A dupla do Citroën Vodafone Team apresenta-se no Vodafone Rally de Portugal com dois objetivos distintos: por um lado discutir os lugares de topo da jornada pontuável para o Campeonato de Portugal de Ralis 2022; por outro, lutar pelo sempre apetecível lugar de “Melhor Equipa Portuguesa” naquele que é o rali nacional de maior prestígio, pontuável para o WRC.
Por muitos, tida como a “Festa dos Ralis” por excelência no nosso país, atraindo uma moldura humana fora do comum, o Vodafone Rally de Portugal é, por isso, diferente dos demais ralis nacionais, quanto mais não seja pelo facto de ser uma jornada do calendário do Campeonato do Mundo de Ralis (WRC). Tal dá-lhe um cunho especial face a outros eventos, igualmente importantes, que se realizam no nosso país, seja na vertente Continental ou nas Regiões Autónomas dos Açores e Madeira e que, à sua dimensão, merecem também destaque pelo trabalho das respectivas organizações.
Mas não só, pois o Vodafone Rally de Portugal partilha com o Citroën Vodafone Team o seu patrocinador principal, tendo, assim, uma importância acrescida, quer em termos de visibilidade, como de resultados, que por inerência da sua atual estrutura poderão ser obtidos em duas vertentes: a do Campeonato de Portugal de Ralis (CPR), aproveitando os dois primeiros dias, e como um todo, lutando-se pela sempre apetecível posição de “Melhor Equipa Portuguesa”.
São, por isso, estes os dois principais objectivos da dupla José Pedro Fontes e Inês Fontes que, uma vez mais, apostam na fiabilidade e robustez do C3 Rally2 para os atingirem: “É, de facto e antes de mais, a festa dos ralis por excelência, por toda a áurea que envolve o Vodafone Rally de Portugal, prova com a qual temos uma responsabilidade adicional, pelo facto de a nossa equipa Citroën Vodafone Team defender as mesmas cores do patrocinador”, refere o piloto do Porto.
“Fruto das suas características – é um rali longo, de quatro dias, três dos quais bastante exigentes em termos de condução – temos, por isso, que adoptar um ritmo que, por um lado nos permita, ir ao encontro dos objetivos que definimos para a presente época, de conquista dos títulos de Pilotos e Navegadores do CPR, por outro alcançar um resultado de relevo no final do rali, como um todo. Há, assim, que fazer essa gestão, lutando pelos pontos do CPR nos icónicos troços de sexta-feira, de que gosto particularmente, nomeadamente os das regiões de Arganil e de Mortágua, progredindo, depois, para outras das catedrais dos ralis nacionais, tais como Vieira do Minho, Amarante ou Fafe, sem diminuir a importância das restantes especiais”.
Há ainda que gerir o ímpeto nos troços-espetáculo desta edição da nossa prova máxima de estrada, três no total: “Claro que gostaríamos de proporcionar o maior espetáculo nas SuperEspeciais, mas muitas vezes isso tem um custo associado que pode deitar por terra todo um trabalho de preparação de vários meses”, recorda José Pedro Fontes. “Coimbra e Porto têm características mais citadinas, com o que tal acarreta; já Lousada é num circuito fechado, já bem conhecido mas, ainda assim, com as suas ratoeiras. Sem elevar demasiado a fasquia, vamos abordá-las com o máximo de cuidado, atacando onde pudermos e refreando-nos nos locais mais problemáticos, para que no domingo possamos subir ao pódio final do rali e, quem sabe, nessa tal posição de Melhores Portugueses. Era um prémio bem merecido para toda a equipa, pelo qual vamos lutar”.
Quarta prova pontuável para o Campeonato de Portugal de Ralis (CPR) e, também, para o Mundial de Ralis (WRC), o Vodafone Rally de Portugal vai para a estrada esta noite e até ao início da tarde de domingo (19 a 22 de maio), naquele que será o quarto e último rali de terra da época, ficando por correr o mesmo número de provas em asfalto, piso onde o C3 Rally2 terá uma palavra substancial a dizer.
“Em termos de preparação, o nosso C3 Rally2 tem contado com as mais recentes afinações, de entre o conjunto de ‘set-ups’ que a Citroën Racing tem disponível para os seus clientes, e que nos permitiu lutar pelos melhores lugares do CPR, nos três ralis já realizados. É certo que, por razões diversas, os resultados ficaram um pouco aquém do que esperávamos, algo que vamos tentar inverter não só agora no Vodafone Rally de Portugal, como na segunda parte do campeonato, composta por quatro jornadas em asfalto. Sabemos que contamos com um produto fiável e muito competitivo, pelo que até final do ano iremos, decerto, poder elevar bem alto as cores não só da Citroën e da Vodafone, como dos nossos demais apoiantes, ExpressGlass, Pirelli e Quartz”, acrescenta Fontes.
Somadas as pontuações dos três primeiros ralis do presente ano, José Pedro Fontes e Inês Ponte ocupam as quartas posições no CPR 2022, nos rankings dos Pilotos e Navegadores, estando ambos a 14 pontos do lugar mais baixo do pódio provisório e a 32 da dupla que os lídera, distâncias ainda perfeitamente recuperáveis.
No Vodafone Rali de Portugal, o jovem piloto galego, que será acompanhado por Néstor Casal no Peugeot 208 Rallye4 da The Racing Factory, quer deixar para trás o infortúnio do arranque da época e assumir-se como protagonista da luta pelo triunfo na Peugeot RallY Cup Ibérica.
Iago Gabeiras corre este ano integrado na estrutura da The Racing Factory, tendo como objetivo impor o seu Peugeot 208 Rally4 na edição 2022 da competição ibérica organizada pela marca francesa.
