Categoria: Ralis

  • WRC: Tanak é o 1º líder na Finlândia

    WRC: Tanak é o 1º líder na Finlândia

    Dezenas de milhares de fãs apaixonados foram às ruas para testemunhar o arranque da 9ª prova do Campeonato Mundial de Ralis Tänak, aos comandos de um M-Sport Ford Puma, venceu o a especial de abertura.

    O Estoniano conquistou a liderança por apenas seis décimos de segundo sobre o Hyundai i20 N de Thierry Neuville. Tänak tem contas a acertar depois que uma penalidade de cinco minutos na rodada anterior o ter impedido de vencer em casa. O estoniano venceu na Finlândia em três ocasiões e, se seus comentários no final da etapa servirem de referência, ele não vai parar por nada para chegar à quarta.

    “Vamos tentar, vamos all-in”, disse sorridente. “Vamos ver onde isso nos leva. Os adversários são muito fortes, obviamente, e precisamos colocar tudo em risco!”.

    Kalle Rovanperä conseguiu uma posição entre os três primeiros. A jogar em casa, o piloto natural de Jyväskylä teve a sorte de não cair mais de 0,7 décimos de segundo. O atual campeão, que lidera o campeonato com 55 pontos de vantagem elogiou o apoio dos torcedores presentes.

    “É uma sensação incrível”, disse Rovanperä. “Quase consigo ouvir as pessoas de dentro do carro, sei o barulho que faz. É tão incrível no carro quando você sabe que a atmosfera é tão boa.”

    Esapekka Lappi, vencedor aqui em 2017, colocou o seu Hyundai um segundo atrás, na quarta posição da geral, enquanto Elfyn Evans fechou os cinco primeiros em outro Toyota. Ele ficou atrás de Lappi por um único décimo e ultrapassou o sexto colocado Pierre-Louis Loubet por 2,2 segundos.

    Esta sexta-feira, O rali segue para as florestas, com as equipas a enfrentarem classificativas lendárias, incluindo Laukaa e Myhinpää. Serão 9 especiais no total, que somam 108,23 km.

  • Vinho Madeira: Kris Meeke é o primeiro líder

    Vinho Madeira: Kris Meeke é o primeiro líder

    Kris Meeke é o primeiro líder do Rali Vinho da Madeira, prova a contar para o FIA European Rally Trophy, campeonatos nacional e regional da modalidade que está na estrada até ao próximo sábado, 5 de agosto. O piloto do Hyundai i20N Rally2 cumpriu os 2,18 km de Cidade do Funchal, única classificativa do primeiro dia de competição realizada na baixa da cidade anfitriã e emoldurada, como vem sendo hábito, por muitas dezenas de milhar de espetadores, em 1:34,8.

    O seu registo foi melhor em 0,2 segundos ao do segundo mais rápido, Simone Campedelli, com um Skoda Fabia Rally2 Evo. Terceiro mais veloz, Armindo Araújo demorou, com o seu Skoda Fabia RS Rally2, mais 0,7 segundos que o líder. Nas contas relevantes para o campeonato regional da modalidade o comando pertence a Miguel Nunes, quarto absoluto com menos 0,1 segundos que Alexandre Camacho.

    Quem não teve um início prometedor foi Bernardo Sousa (Citroen C3 Rally2), que bateu de frente numa das rotundas do traçado e além de sofrer danos na dianteira do seu C3 acumulou mais de 7 segundos de atraso face à concorrência.

    Os melhores entre os utilizadores de viaturas de duas rodas motrizes são também os primeiros na Peugeot Rally Cup Ibérica, troféu em que a dianteira pertence a João Silva, com uma vantagem de 1,6 e 3,3 segundos para Pedro Antunes e Hugo Lopes, respetivamente. Gil Freitas, na sua estreia com o Alpine A110, foi o mais rápido entre os concorrentes com RGT.

