Categoria: Ralis

  • Rali da Água Transibérico 2026 apresentado esta quinta-feira na sede da Eurocidade Chaves-Verín

    Rali da Água Transibérico 2026 apresentado esta quinta-feira na sede da Eurocidade Chaves-Verín

    O Rali da Água Transibérico Eurocidade Chaves-Verín 2026 será oficialmente apresentado esta quinta-feira, 3 de setembro, numa sessão marcada para as 15h00 em Portugal e 16h00 em Espanha, na sede da Eurocidade Chaves-Verín, AECT.

    Organizada pelo CAMI Motorsport, a apresentação dará a conhecer publicamente a nova edição de uma prova marcada pelo seu carácter transfronteiriço e que procura conjugar a vertente desportiva com a promoção turística e a valorização da identidade comum dos dois lados da fronteira.

    A sessão contará com intervenções do Alcalde de Verín e Diretor da Eurocidade Chaves-Verín, AECT, do presidente do CAMI Motorsport, da Escudería de Ourense e do presidente da Câmara Municipal de Chaves e presidente da Eurocidade Chaves-Verín, AECT. O programa reservará ainda um espaço destinado aos órgãos de comunicação social portugueses e espanhóis, terminando com um momento de animação e exibição relacionado com o Rali da Água Transibérico Eurocidade Chaves-Verín 2026.

    A prova é organizada pelo CAMI Motorsport, com o apoio da Eurocidade Chaves-Verín, Câmara Municipal de Chaves e Concello de Verín, contando ainda com a colaboração dos concellos de Vilardevós, Oímbra e Monterrei e da Escudería de Ourense.

  • Cristiano Gil ataca Rally Series em Castanheira de Pera com ambição de pódio

    Cristiano Gil ataca Rally Series em Castanheira de Pera com ambição de pódio

    Depois da experiência positiva em Vale de Cambra, Cristiano Gil está de regresso ao Rally Series para disputar o Neveiro e a Lã – Castanheira de Pera. O piloto volta aos comandos do Renault Clio Rally5 e terá, pela primeira vez, Luís Boiça como navegador.

    A boa experiência vivida no APCAR Rally Series Stars – Vale de Cambra levou Cristiano Gil a repetir a presença na competição. Reunidas as condições junto dos patrocinadores, o piloto decidiu aproveitar a prova de Castanheira de Pera para manter o ritmo competitivo durante a pausa até à próxima jornada do Challenge Clio Rally5.

    «Na sequência da participação em Vale de Cambra, onde a organização e o público nos motivaram bastante, decidimos voltar a participar numa prova do Rally Series. Conseguimos reunir condições junto dos nossos patrocinadores, o que nos permite também manter o ritmo competitivo até à próxima prova do nosso calendário principal», explica Cristiano Gil.

    A participação servirá igualmente para dar continuidade ao trabalho de evolução com o Renault Clio Rally5, mas desta vez com um objetivo desportivo bem definido: «O objetivo é ficar no pódio entre os Rally5. Sabemos que temos trabalho pela frente, mas queremos aproveitar esta oportunidade da melhor forma e continuar a evoluir.»

    O Rally Series Neveiro e a Lã – Castanheira de Pera disputa-se nos dias 5 e 6 de setembro, integralmente em asfalto, num percurso de 68,78 quilómetros, dos quais cerca de 40 ao cronómetro, distribuídos por oito Provas Especiais de Classificação. Para Cristiano Gil, será mais uma oportunidade para somar quilómetros, ganhar ritmo e tentar transformar a boa impressão deixada em Vale de Cambra num lugar no pódio dos Rally5.

  • Idanha-a-Nova estreia-se nos ralis com nova prova do Campeonato Centro

    Idanha-a-Nova estreia-se nos ralis com nova prova do Campeonato Centro

    Idanha-a-Nova vai receber, pela primeira vez, um rali organizado pela Escuderia Castelo Branco. O Rali Terras d’Idanha nasce nos dias 19 e 20 de setembro e integra o Campeonato Centro de Ralis, levando a competição em asfalto às estradas do concelho.

