa equipa de assistência Domingos Sport por todo o profissionalismo e dedicação durante toda a temporada. UM grande bem-haja por todo o vosso apoio”, finalizou Armando Carvalho.
A 21.ª Subida Arona – La Escalona, válida para a Taça de Espanha e para os Campeonatos Provincial de Tenerife e de Montanha Recalvi (Velocidade e Históricos de Regularidade) foi o palco da última prova de montanha do ano para a JC Group Racing Team. A convite da organização, a estrutura portuguesa foi até Tenerife para se juntar ao excelente plantel que contava com alguns dos melhores da montanha europeia.
Eram 115 os inscritos para esta prova nas Ilhas Canárias, dos quais 96 competiram na secção de Velocidade, 7 na Regularidade e 12 na FórmulaRally. Nomes como Simone Faggioli, Christian Merli, Alexander Hin, Fausto Bormolini estavam na lista de inscritos. Ilustres convidados que fizeram subir o nível da prova. Para a estrutura portuguesa, o foco estava apenas em participar, tentar o melhor possível e aproveitar a oportunidade.
Foi o que fez José Correia, ao volante do Norma FC20, mesmo não fazendo a última subida na Categoria II. Num fim de semana que foi de evolução constante, faltou a última subida para fechar as contas. Ainda assim, o chefe de equipa da JC Group Racing Team ficou contente com a experiência:
“Vínhamos sem expectativas, apenas para fazer o melhor possível, mais focados em aproveitar esta oportunidade e aprender com os melhores. Acabei por ficar algo distante dos primeiros lugares, mas a equipa trabalhou bem. Não foi um resultado excelente, mas o balanço final é positivo. Diverti-me, a equipa esteve entre algumas das melhores estruturas da Europa e já começamos o trabalho para 2025, que deverá trazer boas novidades. Uma palavra de apreço ao Carlos e especialmente à Beatriz que esteve muito perto de conseguir o pódio na sua classe.”
Beatriz Correia foi amais rápida das pilotos femininas e por isso subiu ao pódio. Esteve também perto de trazer um troféu para casa da Classe 4. Aos comandos do seu CUPRA TCR, a jovem piloto destacou-se entre as pilotos femininas e ficou apenas a poucas décimas do pódio na Classe 4:
“Foi mais um fim de semana bom de aprendizagem. Consegui fazer tempos competitivos desde início, conseguindo ser bastante regular em todas as subidas, o que me deixa satisfeita. Não consegui o pódio na classe por poucas décimas, mas consegui ser a mais rápida entre as piloto femininas, o que me levou a subir ao 1º lugar do pódio. O foco era ganhar experiência e não cometer erros, o que foi feito.Estou satisfeita com o meu desempenho.”
Carlos Gonçalves também deixou Tenerife com a sensação demissão cumprida. Ciente que ia encontrar uma concorrência forte, focou-se apenas na diversão e em fazer o melhor possível. Terminou em quinto da Classe 3, no seu Mitsubishi Lancer Evo X, um resultado que acabou por ser positivo:
“Não vinha com expectativas para este fim de semana. O objetivo era divertir-me, aprender e ganhar mais tempo com o carro, o que foi conquistado. Foi uma boa forma de encerrar a temporada, numa excelente prova.”
Termina assim a época de Montanha 2024 da JC Group Racing Team. Um ano preenchido com provas pela entre Portugal e Espanha. Um ano em que se acumularam muitos pódios e boas prestações. A equipa ainda tem pela frente mais uma prova de Velocidade, Estoril Endurance Festival nos dias 30 de Novembro a 1 de dezembro, onde encerra a época da JC Group Racing Team.
