Autor: VMotores

  • José Maria Marreiros / Pedro Marreiros: fim-de-semana difícil, resultado positivo

    José Maria Marreiros / Pedro Marreiros: fim-de-semana difícil, resultado positivo

    José Maria Marreiros e Pedro Marreiros não tiveram uma passagem fácil pelas 2 Horas de Barcelona, a derradeira etapa do Campeonato de España de GT, conseguindo ainda assim um positivo quinto lugar na sua classe.

    A dupla pai e filho esperavam um fim-de-semana desafiante no Circuit Barcelona – Catalunya, dado o numeroso e competitivo pelotão da competição hispânica, que exigia um evento perfeito de qualquer equipa que desejasse terminar nas posições cimeiras. Num circuito que José Maria Marreiros desconhecia e onde Pedro Marreiros já não competia há anos, o duo do Porsche 992 GT3 Cup número 140 preparado pela Veloso Motorsport tinha uma tarefa exigente pela frente.

    A qualificação não correu da melhor forma ao duo, tendo José Maria Marreiros mostrado uma crescente adaptação, mas Pedro Marreiros não conseguiu tirar o melhor partido dos pneus novos, o que no final significou o nono lugar da grelha de partida, sexto entre os concorrentes da classe GTC.

    O domingo amanheceu chuvoso, prometendo uma prova de grande exigência, o que se veio a verificar, com inúmeras saídas de pistas de diversos pilotos, que provocaram situações constantes de Safety-Car e impediram Pedro Marreiros, que realizou o primeiro ‘stint’, de ganhar ritmo e subir na classificação, tendo, contudo, evitado qualquer saída de pista num asfalto traiçoeiro. Apesar de um desaproveitamento estratégico, ao não parar para reabastecer com a prova neutralizada, José Maria Marreiros conseguiu evidenciar um bom andamento, conseguindo recuperar até ao sétimo lugar final, quinto da sua divisão.

    “Foi um fim-de-semana exigente! Entrámos bem nos treinos-livres, mas a qualificação não me correu bem, penso que não consegui usar bem os pneus novos e isso foi determinante para a nossa posição na grelha, até porque o José Maria esteve muito bem, demonstrando uma boa adaptação a um circuito que desconhecia. Na corrida, com tantos Safety-Cars, não consegui ganhar ritmo, mas penso que talvez devêssemos ter aproveitado uma dessas situações para fazer o reabastecimento. Creio que se tivéssemos agarrado uma dessas oportunidades, talvez tivéssemos possibilidades de alcançar um pódio”, afirmou Pedro Marreiros.

    José Maria Marreiros mostrou-se satisfeito com a sua progressão ao longo do fim-de-semana, muito embora admita que talvez fosse possível mais: “era um circuito que eu desconhecia por completo e penso que demonstrei uma boa adaptação e, na qualificação, estive já num bom nível. Na corrida, a pista estava muito difícil, dado estar a secar, depois da chuva da manhã, e era complicado ser rápido e consistente. Mas consegui imprimir um bom ritmo e penso que, com alguma sorte do nosso lado, poderíamos ter estado na luta pelo pódio”.

  • Todd Kellett (Motos) e Keveen Rochereau (Quads) dominaram na Monte Gordo Sand Race

    Todd Kellett (Motos) e Keveen Rochereau (Quads) dominaram na Monte Gordo Sand Race

    Tal como no ano passado o Algarve acordou solarengo neste final de mês de novembro para acolher a segunda edição da Monte Gordo Sand Race, quinta e penúltima ronda da FIM Sand Races World Cup. Com milhares de espectadores a assistir ao longo da praia.

    No dia de sábado, prova moto pautou-se por um domínio claro do inglês Todd Kellett, líder da Taça do Mundo e que aos comandos de uma Yamaha se impôs face aos franceses Valentin Madoulaud e Jeremy Hauquier. Este trio completou 29 voltas num traçado renovado, mais uma que os sete pilotos que completaram o Top 10 deste primeiro dia da Monte Gordo Sand Race onde pontuavam Yentel Martens em Fantic, o vencedor desta corrida em 2023 e que agora foi 4º classificado, Damien Prévot, primeiro dos veteranos ficou em 7º lugar.

    Luis Outeiro em Yamaha fechou o Top 10 o melhor de entre os portugueses. Amandine Verstappen triunfou entre as senhoras e Paolo Maschio entre os Juniores. Paulo Alberto em Yamaha e Diogo Ventura em GasGas completaram o pódio entre os concorrentes lusos, sendo seguidos de Gonçalo Reis e Francisco Salgueiro ambos em GasGas.