Justamente apontado como um dos favoritos, Iago Gabeiras enfrentou vários problemas nas duas primeiras provas do calendário, ocupando atualmente o 8º lugar da geral da competição, com 13 pontos conquistados no Rali de Mortágua, única prova que logrou concluir.
Em Fafe, prejudicado pela sua posição na estrada, era 7º nas contas da Copa quando foi forçado a abandonar. Já na segunda jornada, um problema mecânico condicionou a sua prestação e Gabeiras ficou apenas no 5º lugar final na prova do Clube Automóvel do Centro, apesar de ter rubricado tempos entre os três primeiros em vários troços.
Como tal, a edição 2022 do Vodafone Rali de Portugal, cuja competição reservada à Peugeot Rally Cup Ibérica desenrola-se apenas amanhã, quinta e ainda sexta-feira, em 9 especiais cronometradas, com cerca de 125 quilómetros, apresenta-se como “muito importante para as nossas ambições na Copa. Depois da desistência em Fafe e do 5º posto em Mortágua, não nos podemos atrasar mais e temos consciência de que só a vitória ou, pelo menos, um pódio nos recolocará na luta por um lugar de topo no fecho do campeonato”, assume Iago Gabeiras na antevisão à prova lusitana do mundial de Ralis.
Até porque, Gabeiras não esconde que “os nossos objetivos não mudaram. Continuamos a querer ganhar e, enquanto existirem possibilidades matemáticas de vencer a Copa, vamos dar tudo para estar na luta e dar a volta a este começo de época menos feliz”.
Quanto ao que tem pela frente, Iago Gabeiras descreve um cenário difícil: “é a nossa estreia na prova, mas, pelo que pudemos ver em vídeos, os troços ficam muito estragados com a passagem dos WRC e será muito complicado andarmos a fundo. Teremos que encontrar um ritmo forte, mas seguro e controlado, para evitar todas as armadilhas e conseguir estar sempre com o carro em condições de sermos competitivos”.
Como tal, o piloto galego tem clara noção de que “será um rali duro e difícil, quer pelo percurso, quer porque vamos enfrentar adversários muito mais conhecedores do terreno. Mas, vamos querer estar na luta pela liderança até ao fim!”.
O Rali de Portugal marca também o começo da parceria com um novo patrocinador, o grupo 3INIBERIA, distribuidor oficial Castrol em Portugal.
Carreira curta, mas bem-sucedida
Aos 26 anos de idade, o piloto nascido em A Capela, na Corunha, assume-se já como um dos “jovens lobos” mais talentosos de Espanha. Competiu por várias épocas nos ralis regionais até que, em 2018, assume honras de destaque nacional com as suas exibições e consequente vitória final na Copa Suzuki Junior, juntando ainda a esse triunfo a 2ª posição no Campeonato Júnior de Ralis de Espanha.
A sua ascensão fulgurante continuou em 2019. Aí, mercê do prémio obtido com a vitória na Copa Suzuki, integrou o plantel do Rally Team Spain, correndo integrado na Categoria R2, almejando estar sempre entre os mais rápidos e conquistar dois pódios, um dos quais no Rali de Espanha-Catalunha, então fazendo parte do WRC.
Após a paragem de 2020, devido à pandemia, regressa à slides nacionais, tendo como foco o título de campeão júnior e ganhar o prémio inerente: estar em 2022 novamente no Rally Team Spain a competir no Europeu Júnior. Alcança uma vitória e três pódios e chega ao rali decisivo com possibilidades de se sagrar campeão. Aí, uma falha mecânica coloca-o fora de prova, retirando-lhe as hipóteses de vencer a competição.
Agora, arregaça as mangas para chegar à glória na Peugeot Rally Cup Ibérica, integrado na equipa portuguesa The Racing Factory.
É a partir de amanhã, quinta-feira, que tem oficialmente início a 55ª edição do Vodafone Rally de Portugal, cujos primeiros quilómetros cronometrados serão disputados em Coimbra, na primeira de três Super Especiais que compõem o programa competitivo desta edição. Até domingo, há 21 classificativas para percorrer entre as regiões Centro e Norte do país, numa prova que marca a estreia em pisos de terra dos novos modelos de “Rally1” e que assinala o 50º aniversário do WRC, com a presença de alguns dos pilotos que fizeram a história do Mundial de Ralis ao longo deste meio século.
Tudo a postos para o arranque do Vodafone Rally de Portugal, o maior evento desportivo do país que, a partir desta quinta-feira e até ao próximo domingo, reúne uma das melhores listas de participantes dos últimos anos, numa edição duplamente histórica, pela estreia em pisos de terra da nova geração de carros híbridos e pelas comemorações dos 50 anos do WRC.
Com um figurino composto por 21 classificativas, divididas entre as zonas Centro e Norte do país, a 55ª edição do Vodafone Rally de Portugal começará, como habitualmente, com o Shakedown em Baltar, Paredes, a partir das 9h01 desta quinta-feira, naquele que será o derradeiro teste para equipas e pilotos definirem ou corrigirem afinações, antes da partida oficial em Coimbra, ao final do dia.
Em estreia absoluta no figurino da prova organizada pelo Automóvel Clube de Portugal, a Super Especial de Coimbra marca o início das “hostilidades”, a partir das 19h03. Uma classificativa a pensar, sobretudo, no espetáculo, que se desenvolve por 2,82 km, no perímetro urbano da cidade do Mondego. Antes do arranque das principais equipas, o programa paralelo inclui, ainda, uma exibição com alguns dos principais carros que fizeram a história do WRC e uma prova de Clássicos Desportivos (ver Programa abaixo).
