Categoria: Ralis

  • Toyota Gazoo Racing Iberian Cup: A vez de Ricardo Costa no Rali de Portugal

    Três ralis disputados, três vencedores diferentes, com a vitória de Ricardo Costa e Rui Vilaça aos comandos do Toyota GR Yaris. A dupla portuguesa Miguel Campos e Nuno Rodrigues da Silva mantem-se na liderança do troféu. 

    Dani Berdomás foi o primeiro líder, venceu em Coimbra, e entrou no dia de sexta a liderar o troféu, voltando a vencer na passagem pela especial da Lousã, secundado por Ricardo Costa e Miguel Campos. Mas em Góis, ao tentar manter o andamento, foi a primeira vítima do estado dos pisos, desistindo devido a uma suspensão que cedeu. Na especial seguinte, em Góis, Ricardo Costa conquistou a primeira de três vitórias, e quanto a Victor Calisto, com uma saída de estrada foi o segundo a ficar pelo caminho.

    A vantagem de Ricardo Costa manteve-se até ao final da etapa carimbando a vitória final, mas com Miguel Campos sempre a tentar responder, sendo que a neutralização da especial de Mortágua acabou por limitar as suas capacidades de recuperação. Apesar de manter a liderança do TOYOTA GAZOO Racing Iberian Cup no final do dia, o piloto de Famalicão não escondeu o seu desagrado por ter estado a partir atrás do último dos concorrentes de outro troféu, bem mais lento, e que acabou por condicionar o seu andamento, sendo que esperava ter tido uma maior diferença de tempo na partida face a esse concorrente, algo que evitaria esta situação.

    Campos venceu nas duas especiais de fim do dia, em Arganil e Lousada na sua tentativa de dar réplica a Costa e anular a diferença entre eles, mas acabou por não ser suficiente. Terminou na segunda posição do pódio e garantiu a permanência na liderança da TOYOTA GAZOO Racing Iberian Cup por apenas um ponto. Germán Gómez Fortes terminou na terceira posição da geral, fechando o pódio, sendo que o piloto convidado – João Fernando Ramos também acabou por desistir na sua segunda passagem pela especial de Arganil.

    A próxima prova da TOYOTA GAZOO Racing Iberian Cup será o RALLY REINO DE LEÓN a 10 e 11 de Junho.

  • Kalle Rovanperä imperial no Vodafone Rally de Portugal

    Aos 21 anos, Kalle Rovanperä tornou-se o mais jovem vencedor de sempre nas 55 edições do Vodafone Rally de Portugal. Na (elogiada) prova do ACP, o prodígio finlandês voltou a mostrar toda a sua classe: ganhou pela terceira vez consecutiva no WRC e reforçou a candidatura a mais jovem campeão mundial de sempre, pois tem agora 46 pontos de avanço sobre Thierry Neuville. Elfyn Evans, vencedor em Portugal no ano passado, confirmou a dobradinha da Toyota, marca que chega ao sétimo triunfo em solo luso. Num rali com emoção até ao último quilómetro, Dani Sordo garantiu o derradeiro lugar do pódio para a Hyundai, enquanto Armindo Araújo (Skoda) voltou a ser o melhor português.

    Markku Alén tinha 24 anos quando ganhou o primeiro Rally de Portugal. Sébastien Ogier tinha 26. Miki Biasion, 30. Sébastien Loeb, 33. Hannu Mikkola, 36. Kalle Rovanperä tem… 21. Depois de ter sido campeão do Mundo do WRC2 aos 19 anos e de ter ganho a sua primeira prova no WRC aos 20, Kalle Rovanperä tornou-se, este fim de semana, o mais jovem vencedor de sempre nas 55 edições do melhor rali do mundo.

    Vitorioso na Suécia e na Croácia – neste caso, com uma exibição épica na Power Stage –, Rovanperä teve, em Portugal, o maior teste à sua liderança do WRC, já que teve de ‘abrir’ a estrada no primeiro rali de terra de sempre dos novos Rally1 híbridos. Sem se intimidar com a tarefa, o jovem piloto da Toyota chegou ao final da primeira etapa no segundo lugar, ‘só’ perdendo 13,6s para o seu companheiro de equipa, Elfyn Evans… que tinha sido o nono a partir para os troços (!).

    A partir daí, os dois pilotos da Toyota encetaram um duelo intenso que durou até à penúltima especial, quando Rovanperä ganhou mais 2,4s a Evans e colocou a diferença entre ambos nos 9 segundos.  Só que o talento do finlandês ainda produziu mais uma obra-prima na icónica Power Stage de Fafe. Num dos mais famosos troços do mundo, em circunstâncias onde toda a gente anda em ‘maximum attack’, Rovanperä bateu toda a concorrência por mais de 2 segundos, amealhando mais uma pontuação máxima. Uma temporada que, diga-se, parece ‘condenada’ a entrar para os anais da História dos ralis.

    “Neste momento parece que estamos a guiar muito bem”, referiu Rovanperä, com a naturalidade que lhe é habitual. “Começar a abrir a estrada, aqui, e mesmo assim conseguir lutar pela vitória, foi muito bom. Um grande obrigado ao Jonne (Halttunen) e também à equipa – tivemos condições muito duras no terreno e o nosso carro foi sempre perfeito. Podemos todos estar muito felizes”, apontou. A Toyota, refira-se, ficou a uma vitória de igualar a Lancia e Citroën (8 vitórias cada) no número de triunfos em Portugal.