    O Rali Vinho da Madeira prossegue amanhã, 4 de agosto, com a disputa das 2ª e 3ª secções, que preveem dupla passagem por Campo de Golfe, Palheiro Ferreiro, a maior do evento, com 19,05 km, e ainda Cidade Santana, no norte da ilha. O programa prevê a partida para as 08:50 e término do dia às 20:01, depois também de 3 passagens pelo parque de assistência em espaço nobre como a Av. Sá Carneiro e cais norte do Porto do Funchal.

  • Vinho Madeira: Giandomenico Basso foi o mais rápido no Qualifying

    Vinho Madeira: Giandomenico Basso foi o mais rápido no Qualifying

    O italiano Giandomenico Basso, ao volante de um Skoda Fabia Rally2 Evo e com o tempo de 1:50.885, foi o piloto mais rápido no Qualifying do Rali Vinho da Madeira.

    O italiano será, como tal, o primeiro a escolher a sua ordem de partida para a 1ª etapa da prova organizada pelo Club Sports da Madeira. O segundo mais veloz foi o madeirense Miguel Nunes, com uma viatura idêntica, que percorreu aquele traçado em 1:51.052.

    Nas posições imediatas quedaram-se o britânico Kris Meeke, em Hyundai i20N Rally2, o madeirense Alexandre Camacho, noutro Skoda Fabia Rally2 Evo, e o algarvio Ricardo Teodósio na outra viatura do Team Hyundai Portugal. A escolha pelos pilotos da ordem de partida será efetuada na Praça do Mar às 13:45. Os resultados desta sessão podem ser consultados aqui.

  • Artur Quintal e Vítor Henriques assumem forte ambição para o Vinho Madeira

    Artur Quintal e Vítor Henriques assumem forte ambição para o Vinho Madeira

    A dupla do Peugeot 208 Rally4 da VFR Racing está preparada para enfrentar a forte armada 2RM inscrita na edição 2023 do Rali Vinho Madeira. Terminar no pódio nas contas regionais e ambicionar posições cimeiras entre os concorrentes do CPR2RM e da Peugeot Rallye Cup Ibérica são os objetivos assumidos.

    “Este é o rali mais apetecível e que toda a gente quer fazer!”

    Numa frase, o sentimento expresso por Artur Quintal e comungado por Vítor Henriques, agora que estamos a poucos dias do arranque do Rali Vinho Madeira. A dupla da VFR Racing não esconde o entusiasmo por “estar presente à partida da prova rainha dos ralis madeirenses, ainda para mais, no ano em que o plantel das duas rodas motrizes é verdadeiramente de luxo”.

    “O plantel nacional e internacional que vem à ilha funciona como um incentivo extra. Sem esquecermos os nossos objetivos, que se prendem com a classificação entre as equipas que estão a discutir o Campeonato de Ralis Coral da Madeira 2RM, onde estar no pódio é o nosso foco principal, queremos também ver como nos situámos face a todos disputam o CPR2RM e a Peugeot Rallye Cup Ibérica, sendo obviamente uma prova onde iremos, com toda a certeza, aprender muito”, afirma o piloto.

    Quanto ao que ambicionam extracampeonato madeirense, Vítor Henriques realça que “mesmo sabendo que o nosso conhecimento das estradas nos dá alguma vantagem sobre os que nos visitam, também é certo que as equipas da frente têm um ritmo incrível, como tem provado a competitividade da Copa organizada pela Peugeot. São pilotos e equipas com muita experiência, muito mais meios do que nós e não temos qualquer obrigação em termos de classificação, mas tudo faremos para andar bem, honrando a Madeira e a nossa equipa. Um lugar bem dentro do Top 5 do CPR e da Copa seria ótimo”.

    A prova organizada pelo Clube Sports da Madeira irá acontecer de 3 a 5 de agosto com centro operacional no Funchal, com a ação a começar na manhã de quinta-feira, dia 3 com o Qualifying e Shakedown. A partida está marcada para as 16:00h, também na quinta-feira, na Avenida do Mar. As equipas irão competir ao longo de mais de 730 quilómetros, dos quais 183 serão percorridos contra o cronómetro.

