Piloto das Terras de Oiro disputa pela terceira vez a prova madeirense e assume a ambição de lutar pela vitória, num momento decisivo da temporada.
Pedro Silva e Valter Cardoso estão preparados para disputar a 67.ª edição do Rali da Madeira, quarta jornada do Campeonato de Portugal de Ralis e uma das provas mais importantes da temporada para a dupla.
Ao volante do Lancia assistido pela Vision Motorsport, o piloto da Beira Baixa e das Terras de Oiro chega à Pérola do Atlântico no terceiro lugar da classificação em que compete e com o objetivo claro de se aproximar, ou mesmo alcançar, a segunda posição: “Somos terceiros no CPR e queremos muito sair da Madeira no segundo lugar ou muito perto dessa posição”, afirmou Pedro Silva.
A exigência das classificativas madeirenses não reduz a ambição da equipa, que parte determinada a discutir o melhor resultado possível: “A ideia é apenas uma: lutar pela vitória num rali muito difícil, onde tudo pode acontecer. Adoramos ir à Madeira e esta será a minha terceira participação neste magnífico rali”, destacou o piloto.
Pedro Silva sublinhou igualmente a importância dos parceiros que tornaram possível a deslocação da equipa à ilha: “Obrigado a todos os parceiros que estão connosco e, nesta prova em especial, àqueles que se juntaram para conseguirmos estar na Madeira. Vai ser uma grande festa e nós não podíamos faltar”, acrescentou.
O Rali da Madeira disputa-se entre 30 de julho e 1 de agosto, prometendo três dias de intensa competição nas exigentes estradas da ilha.
Heptacampeão nacional acredita que a estreia de um novo Skoda Fabia RS Rally2 pode marcar um novo ciclo.
Armindo Araújo e Luís Ramalho partem para o Rali Vinho Madeira determinados em relançar a temporada no Campeonato de Portugal de Ralis. Depois de um arranque de ano aquém das expectativas, a dupla do Team Armindo Araújo/The Racing Factory acredita que a prova insular poderá marcar um ponto de viragem, agora aos comandos de um novo Skoda Fabia RS Rally2.
Habitualmente muito competitivos nas exigentes estradas madeirenses, o piloto de Santo Tirso espera voltar a discutir os lugares cimeiros e recuperar terreno na luta pelo campeonato.
“Não conseguimos nas primeiras três provas alcançar os resultados que pretendíamos e queremos aqui na Madeira mostrar que conseguimos ser rápidos, como fomos em praticamente todas as provas do ano passado. Vamos estrear um novo carro, que já testámos nas estradas da ilha, e estamos muito confiantes de que podemos voltar a conseguir um bom resultado, à imagem do que tem acontecido nas últimas edições”, afirma Armindo Araújo.
Apesar da posição menos favorável na classificação do campeonato, o heptacampeão nacional garante que a ambição permanece intacta e que o objetivo passa por lutar pelas vitórias até ao final da temporada.
“Sabemos que neste momento não estamos na posição que desejávamos no campeonato, mas queremos manter a pressão na discussão das vitórias e na luta pelo título. O pensamento é dar o máximo e tentar vencer todos os ralis até ao fim da época. Depois faremos as contas. Os nossos adversários podem contar que nunca baixaremos os braços. Este é um rali muito exigente, mas é uma prova de que gostamos muito e para a qual estamos altamente motivados”, acrescenta.
O Rali Vinho Madeira arranca na quinta-feira com o Shakedown, seguindo-se a tradicional cerimónia de partida e a Super Especial da Avenida do Mar. A prova prossegue na sexta-feira e no sábado, com um total de 14 classificativas que prometem voltar a proporcionar um intenso duelo nas desafiantes estradas da ilha.
Líder destacado do CPR venceu todas as provas que disputou e parte para o rali mais longo da temporada com margem confortável. Pedro Almeida, José Pedro Fontes, Gonçalo Henriques, Pedro Meireles, Armindo Araújo e Ricardo Teodósio precisam de reagir para manter viva a luta pelo título.
