Categoria: Ralis

  • Filipe Freitas encara o Rali da Madeira sem pressão e com ambição máxima

    Filipe Freitas encara o Rali da Madeira sem pressão e com ambição máxima

    Piloto madeirense volta à prova aos comandos do Porsche 991 GT3, determinado a impor um ritmo forte, proporcionar espetáculo e avaliar novos objetivos após o primeiro dia.

    Filipe Freitas prepara o regresso ao Rali da Madeira com uma abordagem assumidamente ofensiva, mas sem estabelecer metas concretas em termos classificativos. O piloto madeirense pretende tirar o máximo partido do Porsche 991 GT3, adotando um ritmo forte desde o início e avaliando a sua posição no final da primeira etapa antes de redefinir os objetivos para o restante rali.

    “É uma prova extensa e o nosso objetivo passa por andar o melhor possível. Partimos sem qualquer meta em termos de resultados, livres de pressão, e queremos andar depressa, de ‘faca nos dentes’”, afirmou Filipe Freitas.

    “Vamos tentar divertir-nos e proporcionar o máximo de espetáculo possível. Adotaremos o nosso ritmo e veremos, no final do primeiro dia, onde nos encontramos. A partir daí, poderemos definir novos objetivos”, acrescentou.

    O piloto destaca igualmente o trabalho desenvolvido pela equipa e assume como prioridade corresponder ao esforço realizado na preparação da prova: “Queremos, sobretudo, conseguir uma boa prestação, que esteja à altura do que toda a equipa merece e que honre o excelente trabalho que tem vindo a desenvolver”, sublinhou.

    Aos 54 anos, Filipe Freitas iniciou a carreira nos ralis em 1998, com um Citroën AX GTi. Nas duas temporadas seguintes destacou-se numa competição monomarca disputada com o Citroën Saxo, antes de evoluir para viaturas mais competitivas. A primeira vitória absoluta surgiu em 2005, aos comandos de um Volkswagen Golf IV Kit-Car. Em 2013 sagrou-se campeão madeirense com um Mitsubishi Lancer Evo X e repetiu o título em 2016, já com um Porsche 997 GT3.

    Desde 2019 utiliza o atual Porsche 991 GT3, com o qual conquistou os títulos regionais do agrupamento em 2020 e 2022. Mais recentemente, venceu duas classificativas à geral no Rali da Calheta, resultado que confirmou a competitividade do conjunto antes do regresso ao Rali da Madeira.

  • Jorge Pérez domina em Resende e Rafael Cunha reforça a liderança do Campeonato Norte

    Jorge Pérez domina em Resende e Rafael Cunha reforça a liderança do Campeonato Norte

    Espanhol renovou no 3º Rally Rota da Cereja de Resende, quinta prova da temporada do Campeonato Norte de Ralis, o triunfo alcançado em 2025, enquanto o líder do campeonato voltou a capitalizar com uma exibição segura e eficaz.

    O III Rally Rota da Cereja de Resende confirmou o crescimento sustentado de uma prova que voltou a reunir todos os ingredientes para um grande fim de semana de automobilismo. A organização protagonizada pelo Team Baia e pelo Automóvel Clube Clássicos de Caldas de Aregos, com o apoio do Município de Resende, esteve em excelente plano, o público marcou presença em grande número ao longo das classificativas e o percurso, simultaneamente desafiante e seletivo, proporcionou um espetáculo desportivo de elevado nível num cenário idílico, marcado pela beleza das paisagens de Resende e da região duriense.

    A competição arrancou ao final da tarde de sábado, com a dupla passagem pela classificativa de Caldas de Aregos. Pedro Melo entrou forte e foi o mais rápido na especial inaugural, superando Jorge Pérez Alonso por apenas seis décimos de segundo. Rafael Cunha, líder do Campeonato Norte de Ralis, foi terceiro, a 9,4 segundos do piloto resendense. A reação de Jorge Pérez foi imediata. Na segunda passagem, o espanhol impôs o andamento do Porsche 911 GT3 e venceu a especial com seis segundos exatos de vantagem sobre Rafael Cunha. Pedro Melo terminou em terceiro, apenas uma décima mais lento do que o piloto do Ford Fiesta R200. No final da primeira etapa, Pérez assumia a liderança com 5,5 segundos de vantagem sobre Melo e 14,8 sobre Cunha.

