O piloto viseense conquistou 1º lugar nas Duas Rodas Motrizes (2RM) e 6º lugar da Geral no Constálica Rallye Vouzela e Viseu David Brites voltou a marcar presença no Constálica Rallye Vouzela e Viseu que se realizou no passado fim-de-semana, dias 2 e 3 de setembro.
O piloto considera este “um excelente resultado final, num rally que teve de tudo um pouco e que por isso foi um verdadeiro desafio.” A imprevisibilidade desta modalidade fez-se notar especialmente no primeiro dia, como refere David Brites, “perdemos bastante tempo devido a meio pião por um excesso meu, a uma neutralização de um troço e, a parte mais radical, termos feito as duas super especiais noturnas de sábado apenas com o mínimo do lado esquerdo devido a um problema técnico.”
No segundo dia, marcado pela chuva constante, a equipa conseguiu impor um ritmo rápido que permitiu recuperar tempo e posições.
David Brites e Numa Pompílio terminaram este Rally em primeiro lugar na categoria de duas Rodas Motrizes (2RM) e em sexto lugar da classificação geral. Um resultado que acrescenta a um percurso de grandes sucessos, e que reforça o desejo desta equipa de procurar novos desafios. “É sempre muito bom poder fazermos o que mais gostamos, esperamos voltar tão cedo quando possível e fazer sempre melhor!”, termina David Brites, agradecendo ainda à sua equipa e aos patrocinadores que acreditaram na equipa.
A participação de David Brites e Numa Pompílio teve o patrocínio da Brites Motores, Feira de São Mateus, Patinter, Consultório Veterinário Vouzela, S2L Software e Sistemas, TAF ARCH arquitetura, Tintas Tinsol, Martinsol, Viseu Ryokan – Hospedaria Japonesa & SPA e VA Seguros.
Piloto de Fafe vai alinhar ao volante de um dos carrosda Sports & You seis anos depois de se ter sagrado campeão nacional.
O Rally de Montelongo, que estará na estrada este próximo fim de semana (9 e 10 de setembro), sendo pontuável nos Campeonatos de Portugal de Clássicos (CPCR), Start Norte (CStNR) e Promo Norte (CProNR), para além de candidato a integrar o calendário do Campeonato da Europa de Ralis Históricos FIA em 2024, vai marcar o regresso do ex-campeão Carlos Vieira às provas de estrada cinco anos depois do grave acidente no Rali Vidreiro-Centro de Portugal Marinha Grande que esteve, posteriormente, na origem da sua mudança para os circuitos.
O piloto nascido em Fafe surgirá ao volante de um Citroen C3 Rally2 da Sports & You e naturalmente que é o grande candidato a vencer a prova extra num rali que apresenta uma lista de 49 inscritos, repartidos entre os Clássicos (13) e as restantes categorias, sendo que se há quem cumpra apenas a competição de sábado (Start Norte e Promo Norte), não falta quem destes dois campeonatos regionais tenha decidido fazer a prova extra e acompanhar os clássicos também na jornada de domingo.
“A lista de inscritos acaba por corresponder às expetativas, especialmente no que diz respeito aos Clássicos, embora na globalidade pudesse ser um pouco melhor. De qualquer modo, acredito que estarão reunidas as condições para se poder assistir a um bom rali e vamos ver o que os senhores inspetores da FIA [Federação Internacional do Automóvel] terão para nos dizer, face à prova que irão escrutinar”, sublinha Carlos Cruz, presidente do Demoporto – Clube de Desportos Motorizados do Porto, organizador do Rali Montelongo.
Olhando para os inscritos, os dois atuais primeiros classificados do CPCR, José Merceano e Nuno Mateus, separados por dez pontos, deverão ter como adversário de referência, na discussão dos primeiros lugares, o vencedor do ano passado, Luís Mota, numa “guerra” entre os Mitsubishi Lancer, aguardando-se com alguma expetativa o desempenho do galego Pablo Pazó Figueiroa, o único piloto estrangeiro em prova, com o seu Talbot Sunbeam Lotus. Os pilotos que encabeçam a tabela classificativa tanto do CStNR – Jorge Carvalho (Peugeot 208 R2), que soma 109 pontos, Filipe Teixeira (Citroen Saxo Cup), 102 pontos, e Parcídio Summavielle (Renault Clio RS), 90 pontos – como do CProNR, Jorge Carvalho (80 pontos), Filipe Teixeira (75), Marco Oliveira (VW Polo N5), 70 pontos, e Parcídio Summavielle (70 pontos) – estarão à partida desta sétima jornada de ambos os campeonatos, o que garantirá desde logo duelos interessantes pelos primeiros lugares.
