Categoria: Ralis

  • Afonso Santos brilha na Taça Rally Series em Vale de Cambra e conquista Top 2 nas 2RM

    Afonso Santos brilha na Taça Rally Series em Vale de Cambra e conquista Top 2 nas 2RM

    Acompanhado pela irmã Mafalda, o jovem piloto poveiro venceu cinco especiais entre os pilotos que disputaram a categoria 2RM e terminou a primeira Taça Rally Series no 2.º lugar.

    Afonso Santos voltou a estar em grande plano no APCAR Rallye Series Stars, evento disputado em Vale de Cambra e onde esteve em jogo a primeira Taça Rally Series. O jovem piloto da Póvoa de Varzim assinou uma exibição de elevado nível, discutindo taco-a-taco a vitória entre os 2RM e confirmando novamente o seu potencial ao volante do Peugeot 208 Rally4 preparado pela PT Racing.

    Nesta participação, o “Pocket Rocket da Póvoa” voltou a ter a seu lado a irmã, Mafalda Santos, reeditando uma dupla que já tinha competido junta em 2025, no Rally Series disputado em Lousada. A experiência voltou a revelar-se muito positiva, com ambos a demonstrarem forte entendimento competitivo ao longo de uma prova marcada por ritmo elevado, grande envolvimento do público e um formato organizativo elogiado pelo jovem piloto poveiro.

    Afonso Santos entrou fortíssimo em Vale de Cambra, vencendo nas quatro primeiras classificativas e fechando a secção matinal numa liderança clara perante uma concorrência muito forte. Com confiança, ritmo e autoridade, o piloto da Póvoa de Varzim mostrou argumentos para lutar pela vitória até final.

    Na secção da tarde, a escolha por pneus duros acabou por condicionar a luta pelo triunfo. Logo na primeira passagem pela Arena, um erro na primeira curva fez a dupla perder tempo importante e, com isso, a liderança da categoria. Ainda assim, Afonso Santos e Mafalda Santos reagiram, mantiveram um andamento competitivo e terminaram a prova no 2.º lugar entre os 2RM, a escassos segundos da vitória.

    Mais do que o resultado, a exibição deixou indicadores muito positivos para os objetivos traçados para a segunda metade da temporada. O rali permitiu recuperar confiança, limpar alguns dos sustos sentidos nas últimas provas e confirmar que Afonso Santos tem um ritmo de grande qualidade quando encontra as condições certas para atacar.

    “Foi um rali muito positivo, quer para mim, quer para a minha irmã. Tiramos muito bom proveito das classificativas e de toda a logística das Rally Series em Vale de Cambra. Quero dar os parabéns a toda a organização e a todos os envolvidos que permitiram tornar esta prova realidade. Foi algo diferente do normal, também em termos de organização e de público, e surpreendeu-me muito pela positiva”, começou por afirmar Afonso Santos.

    O piloto poveiro destacou também a importância desportiva desta participação: “Foi um rali muito importante para nós. Conseguimos limpar um pouco os sustos que temos vindo a ter nas provas do Nacional e também no Rallye Rías Baixas, na Peugeot Rally Cup Ibérica. Conseguimos impor um ritmo forte, começámos o primeiro setor a liderar com uma boa margem, mas depois, no setor da tarde, decidimos trocar para pneus duros porque as classificativas iam ser um pouco mais compridas. Logo na primeira passagem pela Arena, na primeira curva, cometemos um erro, quase fizemos um peão e acabámos por perder a liderança”.

    Mesmo condicionado por esse contratempo, Afonso Santos manteve-se na discussão e fechou a prova com sinais muito encorajadores: “Ainda fomos tentando recuperar, mas não foi suficiente. Acabámos a cerca de quatro segundos do primeiro lugar nos Rally4 e duas rodas motrizes e fizemos um positivo 5.º lugar à geral. Na última classificativa tivemos ainda uma boa surpresa, ao fazer o 2.º lugar à geral na especial, o que foi muito bom. A Mafalda esteve cinco estrelas, a um nível mesmo muito bom, e isso deixa-me muito orgulhoso e ansioso pela próxima”.

    Com mais uma prestação de fino recorte, Afonso Santos sai de Vale de Cambra reforçado em confiança e motivação, num momento importante da temporada e com a certeza de que o trabalho desenvolvido continua a produzir resultados sólidos e competitivos.