    A mesma classificativa ficou também marcada pelo primeiro grande contratempo da prova. Mário Castro e Ricardo Cunha não conseguiram terminar a segunda passagem por Caldas de Aregos devido a um problema técnico no Renault Clio R3T. A dupla regressou no domingo ao abrigo do Super Rally, já a mais de oito minutos da frente, mas voltou a abandonar com problemas na penúltima especial.

    Jorge Pérez transforma vantagem em domínio

    No derradeiro dia de competição, Jorge Pérez Alonso não deu qualquer veleidade à concorrência. O piloto espanhol colocou o potente Porsche no topo da tabela de tempos em todas as classificativas da etapa, confirmando um domínio que, tendo em conta a diferença competitiva da viatura alemã perante os adversários mais diretos, era já esperado. Sempre rápido e sem cometer erros, Pérez construiu uma vantagem confortável e renovou a vitória absoluta conquistada em Resende em 2025. O triunfo surgiu de forma tão natural quanto incontestável, premiando uma exibição dominadora e uma gestão irrepreensível dos momentos decisivos da prova.

    Bem diferente foi a jornada de Pedro Melo. O piloto da casa, que havia terminado o primeiro dia a apenas 5,5 segundos da liderança, começou a viver um autêntico calvário com o BMW M3. Os problemas técnicos sucederam-se e acabaram por originar duas pesadas penalizações, que levaram a equipa a exceder o limite máximo regulamentar de atraso e a ficar fora da classificação final do rali.

    Com o afastamento de Pedro Melo, Rafael Cunha ascendeu ao segundo lugar absoluto. O líder do Campeonato Norte voltou a realizar uma prova segura, inteligente e extremamente eficaz, terminando a 2m04,6s do vencedor. O resultado permitiu-lhe reforçar a liderança quer da classificação absoluta do campeonato quer da competição reservada às viaturas de duas rodas motrizes, assumindo-se cada vez mais como o principal favorito à conquista dos dois títulos.

    Leandro Caetano conquista o pódio na derradeira especial

    A luta pelo terceiro lugar absoluto foi uma das mais intensas e interessantes do fim de semana. Autor de um rali sempre em crescendo, Leandro Caetano aproximou-se progressivamente dos lugares do pódio e alcançou a terceira posição apenas na última classificativa. Ao volante do Citroën Saxo Cup, ultrapassou “na negra” o BMW M3 de Miguel Correia e terminou a prova a 2m17,0s do vencedor.

    Miguel Correia, que entrou na derradeira especial na luta pelo pódio, acabou por perder duas posições e concluiu o rali no quinto lugar, a 2m28,7s de Jorge Pérez. Entre ambos colocou-se Samuel Cardoso, cuja regularidade e eficácia foram as principais armas para levar o Renault Clio 4 RS ao quarto posto absoluto, com uma diferença final de 2m22,2s para o vencedor.

    Assim, o Top 5 final ficou composto por Jorge Pérez Alonso e Manuel Raído, no Porsche 911 GT3, seguidos por Rafael Cunha e Gonçalo Cunha, no Ford Fiesta R200. Leandro Caetano e Luís Boiça completaram o pódio com o Citroën Saxo Cup, diante de Samuel Cardoso e André Freitas, no Renault Clio 4 RS, e de Miguel Correia e Élson Alexandre, no BMW M3.

    Entre os concorrentes pontuáveis para o Campeonato Norte de Ralis, Rafael Cunha alcançou o melhor resultado, sendo acompanhado no pódio por Leandro Caetano e Samuel Cardoso. O desfecho permitiu ao piloto do Ford Fiesta R200 ampliar a vantagem pontual e sair de Resende ainda mais confortável na liderança das duas competições que disputa.

    Nos diferentes grupos, Jorge Pérez Alonso e Manuel Raído venceram o X5, enquanto Rafael Cunha e Gonçalo Cunha se impuseram no X1. Miguel Correia e Élson Alexandre triunfaram no X2, Rui Gonçalo e António Magalhães levaram o Subaru Impreza WRX STI à vitória no X3, Samuel Cardoso e André Freitas foram os melhores do P2 e Telmo Pedro e Nuno Carvalhosa venceram o P1 com o Peugeot 208 R2.