    Evans também não ficou propriamente desiludido com o segundo lugar. Este ano, o galês tinha como melhor resultado o quinto lugar na Croácia e a performance, em Portugal, é um tónico de confiança importante para Evans, que continua a ter o português Rui Soares como engenheiro. Ainda mais emocionante foi a discussão pelo derradeiro lugar do pódio.

    Dani Sordo conseguiu superar Takamoto Katsuta já na Power Stage e colocou a Hyundai no pódio final, minimizando, assim, os diferentes azares que foram afetando Thierry Neuville (5.º) e Ott Tänak (6.º).

    Ainda mais difícil foi a prova da M-Sport Ford. Aos 48 anos, Sébastien Loeb ainda foi um dos quatro líderes do rali – ao lado de Neuville, Evans e Rovanperä -, mas ficou de fora com aquilo que classificou como o “erro mais estúpido da minha carreira”, na sexta-feira. O jovem Pierre-Louis Loubet, a fazer a sua estreia na M-Sport, foi o melhor representante da equipa britânica, no sétimo lugar, logo na frente de Craig Breen (problemas de travões este domingo) e Adrien Formaux.

    No WRC2, Teemu Suninen (Hyundai) desperdiçou uma vitória que parecia certa, com um despiste na Power Stage, abrindo caminho para um triunfo inesperado de Yohan Rossel (Citroën). Os Skoda de Kajetan Kajetanowicz e Chris Ingram (vencedor Júnior) completaram o pódio final, numa prova onde Armindo Araújo (Skoda) foi quinto classificado, logo na frente de Ricardo Teodósio (Hyundai). Foi a 11.ª vez que o piloto de Santo Tirso foi o melhor português na prova ‘mundialista’ do ACP. Teodósio, por outro lado, já tinha ganho a ronda do Campeonato de Portugal de Ralis, que terminou na sexta-feira, com Ernesto Cunha (Peugeot) a ser o mais forte nos 2 Rodas Motrizes. Jean-Michel Raoux (Volkswagen) ganhou entre os Masters, Sami Pajari (Ford) fez o mesmo no WRC3 Júnior e Andres Marieyhara triunfou na Peugeot Rally Cup Ibérica.

    Vodafone Rally de Portugal – Classificação final

    1. Kalle Rovanperä (FIN)/Jonne Halttunen (FIN) Toyota GR Yaris Rally1                             3h44m19,2s 

    2. Elfyn Evans (GBR)/Scott Martin (GBR) Toyota GR Yaris Rally1                                              a 15,2s

    3. Dani Sordo (ESP)/Cándido Carrera (ESP) Hyundai i20 N Rally1                                             a 2m17,3s

    4. Takamoto Katsuta (JPN)/Aaron Johnston (IRL) Toyota GR Yaris Rally1                            a 2m19,4s 

    5. Thierry Neuville (BEL)/Martijn Wydaeghe (BEL) Hyundai i20 N Rally1                              a 2m37,8s

    6. Ott Tänak (EST)/Martin Järveoja (EST) Hyundai i20 N Rally1                                               a 4m45,7s

    7. Pierre-Louis Loubet (FRA)/Vincent Landais (FRA) Ford Puma Rally1                                  a 5m52,1s

    8. Craig Breen (IRL)/Paul Nagle (IRL) Ford Puma Rally1                                                             a 7m03,4s

    9. Adrien Fourmaux (FRA)/Alexandre Coria (FRA) Ford Puma Rally1                                      a 8m09,6s

    10. Yohan Rossel (FRA)/Valentin Sarraeud (FRA) Citroën C3 (WRC2)                      a 13m48,9s

  • Andrés Marieyhara / Ariday Bonilla vencem Copa Ibérica

    Feitas as contas, foi Andrés Marieyhara / Ariday Bonilla quem subiu ao lugar mais alto do pódio no final do rali, consagrando-se como terceiros vencedores do presente ano, somando, com isso, valiosos 25 pontos. Atrás deles ficou o 208 Rally4 de Ernesto Cunha / Rui Raimundo, a 25,6 segundos, relegando Diego Ruiloba / Andrés Blanco para o 3º lugar, já a mais de dois minutos, definindo os ocupantes deste terceiro pódio de 2022.

    Depois de um rali demolidor, composto por sete especiais tradicionais e mais duas superespeciais, uma a abrir e outra a fechar a contenda, festejou-se a vitória de Andrés Marieyhara / Ariday Bonilla. Após um rali repleto de indefinições, fruto das constantes alterações nos nomes dos ocupantes do primeiro lugar, a dupla do 208 Rally4 #95 era o espelho de um enorme cansaço, mas também de um extremo contentamento pelo resultado alcançado.

    “Estamos naturalmente felizes com este resultado na copa da PEUGEOT, que conseguimos depois de um dia muito complicado, em especial nos troços da manhã, com muito pó a manter-se no ar. À tarde a dificuldade adveio do estado dos troços, ainda mais destruídos depois de duas passagens”, referiu o uruguaio Andrés Marieyhara à chegada ao pódio, nas instalações da Exponor, em Matosinhos, no controlo que se definiu como final para a copa ibérica da PEUGEOT. “Mas sabíamos que tínhamos de aguentar e foi isso que fizemos, eu e o Ariday, levando um carro que aguentou tudo o que dele pedimos e nos deu esta alegria, que quero partilhar com toda a equipa, patrocinadores, amigos e familiares”.