Ultrapassando todas as dificuldades levantas pelas agrestes condições meteorológicas que assolaram o 10º Constálica Rallye Vouzela e Viseu 2023, Fábio Santos e Pedro Santana levaram o Citroen Saxo VTS da RACE2WIN a um preciso triunfo nas contas do Campeonato Start Centro de Ralis.
De fio a pavio. Eis a saga da dupla leiriense, que dominou a seu belo prazer a quarta prova da temporada do campeonato em que estão focados. A sua supremacia foi tal que apenas não venceram a ultima classificativa do programa da prova, construindo assim de forma musculada um saboroso primeiro triunfo na temporada.
“O rali foi bom, tentamos preparar o rali da melhor maneira e os resultados surgiram, quando assim é acaba por ser gratificante. Antes do rali fomos surpreendidos pelas previsões de tempo, que declarava um rali com condições adversas, e com isso apenas dispunha-mos de pneus para seco, tínhamos de nos contentar com isso, logo partimos sem grande expetativa”, afirmou Fábio Santos.
Mas, nem esse “handicap” impediu o rápido piloto da cidade do Liz de impor “desde o início um ritmo forte, enquanto ainda tínhamos a possibilidade de aproveitar o tempo seco. Foi o que fizemos, entramos bem em prova, acabamos por manter o ritmo que tínhamos, sempre que choveu tivemos de ter atenção redobrada pois era quase inguiável. No segundo dia novamente a mesma incerteza e acabou por ser um dia de gestão difícil porque a qualquer momento dávamos um toque e estávamos fora. Mas queríamos agarrar a vitoria e soubemos gerir quando assim tivemos de o fazer, foi muito importante o trabalho do navegar Pedro Santana para alcançar o resultado assim como da nossa equipa RACE2WIN durante todo o rali. Acabou por ser um resultado gratificante visto estar acompanhado da família e amigos. Relativamente à prova em si, foi de uma dimensão incrível, estava longe de imaginar a quantidade de pessoas que estavam na feira de S. Mateus na cerimonia do pódio em Viseu.”.
O triunfo permitiu a Fábio Santos “assaltar” os lugares do pódio na tabela pontual do Campeonato Start Centro de Ralis, sendo agora um dos candidatos ao título.
Protagonizando uma exibição sólida e eficaz, Henrique Rodrigues e Daniel Rodrigues levaram o seu Mitsubishi Lancer EVO VII à conquista de um Top 8 absoluto no 10º Constálica Rallye Vouzela e Viseu 2023, logrando ainda subir ao 3º lugar do pódio nas contas particulares do Campeonato Promo de Ralis, triunfando nas lides do 6º Desafio Kumho Portugal.
Num rali marcado pelas condições meteorológicas adversas, a dupla duriense foi sempre capaz de rodar nas 10 classificativas do programa entre os mais rápidos do seu campeonato, como atesta o facto de nunca terem feito tempos para lá dos quatro mais rápidos entre os Promo, conseguindo por 3 vezes estarem entre os três mais lestos.
Por outro lado, a dupla dominou a seu belo prazer entre a “armada” pertencente ao 6º Desafio Kumho Portugal, liderando globalmente e, logicamente, triunfando na Divisão 1 da competição organizada pela ASR Tyres.
“No geral, a prova correu-nos bem. O resultado é muito positivo e continuamos com todas as possibilidades de terminar a época nos lugares do pódio do campeonato, sendo de realçar que tudo indica que, após mais esta vitória, iremos voltar a vencer a conquistar títulos no Desafio Kumho”, sintetizava no final o piloto duriense, satisfeito pelo nível da sua performance e pelos preciosos pontos amealhados, que lhe permitiram saltar para o 2º posto da tabela pontual do Campeonato Promo de Ralis, quando faltam 3 ralis para o fecho da temporada.