    Com uma organização elogiada, muito público, classificativas exigentes e um enquadramento paisagístico ímpar, o Rally Rota da Cereja de Resende encerrou mais uma edição de grande nível, reforçando o seu estatuto no calendário do Campeonato Norte de Ralis e confirmando a capacidade do concelho para receber eventos automobilísticos de elevada dimensão.

  • Henrique Moniz quer continuar a evoluir no Rali da Madeira

    Henrique Moniz quer continuar a evoluir no Rali da Madeira

    Piloto açoriano regressa à prova madeirense integrado no segundo pelotão do CPR e pretende continuar a evoluir na sua primeira temporada com uma viatura Rally2.

    Henrique Moniz está de regresso ao Rali da Madeira, desta vez aos comandos de um Skoda Fabia Rally2 Evo, procurando dar continuidade ao processo de adaptação à nova realidade competitiva. O piloto açoriano chega à exigente prova insular no 10.º lugar da classificação absoluta do Campeonato de Portugal de Ralis, depois de uma primeira metade de temporada em que tem lutado regularmente por posições no top 10.

    “Os objetivos são os mesmos das outras provas do campeonato nacional. Queremos evoluir dentro da nossa nova realidade. Este é um rali bastante exigente, com um aumento da quilometragem, e queremos sair daqui mais fortes”, afirmou Henrique Moniz.

    O piloto reconhece que integra atualmente um segundo grupo competitivo do CPR, mas destaca o ritmo demonstrado ao longo de uma temporada assumidamente dedicada à aprendizagem: “Neste momento, lutamos num segundo pelotão do CPR e temos conseguido um ritmo forte. Nesta prova estarão muitos pilotos com viaturas RC2, o que poderá tornar ainda mais animada a disputa”.

    Para Henrique Moniz, o regresso à Madeira representa igualmente a concretização de um objetivo pessoal. “Esta participação será um sonho concretizado”, sublinhou o piloto açoriano.

    Aos 42 anos, Henrique Moniz conta com um percurso iniciado em 2006, aos comandos de um Peugeot 106 S16. Em 2009 passou para um Citroën C2 R2, que utilizou até 2013, antes de conquistar os títulos açorianos de duas rodas motrizes em 2014 e 2015 com um Citroën DS3 R3T. Em 2024, apostou num Peugeot 208 Rally4 e, na temporada seguinte, deixou o arquipélago para disputar o Campeonato de Portugal de Ralis, terminando como vice-campeão nacional de duas rodas motrizes.

    A mudança para o Skoda Fabia Rally2 Evo abriu uma nova etapa na carreira de Henrique Moniz, que chega à Madeira determinado a acumular quilómetros, consolidar a evolução e reforçar a presença entre os dez primeiros do campeonato.

  • Problemas de saúde afastam José Carlos Pouca Sorte do Rally Rota da Cereja de Resende

    Problemas de saúde afastam José Carlos Pouca Sorte do Rally Rota da Cereja de Resende

    Piloto resendense e Vera Sequeira falham a prova “de casa”, onde eram apontados como um dos principais candidatos à vitória absoluta.

    O Rally Rota da Cereja de Resende perdeu mais um dos seus grandes protagonistas. José Carlos Pouca Sorte e Vera Sequeira não estarão à partida da terceira edição da prova organizada pelo Team Baía, Automóvel Clube Clássicos de Caldas de Aregos e Município de Resende, vendo assim adiada a tão desejada participação na prova da sua terra.

    A dupla da Megamotors, que compete aos comandos de um espetacular Porsche 991.2 GT3 Cup, era apontada como uma das principais candidatas à vitória absoluta, sobretudo pelo conhecimento profundo que José Carlos Pouca Sorte possui das exigentes classificativas resendenses.

    Contudo, problemas de saúde que o piloto tem vindo a enfrentar nos últimos tempos impedem-no de alinhar naquela que era uma das provas mais aguardadas da temporada: “Este ano, infelizmente, não vou estar à partida do Rally de Resende – Rota da Cereja. Sendo um rali ‘em casa’, esta é uma decisão que me custa muito tomar, mas, como é do conhecimento de muitos, os problemas de saúde que tenho vindo a enfrentar não me permitem participar.”

