O alerta do piloto da Marinha Grande sucede depois do acidente que o colocou fora de prova no Rali Vinho Madeira.
À chegada ao Rali Vinho da Madeira, Ernesto Cunha e Rui Raimundo eram os líderes da tabela classificativa no Campeonato de Portugal de Ralis. Era precisamente aí que se queriam manter e para isso, partiram em busca dos primeiros lugares na prova da Região Autónoma.
Após um arranque positivo, a dupla posicionava-se no 2º posto entre as Duas Rodas Motrizes até à PEC3, no entanto, um pequeno toque viria a provocar alguns danos na direção e, com isso, perder alguns lugares na classificação.
Ao longo de toda a prova, a equipa do 208 Rally4 não baixou os braços e na Especial da Calheta já tinham recuperado algum do tempo perdido, encontrando-se apenas a 4 segundos do 3º lugar no CPR 2RM. O infortúnio viria a acontecer na PEC11, quando a dupla ganhava tempo aos concorrentes diretos, foram confrontados com uma viatura acidentada na trajetória, após uma curva cega e numa questão de instantes foi impossível evitar o embate.
Ernesto Cunha mostra-se desiludido com o desfecho, fora do seu controlo: “Estávamos confiantes e a recuperar todos os segundos que tínhamos perdido no dia anterior. Vínhamos em ritmo de prova e numa curva cega, encontrámos um concorrente com o carro atravessado no meio da estrada e não conseguimos evitar um forte impacto.” O piloto refere ainda que “apesar de tudo, o mais importante é que ninguém se magoou com gravidade. Tivemos oportunidade de falar com os concorrentes do outro carro para garantir que ambos estavam bem.”
O campeão nacional em título enfatizou ainda que “muito se tem falado sobre o embate. As perguntas em relação ao acidente têm sido muitas, bem como as suposições. Acredito que todos aqueles que estão no desporto automóvel sintam paixão por tudo o que envolve esta competição. Existiram, sim, algumas falhas que idealmente não deveriam ter acontecido, mas aconteceram. Errar é humano e nem todos, nas mesmas situações, conseguimos reagir da mesma maneira. A todos os agentes desportivos pede-se mais um momento de reflexão pelo automobilismo”.
A equipa foca-se agora nas restantes provas do Campeonato de Portugal de Ralis, de forma a revalidarem o título nas Duas Rodas Motrizes. Após uma pequena pausa de verão, a competição regressa a 15 e 16 de setembro com o Rali Da Água Transibérico Eurocidade Chaves-Verín.
Hugo Lopes e Tiago Neves conseguem a 2ª vitória consecutiva no Campeonato de Portugal de Ralis – 2RM ao vencerem o Rali Vinho Madeira 2023! Este resultado permite à dupla ascender à liderança do Campeonato quando faltam 2 provas para o final deste!
Os pilotos mantiveram-se na 1ª posição desde a primeira à última classificativa, ao começarem por ganhar logo a super-especial Cidade do Funchal realizada ao longo da Avenida do Mar repleta de milhares de espectadores!
Hugo Lopes, jovem piloto de Viseu, naturalmente emocionado conta que: “esta vitória ficará para sempre guardada na nossa memória! A nossa estreia em ralis na Ilha da Madeira com adversários locais e mais experientes e fomos capazes de andar sempre perto do ritmo deles. O nosso objetivo era claro à partida do rali, o melhor resultado entre os concorrentes do CPR-2RM, e foi nisso que nos focámos durante toda a prova. Conseguimos uma boa vantagem logo no 2° dia de prova e quisemos manter a mesma toada para o último dia, confiantes que as alterações realizadas ao setup do nosso Peugeot nos iriam tornar mais rápidos!“.
