Categoria: Ralis

  • Duelo escaldante entre Araújo e Magalhães

    Os dois primeiros estão separados por apenas 2,2 segundos. Fontes começou na frente mas é terceiro, a 14,8s do líder. Campeão nacional atrasou-se devido a problemas mecânicos.

    Se o Instituto Português do Mar e da Atmosfera colocou o distrito de Castelo Branco sob alerta amarelo por força das temperaturas elevadas, certamente não o fez a pensar na competição do Rali de Castelo Branco. Mas podia ter sido por isso, pois a disputa pelo primeiro lugar está a ser escaldante. Armindo Araújo (Skoda), que já venceu a prova da Escuderia Castelo Branco por diversas vezes, está na liderança, mas tem apenas 2,2 segundos de vantagem sobre Bruno Magalhães (Hyundai), que é segundo. José Pedro Fontes (Citroën) foi o primeiro comandante desta ronda de asfalto, mas cedeu tempo para os dois rivais e fecha o dia no terceiro lugar.

    O equilíbrio foi a nota dominante deste primeiro dia de competição no Rali de Castelo Branco. Ao longo de oito especiais realizadas, houve apenas dois líderes, mas a maior diferença entre o primeiro e o segundo mais rápido em todos os troços foi de apenas 2,9 segundos. Foram várias as equipas a discutirem os lugares da frente, mas Armindo Araújo foi quem melhor esteve no final do dia e, por isso, comanda a classificação geral.

    Bruno Magalhães e José Pedro Fontes também estiveram em destaque e assumem, com alguma naturalidade, o segundo e o terceiro postos, respectivamente. Menos bem esteve o campeão nacional em título, Ricardo Teodósio, perdeu muito tempo logo na especial inaugural devido a problemas no intercooler do Hyundai e, desde então, está em competição para, acima de tudo, fazer algumas experiências nas afinações do seu carro.

    “O dia correu-nos bastante bem. Lideramos a prova, estamos à frente. Sabemos que a margem é curta. Temos de continuar a forçar, temos de continuar a fazer o trabalho que temos feito até agora, mas, de qualquer das formas, o dia foi extremamente positivo e amanhã queremos continuar nesta posição”, afirmou Armindo Araújo.

    “Foi um dia que correu bastante bem para nós. Estamos agradavelmente surpreendidos com a performance do nosso Hyundai. O carro está bom, dá confiança. No início não entrámos com o set-up adequado, ainda um pouco por falta de conhecimento. O carro estava demasiado macio, o que me fez perder tempo em alguns troços. À tarde recuperámos. Foi pena termos um furo na roda de trás do lado direito, em Sarzedas 2. Depois atacámos muitíssimo nas super-especiais. Recuperámos. Estamos a dois segundos da liderança. Está tudo em aberto”, explicou Bruno Magalhães.

    Por sua vez, José Pedro Fontes não estava contente com a su prestação, mas ainda acredita num bom resultado. “Não foi o dia que queríamos. Começámos bem. Ganhámos o primeiro troço, mas nas duas passagens de Santo André perdemos bastante. Culpa minha. Não sei o que poderia ter feito melhor, mas a verdade é que perdemos. Agora mudámos um bocadinho o carro e vamos tentar ir atrás da vitória. São 14 segundos. Ao ritmo que se está a andar é um bocadinho, mas tudo pode acontecer.”

    O líder no CPR 2RM é Ricardo Sousa que, com o Peugeot 208, ocupa o oitavo posto da classificação geral. Rafael Cunha comanda a classificação da Kia Rally Cup e do FPAK Júnior Team. Rafael Pereira está à frente no Campeonato Portugal Júnior de Ralis e Nuno Mateus lidera entre os clássicos. No Campeonato Promo de Ralis, a liderança é de Filipe Nogueira.

    Hoje realiza-se a última etapa do Rali de Castelo Branco 2022. As equipas têm um programa concentrado e intenso com quatro classificativas. A primeira dupla a ir para a estrada entra em acção às 10h11. O vencedor será conhecido depois do derradeiro troço que começa às 12h55. Pela frente, os concorrentes têm 41,7 km contra o cronómetro pela frente.

