Categoria: Ralis

  • Sami Pajari termina dia caótico na liderança após festival de furos no Paraguai

    Sami Pajari termina dia caótico na liderança após festival de furos no Paraguai

    Sami Pajari emergiu de uma sexta-feira particularmente dura na América do Sul com 11,9 segundos de vantagem sobre Hayden Paddon. Problemas de pneus atingiram praticamente todos os principais candidatos e provocaram sucessivas mudanças na liderança ao longo das oito classificativas.

    Sami Pajari terminou a primeira etapa na frente depois de uma impressionante recuperação. O finlandês iniciou a segunda passagem pelos troços apenas no quarto lugar, a 33,2 segundos do comando, mas conseguiu escapar aos problemas que afetaram grande parte dos Rally1. Na segunda passagem por Yerbatera, com 33,88 km, Elfyn Evans, então líder, viu o pneu traseiro direito desfazer-se e teve de completar a classificativa praticamente sobre a jante. Pajari passou sem problemas e assinou mesmo o melhor tempo, apenas um décimo mais rápido que Oliver Solberg.

    Também Hayden Paddon, líder ao final da manhã, sofreu delaminações durante a tarde, mas conseguiu conservar o segundo lugar. O neozelandês terminou o dia a 11,9 segundos de Pajari, numa prestação particularmente forte no seu primeiro rali de terra ao mais alto nível do WRC desde 2018.

    «Foi muito limpo da minha parte. Acho que é quase uma lotaria ter ou não um furo. Tenho de estar satisfeito com aquilo que fizemos», reconheceu Pajari, que procura a terceira vitória consecutiva no WRC, depois dos triunfos na Estónia e Finlândia.

    Elfyn Evans ocupa o terceiro lugar, a 56,3 segundos do líder, depois de sofrer problemas de pneus nas duas passagens por Yerbatera. Logo atrás surge Adrien Fourmaux, que foi um dos pilotos mais rápidos do dia, vencendo quatro das oito classificativas, mas perdeu quase minuto e meio a trocar um pneu durante a manhã e terminou a segunda passagem por Yerbatera com os dois pneus traseiros vazios.

    Josh McErlean completa o Top 5, enquanto o piloto da casa Diego Domínguez protagonizou outra das grandes prestações, ocupando o sexto lugar absoluto e liderando o WRC2 com 39,4 segundos de vantagem sobre Gus Greensmith.

    O dia foi igualmente marcado pelos abandonos de vários protagonistas. Takamoto Katsuta capotou apenas dois quilómetros depois do início da primeira classificativa, Thierry Neuville abandonou após danificar a suspensão traseira esquerda e Sébastien Ogier ficou pelo caminho na terceira especial depois de falhar uma reparação provisória na suspensão.

    A etapa de sábado promete aumentar ainda mais a dificuldade, com chuva forte prevista e 137,34 quilómetros cronometrados distribuídos por nove especiais.

  • Armando Carvalho e Ana Santos defendem liderança do Centro de Ralis no Rallye Constálica

    Armando Carvalho e Ana Santos defendem liderança do Centro de Ralis no Rallye Constálica

    Depois de quase dois meses de pausa, Armando Carvalho e Ana Santos regressam à competição no 14.º Rallye Constálica – Castro Daire – Oliveira de Frades – Vouzela. A dupla de Vila Nova de Poiares chega à ronda de Lafões na liderança do Campeonato Centro de Ralis e assume como prioridade continuar a somar pontos importantes para as contas do título.

    O Campeonato Centro de Ralis regressa à ação este fim de semana, 29 e 30 de agosto, e Armando Carvalho e Ana Santos estarão entre os protagonistas do 14.º Rallye Constálica, prova organizada pelo Gondomar Automóvel Sport e promovida pela Promolafões. A dupla, que compete com um Mitsubishi preparado pela Domingos Sport, regressa a uma prova pela qual nutre especial simpatia.

    «Após cerca de dois meses desde o último rali, estamos de regresso a uma prova de que gostamos muito e onde somos sempre muito bem recebidos. Tem troços espetaculares e é muito bem organizada e promovida. É sempre bom regressar à zona de Lafões», destaca Armando Carvalho.