Porém a história desta prova fica marcada pelos momentos finais vividos por toda a equipa, em que, como Hugo Lopes revela: “a nossa resiliência e determinação foi colocada à prova quando a direção assistida deixou de funcionar a 100% logo na primeira classificativa do dia, chegando a deixar de funcionar totalmente nas últimas 5 classificativas do rali… Graças a todo o apoio sentido pelo público e amigos, assim como todo o esforço realizado pela nossa, mais uma vez, incansável equipa, que mereciam esta vitória, conseguimos encontrar a garra necessária para concluir o rali e vencer!“.
Tiago Neves acrescenta ainda: “Um rali extremamente desafiante e ao mesmo tempo, dos mais bonitos e entusiasmantes ralis que já realizámos. Superámos mais uma vez a expectativa ao sermos competitivos desde o primeiro quilómetro e vencermos pela 2ª vez consecutiva no CPR-2RM, nesta que foi das provas mais exigentes e sofridas que tivemos de ultrapassar. Sabemos que existe ainda um longo caminho a percorrer e vamos continuar a trabalhar para cumprirmos os nossos objetivos, com a consciência que estamos no caminho certo!“.
O Campeonato de Portugal de Ralis entra agora numa pausa de Verão no mês de Agosto e regressa nos dias 15 e 16 de setembro no Rali da Água Transibérico Eurocidade Chaves-Verín para a penúltima prova do Campeonato.
O Rali Vinho Madeira é um dos pontos altos do calendário desportivo do ano. A espetacularidade dos troços, a paixão do povo madeirense e a qualidade da organização fazem deste evento um dos mais apetecíveis do ano. Foi por isso que Paulo Neto não faltou à chamada e foi até à “Pérola do Atlântico”, palco da sexta jornada do Campeonato de Portugal de Ralis.
Aos comandos do seu Škoda Fabia Rally2 evo, navegado por Nuno Mota Ribeiro, Neto foi para a Madeira em busca do melhor resultado possível, mas com um objetivo bem delineado: trabalhar para estar melhor preparado para a próxima época.
A vida profissional do piloto de Sintra tem se intrometido na sua carreira desportiva, mas há a esperança que a situação estabilize e que possa voltar a colocar mais foco nos ralis na próxima época. Com isso em mente, tem usado as últimas provas para fazer algumas mudanças, quer no seu estilo de pilotagem, quer nas notas, assim como na afinação do carro. O trabalho desenvolvido com a ARC Sport pretende aproximar o piloto de Sintra do top5, lugares onde acredita que pode estar, com alguns ajustes.
A Madeira foi a prova ideal para isso, sendo um rali longo, exigente e que permitiu testar vários aspetos, num fim de semana trabalhoso, mas de onde se retiraram ensinamentos importantes para o futuro: “Estamos a fazer algumas mudanças, quer nas notas que usamos, quer na afinação do carro, quer até em alguns pormenores na minha pilotagem. Sabemos que podemos ser mais competitivos, mas para isso há mudanças a serem feitas e temos aproveitado as últimas provas para testar tudo. Como não estou a fazer o campeonato todo, usamos as provas onde corremos para limar arestas e preparar o futuro. Tenho a esperança que a minha atividade profissional me permita ter mais tempo para os ralis em 2024 e, por isso, com a ARC e com o Nuno, estamos a tentar implementar melhorias. O balanço é positivo e depois de duas provas curtas, onde o feeling das mudanças até nem foi o melhor, começamos a encontrar um compromisso mais indicado e chegamos ao fim da prova contentes com a evolução feita.”
Além de ter a coragem de se reinventar nesta fase da sua carreira, Paulo Neto fez questão de ir à Madeira, que considera ser a melhor prova do ano: “Adoro ir à Madeira. É, para mim, o melhor rali do ano. Pela espetacularidade dos troços, pela paixão dos adeptos, pela forma como somos recebidos, pela organização a toda a prova. É um rali que tem tudo e o que nos dá mais retorno, com as transmissões da RTP e das rádios a serem um trunfo essencial. Volto da Madeira feliz pela evolução que fizemos, apesar do oitavo lugar final, e acima de
Se desportivamente, a estreia do piloto baionense no Rali Vinho Madeira foi marcada por um abandono precoce, quando o motor do Mitsubishi Lancer EVO VI cedeu logo na Super Especial de abertura da prova, já em termos de comunicação e interação com a multidão que acorreu a cada, a prova insular revelou-se muito positiva.