O ano em que ninguém arrisca um vencedor
A nova era híbrida do Campeonato do Mundo de Ralis vai ter a sua prova de estreia, em pisos de terra, no Vodafone Rally de Portugal, com a presença de um número recorde de 12 carros da categoria “Rally1”.
O maior contingente pertence ao M-Sport Ford World Rally Team, que participa, pela primeira vez, com cinco Puma Rally1, enquanto o Toyota Gazoo Racing World Rally Team inscreve quatro GR Yaris Rally1. Os restantes três são os i20 N Rally1 com as cores do Hyundai Shell Mobis World Rally Team, pilotados por Thierry Neuville, Ott Tänak e o regressado Dani Sordo.
Um dos principais pontos de interesse desta quarta ronda do WRC é a presença dos franceses Sébastien Ogier e do rival Sébastien Loeb, que, este ano, têm apenas participações pontuais e regressam à competição depois da abertura, em Monte Carlo, ganha precisamente por Loeb.
São os dois maiores campeões da história do WRC: entre ambos, detêm 17 títulos (nove para Loeb e oito para Ogier), todos conquistados nos últimos 18 Campeonatos do Mundo de Pilotos – apenas Ott Tänak quebrou a sua hegemonia, em 2019. Para acrescentar ao impressionante registo de ambos, importa referir que apresentam, em conjunto, 134 vitórias em provas do WRC!
Ogier vai juntar-se ao atual líder do Campeonato, Kalle Rovanperä, a Elfyn Evans (vencedor da prova portuguesa em 2021) e ao japonês Takamoto Katsuta na Toyota Gazoo Racing, que também lidera o Mundial de Construtores. O piloto francês ostenta cinco vitórias em Portugal: em 2010 (a sua primeira no WRC), 2011, 2013, 2014 e 2017. Se ganhar esta edição, torna-se no piloto mais vitorioso de sempre em Portugal, ultrapassando o lendário Markku Alen, com qual está atualmente empatado.
“Estou entusiasmado por voltar a competir em Portugal”, diz Ogier, que ocupa presentemente a oitava posição no Campeonato de Pilotos. “Gostei muito de ter tido um tempo de folga e agora sinto-me bastante refrescado para o regresso. Estou feliz por saber que a equipa tem continuado a ganhar nos dois últimos ralis, e estou aqui para conseguir um bom resultado para mim e para ajudar a Toyota a vencer mais um Campeonato de Construtores. Não partir perto dos da frente vai ser algo novo para mim e penso que pode ser uma pequena vantagem, se não chover. O mais difícil será entrar logo no ritmo, porque fiz apenas um dia de testes em pisos de terra, na passada semana”, acrescenta o francês.
Já Loeb, que ganhou em Portugal “apenas” por duas vezes, conquistou em Monte Carlo a sua incrível 80.ª vitória no WRC, e tem como colegas de equipa na M-Sport Ford Craig Breen, Gus Greensmith, Adrien Fourmaux e Pierre-Louis Loubet.
“As primeiras sensações com o Puma na terra foram bastante boas”, diz o francês nove vezes Campeão do Mundo. “Trabalhámos a suspensão e a afinação dos diferenciais, mas um só dia de testes não é muito quando se trata da primeira vez que guias um carro em troços de terra. No entanto, fiquei feliz com as sensações que tive. O meu objetivo é encontrar o ritmo tão rápido quanto possível, mas como sou o quarto na estrada, limpar os troços é sempre um desafio se o tempo estiver seco. Não sei bem o que esperar, pelo que temos de conseguir fazer um bom primeiro dia”, conclui Sébastien Loeb.
Quanto a Kalle Rovanperä, é o atual líder do campeonato, com uma sólida vantagem de 29 pontos sobre o segundo, Neuville, muito fruto das vitórias consecutivas nos ralis da Suécia e da Croácia. Vai por isso ter a tarefa de abrir pela primeira vez a estrada, na sexta-feira, sendo naturalmente penalizado pelo facto de ter de “limpar” os troços para os restantes concorrentes.
“A sensação com o novo carro na terra foi bastante boa no geral, especialmente no teste pré-evento, onde houve melhorias relativamente ao trabalho feito anteriormente. Costumo gostar do Rally de Portugal: as classificativas são boas e técnicas e há um ambiente excelente. ‘Limpar’ os troços será provavelmente o nosso maior desafio, já que é algo de novo para nós”, realça Rovanperä.
O colega de equipa Elfyn Evans era um dos favoritos à partida para o campeonato deste ano, mas duas desistências por despiste nas duas primeiras provas e um resultado modesto na Croácia fazem com que chegue a Portugal na nona posição, já a 59 pontos do líder. É o nono na estrada, enquanto o colega de equipa Takamoto Katsuta é sexto e vai tentar melhorar o quarto lugar final que conquistou na edição do ano passado do Vodafone Rally de Portugal.
Evans mostra-se reservado nos prognósticos: “É difícil saber como estamos perante a concorrência no primeiro evento em troços de terra com os carros Rally1, mas as sensações nos testes foram muito positivas. Portugal é um rali do qual tenho gostado cada vez mais à medida que o disputo e foi fantástico vencer aqui no ano passado. Podemos certamente conseguir um grande resultado”.
Quanto à decisão da M-Sport Ford de inscrever cinco carros, constitui a maior entrada de um construtor na nova era Rally1. A marca da oval azul até tem estado bem nas últimas participações em Portugal, com a vitória de Ogier em 2017 e dois lugares no pódio no ano seguinte.
Craig Breen, atualmente terceiro no campeonato, faz a antevisão da prova: “Estou ansioso pelo Rally de Portugal. Há alguns anos que não o disputo, creio que desde 2018. Os três primeiros ralis deste ano são, de certa forma, únicos, cada qual à sua maneira, pelo que estou curioso para ver como os Puma se vão comportar aqui. O teste foi bom, mas há muitas classificativas novas e algumas mudanças desde a última vez que cá estive”.