    A Escuderia Castelo Branco prepara uma estreia absoluta em Idanha-a-Nova. Depois de vários anos de ligação ao território através das competições de todo-o-terreno, a estrutura albicastrense dá agora um novo passo com a criação do Rali Terras d’Idanha.

    A primeira edição realiza-se nos dias 19 e 20 de setembro de 2026, em pisos de asfalto, e será pontuável para o Campeonato Centro de Ralis. A nova prova pretende explorar as características das estradas do concelho e proporcionar um percurso simultaneamente desafiante para as equipas e atrativo para o público, acrescentando uma nova localização ao calendário regional.

    Para a Escuderia Castelo Branco, o Rali Terras d’Idanha representa também o aprofundar de uma relação já longa com o concelho, agora através de uma disciplina diferente daquela que tradicionalmente levou a organização até à região.

    Nos dias 19 e 20 de setembro, Idanha-a-Nova entra assim, pela primeira vez, no mapa dos ralis com uma prova que promete abrir um novo capítulo no automobilismo da região.

  • “O importante agora é voltar a ganhar confiança”: Leandro Costa faz balanço antes do Rali da Água

    “O importante agora é voltar a ganhar confiança”: Leandro Costa faz balanço antes do Rali da Água

    Duas provas, dois desfechos completamente antagónicos e muitas lições retiradas. Depois de uma estreia sensacional no FPAK Junior Team de Ralis 2026, com vitória no Rally de Lisboa, os irmãos Leandro Costa e Liliana Costa enfrentaram em Castelo Branco o lado mais duro dos ralis, com uma saída de estrada a colocar fim a uma participação em que a dupla da JG Sport/Joaquim Gameiro discutia o triunfo.

    O jovem piloto de Albergaria dos Doze assume que “foi um começo um pouco amargo e doce. Temos a primeira vitória, que mostra o andamento e o potencial para discutir os lugares da frente. Já em Castelo Branco, a desistência foi a parte menos positiva, mas temos agora de saber aproveitar para aprender com o erro e estar fortes em Chaves”.

    A vitória no Rally de Lisboa confirmou, logo na estreia, que a dupla tinha argumentos para lutar pelos primeiros lugares. Uma entrada de leão que surpreendeu até os próprios protagonistas, mas que deu também uma importante injeção de confiança ao projeto: “Não estávamos à espera de uma entrada de época tão boa, mas isso mostrou bem o potencial que temos enquanto equipa, juntando um jovem piloto à experiência da navegadora”, sublinha Leandro Costa, valorizando o papel da irmã Liliana Costa no habitáculo do Peugeot 206 Rallye 6.

    Em Castelo Branco, apesar do abandono, a mensagem competitiva voltou a ser clara. A dupla esteve desde cedo na discussão pelos lugares cimeiros: “Tentámos estar sempre na luta, perto do primeiro lugar, e até ganhámos um troço. Acabar o primeiro dia em terceiro, a poucos segundos da liderança, mostra bem o andamento competitivo que este ano estamos a apresentar no FPAK Júnior Team.”.

    A saída de estrada em Castelo Branco deixou naturalmente marcas, mas também serviu como ponto de aprendizagem. Leandro Costa reconhece a exigência do Peugeot 206 Rallye 6 e a facilidade com que, num rali rápido, a fronteira entre o ritmo competitivo e o excesso pode ser ultrapassada: “No momento, o que estava previsto não era ir ao ataque. Íamos a sentir-nos bem dentro do carro, mas, como disse desde o início, este carro é muito fácil de passar do limite. Depois do acidente já vimos o que correu mal e agora temos de melhorar para voltar mais fortes”.

    A frustração foi inevitável, sobretudo porque a dupla estava claramente envolvida na luta pelos lugares da frente. Ainda assim, Leandro Costa encara o abandono como parte do processo de crescimento: “Não é nada bom abandonar uma prova, ainda por cima quando se está a disputar um rali e um troféu. É óbvio que fiquei abalado e desmoralizado, mas isto não é o fim. Temos de aprender com o erro para ficarmos melhores”, assume.