    A ausência torna-se ainda mais difícil de aceitar por todo o trabalho desenvolvido ao longo da época com vista a esta participação: “Andei o ano inteiro à espera deste momento. Eu e a Vera Sequeira, minha navegadora e também minha esposa, preparámo-nos para esta prova com muita dedicação e vontade de voltar a competir. Infelizmente, esta maldita doença apareceu e tirou-me essa oportunidade. Nem sequer consegui ajudar os meus colegas do clube na organização da prova, como tanto queria.”

    Apesar da inevitável desilusão, o piloto natural de Resende faz questão de demonstrar total confiança na organização da prova e deixar uma mensagem de incentivo a todos os participantes: “Tenho a certeza de que os meus colegas vão fazer um excelente trabalho e proporcionar um grande rali a todos. Quero desejar a todos os participantes um excelente rali, bem como a todos os elementos da organização. Deixo ainda uma palavra de agradecimento à Câmara Municipal de Resende pela confiança depositada no nosso clube para organizar este grande evento. Embora eu não possa dar o meu contributo no terreno, tenho a certeza de que todos estarão à altura da responsabilidade.”

    José Carlos Pouca Sorte sublinha ainda que, neste momento, a prioridade é a recuperação, esperando regressar à competição assim que as condições de saúde o permitam: “É com enorme tristeza que partilho esta notícia, mas a saúde tem de estar sempre em primeiro lugar. Espero recuperar o melhor possível para regressar em breve a fazer aquilo de que mais gosto. Agradeço, do fundo do coração, todo o carinho, apoio e mensagens de força que tenho recebido.”

    Depois das ausências de Marco Oliveira e Ricardo Sousa, também eles candidatos assumidos aos lugares cimeiros, a não participação de José Carlos Pouca Sorte e Vera Sequeira representa mais uma baixa de enorme peso para o Rally Rota da Cereja de Resende. Ainda assim, a prova mantém uma lista de inscritos de elevada qualidade e promete um fim de semana de grande espetáculo nas estradas do concelho de Resende.

  • Problema mecânico impede Marco Oliveira de alinhar no Rally Rota da Cereja de Resende

    Problema mecânico impede Marco Oliveira de alinhar no Rally Rota da Cereja de Resende

    Piloto da Navaldouro falha a quinta prova do Campeonato Norte de Ralis depois de vencer as duas últimas jornadas da temporada.

    Marco Oliveira e Ricardo Sousa não vão marcar presença na terceira edição do Rally Rota da Cereja de Resende, quinta prova do Campeonato Norte de Ralis, devido a um problema mecânico detetado no Škoda Fabia N5 da Navaldouro. A dupla, que chegava a Resende embalada por duas vitórias absolutas consecutivas, conquistadas nos Ralis de Santo Tirso e Gondomar, era apontada como uma das principais candidatas ao triunfo na prova resendense e procurava, simultaneamente, somar pontos importantes na perseguição à liderança do campeonato.

    Contudo, um problema mecânico identificado durante a participação no Rally Series de Lousada obrigou a equipa a optar pela prudência e a abdicar da participação: “Infelizmente não vamos alinhar no Rally Rota da Cereja de Resende. Um problema mecânico no Rally Series de Lousada obrigou-nos a modificar alguns componentes do carro, nomeadamente a bomba de gasolina e o depósito. Não temos tempo para concluir a reparação nem para realizar os testes necessários antes da prova.”

    Apesar da inevitável desilusão, Marco Oliveira mostra-se tranquilo quanto ao futuro imediato da temporada e explica que a prioridade passa por garantir que o Škoda Fabia N5 esteja em perfeitas condições para os próximos desafios: “Seria uma prova onde pretendíamos lutar, uma vez mais, pelo lugar mais alto do pódio e somar pontos importantes para o Campeonato Norte. Infelizmente não será possível. O carro ficará pronto na próxima semana para seguir para o Rali Vinho Madeira.”