Apontava Filipe Nogueira o carro nipónico à reta final dos 2,18 km da Super Especial “Cidade do Funchal”, quando o motor “morreu. Nogueira e o seu navegador Válter Cardoso ainda concluíram a classificativa e até com um bom tempo, mas não havia mais nada a fazer e estava assim consumada a desistência logo no arranque da edição 2023 do Rali Vinho Madeira, malogrando todas as justas ambições de Filipe Nogueira em rubricar uma boa exibição na sua estreia na prova rainha da “Pérola do Atlântico”.
Para trás ficava o bom registo feito no ‘Shakedown” inaugural, a excelente operação de comunicação feita na sessão de autógrafos realizada no Casino do Funchal e no evento promovido pela equipa para promover os patrocinadores e o Município de Baião.
“Não escondo que ter de abandonar logo no arranque nos deixou muito frustrados. Nada o fazia prever. O carro tinha estado excelente nos testes antes do rali e no shakedown e a equipa tinha feito uma revisão completa. Mas, as corridas são assim”, resumia no final Filipe Nogueira.
Para o piloto, o acontecido em nada ofusca “a experiência incrível que vivenciamos. Este é um rali com uma envolvência, caso único em Portugal, quanto ao seu impacto mediático, destacando-se aqui a transmissão televisiva integral promovida pela RTP Madeira, sendo ainda de relevar o entusiasmo dos milhares de espetadores sempre presentes em todos os momentos. Foi uma oportunidade única para promovermos os nossos patrocinadores e o concelho de Baião e fiquei muito satisfeito com o que conseguimos neste aspeto”.
Filipe Nogueira não tem qualquer dúvida de que “voltaremos, se possível, já em 2024. O impacto da prova faz com que eu tudo queira fazer para que a prova integre sempre o meu calendário desportivo”. Quando ao que falta desta época, Nogueira confirma que “ainda faremos mais alguns ralis, que selecionaremos pelo seu carisma. Com o Mitsubishi Lancer EVO VI, estamos a considerar participar no Rali de Montelongo, integrados no pelotão do Campeonato de Portugal de Clássicos e, talvez, também ou em Viana do Castelo ou em Cerveira. Pelo meio, e aos comandos do Renault Clio Rally4 da CRN, deveremos alinhar no Rali Vidreiro”.
A Dupla da VFR Racing lutou arduamente na prova rainha dos ralis madeirenses, mas uma escolha de setup menos feliz, condicionou a sua prestação. Mesmo assim, almejaram conquistar um Top 4 nas contas do Campeonato de Ralis Coral da Madeira 2RM e o 9º lugar na Peugeot Rallye Cup Ibérica.
“Foi muito duro e não saímos satisfeitos da prova”, afirmou logo à chegada Artur Quintal. O piloto verbalizava assim o sentimento que comungava com Vítor Henriques, o seu navegador, cientes de que poderiam ter feito muito mais.
Já de si duro, o Rali Vinho Madeira contou ainda com alguma inconstância nas condições meteorológicas e Artur Quintal considera que “sofremos muito, sobretudo na 1ª etapa, toda ela com tempo húmido, pois nunca sentimos confiança no carro. Optamos por um setup diferente do utilizado até aqui no campeonato e a aposta acabou por não surtir o efeito que desejávamos. O carro ficou instável e ficamos sem confiança para atacar”.