    A liderança do campeonato recomenda, contudo, uma abordagem calculada: «Estamos conscientes das dificuldades. A concorrência está cada vez mais forte e sabemos que temos de trabalhar ainda mais para andar perto deles. Mas também não podemos cometer erros nem entrar em loucuras que possam comprometer pontos preciosos. Vamos dar o nosso melhor para conseguir o melhor resultado possível e manter a liderança.»

    O Rallye Constálica apresenta 256,97 quilómetros de percurso, dos quais 76,30 ao cronómetro, repartidos por dez especiais. No sábado estão previstas passagens por Rota N2/Castro Daire, Moledo e pela Super Especial de Vouzela. Domingo reserva Senhora do Castelo, Penoita e a Super Especial Frango do Campo, antes da chegada ao Parque Urbano de Oliveira de Frades, prevista para as 15h43.

  • Dani Sordo confirmado em Castanheira de Pera para lutar pela vitória no Rally Series

    Dani Sordo confirmado em Castanheira de Pera para lutar pela vitória no Rally Series

    Dani Sordo é a grande novidade da quarta ronda do Castrol Portugal Rally Series. O piloto espanhol estará nos dias 5 e 6 de setembro em Castanheira de Pera para disputar “O Neveiro e a Lã”, aos comandos de um Hyundai i20 N Rally2 assistido pela Vision Motorsport e acompanhado por Patricia Sáiz Ruiloba.

    A presença do piloto oficial da Hyundai Motorsport resulta de um acordo entre o Município de Castanheira de Pera e o Rally Series Promoter, reforçando um cartaz que contará também com Chris Ingram e Valter Cardoso. Sordo participará como Wild Card, estatuto que lhe permite discutir a classificação absoluta da prova em igualdade de circunstâncias com os restantes concorrentes, embora sem pontuar para a classificação anual do Castrol Portugal Rally Series.

    Com três vitórias e mais de 50 pódios no Campeonato do Mundo de Ralis, o espanhol acrescenta ao currículo o título de Campeão de Portugal de Ralis conquistado em 2025 e regressa agora às estradas portuguesas para conhecer um conceito de competição diferente.

    “Tenho muita curiosidade em conhecer de perto o formato Rally Series e perceber toda a experiência que se cria em torno da competição. Gosto muito de competir em Portugal e estou muito contente por poder estar em Castanheira de Pera”, afirma Dani Sordo.

    Apesar do carácter promocional da participação, o espetáculo e a competição estarão inevitavelmente no centro das atenções. “Vamos desfrutar, estar próximos do público e, acima de tudo, proporcionar muito espetáculo durante todo o fim de semana”, acrescenta o piloto espanhol.

    Oito especiais e 40,50 quilómetros ao cronómetro

    Disputada integralmente em asfalto, a quarta ronda da temporada terá 68,78 quilómetros de percurso, dos quais 40,50 cronometrados, distribuídos por oito Provas Especiais de Classificação nas estradas da Serra da Lousã. A Praia das Rocas receberá a arena central do evento, concentrando várias das atividades destinadas ao público, numa prova que procura conjugar competição, espetáculo e promoção do território.

    Pedro Lago Vieira, aos comandos de um Škoda Fabia RS Rally2, chega a Castanheira de Pera na liderança da classificação anual, mas encontrará agora mais um adversário de peso na discussão pela vitória absoluta. A realização de “O Neveiro e a Lã” está já assegurada em Castanheira de Pera até 2029, na sequência do acordo plurianual celebrado entre o Município e o Rally Series Promoter.

  • Katsuta dá o primeiro sinal no Paraguai e bate trio da Hyundai no shakedown

    Katsuta dá o primeiro sinal no Paraguai e bate trio da Hyundai no shakedown

    Takamoto Katsuta foi o mais rápido no shakedown do Rally do Paraguai, ao tornar-se no único piloto a baixar dos três minutos nos 5,60 quilómetros de Carmen del Paraná.