    A ausência da equipa da Navaldouro representa uma baixa de peso na lista de inscritos do Rally Rota da Cereja de Resende. Marco Oliveira era um dos pilotos em melhor forma do campeonato, chegando à prova depois de duas vitórias absolutas consecutivas e ocupando a segunda posição da classificação do Campeonato Norte de Ralis. Ultrapassado este contratempo, a equipa concentra agora todos os esforços na preparação do Škoda Fabia N5 para o Rali Vinho Madeira

  • Rafael Cunha defende liderança do Campeonato Norte de Ralis em Resende

    Rafael Cunha defende liderança do Campeonato Norte de Ralis em Resende

    Líder do campeonato absoluto e das Duas Rodas Motrizes chega ao Rally Rota da Cereja de Resende determinado em reforçar a vantagem pontual.

    Rafael Cunha e Gonçalo Cunha enfrentam este fim de semana um dos desafios mais importantes da temporada, com a participação na terceira edição do Rally Rota da Cereja de Resende, quinta prova do Campeonato Norte de Ralis e do Campeonato Norte de Ralis 2RM.

    A dupla da Liber Jeans apresenta-se na prova na liderança das duas classificações, fruto de uma campanha marcada por uma notável consistência. Sem ainda ter conquistado qualquer vitória absoluta em 2026, Rafael Cunha tem sabido maximizar o potencial do seu Ford Fiesta R200, somando resultados de grande regularidade que lhe permitem liderar tanto o campeonato absoluto como a classificação reservada às Duas Rodas Motrizes.

    Rafael Cunha mantém uma abordagem inalterável, privilegiando uma estratégia inteligente e focada na conquista de pontos fundamentais para os seus objetivos: “Vamos encarar o Rally Rota da Cereja de Resende da mesma forma como temos abordado todos os ralis disputados até agora, com o objetivo de lutar pela vitória nas Duas Rodas Motrizes. Sabemos que temos pela frente uma tarefa difícil, com adversários muito fortes, como é o caso do nosso tio Mário Castro, mas também vários pilotos locais que fazem sempre excelentes exibições. Ainda assim, daremos o nosso melhor nas belas classificativas de Resende.”

    Consciente da importância que esta jornada poderá assumir nas contas do campeonato, o piloto não esconde qual é a prioridade para o fim de semana: “Chegamos a este rali na liderança do Campeonato Norte absoluto e também das Duas Rodas Motrizes. O nosso grande objetivo passa pela conquista do Campeonato Norte 2RM e, por isso, sabemos da importância de terminar o rali sem cometer erros e amealhar o maior número de pontos possível. Esse será o nosso principal foco.”

    Com 68 pontos conquistados nas quatro primeiras jornadas, Rafael Cunha chega a Resende como o homem que todos quererão bater nas contas do Campeonato Norte de Ralis. Num rali onde a concorrência promete ser particularmente forte e equilibrada, a dupla procurará manter a consistência que tem caracterizado a sua temporada e dar mais um passo importante rumo ao objetivo traçado para 2026.

  • Mário Castro aponta à vitória nas duas rodas motrizes no Rali Rota da Cereja de Resende

    Mário Castro aponta à vitória nas duas rodas motrizes no Rali Rota da Cereja de Resende

    Dupla da Liber Jeans quer manter viva a esperança na luta pelo Campeonato Norte de Ralis.

    Mário Castro e Ricardo Cunha regressam este fim de semana à competição para disputar o Rali Rota da Cereja, prova pontuável para o Campeonato Norte de Ralis. Aos comandos do habitual Renault Clio R3T da Liber Jeans, a dupla chega a Resende determinada a lutar pela vitória entre os concorrentes das duas rodas motrizes e a discutir igualmente um lugar de destaque na classificação geral.

    Depois da desistência no Rali de Santo Tirso e da ausência forçada no Rali de Gondomar, as contas do campeonato complicaram-se significativamente para a equipa, que sabe que já não depende apenas dos seus resultados para chegar ao título. Ainda assim, o objetivo passa por continuar a lutar enquanto existirem possibilidades matemáticas.

    “Vamos tentar a vitória nas duas rodas motrizes e conquistar também um bom resultado à geral. Depois da desistência em Santo Tirso e da ausência em Gondomar, a luta pelo título ficou muito comprometida. Estamos numa posição em que já não dependemos apenas de nós próprios, mas enquanto houver hipóteses matemáticas vamos continuar a lutar. Em Resende, só a vitória nos interessa para manter viva a esperança de ainda conseguirmos dar a volta à situação“, afirma Mário Castro.