Depois da estreia auspiciosa no primeiro fim de semana da Ladies Cup, Rafaela Barbosa voltou a mostrar bons apontamentos no segundo e derradeiro fim de semana da taça, uma iniciativa da FPAK e da CRM, aberta a pilotos femininas. Depois de um processo de seleção, 10 pilotos foram mostrar o seu potencial num breve teste, onde foram escolhidas as quatro mais rápidas do grupo. Rafaela Barbosa foi uma das selecionadas para participar em dois eventos(ambos nos Estoril) com o apoio da CRM e da FPAK.
O primeiro fim de semana, no Racing Sound Fest, já tinha sido positivo, com a jovem piloto a adaptar-se rapidamente aos desafios do Caterham, uma máquina diferente do que está habituada. Apesar de ser a mais jovem e inexperiente na Velocidade, Rafaela demonstrou evolução constante e protagonizou uma intensa disputa pelo segundo lugar na sua corrida. Um toque no final acabou por tirá-la da pista a poucas curvas da meta, mas foi uma bela primeira amostra do que poderia ser capaz.
Neste segundo fim de semana, no Caterham Festival, aplicou a mesma fórmula da primeira passagem, focada apenas na sua evolução, aprendizagem, ganhando competitividade a cada volta. Na qualificação deu logo bons sinais, com o quarto tempo, num lote de seis participantes. Rafaela Barbosa, que dividiu carro com outra piloto da Ladies Cup, esteve em pista nas Corridas 2 e 4, onde mostrou uma evolução significativa. Na primeira corrida, terminou em terceiro, garantindo um seu primeiro pódio nesta competição. Mas o melhor estava guardado para a Corrida 4, onde voltou a repetir o terceiro lugar, aproximando-se mais das pilotos que terminaram à sua frente. Dois pódio se uma trajetória ascendente confirmada pelo cronómetro:
“O balanço do fim de semana é muito positivo. Correu tudo bem e consegui evoluir a cada ida para a pista. Na sexta-feira, os treinos livres correram bem e permitiram-me adaptar ao traçado da pista, ligeiramente diferente face à minha primeira visita ao Estoril. A pista estava seca e consegui fixar as trajetórias ideais. No entanto, a Qualificação já foi disputada à chuva, o que complicou mais a tarefa. Ainda assim, consegui ter um bom andamento e terminei o dia satisfeita com a minha prestação. No sábado, as duas corridas que fiz foram muito boas. Consegui terminar em terceiro lugar nas duas, sendo que as duas primeiras classificadas tinham carros com cilindrada superior. Como tal, fiquei muito satisfeita com os resultados obtidos. Foi uma excelente experiência, onde aprendi muito e entendi um pouco melhor como é a competição em circuitos. Agradeço à CRM e à FPAK pela excelente iniciativa, que permite abrir a porta do automobilismo a pilotos como eu. Espero que este tipo de competição ganhe cadavez mais força no nosso país, pois há muitas pilotos com talento”.
É uma das grandes novidades do calendário deste ano: o Transnorte Rally Raid, que decorre, de 2 a 8 de dezembro, no Norte de Portugal. O Município de Macedo de Cavaleiros será o centro nevrálgico da prova, organizada pelo CAMI Motorsport, com o apoio da FMP – Federação de Motociclismo de Portugal, da FIM – Fédération Internationale de Motocyclisme e do Hellas Rally Raid.
Os pilotos portugueses têm uma oportunidade de participar numa prova única, juntando-se a pilotos vindos de toda a Europa que não vão querer perder também a última prova do Campeonato Europeu.
A maior aventura off-road disputada a Norte de Portugal, e novidade no calendário automobilístico nacional e internacional, está a ser preparada ao pormenor. Seis dias de pura adrenalina, com 200km de classificativas por dia, explorando os melhores trilhos de moto ou SSV.
Em Macedo de Cavaleiros ficará também o Bivouac, com condições únicas para as assistências das equipas (recinto da Feira de São Pedro e nos Pavilhões Multiusos, com balneários e zonas de refeições). Hospitalidade sem igual, numa região rica em património natural e gastronómico.