    Em termos competitivos, o rali pautou-se pelas lutas pelas diversas posições, à imagem dos ralis que, ao longo dos últimos quatro anos e meio, têm integrado o calendário da copa. Seis pilotos conseguiram pelo menos uma vitória em troços: Hugo Lopes na ES1 e ES5, Raúl Hernández na ES2, Ernesto Cunha na ES3, Diego Ruiloba na ES4, Andrés Marieyhara na ES6 e ES7 e, finalmente, José Loureiro na ES9 (a ES8 foi neutralizada; não houve vencedor), registando-se nada menos do que cinco mudanças de comandante. Não houve estruturas de pódios repetidas nos top-3 dos tempos ao longo do dia.

    No final, ao pódio da copa no Vodafone Rally de Portugal subiram, logo atrás dos vencedores, Ernesto Cunha / Rui Raimundo, a 25,6 segundos, relegando Diego Ruiloba / Andrés Blanco para o 3º lugar, a 2 minutos e 3 segundos, resultados que, fruto de toda a dureza que hoje se viveu, quase se podem considerar também como vitórias.

    A manhã do segundo dia do Vodafone Rally de Portugal foi de enorme competitividade, com três especiais que, à passagem dos 208 Rally4 de duas rodas motrizes, já se encontravam algo revoltas, dificultando uma tarefa já composta de muito calor e pó acumulado no ar. Ainda assim, nessa primeira ronda por três troços houve outros tantos vencedores e igual número de mudanças de comandante.

    Se Hugo Lopes / Tiago Neves saíram de Coimbra com a magra vantagem de 1 décimo de segundo para Iago Gabeiras / Nestor Casal e mais outro décimo para Óscar Palomo / ‘Xavi’ Moreno logo os primeiros líderes se viram desterrados do topo do pódio, ao perderem mais de 25 segundos nos 12,03 km da ES2 – Lousã 1, caindo para lá do top-5.

    Neste primeiro troço do dia, os mais rápidos foram, assim, Raúl Hernández / Alberto Chamorro, impondo-se por 2 segundos a Gabeiras e por 3,9 segundos a Diego Ruiloba / Andrés Blanco. Gabeiras subia ao primeiro lugar, seguido de Ruiloba e Hernández. Seguiu-se a ES3 – Góis 1, 19,33 km que Ernesto Cunha / Rui Raimundo foram os mais lestos a cumprir, batendo Ruiloba por 4 segundos e Roberto Blach / Mauro Barreiro por 9,2. Ruiloba assumia a liderança da copa, seguido de Blach e Cunha. Nos demolidores 18,72 km da ES4 – Arganil 1 houve novo vencedor, com Ruiloba a bater Blach por 7,2 segundos e Hernández por uns mais expressivos 14,1 segundos.

    Na frente tudo ficado na mesma, terminando-se a secção matinal com Ruiloba a liderar a contenda, com 14,1 segundos sobre Blach e 27,2 sobre Cunha. Atrás deles as diferenças eram já bem mais espaçadas, em minutos, fruto do andamento mais cauteloso de alguns e problemas de outros, manhã que deu uma machadada em dois candidatos à vitória: Óscar Palomo e Ricardo Sousa, ambos logo na ES2.

    Após passagem pelo Parque de Assistência para minimizar os danos e retemperar forças, repetiam-se os mesmos três troços, completando-se, depois, o dia com uma ida a Mortágua e, a fechar, à especial-espetáculo de Lousada.

    Hugo Lopes voltou aos melhores tempos, depois da vitória na SuperEspecial de ontem à noite, impondo-se na Lousã 2 (ES5), troço em que Andrés Marieyhara / Ariday Bonilla subiram pela primeira vez ao top-3 dos tempos, com um 2º melhor registo que, de uma assentada, os fez subir três lugares na classificação, até ao 3º posto. Mas também houve penalizações por atraso e novas desistências, aqui capitulando Gabeiras e Hernández. Já Ruiloba mantinha-se na liderança.

    Eram, nesta altura, oito os 208 Rally4 ainda em liça, número que conseguiu ultrapassar, com dificuldade variável, os autênticos sulcos da segunda ida a Góis 2 (ES6). Foi um troço onde Marieyhara se tornou no quinto piloto mais rápido (em seis especiais percorridas). Ao contrário, Ruiloba perdia muito tempo e, com isso, a liderança da copa, posição que Cunha assumia, tornando-se, assim, no quarto líder diferente entre o plantel da PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA.

    Veio depois Arganil 2 (ES7), com os ainda mais difíceis 18,72 km que voltaram a fazer estragos, levando ao abandono de Blach, o ‘Campeão’ da Temporada 1. Do lado oposto Andrés Marieyhara continuava em destaque, não só bisando nas vitórias em troços, como roubando o 1º lugar a Cunha, que aqui perdeu mais de um minuto.

    Finda mais esta secção do Vodafone Rally de Portugal e a geral da PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA apresentava, assim, Andrés Marieyhara na liderança, com uma (aparentemente) confortável vantagem de 23,8 segundos sobre Ernesto Cunha e 54,7 segundos sobre Diego Ruiloba. Seguiam-se os 208 Rally4 de José Loureiro, Luis Morais, Hugo Lopes e Paulo Roque, já com muitos minutos acumulados.

    Faltavam ainda os 18,16 km da única visita a Mortágua (ES8) e depois cumprir-se os 3,36 km de Lousada (ES9), a segunda e última especial-espetáculo integrada no percurso da copa ibérica, um troço de características bem mais suaves. Só que a organização da prova neutralizou o penúltimo troço que, para os pilotos dos 208 Rally4, teria o estatuto de Power Stage, impedindo a atribuição dos respetivos pontos.

