Categoria: Ralis

  • Artur Quintal e Vítor Henriques conquistaram no Machico mais um Top 3 nas 2RM

    Artur Quintal e Vítor Henriques conquistaram no Machico mais um Top 3 nas 2RM

    Depois de terem rubricado uma exibição de grande nível ao longo de praticamente toda a edição 2023 do Rali do Marítimo Município do Machico, quarta prova da temporada do Campeonato de Ralis CORAL da Madeira, Artur Quintal e Vítor Henriques viram fugir o 2º lugar nas duas rodas motrizes já na fase final da prova, devido a um pião na penúltima classificativa que os fez perder muito tempo.

    Foi um desfecho inglório que em nada reflete a exibição que a dupla da VFR Racing rubricou na quarta prova da temporada madeirense. Artur Quintal e Vítor Henriques foram capazes de, uma vez mais, colocar na estrada um misto poderoso de rapidez e eficácia, sendo claro que a sua evolução está a ser contínua, tornando-os cada vez mais competitivos no seio da “batalha” reservada às duas rodas motrizes.

    O piloto reconhece que “tivemos muita cautela na super-especial de abertura, para não cometermos erros. No dia de sábado, entramos ao ataque e fomos fazendo bons tempos, conseguindo quase sempre registar a segunda melhor marca entre as 2RM, tendo conseguido cumprir o plano que traçamos para a prova, conseguindo estar sempre solidamente instalados na 2ª posição, lugar que parecia praticamente assegurado, quando entrámos na fase derradeira da prova”.

    Mas, a 2º passagem pela especial de Porto da Cruz acabaria por ser palco do momento mais aziago da prova, com a dupla a perder muito tempo na sequência de um pião, indo para a última especial ainda no 2º posto, mas vendo o vasto pecúlio amealhado reduzido a apenas 3,8 segundos.

    Depois, na última especial, Artur Quintal reconhece que “não fomos capazes de contrariar o forte ataque do Renato Pita. Entramos na ultima PEC ainda um pouco atordoados pelo que tinha sucedido e ele ganhou-nos 4,6 segundos e perdemos assim o 2º posto por apenas 1 segundo…. Foi inglório, deixou-nos tristes, mas só temos de dar os parabéns ao Renato por ter sido mais forte”.

    O 3º lugar final nas contas das 2RM (quarto pódio consecutivo da época) foi, mesmo assim, um bom resultado, com a equipa a retirar desta prova ainda “a satisfação por conseguir mais rodar perto do João Silva, que é a referência para todos nós nas 2RM. Estamos no caminho certo e vamos ser cada vez mais competitivos. Queremos, eu e o Vítor, agradecer à nossa equipa, aos patrocinadores e às nossas famílias, por todo o apoio, que tem sido essencial nesta caminhada bem sucedida!”, realçou Artur Quintal.

  • Artur Quintal: “no Machico queremos estar entre os mais rápidos das 2RM”

    Artur Quintal: “no Machico queremos estar entre os mais rápidos das 2RM”

    A poucas horas do arranque do Rali do Marítimo Município do Machico, quarta prova da temporada do Campeonato de Ralis CORAL da Madeira, Artur Quintal e Vítor Henriques estão preparados e motivados para darem continuidade a uma época marcada pelas exibições sólidas e resultados de topo dentro das lides das Duas Rodas Motrizes.

    Três provas, dois terceiros e um segundo lugar, três presenças no pódio, eis o pecúlio de grade nível que a dupla da VFR Racing já amealhou nesta temporada de 2023. Rapidez e eficácia têm marcado as suas exibições aos comandos do Peugeot 208 Rally4 e a expectativa para esta quarta tirada do ano é bem alta.

    “Estamos muito motivados para este rali. A equipa trabalhou muito no carro e eu e o Vítor fizemos uma excelente preparação da prova, que será muito desafiante, com especiais que exigem foco total, notas de andamento eficazes e capacidade para extrair todo o potencial do Peugeot, procurando não cometer erros de monta. Vai ser uma prova dura, onde queremos andar sempre entre os melhores das 2RM, tendo como mote rodar o mais perto que for possível do João Silva”, enfatiza Artur Quintal.