Apesar de tudo, foram capazes de ‘levar a água até ao moinho’, que é como quem diz, terminar a prova, recolhendo pontos que podem ser vitais para as contas finais do campeonato, com o navegador Vítor Henriques a dar conta de que “do mal o menos. Pontuamos e continuamos na luta pelo pódio final do campeonato. Agora, nada nos tira a frustração por não termos andado ao ritmo que queríamos, frente ao fabuloso público que encheu todas as especiais e num rali que orgulha todos os madeirenses. O Vinho Madeira é uma verdadeira festa e, como rali, tem um traçado incrível!”.
Por seu lado, Artur Quintal destacou ainda pela positiva “a experiência que vivemos, na interação com pilotos nacionais e internacionais, que nos vai permitir melhorar muito no futuro”. O piloto parabenizou ainda “o João Silva pela sua fantástica vitória. É um piloto fantástico e fez uma prova fabulosa, orgulhando-nos como madeirenses, com o seu domínio. É uma referência que iremos sempre seguir!”.
Vítor Henriques deixa ainda uma palavra final ”à organização pelo excelente rali. Queremos ainda agradecer às nossas famílias, patrocinadores e à nossa equipa técnica, por todo o apoio que tanto alento nos dá. Seguimos juntos para levar a bom porto esta época”.
O campeonato madeirense regressa agora só nos dias 22 e 23 de setembro, com o Rali Municípios De Câmara De Lobos e Funchal.
Apesar de traído pela mecânica logo nas primeiras classificativas, Ricardo Filipe faz um balanço muito positivo da sua estreia absoluto no Rali Vinho Madeira, que considera um exemplo do que devem ser os ralis do CPR.
Um rali para reter na memória. Assim se tornou a edição 2023 do Rali Vinho Madeira. Para Ricardo Filipe e Filipe Carvalho, que se estrearam na Pérola do Atlântico, aos comandos do habitual Ford Fiesta R5. O piloto algarvio viveu com intensidade esta estreia e não regateia elogios ao evento:
“Um rali muito espetacular, com classificativas fabulosas. Exige muito conhecimento e, para o ter, muito trabalho a estudar, reconhecer e a passar nos troços. Mas, não é numa edição que chegamos sequer perto de um nível de adaptação que nos permita andar perto dos limites”, considerando ainda que “é um evento único pelo seu ambiente. A incrível paixão dos madeirenses pelos ralis, o cuidado posto pela organização não apenas nos aspetos competitivos, mas também na criação de momentos especiais para que possamos estar com os aficionados, como foi o caso da magnífica sessão de autógrafos no Casino, bem como a espantosa cobertura televisiva da RTP Madeira, tudo faz do Rali Vinho Madeira uma prova fabulosa que eu e o Filipe adoramos fazer, independentemente da maior ou menor sorte que tivemos ou do resultado alcançado. Vamos voltar em 2024 e enquanto competir, este é um rali para estar no meu calendário!”.
Ricardo Filipe defende que “A FPAK deve colocar os olhos naquilo que a organização e a RTP Madeira fizeram. A festa, a divulgação, o mediatismo e a cobertura televisiva são exemplos que devem ser replicados em todas as provas do campeonato!”.
Em termos competitivos, o piloto que defende as cores da marca “Olha o Cogumelo” assume que “tínhamos consciência que iríamos enfrentar concorrência muito forte, sobretudo por parte dos pilotos locais que, para além do seu talento, conhecem as estradas como mais ninguém. Fiquei muito satisfeito com o nosso ritmo, atendendo às circunstâncias, sendo e realçar que me adaptei bem às características das especiais. Os tempos obtidos foram razoáveis, mesmo sendo o meu Ford Fiesta R5 menos competitivo em asfalto em relação aos Rally2 mais recentes e, saímos da Madeira com a noção que, em futuras edições, teremos como objetivo andar dentro do Top 10”.
Ricardo Filipe regressou a casa “com a satisfação de alguns bons registos, desde o tempo no Shakedown até aos cronos que obtivemos em algumas especiais da 2ª etapa. Só que, desta feita, a mecânica do Fiesta não colaborou e tivemos muitos problemas ao longo da prova, desde a Super Especial, até termos de parar logo na 3ª PEC, ficando por aí a nossa participação na 1ª etapa. A Racing 4 You foi incrível a trabalhar no carro e foi possível alinhar na etapa final de sábado, onde já conseguimos andar bem, como comprovam os vários tempos que fizemos dentro do Top 10 dos concorrentes do CPR”.