    O piloto da Toyota Gazoo Racing estabeleceu a referência na sua terceira passagem, assinando 2m59,5s e deixando a curiosa marca de três Hyundai exatamente com o mesmo tempo, 3m01,1s. Hayden Paddon foi o primeiro a alcançar esse registo, logo na segunda passagem, num regresso particularmente relevante: esta é a sua primeira participação ao mais alto nível do WRC em terra desde 2018 e a primeira experiência competitiva com o Hyundai i20 N Rally1 neste tipo de piso. Adrien Fourmaux igualou posteriormente o neozelandês, antes de Thierry Neuville fazer precisamente o mesmo na terceira tentativa.

    Paddon mostrou-se particularmente confiante após a primeira passagem. “Estou muito mais confiante com o carro em terra. Vamos aproveitar enquanto estiver seco, fazer o melhor que conseguirmos e atacar. Estamos aqui para isso”, afirmou.

    O líder do campeonato, Elfyn Evans, ficou a apenas uma décima dos três Hyundai, terminando em quinto e optando por realizar somente duas passagens. Seguiram-se os Ford de Jon Armstrong e Josh McErlean, com Armstrong a cumprir no Paraguai a sua primeira participação em solo sul-americano.

    O Top 10 ficou completo pelos Toyota de Oliver Solberg, Sami Pajari e Sébastien Ogier. Solberg teve ainda a particularidade de levar o Presidente do Paraguai, Santiago Peña, numa passagem pelo troço, enquanto Ogier, vencedor da edição de 2025, realizou apenas uma tentativa competitiva antes de proporcionar uma experiência semelhante ao vice-presidente Pedro Alliana.

    Com Katsuta na frente e apenas 1,7 segundos a separarem o japonês de três Hyundai, o shakedown deixou boas indicações para a luta que se anuncia no Rally do Paraguai.

  • Polestar Portugal Triauto convidada pela FIA para o Eco Rally da China

    Polestar Portugal Triauto convidada pela FIA para o Eco Rally da China

    A Polestar Portugal Triauto foi oficialmente convidada pela FIA para participar no Eco Rally da China, integrando um grupo restrito de apenas dez equipas selecionadas para uma das provas de maior dimensão e projeção internacional da FIA Eco Rally Cup.

    A formação portuguesa recebeu o convite tendo em conta o desempenho e a classificação alcançados ao longo da temporada, bem como o percurso desenvolvido nas competições internacionais de regularidade e eficiência energética.

    Ao longo de 2026, a Polestar Portugal Triauto tem participado em várias rondas da FIA Eco Rally Cup, acumulando experiência em diferentes países e condições e consolidando a sua presença num campeonato internacional cada vez mais competitivo. A deslocação à China representa agora um novo passo nesse percurso e coloca a equipa portuguesa frente a algumas das principais formações internacionais da especialidade, naquela que será também a competição mais longínqua da temporada.

    «Receber um convite direto da FIA para participar no Eco Rally da China é um enorme orgulho para toda a equipa. É um reconhecimento muito especial do trabalho e do desempenho que temos vindo a construir ao longo desta temporada, bem como de todo o percurso internacional que temos realizado», destaca Filipe Maia, piloto da Polestar Portugal Triauto.

    O português antecipa um desafio muito diferente dos anteriores: «A China será um desafio completamente diferente, não só pela distância, mas também pelas características da prova e pelo nível das equipas presentes. Vamos encará-lo com enorme motivação e com o objetivo de representar Portugal e os nossos parceiros da melhor forma possível.»

    O convite da FIA reforça assim a afirmação internacional da Polestar Portugal Triauto e a presença portuguesa nas competições dedicadas à regularidade e eficiência energética com veículos elétricos.

  • Rallye Constálica regressa com duas super-especiais urbanas e passagem pela EN2

    Rallye Constálica regressa com duas super-especiais urbanas e passagem pela EN2

    A 14.ª edição disputa-se a 29 e 30 de agosto nos concelhos de Castro Daire, Vouzela e Oliveira de Frades, com dupla passagem noturna pela tradicional super-especial de Vouzela e uma nova classificativa urbana em Oliveira de Frades.

    O Rallye Constálica regressa nos dias 29 e 30 de agosto para a sua 14.ª edição, levando novamente a competição aos territórios de Castro Daire, Vouzela e Oliveira de Frades.