    Para o piloto da VFR Racing, a prova organizada pelo CS Marítimo “é mais um momento importante na nossa evolução. Temos conseguido ser cada vez mais competitivos. Estamos em 3º do campeonato e a ambição é tentar subir na tabela e, como tal, queremos pontuar forte neste rali”.

    O Rali do Marítimo Município do Machico arranca hoje à noite e termina ao final do dia de amanhã, sábado. Inclui 9 especiais de classificação, com um total de 73,7 quilómetros disputados contra o cronómetro.

  • Ricardo Filipe “sempre quis fazer o Vinho Madeira!”

    Ricardo Filipe “sempre quis fazer o Vinho Madeira!”

    É a grande novidade na época de Ricardo Filipe. O piloto algarvio que defende as cores da marca Olha o Cogumelo estará pela primeira vez na sua carreira à partida do Rali Vinho Madeira, aos comandos do Ford Fiesta R5, tendo a seu lado, como habitualmente, o navegador poveiro Filipe Carvalho, que também se estreia na Pérola do Atlântico.

    A presença no rali madeirense era um dos sonhos desportivos que Ricardo Filipe queria muito concretizar. Agora e numa época onde tem sido evidente a evolução competitiva do piloto, tal vai concretizar-se, sendo enorme a expectativa do algarvio:

    “Desde que corro que sempre quis fazer o Vinho da Madeira!”, destaca. Tal deve-se a um conjunto variado de fatores, dos quais destaca “a beleza da ilha da Madeira, o desafio único que as suas estradas de asfalto escolhidas para os troços cronometrados nos colocam, o prestígio do rali e o tremendo obstáculo que é conseguir levar de vencida todas as suas dificuldades”.

    O piloto algarvio conta com “a experiência que a Racing 4 You tem no rali. Os conselhos técnicos e de estratégia que o Manuel Castro e a equipa técnica nos vão proporcionar vão ser muito importantes. Depois, eu e o Filipe queremos fazer bem os reconhecimentos, sendo claro que a importância de ter notas de andamento eficazes ganha ainda maior dimensão numa prova com estas características”.

    Quanto a objetivos, Ricardo Filipe tem “perfeita noção de que um lugar no Top 10 será muito difícil, tal o naipe de pilotos locais que se juntam a todos os pilotos da frente que fazem o CPR e aos estrangeiros que já confirmaram a sua presença. Vamos ser comedidos, tentar ter um bom ritmo, ir aprendendo e melhorando ao longo do rali e ter sempre em mente que, primeiro, queremos terminar, depois, garantir bons pontos para o campeonato, até para recuperar posições na tabela de pontos, pois a desistência em Castelo Branco foi muito nefasta”.

    A próxima edição do Rali Vinho da Madeira, sexta prova da temporada do Campeonato de Portugal de Ralis, estará na estrada entre os dias 3 e 5 de agosto.

  • Rali da Água passa a Transibérico Eurocidade Chaves-Verín

    Rali da Água passa a Transibérico Eurocidade Chaves-Verín

    O Rali da Água-Transibérico Eurocidade Chaves-Verín disputa-se nos dias 15 e 16 de setembro, numa organização do CAMI Motorsport.

    Este ano com uma grande novidade: a prova, com epicentro no Município de Chaves, vai ter alguns troços cronometrados na região da Eurocidade Chaves-Verín (Espanha). É a internacionalização de um rali já consolidado no panorama do automobilismo português, inserido no Campeonato de Portugal de Ralis (CPR), com grande potencialidade de crescimento.

    “Era um desejo antigo do CAMI e do Município de Chaves que o Rali da Água, devido à sua localização geográfica, atravessasse a fronteira. Julgo ser uma grande mais valia para o CPR e para o Rali da Água, em termos de comunicação e captação de aficionados. A Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting (FPAK) entendeu, logo desde o início, o potencial e mais valia para o CPR a existência de uma prova transibérica e tratou de estabelecer contactos com aReal Federación Española de Automovilismo (RFEDA), que também recebeu o projeto com satisfação. Outra entidade importante foi a Escuderia de Ourense, que recebeu e está a trabalhar ativamente no projeto com grande otimismo, assim como o Ayuntamento de Verín e órgãos de comunicação espanhóis. Julgo que estão reunidos todos os ingredientes para que o já excelente Rali da Água seja, num futuro próximo, uma prova de topo”, afirma Nuno Loureiro, presidente do CAMI Motorsport.