Agora é tempo de começar a preparar o Rali Da Água Transibérico Eurocidade Chaves-Verín, próxima prova do CPR, que decorrerá nos dias 15 e 16 de setembro.
A consagrada dupla teve um gesto que a todos emocionou, homenageando e lembrando a criança que, na edição de 2022, perdeu a vida, colhida por um dos carros em competição, ao atravessar a estrada em plena prova.
As imagens que a reportagem da RTP Madeira levara ao mundo inteiro um gesto que tem tanto de singelo como de enorme.
No meio de tanto foco na espetacularidade de um rali, as câmaras seguiram a exibição de Mário Castro e Ricardo Cunha, aos comandos do Ford Fiesta quando, ao passar na zona da Encumeada, a competição ficou, por momentos, completamente de fora. Mário Castro abriu o vidro e lançou uma flor, nela transportando todo o respeito e carinho pela jovem e pela família enlutada.
Num pedaço de segundo, toda a dimensão do amor e o braço que lançou foi mais o do homem e pai do que o do piloto!
Terminou ao final da tarde, na cidade do Funchal, a quarta das seis provas pontuáveis para a PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA 2023, competição que fez este fim-de-semana a sua estreia nas ilhas.O Rali Vinho Madeira, foi, como se esperava, palco das mais animadas lutas entre os jovens “leões” da competição monomarca promovida pela Peugeot Portugal e Peugeot Espanha, e o resultado final acabou por refletir a importância de conhecer os exigentes troços madeirenses.
A dupla João Silva/João Paulo venceu e convenceu no Rali Vinho Madeira entre os concorrentes à PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA, desfecho que prova de forma clara a importância de conhecer bem os troços madeirenses.
Apesar de fazer a estreia na COPA, João Silva é um piloto de créditos amplamente reconhecidos localmente e a verdade é que o seu vasto conhecimento do rali, onde joga “em casa”, foi um trunfo inigualável para o piloto, que precisou apenas de vencer 5 das 14 especiais da prova (a PEC 12 não se disputou por motivos de segurança) para alcançar este triunfo.
À frente havia vários pilotos à espreita, entre eles o líder da PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA, Pedro Antunes, e ainda Sérgi Perez. Foi uma batalha a três, sendo, naturalmente de valorizar a prestação de Antunes e Perez, que pela primeira vez correram em solo madeirense, mas que, ainda assim, nunca deixaram “fugir” João Silva, partilhando o triunfo em oito especiais (quatro para cada). Destaque também para o melhor tempo da Power Stage obtido pelo pluricampeão madeirense Vítor Sá, que regressou à competição neste Rali Vinho Madeira 2023 aos comandos do Peugeot 208 Rally4 da Cup Ibérica.
Uma vez mais, os “leões” deram que falar e, ao cabo das primeira quatro provas do ano, há um incontornável denominador comum nesta competição: a fiabilidade dos Peugeot 208.
Num evento com elevado nível de exigência como é o Rali Vinho Madeira, os Rally4 que animam a PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA mostraram robustez e competitividade assinaláveis, destacando-se por um lado o facto de na primeira etapa, 17 dos 18 Peugeot terem entrado no parque fechado, e destes 14 terem cumprido a totalidade da prova. Por outro lado, merece ainda referência o facto de o vencedor da PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA ter conseguido incluir o seu nome no TOP 20 da classificação final, entre 62 equipas que regressaram esta tarde ao Funchal.