  • Luís Morais enfrenta primeiro desafio em asfalto no Rali de Castelo Branco

    A prova albicastrense marca o arranque da segunda parte desta primeira temporada do piloto de Lousada no Campeonato de Portugal de Ralis Duas Rodas Motrizes. Luís Morais encara o rali como mais uma etapa importante na sua evolução aos comandos do Peugeot 208 Rallye4 da PT Racing.

    Para trás ficam 4 provas em pisos de terra, com um saldo muito positivo.

    Dois pódios e logo nas duas provas internacionais, andamento sempre muito forte e uma vincada capacidade de gerir as provas com forte sentido estratégico, marcaram o arranque da época de estreia de Luís Morais no campeonato mais importante dos ralis nacionais.

    Agora é tempo do asfalto e, para abrir, o lousadense que é navegado por Paulo Silva, vai enfrentar as rápidas estradas da Beira Baixa, percorridas nos concelhos de Castelo Branco e Vila Velha de Rodão, num rali para si completamente desconhecido, embora o seu copiloto já possua um bom conhecimento do traçado.

    “Vai ser mais uma prova muito desafiante. É o primeiro em asfalto e num cenário onde nunca corri, com um carro que ainda estou a descobrir, face a adversários que, na sua esmagadora maioria, são muito mais experientes do que eu. Mas isso só nos dá mais motivação e nos faz focar no trabalho que estamos a desenvolver em conjunto com a PT Racing, para aproveitar ao máximo esta época de estreia”, contando Luís Morais “com o apoio do Paulo que é um excelente navegador e tem sido uma mais-valia para mim, por toda a experiência que tem e pela motivação que sempre me dá”.

    Quanto a expectativas e objetivos para a prova da Escuderia Castelo Branco, o craque de Lousada afirma que “queremos primeiro terminar a prova e, se possível, sem incidentes de maior, para assim acumular muitos quilómetros e experiência com o carro em asfalto. Depois, vem o resultado. Vamos tentar imprimir um ritmo rápido, mas sem exageros e tentar estar na luta pelos lugares cimeiros, sendo que terminar no pódio ou perto dele entre os concorrentes do CPR 2RM será muito positivo, pois recolheremos uma boa pontuação para o campeonato”. O arranque oficial do Rali de Castelo Branco está marcado para a manhã de sábado no centro da cidade. A prova terá um total de onze provas especiais de classificação, divididas em duas etapas a disputar nos dias de sábado e domingo, sendo que na sexta-feira serão já disputados o Shakedown e a Qualifying Stage.

  • Rui Madeira deu “show” no RallySpirit!

    Tendo desta vez a sua mulher Paula Madeira como navegadora, o craque “mundialista” brindou as dezenas de milhar de espetadores da edição 2022 deste Rali Legends com um grande espetáculo aos comandos do seu mítico Mitsubishi Lancer EVOIII.

    Foram três dias de espetáculo único aqueles que os aficionados dos ralis viveram com a edição 2022 do RallySpirit Altice. Uma vez mais, o evento trouxe até ao Norte de Portugal um naipe de máquinas que fizeram sonhar, fazendo-nos viajar até às décadas douradas do século passado, com especial destaque para os anos 80 e 90.

    Entre elas esteve o Mitsubishi Lancer EVOIII de Rui Madeira que “não poderia faltar a um evento que considero um dos melhores entre os Ralis Legends organizados na Europa. E esta edição voltou a provar que assim é. Foram três dias espetaculares, com milhares e milhares de espetadores nas especiais e em todos os locais onde paramos. Uma verdadeira festa dos ralis!”.