  • André Cabeças vence APCAR Rally Series Stars após duelo ao segundo em Vale de Cambra

    André Cabeças vence APCAR Rally Series Stars após duelo ao segundo em Vale de Cambra

    Dupla formada por André Cabeças e Miguel Castro levou o Citroën C3 Rally2 ao triunfo na primeira edição do APCAR Rally Series Stars, marcada por milhares de adeptos e por uma decisão dramática na derradeira classificativa.

    André Cabeças e Miguel Castro foram os grandes vencedores do APCAR Rally Series Stars Vale de Cambra, depois de uma intensa luta ao segundo com Vítor Pascoal e João Vieira.

    A decisão ficou reservada para a última classificativa, Freita 2, onde a dupla do Porsche GT3 Cup acabou por abandonar quando permanecia na discussão pela vitória. André Cabeças e Miguel Castro aproveitaram para confirmar o triunfo, numa jornada que terminou em ambiente de festa na APCAR Arena Vale de Cambra Show.

    Miguel Carvalho e António Reis, aos comandos do Hyundai i20 N5, beneficiaram dos problemas sofridos pelos adversários e terminaram no segundo lugar da classificação geral. O resultado marcou o regresso da dupla ao pódio nas provas do Portugal Rally Series, sendo acompanhado pelas vitórias na Taça N5 e entre as viaturas de quatro rodas motrizes.

    Pedro Silva e Alexandre Rodrigues completaram o pódio absoluto, aproveitando também os problemas de Fernando Peres. A dupla alcançou, assim, o primeiro pódio à geral numa prova do Portugal Rally Series.

    Nuno Coelho vence duelo nas duas rodas motrizes

    Entre as viaturas de duas rodas motrizes, Nuno Coelho e Rafael Paiva foram os mais fortes, depois de uma luta prolongada até ao final com Afonso Santos e Mafalda Santos.

    Uma escolha de pneus menos conseguida condicionou a prestação da jovem dupla, mas não impediu que a discussão permanecesse aberta até às últimas classificativas. No final, a experiência de Nuno Coelho e Rafael Paiva prevaleceu sobre a irreverência dos adversários.

    Henrique Correia e Tiago Barata terminaram no terceiro lugar com o sempre espetacular Ford Escort Mk2, conquistando igualmente as vitórias entre os FIA Históricos e na categoria 2WD.

    António Dias e Paulo Amorim, protagonistas de várias passagens de condução espetáculo ao longo da prova, venceram a categoria Gentlemen e foram alguns dos concorrentes mais aplaudidos pelos milhares de adeptos presentes.

    Na competição Júnior, André Almeida e João Filipe Lima impuseram o Suzuki Swift, alcançando um resultado que poderá representar um ponto de viragem numa temporada até agora marcada por várias dificuldades.

    Primeira edição termina com balanço positivo

    A primeira edição do APCAR Rally Series Stars confirmou a capacidade do formato para combinar a vertente competitiva de um verdadeiro rali com uma forte componente de proximidade e entretenimento.

    Milhares de adeptos acompanharam as classificativas nas serras da região e encheram a APCAR Arena instalada no centro da cidade, num fim de semana marcado pelo contacto próximo entre público, pilotos, navegadores e equipas.

    O Portugal Rally Series regressa nos dias 5 e 6 de setembro, em Castanheira de Pera, com a quarta ronda da temporada e a primeira edição do Rally Series O Neveiro e a Lã.

  • Kris Meeke lidera pelotão de luxo com 86 equipas no Rali da Madeira

    Kris Meeke lidera pelotão de luxo com 86 equipas no Rali da Madeira

    Britânico ostentará o número 1 no Toyota GR Yaris Rally2 numa edição que reúne 25 viaturas RC2, cinco RGT e 22 Rally4, além de antigos vencedores, campeões e alguns dos principais protagonistas dos ralis nacionais.

    Kris Meeke será o primeiro concorrente na estrada na 67.ª edição do Rali da Madeira. O piloto britânico ostentará o número 1 no Toyota GR Yaris Rally2, encabeçando uma lista de 86 equipas divulgada pelo Club Sports da Madeira.

    A relação de inscritos combina quantidade e qualidade, apresentando 25 viaturas RC2, entre Rally2 e R5, cinco RGT e 22 Rally4. Em condições normais, os espectadores poderão acompanhar durante cerca de uma hora a passagem de carros pertencentes a algumas das categorias mais competitivas dos ralis atuais.