    A primeira manga dos Quad teve como vencedor o francês Keveen Rochereau em Honda que se impôs face ao compatriota Pablo Violet em Yamaha, com o belga Olivier Vandendijck em terceiro lugar. Este trio completou 17 voltas de uma corrida que teve uma hora de duração. Posições seguintes, com menos uma volta, para o francês Axel Dutrie em Yamaha, o primeiro dos veteranos e o belga Glenn Swarte em Honda.

    O campeão nacional de Todo-o-Terreno Luis Fernandes em Yamaha foi o melhor da comitiva lusa sendo secundado por Nuno Gonçalves e Paulo Fernandes. Alois Waloszekn e Nathanaelle Abgrall triunfaram respetivamente entre os juniores e as senhoras.

    Depois de um primeiro dia extremamente animado e com milhares de espectadores a preencherem por completo os locais disponíveis ao longo da praia, para assistirem à segunda edição da Monte Gordo Sand Race, a receita repetiu-se este domingo, nesta que foi a quinta e penúltima ronda da FIM Sand Races World Cup.

    Na competição moto o inglês Todd Kellett, aos comandos de uma Yamaha, reforçou a liderança da Taça do Mundo com uma vitória conquistada à frente de Jeremy Hauquier e Valentin Madoulaud, franceses que trocaram de posição face à jornada de sábado e também eles em Yamaha. Este trio completou 20 voltas, as mesmas que foram cumpridas por mais três pilotos: Maxime Sot e Yentel Martens em Fantic e Tias Callens em Yamaha.

    Luis Outeiro em Yamaha em oitavo da geral foi o melhor de entre os portugueses. Posições seguintes para Paulo Alberto (Yamaha), Diogo Ventura, Bruno Charrua e Francisco Salgueiro todos em GasGas. Amandine Verstappen triunfou entre as senhoras, Damien Prévot entre os veteranos e Paolo Maschio entre os Juniores.

    O francês Keveen Rochereau em Honda voltou a impor-se nos Quad numa corrida onde o compatriota Pablo Violet em Yamaha foi segundo e o belga Olivier Vandendijck terminou em terceiro lugar. Este trio completou 17 voltas de uma corrida que teve 45 minutos de duração. Posições seguintes para o francês Axel Dutrie em Yamaha, o primeiro dos veteranos e o belga Glenn Swarte em Honda.

    O campeão nacional de Todo-o-Terreno Luis Fernandes em Yamaha foi o melhor da comitiva lusa sendo secundado por Nuno Gonçalves e Paulo Fernandes. Alois Waloszekn e Nathanaelle Abgrall triunfaram respetivamente entre os juniores e as senhoras.

  • Equipa belga estreia-se no Estoril 

    Equipa belga estreia-se no Estoril 

    A HY Racing tomará parte na derradeira etapa do Campeonato de Portugal de Velocidade, que se realiza no Autódromo do Estoril nos dias 30 de Novembro e 1 de Dezembro, com um Porsche Cayman GTS para Bruno Barbaro e Jacques Derenne.

    A equipa belga é uma competidora regular no Iberian Historic Endurance, tendo tido contacto com a competição de carros modernos em diversas provas, aguçando-lhe o apetite para uma participação no mais importante campeonato de pistas do nosso país. Habitualmente, a HY Racing inscreve o seu Porsche no Nürburgring Langstrecken-Serie (NLS), uma competição que decorre totalmente no icónico circuito desenhado nas montanhas de Eifel, sendo o regulamento o mesmo que o usado nas clássicas 24 Horas de Nürburgring.

    É com esta experiência que a formação belga participará na ronda do Estoril do Campeonato de Portugal de Velocidade, colocando aos comandos do carro alemão Bruno Barbaro, italiano, e Jacques Derenne, belga. Ambos os pilotos são participantes habituais nas provas realizadas no ‘Inferno Verde’, tendo conquistado pole-positions e vitórias nas respectivas classes, esperando-se que o duo seja um contendor pelas melhores posições na divisão GTX, na qual estão inscritos.

    Olivier Muytjens, o chefe de equipa da HY Racing, mostra-se entusiasmado com a estreia na competição portuguesa, esperando poder participar na totalidade da próxima época: “competimos em algumas provas do Iberian Historic Endurance e vimos o Campeonato de Portugal de Velocidade e Iberian Supercars e concluímos que eram campeonatos muito bem organizados e competitivos, o que nos deixou interessados em participar com o nosso Porsche. Agora surgiu a oportunidade de competirmos com os nossos pilotos habituais, o Bruno e o Jacques, e estamos muito entusiasmados, podendo este ser o início de uma participação mais consistente na temporada de 2025”.