  • Rui Madeira: “honra-me o reconhecimento que me foi dado no Eifel Rally Festival!”

    Rui Madeira: “honra-me o reconhecimento que me foi dado no Eifel Rally Festival!”

    A estreia de Rui Madeira e Paula Madeira no consagrado Eifel Rally Festival transformou-se em mais um momento de aplauso internacional do piloto de Almada e em mais uma oportunidade para a dupla dar espetáculo aos comandos do Mitsubishi Lancer EVO III.

    “Ficámos fãs e queremos voltar!…”

    Numa curta frase, fica expresso o impacto que a presença na 11ª edição do Eifel Rally Festival causou em Rui Madeira e Paula Madeira e em toda a ‘entourage’ que acompanhou a dupla do Mitsubishi Lancer EVO III na sua estreia neste prestigiado rali “Legend” disputado em terras germânicas.

    Durante três dias, a dupla lusitana conviveu com grandes nomes dos ralis mundiais num evento que incluiu Rui Madeira no alinhamento da “lista VIP” do evento: “foi incrível o destaque que a organização me deu, num reconhecimento pela minha carreira, sobretudo pelos feitos internacionais como piloto português. Ser colocado dentro de um grupo de pilotos convidados, que incluiu grandes pilotos do WRC e que sempre admirei como adepto e como piloto, foi um momento de enorme alegria para mim!”.

    O prestígio de Rui Madeira ficou ainda evidente na sessão de autógrafos incluída no programa oficial do evento. O ‘mundialista’ sentiu-se “algo emocionado pela quantidade de fãs e autógrafos para assinar, fotos de vários carros que usei no Mundial de Ralis e até do Citroen AX e do Seat Marbella me foram solicitadas assinaturas. A sessão demorou mais de 1h e era para ser de 45 minutos!”.

    Em termos desportivos, o vencedor da Taça Fia de Grupo N no Mundial de Ralis de 1995 considera que o evento “é desafiante. A somar à dificuldade do percurso, tivemos condições meteorológicas adversas, mas conseguimos dar espetáculo, andar rápido e divertir o muito público presente, honrando as cores nacionais, a exemplo do que sucedeu com as outras equipas portuguesas, que estiveram muito bem. Foi a estreia num evento que me faltava realizar, ainda para mais tendo a navegar a minha esposa Paula Madeira, que desempenhou bem a sua função!”.

    Já Paula Madeira não escondia um enorme sorriso no final. Para a copiloto em funções “foi o meu 1º rali fora de Portugal. Uma prova muito exigente, pela língua, condições climatéricas, pelos reconhecimentos em que só era possível fazer 2 passagens e percursos com diversas boucles em algumas zonas das classificativas. Sabia que ia ser uma prova difícil e foi com emoção que subimos ao pódio. Estou  muito feliz com o sentimento de missão cumprida. Foi um privilégio mais uma  vez de poder navegar o Rui e agradeço o voto de confiança”.

    O próximo evento do calendário de 2023 de Rui Madeira será o Caramulo Motorfestival, em setembro. Até lá, o piloto português confirmará a sua presença no Rallylegend San marino, que se disputa de 12 a 15 de outubro.

  • Rally Montelongo’2023 candidato a entrar no Europeu de Históricos

    Rally Montelongo’2023 candidato a entrar no Europeu de Históricos

    A edição 2023 do Rally Montelongo, pontuável nos Campeonatos de Portugal de Clássicos, Start Norte e Promo Norte, que estará na estrada nos dias 9 e 10 de setembro próximo, volta a ser candidata a integrar o calendário do Campeonato da Europa de Ralis Históricos FIA em 2024.

    A prova organizada pelo Demoporto (Clube de Desportos Motorizados do Porto), que mantém a sua base e estrutura competitiva na região de Fafe, a “Meca dos ralis portugueses” e com um histórico digno de registo ao mais alto nível, terá um total de 13 provas especiais de classificação em piso de asfalto, totalizando 130,32 quilómetros ao cronómetro.