    Entre Lisboa e Castelo Branco, o jovem piloto retirou já conclusões importantes sobre gestão de ritmo, confiança nas notas e adaptação ao carro. Num troféu tão equilibrado, onde todos competem em igualdade de condições, a margem de erro é reduzida e cada pormenor assume peso decisivo: “O carro é exigente e a gestão de ritmo é complicada de perceber, mas quero chegar lá o mais rápido possível. A confiança nas notas passa por sabermos que fizemos um bom trabalho de reconhecimentos e por saber que a navegadora não falha”.

    A ligação com Liliana Costa continua a ser um dos pilares do projeto. Mais experiente nos ralis, a navegadora tem desempenhado um papel essencial na evolução da dupla, quer na preparação das provas, quer na confiança transmitida dentro do carro: “A experiência dela tem sido importante porque, quando tenho uma dúvida numa nota, ela já sabe o que fazer ou o que dizer, e isso traz logo mais confiança. De Lisboa para Castelo Branco fomos afinando alguns pormenores dos dois lados para nos sentirmos mais confiantes”, afirma.

    A componente familiar do projeto, com a JG Sport/Joaquim Gameiro como base estrutural, torna esta caminhada especial, mas também mais exigente. Leandro reconhece que representar uma equipa familiar aumenta o sentido de responsabilidade: “É especial, sendo que esta equipa já vem da altura do nosso pai, mas a responsabilidade ainda é maior”. O apoio de Hélder Costa, pai da dupla e diretor da equipa, tem sido também decisivo nesta fase inicial: “Ele dá sempre a sua opinião, o que faz com que possamos perceber melhor algumas coisas e o que se deve ou não fazer”.

    Agora, com o Rali da Água no horizonte, a prioridade passa por recuperar confiança, consolidar aprendizagem e voltar a competir com cabeça fria, mas sem perder a garra que já levou Leandro e Liliana Costa ao triunfo na estreia: “O importante neste momento é voltar a ganhar confiança. Depois os resultados aparecem. Podem esperar um regresso cheio de vontade de aprender e, se possível, ganhar. Mas sempre com a cabeça no lugar, para conseguirmos acabar o resto da época sem problemas”.

    Leandro Costa faz ainda questão de deixar uma palavra de agradecimento a todos os que acompanham e apoiam este projeto: ”O apoio deles é fundamental para continuarmos a evoluir e a lutar pelos nossos objetivos. Vamos dar tudo em cada prova para retribuir essa confiança”.

  • Ernesto Cunha regressa no Rally Series Neveiro e a Lã – Castanheira de Pera com Subaru renovado

    Ernesto Cunha regressa no Rally Series Neveiro e a Lã – Castanheira de Pera com Subaru renovado

    Ernesto Cunha está de regresso à competição para disputar o Rally Series Neveiro e a Lã – Castanheira de Pera, aos comandos do habitual Subaru Impreza STI, agora equipado com um novo motor. David Monteiro será o navegador numa participação assumidamente virada para recuperar ritmo e desfrutar da prova.

    Depois dos problemas mecânicos que condicionaram a última participação, Ernesto Cunha volta à ação nos dias 5 e 6 de setembro, numa prova que decorrerá em asfalto e relativamente perto da sua região de residência. O Subaru Impreza STI recebeu entretanto um novo motor, tornando esta participação importante para avaliar o comportamento do carro em competição e acumular quilómetros.

    «Vamos alinhar nesta prova com um objetivo claro de nos divertirmos e de rodar quilómetros com o carro, que levou um motor novo após a última prova. Queremos aproveitar esta oportunidade para perceber o comportamento do carro em competição e, acima de tudo, desfrutar dos quilómetros», explica Ernesto Cunha.