    O responsável da formação belga espera uma oposição elevada na sua estreia no Campeonato de Portugal de Velocidade, mas sente-se confiante para a prova do Estoril. “O nível competitivo na divisão GTX é muito elevado, portanto, temos de perceber onde nos vamos situar, mas vamos trabalhar desde o primeiro momento e tentar evoluir para que possamos estar na luta pelas vitórias, muito embora saibamos que não será fácil”, concluiu Olivier Muytjens.

    A derradeira etapa da temporada deste ano realiza-se nos dias 30 de Novembro e 1 de Dezembro, sendo o acesso à bancada A é gratuito. Para aceder ao exclusivo mundo do paddock e dos bastidores, participando em todas as actividades previstas, será preciso apenas um passe que terá o acessível custo de 20€ para todo o fim-de-semana (sábado e domingo) e de 15€ para um só dia.

    Tanto o passe diário como o de dois dias, podem ser adquiridos no site da BOL.pt, ou fisicamente em qualquer balcão de venda da FNAC ou Worten em todo o país, até ao dia 29 de Novembro. Nos dias 30 de Novembro e 1 de Dezembro, os bilhetes de paddock estarão apenas disponíveis para compra na bilheteira do circuito. No domingo, todas as corridas terão transmissão televisiva em directo nas redes sociais Facebook e Youtube da Race Ready. Serão também emitidas, as duas corridas do Campeonato de Portugal de Velocidade, em Portugal pela A Bola TV e em Espanha pela DAZN.

  • Paulo Anselmo preparado para o “mata-mata” final em Tavira

    Paulo Anselmo preparado para o “mata-mata” final em Tavira

    Será aos comandos do seu já icónico BMW 316i que Paulo Anselmo e André Silva alinharão na edição 2024 do Rali de Tavira, última prova da temporada do Campeonato Start 2Rm Sul de Ralis. Terceiros na tabela pontual do campeonato, tudo farão para tentar renovar os cetros de campeões.

    Com os três primeiros colocados a caberem num intervalo de 17 pontos, a luta pelo título está ao rubro e, apesar de estar a enfrentar uma época carregada de infortúnios, Paulo Anselmo apresenta-se na última prova com as suas possibilidades intactas quanto à almejada renovação do título que brilhantemente conquistou em 2023.

    A opção pelo BMW 316i, em detrimento do BMW 325i com que têm alinhado nas provas de asfalto, deve-se “a ter sido impossível resolver o problema mecânico que afetou o carro em Albufeira. Sabemos que o 316i é mais limitado em asfalto e, além disso, vamos com o carro preparado para pisos de terra, o que o torna menos competitivo. Mas, vamos dar tudo para estar na luta!”.

    Paulo Anselmo realça que “nunca pensei, depois das duas desistências, poder chegar ao último rali do ano ainda com possibilidades de ser campeão. Mas, assim é e vamos dar o máximo para conseguir vencer, por nós, pela equipa, pelas nossas famílias e pelos patrocinadores”.

    O Rali de Tavira é organizado pelo Clube Automóvel do Sul e terá 7 especiais de classificação, com um total de 64,65km competitivos. Amanhã, sábado, 23 de novembro, o pelotão enfrenta uma dupla passagem por Santa Catarina Fonte do Bispo (9,56km), terminando a etapa inaugural com os 2,17km da Super Especial Caixa Agrícola, disputada à noite no tecido urbano de Tavira. No domingo, 24, ronda dupla pelas especiais de Conceição (13,07km) e de Asseca (8.61km), com o rali a terminar por volta da uma e meia da tarde. A cerimónia do pódio ocorrerá pelas 15.30h junto ao edifício da Câmara Municipal de Tavira.

  • Monte Gordo Sand Race anima areal algarvio 

    Monte Gordo Sand Race anima areal algarvio 

    A Monte Gordo Sand Race está de regresso ao Município de Vila Real de Santo António, no Algarve, e nos dias 22 a 24 de novembro de 2024 promete levar milhares de espectadores, muita adrenalina e corridas emocionantes ao areal da praia de Monte Gordo.

    Esta será a segunda edição da Taça do Mundo de Corridas em Areia (FIM Sand Races World Cup), que, após uma fantástica primeira edição, regressa a Portugal para realizar dois dias de uma emocionante competição organizada pelo Automóvel Club de Portugal (ACP), em colaboração com o município de Vila Real de Santo António, e sob a égide da Federação Internacional de Motociclismo (FIM) e da Federação de Motociclismo de Portugal (FMP).