    As provas Start Norte e Promo Norte decorrem no sábado, embora os seus pilotos possam continuar o rali no domingo, acompanhando os seus colegas dos Clássicos e nesse caso competem na prova extra, que admite todo o tipo de veículos, incluindo os Rally2, o que significa para os pilotos do CPR uma oportunidade de fazer testes uma semana antes da sétima prova da temporada.

    “O Rali de Montelongo e a região de Fafe, pelo seu historial nos ralis, tanto no plano nacional como internacional, são merecedores, sem qualquer dúvida, de uma distinção que os projete cada vez mais aqui e além-fronteiras. Nesse sentido, a candidatura desta prova para integrar, em 2024, o calendário do Campeonato da Europa de Ralis Históricos colherá, logicamente, o apoio da FPAK junto da FIA. As organizações portuguesas têm prestigiado o país pelo seu saber e competência, gozando hoje de uma imagem muito positivo nas instâncias internacionais. Mais uma vez, é hora de unir esforços e trabalharmos em prol deste objetivo de tentar trazer para o nosso país, e para Fafe em particular, mais uma competição internacional”, palavras de Ni Amorim, presidente da Federação Portuguesa e Automobilismo e Karting (FPAK), a propósito da ambição conjunta do Demoporto e da autarquia de Fafe para esta região minhota acolher uma etapa do Europeu de Clássicos (FIA European Historic Rally Championship).

    A beleza e a espetacularidade dos troços cronometrados de asfalto em Fafe foram colocados à prova na época de 2020, quando o então Rally Fafe Montelongo se estreou no calendário do FIA-ERC (Europeu de Ralis), proporcionando um duelo ao segundo entre Alexey Lukyanuk (Citroen C3 R5) e Yoann Bonato (Citroen C3 R5). Nesta edição 2023, os traçados escolhidos para as “especiais” são quase idênticos na totalidade aos de 2022, exceção feita ao troço de Monte, cujo início será agora no Passadouro, na EM 614 que liga Fafe a Lagoa.

    “Temos a noção de que também nas classificativas de asfalto Fafe tem muito para oferecer em termos de qualidade, como se confirmou há três anos, com um tremendo sucesso, e rasgados elogios dos pilotos, da prova do ERC. O Europeu de Clássicos é agora um objetivo, mas não nos satisfaz, porque pretendemos ir mais longe, vamos ver… Fafe tem dado imenso aos ralis, desde há dezenas de anos que integra não só o Campeonato de Portugal [CPR] como o Rally de Portugal, além do ERC, e vamos fazer tudo para que o Montelongo honre os pergaminhos. Claro que gostava de outro enquadramento, até porque dispomos de qualidade e de condições quer ao nível do Parque de Assistência ou do Secretariado, ou seja, temos tudo também no asfalto para ter um grande rali. Neste momento, a aposta no Europeu de Clássicos é a possível, em função das circunstâncias, mas não queremos que seja o ‘parente pobre’. Eu gostava é que fosse do CPR, mas há que ter os pés bem assentes na terra, humildade e olhar para cima. De resto, espero que o traçado deste Montelongo seja do agrado dos pilotos”, afirmou Parcídio Summavielle, responsável da Câmara de Fafe pela área dos ralis.

    Atualmente, o Campeonato da Europa de Ralis Históricos (Clássicos) tem um calendário de nove provas, sendo que a Espanha é o único país com duas (Costa Brava e Astúrias), numa lista em que surgem ralis tão emblemáticos como Sanremo ou Acrópole.

    O Demoporto estabeleceu contactos com diversos pilotos estrangeiros habituais concorrentes de ralis históricos, designadamente do país vizinho e também britânicos, havendo a expetativa de que a lista de inscritos deste Rally Montelongo venha a contar com algumas dessas participações.