Rúben Rodrigues chega ao Rali da Madeira como o homem a bater no Campeonato de Portugal de Ralis. Aos comandos do Toyota GR Yaris Rally2 da Auto Açoreana Racing, o piloto açoriano venceu todas as jornadas em que participou e construiu uma vantagem importante antes da quarta das oito provas da temporada. Disputado entre 30 de julho e 1 de agosto, o Rali da Madeira assinala o final da primeira metade do campeonato e poderá revelar-se decisivo para clarificar a verdadeira dimensão das candidaturas ao título nacional.
Até ao momento, apenas outro piloto venceu uma prova do CPR em 2026. Pedro Almeida impôs-se no Rally de Lisboa, uma das jornadas opcionais juntamente com o Rali de Castelo Branco e Vila Velha de Ródão, e surge como o adversário mais próximo de Rúben Rodrigues, a 17 pontos do líder.
Nas contas finais do campeonato serão considerados os sete melhores resultados das oito jornadas, mas as diferenças já construídas pelo piloto da Auto Açoreana Racing obrigam os rivais a procurar uma reação imediata.
Concorrência obrigada a atacar
José Pedro Fontes chega à Madeira a 32 pontos da liderança, enquanto Gonçalo Henriques está a 35. Pedro Meireles tem uma desvantagem de 39 pontos e Armindo Araújo e Ricardo Teodósio encontram-se ambos a 41. A margem permite a Rúben Rodrigues adotar uma abordagem mais controlada, ao contrário dos principais perseguidores, que necessitam de reduzir o fosso antes da entrada na segunda metade da época.
O líder já demonstrou sentir-se confortável nas estradas madeirenses, como ficou patente na recente participação no Rali da Calheta, prova integrada no Campeonato de Ralis CORAL da Madeira. Contudo, o Rali da Madeira apresenta uma exigência muito superior. Com 15 classificativas e 202,52 quilómetros ao cronómetro, será a prova mais longa da temporada e uma das mais severas para as mecânicas.
Num rali desta dimensão, a fiabilidade, a gestão dos pneus e a capacidade para manter um ritmo elevado durante três dias poderão ser tão determinantes como a velocidade pura.
Fontes, Henriques e Meireles procuram resposta
José Pedro Fontes chega particularmente motivado a uma das suas provas preferidas e determinado a colocar o novo Lancia Ypsilon Rally2 entre os candidatos aos melhores lugares do CPR. Gonçalo Henriques procura finalmente uma jornada sem contratempos com o Hyundai i20 N Rally2, depois de uma primeira parte da temporada marcada por pequenos problemas. O comportamento do modelo nas estradas insulares será, contudo, um dos pontos de interrogação.
Pedro Meireles também precisa de aproveitar a Madeira para recuperar terreno, enquanto Armindo Araújo, protagonista da luta pelos títulos nas duas últimas temporadas, permanece entre os pilotos capazes de alterar o rumo do campeonato. Ricardo Teodósio completa o grupo de candidatos que ainda procura uma vitória em 2026 e para quem um resultado forte na ilha será fundamental.
Meeke, Ruiloba e Basso elevam fasquia
Embora não interfiram diretamente nas contas do CPR, três pilotos internacionais acrescentam qualidade e dificuldade à luta pela vitória absoluta. Diego Ruiloba regressa com o Citroën C3 Rally2 para tentar o terceiro triunfo consecutivo, depois de ter vencido as edições de 2024 e 2025.
Giandomenico Basso, tetravencedor da prova, alinhará com um Škoda Fabia RS Rally2 e procura acrescentar novo sucesso a um palmarés que inclui triunfos em 2006, 2007, 2009 e 2013. Kris Meeke regressa ao Toyota GR Yaris Rally2 com o objetivo de conquistar uma prova que ainda não figura no seu currículo. Campeão português em 2024, o britânico será seguramente um dos pilotos mais rápidos do pelotão.
Madeira apresenta candidatos próprios
Os principais protagonistas do Campeonato de Ralis CORAL da Madeira também entram na discussão pelos primeiros lugares. Miguel Nunes, atual líder regional, alinhará com um Škoda Fabia RS Rally2, enquanto João Silva defenderá as cores da Toyota com um GR Yaris Rally2. Alexandre Camacho apresenta-se com o estatuto de recordista da prova, somando seis vitórias, e volta a ser um dos nomes incontornáveis da luta pela geral.