    Decorridas que estão quatro rondas da competição, duas em França, uma na Argentina e outra em Itália, a penúltima etapa da edição de 2024 disputa-se agora em Portugal que irá receber na praia de Monte Gordo os melhores pilotos do mundo da especialidade e diversos campeões portugueses.

    A lista de inscritos conta com um painel de pilotos de várias nacionalidades estando para já confirmados 80 participantes em moto e 37 em quad. O areal da praia de Monte Gordo conta com um circuito único que se desenvolve ao longo de 6 km para a corrida de hora e meia para motos e de uma hora para quads.

    Entre os pilotos das motas o destaque vai para o vencedor desta corrida no ano passado, o britânico Todd Kellet, que aos comandos de uma Yamaha, é neste momento o líder da Taça do Mundo de Corridas em Areia. O segundo classificado da competição, o francês Jeremy Hauquier, em Yamaha, também estará presente para lutar pela vitória. Do Top 5 da Taça do Mundo regista-se ainda a presença do francês Maxime Sot, em Fantic, e do francês Valentin Madoulaud.

    Entre os quad, o francês Pablo Violet, em Yamaha, estará a discutir o título com o seu conterrâneoKeveen Rochereau, o vencedor da corrida entre os quads em 2023, que participa em Honda. 

    A participação lusa conta, na competição destinada às motos, com destacados pilotos nacionais de motocross, todo-o-terreno e enduro, como sejam Paulo Alberto, Luís Outeiro, António Maio, Bruno Santos, Micael Simão, Diogo Ventura e Gonçalo Reis. Nos quad onde se destaca a presença do campeão nacional TT Luis Fernandes regista-se ainda a participação de Tiago Gomes e Fábio Ferreira. 

    A Monte Gordo Sand Experience conta ainda com a participação feminina e na competição das motos estarão as francesas Laura Sequeira, em Honda, Mathilde Denis, em Fantic, e Ema Satabin, em GasGas, e a portuguesa Joana Gonçalves, em Husqvarna. 

    A Monte Gordo Sand Race tem início no dia 22 de novembro, com as verificações administrativas e técnicas na Zona à Muralha (junto ao cais de embarque). A partir das 19h00 decorre na Praça Marquês de Pombal uma exposição das Motos e Quads que vão participar na corrida. No sábado, dia 23, pelas 10h30 será altura para as viaturas desfilarem entre Vila Real de Santo António e Monte Gordo. 

    Desportivamente a prova terá início no sábado pelas 12h45 com a corrida das Classes M, MD e MJ2 (Duração 90min) e Classe MJ1, V1 e V2 (Duração 45min). Pelas 15h30 arranca a competição destinada aos quad que terá a duração de 1h00: classes Q e QD e QJ. No domingo, pelas 13h45 tem lugar a corrida moto e pelas 15h30 a competição quad. A entrega de prémios está agendada para as 17h00. 

    Para além das corridas, a Monte Gordo Sand Race contará com um diversificado programa de animação oferecendo atividades para todas as idades. A entrada para o evento é livre e terá condições ideais para que o público possa assistir às corridas e viver uma experiência emocionante junto à pista.

  • Autódromo Internacional do Algarve com mais de duas dezenas de corridas em 2025

    Autódromo Internacional do Algarve com mais de duas dezenas de corridas em 2025

    Com o final do ano a aproximar-se em ritmo de volta de qualificação o Autódromo Internacional do Algarve tem quase formada a grelha de corridas para o ano de 2025.

    Em duas ou quatro rodas não vai faltar competição no asfalto do circuito junto a Portimão estando já alinhadas mais de duas dezenas de provas que se realizarão tanto no circuito como no Kartódromo Internacional do Algarve, que volta a ser igualmente palco de competições de nível elevado e elegíveis para campeonatos do mundo e nacionais.

    Abril promete ser o mês mais animado do ano com um total de cinco corridas divididas entre kartódromo e autódromo, mas os momentos altos do ano serão sem dúvida em Março (Mundial Superbike); Outubro (European Le Mans Series e Algarve Classic Festival) e também Novembro com o regresso do campeonato do mundo MotoGP.

    Em todos os 11 primeiros meses do ano acontecerá pelo menos uma corrida no Autódromo Internacional do Algarve num calendário que não está ainda totalmente encerrado e que mostra o interesse que promotores, pilotos e equipas continuam a manifestar pelo circuito algarvio, cada vez mais um activo maior da economia regional, em especial na época baixa do turismo que nos meses mais quentes do ano enche o sul de Portugal.