    O pelotão reúne pilotos internacionais, os principais candidatos aos lugares cimeiros dos campeonatos nacionais e regionais e concorrentes das restantes competições que integram a prova madeirense.

    Basso e Ruiloba regressam à luta pela vitória

    Além de Kris Meeke, estarão presentes dois pilotos com um historial particularmente relevante na Madeira. Giandomenico Basso regressa depois de ter vencido a prova em quatro ocasiões, enquanto Diego Ruiloba procura prolongar o domínio demonstrado nas duas últimas edições.

    A luta pelos lugares da frente contará também com Armindo Araújo, Miguel Nunes, Rúben Rodrigues, Pedro Almeida, José Pedro Fontes, Alexandre Camacho, João Silva, Gonçalo Henriques, Miguel Caires, Ricardo Teodósio e Hugo Lopes. João Silva apresenta-se com o estatuto de recordista de vitórias no rali, integrando um grupo onde a discussão por um lugar entre os dez primeiros promete ser particularmente intensa.

    O grupo RC2 incluirá várias gerações do Škoda Fabia Rally2 e R5, Toyota GR Yaris Rally2, Citroën C3 Rally2, Hyundai i20 N Rally2 e o recente Lancia Ypsilon Rally2 HF Integrale. A diversidade de marcas e modelos deverá proporcionar diferentes equilíbrios competitivos ao longo das 15 classificativas previstas no programa.

    Entre os RGT, Filipe Freitas, Gil Freitas e Paulo Mendes surgem como algumas das principais referências, aos comandos de modelos Porsche e Alpine conhecidos pelo desempenho e pelo espetáculo proporcionado nas estradas madeirenses.

    A competição entre as viaturas de tração dianteira será outro dos grandes pontos de interesse da prova. O equilíbrio entre os modelos RC4 e o ritmo dos principais pilotos nacionais e regionais prometem prolongar a discussão ao longo de toda a caravana. João Rodrigues, Hélder Miranda, Pedro Silva, Sandro Teixeira, Emanuel Martins, Nuno Ferreira, Carlos Ferreira, Tiago Nunes, Pedro Câmara e Martim Nunes estão entre os nomes apontados à luta pelos lugares de destaque nesta frente competitiva.

    A lista inclui ainda vários concorrentes com viaturas de gerações anteriores e máquinas particularmente apreciadas pelo público. Cláudio Nóbrega alinhará com um Datsun 1200, Miguel Gouveia com um BMW E36, José Jarimba com um Toyota Starlet e Mário Oliveira com um Ford Escort RS Mk II.

    Com 86 equipas, um pelotão RC2 de elevada qualidade, antigos vencedores e várias lutas distribuídas por diferentes categorias, o Rali da Madeira volta a apresentar argumentos para proporcionar competição e espetáculo ao longo de todas as 15 classificativas.

  • Vítor Pascoal aponta à conquista da Taça Rally Series em Vale de Cambra

    Vítor Pascoal aponta à conquista da Taça Rally Series em Vale de Cambra

    Depois de um arranque de temporada irrepreensível no Castrol Portugal Rally Series, com três vitórias consecutivas nas categorias Sideways e GT3 Rally Trophy, Vítor Pascoal enfrenta no próximo fim de semana um novo desafio: a Taça Rally Series, integrada na primeira edição do APCAR Rally Series Stars, que terá Vale de Cambra como palco entre os dias 24 e 26 de julho.

    A prova, independente do calendário do campeonato, mas organizada segundo a filosofia que tem marcado o sucesso do Rally Series, promete três dias de animação e proximidade entre pilotos e público, culminando no domingo com um intenso programa competitivo. Aos comandos do Porsche 991.2 GT3 Cup do Baião Rallye Team, novamente navegado por Ricardo Faria, o piloto de Baião assume ambições claras: “Queremos vencer. O objetivo passa por conquistar a Taça na Categoria Sideways e entre os GT. Sabemos que a concorrência será muito forte, mas vamos trabalhar para continuar o excelente momento que atravessamos. Se conseguirmos repetir o andamento das últimas provas, acredito que também poderemos lutar por um lugar no Top 5 da geral e, quem sabe, até pelo Top 3“, afirma Vítor Pascoal.