    Assim sendo, já com as rampas de faróis ligadas, os sete 208 Rally4 evoluíram no traçado de Lousada, dando o espetáculo possível ao que haviam sofrido ao longo do dia. Para os registos ficou o melhor tempo de José Loureiro (sexto vencedor diferente, em oito troços) e, dadas as já enormes diferenças de tempo entre os concorrentes ainda em prova, não se verificaram alterações de monta.

    Andrés Marieyhara e o seu navegador espanhol Bonilla Ariday festejavam, assim, a vitória, tornando-se nos terceiros vencedores diferentes da PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA 2022, depois de Ruiloba / Blanco o terem conseguido no Rali de Mortágua, e de Palomo / ‘Xavi’, eles que venceram o Rallye Serras de Fafe, mas que aqui somaram zero pontos. Com isso, os vencedores do Vodafone Rally de Portugal subiram ao 3º lugar da copa, nos rankings de Pilotos e Navegadores.

    Somadas as pontuações desta terceira jornada de 2022, continuam a surgir no topo dos rankings de Pilotos e Navegadores os nomes de Diego Ruiloba e Andrés Blanco (59 pontos), estando agora reduzida a cinco pontos a diferença para Ernesto Cunha e Rui Raimundo (54 pontos), eles que também se mantêm como vice-líderes da PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA 2022.

    Atrás deles estão, agora, os vencedores deste terceiro rali do ano, Andrés Marieyhara e Bonilla Ariday (42 pontos), José Loureiro / Valter Cardoso (34 pontos) e Óscar Palomo e ‘Xavi’ Moreno (25 pontos) na 5ª posição. Estão neste momento classificados 12 Pilotos e 12 Navegadores, de um total de 19 nomes de cada escalão que, este ano, já participaram em pelo menos um rali.

    Nas Equipas, a Racing Factory (80 pontos) reforçou o pecúlio pontual, sendo seguida da TRS (62 pontos) e Terra Training (56 pontos). Mavisa (33 pontos) e Prolama (25 pontos) fecham o grupo das estruturas oficialmente inscritas para pontuar na copa. (Ver detalhe nas Tabelas de Pontuações em anexo).

    Este rali marca o final da fase de terra e, também, da ronda lusa da PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA 2022, seguindo a segunda metade desta Temporada 5 da copa para Espanha, a partir de agora só em pisos de asfalto: Rallye de Ourense (17 e 18 junho) e Rallye Villa de Llanes (23 e 24 setembro), terminando noutro palco do WRC, o RallyRACC Catalunya – Costa Daurada / Rally de España, que aproveitará os dois primeiros dias para a definição dos resultados da copa.

  • Elfyn Evans lidera Vodafone Rally de Portugal após dia muito duro

    Vencedor da prova em 2021, o britânico Elfyn Evans apresentou, esta sexta-feira, a candidatura a um segundo triunfo consecutivo no Vodafone Rally de Portugal, terminando o dia com 13,6 segundos de vantagem sobre o seu companheiro na Toyota, Kalle Rovanperä. O veterano Dani Sordo, terceiro classificado, é o resistente da Hyundai, numa etapa que condenou as aspirações de três campeões do Mundo: Sébastien Loeb (que ainda chegou a passar pela liderança), Sébastien Ogier e Ott Tänak.

    O melhor rali do mundo é, provavelmente, também um dos mais duros. As primeiras especiais de terra da nova era dos WRC híbridos mostraram que o Vodafone Rally de Portugal é um desafio único, a diferentes níveis. Até lendas do automobilismo mundial, como Sébastien Loeb e Sébastien Ogier, não conseguiram superar a exigência da primeira das três etapas do rali. 

    Aos 48 anos, Loeb deu uma lição de classe na última classificativa da manhã, a primeira passagem por Arganil, onde o francês da M-Sport Ford bateu toda a concorrência e passou a liderar a prova, por 0,5s. Só que o ‘estado de graça’ do alsaciano, nove vezes campeão do Mundo, só durou mais 20 metros no troço seguinte. Logo na primeira curva da especial da Lousã, segundos após ter arrancado, Loeb deu um toque numa barreira de betão, que partiu a suspensão traseira do Ford Puma Rally1. “Foi o erro mais estúpido da minha carreira”, afirmou, desolado, o veterano piloto francês. Primeiro Sébastien ‘out’. 

    Seguiu-se Sébastien Ogier. O recordista de vitórias em Portugal regressou ao WRC para receber novo banho de multidão… e tentar desempatar com Markku Alén. Numa secção da tarde demolidora – com o quarteto Lousã, Góis, Arganil e Mortágua -, Ogier foi um dos pilotos que arriscou partir para essa secção só com um pneu suplente na mala do Toyota, tentando poupar 20 kg de peso no carro. Erro fatal. Embora vencendo a primeira especial da tarde, o francês furou na classificativa seguinte (Góis 2) e, logo a seguir, em Arganil 2, sendo obrigado a abandonar por não ter mais nenhum pneu suplente. 

    O terceiro campeão do Mundo a ficar fora da luta pela vitória foi Ott Tänak. O estónio da Hyundai estava a 10,8s da liderança quando furou na sexta classificativa do dia (Góis 2) e passou a estar a 1m53s de Elfyn Evans. Tal como Ogier, Tänak voltou a furar em Arganil 2, mas tinha um segundo pneu suplente no i20 N Rally1 e conseguiu completar o dia no 10.º lugar da geral, mas já a 3m38s do líder. 

    Thierry Neuville passou, então, a concentrar as atenções da Hyundai, mas o belga entrou no troço de Mortágua a 7s do primeiro lugar… e saiu de lá a 1m32s! Na ligação para esse troço, o Hyundai de Neuville teve problemas de transmissão, que depois se viriam a agravar durante a classificativa, fazendo a Super Especial de Lousada só com três rodas motrizes. 