Mas, Henrique Rodrigues não deixou de enfatizar que “as condições meteorológicas tornaram o rali muito complicado. Um dos mais difíceis da nossa carreira. Ao longo da prova, a escolha de pneus virou autêntica lotaria e nem sempre acertámos. No primeiro dia, optamos mal e sofremos muito com isso. Mo segundo e decisivo dia, felizmente acertamos e, embora tivéssemos poucos pneus disponíveis, conseguimos andar rápido e saímos de Viseu orgulhosos e satisfeitos com a nossa exibição e com o trabalho da nossa equipa técnica que, uma vez mais, nos colocou o carro nas melhores condições”.
Por razões profissionais, Henrique Rodrigues não estará à partida do Rali Da Água Transibérico Eurocidade Chaves-Verín, voltando à competição apenas no 11º Rali De Viana Do Castelo, Cidade Europeia Do Desporto 2023, que se disputa nos dias 22 e 23 de setembro.
O piloto de Paredes conduziu o Volkswagen Polo GTI F5 ao triunfo no Constálica Rallye Vouzela Viseu, depois de “limitar” por completo as pretensões dos seus mais diretos opositores, inclusive o espanhol Jorge Pérez Alonso, em Porsche 911 GT3 Cup, segundo classificado, a 1m49,3s.
Desceu o pano da 10.ª edição do Constálica Rallye Vouzela Viseu em festa e, ainda por cima, “abençoada” por S. Mateus, em plena Feira anual viseense e um dos grandes certames populares de Portugal. A dupla formada por João Barros e Marco Macedo foi quem mostrou mais aptidões para sair da prova do Gondomar Automóvel Sport, promovida apela Promolafões, com a vitória no bornal.
O piloto de Paredes conquistou a edição deste ano sem margem para qualquer dúvida, depois de uma condução sem mácula iniciada na véspera, impedindo qualquer veleidade aos seus adversários. João Barros e Marco Macedo arrebataram o triunfo em todas as especiais em agenda, apenas cedendo na primeira passagem por Penoita para o espanhol Jorge Pérez Alonso, que faz equipa com o compatriota Unai Conde Garcia.
João Barros parece dar-se bem nas estradas de asfalto de Vouzela e Lafões: o piloto nortenho dominou por completo os dois dias que durou a prova do Interior beirã, e acabou com 1m49,3s de vantagem sobre Jorge Pérez Alonso, enquanto Adruzilo Lopes e Vítor Hugo, em Mitsubishi Lancer Evo X, lograram o degrau mais baixo do pódio, a 2m14,5s dos vencedores.
Ao volante de um Ford Fiesta R5, André Cabeças, navegado por Miguel Castro, não resistiu à pressão final de Carlos Fernandes e Valter Cardoso, dupla que chegou a rodar na segunda posição. O piloto de Lisboa, que partiu para a última especial no terceiro posto, com 0,6 segundos de vantagem para o piloto de Sintra, acabou na quinta posição, a 3,4 segundos de Carlos Fernandes e a 2m51,7s dos vencedores.
Inglória foi a prestação na parte final da prova para os irmãos António Cruz Monteiro e Ana Cruz Monteiro. Ao volante de um Peugeot 208 T16, a dupla de Leiria viu o carro da marca francesa do leão a não querer colaborar, acabando por abandonar quando rodava na sexta posição. Quem herdou esse posto foi David Brites, navegado por Numa Pompílio, que, aos comandos de um Peugeot 208 Rally4, “saltou” um lugar, ficando assim às portas do “top 5”.
No Campeonato de Portugal GT de Ralis, a vitória sorriu aos espanhóis Jorge Pérez Alonso e Unai Conde Garcia (Porsche 911 GT3 Cup, com o tempo de 44m29,8s, cabendo a Paulo Carvalheiro e Dércio Carvalheiro, em viatura idêntica, e José Cruz e Bruno Pina, em Porsche 997 GT3 Cup, a segunda e terceira posição, a 6m27,7s e 8m26,9s, respetivamente.
Quando ao Campeonato Promo de Ralis, o piloto de Regilde, Adruzilo Lopes, navegado pelo cantanhedense Vítor Hugo, levou o Mitsubishi Lancer Evo X ao topo da classificação, com o tempo de 44m55,0s, relegando para a segunda posição Carlos Fernandes e Valter Cardoso em Toyota Yaris GR, a 2m42,1s. Henrique Rodrigues Henrique e Daniel Rodrigues, em Mitsubishi Lancer Evo VII, cotaram-se os terceiros mais rápidos, a 2m46,2s.