    O APCAR Rally Series Stars contará com nove provas especiais de classificação, incluindo cinco passagens pela espetacular APCAR Arena, instalada na Praça Álvaro Pinho da Costa Leite, em Vale de Cambra. O percurso será ainda composto pelas classificativas de Macieira de Cambra e da exigente Serra da Freita, com mais de 11 quilómetros de extensão, troço que se antevê decisivo na luta pelos lugares cimeiros.

    A prova distribuirá mais de 10 mil euros em prémios monetários, repartidos pelas diferentes classificações e acumuláveis entre categorias, reforçando ainda mais o interesse competitivo de um evento que promete atrair milhares de espectadores.

    Vítor Pascoal não esconde também a satisfação por ver o conceito Rally Series continuar a crescer: “Quero dar os parabéns ao promotor do Rally Series e ao Município de Vale de Cambra por terem acreditado neste projeto. Em pouco tempo, o Rally Series tornou-se uma referência no automobilismo nacional e este novo evento demonstra bem a capacidade de inovação e de criar provas diferentes, sempre muito próximas do público. Tenho a certeza de que será mais um fim de semana memorável para pilotos, equipas e adeptos.”

    Depois de dominar as três primeiras rondas do Castrol Portugal Rally Series e de reforçar a liderança nas categorias Sideways e GT3 Rally Trophy, Vítor Pascoal procura agora acrescentar mais um troféu à excelente temporada de 2026, confirmando o Porsche 991.2 GT3 Cup do Baião Rallye Team como uma das grandes referências do panorama nacional dos ralis.

  • Rali da Madeira apresenta 67.ª edição com operação renovada e pelotão de luxo

    Rali da Madeira apresenta 67.ª edição com operação renovada e pelotão de luxo

    Centro operacional muda-se para a Gare Marítima do Porto do Funchal, organização acolhe todas as inscrições e aposta num duelo internacional com Kris Meeke, Giandomenico Basso e Diego Ruiloba.

    A 67.ª edição do Rali da Madeira foi apresentada na Gare Marítima do Porto do Funchal, espaço que passa a acolher o centro operacional de uma prova cuja organização mobiliza mais de 1.400 pessoas.

    José Paulo Fontes, presidente do Club Sports da Madeira e da comissão organizadora, destacou a importância da mudança, que permitirá reduzir o impacto da estrutura do rali no centro da cidade: “É uma alegria receber-vos naquele que é o novo centro operacional de uma prova cuja organização envolve mais de 1.400 pessoas. Esta solução liberta o centro da cidade para os seus utentes”, afirmou.

    Outra das alterações incide na superespecial, com a bancada da Rotunda Sá Carneiro a passar a estar destinada ao público em geral. Os convidados serão encaminhados para outras zonas reservadas.

    Todas as inscrições foram aceites

    A organização decidiu acolher todas as inscrições recebidas, ultrapassando o limite inicialmente previsto no regulamento. Esta opção aumentará a duração da passagem da caravana em cada classificativa e colocará desafios adicionais ao dispositivo de segurança.

    “Teremos pelo menos uma hora e meia de evolução das equipas em cada especial. O rali foi preparado para que o público se possa deslocar antecipadamente e assistir em segurança, porque não deverá ser possível abrir as estradas entre passagens”, explicou José Paulo Fontes. O itinerário inclui quatro passagens pelo Parque Ecológico do Funchal e várias zonas preparadas para receber os adeptos, com a organização a insistir na necessidade de planeamento prévio das deslocações.

    Meeke, Basso e Ruiloba reforçam pelotão

    A qualidade da lista de participantes foi outro dos pontos destacados durante a apresentação. Além dos principais candidatos aos títulos nacional e madeirense, estarão presentes três pilotos estrangeiros de reconhecido valor: Diego Ruiloba, Giandomenico Basso e Kris Meeke. Ruiloba e Basso já venceram na Madeira, enquanto Meeke chega determinado a acrescentar o seu nome à lista de triunfadores da prova.

    “Foi uma aposta na qualidade e na competitividade. Para além da luta pelo pódio, haverá muita competição espalhada ao longo de toda a caravana”, sublinhou José Paulo Fontes. O responsável salientou ainda a presença de várias jovens promessas do automobilismo nacional e o interesse que a prova continua a despertar entre pilotos e equipas, apesar do aumento generalizado dos custos.