    O percurso, considerado por muitos pilotos como um dos melhores ralis de asfalto do campeonato, está a ser preparado com o apoio dos municípios de Chaves e Verín.

    Este ano, o Rali da Água ganha uma maior projeção com a integração e apoio da Eurocidade Chaves-Verín (Agrupamentos Europeus de Cooperação Transfronteiriça). Um destino que abrange dois países e uma das maiores concentrações de fontes termais da Europa, que deram origem a um património termal único e à mais inovadora oferta de bem-estar. E também vinho e gastronomia, fortalezas da fronteira, o Caminho de Santiago, entre muitos pontos de interesse.

  • Mário Castro “estou muito feliz por concretizar o sonho de fazer o Vinho Madeira como piloto!”

    Mário Castro “estou muito feliz por concretizar o sonho de fazer o Vinho Madeira como piloto!”

    Para o consagrado navegador fafense, a 20ª presença na prova internacional realizada na Pérola do Atlântico será assinalada com uma estreia: pela primeira vez, Mário Castro fará o Rali Vinho Madeira como piloto, tendo a seu lado Ricardo Cunha, aos comandos de um Ford Fiesta R2T com as cores da Liber Jeans.

    Esta presença de Mário Castro na prova insular apresenta-se como “a concretização de um sonho, pois sempre quis fazer o Vinho madeira como um piloto. É uma oportunidade que pode não se voltar a repetir tão cedo e por isso fiz um grande esforço para estar presente. Só é possível devido à ausência do Pedro Almeida no Rali Vinho Madeira. Consegui reunir as condições mínimas para uma participação digna e vamos tentar desfrutar ao máximo deste grande rali”.

    Mário Castro tem já uma longa e bem sucedida carreira como navegador, destacando-se o título nacional de Grupo N, em 2001, ao lado de Pedro Dias da Silva e o título absoluto, conquistado em 2014, a navegar Pedro Meireles.

    Mas, também como piloto, o fafense tem feito nos últimos anos uma carreira relevante, sendo claramente um dos mais rápidos nos ralis realizados nos campeonatos disputados na região norte de Portugal Continental.

    Agora, leva o seu Ford Fiesta R2T até às desafiantes estradas de asfalto da ilha da Madeira, assumindo que está “muito entusiasmado com esta grande experiência que terei pela frente. Este rali tem a particularidade de ser a minha 20ª participação na prova e nada melhor do que festejar esse linda efeméride pela primeira vez na função de piloto. Sabemos que não temos um carro que nos permita lutar por qualquer lugar de destaque nas 2RM, mas eu e o Ricardo queremos estar na luta pelo triunfo na nossa classe. Certamente que iremos dar o nosso melhor de maneira a conseguir um bom ritmo e essencialmente usufruir das belas classificativas da ilha!”.

    A próxima edição do Rali Vinho da Madeira, estará na estrada entre os dias 3 e 5 de agosto.

  • Teotónio e Morgadinho vencem Promo Centro e conquistam Top 2 no Promo em Castelo Branco

    Teotónio e Morgadinho vencem Promo Centro e conquistam Top 2 no Promo em Castelo Branco

    A dupla do Macambi Racing Team alinhou na edição 2023 do Rali de Castelo Branco e Vila Velha de Rodão livre de qualquer pressão quanto a discussão de pontos, mas nem assim enjeitou fazer o que melhor sabe: disputar os lugares cimeiros com sucesso, levando o seu Mitsubishi Lancer EVO IX preparado pela Domingos Sport ao triunfo entre os concorrentes do Campeonato Promo Centro de Ralis, conquistando ainda a 2ª posição nas lides do Promo de Ralis.

    Mesmo tendo concentrado o seu “poder de fogo” nos Ralis a Sul, Fernando Teotónio e Luís Morgadinho não poderiam faltar ao rali “da casa”. A dupla do Fundão tem uma enorme ligação à prova e a Escuderia de Castelo Branco, sendo por isso com naturalidade que, uma vez mais, inscreveram o rali no seu calendário competitivo.