    PROGRAMA

    SÁBADO (9 setembro)

    Partida (Casa Solar Quinta da Luz/Fafe)                                  09h30

    PEC 1 – Vila Pouca 1 (9,71 km)                                               09h58

    PEC 2 – Aboim/Gontim 1 (9,05 km)                                       10h39

    PEC 3 – Monte 1 (12,23 km)                                                  11H10

    Assistência (Praça das Comunidades)                                     12h07/12H37

    PEC 4 – Vila Pouca 2                                                              13h05

    PEC 5 – Aboim/Gontim 2                                                      13h46

    PEC 6 – Monte 2                                                                   14h17

    Assistência (Praça das Comunidades)                                     15h14/15h59

    Parque Fechado (Praça Mártires do Fascismo)                   16h07

    DOMINGO (10 setembro)

    Partida (Praça Mártires do Fascismo)                                     09h15

    PEC 7 – Montim 1 (6,88 km)                                                  09h58

    PEC 8 – Várzea Cova 1 (11,06 km)                                          10h26

    PEC 9 – Queimadela/Travassós 1 (10,82 km)                      11h00

    Assistência (Praça das Comunidades)                                     11h50/12h20

    PEC 10 – Queimadela/Travassós 2                                         12h51

    PEC 11 – Montim 2                                                               13h34

    PEC 12 – Várzea Cova 2                                                         14h02

    PEC 13 – Queimadela/Travassós 3                                         14h37

    Parque Fechado (Praça Mártires do Fascismo)                     15h10

  • Filipe Nogueira: “a minha estreia no Vinho Madeira será muito especial!”

    Filipe Nogueira: “a minha estreia no Vinho Madeira será muito especial!”

    O piloto baionense estará na icónica prova realizada na “Pérola do Atlântico” aos comandos de um Mitsubishi Lancer EVO VI, sendo navegado pelo amarantino Valter Cardoso. Para Filipe Nogueira é uma dupla estreia: no rali e aos comandos de um 4X4, num evento muito especial para ele, pois são profundas as ligações do piloto à ilha.

    Para Filipe Nogueira, estar à partida do Rali Vinho Madeira 2023 é o culminar de “um sonho que alimento desde que comecei a correr em 2011. Residi e trabalhei na Madeira entre 2005 e 2017 e sempre ambicionei participar no Vinho Madeira. Curiosamente, enquanto lá residi, estive ligado profissionalmente a outro desporto, mas sempre fui um adepto presente nos ralis regionais. Será uma prova muito especial, até porque a minha ligação à ilha mantém-se. A minha esposa é madeirense e tenho lá muitos amigos. Finalmente, vou estar à partida!”.

    Além disso, a prestigiada prova internacional madeirense é um palco privilegiado para potenciar o projeto desportivo do piloto.

    “Para mim é muito importante estar em eventos onde possa dar o máximo de retorno aos nossos parceiros, e sem dúvida que esta é uma prova onde queríamos muito estar. A cobertura mediática que é dada a este evento, os milhares de espectadores que a acompanham, são mais do que argumentos para querermos estar presentes. É uma oportunidade para levarmos os nossos parceiros para “fora de portas”, como é o caso de Baião. Queremos divulgar e promover a marca Baião fora do nosso território. Iremos ter um stand com uma delegação do Município a promover alguns produtos tradicionais da nossa região. Queremos também divulgar o nosso projeto com a Glassdrive ao nível da prevenção e segurança rodoviária. É muito importante que as pessoas adotem comportamentos responsáveis. Queremos relembrar a todos que ‘Estejam longe do Perigo e Perto da Emoção’!”.

    A participação da dupla que formará com Valter Cardoso, será feita integrada no forte pelotão da competição reservada ao Campeonato de Ralis Coral da Madeira.

    A “máquina” escolhida é um imponente Mitsubishi Lancer EVO VI “Grupo A” e a oportunidade surgiu “por um convite do Nelson Silva da JPGS, ao qual agradeço, e também à CRN na pessoa do meu amigo Carlos Oliveira porque é a minha equipa e com quem tenho o compromisso para 2023 e não me colocou qualquer entrave em utilizar outra viatura. Pelo contrário deu-me todo o apoio. Será assim uma estreia não só na prova, mas também será a primeira vez que vou conduzir um 4×4 e, pelo teste que realizei, este EVO VI é brutal. Tem um nível de preparação altíssimo e é claramente um carro que dá imenso prazer de conduzir. Tenho perfeita noção de que terei de ser cauteloso, pois não possuo experiência com este tipo de carros e a potência disponível, a capacidade técnica exige muita habituação. Mas, eu e o Valter vamos desfrutar ao máximo e, em termos desportivos, só posso ambicionar uma rápida adaptação ao Mitsubishi e que possamos terminar o rali”.