    Mesmo sem ter encarado o evento de forma puramente competitiva, Rui Madeira não sabe andar devagar e o ritmo que imprimiu coloco-o sempre “entre os mais rápidos da Categoria Spirit. Se não fossem os  que nos afetaram logo na 2ª PEC e o pódio teria sido possível”. Realçando, no entanto, que “o resultado era o que menos interessava. Optei por um estilo de condução muito mais exuberante do que eficaz, porque era isso que o público sempre entusiasta queria e merecia!”.

    A seu lado esteve Paula Madeira e o piloto sentiu-se “muito orgulhoso como sempre. A Paula esteve à altura e dou-lhe nota 20. Gostamos muito de correr juntos e voltará a acontecer no futuro!”. Quanto ao que falta do programa desportivo do piloto em 2022, certa está a participação no Rali Madeira Legends de 27 a 29 de Outubro, uma vez mais aos comandos do icónico Mitsubishi Lancer EVOIII.

  • Armindo Araújo e Luís Ramalho procuram quarta vitória em Castelo Branco

    O Rali de Castelo Branco, quinta prova da temporada do Campeonato de Portugal de Ralis, marca o início da segunda metade da temporada e a mudança das provas para os pisos de asfalto. Destacada na liderança da classificação, a dupla do Skoda Fabia Rally 2 Evo parte, para esta nova fase do calendário, com a forte ambição de conseguir um novo título absoluto e, por isso, empenhada em lutar pelas vitórias. 

    Nas últimas três visitas a Castelo Branco, só Armindo Araújo e Luís Ramalho subiram ao lugar mais alto do pódio e esse é, claramente, o desfecho que pretendem alcançar novamente este ano. “Conseguimos vencer este rali nas últimas três edições e partimos para esta prova com o objetivo de chegarmos à quarta vitória consecutiva. Este ano teremos um rali completamente diferente dos anteriores e um desafio ainda maior pela frente. Particularmente sempre gostei muito das especiais da zona de Castelo Branco e estou convicto que estaremos na discussão do primeiro lugar final”, começa por dizer o piloto de Santo Tirso.

    Uma nova vitória, na prova organizada pela Escuderia Castelo Branco, reforçará o comando dos respetivos campeonatos (pilotos e navegadores) e é esse o grande foco dos líderes do CPR. “A partir daqui todas as provas que faltam disputar até ao final do campeonato serão em pisos de asfalto e é importante começarmos esta fase da melhor maneira possível. Acima de tudo queremos sair deste rali com a nossa liderança reforçada e tudo faremos para que isso aconteça. A nossa motivação, como sempre, está elevada e toda a equipa focada na luta pela vitória”, disse ainda Armindo Araújo. 

    O Rali de Castelo Branco terá um total de onze provas especiais de classificação, divididas em duas etapas a disputar nos dias de sábado e domingo. Na sexta-feira, dia 10 de Junho, estão agendadas as duas sessões de treinos livres (Free Pratice) e a qualificação (Qualifying Stage) que determinará a ordem de partida para as primeiras sete especiais de etapa de abertura. 

  • O Rali de Castelo Branco vai para a estrada de 10 a 12 de junho

    A prova pontuável para o Campeonato de Portugal de Ralis volta a assumir um formato completo e apresenta imensas novidades. A principal é o percurso que, em 2022, é totalmente novo. Não há um único quilómetros que tenha sido utilizado no passado. Além disso, depois de uma interrupção de dois anos, a Escuderia Castelo Branco recupera a super-especial noturna “Reconquista” que leva a prova ao coração da capital da Beira Baixa.

    Depois de dois anos com um formato pouco característico, o Rali de Castelo Branco regressa com toda a força. A Escuderia Castelo Branco preparou a primeira prova de asfalto pontuável para o Campeonato de Portugal de Ralis para apresentar um percurso totalmente novo. Serão mais de cem quilómetros de classificativas novas que vão criar diferentes desafios às equipas concorrentes. Destas, o principal destaque vai para a especial espectáculo “Reconquista” que, além da transmissão online, terá três ecrãs gigantes espalhados pelo percurso para que os muitos adeptos possam acompanhar todas as incidências.