No Campeonato Start Centro de Ralis, Fábio Santos e Pedro Santana foram os mais rápidos ao volante de um Citroën Saxo VTS, com o tempo de 48m02,5s, com Miguel Carvalho e António Reis, em Peugeot 206 XS, a reclamar a segunda posição, a 2m21,6s de diferença. Já José Viana Martins e Filipe Oliveira, em Renault Clio III RS, terminaram na terceira posição, a 3m35,0s.
Por seu turno, no Campeonato Promo Centro Ralis a dupla formada por Adruzilo Lopes e Vítor Hugo, em Mitsubishi Lancer Evo X, arrecadaram os pontos máximos em disputa, com o tempo total de 44m55,0s. Carlos Fernandes e Valter Cardoso e João Araújo e Luís Araújo (Mitsubishi Lancer Evo VIII MR) , foram os segundos e terceiros, respetivamente.
Na FPAK Júnior Team, o triunfo foi parar às mãos de Pedro Pereira e João Aguiar, com o tempo de 50m45,9s. Na segunda posição terminou Rafael Rego e Inês Veiga, a 24,8 segundos, cabendo a João Silva e Diogo Costa o terceiro posto, a 2m10,0s. Todas as equipas alinharam aos comandos de uma viatura Kia Picanto GT.
No Promo 2RM, Miguel Carvalho e António Reis (Peugeot 206 XS) terminaram no lugar mais alto do pódio, com o tempo de 50m24,1s, com José Viana Martins e Filipe Oliveira (Renault Clio III RS) a encerrar a participação no segundo posto, a 1m13,4s. Os aveirenses João Castanheira e Carlota Teles (Ford Fiesta R2), terminaram na terceira posição, a 15m46,6s.
Quanto ao Desafio Kumho Promo, Henrique Rodrigues e Daniel Rodrigues (Mitsubishi Lancer Evo VII), superaram as adversidades e venceram com o tempo de 47m41,2s, com Paulo Ferraz e Liliana Costa (Mitsubishi Lancer Evo VII), a ocuparem o lugar intermédio do pódio, a 2m17,1s. Miguel Carvalho e António Reis (Peugeot 206 XS), garantiram a terceira posição, a 2m42,9s. Finalmente, e no que diz respeito Desafio Kumho Centro, a classificação é exatamente a mesma do Desafio Kumho Promo.
Pontuável para o Campeonato de Portugal GT de Ralis, Campeonato Promo de Ralis, FPAK Júnior Team, Campeonato Start Centro Ralis e Campeonato Promo Centro Ralis, o Constálica Rallye Vouzela e Viseu demostrou, este fim de semana, que continua a ser uma das provas da especialidade mais emblemáticas do panorama nacional disputados em pisos de asfalto. O maior evento desportivo anual realizado em Vouzela e Viseu regressou à estrada e gerou, á semelhança de anos anteriores, uma onda de enorme entusiasmo a que os municípios de ambos os territórios não são alheios a este fenómeno de popularidade.
O Constálica Rallye Vouzela E Viseu foi o palco para a estreia do Ford Fiesta R5 de André Cabeças. O piloto da Shore rubricou uma exibição sólida, coroada com o Top 5 absoluto.
Depois de alguns anos a desenvolver um Mitsubishi Mirage, com todas as vicissitudes normais de um percurso evolutivo, André Cabeças decidiu virar a página e render-se aos encantos de um carro da tipologia R5. A escolha recaiu num fiável Ford Fiesta R5 e, logo com dividendos na estreia.
“Nem sei por onde começar. O Fiesta R5 é, sem duvida, o melhor carro de ralis que guiei, de longe!”, afirmava no final da prova.
Fazendo um resumo do rali, que decorreu debaixo de condições meteorológicas adversas, o piloto realçou “que, desde o primeiro contacto no sábado de manha, então ainda em seco e com pneus duros, que fiquei admirado com as capacidades do carro principalmente curvar e travar, que eficiência brutal. Quanto ao rali muito a contar, mas resumidamente em três escolhas de pneus consegui errar redondamente sempre, escolhendo a pior opção, seco no molhado e molhado no seco, não permitiram, por inexperiência minha aproveitar o potencial do carro e as alegrias que me vai seguramente trazer”.