Alêm de João Silva/João Paulo, Pedro Antunes/Vítor Oliveira e Sérgi Perez/Lorena Romero, respetivamente 1º, 2º e 3º este fim-de-semana na Madeira, destaque-se o desempenho de Joseph Nogene/Aleks Lesk e Hugo Lopes que lideraram um segundo pelotão no qual se incluíram também Iago Gabeiras/Adrian Varela e Ricardo Sousa/Luís Marques.
Em termos de abandonos, de assinalar os de Kevin Sarava/Beatriz Pinto e Ernesto Cunha/Rui Raimundo, que protagonizaram um incidente grave no plano organizativo, já que embateram um no outro ficando ambos fora de prova na 11ª Especial (Rosário 1).
A próxima ronda pontuável para a PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA 2023 é o Rally Blendio Princesa de Astúrias – Ciudad de Oviedo, na estrada os dias 8 e 9 de Setembro.
CLASSIFICAÇÃO (Rali Vinho Madeira)
1º João Silva/João Paulo (Peugeot 208 Rally4), 1h43,5s
2º Pedro Antunes/Vitor Oliveira (Peugeot 208 Rally4), a 23,7s
3º Sérgi Perez/Lorena Romeoro (Peugeot 208 Rally4), a 38,3s
4º Vitor Sá/Vitor Calado (Peugeot 208 Rally4), a 1m21,7s
5º Hugo Lopes/Tiago Neves (Peugeot 208 Rally4), a 3m30,9s
6º Joosep Nogene/Aleks Lesk (Peugeot 208 Rally4), a 3m49,5s
7º Iago Gaberas/Adrian Villamo (Peugeot 208 Rally4), a 4m04,5s
8º Ricardo Sousa/Luís Marques (Peugeot 208 Rally4), a 4m10,7s
9º Artur Quintal/Vitor Henriques (Peugeot 208 Rally4), a 5m28,7s
10º Aleksandr Semenov/Aleksei Ignatov (Peugeot 208 Rally4), a 5m57,5s
11º Luís Morais/Paul Silva (Peugeot 208 Rally4), a 6m49,9s
12º Alberto San Segundo/Eva Navas (Peugeot 208 Rally4), a 7m17,8s
13º Pedro Coelho/Paulo Ferreira (Peugeot 208 Rally4), a 8m12,1s
14º Manuel Pereira/Pedro Magalhães (Peugeot 208 Rally4), a 9m20,3s
Alexandre Camacho passa a ser o único piloto a conseguir seis triunfo no Rali Vinho da Madeira.
Os madeirenses Alexandre Camacho e Pedro Calado, no Skoda Fabia Rally2 evo, somaram o seu sexto triunfo e terceiro consecutivo na competição organizada pelo Club Sports da Madeira, depois de baterem o italiano Giandomenico Basso (Skoda Fabia Rally2 evo) por uma margem de 20,6s, melhorando o recorde de vitórias que já lhes pertencia.assim
A dupla José Pedro Fontes/Inês Ponte (Citroen C3 Rally2) ocupou o lugar mais baixo do pódio do rali madeirense a contar para o FIA European Rally Trophy, Campeonato de Portugal de Ralis e Campeonato de Ralis Coral da Madeira e sagrou-se vencedora da sexta prova do CPR (Campeonato de Portugal de Ralis), o Rali Vinho da Madeira, revelando-se a mais rápida e consistente, para terminar com uma diferença de 33,1s face ao campeão nacional em título, Armindo Araújo (Skoda Fabia RS Rally2).
Líder do CPR desde sexta-feira, José Pedro Fontes manteve um bom ritmo e já sem ambições de discutir o primeiro lugar absoluto, centrou-se apenas no campeonato, para somar a sua primeira vitória da temporada. “Foi um excelente resultado e uma ótima operação a nível de CPR no que toca à luta pelo primeiro lugar, pois ainda restam duas provas de asfalto para o termo da época e estamos na disputa de um campeonato que queremos ganhar”, declarou o piloto da Citroen.