    Funchal “está com o Rali”

    O presidente da Câmara Municipal do Funchal, Jorge Carvalho, confirmou o apoio financeiro e logístico da autarquia, destacando a mobilização dos funcionários municipais e a atenção que será dada à proteção ambiental. A equipa de sensibilização ambiental do município estará presente no Parque Ecológico do Funchal, procurando incentivar comportamentos responsáveis por parte do público. Jorge Carvalho valorizou também a transferência do centro operacional para o Porto do Funchal e a libertação da Praça do Município, que deixará de receber o parque fechado.

    “Estão reunidas as condições para o grande momento de festa que é o Rali. A disponibilidade do município é total para criar as condições necessárias a um evento de nível internacional. A cidade está com o Rali”, afirmou.

    José Manuel Rodrigues, secretário regional da Economia, destacou o peso histórico, mediático e económico do evento para a Madeira: “Este é um rali que dispensa apresentações. Ao longo de décadas afirmou-se como uma das referências do desporto automóvel na Região e conquistou um lugar de destaque nos calendários nacional e internacional”, referiu.

    O governante sublinhou que a projeção mediática leva o nome da Madeira a públicos que dificilmente teriam contacto com o destino por outras vias, acrescentando que os benefícios económicos se distribuem por vários concelhos.

    “É toda a ilha e são as suas imagens que percorrem o país e o estrangeiro. Estão reunidas as condições para que o rali seja um sucesso”, concluiu.

  • Rali da Madeira: Gil Freitas aposta na consistência para continuar a lutar pelo pódio do campeonato

    Rali da Madeira: Gil Freitas aposta na consistência para continuar a lutar pelo pódio do campeonato

    Piloto madeirense enfrenta um dos maiores desafios da temporada aos comandos do Alpine A110 RGT+.

    Gil Freitas e o navegador regressam este fim de semana à estrada para disputar o Rali Vinho Madeira, uma das provas mais emblemáticas e exigentes do automobilismo nacional. Aos comandos do Alpine A110 RGT+, o piloto madeirense assume uma abordagem prudente, consciente da elevada exigência da prova, mas determinado em continuar a lutar por um lugar no pódio do Campeonato de Ralis Coral da Madeira.

    Atualmente quarto classificado do campeonato, Gil Freitas continua na disputa direta pelo terceiro lugar absoluto, protagonizando um duelo muito equilibrado com Artur Quintal. Ainda assim, o piloto prefere centrar atenções na gestão da prova e na conquista de mais um resultado consistente.

    “Queremos chegar ao final. Este é um rali grande, com muitas zonas novas que nos são desconhecidas e que nos exigirão muito cuidado. Ainda estamos em luta com o Artur Quintal pelo pódio do campeonato absoluto e vamos andar o melhor que pudermos. Não nos vamos preocupar com o universo dos RGT e, dado o nosso avanço, também não é nossa preocupação a competição Master”, afirma.

    Um dos aspetos que mais preocupa a equipa prende-se com a exigência imposta aos travões pelo percurso madeirense, especialmente em classificativas como Ribeiro Frio, sem esquecer a possibilidade de alterações climatéricas ao longo da prova: “Estamos apreensivos com o sistema de travagem nesta prova e temo que possa criar-nos problemas em especiais como a do Ribeiro Frio. Também eventuais mudanças do estado do tempo podem complicar bastante a nossa tarefa, porque só podemos alterar os pneus nas assistências”, acrescenta.

    Com 60 anos, Gil Freitas iniciou a carreira nos ralis em 2013, aos comandos de um Opel Kadett GT/E, passando rapidamente para um Opel Ascona 400. Depois de vários anos ligado aos Porsche, com os quais conquistou o título nacional de GT em 2015 e venceu o Troféu AMAK entre 2014 e 2016, experimentou um Citroën DS3 R5 antes de regressar aos GT. Desde 2024 compete com o Alpine A110 RGT, modelo que utiliza a tempo inteiro na presente temporada e com o qual procura continuar a afirmar-se entre os protagonistas do campeonato regional.

  • Vale de Cambra estreia Taça Rally Series com prémio superior a 10 mil euros

    Vale de Cambra estreia Taça Rally Series com prémio superior a 10 mil euros

    O APCAR Rally Series Stars disputa-se entre 24 e 26 de julho, com nove classificativas, cinco passagens pela Arena instalada no centro da cidade e uma lista de inscritos liderada por viaturas Rally2, N5, R5 e Porsche GT3 Cup.