Gus Greensmith, por seu turno, guiou pela primeira vez um World Rally Car no Vodafone Rally de Portugal de 2019. Vai contar também com a concorrência dos companheiros de equipa Adrien Fourmaux e Pierre-Louis Loubet. Greensmith e Fourmaux foram respetivamente quinto e sexto, no ano passado, em Portugal, com os Fiesta WRC, o que lhes deve garantir alguma confiança para edição deste ano.
Entre os Construtores, o Hyundai Shell Mobis World Rally Team está à frente da M-Sport Ford no Campeonato por quarto pontos, e os três pilotos da equipa todos têm considerável experiência em Portugal, pelo que são potenciais candidatos à vitória.
Thierry Neuville venceu em 2018 e foi segundo no ano seguinte, posição idêntica à que detém presentemente no Campeonato de Pilotos. “Há sempre uma imensidão de público e um ambiente fantástico, em Portugal. As classificativas são agradáveis, mas ao mesmo tempo desafiantes, e a gestão dos pneus também é bastante importante, aqui, porque as segundas passagens podem ser muito duras. Vimos, na Suécia, com o set-up para terra, na neve, que o carro era muito rápido, pelo que temos esperança de ser rápidos nesta superfície”, diz o belga.
O colega de equipa Ott Tänak venceu o Rally de Portugal, em 2019, na sua caminhada para conquista do título mundial. O estónio está atualmente empatado com Loeb na quarta posição do Campeonato e, no ano passado, venceu oito das especiais da prova portuguesa, que liderou durante a maior parte da ação de sábado, antes de danificar a suspensão do Toyota na classificativa de Amarante.
“O Rally de Portugal é muito divertido de guiar e um de que gosto realmente. É rápido com uma superfície bastante macia e, nas segundas passagens, pode ser muito duro e exigente. Precisas tanto de fiabilidade como de velocidade para seres bem-sucedido aqui. Espero que o bom momento do nosso pódio na Croácia, depois de dois maus resultados em Monte Carlo e na Suécia, continue em Portugal”, deseja o estónio.
Dani Sordo é outro dos regressos na prova portuguesa do WRC, só que, para o espanhol, esta é a primeira participação do ano, aos comandos do terceiro Hyundai i20. Tem excelentes desempenhos em Portugal, onde foi terceiro por quatro vezes (2007, 2009, 2010 e 2017), liderou ao longo de quarto especiais em 2019 e terminou em segundo no ano passado, após vencer quatro especiais e liderar a prova durante cinco.
“Portugal é sempre muito bom, pelo que estou contente que seja o meu primeiro rali da época, uma vez que consegui aqui dois pódios com a Hyundai. Espero adaptar-me rapidamente a este novo desafio, mas sei que não será fácil, porque os outros pilotos já disputaram três ralis, este ano”.
Mikkelsen lidera o extenso pelotão do WRC2
Os principais pontos de interesse deste 55.º Vodafone Rally de Portugal são, sem dúvida, o regresso do duelo entre Sébastien Ogier e Sébastien Loeb e a estreia dos 12 carros “Rally1” híbridos de última geração numa prova de terra do Campeonato do Mundo (WRC), mas a promessa de uma empolgante luta pela vitória no Campeonato FIA WRC2 não deixa igualmente de atrair as atenções.
São 41 inscritos, liderados pelo campeão em título e atual comandante do WRC2, Andreas Mikkelsen, no Skoda Fabia Evo. O norueguês, que no ano passado falhou a prova do ACP por estar infetado com COVID19, tem 15 pontos de vantagem sobre o francês Yohan Rossel (Citroën C3), que por sua vez conseguiu o primeiro triunfo nesta competição no Rally da Croácia deste ano, depois de se ter sagrado campeão do WRC3, em 2021.
Os colegas de equipa de Mikkelsen no Toksport WRT, Marco Bulacia e Nikolay Gryazin, juntamente com o duo da Hyundai Motorsport N, Teemu Suninen e Oliver Solberg, são outros dos potenciais candidatos à vitória na prova portuguesa. Chris Ingram, Kajetan Kajetanowicz, ambos em Skoda Fabia Evo, e os Citroën C3 de Eric Camilli, Jan Solans e Stèphane Lefebvre, podem também ter uma palavra a dizer no que respeita aos lugares cimeiros.
Entre os concorrentes Júnior, competição para pilotos até 30 anos de idade, o checo Erik Cais lidera, com apenas um ponto de vantagem sobre Gryazin e o finlandês Emil Lindholm, enquanto o estónio Georg Linnamäe e Ingram completam o top-5. Os pilotos aproveitam os seis melhores resultados das sete provas da competição.
Pajari lidera o WRC3 e Joona e Armstrong o Junior
O Campeão do Mundo Júnior em título, o finlandês Sami Pajari, lidera o WRC3, com quatro pontos de vantagem sobre o italiano Enrico Brazzoli e sete sobre o irlandês William Creighton, com três jornadas já disputadas. Já o FIA Junior WRC, que vai na 21.ª edição e integra o Vodafone Rally de Portugal desde 2007, é liderado ex-aequo por Lauri Joona e Jon Armstrong, após duas rondas da competição de cinco eventos.
Portugueses focados sobretudo no CPR
O Vodafone Rally de Portugal é o palco da terceira prova da temporada do Campeonato de Portugal de Ralis (CPR). Armindo Araújo (Skoda Fabia) lidera o contingente de 11 pilotos inscritos no WRC2, mas deve preocupar-se, essencialmente, com as contas do “Nacional”, que lidera com 72 pontos, mais nove do que o segundo classificado, Miguel Correia que, há um mês, se estreou no lugar mais alto do pódio, na sequência da vitória no Rali Terras d’Aboboreira.