    O Rali de Castelo Branco terá um novo diretor, Nuno Almeida Santos, que terá a responsabilidade de coordenar a equipa que coloca de pé 11 classificativas, percorridas nos dias 11 e 12 de junho. A aposta na sustentabilidade ganha cada vez mais ênfase e a parceria com a Valnor intensifica-se para tornar a competição automóvel cada vez mais amiga do ambiente.

    Além das novidades desportivas e ambientais, o Rali de Castelo Branco vai apostar em mais e melhor comunicação. Além do recurso à aplicação Sportity, canal onde é transmitida toda a informação oficial, nesta edição será criado um canal na rede social Telegram para que os subscritores possam receber informações úteis sobre o desenrolar da prova como o início da passagem dos carros, classificativas interrompidas, entrada de carros de segurança e carros de fecho, e outras informações de segurança para o público em geral. A Escuderia Castelo Branco também criou uma parceria com a rede social Waze para disponibilizar informação útil, como cortes de estrada, locais de estacionamento, zonas espectáculo e alertas e recomendações da Guarda Nacional Republicana e da Polícia de Segurança Pública.

    “A Escuderia Castelo Branco apostou bastante na edição deste ano do Rali de Castelo Branco. Procurámos apresentar grandes novidades e acreditamos que, com este percurso, equipas e público vão ficar muitos satisfeitos. Além disso, consolidámos a nossa política ambiental e tentámos levar o rali a ainda mais pessoas, seja com a transmissão online, seja com a colocação de ecrãs na super-especial. Depois de dois anos condicionados, o parque de assistência volta a estar aberto ao público, o que é algo muito positivo. Destacamos, ainda, o enorme interesse que a prova está a despertar. Neste momento, muitas unidades hoteleiras já estão esgotadas”, explicou o director de prova, Nuno Almeida Santos.

  • Rally Montelongo será candidato a integrar o Europeu de Clássicos

    O Rally Montelongo Carlos Vieira, a realizar nos próximos dias 25 e 26, pontuável no Campeonato de Portugal de Clássicos (CPCR), no Campeonato Start Norte de Ralis e ainda com uma prova-extra que acompanha a do CPCR, é candidato a integrar, já em 2023, o calendário do Campeonato do Europeu de Clássicos FIA (FIA European Historic Rally Championship), uma aspiração antiga tanto do Demoporto (Clube de Desportos Motorizados do Porto) como da autarquia de Fafe.

    Atualmente, o Europeu tem um calendário de nove provas, entre as quais figuram nomes de referência como os ralis Costa Brava, Ilha d’Elba ou Sanremo, espalhados por países como a Espanha (2), a Itália (2), a República Checa, a Suíça, a Hungria, a Áustria e a Finlândia.

    “Desde 2020, quando este mesmo rali integrou o ERC, em plena pandemia, que ambicionávamos entrar no Europeu de Clássicos. E como foi possível constatar nesse ano, Fafe dispõe de excelentes condições, pois as classificativas de asfalto são maioritariamente as mesmas, para entrar no calendário dessa competição FIA. Há toda uma envolvência, das classificativas à paisagem, que torna esse rali, a decorrer integralmente no concelho de Fafe, apelativo para vir a fazer parte das grandes competições FIA de veículos históricos”, refere Carlos Cruz, presidente do Demoporto.

    Dividido por dois dias, o Rally Montelongo Carlos Vieira, que presta homenagem ao piloto local e campeão nacional de ralis em 2017, engloba um total de 13 classificativas (130,04 km) na prova do CPCR e ainda na prova-extra que admitirá veículos não clássicos. No sábado os pilotos fazem uma dupla passagem pelas “especiais” de Vila Pouca (9,71 km), Aboim/Gontim (9,01 km) e Monte (12,05 km), para no dia seguinte completarem uma “ronde” por Montim (6,92 km), Várzea Cova (11,01 km) e Queimadela/Travassos (10,88 km), estando o final do rali previsto para as 15h10, no Parque da Feira Velha (Fafe).