Miguel Caires e Artur Quintal reforçam o grupo de pilotos locais com viaturas Rally2, num pelotão onde o conhecimento das classificativas poderá assumir particular importância.
João Rodrigues defende liderança nas 2RM
A competição do CPR destinada às duas rodas motrizes contará com sete participantes, incluindo os principais candidatos ao título. João Rodrigues chega à Madeira na liderança com o Peugeot 208 Rally4 e terá como adversários diretos Hélder Miranda, também em Peugeot, e Pedro Silva, aos comandos do Lancia Ypsilon Rally4.
Pedro Câmara regressa à competição nacional com outro Peugeot 208 Rally4, juntando-se a Rafael Cardeira e ao ucraniano Anton Korzun, vencedor da categoria na Madeira em 2025. Afonso Seixas completa o pelotão do CPR 2RM com o Renault Clio Rally5.
Com o líder absoluto invicto, vários candidatos obrigados a recuperar pontos e um conjunto de estrelas internacionais e locais capaz de discutir a vitória, o Rali da Madeira promete ser o primeiro grande momento de verdade na luta pelo título nacional de 2026.
Dupla da KIA-ACP Electric-BP triunfou na estreia da prova no Campeonato de Portugal de Novas Energias-PRIO e reforçou a liderança entre pilotos e navegadores.
Eduardo Carpinteiro Albino e José Carlos Figueiredo venceram o Eco Rally do Mondego, disputado este fim de semana e pontuável pela primeira vez para o Campeonato de Portugal de Novas Energias-PRIO. Aos comandos de um KIA EV4 da equipa KIA-ACP Electric-BP, a dupla alcançou um resultado importante para as contas do campeonato, reforçando a liderança das classificações de pilotos e navegadores.
Carlos Silva e Sancho Ramalho terminaram no segundo lugar da classificação de regularidade, com o BMW i3 da Prolama Competição, enquanto Emilien Le Borgne e Alexandre Stricher completaram o pódio ao volante de um Leapmotor T03 da Mini Inches Eco Team.
Nuno e Sofia Geada vencem eficiência energética
Na componente de eficiência energética, Nuno Geada e Sofia Geada foram os mais eficazes com um Mini Cooper SE. João Gonçalves e Pedro Condessa, também num Mini Cooper SE, terminaram na segunda posição, enquanto Carlos Silva e Sancho Ramalho juntaram o terceiro lugar nesta classificação ao segundo posto alcançado na regularidade. Paula Joaquim e Sofia Escarigo, em Tesla Model 3 Dual Motor, foram distinguidas como a melhor equipa feminina da prova.
Eduardo Carpinteiro Albino e José Carlos Figueiredo venceram ainda a Power Stage disputada no Kartódromo de Vila Nova de Poiares. Já Emilien Le Borgne e Alexandre Stricher conquistaram o Troféu Mondego.
Reservado a automóveis totalmente elétricos, o Eco Rally do Mondego apresentou um percurso total próximo dos 245 quilómetros, dos quais cerca de 148 integraram troços classificativos. A estreia no Campeonato de Portugal de Novas Energias-PRIO terminou com um balanço positivo nas vertentes desportiva e de sensibilização ambiental, reforçando a utilização da competição como plataforma de promoção da mobilidade elétrica.
O campeonato regressará entre 2 e 4 de outubro, com o Eco Rally da Madeira, prova igualmente integrada na FIA Eco Rally Cup. A temporada terminará nos dias 7 e 8 de novembro, com a realização do Fafe Eco Rally.
Vencedor das duas últimas edições, o piloto espanhol volta ao Rali da Madeira com um Citroën C3 Rally2 e assume como objetivo conquistar o terceiro triunfo consecutivo.
Diego Ruiloba está de regresso ao Rali da Madeira, determinado a prolongar o domínio exercido nas duas últimas edições da prova. O piloto espanhol voltará a competir aos comandos de um Citroën C3 Rally2, modelo com o qual alcançou alguns dos resultados mais importantes da sua carreira, e não esconde a ambição de completar uma inédita sequência de três vitórias consecutivas.