    No meio desta hecatombe, os Toyota de Elfyn Evans e Kalle Rovanperä emergiram do pó na frente da geral e escaparam à hecatombe de furos, com o galês a aproveitar a posição de partida (nono na estrada) para chegar ao final do dia com 13,6s de vantagem sobre o menino-prodígio dos ralis mundiais.  

    during the Rally de Portugal 2022, 4th round of the 2022 WRC World Rally Car Championship, from May 19 to 22, 2022 at Matosinhos, Portugal – Photo Paulo Pacheco / ACP

    A ‘limpar’ a estrada durante 121,67 quilómetros demolidores, Rovanperä mostrou o talento que o levou ao topo do Mundial com apenas 21 anos, representando uma séria ameaça a Evans na etapa deste sábado.  

    Dezoito anos mais velho do que Rovanperä, o experiente Dani Sordo ‘segurou’ as esperanças da Hyundai em subir ao pódio junto à praia de Matosinhos, no próximo domingo. O espanhol está a 44,4s de Evans, mas, a partir de amanhã (sábado), não terá a uma posição de partida tão vantajosa face aos Toyota, tendo, por outro lado, 5,2s de vantagem sobre outro Yaris GR Rally1, o do japonês Takamoto Katsuta. 

    Photo Paulo Maria / ACP

    Se o dia da Hyundai foi complicado, o da M-Sport Ford foi ainda pior. Depois do ‘hara kiri’ de Sébastien Loeb na Lousã, Craig Breen também se atrasou com um pião na PE8 (Mortágua), estando nesta altura no 8.º lugar. Gus Greensmith é o melhor representante da equipa britânica, no 5.º posto, mas já a mais de um minuto de Elfyn Evans. 

    No WRC2, o líder do campeonato, Andreas Mikkelsen (11º na geral), colocou o seu Skoda na frente após um furo no Hyundai de Teemu Sunninen. Os dois entram para o penúltimo dia separados por 37 segundos, com Yohan Rossel (Citroën) no terceiro posto e como espectador atento deste duelo. 

    Amanhã, sábado, as equipas têm pela frente o dia mais longo do Vodafone Rally de Portugal, com um total de 159,14 quilómetros cronometrados, entre o Minho e a Foz do Douro. O programa desta segunda etapa, contempla três duplas passagens pelas classificativas de Vieira do Minho, Cabeceiras de Basto e Amarante, esta última com partida de Mondim de Basto. 

    O dia termina com a Super Especial do Porto, na Foz do Douro, com início previsto para as 19h03. Antes, e tal como sucedeu em Coimbra e Lousada, o público ainda pode assistir a uma prova de Clássicos Desportivos e ao desfile de alguns dos mais míticos carros que fizeram a história do Mundial de Ralis nestes últimos 50 anos. 

    Vodafone Rally de Portugal – Classificação após PE9: 

    1. Elfyn Evans (GBR)/Scott Martin (GBR) Toyota GR Yaris Rally1                      1h25m43.3s 

    2. Kalle Rovanperä (FIN)/Jonne Halttunen (FIN) Toyota GR Yaris Rally1          a 13,6s   

    3. Dani Sordo (ESP)/Candido Carrera (ESP) Hyundai i20 N Rally1                      a 44,4s 

    4. Takamoto Katsuta (JPN)/Aaron Johnston (IRL) Toyota GR Yaris Rally1        a 49,6s   

    5. Gus Greensmith (GBR)/Jonas Andersson (SWE) Ford Puma Rally1               a 1m00,7s 

    6. Pierre Louis Loubet (FRA)/Vincent Landais (FRA) Ford Puma Rally1             a 1m15,6s 

    7. Thierry Neuville (BEL)/Martijn Wydaeghe (BEL) Hyundai i20 N Rally1         a 1m46,4s  

    8. Craig Breen (IRL)/Paul Nagle (IRL) Ford Puma Rally1                                       a 1m49,3s 

    9. Adrien Fourmaux (FRA)/Alexandre Coria (FRA) Ford Puma Rally1                a 2m03,6s 

    10. Ott Tänak (EST)/Martin Järveoja (EST) Hyundai i20 N Rally1                      a 3m38,4s 

    Programa para sábado, dia 21 de maio de 2022 

    06h04 – Partida da Exponor (Matosinhos) 

    08h08 – SS 10 – Vieira do Minho 1 (17,48 km) 

    09h08 – SS 11 – Cabeceiras de Basto 1 (22,03 km) 

    09h54 – SS 12 – Amarante 1 (37,24 km) 

    12h16 – Parque de Assistência na Exponor (Matosinhos) 

    14h38 – SS 13 – Vieira do Minho 2 (17,48 km) 

    15h38 – SS 14 – Cabeceiras 2 (22,03 km) 

    16h54 – SS 15 – Amarante 2 (37,24 km) 

    19h03 – SS 16 – Porto/Foz (3,30 km) 

    19h33 – Parque de Assistência na Exponor (Matosinhos) 

  • Ricardo Teodósio vence CPR no Vodafone Rally de Portugal

    Ricardo Teodósio venceu a competição relativa ao CPR na 55ª edição do Vodafone Rally de Portugal. Uma prova que ficou marcada pelo calor, pelo pó e, acima de tudo, pela dureza do piso, que acabou por provocar inúmeros furos que se revelaram decisivos para a classificação final.