    A presença do consagrado navegador Valter Cardoso é para o piloto de Baião “uma mais-valia, pois o Válter é muito experiente. Vou contar a sua ajuda e é bom tê-lo de volta, pois correu comigo entre 2011 e 2014 quando me iniciei e fazia alguns ralis de forma esporádica”.

    O Rali Vinho Madeira arranca na quinta-feira, dia 3 de agosto, com o Qualifying de manhã e Super-Especial na Avenida do Mar no final da tarde. Entre os dias 4 e 5 de agosto, sexta-feira e sábado, respetivamente, os concorrentes irão disputar 14 Pec’s realizando um total de 183.68 kms cronometrados e 547.82 kms de ligações.

    A prova tem assegurada total cobertura televisiva pela RTP Madeira logo desde os reconhecimentos que se iniciarão na terça-feira, dia 1 de agosto.

  • Rui Madeira defende as cores nacionais no Eifel Rally Festival

    Rui Madeira defende as cores nacionais no Eifel Rally Festival

    De volta aos ralis “Legends, Rui Madeira e Paula Madeira preparam-se para a estreia no consagrado Eifel Rally Festival. A dupla portuguesa estará à partida da prova germânica aos comandos do seu icónico Mitsubishi Lancer EVO III.

    A 11ª edição do Eifel Rally Festival vai para a estrada este fim-de-semana, voltando o evento a granjear a confiança de muitos pilotos e proprietários de alguns dos modelos mais míticos da história dos ralis mundiais, sendo verdadeiramente de luxo a lista de participantes.

    As cores portuguesas estarão representadas por Rui Madeira e Paula Madeira, que levam até à prova o Mitsubishi Lancer EVO III (versão RAC) de boa memória, que permitiu ao piloto, então acompanhado por Nuno Rodrigues da Silva, vencer, em 1995, a Taça do Mundo FIA de Grupo N, dando a primeira vitória de nível mundial na modalidade ao nosso país.

    “Estamos ansiosos pelo início desta participação num rali mítico que faltava no currículo. O tempo não está favorável, havendo previsão de chuva durante todo o fim-de-semana, mas o que interessa é a diversão e viver momentos fantásticos de convívio entre o público e os participantes, representando da melhor forma Portugal”, destaca Rui Madeira.

    Para o ”mundialista” outra razão para que esta participação seja especial é “o facto de disputar a prova em família, com a minha esposa, que já demonstrou estar à altura em outras ocasiões”.

    A dupla lusitana arribou a terras alemãs na terça-feira e tem vivido “um ambiente fantástico, com grandes carros,  grandes pilotos, uma organização exemplar que nos tem recebido de forma incrível!”.

    E Paula Madeira sente-se “muito feliz e motivada. No final do RallySpirit, tivemos o convite do Sr. Klein para eu e o Rui fazermos o Eiffel. Desde logo fiquei feliz e motivada pelo voto de  confiança que me foi atribuído em navegar o Rui Madeira ,por ser um rali emblemático e de grande responsabilidade. Vai ser uma grande experiência fora de portas e estou a trabalhar arduamente para não falhar nada e espero estar à altura deste novo desafio. Não podia estar mais feliz por estarmos os dois a participar neste rally em que mais uma vez estamos a  fazer o que mais gostamos!”.

    O Shakedown do Eifel Rally Festival 2023 realiza-se a partir das 15 horas desta quinta-feira, 27 de julho, em Bodenbach e à noite, a partir das 20.30. haverá uma festa de boas-vindas, com sessão de cinema sobre a temática dos ralis com a presença do realizador Helmut Deimel.