    Destaques Calendário

    28 a 30 de Março – Mundial Superbike

    24 a 27 Abril – GT Open

    16 a 18 de Outubro – European Le Mans Series

    23 a 26 Outubro – Algarve Classic Festival

    7 a 9 de Novembro – MotoGP

  • Leandro Martins e Dieter Svepes querem terminar temporada com mais uma vitória

    Leandro Martins e Dieter Svepes querem terminar temporada com mais uma vitória

    A RACAR Motorsport volta este fim-de-semana ao Campeonato de España de GT, com Leandro Martins e Dieter Svepes a realizarem a derradeira prova da temporada, que terá lugar no Circuit de Barcelona – Catalunya, na condição de virtuais Campeões.

    A dupla da equipa portuguesa conquistou quatro vitórias e nove pódios ao longo das dez corridas já disputadas, tendo sido com naturalidade que conquistou o ceptro espanhol com um evento por realizar, juntando-se aos assegurados já este ano na classe Cup 2 das GT Winter Series e na Am da GT Cup Europe.

    Leandro Martins e Dieter Svepes encaram assim a prova de Barcelona de uma forma diferente, muito embora o objectivo seja o mesmo – vencer. “Vamos para esta prova já sem o peso de termos de pensar nas contas do título, portanto, não vamos ter a pressão a que habitualmente estamos sujeitos. Queremos divertir-nos e tomar partido do fim-de-semana de corridas, mas queremos vencer a última prova da temporada e vamos trabalhar para terminarmos o que foi uma época cheia de triunfos e títulos da melhor forma possível”, afirmou o piloto luso-brasileiro que partilha um Porsche 993 GT3 Cup com o seu colega de equipa austríaco.

    O evento de Barcelona terá uma corrida de duração de duas horas, ao invés de duas de uma hora, o que obriga a uma abordagem distinta, mais táctica e menos de ataque, algo de que Leandro Martins está consciente. “Esta prova é diferente, uma vez que a sua extensão é o dobro do habitualmente. Isto coloca-nos outros desafios, mas penso que estamos preparados para os enfrentarmos de uma forma competitiva. Vamos ter uma postura mais estratégica, evitar os toques próprios das corridas sprint, para nos colocarmos em posição de conquistarmos o nosso objectivo – terminar a temporada com mais uma vitória”, concluiu o piloto da RACAR Motorsport.

    O programa oficial da prova de Barcelona do Campeonato de España de GT tem o seu início na sexta-feira com os treinos-livres. No sábado, realiza-se a qualificação, às 13h20, disputando-se a corrida no domingo, a partir das 8h55, podendo ser seguida em directo através do canal de YouTube oficial da competição.

  • Águeda Rali Travocar foi apresentado

    Águeda Rali Travocar foi apresentado

    Uma sala cheia de publico foi o cenário para a apresentação do Águeda Rali Travocar no Centro das Artes de Águeda, espaço que ontem à noite no seu exterior estava devidamente engalanado com dois temas: Natal e ralis.

    À decoração alusiva à época que estamos a começar a atravessar foi acrescentado um “cheirinho” a rali com a presença de algumas viaturas, mostrando à cidade a primeira ação visível da prova que marcará o regresso das provas de estrada a Águeda.

    Entre o muito público presente, pilotos, mas também patrocinadores e entidades oficiais que tiveram as primeiras informações e histórias relativas ao Águeda Rali Travocar que está a pouco mais de duas semanas de distância.

    A inscrições estão abertas até à próxima quarta feira e o número de equipas inscritas já vai em meia centena. A prova terá o Centro Operacional do Rali nas instalações da Travocar e a partida está marcada para Sábado ao princípio da noite com a dupla passagem na Super-Especial que de disputará nas ruas da zona alta da cidade. “Escolhemos realizar este troço espetáculo um pouco mais cedo que o habitual para que as pessoas possam usufruir do serão de Sábado à noite em Águeda que estará em festa dada a época natalícia,” realçou Carlos Guimarães o Presidente do CAST e Diretor de Prova.

    No Domingo teremos a passagem tripla pelos troços de “Préstimo” e Água Serrana”, as duas primeiras passagens de manhã, e depois da vinda ao parque de assistência na cidade à hora de almoço terá lugar a passagem da tarde. A entrega de prémios que marcará o final do rali será junto ao Pai Natal gigante que é uma imagem de marca de Águeda nesta altura.