No entanto, André Cabeças saiu da capital viseense “muito satisfeito. Parabéns à minha equipa e ao Miguel Castro pela amizade e competência. Voltaremos mais bem preparados. Ficamos em 5º da geral num rali que foi acima de tudo uma luta pela sobrevivência e manter o carro na estrada!”.
Henrique Rodrigues e Daniel Rodrigues estão prontos para enfrentar a edição 2023 do Constálica Rallye Vouzela E Viseu, prova que tem lugar já este fim-de-semana. A dupla duriense quer defender a sua posição entre os melhores na tabela pontual do Campeonato Promo de Ralis e continuar na perseguição aos títulos que discute no 6º Desafio Kumho Portugal.
É claramente uma prova especial para piloto e navegador, ou não fosse “o rali mais perto da nossa terra onde esperamos fazer um bom resultado nas contas do campeonato Promo e no desafio Khumo. O campeonato não tem sido fácil, temos tido alguns problemas e tivemos a desistência na Aboboreira e penso que já é altura de voltarmos aos bons resultados e acabarem os azares que temos tido”, sendo de realçar que Henrique Rodrigues e Daniel Rodrigues já lograram pontuar forte em Castelo Branco, interrompendo aí a pequena “série negra” de problemas.
O piloto está muito motivado até porque “este é um rali de que gostamos muito. Já o fizemos no ano passado e correu bem, tem classificativas mais técnicas e outras mais rápidas como é o caso da do aeródromo, pelo que é diversificado neste aspeto.
Por outro lado, a meteorologia poderá vir a desempenhar um papel importante no desenrolar do rali: “o tempo ainda está incerto, não sabemos se vai ou não chover, pelo que vai também ser determinante a escolha dos pneus para um bom resultado.
Assumindo que será alto o grau de dificuldade que enfrentará para chegar aos lugares cimeiros, Henrique Rodrigues está satisfeito por “termos preparado bem a prova. Neste rali vamos ter concorrência extra de alguns pilotos que esporadicamente vêm fazer o rali e que estão a pontuar para o Promo, mas vamos à luta e ver onde nos posicionamos, sendo certo que queremos muito fazer uma boa pontuação para o Promo e tentar vencer nas contas do Desafio Kumho Portugal”
O piloto duriense revela o desejo de que “esteja muito público e que apareça gente nossa conhecida para nós apoiarem, visto que o rali é aqui ao lado de casa. É uma oportunidade também para assistirem à grande festa que são os ralis e aproveitam para nos ver a competir”.
A prova arranca sábado, 2 de setembro, com a primeira etapa e passagens cronometradas por Vouzela/Castelo (7,10 km – 17h08 e 18h54), Pernoita (8,60 km – 17h31 e 19h17) e super-especial de Vouzela (3,40 km – 21h20 e 21h39), com o parque de partida e chegada junto à Câmara Municipal de Viseu. Já no domingo, dia 3, a segunda e derradeira etapa incluirá as classificativas de Povolide (7,10 km – 10h51 e 14h07) e Aeródromo (11,00 km – 11h32 e 14h48), com o parque de partida junto à Camara Municipal de Viseu e entrada em parque fechado e pódio final na Feira de S. Mateus.
O Rali da Água Transibérico Eurocidade Chaves-Verín disputa-se nos dias 15 e 16 de setembro, numa organização do CAMI Motorsport e com o importante apoio dos municípios de Chaves e Verín (Galiza, Espanha), bem como da Escuderia de Ourense.
A apresentação oficial do Rali vai acontecer dia 7 de setembro, na cidade galega de Verín. Este ano, a prova está recheada de novidades: dia 14, às 21h00, frente à Biblioteca Municipal de Chaves, uma partida simbólica. Dia 15, pelas 20h50, no centro de Chaves, uma Super Especial, que se repetirá no dia seguinte, a partir das 17h50.