    Vale de Cambra prepara-se para receber, entre 24 e 26 de julho, a primeira edição do APCAR Rally Series Stars, evento independente do calendário do Castrol Portugal Rally Series, mas construído segundo a mesma filosofia de proximidade entre a competição e o público.

    A nova Taça Rally Series combinará três dias de atividades com um programa desportivo concentrado no domingo, integrando a APCAR Arena, instalada na Praça Álvaro Pinho da Costa Leite, e as classificativas exteriores de Macieira de Cambra e Serra da Freita.

    A lista de inscritos promete uma luta intensa pela vitória absoluta, com oito viaturas apontadas aos lugares cimeiros. Miguel Carvalho alinhará com o Hyundai i20 N5, enquanto André Cabeças fará estrear no Rally Series o Citroën C3 Rally2. António Dias estará presente com o Volkswagen Polo GTI R5, Henrique Rodrigues com o Škoda Fabia N5, Fernando Peres com o Mitsubishi Lancer Evo IX e Nélson Silva com o Mitsubishi Lancer Evolution VI.

    Vítor Pascoal e Pedro Silva completam o grupo de principais candidatos, ambos aos comandos de Porsche GT3 Cup. A presença de Fernando Peres acrescenta peso histórico ao evento. O antigo campeão nacional de ralis torna-se o segundo piloto com esse estatuto a participar no Rally Series, depois de Adruzilo Lopes.

    Duas rodas motrizes prometem forte discussão

    A competição destinada às viaturas de duas rodas motrizes contará com 16 inscritos, distribuídos por várias classes e gerações de pilotos. A diversidade mecânica e o equilíbrio entre diferentes níveis de experiência voltam, assim, a assumir-se como algumas das principais características do conceito Rally Series.

    O evento colocará ainda em disputa mais de 10 mil euros em prémios monetários. Os valores serão distribuídos pelas diferentes classificações e poderão ser acumulados entre categorias, aumentando o incentivo competitivo até à derradeira passagem pela Arena.

    O percurso será composto por nove especiais de classificação, incluindo cinco passagens pela APCAR Arena. As classificativas de Macieira de Cambra e Serra da Freita completam o itinerário. A especial da Freita, com mais de 11 quilómetros em estrada de montanha, deverá assumir um papel decisivo na definição da classificação.

    A combinação entre zonas técnicas, velocidade e exigência do piso promete colocar à prova a capacidade de adaptação das equipas, num programa que alternará constantemente entre o ambiente urbano da Arena e as estradas exteriores.

    Três dias de atividades no centro da cidade

    O programa começa na sexta-feira, 24 de julho, com o Rally Series Summit – Next Generation, dedicado ao futuro dos ralis. A abertura da Fanzone será acompanhada por exposições de viaturas, concertos e animação.

    No sábado, o evento terá uma vertente essencialmente promocional, com sessões de autógrafos, exposição oficial dos carros, atividades para diferentes idades, DJ, co-drives e o habitual espetáculo noturno.

    A competição arranca no domingo, com a primeira viatura a partir às 10h00. O programa terminará com a passagem pela Arena Show e com a cerimónia do pódio final, prevista para as 18h58, na Fanzone. Ao longo do fim de semana estarão também expostos automóveis clássicos e supercarros, enquanto a componente musical reforçará o ambiente festivo no centro de Vale de Cambra.

    Com um percurso exigente, um prémio monetário inédito, uma Arena urbana e três dias de experiências dirigidas ao público, o APCAR Rally Series Stars pretende afirmar-se desde a primeira edição como um dos eventos diferenciadores da temporada nacional.

  • Team MMA regressa de Resende com dois pódios e a missão cumprida

    Team MMA regressa de Resende com dois pódios e a missão cumprida

    Carlos Gonçalves e Rita Martins terminaram terceiros na P1.2, enquanto Afonso Gonçalves e Miguel Rodrigues conquistaram o segundo lugar na X1.8.

    O Team MMA esteve em evidência no 3º Rally Rota da Cereja de Resende, quinta prova do Campeonato Norte de Ralis, ao colocar as suas duas equipas nos respetivos pódios de categoria, confirmando a competitividade e a fiabilidade das viaturas preparadas pela formação maiata.