    A segurança é um fator primordial e o Diretor de Prova assegurou que “além do sistema de monitorização da prova na Travocar com a presença dos responsáveis das forças de segurança e emergência em permanência no decorrer do evento, teremos em cada prova especial de classificação um carro de emergência médica com meios de reanimação que fará transportar um médico e um enfermeiro, além de duas ambulâncias, um carro de combate a fogo e um carro de desencarceramento. No troço grande a haverá uma duplicação de alguns destes meios posicionados a meio do percurso.

    A prova organizada pelo CAST – Clube Automóvel de Santo Tirso e promovida pela Promolafões conta com o forte apoio da autarquia do Baixo Vouga, a qual foi um parceiro atento à oportunidade surgida de forma repentina no final do ano.

    Jorge Almeida, o Presidente da Câmara Municipal de Águeda, começou por agradecer a presença de todos os que estavam na sala, revelando estar “muito contente por ver esta sala tão composta e com tanta gente, e sobretudo de perceber que o entusiamo do rali começa exatamente aqui, e este entusiasmo é uma das razões para estarmos cá.” Frizou ainda que “o que há de mais gigante aqui em Águeda é a alma deste povo, que por natureza gosta de desafios e que tem uma capacidade empreendedora que fala por nós,” justificando o desafio que a autarquia abraçou de apoiar a prova num muito curto espaço de tempo.

    Edson Santos, o Vice-Presidente da autarquia, já tinha destacado os fatores que os levaram a aceitar o desafio de ter a prova n concelho, “temos pilotos de Águeda e apoiamos pilotos de Águeda. Temos empresas que nos apoiam e estão ligadas a esta modalidade, e neste ponto a Travocar foi essencial. Na autarquia temos uma equipa pequena mas que sabe organizar, seja o mundial de Motocross, seja a volta a Portugal, seja o evento que for sabemos organizar e isso acontece porque sabemos trabalhar em parcerias. Temos confiança nas parcerias que nos levam também a promover o nosso território e o desporto tem sido um dos meios dessa promoção.”

    A Travocar é o principal parceiro privado da prova, tendo Telmo Simões em representação da empresa referido que com esta parceria “promovemos a marca, divulgamos os nossos fornecedores, é agradável, nós gostamos de estar presentes com provas boas, pessoas sérias e competentes e o projeto que nos apareceu é um projeto em que nós acreditamos. Por outro lado juntar isto tudo na nossa terra, na terra onde vivemos, dá gosto e foi por isso que abraçamos este projeto.”

    José Correia da Promolafões foi o elo de ligação entre o CAST e os parceiros de Águeda, um trabalho feito desde a primeira hora “reconhecendo a excelência do trabalho do CAST enquanto organizador e a abertura das pessoas de Águeda para uma prova desta dimensão. Assim que a oportunidade surgiu muito rapidamente conseguimos reunir os meios necessários para em tempo record anunciar a prova.”

    Mas o homem da Promolafões já olha para a frente e não hesita em revelar a ambição de “trabalhar para esta prova no futuro subir ao Campeonato de Portugal de Ralis, o principal campeonato em Portugal. Penso que temos todos os ingredientes para que no futuro Águeda tenha uma prova candidata ao CPR.”

    A cerimónia de apresentação terminou com um brinde com espumante Baga das Caves Primavera, outro dos parceiros da prova. O Águeda Rali Travocar realiza-se a 7 e 8 de Dezembro, pontuando para os campeonatos Promo de Ralis, Start Norte, Start Norte 2RM, GT de Ralis, Clássicos de Ralis, Clássicos de Ralis 2RM, FPAK Junior Team de Ralis e KIA Rally Cup.

  • Martim Pereira:“O meu sonho é vir a ser profissional do desporto automóvel”

    Martim Pereira:“O meu sonho é vir a ser profissional do desporto automóvel”

    Aos 16 anos, Martim Pereira, o benjamim do FPAK Júnior Team de Montanha (FJTM) 2024, teve uma estreia auspiciosa no desporto automóvel e venceu de forma incontestável a iniciativa promovida pela Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting para apoiar a descoberta de novos talentos. O jovem nascido na Póvoa de Varzim e filho de Martine Pereira, piloto de reconhecidos méritos na Montanha e não só, subiu ao lugar mais alto do pódio nas cinco rampas do calendário da FJTM: Murça, Falperra, Santa Marta, Boticas e Serra da Estrela.