    A prova o Campeonato Start Norte de Ralis decorre apenas no sábado, com seis classificativas, referentes a uma dupla passagem por Vila Pouca, Aboim/Gontim e Monte.

    Tudo indica que esta edição da prova candidata ao FIA European Historic Rally Championship venha a contar já com a presença de alguns pilotos espanhóis, numa espécie de pré-internacionalização. Esta época, entre os pilotos inscritos naquele campeonato contam-se “máquinas” tão diversas como os Lancia Rally 037, Subaru Legacy, Toyota Celica GT Four, Audi Quattro A2, BMW M3, Ford Escort RS e Opel Manta 400, entre muitos outros veículos com passado e ainda hoje uma atração em qualquer evento.

    “Fafe sempre quis ter uma solução alternativa de rali em piso de asfalto e o sucesso do Montelongo de há dois anos, com a ajuda de Vieira do Minho e da Póvoa de Lanhoso, foi extraordinário, integrando o calendário do ERC, depois de ter surgido a oportunidade, ainda na altura da pandemia. O que então estava previsto era, em 2022, a prova entrar no Europeu de Históricos. Claro que é importante para nós ser anfitriões de um rali com carros tão emblemáticos e fabulosos como os das décadas de 70, 80 e 90, mas para isso terá que ser em pisos de asfalto e desta vez, sublinhe-se, circunscritos aos limites territoriais do nosso concelho. A Câmara de Fafe e a Demoporto delinearam um percurso que vai, com toda a certeza, ser do agrado dos concorrentes, que pela primeira vez passam no Confurco em asfalto, sendo ainda utilizada uma parte da EN 206. Os ralis históricos atraem um público diferente e será muito importante esta concentração no concelho de Fafe, que também possui capacidade para um rali de asfalto de grande dimensão e não se esgota apenas nos pisos de terra. Aliás, agradeço desde já a presença dos pilotos que vão fazer o Start Norte e apelo a todos os outros para que se inscrevam na prova extra, inclusive os do Campeonato de Portugal de Ralis, que podem aproveitar a prova para testar, agora que o campeonato entra na fase de asfalto. Cá estaremos para os receber e proporcionar-lhes um fim de semana agradável”, afirmou Parcídio Summavielle, vice-presidente da edilidade de Fafe.

  • Rafael Cunha é a aposta da Racing4You na FPAK Junior TEAM

    A FPAK Junior Team, nova competição organizada pela Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting para promover novos talentos nos ralis nacionais, tem início já no próximo fim-de-semana, no Rali de Castelo Branco. Porque não poderia ser de outra forma, a Racing4You cedo demonstrou o interesse de estar envolvida na competição e apresenta agora a sua dupla Rafael Cunha – Gonçalo Cunha, em quem a equipa de Caldas das Taipas deposita total confiança.

    Liderada por Manuel Castro, a Racing4You tem no seu ADN a vontade de apoiar a promoção de jovens e é com naturalidade que está à partida desta competição. “Naturalmente que estamos muito ansiosos pelo primeiro rali desta competição que promete ser uma lufada de ar fresco no Campeonato de Portugal de Ralis. Desde o primeiro momento que a FPAK nos contactou dissemos sim, porque é importante para a Racing4You estar no primeiro troféu de palco para jovens talentos. Ver a FPAK dar os primeiros passos sustentados na valorização da competição é do nosso agrado e foi com facilidade que tomámos a decisão de alinhar. A escolha recaiu sobre o Rafael Cunha e o Gonçalo Cunha, piloto e navegador da nossa confiança e em quem reconhecemos talento e capacidade de querer evoluir e ambição para chegar ao palco principal da modalidade”, destacou Manuel Castro.