    Sem colocar pressão sobre o resultado, o piloto quer aproveitar o formato do evento e a proximidade de Castanheira de Pera: «O rali acontece relativamente perto de casa, o que também nos traz uma vontade especial de aproveitarmos ao máximo o traçado. É um rali diferente e queremos essencialmente desfrutar da prova, juntamente com o David, e passar um bom fim de semana de competição.»

    O Rally Series Neveiro e a Lã – Castanheira de Pera apresenta um percurso total de 68,78 quilómetros, dos quais 40,50 serão disputados ao cronómetro, distribuídos por oito Provas Especiais de Classificação.

  • Carlos Matos vence Rallye Constálica após intenso duelo com André Cabeças

    Carlos Matos vence Rallye Constálica após intenso duelo com André Cabeças

    Carlos Matos e Ricardo Faria levaram o Škoda Fabia RS Rally2 à vitória no Rallye Constálica – Castro Daire, Vouzela e Oliveira de Frades, resistindo à forte pressão de André Cabeças e Miguel Castro. Armando Carvalho venceu no Campeonato Centro e no Promo, enquanto Carlos Fernandes triunfou na Taça de Portugal GT de Ralis.

    Carlos Matos confirmou o triunfo absoluto no Rallye Constálica depois de uma luta intensa com André Cabeças, que nunca deixou o piloto sampedrense respirar tranquilamente ao longo da prova. Ao volante do Škoda Fabia RS Rally2 e navegado por Ricardo Faria, Matos terminou com 13,2 segundos de vantagem sobre o Citroën C3 Rally2 de André Cabeças/Miguel Castro.

    A derradeira Super Especial de Oliveira de Frades foi ganha por Tiago Silva/Jorge Henriques, em Škoda Fabia R5, dupla que terminou também no terceiro lugar absoluto. Cabeças foi segundo no troço, enquanto Carlos Matos, quarto, geriu a vantagem suficiente para confirmar a vitória. Entre os destaques esteve ainda João Marcelino, que, na estreia absoluta ao volante do Škoda Fabia R5 anteriormente utilizado pelo pai, terminou no Top 5, acompanhado por Valter Cardoso.

    Na Taça de Portugal GT de Ralis, o triunfo pertenceu a Carlos Fernandes/João Serôdio, com o Porsche 911 GT3 Cup, terminando igualmente num excelente quarto lugar absoluto. José Cruz/Magda Oliveira, em Porsche 997 GT3 Cup, foram segundos na categoria.

    Armando Carvalho e Ana Santos terminaram a prova no sexto lugar absoluto e conquistaram a vitória no Campeonato Centro de Ralis, aumentando a vantagem sobre António Cruz Monteiro.

    O piloto do Peugeot 208 T16 chegou a liderar a classificação da categoria no final de sábado, mas Carvalho soube explorar o potencial do Mitsubishi Lancer Evo IX nas classificativas mais favoráveis. Henrique Correia/Tiago Barata, em Ford Escort S, completaram o pódio do Centro e venceram igualmente entre as duas rodas motrizes, diante de Duarte Rodrigues/Inês Veiga e Vítor Matias/Pedro Júlio.

    No Campeonato Promo, Armando Carvalho e Ana Santos voltaram a levar a melhor, seguidos por António Cruz Monteiro/Ana Cruz Monteiro e Henrique Rodrigues/Daniel Rodrigues.

    A prova ficou ainda marcada pelo abandono precoce de João Ferreira e António Costa, que tinham vencido de forma categórica as duas primeiras especiais. Um acidente já depois da tomada de tempos na PEC2 provocou danos importantes no Toyota GR Yaris Rally2, impedindo a dupla de continuar no domingo.

  • Sami Pajari faz história no Paraguai com terceira vitória consecutiva no WRC

    Sami Pajari faz história no Paraguai com terceira vitória consecutiva no WRC

    Sami Pajari e Marko Salminen venceram o Rally del Paraguay e escreveram uma página inédita no Mundial de Ralis: tornaram-se a primeira dupla a conquistar consecutivamente as três primeiras vitórias da carreira no WRC. O finlandês está agora a apenas 20 pontos de Elfyn Evans na luta pelo título.