O campeão nacional em título, Ricardo Teodósio (Hyundai i20 N) e o colega de equipa Bruno Magalhães, mas também José Pedro Fontes (Citroën C3), Pedro Almeida (Skoda Fabia) e Pedro Meireles (Hyundai i20 N), são outros dos que podem discutir a primazia no CPR, cuja lista de participantes no WRC2 se completa com Lucas Simões, Diogo Salvi, Paulo Caldeira e Manuel Castro.
A competição destinada ao CPR disputa-se apenas da primeira à nona especial do 55.º Vodafone Rally de Portugal, sendo que depois, entre os que decidirem continuar, o foco de interesse se vai centrar na luta pelo título de melhor português na prova.
PROGRAMA
Quinta-feira, 19 de maio 2022
09h01-13h30 Shakedown (Paredes)
12h30-14h45 Super Especial Coimbra – Clássicos Desportivos (2,82 km)
17h45-18h15 Sessão de Autógrafos (Coimbra)
18h00-18h35 Desfile WRC 50 Anos
18h55 Cerimónia de Partida Vodafone Rally de Portugal (Coimbra)
O lousadense vai fazer a sua estreia na prova portuguesa integrada no Mundial de Ralis. Acompanhado por Paulo Silva, Luís Morais quer voltar à rota dos bons resultados, numa jornada que conta para o CPR2RM e para a Peugeot Rally Cup Ibérica.
É já amanhã que Luís Morais se estreará no Vodafone Rali de Portugal. Pela frente, para além do shakedown em Baltar, a partir das nove da manhã, o piloto de Lousada enfrentará 9 especiais cronometradas, distribuídas por quinta e sexta-feira, com cerca de 125 quilómetros, no programa da prova onde se discutem as classificações finais do Campeonato de Portugal de Ralis Duas Rodas Motrizes e da Peugeot Rally Cup Ibérica.
Depois dos problemas no Terras D’Aboboreira e em Mortágua, Luís Morais sabe que “pontuar forte no Rali de Portugal é essencial, embora este não seja um ano onde sintamos pressão de grandes resultados. É a minha estreia no Campeonato Nacional de Duas Rodas Motrizes e na Peugeot Rally Cup Ibérica e, como tal, é um ano de aprendizagem e de evolução. Mas, não enjeitamos rodar entre os da frente, como aconteceu em Fafe e tudo faremos para alcançar um bom resultado”.
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Concluídos os reconhecimentos, o lousadense considera que “apesar de apenas irmos fazer uma etapa, as nove especiais que teremos pela frente serão muito duras. Ao calor que se espera para sexta-feira, junta-se a extensão e os pisos que, em qualquer das duas passagens, já estará muito destruído, depois da passagens de tantos WRC e WRC2. Por isso, temos perfeita noção de que, a exemplo do que aconteceu em Fafe, será um rali onde o bom equilíbrio entre um andamento rápido e a capacidade para rodar sem exageros, nem erros, evitando todas as armadilhas, será essencial para alcançarmos um bom resultado. Queremos andar bem e deixar orgulhosos os patrocinadores, a equipa e as nossas famílias”.
O corolário da prova que a dupla tem pela frente será um momento emocionante para Luís Morais. A 1ª etapa termina com a PE9 – SSS Lousada, no Eurocircuito da Costilha e o piloto já antevê “um momento de grande emoção. Primeiro, porque ao chegarmos lá, estaremos a um pequeno passo de terminar o rali, o que será um bom sinal. Depois, bem, ir competir naquele circuito que tanto me diz, perante dezenas de milhares de pessoas e entre eles a família e os amigos, será algo que jamais esquecerei!”.
Paulo Roque e o navegador Tiago Teixeira vão disputar pela primeira vez o emblemático Vodafone Rally de Portugal, no próximo fim de semana, entre as estrelas do Campeonato do Mundo de Ralis.Ao volante do Peugeot 208 Rally4, piloto de Gondomar quer terminar a prova e manter a trajetória de evolução no CPR2 e Peugeot Rally Cup Ibérica.
Para milhares de adeptos dos ralis em Portugal e não só, o Rally de Portugal é um sonho. Uma prova que desperta fascínio e emoções fortes, conotada com alguns dos mais famosos troços de ralis do mundo, locais míticos onde Paulo Roque se habituou a ver passar algumas das máquinas e pilotos que fizeram história no WRC.
Este ano, o piloto de Gondomar deixa de ser espectador e terá a oportunidade de viver o Vodafone Rally de Portugal por dentro, integrado no Campeonato de Portugal de Ralis e na Peugeot Rally Cup Ibérica, duas competições onde tem demonstrado uma evolução muito consistente nesta sua época de estreia.
O objetivo, por isso, é manter esta tendência numa prova que costuma ser duríssima para os carros de duas rodas motrizes, que vão disputar um total de 9 classificativas.
“Obviamente que o Rally de Portugal é um dos pontos altos do nosso calendário, sobretudo porque tenho muitas memórias como espectador nestes troços, quer no Norte e Centro do país, quer no rali no Algarve”,afirmou o piloto navegado por Tiago Teixeira. “Será mais uma estreia absoluta para nós nesta época de evolução e aprendizagem. Sabemos que numa prova do Mundial, como esta, teremos dezenas de carros a partirem à nossa frente e, como tal, vamos encontrar as classificativas bastante degradadas. Faz parte do desafio e a nossa missão é chegar ao fim, acumular quilómetros em competição com o carro e desfrutar deste momento especial”, concluiu Paulo Roque, que está nesta altura entre os sete primeiros do CPR2.