    Já Rafael Cunha, piloto de 23 anos que vai dar a cara pela equipa, mostra-se ambicioso e pronto para o primeiro desafio. “Estamos muito entusiasmados com o arranque da competição. É de louvar que a FPAK tenha tomado esta iniciativa que nos permite alinhar de forma mais regular em provas do CPR. Estamos na competição para vencer e vamos lutar pelos melhores resultados possíveis em cada rali. Estamos prontos para o Rali de Castelo Branco apesar de esta ser uma prova totalmente nova para nós, num carro também ele novo. Uma dupla estreia para nós. Esperamos fazer um rali sólido, dar o nosso melhor e lutar pelas posições mais altas entre os inscritos nesta competição nesta prova”, explicou o jovem piloto que será navegado ao longo da temporada pelo seu irmão, Gonçalo Cunha, de 21 anos.

    Recorde-se que o FPAK Junior Team é uma competição monomarca, realizada ao volante do KIA Picanto GT que conta com cinco ralis no calendário.

  • RallySpirit: Vítor Pascoal foi um dos protagonistas de uma grande festa dos ralis!

    Três dias de pura festa da modalidade, com dezenas de milhar de espetadores, eis a receita de sucesso do RallySpirit 2022. Vítor Pascoal e Martim Azevedo deram “show” com o Porsche 991 GT3 CUP, privilegiando o espetáculo, sem pressão competitiva.  

    Num regresso esporádico aos ralis, Vítor Pascoal voltou a ser um dos pilotos em destaque no RallySpirit, deliciando a mole humana que não perdeu pitada dos três dias de prova com uma exibição dedicada integralmente ao espetáculo.

    “Foi um fim-de-semana magnífico. Eu e o Martim Azevedo adoramos uma vez mais fazer parte deste evento único, onde a competição não desempenha qualquer papel importante, sendo um rali destinado sobretudo a presentar o público com um espetáculo que o deixe deliciado”, resumiu no final Vítor Pascoal que destaca “a incrível moldura humano que esteve sempre presente, quer nas especiais, quer nos locais onde estivemos em parque. O nosso Porsche foi alvo de milhares de vídeos e fotos que invadiram as redes sociais dando um impacto público e mediático a este rali que é único”.

    Por isso, o RallySpirit é “fundamental para podermos divulgar a nossa equipa e, principalmente, os nossos patrocinadores, dando-lhes o retorno que bem merecem”, com Pascoal a destacar “a satisfação que sentimos por poder ser um equipa em destaque num rali em que a Fuchs e a Glassdrive tanto apostam. Sendo dois dos nossos principais patrocinadores, sentimo-nos muito orgulhosos por poder fazer parte da sua forte ação  de comunicação no RallySpirit!”.

    Agora muda por completo o “chip” e sem qualquer delonga.

    É já no próximo fim-de-semana que Vítor Pascoal volta a focar-se no Campeonato de Portugal de Montanha JC Group. O líder isolado da tabela pontual da Categoria GT vai enfrentar a 7ª edição da Rampa de Santa Marta. A prova duriense é a sexta da temporada e poderá transformar-se no evento onde o baionense dará um passo decisivo rumo ao título nacional, assumindo o piloto que “tudo faremos para alcançar mais uma vitória em Santa Marta”.

  • RallySpirit Altice: memórias ao vivo!

    O RallySpirit Altice é muito mais do que uma prova em que o único objetivo é a luta contra o cronómetro. É um autêntico museu a céu aberto dos mais emblemáticos carros que fizeram a história dos ralis mundiais, é todo um ambiente e um espírito inigualáveis e são, também, as estórias, como a que partilhamos nas linhas que se seguem…

    O Audi Sport Quattro S1 E2 é seguramente um dos carros mais especiais do RallySpirit Altice e um dos que mais empatia gera entre o público, por representar um dos expoentes máximos da era de ouro dos ralis, nos saudosos anos oitenta. Mas, no segundo dia do evento, a essa razão juntou-se outra para que o carro do alemão Stewart Bowes (navegado pelo português Mário Castro) tivesse ainda maior protagonismo, numa “estória” que revela o verdeiro espírito do RallySpirit. 