    Sami Pajari continua imparável. Depois dos triunfos na Estónia e Finlândia, o jovem finlandês venceu também o Rally del Paraguay, completando um extraordinário hat-trick e aproximando-se definitivamente da liderança do Campeonato do Mundo de Ralis. Pajari terminou a prova com 25,8 segundos de vantagem sobre Hayden Paddon, controlando a derradeira etapa depois de assumir a liderança numa sexta-feira marcada por problemas de pneus e vários incidentes.

    «É incrível. Construir um carro tão fiável é a chave para este sucesso. É um momento de enorme orgulho e estou muito feliz», afirmou o piloto da Toyota.

    Hayden Paddon confirmou uma das grandes prestações do fim de semana ao terminar em segundo, naquela que foi a sua primeira participação em terra ao mais alto nível do WRC desde 2018.

    O último lugar do pódio pertenceu a Adrien Fourmaux, autor de uma impressionante recuperação. O francês terminou sexta-feira a 1m51,3s da liderança, mas recuperou terreno ao longo do sábado e ultrapassou Elfyn Evans na manhã de domingo, terminando 5,1 segundos à frente do líder do campeonato.

    Evans foi quarto e conserva o comando do Mundial com 216 pontos, mas viu Pajari aproximar-se perigosamente. O finlandês soma agora 196, enquanto Oliver Solberg, quinto no Paraguai e vencedor da Power Stage, é terceiro com 175. Josh McErlean terminou no sexto lugar.

    A prova ficou igualmente marcada pela vitória caseira de Diego Domínguez e Rogelio Peñate no WRC2. A dupla paraguaia terminou no sétimo lugar absoluto e venceu a categoria com 22,7 segundos de vantagem sobre Gus Greensmith, proporcionando um dos momentos mais emotivos da estreia do Paraguai no Mundial. Alejandro Galanti completou o pódio do WRC2, garantindo mais um resultado de destaque para os pilotos locais.

    A jornada final ficou ainda marcada pelo acidente de Takamoto Katsuta e Aaron Johnston, que levou à interrupção da penúltima classificativa. Ambos foram transportados de helicóptero para um hospital para exames de precaução.

    O WRC mantém-se agora na América do Sul, seguindo diretamente para o Rally Chile Bio Bío, de 10 a 13 de setembro. Com três provas ainda por disputar, Evans lidera com apenas 20 pontos sobre Pajari e 41 sobre Solberg, deixando a luta pelo título completamente aberta.

  • João Ferreira abandona Rallye Constálica após acidente

    João Ferreira abandona Rallye Constálica após acidente

    João Ferreira e António Costa estão fora do Rallye Constálica depois de um acidente ocorrido já após o final da segunda classificativa. A dupla tinha começado a prova de forma dominadora, vencendo as duas primeiras especiais e assumindo-se claramente como a referência da jornada inaugural.

    O Rallye Constálica – Castro Daire, Oliveira de Frades e Vouzela perdeu um dos principais candidatos à vitória ainda durante a tarde de sábado. João Ferreira e António Costa, aos comandos do Toyota GR Yaris Rally2, foram obrigados a abandonar depois de um acidente registado após o final da PEC2.

    A dupla tinha entrado de forma fortíssima na prova, vencendo de maneira convincente as duas primeiras classificativas e instalando-se na liderança: «No final da PEC2, tivemos uma saída demasiado larga numa zona suja, o que acabou por resultar num embate. Infelizmente, os danos não nos permitem continuar amanhã», explicou João Ferreira.

    Apesar do abandono prematuro, o piloto deixou ainda uma palavra de agradecimento a António Costa e à ARC Sport pelo esforço desenvolvido: «Voltamos em breve», garantiu. O abandono retira assim da luta pela vitória absoluta uma das duplas que mais tinha impressionado no arranque do Rallye Constálica, depois de um início marcado por duas vitórias em duas especiais.