A prova do CPR2 e Peugeot Rally Cup Ibérica disputa um total de nove classificativas, entre quinta e sexta-feira (19 e 20 de Maio), incluindo as aguardadas Super Especiais em Coimbra (quinta-feira) e Lousada (sexta-feira).
Corre-se já neste fim de semana o Vodafone Rally de Portugal, evento de cariz mundial que a PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA volta a integrar no seu calendário de 2022, naquele que é o primeiro de dois ralis do WRC presentes no alinhamento da copa. Será, também, a terceira prova da presente época da copa ibérica, com a particularidade de o mais internacional dos ralis lusos marcar o final da fase portuguesa e a despedida dos pisos de terra. Findo este evento, ficará por cumprir a secção de asfalto da copa, com três ralis do outro lado da fronteira ibérica.
E que melhor local para esta despedida do que um rali de cariz ‘mundialista’ e um conjunto de troços icónicos da região de Arganil? O ‘menu’ da prova do ACP Motorsport contempla, em termos de copa, 124,73 quilómetros cronometrados, divididos por 9 Especiais, palcos das intensas batalhas a realizar entre a Cidade dos Estudantes e a Exponor, em Matosinhos. Tudo irá começar na nova SuperEspecial de Coimbra, na noite desta quinta-feira (19 de maio), lutas que se irão prolongar pelo dia de sexta-feira, com as duplas passagens por troços icónicos como Lousã, Góis e Arganil, mais uma visita única a Mortágua, num dia que terminará com novo troço-espetáculo, em Lousada.
São 14 os PEUGEOT 208 Rally4 inscritos, com outras tantas duplas de ‘Leões’, incluindo os vencedores do Serras de Fafe e de Mortágua, Óscar Palomo / ‘Xavi’ Moreno e Diego Ruiloba / Andrés Blanco, e parte significativa dos seus adversários aos títulos de 2022. Nesta terceira prova perfilam-se sete equipas portuguesas, uma delas em estreia, seis espanholas e outra em que o piloto defende as cores do Uruguai, sendo navegado por um espanhol.
Face a uma bem mais vasta audiência, de público e de diretores de equipas – afinal, a copa ibérica serve, também, de plataforma de lançamento para o mundo dos ralis – todos irão sublinhar a excelência das suas máquinas, bem como da elevada competitividade associada a esta iniciativa coorganizada, pela quinta vez consecutiva pela PEUGEOT Portugal e PEUGEOT Espanha, com a logística da Sports & You.
Quem irá vencer o Vodafone Rally de Portugal? É, como tem sido hábito ao longo das suas diversas épocas, muito difícil fazerem-se prognósticos de resultados antes de sair para a estrada a terceira prova do ano da PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA.
As acesas lutas pelos lugares da frente que ocorreram quer em Fafe, quer em Mortágua, e os resultados finais delas saídos, bem como os das múltiplas batalhas entre os integrantes de um recheado plantel da copa, levam a que não se saiba quais os sucessores de Óscar Palomo / ‘Xavi Moreno e Diego Ruiloba / Andrés Blanco. Poderão ser os próprios num tão desejado bis que lhes permita aumentar o pecúlio pontual, ou um dos seus múltiplos adversários, ávidos de amealhar pontos importantes que lhes permitam lutar até ao fim pelos cetros de 2022.
Outra questão prende-se com as particularidades deste nosso rali pontuável para o WRC, cujos dois primeiros dias (quinta e sexta-feira) servem de estrutura a este encontro entre os PEUGEOT 208 Rally4, que terão pela frente alguns dos mais distintos troços do mundo dos ralis, Lousã, Góis, Arganil e Mortágua.
Não só fruto da sua extensão, mas principalmente pela sua dureza, acrescida por os PEUGEOT 208 da copa cumprirem os troços depois de por eles passar todo plantel dos carros de quatro rodas motrizes, das categorias maiores do Mundial de Ralis, encontrando-os, por isso, muito revoltos. Se o tempo seco se mantiver mostrar-se-ão mais duros para máquinas e pilotos, se chover a lama tornar-se-á num adversário adicional, algo que se notará ainda mais nas segundas passagens, pelo que há que fazer uma gestão inteligente entre velocidade e resistência.
Nada que as máquinas made by PEUGEOT Sport e preparadas pelas diversas estruturas mecânicas não estejam habituadas a lidar, em já quatro épocas e meia de copa ibérica. Bem mais suaves serão as duas SuperEspeciais de Coimbra e Lousada, respetivamente a abrir e a fechar a competição, aqui havendo apenas a preocupação de não estragar todo o trabalho realizado de preparação feito por si e pelas suas equipas técnicas. Quanto aos pilotos da copa ibérica, mantém-se a maioria dos nomes que vimos este ano em Fafe e Mortágua – Andres Marieyhara, Delbín Garcia, Diego Ruiloba, Ernesto Cunha, lago Gabeiras, José Loureiro, Luis Morais, Óscar Palomo, Paulo Roque, Ricardo Sousa e Roberto Blach. Juntam-se-lhes dois nomes portugueses e um espanhol, o reg
O Vodafone Rally de Portugal será um momento alto para as equipas, que vão assim poder exibir-se numa prova de estatuto mundial.A dupla portuguesa Miguel Campos e Nuno Rodrigues da Silva parte na liderança do troféu.