“O objetivo é ganhar pela terceira vez seguida. Estou muito contente por voltar ao Citroën, um carro que me deu muitas alegrias e muitas vitórias. Tenho muita vontade de estar novamente ao seu volante”, afirmou Diego Ruiloba.
O asturiano antevê, contudo, uma disputa extremamente exigente, devido à qualidade do pelotão e ao ritmo habitualmente imposto nas classificativas madeirenses. “Sabemos que os pilotos da Madeira serão muito rápidos. O Basso também estará forte e o Meeke vai andar no limite. Será sempre a fundo, do início ao fim”, destacou.
Novo itinerário aumenta desafio
A edição deste ano apresenta alterações no percurso, incluindo classificativas desconhecidas para Ruiloba, fator que poderá beneficiar os concorrentes com maior experiência nessas estradas. “O rali tem um novo itinerário, com classificativas que são novas para mim e que certamente serão muito complicadas. Alguns pilotos já terão experiência e nós não”, reconheceu.
Apesar dessa desvantagem, o espanhol garante estar preparado para defender a vitória conquistada na temporada passada. “Estou muito orgulhoso por poder voltar a desfrutar desta prova tão especial e defender o triunfo do ano passado. Quero também agradecer o esforço da equipa e de todos os que tornam possível esta participação”, acrescentou.
Natural das Astúrias, Diego Ruiloba tem 25 anos e estreou-se nos ralis em 2019, com um Peugeot 208 1.2.
Em 2021, passou para um Suzuki Swift e venceu o troféu espanhol dedicado ao modelo. Na temporada seguinte, aos comandos de um Peugeot 208 Rally4, conquistou a Peugeot Rally Cup Ibérica. Entre 2023 e 2025 representou a Citroën com um C3 Rally2. Em 2024 alcançou as primeiras vitórias absolutas da carreira e, no ano seguinte, disputou várias provas do Campeonato do Mundo de Ralis. Em 2026, representa a Lancia e ocupa o terceiro lugar do Supercampeonato de Espanha de Ralis. Na Madeira, apresenta-se com um registo perfeito nas duas últimas participações e com um objetivo claro: voltar a vencer.
Ricardo Filipe prepara-se para mais uma participação no Rali da Madeira, uma das provas mais emblemáticas, belas e desafiantes do calendário nacional e internacional de ralis. O piloto algarvio da Olha o Cogumelo, volta a ter ao seu lado o navegador madeirense Rui Rodrigues, aos comandos do Skoda Fabia R5 preparado e assistido pela ARC Sport.
A 67.ª edição do Rali da Madeira disputa-se entre 30 de julho e 1 de agosto, reunindo 86 equipas naquela que é uma das listas de inscritos mais competitivas da época. A prova será disputada integralmente em asfalto, com 202,52 quilómetros cronometrados, distribuídos por duas etapas, num percurso global de 801,12 quilómetros.
Depois do excelente ensaio realizado no Rali da Calheta, onde terminou no Top 8 absoluto e foi 3.º entre as equipas que disputam o Campeonato de Portugal de Ralis, Ricardo Filipe chega ao Rali da Madeira com mais quilómetros acumulados nas estradas da ilha e a convicção de que a preparação feita foi decisiva para enfrentar uma prova tão específica.
“O Rali da Calheta foi um teste excelente. Conseguimos fazer quilómetros, ganhar ritmo e perceber melhor este asfalto tão particular. O Top 8, o terceiro lugar entre as equipas do CPR e alguns tempos bem dentro do Top 10 deram-nos muita motivação e confirmaram que estamos no caminho certo”, afirma Ricardo Filipe.
O piloto algarvio não esconde o prazer especial que sente por voltar a disputar o Rali da Madeira, prova que considera uma das mais marcantes da sua temporada. As estradas madeirenses, rápidas, técnicas, exigentes e com características muito próprias, obrigam a uma adaptação permanente e a uma confiança absoluta nas notas.