    A grande regularidade e a ausência de “incidentes” ao longo das oito especiais, combinada com a reconhecida rapidez do piloto algarvio, foi o segredo para a supremacia, numa prova marcada pela dureza do piso e muito decidida pelos inúmeros furos que afetaram a maioria dos pilotos nacionais. Com a desistência, na segunda passagem pela Lousã, de Bruno Magalhães, que tinha vencido a especial anterior, com uma suspensão partida, a luta no CRP passou a ser entre Ricardo Teodósio e Armindo Araújo.

    Mesmo não tendo alcançado a primeira posição final, Armindo Araújo e Luís Ramalho terminaram a etapa, pontuável para o CPR, com a certeza de que tudo fizeram para lutar por mais uma vitória na presente temporada. Dois furos, em duas especiais seguidas (Arganil e Lousã) impediram-nos de ir além da segunda posição, mas a vitoria na power stage e o reforço da liderança do campeonato, fazem com que a dupla do Skoda Fabia Rally 2 termine o dia com um ligeiro sabor a vitória.

    Miguel Correia também viu a prova condicionada por um furo, no seu caso, na PE de Lousã 2. Mas o regular e rápido piloto de Braga, ao volante de um Skoda Fabia Rally2, conseguiu chegar à terceira posição no CPR.

    José Pedro Fontes também passou por uma série de infortúnios, tendo “rolado no pó” de Bruno Magalhães quando este desistiu, furando logo depois. O piloto portuense não baixou os braços, e apesar do atraso sofrido, respondeu com o segundo melhor tempo na segunda passagem pela Lousã e com as vitórias nas especiais de Góis 2 e Arganil 2.

    A prova a contar para o CPR ficou ainda marcada pelo incidente que envolveu Manuel Castro, na ligação entre as especiais de Arganil 2 e Mortágua, quando o Skoda Fabia R5 se incendiou. Um infortúnio que, felizmente, não teve quaisquer outras consequências que não fossem os danos materiais e o óbvio desalento do piloto.

  • Rali de Portugal: Pedro Almeida abandonou na Lousã

    Um problema com a direção do Skoda Fabia no final da quinta classificativa do Rally de Portugal obrigou ao abandono de Pedro Almeida e Mário Castro, quando a dupla havia alcançado no final da Lousã o terceiro lugar à geral do CPR-Campeonato de Portugal de Ralis.

    «É frustrante porque estávamos a fazer um rali em crescendo, no nosso ritmo e no final da etapa até tínhamos alcançado o terceiro lugar mas não dava para continuar e estar à partida da sexta classificativa» disse o piloto.

    Pedro Almeida explicou depois as razões do problema «foi uma falha da caixa de direção, consequência de um furo que tivemos na especial».

    O piloto lamentou a forma como a dupla foi forçada a abandonar, mas com a certeza de que o Rally de Portugal até ali foi positivo. «Sabemos das dificuldades, saímos muito atrás, com pisos degradados à nossa passagem e isto faz parte da prova, mas até ali estávamos a andar bem, focados no que eram os nossos objetivos e o abandono, quando estávamos na P3 do CPR, é elucidativo do que fizemos de positivo na prova», disse Pedro Almeida.

    No final Pedro Almeida deixou ainda agradecimento ao público. «Este continua a ser um rali especial e o agradecimento ao público pelo apoio. Agora vamos juntar-nos à caravana e torcer por fora, assistindo com responsabilidade à prova».

  • Sébastien Loeb comanda Vodafone Rally de Portugal

    Com uma exibição notável em Arganil, o Sébastien Loeb (Ford) emergiu do pó na frente do Vodafone Rally de Portugal, na manhã desta sexta-feira. Elfyn Evans (Toyota) termina a primeira secção do dia a 0,5s do francês, com Thierry Neuville (Hyundai) no terceiro lugar, a 3,3s de Loeb.

    Os primeiros troços competitivos de terra da era Rally1 mostraram o equilíbrio de forças entre as três equipas oficiais do WRC. Os melhores representantes de M-Sport Ford (Loeb), Toyota (Evans) e Hyundai (Neuville) terminam os primeiros três troços ‘a sério’ do Vodafone Rally de Portugal – 50,02 quilómetros no total – separados por 3,3s. E no meio do pó que marcou a primeira passagem por Lousã, Góis e Arganil, Sébastien Loeb voltou a mostrar por que é uma lenda do automobilismo mundial, passando para a frente do rali por 0,5s… aos 48 anos.

    Foi no mítico troço de Arganil, ao longo dos 18,72 quilómetros traçados na Serra do Açor, que Loeb ‘abriu’ o livro e ganhou 2,8s a Thierry Neuville, o segundo mais rápido, e nada menos de 10,6s a Elfyn Evans, destronando o galês – vencedor em Portugal no ano passado – da liderança da prova. Neuville e o Hyundai i20 N Rally1 estão no terceiro lugar, com Ott Tänak no quarto posto a 5,7s, apesar de algumas queixas sobre a afinação do seu Hyundai.

    Primeiro na estrada, logo, em teoria, o mais prejudicado nestas condições de piso, Kalle Rovanperä conseguiu perder ‘apenas’ 5,7s para Loeb, estando logo na frente do seu companheiro na Toyota, Sébastien Ogier. O recordista de vitórias em Portugal – em igualdade com Markku Alén – termina a manhã a 6,7s de Loeb. Ou seja, os seis primeiros classificados do Vodafone Rally de Portugal estão separados por 6,7s após quatro classificativas (contando com a Super Especial de Coimbra, disputada ontem).