A discussão do segundo lugar entre Armindo Araújo e Ricardo Teodósio (Hyundai i20 N Rally2) revelou-se interessante e durou toda a etapa. Este último começou na frente, mas antes da pausa de almoço já o seu rival estava na dianteira, para depois confirmar que era mais forte.
“No primeiro dia errámos na escolha de pneus, mas hoje e sem problemas fomos aumentando o ritmo, conseguindo bons tempos, o que nos deixa bastante satisfeitos. Foi um rali em crescendo, que nos deixa boas perspetivas para o futuro…”, confessou o campeão nacional em título, ao passo que Teodósio se revelava conformado: “Demos um ‘toque’ na penúltima classificativa e o carro ficou bastante desalinhado. De qualquer modo, o balanço acaba por ser positivo, dado que ganhámos pontos ao nosso adversário direto e creio que estamos no bom caminho”
Embora mais rápido que no primeiro dia, o líder do CPR, Miguel Correia, não logrou recuperar posições, dada a diferença que o distanciava, tanto de Armindo como de Teodósio, mas nem por isso deixou de conservar a primeira posição no campeonato. “Este não é o resultado que esperava, mas continuamos na liderança do CPR. Nada está perdido, mas teremos que trabalhar muito para os dois próximos ralis”, declarou o piloto da Socicorreia.
Pedro Meireles (Hyundai i20 N Rally2) cumpriu o objetivo de rodar e fazer quilómetros na sua primeira prova de asfalto da temporada, bem ao contrário de Bernardo Sousa (Citroen C3 Rally2) que depois de ter batido no primeiro dia e ser penalizado em 2 minutos fez a recuperação possível, conseguindo o “top 10”. Paulo Meireles (Hyundai i20 N Rally2) cumpriu, igualmente, a sua “missão” de adquirir rodagem para as duas provas de asfalto que restam, um pouco à semelhança de Paulo Neto (Skoda Fabia Rally evo), em busca de confiança… depois de duas desistências consecutivas [Rally de Lisboa e Rali de Castelo Branco] por despiste.
No CPR 2RM (duas rodas motrizes), Hugo Lopes (Peugeot 208 Rally4) esteve intocável, dominando de fio a pavio na sua estreia nas classificativas de asfalto madeirenses, para, tranquilamente, levantar o pé na parte final e terminar com uma diferença de 18.6s para o estónio Joosep Nogene (Peugeot 208 Rally4), outra surpresa numa prova bastante competitiva, e assumir o comando do campeonato. E se Ricardo Sousa (Peugeot 208 Rally4), à semelhança de Lopes, também conseguiu, com o terceiro lugar final, um bom resultado a nível de campeonato, a grande reviravolta sucedeu ainda antes de terminada a “ronde” pelas quatro classificativas do dia, quando Kevin Saraiva, que discutia o segundo lugar com Nogene, ficou atravessado numa zona crítica e sem que alguém tivesse avisado o concorrente seguinte (Ernesto Cunha), este acabou por não evitar a colisão. De uma assentada, Saraiva (3º) e Cunha (4º) ficavam pelo caminho, depois de já antes Rafael Cardeira também ter sido forçado a desistir, devido a sobreaquecimento no motor do Renault Clio 3RT. Gonçalo Henriques (Renault Clio Rally4) saltou, deste modo, para a quarta posição final, na frente do ucraniano Anton Korzun (Peugeot 208 Rally4) e de Manuel Pereira (Peugeot 208 Rally4).