“Gosto muito desta prova. O Rali da Madeira é uma das provas mais bonitas e desafiantes do mundo, mas também uma das mais exigentes. É preciso respeitar muito estas estradas, perceber o piso, o ritmo, as mudanças de aderência e estar muito concentrado do primeiro ao último quilómetro. Queremos fazer um rali consistente, competitivo e inteligente. Estamos motivados, bem preparados e com muita vontade de aproveitar esta oportunidade para continuar a evoluir”, sublinha.
Nesse contexto, a presença de Rui Rodrigues no lado direito do Skoda Fabia R5 é encarada como uma mais-valia importante. Natural e residente na Madeira, o navegador conhece bem a realidade dos ralis na ilha e já demonstrou, na Calheta, uma excelente capacidade de entrosamento com Ricardo Filipe.
“Ter o Rui ao meu lado dá-me muita confiança. É madeirense, conhece muito bem estas estradas e tem uma leitura importante daquilo que a prova exige. Na Calheta senti-me sempre seguro com o trabalho dele e acredito que no Rali da Madeira essa experiência será novamente uma grande ajuda”, refere o piloto da Olha o Cogumelo.
Ricardo Filipe destaca também o momento de evolução que tem vindo a apresentar, tanto ao nível do ritmo como da consistência. O piloto sente que o trabalho desenvolvido nas últimas provas tem permitido consolidar processos, ganhar confiança e aproximar-se cada vez mais do nível competitivo que pretende alcançar.
“Estou feliz por sentir a evolução no meu ritmo e na minha consistência. Temos vindo a crescer prova após prova, com bons tempos, mais confiança no carro e uma melhor leitura dos momentos em que devemos atacar ou gerir”, explica.
A ligação à ARC Sport tem sido outro dos pontos centrais desta fase da temporada. Depois de uma estreia muito positiva no Rali de Castelo Branco e de uma participação sólida no Rali da Calheta, Ricardo Filipe mostra-se muito satisfeito com o trabalho técnico desenvolvido pela estrutura, mas também com o apoio que tem recebido no seu processo de evolução enquanto piloto.
“A ARC Sport tem feito um trabalho excelente no carro, mas também na forma como me apoia na minha evolução como piloto. Sinto que tenho uma estrutura muito competente ao meu lado, com conhecimento, método e experiência. Isso ajuda-me a estar mais tranquilo, mais focado e mais preparado para enfrentar desafios deste nível”, destaca.
Ricardo Filipe parte para o Rali da Madeira com ambição, mas também com uma abordagem consciente. O objetivo passa por manter a linha de evolução, imprimir um ritmo competitivo, evitar erros e tentar chegar ao final com um resultado positivo numa das provas mais exigentes do ano.
Piloto conquistou a categoria no APCAR Rally Series Stars, somou quilómetros importantes com o Renault Clio Rally5 e regressa ao Challenge mais confiante.
Cristiano Gil concluiu com uma vitória na categoria Rally5 a participação no APCAR Rally Series Stars – Vale de Cambra, cumprindo os objetivos definidos para esta presença pontual durante a pausa do Challenge Clio Rally5. Navegado por António Coelho, o piloto aproveitou a prova para acumular quilómetros, manter o ritmo competitivo e continuar o processo de evolução aos comandos do Renault Clio Rally5.
Além do resultado desportivo, Cristiano Gil destacou o ambiente vivido ao longo do fim de semana e a forte presença de público nas classificativas: “Foi um fim de semana muito interessante, com uma moldura humana impressionante, a fazer lembrar os tempos do Rali de Portugal. O entusiasmo do público fez com que esta prova parecesse uma jornada do Campeonato de Portugal de Ralis”, afirmou.
A vitória entre os Rally5 confirmou o bom trabalho desenvolvido pela equipa ao longo das últimas provas e permitiu preparar em condições competitivas o regresso ao troféu monomarca: “A classificação foi muito positiva. Conseguimos vencer a categoria Rally5 e somar um bom conjunto de quilómetros para elevar o ritmo antes da próxima prova do Challenge Clio Rally5”, explicou Cristiano Gil. “Foi mais um momento de aprendizagem e desenvolvimento, com quilómetros importantes para continuarmos a evoluir”, acrescentou.