    Já o programa dos dois dias “a doer” será o seguinte:       

    Sexta, 28 de julho       

    08:00:             Rally Mile em Daun

    11:00:             Sessão de autógrafos

    14:20:            Hochkelberg 1

    18.20:            Hochkelberg 2 (PEC noturna)

    Sábado, 29 de julho             

    08:30–16:00: Especiais em asfalto na região vulcânica de Eifel

    Entre as especiais:    Rally Mile Daun com várias animações

    19:30:             Festa final com entrega de prémios

  • Vinho Madeira: Peugeot Rally Cup Ibérica com 18 concorrentes

    Vinho Madeira: Peugeot Rally Cup Ibérica com 18 concorrentes

    A presença da Peugeot Rally Cup Ibérica no Rali Vinho da Madeira passará a constituir um novo recorde ibérico no que toca ao número de concorrentes numa competição monomarca.

    A copa promovida pela Sports & You será disputada, na organização do Club Sports da Madeira, por 18 concorrentes em viaturas Peugeot 208 Rally4 idênticas. Criando um novo e importante polo de interesse na caravana do Rali, o “troféu” contribuirá de forma significativa para a competitividade do evento.

    No Rali Vinho da Madeira estarão em competição os portugueses Artur Quintal, Ernesto Cunha, Guilherme Meireles, Hugo Lopes, João Silva, Luis Morais, Manuel Pereira, Pedro Antunes, Pedro Coelho, Ricardo Sousa e Vítor Sá, os espanhóis Alberto Melero, Aleksandr Semenov, Iago Gabeiras, Pablo Blanco e Sergi Perez e os estónios Joosep Nogene e Kevin Saraiva.

  • Pedro Silva: “a época tem sido positiva e vamos dar tudo para terminar o ano no Top 5”

    Pedro Silva: “a época tem sido positiva e vamos dar tudo para terminar o ano no Top 5”

    No ano em que fez a transição para os carros da mais recente geração Rally4, passando a tripular um Peugeot 208 preparado pela Domingos Sport, Pedro Silva logrou alcançar o seu primeiro Top 2 numa prova do Campeonato de Portugal de Ralis Duas Rodas Motrizes (CPR2RM).  Fê-lo “em casa”, no Rali de castelo branco e Vila Velha de Rodão, tendo como sempre a seu lado Roberto Santos, culminando assim uma intensa primeira parte da época, que está a correr de feição à dupla que defende as cores da Beira Baixa.

    Fomos ao encontro do atual 6º classificado na tabela pontual do CPR2RM, para fazer um balanço desta época, aproveitando o facto de estar confirmada a sua ausência no Rali Vinho Madeira, regressando à atividade apenas em Setembro, com o Rali da Água -Transibérico Eurocidade Chaves-Verín.

    1. Pedro, que balanço podemos fazer do que já decorreu da época?

    “O balanço é super positivo, pois, para além de termos conseguido terminar todas as provas até ao momento incluindo, conseguimos a presença no pódio na prova, resultado fantástico num ano em que a concorrência é muito forte. Destaco ainda as vitórias nas Super Especiais realizadas nos ralis Terras D’Aboboreira, Casinos do Algarve e Castelo Branco e Vila Velha de Rodão, bem como o facto de estarmos a conseguir rodar normalmente entre os melhores.

    Por outro lado, temos cumprido com enorme sucesso outro dos nossos grandes objetivos e que passa por divulgar ao máximo os nossos parceiros e a nossa região. Tem sido incrível o trabalho promocional e o impacto está a superar as nossas expectativas!”.

    P1: O que significou para ti o 2º lugar em Castelo Branco?

    “Foi uma sensação única. É o ponto alto da minha carreira e um momento que nunca mais vou esquecer. Tanta competitividade, tanto público, ter os nossos perto de nós e ter o carinho tão grande do nosso público foi incrível. Espero brindá-los um dia com uma vitória e que seja já no próximo ano!”.