    No WRC2, o finlandês Teemu Suninen (Hyundai i20 N Rally2) lidera um extenso e competitivo pelotão de 43 inscritos, com 11s de avanço sobre o líder do campeonato, Andreas Mikkelsen (Skoda Fabia Rally2 evo).

    O espetáculo promete para a secção da tarde, onde a degradação dos troços vai ser mais evidente, num dia que deverá terminar em apoteose, na popular Super Especial de Lousada (19h03).

  • Armindo Araújo lidera CPR no Rali de Portugal

    Depois de ter sido o mais rápido no Shakedown, realizado esta manhã em Baltar, Armindo Araújo voltou a impor-se na Super Especial de Coimbra, a grande novidade da edição 2022 do Rali de Portugal e que marcou o arranque da prova organizada pelo ACP.  

    O piloto de Santo Tirso, acompanhado por Luís Ramalho, começou com o pé direito a quarta prova da temporada e estava, no final da passagem por Coimbra, muito satisfeito com forma como iniciou a sua participação m Rali de Portugal. “Conseguimos, no shakedown desta manhã, sermos os mais rápidos entre os portugueses e esse bom ritmo ficou demonstrado aqui nesta Super Especial de abertura que foi um verdadeiro sucesso. Ainda faltam todas as classificativas de amanhã para conseguir chegar ao nosso primeiro objetivo, e começar na frente é sempre bom. Estamos muito confiantes”, disse Armindo Araújo.

    Bruno Magalhães colocou o seu Hyundai i20 N Rally2 no segundo lugar, tendo sido 1,6 mais lento do que Araújo. O campeão nacional em título, Ricardo Teodósio (Hyundai i20 N Rally2) foi o terceiro mais rápido em Coimbra, a 2,7s de Armindo Araújo, enquanto Miguel Correia (Skoda Fabia Rally2 evo) ficou a 4,2s do líder do CPR. 

    A etapa pontuável para o Campeonato de Portugal de Ralis, começou com a disputa da Super Especial de Coimbra, e contará com mais oito especiais de classificação. Dupla passagem por Lousã, Gois e Arganil antecedem a visita à especial de Mortágua (Power Stage) e à Super Especial de Lousada, que ditará o vencedor deste Rali de Portugal no que às contas nacionais diz respeito.

  • Thierry Neuville é o primeiro líder do Vodafone Rali de Portugal

    Na estreia da Super Especial de Coimbra no Vodafone Rally de Portugal, a cidade do Mondego coroou Thierry Neuville (Hyundai i20 N) como o primeiro líder da 55ª edição da prova organizada pelo ACP, enquanto Armindo Araújo (Skoda Fabia) foi o melhor português.

    Na véspera da abertura da Queima das Fitas, a cidade de Coimbra acolheu o Vodafone Rally de Portugal, com uma inédita e espetacular Super Especial que abriu as “hostilidades” da 55ª edição da prova. Um dia pleno de emoções que ficou na memória dos cerca de 22 mil espetadores que se espalharam pelos 2,82 quilómetros de percurso desenhado junto às margens do rio Mondego. Amanhã, os pilotos têm pela frente 121,67 quilómetros disputados ao cronómetro, percorridos em oito classificativas, sete das quais realizadas no Centro do país. 

    Aos comandos de um Hyundai i20 N, Thierry Neuville foi o piloto mais rápido na Super Especial de Coimbra. “Ainda estamos a descobrir o carro, mas foi uma bela forma de começar o rali, com uma verdadeira multidão e um excelente ambiente. Espero uma boa luta nos próximos dias”, sublinhou o piloto belga, que bateu o colega de equipa, Ott Tänak, o segundo mais rápido, por escassos seis décimos de segundo. O irlandês Craig Breen (Ford Puma) estabeleceu o 3º melhor tempo, à frente do seu colega de equipa, Gus Greensmith e de Sèbastien Ogier (Toyota GR Yaris).  

    O líder do mundial, o jovem Kalle Rovanperä (Toyota GR Yaris) foi o 6º mais rápido, precedendo o japonês Takamoto Katsuta (Toyota GR Yaris), Sébastien Loeb (Ford Puma), o vencedor da edição do ano passado da prova, Elfyn Evans (Toyota GR Yaris) e o francês Adrien Fourmaux (Ford Puma), que encerrou o grupo dos 10 primeiros. 

    No extenso e competitivo pelotão do WRC2 (43 inscritos), Kajetan Kajetanowicz (Skoda Fabia Rally2 evo) foi o mais rápido em Coimbra, com o polaco a ser 0,3s mais rápido do que Yohan Rossel (Citroën C3 Rally2) e 0,04s mais rápido do que o líder do Mundial, Andreas Mikkelsen (Skoda Fabia Rally2 evo). 

  • Evans mais rápido no Shakedown em Baltar

    Já em condições de competição, o Shakedown de Baltar (Paredes), marcou o «início oficioso» do 55.º Vodafone Rally de Portugal, voltando a atrair milhares de entusiastas, que encheram as bancadas e o recinto da antiga pista de ralicross. Um excelente espetáculo e um prenúncio para a Super Especial de Coimbra, com partida marcada para as 19h03 de hoje. 

    Elfyn Evans, num Toyota GR Yaris Rally 1, estabeleceu o tempo mais rápido no Shakedown do 55.º Vodafone Rally de Portugal, disputado na manhã desta quinta-feira. O piloto galês demorou 2m56,1s a completar a sua terceira passagem pelo troço, em piso misto de asfalto e terra, de 4,55 quilómetros, disputado em Baltar, no concelho de Paredes. 