2º, Giandomenico Basso/Lorenzo Granai (Skoda Fabia Rally2 evo), a 20.6s
3º, José Pedro Fontes/Inês Ponte (Citroen C3 Rally2), a 50.4
4º, Simone Campedelli/Tania Canton (Skoda Fabia Rally2 evo), a 1.02.9
5º, Armindo Araújo/Luís Ramalho (Skoda Fabia RS Rally2), a 1.23.5
6º, Diego Ruiloba/Angel Vela (Citroen C3 Rally2), a 1.25.8
7º, Ricardo Teodósio/José Teixeira (Hyundai i20 N Rally2), a 1.42.0
8º, Miguel Correia/Jorge Carvalho (Skoda Fabia Rally2 evo), a 2.41.0
9º, Pedro Meireles/Pedro Alves (Hyundai i20 N Rally2), a 3.39.3
10º, Bernardo Sousa/José Janela (Citroen C3 Rally2), a 4.29.5
11º, Miguel Caires/João Miguel Sousa (Skoda Fabia R5), a 5.03.9
12º, Paulo Meireles/Marcos Gonçalves (Hyundai i20 N Rally2), a 5.07.5
13º, Paulo Neto/Nuno Mota Ribeiro (Skoda Fabia Rally2 evo), a 6.22.5
2RM
1º, Hugo Lopes/Tiago Neves (Peugeot 208 Rally4), 2.01.04.5
2º, Ralf Nogene/Aleks Lesk (Peugeot 208 Rally4), a 18.6s
3º, Ricardo Sousa/Luís Marques (Peugeot 208 Rally4), a 39.8
4º, Gonçalo Henriques/Gonçalo Cunha (Renault Clio Rally4), a 56.6
5º, Anton Karzun/Pavlo Kononov (Peugeot 208 Rally4), a 1.52.1
6º, Manuel Pereira/Pedro Magalhães (Peugeot 208 Rally4), a 5.49.4
CAMPEONATOS
ABSOLUTO
1º, Miguel Correia, 106 pontos
2º, José Pedro Fontes, 98
3º, Ricardo Teodósio, 94
4º, Armindo Araújo, 82
5º, Bernardo Sousa, 59
6º, Kris Meeke, 56
7º, Pedro Meireles, 35
8º, Lucas Simões, 34
9º, Craig Breen, 28
10º, Paulo Meireles, 20
2RM
1º, Hugo Lopes, 88 pontos
2º, Ernesto Cunha, 77,5
3º, Ricardo Sousa, 74
4º, Gonçalo Henriques, 69,5
5º, Hugo Mesquita, 58
A próxima prova (sétima e penúltima) do CPR, de novo em pisos de asfalto, será o Rali da Água Transibérico Eurocidade Chaves-Verin, nos próximos dias 15 e 16 de setembro, na região de Chaves.
Alexandre Camacho, ao volante de um Skoda Fabia Rally2 Evo, é o líder do Rai Vinho da Madeira depois de cumprida a 1ª etapa do evento.
Kris Meeke começou o dia mantendo o comando que trazia desde ontem mas bateu na primeira passagem pelo Palheiro Ferreiro, classificativa em que Giandomenico Basso passou para a frente. A concluir a primeira das duas rondas que compunham um dia em que se bateram vários recordes, Camacho saltou para o comando e, apesar dos ataques de Basso, arrancará para o último dia de competição com um avanço de 7,6 segundos para a concorrência.
O terceiro lugar é ocupado por José Pedro Fontes, com um Citroën C3 Rally2, o melhor nas contas para o campeonato nacional da modalidade que tem, nesta fase, Ricardo Teodósio e Armindo Araújo, quinto e sexto absolutos, respetivamente, como aqueles que outras melhores pontuações poderão vir a recolher nesta deslocação. Na quarta posição mas em crescendo no rali está Simone Campedelli, que arrancará para o último dia a 13,8 segundos do pódio.
Em constante melhoria está igualmente o espanhol Diego Ruiloba, com o Citroën C3 Rally2 com que costuma enfrentar o campeonato do seu país, sexto. Neste dia marcado também marcado pelo abandono de Miguel Nunes após um toque, o lote dos dez primeiros classificados inclui igualmente o líder do campeonato português no arranque desta prova, Miguel Correia, e os irmãos Pedro e Paulo Meireles. O Rali Vinho da Madeira termina amanhã após a disputa da segunda e maior etapa, ronda dupla por Câmara de Lobos, Ponta do Sol, Calheta e Rosário.