    “Adoramos fazer este rali. É a prova na nossa terra e onde sentimos sempre  muito acarinhados e á vontade. Ainda para mais, este ano alinhamos sem pressão nenhuma e isso permitiu que nos divertíssemos ainda mais”, destaca Fernando Teotónio.

    Quanto à história competitiva da presença do duo do Macambi Racing Team, o piloto destaca “o bom arranque de prova que fizemos, com os dois troços da tarde de sexta a correrem muito bem. Infelizmente, logo no início da primeira passagem pela Super Especial noturna fizemos um pião e perdemos aí uma dezena de segundos. Mas, isso não importou muito. Estava muito público, o traçado era muito giro e divertimo-nos muito”, terminando o primeiro dia já na liderança do Promo Centro e no 2º posto entre os Promo.

    Na segunda e derradeira etapa, percorrida durante todo o dia de sábado, Teotónio e Morgadinho andaram sempre “muito rápido e ficamos muito felizes por estar sempre perto de um grande campeão como é o Adruzilo, sobretudo no primeiro dia. No sábado, infelizmente, voltou o problema do Algarve e, a espaços, o carro perdia força. Felizmente, a partir de determinado ponto, voltou a funcionar bem. Fizemos um bom rali, sem correr demasiados riscos, aproveitando castelo Branco para introduzir algumas coisas e testar, já tendo em mente o próximo rali do Promo Sul”.

    O piloto do Macambi Racing Team não quis deixar de depositar um alerta e um lamento:

    “Mais uma vez perdemos 2 lugares à geral devido a um critério injusto na atribuição de tempos  por troços neutralizados. A título de exemplo, na PEC 7 foi atribuído ao nosso colega Nuno Coelho 7:03 e ele, na segunda passagem, fez 7:35. A nós, atribuíram-nos o estranho tempo de 7:53 e, na segunda passagem, fizemos 7:15, menos dez do que o Nuno… Atribuir tempos diferentes aos concorrentes dá nisto…”.

    Quanto à vitória e ao pódio alcançado, Fernando Teotónio dáconta “de uma enorme satisfação, pois são mais dois excelentes resultados para o nosso palmarés. Mas, o que contou mais para nós, foi a grande diversão que vivemos no rali”.

  • Quebra de transmissão tira pódio a Nelson Silva em Castelo Branco

    Quebra de transmissão tira pódio a Nelson Silva em Castelo Branco

    A estreia de Nelson Silva no Rali de Castelo Branco e Vila Velha de Rodão, não acabou da melhor forma, com um problema mecânico a obrigar o piloto vianense a desistir, quando faltavam três  classificativas para o fecho da prova. No entanto, fica a magnífica exibição que rubricou, estando no 3º lugar das contas reservadas ao Campeonato Promo de Ralis, quando foi forçado a abandonar.

    A prova organizada pela Escuderia de Castelo Branco é, assumidamente, uma das mais duras e desafiantes entre todas as que se disputam em piso de asfalto. A edição de 2023 fez jus a esse epíteto e cobrou o seu dividendo em quebras mecânicas junto do pelotão forte e farto que competiu no evento albicastrense.

    Nelson Silva e Paulo Silva apresentaram-se “ao combate”, com a noção da difícil tarefa que tinham pela frente, já que o piloto embaixador de Viana do Castelo nunca tinha corrido no rali.

    Mas, cedo se percebeu que tinham trabalhado bem e que o Toyota Yaris Proto também estava com uma afinação muito competitiva, mercê do excelente trabalho da JC Motorsport.

    A dupla optou por fazer um rali em crescendo, com Nelson Silva a confirmar que “quisemos fazer uma prova de trás para frente. Entramos com um pouco de receio devido ao fator de ser tudo novo e fui ganhando um pouco de confiança classificativa após classificativa.  Fomos melhorando os tempos, ficando cada vez mais perto dos mais rápidos, na seção inaugural da segunda etapa, chegamos mesmo ao 3º lugar, acabando essa fase com muito avanço sobre quem atrás nos perseguia. Infelizmente, logo de seguida, veio o reverso da medalha!”.

    A primeira especial da tarde foi neutralizada, devido a um acidente e Nelson Silva e Paulo Silva seguiram neutralizados para o troço cronometrado que se seguia. Aqui, deu-se o descalabro.