    Estudante da área de Ciências, desde miúdo que Martim se deixou apaixonar pelas corridas, ao viver a carreira do pai, o seu primeiro ídolo e piloto modelo nas competições de Montanha. Esta foi apenas a época de estreia no automobilismo do jovem que faz planos para vir a ser piloto de aviação comercial, mas sem colocar em segundo plano uma carreira no automobilismo.

    Martim, que fará 17 anos em março de 2025, confessa encontrar-se ainda numa fase de descoberta, ansiando pela hora de experimentar a velocidade em circuito e também os ralis.

    – Como teve início a história, e de quem partiu a iniciativa, de participar no FJT de Montanha?

    “A partir de um telefonema do Ni Amorim ao meu pai, dando-lhe conta de que a FAPK, à semelhança do sucedido nos ralis e na velocidade, ia lançar em 2024 o FPAK Júnior Team de Montanha. E sugeriu que seria uma boa oportunidade para eu me iniciar nas provas de montanha. O meu pai mostrou-se recetivo, considerando ser um ótimo primeiro passo para eu começar a minha carreira”.

    – O Martim já conhecia alguma rampa em particular?

    “Não, na realidade eu não conhecia o traçado de qualquer rampa, muito embora acompanhasse o meu pai às provas desde a minha infância, só que ficava do lado de fora e apenas vivenciava o ambiente.”

    – Ainda sem carta de condução (16 anos), como é que preparava as provas?

    “Só agora estou a tirar a licença de condução e para treinar as rampas sentava-me no lugar do passageiro, era o que tinha que ser. É completamente diferente subir uma rampa ao volante ou no sentado no lugar do lado direito. O ‘feeling’ não tem nada a ver…”

    – Antes de cada prova “trabalhou” com vídeos de edições anteriores para conhecer melhor os traçados?

    “Sim, até porque os engenheiros da equipa Befast enviavam sempre vídeos das diversas rampas feitas com carros similares ao Citroen C1, para eu ter a noção não só do traçado, mas também das velocidades a nível de caixa. De resto, eu também ia sempre com o meu pai treinar a rampa uma semana antes e colocávamos um vídeo a gravar. Depois, durante a semana, sempre que tinha oportunidade dava uma olhada nas imagens, para reavivar a memória e preparar melhor a prova do fim de semana”.

    – Qual foi a recomendação mais importante dada pelo pai Martine?

    “Não ter medo de bater! Ou seja, se tiver que ser para bater… é para bater. Isto porque, quanto a mim, se estivermos com aquele receio de que podemos bater ou errar, nunca vamos conseguir superar as nossas expetativas!”

    – Cinco provas igual a cinco vitórias reflete o que? Uma superioridade incontestável ou, acima de tudo, o resultado de muito trabalho e empenho colocados na preparação de cada uma delas?

    “Os meus adversários já tinham alguma experiência por terem participado em corridas, e julgo que a vitória que conquistei foi fruto do meu trabalho, porque sempre que tinha oportunidade e tempo livre, ou estava no karting ou no simulador, para não perder o ‘feeeling’. Procurei estar sempre ativo, em termos de competição, ao longo da época e acho que isso também me ajudou a nível de performance”.

    – Das cinco rampas, qual a mais exigente ou complicada e porquê?

    “Para mim, a Rampa da Falperra foi uma das mais difíceis, porque bati no sábado e na sequência do acidente fiquei com uma entorse no pulso. Quase que nem conseguia, sequer, levantar um copo de água nessa noite e no dia seguinte disputei os treinos e as subidas de qualificação com a mão bastante inchada. A verdade é que com a adrenalina, na hora de começar a correr, e isso não deixa de ser curioso, já nem sentia nada. Claro que essa rampa foi um pouco complicada, em termos físicos, até pela sua extensão. Mas há outras que não foram fáceis, como Murça, talvez pelo calor elevado que se fazia sentir, e a da Serra da Estrela, devido à chuva e ao frio. Tenho dificuldade em definir qual a rampa mais exigente…”

    – Para si, qual foi o momento-chave da temporada?

    “A minha primeira vitória, conquistada em Murça, foi muito importante, porque a partir daí fiquei com muito mais vontade, muito mais tranquilo e com a certeza de que tinha capacidade para discutir os lugares do pódio. Esse triunfo deu-me uma grande confiança. Se não ganhasse essa primeiro prova, talvez não ficasse tão motivado e era capaz de nem ter alcançado os resultados que consegui nas etapas seguintes”.

    – E agora, o futuro do Martim Pereira no desporto automóvel continuará a passar pela Montanha ou está de olho nos circuitos?