O Vodafone Rally de Portugal vai para a estrada já amanhã, quinta-feira, e a Toyota Gazoo Racing Iberian Cup irá marcar presença com oito equipas a alinharem à partida desta prova que integra o calendário do Campeonato do Mundo de Ralis da FIA. Prova muito mediática e que captura a atenção de milhares de adeptos que se preparam para “invadir” as classificativas nacionais, acresce ainda que será em Portugal que o WRC vai celebrar o seu 50º aniversário, elevando ainda mais o impacto que o rali vai ter a nível global.
Em termos desportivos este será o maior e mais duro desafio que o Toyota GR Yaris vai enfrentar até este momento depois das excelentes indicações deixadas nas duas primeiras provas já realizadas do troféu monomarca. As longas e duras classificativas de terra batida deste rali são igualmente famosas por serem impiedosas para pilotos e mecânicas, testando a fiabilidade aos limites. O local certo para o GR Yaris demonstrar, mais uma vez, aquilo a que já nos habituou – competitividade, espetacularidade e fiabilidade ao mais alto nível.
Com início do rali marcado para Coimbra no final do dia de quinta-feira, dia 19, as equipas vão realizar uma pequena e sinuosa super-especial urbana em pleno coração da cidade, na zona de Santa Clara e que desde logo promete muito espetáculo, sendo que posteriormente vão entrar em parque fechado nesse mesmo local.
Na sexta-feira, dia 20, rumam diretamente às míticas classificativas da zona centro que desde há muito ajudaram também a construir a história do Mundial de Ralis. O desafio é composto por uma dupla passagem pelas especiais de Lousã, Góis e Arganil, a que se seguirá uma passagem única pela especial de Mortágua, antes de as equipas rumarem a norte para um final fabuloso, com uma curta mas espetacular passagem pela super-especial de Lousada, num dia longo que totalizará 121 quilómetros de percurso cronometrado.
A aventura do Rally de Portugal terminará, em termos regulamentares, no final desse mesmo dia de sexta-feira para as equipas da TOYOTA GAZOO Racing Iberian Cup, momento em que se vai saber quem será o vencedor desta terceira etapa do troféu, com os concorrentes a regressarem à base operacional do rali, situada na Exponor, em Matosinhos.
A partir da prova lusa estará disponível também a aplicação oficial do TOYOTA GAZOO Racing Iberian Cup. Através da App gratuita todos poderão ter acesso às novidades do Troféu monomarca Ibérico, acedendo a conteúdos exclusivos, informação das provas e pilotos. Para instalar a App basta clicar nos links abaixo: Toyota GR Iberian CupAndroid TGR Iberian CupApple IOS
Toyota Yaris Hybrid GR SPORT GT7 Edition irá decorrer na Exponor
A apresentação nacional do Toyota Yaris Hybrid GR SPORT GT7 Edition irá decorrer na Exponor, no parque de assistência, na zona reservada à TOYOTA GAZOO Racing Iberian Cup, na noite de sexta-feira. De lembrar que este novo Toyota Yaris Hybrid GR SPORTdenominado de GT7 Edition nasceu de uma parceria entre a Toyota Caetano Portugal e a PlayStation Portugal, que têm trabalhado em conjunto para oferecer aos fãs de automobilismo as melhores experiências, tanto na estrada, como no mundo virtual do Gran Turismo 7. A propósito, importa ainda realçar que, no local de exibição da viatura, nesta altura, estarão disponíveis simuladores para os presentes que se atreverem a testar o GR Yaris no Gran Turismo 7, o verdadeiro simulador de condução.
A edição de 2022 do Vodafone Rally de Portugal vai ser palco das comemorações das 50 edições do WRC e, em quatro troços (Coimbra, Lousada, Porto e Fafe), vai haver um desfile com algumas das melhores máquinas e pilotos de outros tempos. A começar pelo alemão Walter Röhrl, que regressa à estrada para guiar o Opel Ascona 400 com o qual se sagrou Campeão do Mundo, em 1982, mas também o saudoso e sempre impressionante Audi Sport Quatro de Grupo B.
Aos 75 anos, completados no passado dia 7 de março, Walter Röhrl será a estrela maior de um grupo de 18 pilotos que vai marcar presença em quatro especiais do Vodafone Rally de Portugal 2022 (SS1, SS9, SS16 e SS21), com alguns dos mais emblemáticos carros que fizeram a história dos 50 anos do Campeonato do Mundo de Ralis (WRC).
O alemão, campeão do Mundo em 1980 e 1982, vai regressar ao volante do Opel Ascona 400 e do Audi Sport Quattro nas Super Especiais de Coimbra, Lousada e Porto. Já na classificativa de Fafe, a última do programa, o piloto alinhará “apenas” com o Audi com que disputou o Rally Monte Carlo de 1985.
Mesmo em modo exbição, o público terá, também, a oportunidade de ver em ação modelos tão emblemáticos como o Talbot Sunbeam Lotus (Grupo 2), ex-Henri Toivonen, assim como alguns dos mais glamorosos modelos de Grupo 4, casos do Fiat 131 Abarth, ex-Markku Alen (Brasil, 1979), o Ford Ecort RS 1800 (Rally Safari), ex-Vic Preston Jr., o Lancia Stratos, ex-Björn Waldegård, ou o Alpine A110 1800, ex-Jean-Luc Thérier (Córsega, 1973).
Para além do Audi Sport Quattro, vão estar presentes ainda mais seis ilustres representantes da indomável geração dos Grupo B, casos de várias gerações do Audi Quattro (algumas unidades ex-Hannu Mikkola e ex- Walter Röhrl), do Renault 5 Turbo 2, ex-Jean Ragnotti, do Lancia Delta S4, ex-Henri Toivonen, e de um lendário Lancia Rally 037, ex-Vic Preston Jr. (Rally Safari, 1985).