O piloto deixou ainda uma palavra de reconhecimento aos parceiros e a todos os que contribuíram para a participação em Vale de Cambra: “Quero agradecer aos nossos patrocinadores, à APCAR pelo convite, que muito nos satisfez, e ao António pelo excelente trabalho e companheirismo no lugar de copiloto”, destacou.
Cristiano Gil regressa agora ao Challenge Clio Rally5 com uma vitória, mais confiança e indicadores positivos para enfrentar a segunda parte da temporada.
Piloto local terminou no quinto lugar absoluto, venceu no Grupo X2-12 e foi o melhor representante de Resende, apesar de um problema técnico nas derradeiras classificativas.
A estreia de Miguel Correia e Elson Alexandre aos comandos do novo BMW M3 ficou marcada por uma exibição de elevado nível na terceira edição do Rali Rota da Cereja de Resende. Ainda numa fase de adaptação à viatura, a dupla local terminou no quinto lugar da classificação geral, conquistou a vitória no agrupamento X2-12 e foi a melhor equipa de Resende em prova.
O resultado poderia ter sido ainda mais expressivo. Quando faltavam duas classificativas para o final, um problema técnico condicionou o andamento do BMW e afastou Miguel Correia da luta por um lugar no pódio absoluto. A equipa técnica conseguiu minimizar a avaria e permitiu que a dupla completasse o rali, garantindo um conjunto de resultados muito positivo na estreia com o novo carro.
“Poderia ter corrido melhor, porque, a duas classificativas do final, tivemos problemas técnicos com o carro. Cheguei a pensar que não conseguiríamos terminar, mas a equipa conseguiu solucionar parte do problema e permitiu-nos levar o BMW até ao fim”, explicou Miguel Correia.
O piloto de Resende não escondeu alguma frustração por ter visto comprometida a possibilidade de lutar pelo pódio, mas valorizou o resultado alcançado: “Gostaria muito de ter subido ao pódio, mas este contratempo acabou por estragar um pouco os nossos planos. Ainda assim, o quinto lugar não é mau”, afirmou.
“A vitória no agrupamento X2-12 e o facto de termos sido a melhor equipa de Resende são duas excelentes compensações que se juntam ao quinto lugar absoluto”, acrescentou.
Miguel Correia dedicou o resultado a todos os que contribuíram para o projeto e para a estreia do BMW M3: “Quero dedicar este resultado a toda a equipa, aos patrocinadores, à família e aos amigos. Este prémio também é de todos eles”, concluiu.
Tetravencedor da prova chega à 67.ª edição do Rali da Madeira com o Škoda Fabia RS Rally2, motivado pelo ritmo competitivo demonstrado no Europeu e determinado a lutar pelo triunfo.
Giandomenico Basso está de regresso ao Rali da Madeira, uma prova onde já venceu por quatro vezes e à qual retorna com a ambição de voltar a discutir o lugar mais alto do pódio. O experiente piloto italiano alinhará aos comandos de um Škoda Fabia RS Rally2, viatura que utiliza desde 2025, chegando à ilha no segundo lugar do Campeonato da Europa de Ralis e na liderança da competição Master.
“Estou muito contente por voltar à ilha e agradeço a todos aqueles que tornaram possível esta participação. Claro que espero fazer uma boa prova”, afirmou Giandomenico Basso.
O italiano reconhece a exigência do pelotão e o ritmo habitualmente elevado nas classificativas madeirenses, mas acredita que a competitividade demonstrada no Europeu lhe permitirá entrar na luta pela vitória: “Temos um bom ritmo, vindo do Campeonato da Europa, mas sabemos que na Madeira o andamento e os pilotos são sempre muito fortes. Daremos o máximo para sermos competitivos e vencer”, assegurou.
Apesar de não estar condicionado pelas contas de um campeonato, Basso garante que a abordagem à prova não será diferente: “Não estar obrigado a alcançar um determinado resultado não muda nada. Estou habituado a correr sob pressão, embora isso aconteça sobretudo nas fases finais dos campeonatos. Esperamos um ritmo muito alto, mas estamos preparados”, sublinhou.