    A preparação para a prova decorreu de forma positiva, com a participação no Guimarães Rally Show a permitir afinar os últimos detalhes do Renault Clio R3T: “Preparámos bem este rali e o Clio parece estar em perfeitas condições depois da nossa participação no Guimarães Rally Show. Sabemos que a concorrência será muito forte, mas estamos confiantes no trabalho realizado e resta-nos dar o nosso melhor em cada especial”, conclui o piloto.

    Com especiais reconhecidas pela sua rapidez e seletividade, o Rali Rota da Cereja promete mais uma intensa batalha no Campeonato Norte de Ralis, onde Mário Castro e Ricardo Cunha procurarão transformar a ambição em pontos importantes para manter viva a discussão pelo título.

  • 3º Rally Rota da Cereja de Resende promete espetáculo numa luta completamente em aberto

    3º Rally Rota da Cereja de Resende promete espetáculo numa luta completamente em aberto

    A quinta jornada do Campeonato Norte de Ralis reúne 45 equipas e apresenta um elenco capaz de proporcionar uma das provas mais equilibradas da temporada.

    Está tudo a postos para o arranque da terceira edição do Rally Rota da Cereja de Resende. Nos dias 18 e 19 de julho, as classificativas do concelho voltam a receber um dos eventos mais aguardados do Campeonato Norte de Ralis, naquela que será a quinta jornada da temporada de 2026. O rali organizado pelo Team Baía, pelo Automóvel Clube Clássicos de Caldas de Aregos e pelo Município de Resende promete um fim de semana de enorme intensidade competitiva, reunindo alguns dos principais protagonistas do campeonato e muitos especialistas destas exigentes estradas.

    Quem assume agora naturalmente o estatuto de principal favorito é Jorge Pérez Alonso. O piloto espanhol regressa a Resende – integrado novamente no Grupo X5 e, como tal, fora das contas do campeonato – depois de ter dominado a edição de 2025, impondo o seu Porsche 911 GT3 ao BMW M3 do piloto da casa Pedro Melo por expressivos 50,7 segundos. Integrado no Grupo X5 e dispondo, teoricamente, da viatura mais competitiva do pelotão, Pérez Alonso procurará repetir o triunfo alcançado há um ano e inscrever novamente o seu nome no palmarés da prova.

    Mas se Jorge Pérez parte como homem a bater, Pedro Melo terá certamente uma palavra a dizer. Duas vezes vencedor do Rally Rota da Cereja de Resende, o piloto resendense conhece como poucos as classificativas do concelho e volta a apresentar-se aos comandos do seu BMW M3. Depois de, na edição passada, ter sido o único a acompanhar de perto o ritmo do espanhol, terminando na segunda posição da geral, Melo regressa determinado em inverter o desfecho desse duelo perante o seu público.

    Também nas contas do Campeonato Norte de Ralis a prova assume enorme importância. Rafael Cunha chega a Resende na liderança, com 68 pontos, fruto de uma temporada marcada por uma extraordinária regularidade e por um desempenho irrepreensível entre as viaturas de duas rodas motrizes. Ainda sem qualquer triunfo absoluto em 2026, o piloto do Ford Fiesta R200 tem construído a liderança através da consistência dos resultados e poderá reforçar a vantagem pontual, pois, a poucos dias da partida, a lista de inscritos sofreu, contudo, uma baixa de enorme significado. Marco Oliveira, vencedor das duas últimas provas do Campeonato Norte de Ralis, em Santo Tirso e Gondomar, abdicou da participação devido a um problema técnico na sua viatura.

    Também ausentes estarão Henrique Rodrigues, vencedor da ronda de Fafe e terceiro classificado do campeonato, e Victor Ribeiro, triunfador da prova inaugural na Serra da Cabreira, circunstâncias que tornam ainda mais imprevisível a luta pelos primeiros lugares.

    Contudo, pensar que a discussão pela vitória se resume a dois ou três nomes seria um erro. A qualidade e o equilíbrio da lista de inscritos fazem antever uma das batalhas mais intensas da temporada pelo Top 10 absoluto, onde várias equipas dispõem de argumentos para discutir posições de destaque.