    Carlos Gonçalves e Rita Martins, aos comandos do Peugeot 206, enfrentaram um rali particularmente exigente. Depois de uma prova marcada por vários contratempos mecânicos, a dupla nunca baixou os braços e conseguiu levar o carro até ao final, sendo recompensada com o terceiro lugar na categoria P1.2, um resultado que espelha a determinação da equipa em superar todas as dificuldades encontradas ao longo do fim de semana.

    Já Afonso Gonçalves e Miguel Rodrigues protagonizaram uma exibição muito consistente ao volante do Fiat Punto. Sempre entre os mais rápidos da categoria X1.8, imprimiram desde o início um ritmo elevado e terminaram a prova numa excelente segunda posição, ficando muito próximos da vitória e confirmando a evolução demonstrada ao longo da temporada.

    No final da prova, Carlos Gonçalves mostrava-se naturalmente satisfeito com o desempenho global da equipa: “Objetivos alcançados. Colocámos dois carros à partida e os dois chegaram ao fim. Além disso, ambos terminaram no pódio das respetivas categorias. O que mais poderia pedir? A prova do Afonso correu muito bem. Teve sempre um andamento forte e a diferença para o vencedor não foi assim tão grande, por isso foi uma prestação muito positiva.”

    O piloto destacou ainda as dificuldades vividas na sua própria participação e o papel decisivo da equipa técnica: “No nosso caso, na fase final tivemos alguns problemas técnicos e, a duas especiais do fim, pensei sinceramente que não conseguiríamos chegar ao final. Felizmente, o trabalho da equipa técnica foi fabuloso e conseguimos concluir o rali e ainda subir ao pódio. É um resultado que nos deixa muito felizes e que acaba por ser extremamente motivador para toda a equipa. Agora é tempo de começar a preparar a próxima prova.”

    Com dois carros à chegada e dois pódios conquistados, o Team MMA despediu-se de Resende com um balanço francamente positivo, reforçando a confiança para a segunda metade da temporada e demonstrando, uma vez mais, a competitividade dos seus projetos no Campeonato Norte de Ralis.

  • Mário Castro e Ricardo Cunha vítimas de um autêntico calvário em Resende

    Mário Castro e Ricardo Cunha vítimas de um autêntico calvário em Resende

    Problemas mecânicos sucessivos impediram a dupla da Liber Jeans de lutar pelos lugares da frente no III Rally Rota da Cereja de Resende.

    Há fins de semana em que nada parece correr como previsto e o III Rally Rota da Cereja de Resende foi, para Mário Castro e Ricardo Cunha, o exemplo perfeito dessa realidade. A dupla da Liber Jeans viveu um verdadeiro calvário ao volante do Renault Clio R3T, vendo fugir qualquer possibilidade de discutir os lugares cimeiros logo nas primeiras especiais da prova.

    Depois de uma preparação cuidada e de todas as expectativas apontadas para uma luta pela vitória nas Duas Rodas Motrizes e por um lugar de destaque na classificação geral, a sorte voltou a virar costas à equipa.

    Tudo começou ainda na primeira etapa, quando um problema na bomba de gasolina obrigou ao abandono na segunda passagem pela classificativa de Caldas de Aregos, comprometendo de imediato todas as ambições desportivas: “Este Rally Rota da Cereja é assumidamente para esquecer. Logo no início do rali ficámos pelo caminho com problemas na bomba de gasolina e tudo ficou estragado quanto aos nossos objetivos.”

    Apesar do duro revés, a equipa recusou baixar os braços.  Por respeito aos patrocinadores, aos parceiros e ao intenso trabalho desenvolvido na preparação da prova, Mário Castro e Ricardo Cunha decidiram regressar no domingo ao abrigo do Super Rally, aproveitando igualmente a oportunidade para testar as alterações entretanto introduzidas no Renault Clio R3T: “Por respeito aos nossos patrocinadores e também com o intuito de testar algumas das alterações que tínhamos feito no carro para esta prova, arrancámos para a segunda etapa, mas também aí nada correu bem.”