    P2: Algum ponto menos positivo a destacar?

    “O ponto menos bom no nosso projeto é o orçamento muito curto para poder estar nas 8 provas, sendo que já deixámos o Rali de Portugal de fora e agora vamos estar ausente do Rali Vinho da Madeira. A nossa capacidade, quando comparada com a dos nossos adversários, é muito pequena e isso ainda faz realçar mais aquilo que temos conseguido.

    Desportivamente e em relação ao que já se realizou, temos a lamentar a pontuação de Fafe ter contado apenas 50% e o furo na Power Stage da Aboboreira que nos retirou mais um Top 5”.

    P3: Ser uma equipa que representa uma zona do interior do país e correr com um orçamento tão curto limita imenso as vossas ambições…

    “É quase impossível lutar pelo título sem um orçamento maior, notamos essa desvantagem para alguns dos nossos adversários em coisas óbvias. Não fazemos as 8 provas do campeonato, não testamos os quilómetros necessários, não usamos o limite de pneus por prova, não temos um engenheiro que nos possa ajudar ainda mais a aproveitar o Rally4. São pequenos exemplos que fazem toda a diferença, estamos no interior sim, mas vamos lutar para mostrar aos nossos parceiros que a aposta em nós é a correta e que juntos podemos dar muitas alegrias à nossa Beira Baixa. É com grande alegria e muito orgulho que somos embaixadores da Beira Baixa no campeonato. Tentamos ao máximo divulgar a Beira Baixa durante toda a época e temos de agradecer o suporte logístico que a CIMBB nos dá. São pessoas apaixonadas pela região e que lutam muito para que tudo corra bem no nosso projeto, espero que a nossa parceria dure muitos anos”.

    P4: Quem segue de perto o campeonato reconhece-vos uma enorme capacidade para produzir resultados. Num campeonato tão aberto e competitivo, com vários pilotos a discutirem a vitoria e ainda mais a lutarem pelos lugares cimeiros, cabeça fria e capacidade estratégica tornam-se ainda mais vitais?

    “Sem dúvida que é um campeonato em que tem de se ter muita cabeça e mesmo com cabeça corremos vários riscos, porque para andar nos 8 primeiros temos de puxar muito por nós e rodar num ritmo altíssimo. Então, quando falamos de discutir Top 5 e pódios, é de loucos o ritmo que temos de meter para lutar por essas posições, mas no meio disto temos de perceber quando atacar e quando devemos manter. Os ralis são duros e muito longos e só no fim se fazem as contas. Temos pena de não poder estar presentes nas 8 provas porque dessa forma podíamos ter mais margem de erro, que neste momento é de zero!”.

    P5: Como tem sido a transição do R2 para o Rally4?

    “O R2 é um carro atmosférico e não se pode hesitar para não perder tempo porque o motor tem pouca potência. Então, tinha de o levar sempre no limite e em rotações altas. É um carro fantástico que transmite sensações únicas e uma grande escola. Já o Rally4 que não tem nada a ver com o R2, pois requer muitos quilómetros de treino e é um carro para pilotos já com alguma experiência, um carro que para ser aproveitado tem de se entender os regimes de motor visto que é um turbo e principalmente perceber qual o limite do carro, porque não transmite a rapidez que realmente tem. O carro é muito, muito rápido e pode tornar-se perigoso se não formos conscientes. No geral é um carro incrível e os tempos demonstram isso mesmo”.

    P6: E integrar uma estrutura como a da Domingos Sport?

    “Da Domingos Sport, só posso dizer bem. O Ricardo, o Paulo, a Nídia, os filhos e toda a estrutura que faz a equipa trabalhar são muito dedicados, profissionais e apaixonados pelas corridas. No meio de tantos clientes conseguem dar especial atenção a todos e conseguem fazer-nos sentir parte da família. O 208 Rally 4 tem estado em ótimas condições e têm nos colocado afinações muito boas para todos os ralis e, neste aspeto, devo também agradecer ao Adruzilo Lopes por toda a ajuda que nos tem dado”.