  • Afonso Santos: “O medo de perder não pode ser maior que a vontade de ganhar”

    Afonso Santos: “O medo de perder não pode ser maior que a vontade de ganhar”

    Entre os picos de velocidade, os sustos, a aprendizagem nos ralis e uma vitória absoluta na Taça de Portugal de Montanha disputada na mítica Falperra, 2026 está a forjar um novo “Pocket Rocket”.

    Afonso Santos viveu uma primeira parte da temporada de contrastes, em que o jovem piloto da Póvoa de Varzim voltou a mostrar a velocidade que lhe deu o cognome de “Pocket Rocket”, mas também teve de lidar com o lado menos visível e mais exigente da competição: os erros, os acidentes, as desistências, a perda de confiança e a necessidade de voltar a construir tudo, quilómetro após quilómetro.

    Afonso Santos não esconde essa realidade. Pelo contrário, encara-a de frente: “Tem sido positivo. Tenho aprendido bastante como piloto e evoluído a cada quilómetro que fazemos. Houve resultados bons e outros menos bons, mas estamos sempre a progredir, que é esse o nosso foco”, assume o piloto poveiro.

    Nos ralis, o grande objetivo definido para 2026, Afonso Santos tem vivido uma época de picos fortes e momentos de desalento. Houve vitórias entre os duas rodas motrizes, bons resultados, prestações muito consistentes e sinais evidentes de evolução ao volante do Peugeot 208 Rally4, sendo atualmente 2º classificado no Campeonato de Portugal Júnior de Ralis, a apenas 7 pontos da liderança. Mas houve também saídas de estrada, abandonos e episódios que obrigaram o jovem piloto a enfrentar uma dimensão que muitas vezes fica escondida por detrás dos tempos e das classificações: a cabeça de um piloto.

    “Cada despiste deixa uma marca. O psicológico é uma área muito importante de se trabalhar, porque os acidentes, os erros e as desistências acabam por atirar o psicológico de nós, pilotos, muito abaixo”, reconhece Afonso Santos.

    A frase é forte porque é honesta. E é ainda mais importante por vir de um piloto jovem, habituado a ser associado à irreverência, ao ataque e à velocidade pura. O “Pocket Rocket” sabe que tem andamento. Já o provou várias vezes. 2026 está a ensiná-lo que a velocidade, por si só, não basta. É preciso saber recuperar, interpretar, resistir e voltar a acreditar.

    “Os acidentes criam falta de confiança no carro, em nós, nas notas, em tudo. É uma reação típica de quase todos nós, mas não podemos deixar que esses medos superem a vontade de vencer”, explica. E é aqui que surge a frase que talvez melhor defina este momento da carreira de Afonso Santos: “Uma vez, um amigo meu disse-me uma frase que ficou e vai sempre ficar comigo: o medo de perder não pode ser maior que a vontade de ganhar.”

    Na Falperra, Afonso Santos regressou à Montanha para erguer a Taça de Portugal

    E, no meio desta época feita de contrastes, houve um momento que se elevou acima de todos: a vitória absoluta na Taça de Portugal de Montanha JC Group, na mítica Rampa Internacional da Falperra.

    Numa temporada em que o foco principal está claramente nos ralis, Afonso Santos regressou por um fim de semana à Montanha, o seu habitat inicial depois da saída dos simuladores. E regressou da forma mais forte possível: aos comandos da Osella PA2000 EVO2 da Power House, conquistou a Taça de Portugal de Montanha à geral num dos palcos mais emblemáticos, rápidos e exigentes do automobilismo nacional.

    Não foi apenas uma vitória. Foi uma afirmação. Na Falperra, Afonso Santos reencontrou uma parte essencial da sua identidade competitiva. A Montanha foi o espaço onde começou a transformar a velocidade virtual dos simuladores em velocidade real. Foi ali, nesse universo de precisão absoluta, coragem e entrega total, que começou a construir a reputação de piloto explosivo, rápido e capaz de surpreender. Regressar a esse cenário e vencer à geral, com um protótipo tão exigente como a Osella PA2000 EVO2, deu à época de 2026 um dos seus momentos mais marcantes.