    Mário Castro apresenta um dos mais competitivos Renault Clio R3T do campeonato e tentará aproveitar as características do percurso para se aproximar dos lugares da frente. Francisco Costa, em Mitsubishi Lancer Evolution VIII, e Rui Gonçalo, ao volante de um Subaru Impreza WRX STI, contam igualmente com viaturas capazes de discutir posições de relevo.

    Muito forte apresenta-se também o Grupo X2, o mais numeroso da prova, onde alinham pilotos experientes como Miguel Correia, William Júnior, António Santos, Ricardo Rodrigues, Raul Marinho, Ilderico Almeida, Francisco Azevedo, Hélder Silva, Manuel Miranda, Victor Gomes e Nelson Almeida, muitos deles perfeitamente capazes de terminar entre os dez primeiros. No Grupo X1, a concorrência também promete ser intensa, com Jorge Pinho, Leandro Caetano, Hugo Bouça, Alejandro Alonso, Ricardo Pimenta, Vítor Pinheiro, Hélder Rodrigues, António Nunes, Rodrigo Campos, Marco Almeida, Marcelo Oliveira e Filipe Silva a procurarem destacar-se entre as viaturas de duas rodas motrizes.

    O percurso mantém a identidade que tem caracterizado o Rally Rota da Cereja desde a sua criação. A primeira etapa disputa-se na tarde e noite de sábado, arrancando às 18h50, junto à Câmara Municipal de Resende, e integra duas passagens pela especial Termas Caldas de Aregos, com 5,90 quilómetros, às 20h00 e às 21h20. No domingo, a segunda etapa começa às 09h00 e contempla duas passagens por Rota dos Cerejais (7,50 km), às 09h55 e 11h17, seguindo-se as especiais de O Mosteiro (7,00 km), às 13h45 e 15h51, e A Música (9,92 km), às 14h28 e 16h29. No total, os concorrentes terão pela frente oito especiais e 60,64 quilómetros disputados ao cronómetro, antes da cerimónia de pódio no final da tarde de domingo.

    Mais do que uma competição automobilística, o Rally Rota da Cereja de Resende continua a afirmar-se como um importante veículo de promoção do concelho, conjugando desporto automóvel, turismo, património, gastronomia e a divulgação da emblemática Cereja de Resende.

  • Pedro Câmara Jr.: ‘Estrear-me no Rali da Madeira é um sonho tornado realidade’.

    Pedro Câmara Jr.: ‘Estrear-me no Rali da Madeira é um sonho tornado realidade’.

    Jovem açoriano de 19 anos chega à emblemática prova madeirense na liderança da Peugeot Rally Cup Ibérica e do Campeonato dos Açores de Ralis.

    Depois do excelente resultado alcançado no Rally Rías Baixas, em Espanha, onde conquistou o segundo lugar na Peugeot Rally Cup Ibérica e assinou o melhor resultado de sempre de um piloto português na competição, Pedro Câmara Jr. prepara-se agora para outro momento marcante da sua ainda curta carreira: a estreia no Rali da Madeira.

    Aos 19 anos, o jovem piloto açoriano continua a protagonizar um início de temporada de elevado nível. Em seis provas disputadas, Pedro Câmara Jr. somou cinco pódios e quatro vitórias, resultados que lhe permitem chegar à Madeira na liderança da Peugeot Rally Cup Ibérica e do Campeonato dos Açores de Ralis.

    A participação numa das mais emblemáticas e exigentes provas do automobilismo português representa, contudo, muito mais do que mais uma etapa do calendário. “É um enorme prazer poder participar pela primeira vez no Rali da Madeira. Sempre acompanhei esta prova enquanto adepto e poder agora estar à partida é, sem dúvida, um sonho tornado realidade. Estou muito feliz por ter esta oportunidade”, afirma Pedro Câmara Jr.

    Consciente das dificuldades que encontrará nos rápidos e técnicos troços madeirenses, o jovem açoriano assume que o principal objetivo será prosseguir o seu processo de aprendizagem e evolução em pisos de asfalto: “Será um desafio muito difícil, mas estou extremamente motivado. Quero aproveitar esta oportunidade para aprender, evoluir e completar a totalidade dos quilómetros da prova. Ainda tenho muito pouca experiência em asfalto, contando apenas com um rali concluído neste tipo de piso, precisamente em Rías Baixas, onde conseguimos um excelente resultado.”