No dia 16, o Rali da Água chega a terras galegas, mais propriamente à cidade de Verin, onde serão disputadas a maior parte das classificativas. O público terá oportunidade de ver bons espetáculos, em total segurança, e com possibilidade de conviver de perto com os pilotos. Para isso, terá, brevemente, a possibilidade de consultar o Guia da Prova, na página oficial do CAMI Motorsport (www.cami.pt) e nas suas redes sociais.
Este é o ano de arranque da internacionalização da prova, pretendendo atrair mais público e pilotos para a prova. Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting (FPAK) e Real Federación Española de Automovilismo (RFEDA) apoiam o projeto, estando previsto também uma vasta cobertura mediática pelos órgãos de comunicação social nacional e da Galiza.
O Campeonato Portugal de Ralis (CPR) beneficiará com a extensão à Galiza, prevendo-se uma disputa ainda maior pelos primeiros lugares. Tudo bons motivos para a presença do público, especialmente o mais jovem, que terá também, após a entrega de prémios, no dia 16, a possibilidade de participar num “sun set”, numa parceria com alguns bares de Chaves.
Foi longo e árduo o caminho trilhado pela piloto da Beira Baixa até voltar a sentar-se num carro de competição, após o violento acidente que protagonizou em 2022. Juntamente com Soraia Silva, voltou às lides em Castelo Branco e o Constálica Rallye Vouzela E Viseu, que se disputa no próximo fim-de-semana, é o desafio que se segue para Daniela Lopes, desta feita a ser navegada por Sofia Mouta.
6 de julho de 2022. 2ª edição do Rally de Resende Douro Verde. Na 5ª classificativa da prova organizada pelo Targa Clube, Daniela Lopes e Soraia Silva sofreram uma forte saída de estrada, que deixou muito maltratado o Citroen Saxo e forçou ao ao transporte da dupla feminina que discutia taco-a-taco os lugares cimeiros da Divisão II do Desafio Kumho Portugal para uma unidade hospitalar.
Para alívio de todos, cedo se percebeu que estavam fora de perigo, mas também logo ficou claro de que teriam pela frente uma longa e dura recuperação.
“A recuperação física foi mais demorada do que o previsto. Foram 3 a 4 meses longos e exigentes, não só a nível físico, mas provocando também um desgaste psicológico também dificultou pois sentia-me bastante limitada”, lembra Daniela Lopes. De referir que no caso de Soraia Silva, também foram vários os meses de fisioterapia até ficar bem.
Por momentos, Daniela Lopes quase que ‘atirou a toalha ao chão’ e chegou “algumas vezes a questionar-me se voltar a correr esse seria o caminho mais correto, já que o carro ficou irrecuperável e não tinha alternativas para adquirir um novo. No entanto, a vontade de regressar superava tudo e esse foi o foco. Com a iniciativa do meu grande amigo Pedro Silva, conseguimos reunir apoios para comprar um carro e surgiu uma luz ao fundo do túnel!”.
Para a piloto beirã “A vontade de todos aqueles que nos apoiam e que nos queriam de volta impôs-se e daí até à decisão de qual seria a próxima aposta, foi sempre a fundo. Necessitávamos de um carro semelhante ao anterior pois tínhamos muito material suplente que poderia ser uma mais-valia. Surgiu o Peugeot 206, que assume algumas semelhanças e é um carro que mantém fiabilidade e potência. Conseguimos iniciar a construção do carro e no prazo de 9 meses, dois enormes senhores, o meu Pai e o amigo Artur impuseram a sua ambição, a sua resiliência e a sua vontade. É importante referir que foi um carro construído completamente do zero, apenas tinha roll bar. Foram muitas horas, muitos dias de trabalho e dedicação!”
Daniela Lopes reforça a sua gratidão, afirmando que “todos, sem qualquer exceção foram incríveis. Pai, Artur, João Rafael, família e apoiantes, pois demonstraram-nos que quando realmente queremos conseguimos. Estou-lhes eternamente grata, bem como aos nossos parceiros e patrocinadores que nos apoiaram e que nos incentivaram a retomar o mais breve possível”.
E o regresso aconteceu “em casa”. Daniela Lopes e Soraia Silva assumiram o habitáculo do Peugeot 206 no Rali de Castelo Branco e Vila Velha de Rodão. Para trás ficava a intenção de ter feito o Campeonato Start Centro de Ralis na totalidade, “devido ao atraso na construção do carro. Quisemos fazer tudo bem e reerguer o projeto com cuidado e determinação. Assim, assumi o regresso na prova da minha cidade, junto dos meus e de todos aqueles que me viram crescer. Efetivamente foi a melhor decisão!”