O conhecimento do Škoda Fabia RS Rally2 é um dos principais trunfos do piloto, embora o período de ausência do Rali da Madeira possa exigir uma readaptação rápida às características particulares da prova: “Tenho muita confiança no carro, mas poderá existir a dificuldade de já não participar neste rali há alguns anos. No entanto, também estamos habituados a enfrentar provas novas”, explicou.
Natural de Montebelluna, Giandomenico Basso tem 52 anos e estreou-se nos ralis em 1994, com um Opel Astra GSi 16V. Foi campeão europeu em 2006 e 2009, venceu o Intercontinental Rally Challenge em 2006 e conquistou o título italiano absoluto em 2007, 2016, 2019, 2021 e 2025. Entre 1995 e 2010 representou oficialmente a Fiat, período em que venceu o Troféu Fiat Cinquecento, em 1998, e o Troféu Fiat Punto S1600, em 2003. Ao longo da carreira defendeu também marcas como Proton, Peugeot, Ford, Hyundai, Škoda e Toyota. Na Madeira, triunfou em 2006, 2007 e 2009 com o Fiat Punto Abarth S2000, repetindo a vitória em 2013 ao volante de um Peugeot 207 S2000.
Agora, regressa com o objetivo claro de acrescentar um quinto triunfo a um palmarés já profundamente ligado à história da prova.
Vítor Pascoal viu escapar de forma inglória um resultado de grande nível no APCAR Rally Series Stars, disputado em Vale de Cambra. Navegado por João Vieira, o piloto do Baião Rallye Team protagonizou uma exibição de elevado recorte ao volante do Porsche 991.2 GT3 Cup, discutindo a vitória absoluta até à derradeira classificativa da prova.
Ao longo de um rali marcado por forte competitividade, Pascoal mostrou desde cedo que estava entre os principais candidatos ao triunfo, venceu duas provas especiais de classificação e manteve uma luta intensa pelos primeiros lugares, chegando à segunda passagem pela mítica Serra da Freita plenamente envolvido na discussão pela vitória.
Contudo, logo nos primeiros metros da derradeira especial, uma transmissão do Porsche cedeu, forçando a desistência quando tudo apontava para um resultado de enorme relevo. “É um desfecho muito duro de aceitar. Fizemos um rali excelente, estivemos sempre na luta pelos primeiros lugares e sentíamos que podíamos vencer. A vitória na Categoria Sideways estava praticamente assegurada, tal como no R-GT, e iríamos dar tudo para tentar conquistar a vitória absoluta. No mínimo, o segundo lugar da geral estava perfeitamente ao nosso alcance. Não merecíamos terminar assim“, lamentou Vítor Pascoal.
Apesar da desilusão, o piloto de Baião fez questão de enaltecer, uma vez mais, a qualidade do evento promovido pelo Rally Series. “Quero dar os parabéns à organização. Voltaram a fazer um evento simplesmente incrível. Foi das maiores multidões que alguma vez vi, quer nas classificativas, quer na Arena e na Funzone. É impressionante a forma como conseguem aproximar o público da competição. Assim deviam ser todos os ralis e acredito sinceramente que muitos dos principais campeonatos têm muito a aprender com o Rally Series”, destacou.
Vítor Pascoal mostrou-se igualmente satisfeito pelo resultado alcançado pelo Baião Rallye Team, felicitando os companheiros Pedro Silva e Alexandre Rodrigues, que beneficiaram da desistência da dupla para alcançarem um brilhante terceiro lugar da geral, juntando-lhe ainda as vitórias nas categorias Sideways e R-GT: “Fico naturalmente muito feliz pela equipa. O Pedro e o Alexandre fizeram um excelente rali e merecem plenamente este resultado. Infelizmente não conseguimos estar com eles até ao fim, mas o Baião Rallye Team voltou a demonstrar toda a sua competitividade e isso deixa-nos muito orgulhosos.”
Apesar da infelicidade em Vale de Cambra, Vítor Pascoal sai da prova com a certeza de que voltou a demonstrar um andamento de referência, medindo forças de igual para igual com os principais candidatos ao triunfo absoluto e reforçando a convicção de que continuará a ser um dos protagonistas da temporada.