    “logo no arranque, partiu uma transmissão traseira. Ainda tentamos levar o carro até ao final do troço, mas, como ainda faltavam 3 classificativas para o fim do rali, seria impossível continuar”. Encerrava demasiado cedo a exibição de grande nível de Nelson Silva que, mesmo assim, saiu de Castelo Branco “muito feliz com o nosso andamento. Fica a experiência de um rali muito rápido e a promessa de voltar, bem como a nossa motivação para tentar andar entre os melhores já no próximo rali do campeonato”.

  • Ricardo Filipe “em Castelo Branco provamos que estamos mais rápidos. A evolução é notória!”

    Ricardo Filipe “em Castelo Branco provamos que estamos mais rápidos. A evolução é notória!”

    A quebra de uma transmissão do Ford Fiesta R5 na 6ª PEC interrompeu precocemente a boa exibição que Ricardo Filipe e Filipe Carvalho estavam a rubricar no Rali de Castelo Branco e Vila Velha de Rodão, tirando ao piloto que defende as cores da marca Olha o Cogumelo uma mais do que previsível presença bem dentro do Top 10 final.

    Comecemos pelo fim. Já de regresso a casa, Ricardo Filipe assumia que “apesar da desistência estou feliz. Fizemos um excelente rali, desde o primeiro momento, com um ritmo fantástico, provando que somos capazes de atacar e ir buscar de um resultado relevante. A nossa evolução é notória!”.

    E o piloto algarvio tem todas as razões para se sentir bem e a sua síntese é um espelho cristalino do que foi o “filme” da sua exibição.

    Entrou logo forte, registando o 7º tempo no Qualifying, que lhe daria a mesma posição na ordem de partida, considerando Ricardo Filipe que “foi uma grande entrada na prova. Quero agradecer à Escuderia de Castelo Branco e à FPAK pelo joker que me permitiu alinhar na Qualificação e saímos dela muito orgulhosos com a nossa prestação”.

    Ligado o cronómetro das especiais do programa competitivo, Ricardo Filipe e Filipe Carvalho acabaram por fazer a seção inaugural da tarde de sexta-feira “com um ritmo que, depois percebemos ser demasiado conservador. Perdemos um pouco de tempo para a “nata” dos rally4 e chegamos à Super Especial noturna fora do Top 10. Aí, bem, atacamos mesmo e percebemos do que somos capazes e do que o carro é capaz, ficando entre os seis melhores e subindo a 10º, no fecho da etapa inicial”.

    No arranque da tirada decisiva de sábado, a dupla manteve-se ao ataque, rubricando o 8º tempo da geral na primeira classificativa do dia e subindo à mesma posição da geral, ficando claro que era possível subir ainda posições”.

    Mas os favores da fortuna nada quiseram com Ricardo Filipe. Logo na especial seguinte surgiu o incidente que deitaria tudo a perder.

    “Estava tudo a correr bem quando, a passar duma zona lenta e suja para asfalto limpo, ouvimos um estalo enorme e partiu-se uma transmissão direita. Ainda fomos lentamente até ao fim do troço, mas, como saiu a valvulina, não arriscamos mais, para não partir a caixa de velocidades e só nos restou abandonar”.

    Fica, como referido no início do texto, a satisfação de “termos sido rápidos e competitivos. Adoro o rali. É uma prova espetacular pelo público e pelas especiais que se andam em ritmos completamente alucinantes, onde não podes perder o foco nem num piscar de olhos!”.

    Ricardo Filipe deixou ainda “um enorme abraço e votos de rápidas e totais melhoras para o nosso colega e amigo Ricardo Sousa. Que volte ainda mais forte!”.

  • Henrique Rodrigues: “Castelo Branco foi um rali dos mais difíceis da carreira!”

    Henrique Rodrigues: “Castelo Branco foi um rali dos mais difíceis da carreira!”

    Um problema mecânico ainda durante o Qualifying e uma prova inteira a sofrer com problemas de travões, transformaram o Rali de Castelo Branco e Vila Velha de Rodão num verdadeiro “caminho das pedras” para Henrique Rodrigues e Daniel Rodrigues. Mesmo assim, asseguraram um Top 6 no Campeonato Promo de Ralis e venceram no Desafio Kumho Portugal.

    Foi uma estreia cheia de peripécias aquela que a dupla duriense protagonizou na prova organizada pela Escuderia de Castelo Branco.