    Depois de ver o cabo do acelerador do Audi partir-se, na segunda classificativa do dia, a equipa pôde prosseguir em prova graças à generosidade e engenho de um aficionado que desmontou e retirou algumas partes da sua bicicleta para reparar temporariamente a avaria e permitir que o Audi pudesse regressar ao Parque de Assistência, mantendo-se em prova.  Uma ação bem elucidativa do espírito que se vive no RallySpirit Altice e da relação de proximidade criada entre equipas e espectadores que, há sete edições, torna este evento verdadeiramente único no panorama dos ralis nacionais. 

    De resto, ao contagiante ambiente junta-se a vertente desportiva que, neste segundo dia de prova, o mais longo, ofereceu aos concorrentes cinco seletivas classificativas e passagens pelos concelhos de Barcelos, Famalicão e Santo Tirso. Um dia que, no entanto, só terminará ao início da noite, no Porto, depois da passagem de Gaia. 

    E também no capítulo desportivo não se podia pedir mais, uma vez que a etapa foi pródiga em movimentações entre os lugares cimeiros. Na categoria “Históricos”, Xésus Ferreiro/Xavier Vazquez instalaram o seu Ford Escort MK 2 na liderança, após a desistência de Pablo Pazó/Ezequiel Simões, a braços com problemas de transmissão no Talbot Sunbeam Lotus. A dupla Rui Ribeiro/Pedro Fernandes ascendeu ao segundo lugar e são agora a melhor formação portuguesa, à frente de Nuno Vaz/Jó Vaz, num pódio provisório totalmente preenchido pelos emblemáticos Ford Escort. 

    Entre as equipas “Spirit”, a luta foi ainda mais animada, com Ernesto Cunha/Rui Raimundo (Subaru Impreza WRX) e Pedro Leal/Isabel Ramalho (Mitsubishi Lancer Evo VI) a travarem um verdadeiro braço de ferro pela vitória. Mas apesar de ainda ter passado pelo comando, a dupla do Mitsubishi cedeu a primeira posição na derradeira classificativa cronometrada do dia (Santo Tirso) à formação do Subaru, com as duas equipas a partirem para a etapa final de amanhã separadas por apenas 3,2s. Ou seja, com a vitória totalmente em aberto. 

    Um motivo extra para acompanhar o último dia de prova, a juntar à derradeira oportunidade de ver raros e históricos bólides dos ralis como o Audi Sport Quattro, o Toyota Celica Turbo, Opel Ascona 400, Lancia Stratos e Delta Integrale ou BMW M3, entre tantos outros. Com o arranque na Foz (Jardim das Sobreiras), às 9h00, os concorrentes disputarão as duas provas especiais finais, em Barcelos e Vila Verde, estando a grande festa final da chegada prevista para as 12h51, em Barcelos.

    Antes de tudo isso, ainda hoje, a festa do RallySpirit Altice prossegue com a Boucles de Gaia (classificativa não cronometrada, disputa em sistema de perseguição), agendada para as 21h21, na cidade da margem Sul do Douro, com os concorrentes e terminarem a etapa a partir das 22h00, na Foz, no Porto, em animada festa com DJ. 

    Classificação 
    Históricos (Após PEC 9) 1º Xésus Ferreiro/ Xabier Vazquez (Ford Escort MK2), 44m10.5s 2º Rui Ribeiro/Pedro Fernandes (Ford Escort MK2), a 1m25.3s 3º Nuno Vaz/Jó Vaz (Ford Escort MK2), a 2m18.5s 
    Spirit (Após PEC 9) 
    1º Ernesto Cunha/Rui Raimundo (Subaru Impreza WRX), 44m15.9s 2º Pedro Leal/Isabel Ramalho (Mitsubishi Lancer Evo VI), a 3.2s 3º Armando Costa/Octávio Araújo, (Mitsubishi Lancer Evo VI), a 26.7s 
    Classificação oficial em wwr.stm.pt/spirit2022
    Programa 3ª Etapa (domingo, 5 de junho)
    09h00 – Partida 3ª etapa (Jardim da Sobreiras, Foz – Porto) 10h20 – Assistência (Campo da República – Barcelos) 11h03 – PEC 11, Barcelos Norte 2 (7.89 km) 11h36 – Vila Verde 2 (14.00 km) 12h36 – Assistência (Campo da República – Barcelos) 12h51 – Chegada (Av. Liberdade – Barcelos) 