    Pontuável para o Campeonato Promo de Ralis, Campeonato Centro de Ralis, Campeonato Centro de Ralis 2RM, Taça de Portugal de Ralis GT e Promolafões Rali Cup by Castrol Travocar, a prova organizada pelo Gondomar Automóvel Sport e promovida pela Promolafões apresenta este ano duas super-especiais urbanas.

    A tradicional classificativa noturna de Vouzela, presente desde a primeira edição, volta a assumir um dos momentos de maior espetáculo, enquanto Oliveira de Frades recebe uma super-especial citadina de 2 km, que encerrará competitivamente o rali antes do pódio.

    EN2 abre programa competitivo

    A competição começa no sábado, 29 de agosto, com a Rota EN2, de 5,45 km, disputada em Castro Daire e Ponte Pedrinha, com duas passagens previstas. Segue-se igualmente uma dupla passagem por Moledo, com 9,45 km, antes da visita ao parque de assistência instalado nas instalações da Constálica, em Vouzela.

    O primeiro dia termina com duas passagens noturnas pela super-especial de Vouzela, com 2,80 km. No domingo, o programa arranca com a classificativa Senhora do Castelo, na sua configuração antiga e com 5,45 km, seguida de Penoita, também na versão original. Com 13 km, será o troço mais longo da prova. A derradeira decisão acontecerá nas duas passagens pela super-especial de Oliveira de Frades, antes da cerimónia de pódio no Parque Urbano.

    Rali acompanhado por animação nos três concelhos

    O programa volta a procurar aproximar competição e público através das Travocar Fun Zones e de diferentes iniciativas de animação. Castro Daire recebe no sábado uma exposição de viaturas, sessão de fotografias com pilotos e animação musical. Vouzela prolongará a festa pela noite, enquanto Oliveira de Frades concentrará no domingo várias atividades antes da chegada e da cerimónia de pódio.

    Com classificativas em três concelhos e uma combinação entre troços tradicionais, a passagem pela EN2 e duas super-especiais urbanas, o Rallye Constálica 2026 prepara mais um fim de semana de competição em toda a região de Dão-Lafões.

  • Ricardo Filipe: uma primeira metade de época feita de evolução, afirmação e sinais claros de futuro

    Ricardo Filipe: uma primeira metade de época feita de evolução, afirmação e sinais claros de futuro

    A primeira parte da temporada 2026 de Ricardo Filipe no Campeonato de Portugal de Ralis transformou-se numa caminhada feita de aprendizagem, adaptação, evolução competitiva e sinais consistentes de que o piloto algarvio, que defende as cores da Olha o Cogumelo, está a consolidar uma nova fase da sua carreira.

    O arranque no Rali Terras D’Aboboreira trouxe desde logo um resultado satisfatório, com Ricardo Filipe a terminar no Top 11 entre os concorrentes do CPR. Foi um primeiro indicador positivo numa temporada em que o objetivo passava por continuar a ganhar quilómetros, confiança e consistência num contexto altamente competitivo. Seguiu-se o enorme desafio do Vodafone Rally de Portugal, prova do Mundial de Ralis e simultaneamente pontuável para o Campeonato de Portugal de Ralis na etapa inicial, onde a dupla voltou a deixar sinais de competitividade, apesar de uma participação marcada por contratempos mecânicos.

    No Rali de Portugal, Ricardo Filipe viveu uma das experiências mais intensas da época. “Este Rali de Portugal vai ficar para sempre na nossa memória. Foi uma experiência única, um desafio tremendo, daqueles que nos levam ao limite e que muito nos ensinam”, afirmou então o piloto. Apesar do abandono, a passagem pela prova portuguesa do Mundial deixou uma marca importante: a dupla chegou a subir ao Top 3 entre os pilotos portugueses, antes de a embraiagem comprometer a continuidade.

    Mas foi no regresso ao asfalto, no Rali de Castelo Branco e Vila Velha de Ródão, que a primeira metade da temporada ganhou um novo impulso. Depois de quase um ano sem competir neste tipo de piso, Ricardo Filipe partiu para a Beira Baixa com uma abordagem consciente, mas ambiciosa. A prova marcou também o início da ligação à ARC Sport, uma mudança que rapidamente se revelou determinante. O piloto foi claro antes da partida: “Voltamos ao asfalto com cabeça, ambição e uma nova parceria técnica.” A resposta em estrada confirmou o acerto da aposta.