    Henrique Rodrigues assumia à partida que “estávamos com grandes expectativas do que poderíamos fazer na primeira prova de asfalto da época. Os troços até nos agradaram, pois são troços rápidos e ficamos logo impressionados nos reconhecimentos. Trabalhamos muito para tirar o melhor partido das notas, tendo em conta que na Aboboreira tivemos um problema com as notas por não treinarmos bem o rali. Por isso, desta feita, aqui fizemos bem o trabalho de casa e estávamos preparados para fazermos um bom rali, mesmo tendo noção de que iríamos enfrentar adversários com um enorme conhecimento do terreno”.

    Mas, nada correu como esperado. Logo nos treinos que antecediam a Qualificação, realizada na manhã de sexta-feira, cedeu o diferencial traseiro, impedindo a dupla de alinhar nessa fase decisiva para a escolha da ordem de partida.

    “Foi um balde de água fria. Felizmente, conseguimos pôr o carro em condições para o arranque do rali, fruto do bom trabalho da Matos Competições que mudou o diferencial num curto espaço de tempo e arrancámos com vontade de andar bem”.

    E assim foi durante a seção inaugural da tarde, com Henrique Rodrigues e Daniel Rodrigues a fazerem bons tempos, que lhes permitiam pensar num rali tranquilo e dentro dos objetivos traçados.

    Só que, durante a dupla passagem pela Super Especial Reconquista, desenhada no perímetro urbano de Castelo Branco, a dupla começou a sofrer com “problemas de travões, o que nos fez perder algum tempo. Tentamos resolver na assistência e pensávamos que isso tinha sucedido. Mas, logo a meio da primeira classificativa de sábado, voltaram os problemas com as pinças a ficarem coladas e o carro preso, parecendo que íamos sempre a travar, tendo mesmo ficado sem travões quase no fim da classificativa e ainda faltavam mais duas para a assistência. Fizemos as duas sem travões só para conseguir levar o carro até lá. Aí, apesar do enorme esforço da nossa equipa, não conseguimos resolver a totalidade do problema e, apesar dos travões terem começado a funcionar minimamente, não foi suficiente para nos dar confiança para

    Como tal, Henrique Rodrigues e Daniel Rodrigues entraram em “modo sobrevivência” e colocaram todo o seu foco em “tentar levar o carro até ao fim. Desde o início do rali que nunca fizemos uma classificativa em perfeitas condições. Foi um rali dos mais difíceis da carreira e até estávamos bem preparados!”, assumindo que “melhor que o andamento foi o resultado. Amealhamos pontos que podem ser preciosos nas contas finais do Promo e reforçamos a liderança no desafio Kumho”.

    Agora é tempo de descanso, para depois começar a preparar com tempo “o Rali de Viseu e Vouzela. É às portas de casa e tudo faremos para andar rápido e obter um resultado de topo!”.

  • Ernesto Cunha quer manter a liderança nas 2RM em Castelo Branco

    Ernesto Cunha quer manter a liderança nas 2RM em Castelo Branco

    O Rali de Castelo Branco e Vila Velha de Ródão será a primeira prova de asfalto do Campeonato de Portugal de Ralis, onde Ernesto Cunha e Rui Raimundo procuram manter a liderança da tabela nas Duas Rodas Motrizes. A equipa do Peugeut 208 Rally4 traz consigo um bom ritmo após a participação no Rali de Lisboa e espera conquistar o lugar mais alto do pódio.

    Com um figurino que introduz algumas novidades na prova, o Rali de Castelo Branco e Vila Velha de Ródão ganha algumas especiais novas, mantendo o grau de desafio elevado para as equipas. Ernesto Cunha e Rui Raimundo, procuram a primeira vitória nesta prova e com isto aumentar a vantagem de para os segundos classificados no Campeonato de Portugal de Ralis 2 Rodas Motrizes.

    “Apesar de ser a primeira prova do campeonato em asfalto, já tivemos contacto recente com este tipo de piso, no Rali de Lisboa, o que nos deixa confiantes. O nosso objetivo é ganhar a corrida para manter a liderança do campeonato e é nesse sentido que temos vindo a trabalhar”, refere o piloto do Peugeot 208 Rally4.