    Os problemas, porém, estavam longe de terminar. Logo na primeira classificativa de domingo começaram a surgir dificuldades ao nível dos travões. Pouco depois, a equipa descobriu que parte de um calço de travão se tinha soltado da viatura: “Fomos para a classificativa seguinte com todos os cuidados, apenas com o objetivo de chegar à assistência e resolver o problema. Foi o que fizemos e, já com o carro em perfeitas condições, conseguimos finalmente fazer um bom tempo. Não fosse a minha cabeça já não estar totalmente ‘limpa’, esse tempo poderia até ter sido melhor.”

    Quando tudo parecia finalmente encaminhar-se para um final de prova positivo, novo contratempo: “Na classificativa seguinte, onde também rodávamos num bom ritmo, surgiu um alarme de temperatura. Levantei imediatamente o pé e fui arrastando o carro até ao final da especial para evitar um problema mecânico ainda mais grave.”

    Perante a sucessão de dificuldades, a decisão tornou-se inevitável: “Perante tudo isto, só faltava mesmo continuar e bater. Decidi desistir e colocar um ponto final neste rali, em que é caso para dizer que estaria bem melhor em casa.”

    O abandono em Resende representa mais um duro golpe nas aspirações da dupla da Liber Jeans nas contas do Campeonato Norte de Ralis, embora Mário Castro garanta que o compromisso com a equipa e com os patrocinadores permanece inalterável: “O campeonato já era uma miragem, mas agora ficou definitivamente impossível. Ainda assim, continuaremos até ao final da época, porque todos os nossos patrocinadores e todas as pessoas que tanto trabalham connosco merecem esse esforço.”

    Num fim de semana particularmente difícil, restou ainda um motivo de satisfação ao experiente piloto: “Como consolação, vejo os meus sobrinhos em grande e cada vez mais perto dos títulos que tanto merecem.”

    Apesar de um Rally Rota da Cereja para esquecer, a equipa da Liber Jeans mantém intacta a determinação para regressar rapidamente aos bons resultados e terminar a temporada ao nível que o potencial do Renault Clio R3T tem demonstrado ao longo dos últimos anos.

  • Rali da Madeira: Gonçalo Henriques procura prova sem problemas

    Rali da Madeira: Gonçalo Henriques procura prova sem problemas

    Piloto da Hyundai Portugal volta ao Rali da Madeira aos comandos do Hyundai i20 N Rally2, determinado a aproximar-se dos candidatos à vitória e a reforçar o quarto lugar no CPR.

    Gonçalo Henriques está de regresso ao Rali da Madeira, desta vez aos comandos do Hyundai i20 N Rally2, procurando transformar o potencial demonstrado ao longo da temporada num resultado sólido e sem contratempos. Ausente da edição de 2025, o piloto chega à prova madeirense consciente da exigência do desafio e da qualidade da concorrência, mas determinado a avaliar a evolução da viatura e a aproximar-se dos principais candidatos à vitória absoluta.

    “É um rali muito bonito, mas no qual não participámos em 2025. Vamos tentar perceber onde nos podemos colocar e como funcionarão as evoluções de que dispomos no carro”, afirmou Gonçalo Henriques.

    O piloto reconhece que a luta pelos primeiros lugares será particularmente difícil, assumindo como objetivo reduzir a diferença para as equipas que deverão discutir o triunfo: “Será muito difícil lutar pela frente da prova, mas esperamos estar mais perto dos pilotos que deverão lutar pela vitória absoluta. Prometemos dar o nosso melhor nesse sentido”, acrescentou.

    A regularidade será outra das prioridades da equipa, depois de uma primeira parte da época marcada por pequenos problemas em todas as participações: “Este ano ainda não tivemos nenhuma prova completamente limpa. Surgiram pequenos problemas em todas as jornadas e gostaríamos de inverter essa situação, conseguir um bom resultado e melhorar a nossa posição no campeonato”, explicou.

    Aos 27 anos, Gonçalo Henriques iniciou a carreira nos ralis em 2018, com um Renault Clio Williams, viatura que utilizou até 2021. No ano seguinte passou para um Kia Picanto GT, com o qual venceu a competição júnior da FPAK. Em 2023, dividiu a temporada entre os Renault Clio Rally5 e Rally4 e conquistou o título nacional de duas rodas motrizes, feito que repetiu em 2024.

    Na época passada passou a representar a Hyundai Portugal, estrutura que mantém em 2026 e com a qual ocupa atualmente o quarto lugar do Campeonato de Portugal de Ralis.