    Apesar de chegar à Madeira na liderança de duas importantes competições, Pedro Câmara Jr. mantém a filosofia que tem orientado o seu projeto desde o início da temporada, recusando alterar prioridades ou criar expectativas excessivas: “O foco continua a ser exatamente o mesmo: aprender, evoluir e construir uma base sólida para o futuro. Cada quilómetro que faço é um investimento na minha evolução enquanto piloto. Sei que ainda tenho muito para aprender e quero aproveitar ao máximo todas estas oportunidades.”

    A estreia permitirá ao piloto da The Racing Factory adquirir experiência num dos palcos mais exigentes do automobilismo nacional e internacional, caracterizado pela dificuldade dos seus troços, pelas constantes mudanças de aderência e pelo ambiente único criado pelo público madeirense: “Competir na Madeira é algo que qualquer piloto ambiciona. É uma prova muito especial, com troços extremamente exigentes e um ambiente único. Quero desfrutar desta experiência e sair da Madeira um piloto melhor do que aquele que entrou.”

    Pedro Câmara Jr. sublinha ainda a importância de todos aqueles que tornam possível a concretização deste projeto, agradecendo o apoio da The Racing Factory, dos seus patrocinadores, da Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting, da família e de todos os que continuam a acreditar no seu potencial: “Nada disto seria possível sem o apoio da minha equipa, dos meus patrocinadores, da FPAK e da minha família. Sendo açoriano, toda a logística necessária para competir fora da região implica um enorme esforço e são eles que tornam possível continuar a lutar por este sonho. O meu muito obrigado a todos.”

    Depois de um início de temporada marcado pela consistência, pelas vitórias e por um resultado histórico em Espanha, Pedro Câmara Jr. encara agora mais um importante desafio na sua evolução, determinado em aproveitar cada quilómetro do Rali da Madeira para continuar a afirmar-se entre os mais promissores jovens talentos do automobilismo português e ibérico.

  • Artur Quintal procura top 10 e evolução no Rali da Madeira

    Artur Quintal procura top 10 e evolução no Rali da Madeira

    Piloto regressa à principal prova madeirense pela segunda vez com uma viatura RC2 e quer aproveitar a forte concorrência para medir a sua evolução.

    Artur Quintal vai disputar o Rali da Madeira, entre 30 de julho e 1 de agosto, apostado em retirar o máximo partido do Skoda Fabia Rally2 Evo e em lutar por uma posição entre os dez primeiros. Esta será a segunda participação do piloto na prova com uma viatura da categoria RC2, num pelotão que deverá reunir vários modelos mais recentes e competitivos.

    “O grupo em que estamos inseridos é muito forte e o nosso carro é menos competitivo do que os modelos mais atuais. Mesmo assim, temos conseguido rodar entre adversários com viaturas mais recentes”, explicou Artur Quintal.

    O piloto admite que os resultados alcançados até ao momento ficaram, por vezes, aquém das suas ambições, mas encara a elevada participação no Rali da Madeira como uma oportunidade para estabelecer comparações mais realistas: “Um lugar entre os dez primeiros seria excelente, mas queremos sobretudo desfrutar da prova, andar o melhor possível e continuar a evoluir, para depois aplicarmos essa experiência num carro ainda mais competitivo”, acrescentou.

    Com 36 anos, Artur Quintal estreou-se nos ralis em 2014, aos comandos de um Toyota Starlet. Passou depois por modelos como o Citroën C2 R2, Peugeot 208 R2 e Peugeot 208 Rally4. Em 2023 e 2024 terminou no terceiro lugar do Campeonato Madeirense de Duas Rodas Motrizes. Na temporada seguinte avançou para o Skoda Fabia Rally2 Evo e concluiu o Campeonato de Ralis Coral da Madeira na quinta posição.

    Em 2026, Artur Quintal tem rodado regularmente entre o quarto e o sexto lugares nas provas já disputadas, tendo alcançado um pódio no Rali de São Vicente.