Entre os 18 carros que integram este desfile, programado para as Super Especiais de Coimbra, Lousada e Porto, e ainda para a Power Stage de Fafe (neste caso, com apenas cinco carros), estão ainda dois exemplares de Grupo A: um Lancia Delta Integrale, ex-Carlos Sainz (Rally de Portugal, 1993), que será tripulado pelos suíços Achim e Barbara Loth, e ainda um Lancia Delta Integrale 16V, ex-Miki Biasion (Rally de Portugal, 1990), que regressa à estrada com a dupla portuguesa composta Vítor Lopes/Sérgio Paiva.
André Villas-Boas, antigo treinador de futebol de FC Porto, Chelsea, Tottenham e Marselha, repete a experiência de 2021 e regressa para guiar o Citroën C3 WRC utilizado por Esapekka Lappi na edição de 2019 da prova do ACP. Por sua vez, o austríaco Helmut Steiner e a antiga estrela alemã do WRC, Isolde Holderied, dividirão o volante de um Toyota Corolla WRC, ex-Didier Auriol (Sanremo, 1998), ao longo das quatro classificativas.
Parada de estrelas
Como parte da celebração do 50º aniversário do Campeonato do Mundo FIA de Ralis, a ronda portuguesa do WRC vai ainda juntar na Exponor alguns dos campeões que fizeram e ainda fazem a história da competição.
Aos consagrados Sébastien Loeb (com um recorde de nove títulos mundiais e 80 vitórias) e Sébastien Ogier (oito títulos e 54 triunfos), ambos a competir esta semana na 55.ª edição do Vodafone Rally de Portugal, juntam-se os duas vezes campeões mundiais Carlos Sainz, Miki Biasion, Marcus Grönholm e Walter Röhrl, além dos campeões Ari Vatanen, Ott Tänak e Petter Solberg. Juntos, estes nove pilotos acumulam 28 títulos no campeonato lançado em 1973 e que ao longo deste meio século já visitou 35 países.
Os antigos co-pilotos Luis Moya, David Richards, Robert Reid, Christian Geistdörfer, Tiziano Siviero, Timo Rautianen, Derek Ringer e Martin Järveoja também estarão presentes num jantar de gala. Michèle Mouton e Fabrizia Pons, única dupla feminina a vencer um rally do WRC, estão igualmente presentes nas comemorações, tal como as antigas vencedoras da Taça FIA de Senhoras, Louise Aitken-Walker e Isolde Holderied, acompanhadas das respetivas navegadoras, Tina Thörner e Christine Driano.
Horário (a confirmar):
Evento 1 – Super Especial Coimbra (2,82 km): 19 de maio (5ª feira) – 18h00/18h35
Evento 2 – Super Especial Lousada (3,36 km): 20 de maio (6ª feira) – 17h45/18h30
Evento 3 – Super Especial Porto (3,30 km): 21 de maio (sábado) – 17h45/18h30
Arranca já amanhã o WRC Vodafone Rally de Portugal 2022, a 55.ª edição de um dos maiores eventos do desporto automóvel no nosso país e uma prova onde Ernesto Cunha e Rui Raimundo irão defender a liderança do campeonato a todo o custo.
Num desafio que se espera bastante duro, a EFC Rally Team apresenta-se à partida com as armas apontadas para os primeiros lugares entre os participantes do CPR 2RM e da Peugeot Rally Cup Ibérica. Sempre confiante, Ernesto Cunha adianta que “esta é uma prova mítica e onde não poderíamos deixar de marcar presença. É a última prova da época em pisos de terra, um terreno onde conseguimos resultados favoráveis, mas que neste rali com o grande número de participantes, sabemos que vai ser um desafio enorme.”.
“A nossa prioridade será sempre o Campeonato de Portugal de Ralis 2RM, ainda assim, estamos empenhados em ter bons resultados na copa e motivados com o 2º lugar que ocupamos atualmente”, refere também o piloto do 208 Rally 4.
Com um total de 100 equipas inscritas, o segmento dedicado às competições ibéricas do WRC Vodafone Rally de Portugal 2022 irá desenrolar-se até à PEC 9, no final do dia de sexta-feira, 20 de maio. Será uma verdadeira jornada de resistência, com mais de 124 quilómetros de especiais cronometradas a disputar nos pisos de terra do centro e norte do país.
Aos 23 anos e a cumprir a sua primeira época no Campeonato de Portugal de Ralis, Lucas Simões vai concretizar um sonho no próximo fim de semana, com a estreia no famoso Vodafone Rally de Portugal.Jovem piloto bracarense, navegado por Nuno Almeida, quer prosseguir evolução com Hyundai i20 R5 e terminar uma prova que se antevê dura.
» Jovem piloto bracarense, navegado por Nuno Almeida, quer prosseguir evolução com Hyundai i20 R5 e terminar uma prova que se antevê dura.
Campeão Norte de Ralis em 2020, Lucas Simões colocou a estreia no Vodafone Rally de Portugal como mais um dos sonhos a cumprir na sua carreira nos ralis. Depois de vários anos a assistir à famosa prova do WRC como espectador, o piloto de Escudeiros (Braga) passa agora para o lado de ‘dentro’, disputando o evento do Campeonato de Portugal de Ralis.
“Qualquer piloto português, e não só, sonha um dia poder disputar o Rally de Portugal”, refere Lucas Simões. “Sabemos que, normalmente, o rali é muito duro para os concorrentes nacionais, que partem atrás de dezenas de pilotos do Mundial e que apanham os troços bastante degradados. Além disso, a nossa experiência é muito menor do que a maioria dos nossos adversários. O grande objetivo é chegar ao final da prova e continuar a nossa evolução com o R5 em provas de terra”, afirmou o promissor piloto de 23 anos, navegado por Nuno Almeida.