    O galês precisa de um bom resultado em Portugal para poder relançar a candidatura ao título, após duas desistências e uma pontuação discreta na Croácia: “É sempre uma ajuda estar numa posição recuada na estrada, pelo que temos de tirar o maior partido desse facto. Fomos melhorando à medida que o piso se tornou menos escorregadio e vamos esperar para ver como será no rali”. 

    Ao volante de um Ford Puma Rally 1, Craig Breen foi o segundo mais rápido, com mais quatro décimas do que Evans: “O carro dá-me boas sensações”, disse. Seguiu-se Ott Tänak (Hyundai i20 N Rally 1), com mais 0,3s. “É um fim-de-semana longo e como é nossa primeira prova na terra com o novo carro, não sabemos bem o que esperar. Temos apenas que descobrir as coisas e ver como corre”, disse o estónio. 

    Thierry Neuville (Hyundai i20 N Rally 1) foi o quarto mais rápido, a apenas uma décima de Tänak, mostrando-se igualmente cauteloso relativamente a prognósticos: “É difícil dizer. A primeira coisa a fazer é conseguir uma boa sensação com o carro na terra. Temos de olhar para a frente, porque vai ser um fim-de-semana desafiante e vamos ter de fazer muita limpeza dos troços no primeiro dia. Mas vamos tentar forçar e ver o que é possível fazer”. 

    Num Ford Puma Rally 1, Pierre-Louis Loubet estabeleceu o quinto melhor «crono». “Tenho uma boa sensação. O carro está muito bem e desfrutei destes quilómetros. Vou tentar adaptar-me aos poucos, ao longo do fim-de-semana, porque há muito tempo que não faço uma boa prova”, reconheceu. 

    Ao volante de um Hyundai i20 N Rally 1, Dani Sordo foi sexto, com mais uma décima do que Loubet. “Sinto-me bem. O desempenho do carro é excelente e estou contente com o set-up e com o equilíbrio”, disse o espanhol. Seguiu-se, também a uma décima, Sébastien Ogier: “O carro dá boas sensações e temos de começar a entrar no ritmo novamente. Está um pouco escorregadio com os pneus duros, mas vamos tentar melhorar lentamente”. 

    Kalle Rovanperä (“decididamente, com os pneus duros não foi nada mau, está tudo bem”), Gus Greensmith (“o carro dá-me boas sensações”), Sébastien Loeb (“estamos apenas a tentar reencontrar o ritmo. Fizemos uns bons reconhecimentos, mas testámos pouco, pelo que continuámos a trabalhar um pouco, esta manhã”), Takamoto Katsuta (“está tudo bem”) e Adrien Fourmaux (“é um rali mesmo muito bom e também é bom regressar aos pisos de terra. Vai ser interessante ver como está cada um dos rivais e tenho a certeza de que vou desfrutar”) encerraram, por esta ordem, o lote dos 12 pilotos Rally1. 

    Os pilotos do WRC2 também foram para a estrada nos primeiros 90 minutos da prova teste e Teemu Suninen foi o mais rápido, com o tempo de 3m03,5s, gastando menos meio segundo do que Oliver Solberg na passagem mais rápida de ambos. Armindo Araújo foi o melhor português, com 3m09,3s.  

    Resta dizer que se é difícil fazer comparações entre troços de ano para ano, mesmo se as condições climatéricas e do terreno são idênticas, mais difícil ainda se torna quando têm dimensões diferentes, como é o caso do Shakedown que, este ano, tem menos 250 metros do que no ano passado (4,55 km contra os 4,8 km de 2021). 

    Mesmo assim, os tempos são sempre uma referência e a tentação da comparação é inevitável, mais ainda quando estamos na presença de carros Rally1 híbridos muito diferentes dos do ano passado. A primeira conclusão é a de que parecem ser mais rápidos, já que o melhor registo deste ano, que ficou com Elfyn Evans, é quase 10 segundos mais rápido do que o do ano passado, que também lhe pertenceu: 2m56,1s contra 3m05,9s. 

    Um «crono» pouco justificável apenas pela diferença de uma extensão inferior em 250 metros, mesmo ressalvando sempre que as comparações nestes casos funcionam como mera referência. 

    Tempos no Shakedown do 55.º Vodafone Rally de Portugal

    1. Elfyn Evans/Scott Martin                              Toyota GR Yaris Rally1            2m56,1s 

    2. Craig Breen/Paul Nagle                                 Ford Puma Rally1                    2m56,5s 

    3. Ott Tänak/Martin Järveoja                            Hyundai i20 N Rally1               2m56,8s 

    4. Thierry Neuville/Martin Wydaeghe             Hyundai i20 N Rally1               2m56,9s 

    5. Pierre-Louis Loubet/Vincent Landais           Ford Puma Rally1                    2m57,2s 

    6. Dani Sordo/Cándido Carrera                        Hyundai i20 N Rally1               2m57,3s 

    7. Sébastien Ogier/Benjamin Veillas                Toyota GR Yaris Rally1            2m57,4s 

    8. Kalle Rovanperä/Jonne Halttunen               Toyota GR Yaris Rally1            2m57,7s 

    9. Gus Greensmith/Jonas Andersson               Ford Puma Rally1                    2m58,1s 

    10. Sébastien Loeb/Isabelle Galmiche             Ford Puma Rally1                    2m58,5s 

    11. Takamoto Katsuta/Aaron Johnston           Toyota GR Yaris Rally1            2m58,9s 

    12. Adrien Fourmaux/Alexandre Coria         Ford Puma Rally1                      3m01,9s