A melhor decisão seria coroada com uma exibição muito sólida, premiada com uma presença no pódio da Divisão II do Desafio Kumho Portugal e o troféu da melhor equipa feminina em priva.
“Foi uma prova em crescendo. Não entrámos da forma pretendida, mas estava consciente que não ia ser uma exibição estrondosa. Estava decidido que o resultado não seria o objetivo. O importante ali era rodar, fazer quilómetros, conhecer o carro e ganhar ritmo. Em resumo, foi um regresso bastante positivo. O Peugeot esteve sempre irrepreensível e o entendimento entre as 3 partes esteve garantido. Dignificámos os nossos parceiros de 2023 com um pódio da Kumho e a melhor Equipa Feminina. Quero realçar o apoio recebido durante a prova, não só pelas gentes albicastrenses mas por todos os que estiveram presentes e também aqueles que nos acompanharam à distância”.
Depois, foi tempo de Daniela Lopes ir à descoberta de um desafio bem diferente, tornando-se a primeira piloto feminina a alinhar no Guarda Racing Days.
“O Guarda Racing Days surge em boa hora, num desafio lançado pelo Acácio Arinto, da Kumho Motorsport Portugal e pelo Clube Escape Livre, na pessoa do Luís Celínio. Fui completamente à descoberta, pois apesar de saber da existência das edições anteriores, ainda não tinha acompanhado de perto. O facto de ser a primeira mulher a participar nesta prova, deixou-me bastante motivada e orgulhosa. Foram 2 dias muito completos e interessantes, já que é um evento em que não só se sente a adrenalina, como a partilhamos (através dos co-drives) e ainda sentimos bem de perto as emoções do público. Um fim de semana notavelmente enriquecedor”, num evento em que a jovem albicastrense partilhou o carro com Hermínio Loureiro, antigo Secretário de Estado da Juventude e Desporto.
“Foi muito gratificante com a partilha do carro com Hermínio Loureiro. Uma figura pública que nos honrou com a sua participação e que tão gentil e cuidadosamente alinhou connosco no nosso bólide! Considerei muito interessante a forma natural com que se adaptou ao carro e automaticamente o registo de bons tempos. Sobretudo, é de dignificar toda a sua postura, dentro e fora do carro”.
Agora que Daniela tomou de novo o gosto ao sabor da competição, aponta já aos próximos desafios, com a piloto da Beira Baixa a confirmar que pretendem “fazer as restantes provas do Campeonato Start Centro e provavelmente alguma prova extra. O objetivo é voltar a ganhar ritmo, posição e quando possível, fazer demonstrar evolução na nossa competitividade. A curto-médio prazo pretendo estrear-me em outras vertentes, mas ainda está tudo muito incerto, e o importante é viver intensamente este nosso regresso”.
E que bem que sabe ter de volta aos ralis nacionais esta fantástica guerreira beirã!
Depois de uma muito positiva última prova em Santo Tirso, a dupla João Pedro Sousa e Tiago Silva regressava às Portas do Douro para o arranque da última metade da temporada, no Campeonato Start Norte de Ralis.
Contudo, um problema mecânico afastaria bem cedo as aspirações dos famalicenses, como refere João Pedro Sousa: “no segundo troço quando estávamos com um ritmo rápido e a cumprir com os nossos objetivos, numa abordagem normal a um gancho, cedeu uma transmissão do nosso Renault Clio RS e fomos obrigados a desistir.”
A prova começou animadora para a dupla de Vila Nova de Famalicão, que embora cautelosa e focada em readquirir ritmo competitivo e somar o maior número de pontos, entrou logo para o lote dos mais rápidos no troço inicial.
O piloto de Nine não escondia o desânimo, ao desistir num rali que era sua de feição: ” é difícil começar a segunda metade do campeonato com o pé esquerdo. Mas agora é hora de solucionar o problema para podermos voltar já na próxima prova. Deixo um profundo pedido de desculpas a todos os nossos patrocinadores e equipa por este mau resultado.”