  • RallySpirit Altice: primeiro dia animou Barcelos

    O RallySpirit Altice 2022 arrancou para a estrada hoje. Alguns dos melhores carros da história dos ralis e 87 equipas fizeram vibrar os muitos espectadores que não faltaram à grande festa do desporto automóvel, em que já se tornou o maior Rally-Legend português. 

    A primeira etapa, iniciada e terminada em Barcelos, e que contemplou três provas especiais disputadas ao cronómetro (Barcelos Norte 1, Vila Verde 1 e Amares), definiu a primeira hierarquia na classificação, ao mesmo tempo que proporcionou ao público uma “viagem no tempo”, protagonizada por algumas das mais saudosas máquinas que escreveram a história dos ralis. 

    A chuva complicou as escolhas de pneus, mas isso não impediu a dupla espanhola Pablo Pazó/Ezequiel Simões de impor o Talbot Sunbeam Lotus, reforçando a candidatura à sua terceira vitória na prova. Nos lugares imediatos, uma “armada” de Ford Escort encabeçada por Xesús Ferreiro/Xabier Vazquez e por Rui Ribeiro/Pedro Fernandes, os primeiros portugueses. 

    Já na Categoria “Spirit”, “fala-se português”, com a equipa Eugénio Cunha/Rui Raimundo (Subaru Impreza WRX) a dominar os acontecimentos no primeiro dia, após três vitórias noutras tantas especiais, deixando Pedro Leal/Isabel Ramalho e Armando Costa/Octávio Araújo, ambos em Mitsubishi Lancer Evo VI, a lutar pela segunda posição. 
    Englobados na Categoria “Legend”, e, portanto, sem contar para a classificação, modelos como o Audi Sport Quattro S1 E2, Toyota Corolla WRC, Toyota Celica Turbo, Opel Ascona 400, Lancia Delta HF Integrale ou os mais modernos Porsche 911 GT3 e Skoda Fabia R5, não precisaram de lutar contra o cronómetro para impressionar e arrancar sorrisos do público. 

    Até ao final do dia, as equipas dão ainda espetáculo na Boucles de Barcelos, prova extra-classificação e disputada em perseguição, que promete atrair muitos espectadores, antes da chegada da primeira etapa, a Barcelos, pelas 22h15. 

    Amanhã, os concorrentes voltam à ação, saindo de Barcelos, às 9h30, para disputarem a maior etapa da prova, com cinco seletivas classificativas e passagens por Famalicão e Santo Tirso. A emblemática Marginal de Gaia e a estreia da Boucles de Gaia, para além da chegada ao Jardim das Sobreiras – Foz, no Porto (com festa com atuação de DJ), prometem também animar o dia da prova organizada pela X-Racing e Clube Automóvel de Santo Tirso. Igualmente excelentes oportunidades para ver e rever as máquinas únicas que participam no RallySpirit Altice. 

    Classificação 
    Históricos (Após PEC 3) 1º Pablo Pazó/Ezequiel Simões (Talbot Sunbeam Lotus), 22m20.8s 2º Xésus Ferreiro/ Xabier Vazquez (Ford Escort MK2), 28.9s 3º Rui Ribeiro/Pedro Fernandes (Ford Escort MK1), 1m20.3s 
    Spirit (Após PEC 3) 1º Eugénio Cunha/Rui Raimundo (Subaru Impreza WRX), 22m50.0s 2º Pedro Leal/Isabel Ramalho (Mitsubishi Lancer Evo VI), a 26.2s 3º Armando Costa/Octávio Araújo, (Mitsubishi Lancer Evo VI), a 33.6s 
    Classificação oficial em wwr.stm.pt/spirit2022