    “Para mim é dos títulos que mais valor tem”, confessa Afonso Santos. “Foi a minha primeira vez a conduzir um Osella e logo numa rampa rápida e exigente como a Falperra. Poder ter essa experiência e ainda ganhar a minha primeira prova de Montanha à geral e conquistar o título de Vencedor da Taça de Portugal de Montanha de 2026 juntamente com a Power House, foi muito especial para mim.”

    A dimensão dessa conquista torna-se ainda maior quando se percebe o grau de adaptação exigido. Afonso Santos saltou dos ralis, onde o Peugeot 208 Rally4 exige leitura de notas, gestão de pisos, adaptação e trabalho em dupla, para um protótipo de Montanha, onde tudo acontece em modo absoluto, em poucos quilómetros, sem margem para hesitação.

    “Em termos de condução não há qualquer tipo de parecenças. São estilos de carros muito diferentes, para provas muito diferentes, que exigem estilos de condução muito diferentes”, analisa. “Ambos são prazerosos de conduzir, mas a exigência de um Osella é muito superior em relação à de um Rally4, apesar de serem ambos fáceis de guiar.”

    Mas se a Falperra mostrou o Afonso Santos mais explosivo, os ralis continuam a formar o Afonso Santos mais completo. O Peugeot 208 Rally4 preparado pela PT Racing tem sido a sua principal escola em 2026. Com ele, Afonso tem aprendido a gerir diferentes pisos, ritmos, níveis de aderência e exigências competitivas. O carro tem-lhe dado quilómetros, experiência e também visibilidade, tanto no Campeonato de Portugal de Ralis como na Peugeot Rally Cup Ibérica.

    “Para além de todos os quilómetros e experiência que tenho obtido, a visibilidade que conseguimos ter com a presença no Campeonato Nacional de Ralis e na Copa Ibérica da Peugeot é, de facto, algo muito bom e positivo para mim, para os meus patrocinadores e para a equipa”, sublinha.

    A ligação à PT Racing surge também como um dos pilares deste processo. A estrutura liderada por Paulo Antunes tem sido muito mais do que uma equipa técnica. Tem sido uma base de aprendizagem: “O Paulo Antunes e toda a sua equipa são nomes que não podemos deixar de parte quando falamos nos 208 Rally4 em Portugal. É uma equipa com muita experiência e conhecimento técnico do carro, e com a cereja no topo do bolo que é o próprio Paulo Antunes, um piloto que, sem sombra de dúvida, é um verdadeiro talento e consegue transmitir-nos toda a sua experiência e conhecimento para nos ajudar ao máximo”, destaca Afonso Santos.

    Ao lado de Afonso, Alexandre Rodrigues tem sido presença habitual. Num rali, o piloto nunca está sozinho. E o próprio Afonso faz questão de o sublinhar: “Tal como um carro não anda sem piloto, um piloto não anda sem copiloto. É uma parte essencial de todo este desafio e exigência dos ralis.”

    2026 também trouxe um episódio especial: o regresso da irmã Mafalda Santos ao banco do lado direito, em Vale de Cambra, na Taça Rally Series. Foi uma participação com carga familiar, mas também com forte valor competitivo: “Foi incrível. Já tínhamos feito um Rally Series de Lousada em 2025 num Yaris GR e desta vez fomos no nosso leãozinho. Ela esteve na perfeição, uma performance como nós dizemos, ‘à mundial’ e que queremos repetir”, elogia Afonso.

    Esse lado humano ajuda a explicar a forma como Afonso Santos vive a competição. Há ambição, há vontade de vencer, há frustração quando as coisas não correm bem, mas há também gratidão, ligação familiar e consciência de que cada resultado é construído por muitas pessoas.