    Nas rápidas e exigentes especiais de Castelo Branco, Ricardo Filipe e Filipe Carvalho conseguiram impor um ritmo sólido, progressivo e competitivo. O 7.º lugar absoluto, aliado a uma classificativa entre os cinco mais rápidos, traduziu uma exibição muito positiva e reforçou a confiança no processo. “Missão cumprida. Foi um rali muito positivo, disputado a um ritmo frenético, no qual fomos capazes de mostrar uma enorme evolução. Fizemos bons tempos, encontrámos cada vez mais confiança no carro e saímos de Castelo Branco ainda mais motivados”, sublinhou Ricardo Filipe.

    A ligação à ARC Sport tornou-se, a partir daí, um dos eixos centrais desta fase da temporada. Não apenas pela preparação do Skoda Fabia R5, mas pela forma como a estrutura tem acompanhado o crescimento competitivo do piloto. “O Skoda Fabia R5 funcionou de forma perfeita. A ARC Sport realizou um grande trabalho na preparação e no acompanhamento do carro, confirmando tudo aquilo que já tínhamos sentido nos primeiros contactos com a equipa”, destacou o piloto algarvio. Mais tarde, já no contexto madeirense, reforçaria essa ideia: “A ARC Sport tem feito um trabalho excelente no carro, mas também na forma como me apoia na minha evolução como piloto.”

    A dupla operação madeirense trouxe novo contexto, novas exigências e mais quilómetros importantes. No Rali da Calheta, já com Rui Rodrigues no lado direito, Ricardo Filipe encontrou uma oportunidade valiosa para preparar o Rali da Madeira. A especificidade do asfalto madeirense, a necessidade de referências locais e o conhecimento do navegador madeirense tornaram esta prova numa etapa fundamental do percurso competitivo. “O Rali da Calheta foi um teste excelente para o Rali da Madeira. Conseguimos fazer quilómetros, ganhar ritmo e perceber melhor este asfalto tão particular”, afirmou.

    O resultado confirmou o valor desse trabalho: Top 8 absoluto, 3.º entre as equipas que disputam o CPR e vários tempos bem dentro do Top 10. Mais uma vez, o resultado desportivo foi importante, mas a forma como foi construído talvez tenha sido ainda mais relevante. Ricardo Filipe mostrou segurança, consistência e capacidade para andar rápido sem perder de vista os limites definidos.

    Rali Serra da Cabreira, 27 e 28 de Março de 2026, Foto: Ricardo Oliveira / #GoAgency

    O Rali da Madeira acabou por ter um desfecho ingrato, com o abandono na PEC 7, Ribeiro Frio, devido à quebra de uma transmissão. Ainda assim, até esse momento, Ricardo Filipe e Rui Rodrigues rodavam já na luta pelo Top 10 entre as equipas pontuáveis para o Campeonato de Portugal de Ralis e dentro do Top 20 absoluto. Num rali com uma lista de inscritos fortíssima, esse posicionamento confirmou a evolução apresentada ao longo da primeira metade da época. “Foi um final infeliz para um rali que estava a ser muito positivo. Até aí, estávamos a fazer aquilo que tínhamos planeado: rápidos, consistentes e sem exageros”, resumiu o piloto.

    Feito o balanço, a primeira parte da época de Ricardo Filipe deixa uma leitura muito clara. Houve resultados importantes, como o Top 7 em Castelo Branco e o Top 8 na Calheta. Houve prestações de qualidade, como os tempos no Top 5 e Top 10 em diferentes especiais. Houve abandonos frustrantes, mas houve também sinais inequívocos de crescimento. O piloto está mais consistente, mais confiante, mais adaptado ao Skoda Fabia R5 e fortalecido pela relação com a ARC Sport.