    “Ainda não sei, estamos a analisar. Em princípio, irei continuar a competir na Montanha e no FPAK Júnior Team, caso seja possível. Contudo, se a família conseguir ajudar, gostaria de passar pelos circuitos, mas também adorava experimentar os ralis. É que eu gosto do desporto motorizado em geral e, primeiro, adorava conhecer um bocadinho de tudo e só então, depois, focar-me numa disciplina. Quase de certeza, caso surgisse a oportunidade, que optaria pela velocidade em circuitos”.

    – Qual é o seu sonho enquanto jovem piloto?

    “O meu sonho é vir a ser profissional do desporto automóvel. Mas desde que consiga conciliar o meu trabalho com as corridas, para mim será fantástico… um sonho tornado realidade”.

  • JC Group Racing Team ruma a Espanha para participar na 21ª Subida Arona – La Escalona

    JC Group Racing Team ruma a Espanha para participar na 21ª Subida Arona – La Escalona

    A temporada da montanha em Portugal já está encerrada, mas a JC Group Racing Team ainda tem mais um desafio pela frente. A última prova do ano será em Espanha, mais especificamente em Tenerife, palco da 21.ª Subida Arona-La Escalona, válida para a Taça de Espanha e para os Campeonatos Provincial de Tenerife e de Montanha Recalvi (Velocidade e Históricos de Regularidade).

    São 115 os inscritos para esta prova nas Ilhas Canárias, dos quais 96 competem na secção de Velocidade, 7 na Regularidade e 12 na Fórmula Rally.A 21.ª Subida Arona-La Escalona Trofeo Patronato de Turismo de Arona apresenta um cartaz de luxo, com um nível de pilotos e máquinas inédito nas Ilhas Canárias. Será uma parada de estrelas, contando com nomes como Simone Faggioli, Christian Merli, Alexander Hin, Fausto Bormolini entre muitos outros. E nesta lista de luxo que a JC Group Racing Team se insere, a convite da organização.

    José Correia, piloto e chefe de equipa, vai para esta prova aos comandos do Norma FC 20 para tentar lutar pelos melhores lugares, sabendo que a concorrência é forte. O patriarca da família Correia encara este desafio com agrado, mas sem a pressão dos resultados: “Recebemos o convite por parte da organização para participar nesta prova, convite que foi prontamente aceite. A lista de inscritos é de grande nível e é uma honra poder estar presente num evento destes. Como em qualquer prova, a JC Group Racing Team vai para tentar chegar aos primeiros lugares, mas temos consciência da forte concorrência que vamos encontrar. Assim, o nosso compromisso será fazer o melhor, mas sem estar demasiado focado nos resultados. Estar entre os melhores da montanha vai nos permitir aprender e melhorar”.

    Beatriz Correia está também entusiasmada pelo fim de semana que se aproxima, nesta que será a última prova na sua primeira temporada a tempo inteiro na Montanha, ao volante do Cupra TCR. Beatriz segue determinada em manter a sua trajetória de evolução: “Estou muito entusiasmada para esta prova. É uma oportunidade de evoluir e aprender ao lado de alguns dos melhores pilotos da península ibérica e da Europa. Vou para esta prova para me divertir, sempre focada em fazer o melhor possível. Mas, tal como nas provas em Portugal, quero chegar ao fim sem percalços, melhorando a cada subida.”

    Carlos Gonçalves regressa ao Mitsubishi Lancer EVO X, numa prova aonde vai também aproveitar a oportunidade de evoluir face a uma concorrência diferente, com desafios também eles distintos do que encontrou em Portugal: “Esta é uma excelente oportunidade para evoluir num contexto competitivo diferente do que estou habituado. Sem qualquer pressão no que diz respeito a resultados, pretendo manter a toada do resto da temporada, sendo regular a cada subida. Faremos o nosso melhor, aproveitando este excelente evento e, no final, faremos as contas.”

    A subida, com terá uma distância de 4.400 m, com um desnível de 281 metros, um declive médio de  6.60%.e um declive máximo de 11.32%. A meteorologia deverá ajudar, não estando prevista chuva para a prova, com céu nublado e temperatura que poderá chegar aos 27 °C. A ação em pista acontecerá no sábado, dia 23. Os treinos livres têm arranque marcado para as 09:00, com o Treino Livre 1 e 2 (11:00) a acontecerem de forma sucessiva. Às 13h, teremos a primeira subida oficial, seguida da segunda subida oficial, às 15h. Às 17h teremos a terceira e derradeira subida do dia, para encerrar as festividades.