    A internacionalização na Peugeot Rally Cup Ibérica abriu outra frente importante. A estreia no Rallye Rías Baixas, apesar de curta, mostrou ao jovem poveiro a dimensão da exigência fora de portas: “O ritmo português é alto, mas a verdade é que Espanha está um patamar acima de nós. O ritmo lá é endiabrado, as classificativas são de uma exigência altíssima, mas tudo isso é o que precisamos para evoluir ao máximo”, reconhece.

    Mesmo depois da desistência na primeira classificativa, Afonso Santos retirou aprendizagem: “Percebi que tenho de trabalhar mais um pouco de tudo e começar a aumentar o ritmo gradualmente, mantendo sempre uma pequena margem de segurança nesta fase de evolução.”

    É esta frase que mostra o caminho. O “Pocket Rocket” continua a ser rápido. Continua a ter instinto. Continua a ter aquela irreverência natural dos pilotos que fazem acontecer. Mas começa também a revelar uma consciência cada vez mais clara daquilo que precisa de construir para transformar velocidade em resultados constantes. A segunda metade da época surge, por isso, com objetivos muito bem definidos: “O foco está em melhorar de rali para rali, terminar todas as provas, ganhar confiança, ganhar quilómetros e dar o nosso melhor para obtermos o melhor resultado possível”, afirma.

    Mais do que prometer vitórias, Afonso Santos promete evolução. E isso, nesta fase da carreira, talvez seja ainda mais importante: “Um novo Afonso Santos surge quilómetro a quilómetro, cada vez mais confiante, mais experiente, mas ainda com muito para aprender e melhorar. Temos agora meia época para que, no final do ano, a diferença entre o Afonso Santos de agora e o Afonso Santos do fim da época seja uma diferença notável e positiva.”

    Afonso Santos continua a ser o “Pocket Rocket”. Mas 2026 está a dar-lhe algo mais: maturidade. E talvez seja essa a grande vitória desta primeira metade da temporada.

  • Rallye Constálica arranca com lista recorde e João Ferreira como homem a bater

    Rallye Constálica arranca com lista recorde e João Ferreira como homem a bater

    O Rallye Constálica – Castro Daire, Oliveira de Frades e Vouzela vai este fim de semana para a estrada com a maior lista de inscritos da temporada e vários focos de interesse. João Ferreira, aos comandos de um Toyota GR Yaris Rally2, surge como principal candidato à vitória absoluta.

    Entre os principais candidatos ao triunfo surge João Ferreira, habitualmente ligado ao todo-o-terreno, mas que volta a aventurar-se nos ralis de estrada com um Toyota GR Yaris Rally2. Na luta pelos lugares cimeiros deverão estar também Carlos Matos, em Škoda Fabia RS Rally2, e André Cabeças, aos comandos de um Citroën C3 Rally2.

    No Campeonato Promo, a luta deverá voltar a centrar-se em Nelson Trindade e Henrique Rodrigues, ambos em Škoda Fabia N5 e atualmente nas duas primeiras posições da classificação. João Marques, em Citroën Saxo VTS, surge igualmente como candidato a um lugar no pódio.

    No Campeonato Centro, prossegue o duelo entre Armando Carvalho, em Mitsubishi Lancer IX, e António Cruz Monteiro, em Peugeot 208 T16, separados por 20 pontos. Filipe Rodrigues e Henrique Correia, ambos em Ford Escort, deverão igualmente entrar na discussão pelos lugares de destaque.

    A prova começa este sábado, em Castro Daire, com dupla passagem por Rota N2 – Castro Daire, com 5,45 km, e Moledo, com 9,45 km. Já à noite, os concorrentes cumprem duas passagens pela Super Especial de Vouzela, marcadas para as 21h00 e 21h17. No domingo, a competição prossegue com dupla passagem por Senhora do Castelo e Penoita, antes da decisão em Oliveira de Frades, onde terão lugar duas passagens pela super-especial local. A chegada final está prevista para as 15h43, em Oliveira de Frades.