    Para o que falta da temporada, a prioridade passará agora pelos pisos de terra. Depois de uma fase muito centrada no asfalto, entre Castelo Branco e a Madeira, Ricardo Filipe entra na segunda metade do ano com o objetivo de “privilegiar a evolução em terra, acumulando quilómetros, consolidando ritmo e transportando para esse piso a confiança competitiva que temos vindo a construir”.

  • Chris Ingram no Castrol Portugal Rally Series em Castanheira de Pera

    Chris Ingram no Castrol Portugal Rally Series em Castanheira de Pera

    Campeão europeu e britânico de ralis estará aos comandos do Experience Car na quarta ronda do Castrol Portugal Rally Series, marcada para 5 e 6 de setembro, em Castanheira de Pera.

    Chris Ingram é o primeiro piloto internacional confirmado para a quarta ronda do Castrol Portugal Rally Series 2026, que terá lugar nos dias 5 e 6 de setembro, em Castanheira de Pera. O piloto britânico estará aos comandos do Experience Car, assumindo um papel direcionado para o espetáculo e para a proximidade com o público, estando igualmente prevista a sua participação nas diferentes ações promocionais realizadas ao longo dos dois dias do evento.

    Campeão Europeu e Campeão Britânico de Ralis, Ingram é um dos nomes de referência dos ralis europeus. O britânico entrou para a história ao tornar-se o primeiro piloto inglês em mais de 50 anos a conquistar o título europeu, contando igualmente com várias participações no Campeonato do Mundo de Ralis.

    A sua presença acrescenta assim mais um importante argumento à quarta jornada do Castrol Portugal Rally Series, denominada “O Neveiro e a Lã”, sendo Ingram o primeiro nome internacional anunciado para Castanheira de Pera.

    Castanheira de Pera garantida até 2029

    A realização de “O Neveiro e a Lã” resulta de um acordo plurianual entre o Município de Castanheira de Pera e o Rally Series Promoter, que garante a presença da prova no calendário do Castrol Portugal Rally Series até 2029, sempre no início de setembro. Organizada pelo Clube Automóvel da Marinha Grande, a jornada pretende igualmente contribuir para a promoção turística e valorização do território, consolidando a presença de Castanheira de Pera no panorama nacional dos ralis.

    A confirmação de Chris Ingram constitui, para já, um dos principais atrativos de uma ronda que promete voltar a combinar competição, espetáculo e forte proximidade entre pilotos e público.

  • RallyOne Project prepara estreia parcial no WRC em 2027

    RallyOne Project prepara estreia parcial no WRC em 2027

    Primeiro construtor privado confirmado para a nova era WRC27 não deverá disputar todo o Mundial na temporada de estreia. Projeto liderado por Lionel Hansen prepara a entrada em competição em 2027.

    O RallyOne Project não está a preparar um programa completo no Campeonato do Mundo de Ralis em 2027, ano em que entram em vigor os novos regulamentos técnicos WRC27. A informação é avançada pela DirtFish, que acompanha de perto o desenvolvimento daquele que será um dos primeiros projetos privados da nova geração do WRC.

    O objetivo passará por cumprir inicialmente um programa parcial, aproveitando a possibilidade prevista nos regulamentos para os novos construtores. A FIA determina que, na primeira temporada, estruturas como a RallyOne participem em pelo menos 50% das provas do calendário, com duas viaturas.

    A opção permitirá concentrar recursos no desenvolvimento e evolução de uma máquina totalmente nova, numa fase em que o projeto continua a trabalhar para chegar preparado ao início da nova era regulamentar.

    Monte Carlo continua no horizonte

    A intenção manifestada anteriormente por Lionel Hansen passa por ter os carros preparados para uma estreia já no Rali de Monte Carlo de 2027, embora sem a obrigação de prolongar a presença às restantes jornadas da temporada. O plano divulgado em junho previa a construção de duas viaturas de competição até ao final de 2026, caso o programa de testes em asfalto e terra decorresse conforme esperado. A primeira fase de ensaios estava programada para agosto, seguindo-se pelo menos seis sessões de testes ainda este ano.

    O RallyOne Project reúne atualmente uma estrutura de 17 elementos. Alain Penasse, antigo responsável da Hyundai Motorsport, assume a gestão desportiva e estratégica, enquanto Jean-Claude Vaucard desempenha funções de principal consultor técnico. A estrutura trabalha ainda com parceiros como Faster Racing, WRT Manufacturing, Marelli Motorsport, Multimatic e OMP Racing.

    O projeto foi o primeiro promovido por um “tuner” independente a confirmar oficialmente a entrada na nova regulamentação WRC27, que permitirá a estruturas sem estatuto de construtor automóvel desenvolver, homologar e competir com viaturas próprias frente às equipas de fábrica. Assim, mais do que atacar imediatamente uma temporada completa, a estratégia para 2027 deverá passar por entrar no WRC, validar o projeto em competição e construir as bases para uma presença mais ambiciosa nos anos seguintes.

    Fonte: DirtFish.

  • Euro RX3: Gurklys vira campeonato e chega a Lohéac com 28 pontos sobre Meunier

    Euro RX3: Gurklys vira campeonato e chega a Lohéac com 28 pontos sobre Meunier

    Julien Meunier começou a temporada com duas vitórias consecutivas e chegou a liderar por 14 pontos, mas problemas em Höljes e uma penalização em Mondello Park permitiram a Rytis Gurklys assumir o comando do Euro RX3 com 28 pontos de vantagem. André Sousa ocupa atualmente o 8º lugar da tabela pontual.

    A luta pelo título do FIA Euro RX3 2026 sofreu uma reviravolta completa nas duas últimas jornadas. Julien Meunier parecia lançado para uma temporada de domínio depois de vencer na Letónia e na Hungria, mas Rytis Gurklys aproveitou os problemas do francês para passar de perseguidor a líder destacado.

    Meunier, estreante esta temporada no Campeonato Europeu de Rallycross e bicampeão francês de Super1600, começou por ser Top Qualifier nas duas primeiras provas e transformou essa velocidade em dois triunfos consecutivos. Em Höljes, voltou a dominar a Qualificação, mas um problema elétrico afastou-o ainda na semifinal. Gurklys aproveitou para vencer na Suécia e assumir a liderança do campeonato.

    A tendência manteve-se em Mondello Park. O lituano dominou as mangas de qualificação, enquanto a final proporcionou um duelo intenso entre os dois pilotos dos Audi A1. Meunier recebeu a bandeira de xadrez na frente, mas acabou penalizado depois da corrida por exceder os limites da pista numa ultrapassagem na segunda curva. A decisão entregou a vitória a Gurklys e transformou os 14 pontos de vantagem que o francês chegou a possuir numa desvantagem de 28.

    De destacar ainda a presença portuguesa no Euro RX3, com André Sousa, aos comandos de um Audi A1 da TSL, a ocupar atualmente o 8.º lugar do campeonato, com 27 pontos. Mais atrás, Tiago Ferreira, em Ford Fiesta, fecha o Top 10, somando 20 pontos e mantendo também presença entre os dez melhores da classificação.

    Lohéac pode relançar Meunier

    A próxima ronda, marcada para 28 a 30 de agosto em Lohéac, surge agora como uma oportunidade crucial para Meunier reagir. O francês competirá em casa e procurará tirar partido do conhecimento do circuito para reduzir a diferença no campeonato.

    Gurklys, vice-campeão do Euro RX3 na sua época de estreia em 2025, chega a França num momento particularmente forte e com duas vitórias consecutivas. Atrás da dupla que começa a destacar-se na discussão pelo título, a luta pelo terceiro lugar permanece muito aberta. Sámuel Kovács, Nicolas Geleyns, Libor Teješ, Dylan Dufas e Markus Røsrud estão separados por apenas 12 pontos, deixando também essa batalha completamente indefinida.

    Kovács e Geleyns já subiram duas vezes ao pódio esta temporada, enquanto Teješ tem apostado na regularidade. Dufas tem vindo a crescer aos comandos do Volkswagen Polo e Røsrud conseguiu em Höljes transformar a velocidade demonstrada naquele circuito num lugar no pódio.

    Com a passagem por Lohéac a aproximar-se, o Euro RX3 entra assim numa fase decisiva com Gurklys na frente e Meunier obrigado a responder perante o público francês.